A EVOLUÇÃO DOS INDICADORES SOCIAIS PAULISTAS EM 20 ANOS ( )

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1 SSN SEADE n o 13 Abril 2014 A EVLUÇÃ DS NDADES SAS PAULSTAS EM 20 ANS ( ) Autores deste número Silvia Mancini, assessora da Diretoria Adjunta de Metodologia e Produção de Dados; Maria Paula erreira, gerente de Metodologia e Estatística; afael amelo, assessor da Diretoria Executiva; arlos oberto A. rança, chefe da Divisão de Produção; Mariza Tokie Watanabe Taira, pesquisadora; lma Edna Pereira Sidney, pesquisadora; arlos Eugenio de arvalho erreira, chefe da Divisão de Projeções Populacionais e Antonio B. Marangone amargo, pesquisador. oordenação e edição Edney ielici Dias

2 SEADE undação Sistema Estadual de Análise de Dados Diretora Executiva Maria Helena Guimarães de astro Diretora Adjunta Administrativa e inanceira Silvia Anette Kneip Diretor Adjunto de Análise e Disseminação de nformações Haroldo da Gama Torres Diretora Adjunta de Metodologia e Produção de Dados Margareth zumi Watanabe orpo editorial Maria Helena Guimarães de astro; Silvia Anette Kneip; Haroldo da Gama Torres; Margareth zumi Watanabe; Edney ielici Dias e svaldo Guizzardi ilho Av. ásper Líbero 464 EP São Paulo SP one (11) ax (11) / /

3 apresentação PESQUSAS NSEDAS N DEBATE PÚBL Seade é uma instituição que remonta ao século 19, com o surgimento da epartição da Estatística e do Arquivo do Estado, em Ao longo de mais de um século, tem contribuído para o conhecimento do Estado por meio de estatísticas, com um conjunto amplo de pesquisas sobre diversos aspectos da sociedade e do território de São Paulo. Levar parte importante desse volume de informação e suas interconexões ao público é, por sua vez, uma tarefa tão relevante quanto desafiadora. Projeto Primeira Análise visa divulgar parte do universo de conhecimento da instituição, ao dialogar com temas de interesse social. s artigos que compõem o projeto procuram sinalizar de forma concisa tendências e apresentar uma análise preliminar do tema tratado. Trata-se de texto autoral, de caráter analítico e científico, com aval de qualidade do Seade. s textos são destinados a um público formado por gestores públicos, ao oferecer informação qualificada e de fácil compreensão; ao meio acadêmico e de pesquisa aplicada, por meio de abordagem analítica preliminar de temas de interesse científico; e para a mídia em geral, ao suscitar pautas sobre questões relevantes para a sociedade. s artigos do projeto têm periodicidade mensal e estão disponíveis na página do Seade na nternet. s temas englobam aspectos econômicos, sociais e de interesse geral, abordados em perspectiva de auxiliar na formulação de políticas públicas. Desta forma, o Seade mais uma vez se reafirma como uma instituição ímpar no fornecimento de informações de importância para o conhecimento do e para a formulação de suas políticas públicas. Maria Helena Guimarães de astro

4 A EVLUÇÃ DS NDADES SAS PAULSTAS EM 20 ANS ( ) Este trabalho discute um conjunto abrangente de indicadores sociais do, cobrindo um intervalo de 20 anos ( ). Nesse período, o Estado passou por transformações intensas, o que se refletiu em diversas dimensões da vida dos cidadãos, tais como renda, trabalho, educação, habitação, condições de saúde e acesso a bens de consumo. Essa coleção de indicadores, analisada em relação aos nacionais, possibilita uma visão ampla dos avanços nesses diversos campos e serve de subsídio inicial para análises específicas. SÍNTESE DS NDADES SAS N ESTAD A renda per capita tem crescido e hoje os paulistas ganham em média 30% a mais do que os brasileiros em geral. A evolução da renda tem sido mais forte entre as famílias mais pobres. A taxa de desemprego apresenta tendência de queda, chegando hoje à metade daquela registrada dez anos atrás. No mercado de trabalho, aumentou a atividade entre os adultos, ao mesmo tempo que se reduziu a de crianças e idosos. Atualmente, mais da metade das mulheres participa do mercado de trabalho. Nas últimas duas décadas, o Estado conseguiu universalizar o acesso à educação para as crianças de 6 a 14 anos. Ampliou-se o acesso à educação para crianças com até cinco anos e para jovens de 15 a 17 anos hoje, mais de 80% destes dois públicos frequentam escola. Em 1993, 8% dos adultos de 18 a 24 anos cursavam ensino superior, proporção que passou para mais de 18%, em fluxo escolar melhorou muito desde 1993, com a redução das taxas de reprovação e abandono. esultado da melhoria de acesso e fluxo, a escolaridade média da força de trabalho em São Paulo vem aumentando. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

5 As condições de habitação melhoraram sensivelmente em 20 anos, com atendimento quase universal das redes de água e de coleta de lixo. A coleta de esgoto também vem se ampliando rapidamente e já atinge mais de 90% dos domicílios do Estado. acesso à comunicação cresceu initerruptamente no período hoje a telefonia está universalizada e a nternet chega à metade das residências paulistas. No período, a mortalidade infantil reduziu-se de 26,2 para 11,5 óbitos por mil nascidos vivos. Após um período de crescimento nos anos 1990, a mortalidade por agressões está em queda constante desde A esperança de vida ao nascer da população paulista aumentou 6,06 anos, entre 1993 e 2012, sendo 2,90 nos últimos dez anos. Em 2012, esse indicador atingiu 75,35 anos. AVANÇS SAS D ESTAD DE SÃ PAUL Nas últimas duas décadas, o Brasil tem acumulado diversos avanços na área social. Vários fatores contribuíram para a melhoria de vida dos brasileiros, mas as bases para os progressos retomam a onstituição de 1988, que passou a assegurar diversos direitos sociais básicos a toda a população e delegou aos entes federados em grande parte responsabilidade por garanti-los. A onstituição, então, abriu espaço para criação e ampliação de uma série de políticas públicas federais, estaduais e municipais, com foco na melhoria do contexto social. De que forma o tem evoluído nesse ambiente institucional? omo a vida dos paulistas melhorou nas últimas duas décadas? Esta edição do Primeira Análise traz uma coleção de dados que ajudam a responder a essas questões. niciando pela renda, em 20 anos, os paulistas sem dúvida ficaram mais ricos. Em termos de valores reais, a renda per capita no Estado passou de $ 800, em 1993, para quase $ 1.400, em sso significa que, descontando a inflação do período, os paulistas ficaram 75% mais ricos. s mais pobres também se beneficiaram do ambiente econômico positivo: a situação de pobreza no Estado, que atingia menos de 20% da população, hoje não aflige mais do que 2,6% dos seus habitantes. Essa melhoria de renda começou com a estabilização dos preços promovida pelo Plano eal, em 1994, e mesmo passando por crises internacio- 1 a Análise Seade, n o 13, abril

6 nais, que afetaram especialmente a economia paulista, o saldo final é uma população com maiores possibilidades de consumo e investimento. crescimento da renda real das famílias é, sem dúvida, um componente essencial para avaliar como os paulistas melhoraram de vida, pois constitui um fator que abre uma série de possibilidades que vão muito além do consumo. om mais renda, as famílias paulistas podem hoje, muito mais do que há 20 anos, investir no capital humano de seus filhos. Mesmo quando pensamos nas famílias que usam serviços públicos de saúde e educação, uma maior renda familiar é capaz de ampliar, por exemplo, o tempo que as crianças dedicam-se aos estudos e o acesso a bens culturais, como livros. Da mesma forma, com uma renda maior, as famílias têm condições de melhorar a qualidade da alimentação, o que impacta diretamente em sua saúde. Em educação, os desdobramentos da regulamentação da onstituição, como a criação do undef, em 1996 depois substituído pelo undeb, permitiram redistribuir os recursos entre os entes federados, de modo a garantir um investimento mínimo anual por aluno. A organização dos sistemas escolares também evoluiu muito em duas décadas, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em Diante desse contexto, a educação básica em São Paulo avançou fortemente. Estado conseguiu, já no final da década de 1990, incluir todas as crianças de 6 a 14 anos na escola, mesmo aquelas de famílias mais pobres. acesso à pré-escola caminha na mesma direção e deve ser universalizado em poucos anos. Além de maior acesso, os paulistas têm permanecido mais tempo na escola. Hoje, as pessoas de 18 a 39 anos têm cerca de três anos de estudos a mais do que aquelas com mais de 40 anos. Em parte, essa conquista deve- -se aos esforços para corrigir o fluxo escolar, como a criação do regime de ciclos escolares, e para promover a continuidade dos estudos, via expansão dos cursos superiores e profissionalizantes. A área da saúde também passou por inúmeras transformações nas últimas décadas. omo decorrência dos novos princípios constitucionais, a criação do SUS ampliou substancialmente o acesso a serviços de saúde. Só para mencionar algumas políticas relevantes no período, têm-se as inúmeras campanhas de vacinação, prevenção de doenças, etc., o Programa Saúde da amília, a lei dos genéricos e tantas outras iniciativas específicas. Após mais de 20 anos de melhorias na saúde, hoje morrem menos crianças paulistas. A taxa de mortalidade infantil no Estado, que já era uma 1 a Análise Seade, n o 13, abril

7 das menores do país no início dos anos 1990, reduziu-se a menos da metade em Também os paulistas adultos estão vivendo mais: a esperança de vida ao nascer aumentou 6,06 anos no período. Em resumo, esses indicadores mostram como a vida dos paulistas avançou nos últimos anos. Estamos mais ricos, vivendo mais e com mais escolaridade, enfim, vivemos em melhores condições de que há 20 anos. A retrospectiva dos últimos 20 anos é, portanto, positiva. Mas velhos e novos desafios continuam se colocando. A qualidade da educação básica ainda precisa avançar muito, enquanto a educação profissional e a superior devem se alinhar aos novos requisitos do mercado de trabalho. A atenção à saúde deve resolver seus gargalos para conseguir atender a uma demanda cada vez maior, pois o envelhecimento da população irá crescentemente pressionar a demanda por esse serviço público. A trajetória dos últimos 20 anos mostra que o desenvolvimento social é um projeto coletivo de longo prazo, não sendo alcançado em pouco tempo e tampouco por políticas pontuais. Melhorar a vida de uma população requer um conjunto articulado de ações e tempo para que estas iniciativas impactem a vida das pessoas. Portanto, os avanços que ainda se fazem necessários e as novas demandas que já se apresentam vão requerer esforços cada vez maiores de planejamento e articulação entre os diversos organismos do Estado e os setores da sociedade. As próximas seções detalham os indicadores sumarizados anteriormente. AUMENT NA ENDA E MELHA EM SUA DSTBUÇÃ Em 2012, a renda domiciliar per capita média no correspondia a $ 1.343, enquanto a brasileira equivalia a $ Após ter atingido, em 2003 e 2004, os menores valores desde a implementação do Plano eal, esse indicador, tanto para o Brasil como para o Estado de São Paulo, passou a se ampliar constantemente, alcançando agora os patamares mais elevados da série. Para os dois cortes geográficos, o atual patamar, em termos reais, supera em cerca de 70% o registrado em 1993 (Gráfico 1). Além da evolução observada no nível médio de renda, sua distribuição também tornou-se mais igualitária. s avanços mais expressivos foram registrados na redução dos níveis de pobreza absoluta. De fato, se tomado o corte de meio salário mínimo para a renda familiar per capita como linha de pobreza e um quarto do salário mínimo como linha de indigência, verifica- -se que, em São Paulo onde a distribuição de renda é menos concentrada do que no conjunto do país, a proporção de pobres passou de 17,5%, em 1 a Análise Seade, n o 13, abril

8 G enda domiciliar per capita média (1) Brasil e Em reais de setembro de 2012 Brasil onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) Valores em reais, atualizados pelo NP para setembro de , para apenas 2,6%, em 2012 (Gráfico 2). Já a parcela de indigentes praticamente desapareceu, reduzindo-se de 4,2% para 0,5%, nesse período (Gráfico 3). Também houve acentuado progresso nos indicadores nacionais, embora os porcentuais de pobres e de indigentes continuem superiores aos de São Paulo. No Brasil, entre 1993 e 2012, a proporção da população com renda domiciliar per capita menor que meio salário mínimo passou de 38,8% para 10,9%, enquanto aquela com renda inferior a um quarto de salário mínimo diminuiu de 17,3% para 3,3%. 1 s Gráficos 2 e 3 sugerem uma nítida correlação desses indicadores com a conjuntura econômica nacional. u seja, em anos em que a economia brasileira mostra-se pouco dinâmica, como em 2003, os níveis de pobreza se elevam, ocorrendo o contrário quando melhora o desempenho da economia, como na presente década. 1. Vale notar que, para permitir as comparações anuais, optou-se por deflacionar o salário mínimo vigente em 1992 para valores de setembro de 2012, obtendo-se $ 348,39. Esse valor é bastante inferior aos $ 622,00 vigentes em 2012, pois o salário mínimo vem sendo reajustado acima da inflação nos últimos anos. Portanto, caso fossem considerados os valores do salário mínimo vigente a cada ano, a proporção da população com renda domiciliar per capita inferior à metade ou a um quarto do salário mínimo seria bem maior do que os resultados ora apresentados. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

9 G 2 Proporção da população com renda domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo (1) Brasil e ,0 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0, Brasil onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) Exclui domicílios com renda mensal domiciliar per capita igual a zero. rendimento domiciliar exclui o rendimento dos menores de dez anos e dos agregados, pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregado doméstico. salário mínimo utilizado foi o de setembro de 1992, que correspondia a r$ ,94, sendo este valor corrigido pelo NP para os anos processados, equivalendo a $ 348,39 para G 3 Proporção da população com renda domiciliar per capita inferior a um quarto do salário mínimo (1) Brasil e ,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 Brasil onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) Exclui domicílios com renda mensal domiciliar per capita igual a zero. rendimento domiciliar exclui o rendimento dos menores de dez anos e dos agregados, pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregado doméstico. salário mínimo utilizado foi o de setembro de 1992, que correspondia a r$ ,94, sendo este valor corrigido pelo NP para os anos processados, equivalendo a $ 348,39 para a Análise Seade, n o 13, abril

10 Mesmo assim, ainda é longo o percurso necessário para atingir padrões distributivos mais igualitários. A metade mais pobre da população paulista ainda não se apropria de um quinto da renda, embora esse indicador também tenha evoluído positivamente no período estudado. Verifica- -se, também, que a situação paulista é menos grave quando comparada à média nacional, apesar do nítido avanço desta última. De fato, enquanto em São Paulo o porcentual da renda apropriada pela metade mais pobre da população passou de 15,8%, em 1993, para 19,1%, em 2012, no Brasil esse indicador aumentou de 12,2% para 16,5%, no mesmo período (Gráfico 4). Evidentemente, as possibilidades de intervenção direta do poder público estadual ou municipal para superar os problemas distributivos e reduzir os níveis de pobreza e de indigência são limitadas, não só por se tratar de questões estruturais com profundas raízes históricas, mas também por sua dependência do comportamento macroeconômico do país e de seus reflexos no mercado de trabalho. G Porcentual da renda apropriada pelos 50% mais pobres e 10% mais ricos Brasil e , ,0 40,0 42,9 43,7 39,5 48,9 47,2 41,8 30,0 20,0 15,8 15,1 19,1 12,2 13,1 16,5 10,0 0,0 ESP 50% mais pobres Brasil 50% mais pobres ESP 10% mais ricos Brasil 10% mais ricos onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

11 MEAD DE TABALH No, a taxa de atividade, em 2012, equivalia a 61,7% da população de dez anos e mais, contra 58,6% em Esse indicador permaneceu praticamente estável em relação a 2011 e foi um pouco inferior ao maior valor da série (62,7%), alcançado em 2009 após uma década de tendência ascendente (Gráfico 5). Tal crescimento deveu-se à ampliação expressiva desse indicador para a população de 25 a 59 anos e, em menor medida, de 18 a 24 anos, uma vez que diminuiu a presença no mercado de trabalho de crianças e adolescentes, bem como de pessoas com 60 anos e mais (Gráfico 6). Esses movimentos também foram observados no Brasil, mas com intensidades diferentes. A saída de jovens e idosos do mercado de trabalho foi mais acentuada no país do que em São Paulo, ao passo que o acréscimo da participação dos adultos foi mais significativo entre os paulistas. om isso, a taxa de atividade no Estado, que costumava ser menor do que a nacional (58,6% e 61,1%, respectivamente, em 1993), passou a ser maior, alcançando 61,7% em 2012, contra 59,9% da taxa brasileira. No caso das crianças e adolescentes, por exemplo, a mudança na legislação sobre a idade mínima para contratação, a política de combate ao trabalho infantil e a maior valorização da educação pela sociedade, empresas G 5 Taxas de atividade da população de dez anos e mais Brasil e Brasil 65,0 64,0 63,0 62,0 61,0 60,0 59,0 58,0 57,0 56,0 55,0 54, onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

12 G 6 Taxas de atividade da população de dez anos e mais, por faixa etária Brasil e ,0 80,0 70,0 61,7 61,1 58,6 59,9 60,0 ESP-1993 ESP-2012 Brasil-1993 Brasil ,6 78,1 77,0 78,9 82,5 75,0 73,0 73,9 71,6 71,6 74,4 66,8 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 32,7 26,4 14,2 15,7 34,6 27,6 25,2 23,1 0,0 Total De 10 a 17 anos De 18 a 24 anos De 25 a 39 anos De 40 a 59 anos 60 anos e mais onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. e governo provavelmente explicam a redução da taxa de atividade. Já entre a população de 60 anos e mais, o acesso aos benefícios previdenciá rios e programas de transferência de renda deve ter concorrido para sua menor permanência no mercado de trabalho. Analisando a taxa de atividade por sexo, observam-se, tanto no Estado de São Paulo quanto no Brasil, ampliação para a população feminina e retração para a masculina (Gráfico 7). A taxa de desemprego aberto, que sempre foi mais elevada em São Paulo do que no conjunto do país, alcançou, em 2012, praticamente o mesmo patamar nas duas abrangências geográficas, sendo estimada em 6,3% da População Economicamente Ativa do Estado e 6,2% na média nacional. Sua evolução entre 1993 e 2012 mostra que este indicador, depois de ter atingido os patamares mais elevados de 1998 a 2005, vem se reduzindo nos últimos anos nos dois cortes geográficos, embora de forma mais intensa em São Paulo (Gráfico 8). continua sendo mais formalizado do que o conjunto do país, embora ambos tenham evoluído no período, como indica a proporção de ocupados contribuintes da previdência, que, em São Paulo, passaram de 64,4% para 73,5%, entre 1993 e 2012, enquanto na média nacional o aumento foi mais intenso: de 43,1% para 59,7%, no mesmo período (Gráfico 9). 1 a Análise Seade, n o 13, abril

13 G 7 Taxas de atividade da população de dez anos e mais, por sexo Brasil e ,0 70,0 74,9 ESP-1993 ESP-2012 Brasil-1993 Brasil ,8 76,0 70,5 60,0 58,6 61,7 61,1 59,9 50,0 43,2 52,5 47,0 50,1 40,0 30,0 Total Homens Mulheres onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. G 8 Taxas de desemprego aberto da população de dez anos e mais Brasil e ,0 12,0 Brasil 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0, onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

14 G 9 cupados que contribuem para algum instituto de previdência Brasil e ,0 75,0 70,0 65,0 Brasil 60,0 55,0 50,0 45,0 40,0 35,0 30, onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. EDUAÇÃ São amplamente conhecidos os progressos obtidos nas últimas décadas no campo da educação em São Paulo, o Estado mais escolarizado do Brasil. Entretanto ainda se faz necessário avançar. om esse objetivo, o governo estadual promove diversos programas e ações com foco na qualidade da aprendizagem e na valorização das carreiras do magistério. Merecem destaque a implantação do regime de metas por escola, o programa de bonificação por resultados, a introdução de uma base curricular comum, de orientação para todas as escolas da rede estadual, e a formação continuada dos profissionais da educação. Destacam-se, ainda, as políticas e ações voltadas para promover a correção do fluxo escolar (programas de recuperação e reforço escolar, classes de aceleração de estudos e, no ensino médio, a introdução da matrícula por disciplina) e o aumento da jornada escolar. ndicadores de acesso A ampliação do acesso por nível de ensino pode ser observada pela evolução das taxas de atendimento escolar. Praticamente a totalidade de crian- 1 a Análise Seade, n o 13, abril

15 ças em idade escolar obrigatória (6 a 14 anos) estava frequentando escola (98,7%), em 2012, e tem sido sistemático o crescimento na frequência escolar nos demais grupos etários. Em 2012, 82,3% das crianças de 4 a 5 anos frequentavam um estabelecimento escolar, quase o dobro do valor registrado em 1993 (43,4%). A taxa de atendimento dos jovens de 15 a 17 anos aumentou 16,3 pontos porcentuais nesse período, atingindo 85,8% desses jovens em 2012 (Gráfico 10). onsiderando toda a faixa etária de escolaridade obrigatória, de 4 a 17 anos (estabelecida na Emenda onstitucional n o 59 de 2009), o Estado de São Paulo alcançou uma taxa de atendimento de 92,8% em Trata- -se de um valor bastante expressivo, uma vez que o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no ongresso Nacional, prevê para até 2016 a universalização da escolarização para este grupo etário. Tendo em vista que o acesso à escola já é universal para as crianças paulistas de 6 a 14 anos, o desafio da inclusão para os próximos anos está no ensino infantil, cuja oferta é municipal, e no ensino médio, de responsabilidade estadual. utro dado bastante importante é que a inclusão na escola tem acontecido, sobretudo, entre as crianças mais pobres. Na faixa etária do ensino G 10 Taxas de atendimento escolar (1), por faixa etária Brasil e ,0 80,0 82,3 78,2 98,7 98,2 85,8 84,2 Brasil 60,0 40,0 20,0 0,0 De 4 a 5 anos De 6 a 14 anos De 15 a 17 anos onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) elação entre o número de matrículas registradas (estudantes), na faixa etária correspondente, e a população desta mesma faixa etária. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

16 fundamental (6 a 14 anos), praticamente não há mais diferenciação da frequência à escola em função do nível de rendimento familiar (Gráfico 11). Nos demais grupos etários, a distância que separa esses segmentos extremos vem se reduzindo continuamente ao longo dos últimos anos, revelando os esforços dos governos e da sociedade nesse campo. Em 1993, entre os 20% mais pobres, apenas 28,5% das crianças de 4 e 5 anos frequentavam equipamentos de educação infantil, proporção que passou para 81%, em mesmo se verifica para os jovens de 15 a 17 anos: entre os mais pobres, a taxa de escolarização aumentou de 57,6% para 83%, no mesmo período. G 11 Taxas de atendimento escolar (1), por faixa etária, segundo quintis do rendimento familiar per capita ,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 rianças de 4 a 5 anos ,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 rianças de 6 a 14 anos Entre os 20% mais pobres 100,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 Entre os 20% mais ricos Jovens de 15 a 17 anos onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) elação entre o número de matrículas registradas (estudantes), na faixa etária correspondente, e a população desta mesma faixa etária. Taxa de escolarização líquida Em função da repetência e da evasão, parte dos alunos apresenta distorção entre a série esperada para sua idade e a efetivamente frequentada. 2 A evolução da taxa líquida de escolarização, nos diferentes níveis de ensino, mostra ganhos importantes na produtividade do sistema. 2. A educação formal encontra-se estruturada em um mínimo de 15 anos de estudo: nove para o ensino fundamental; três para o médio; e um mínimo de quatro anos para a educação superior. As idades adequadas a esses níveis de ensino são, respectivamente: 6 a 14 anos; 15 a 17 anos; e 18 a 24 anos (considerando-se as diferentes durações de cada curso). 1 a Análise Seade, n o 13, abril

17 No caso dos jovens de 15 a 17 anos, que deveriam estar frequentando o ensino médio, 69,6% encontravam-se em tal situação no Estado de São Paulo, em 2012, sendo que na média nacional essa taxa apresenta valor bem inferior: 54,0% (Gráfico 12). Este índice mais que triplicou em 20 anos, o que demonstra o resultado das diversas ações de correção de fluxo no ensino fundamental, onde a escolarização líquida cresceu de 83% para mais de 93%. Novamente, estes números já estão compatíveis com as metas estabelecidas pelo PNE, que prevê, até 2016, 95% dos alunos de ensino fundamental e 85% daqueles de ensino médio frequentando a etapa adequada para a idade. om a melhoria do fluxo escolar nestas duas décadas, São Paulo tinha, em 2012, 86,5% de adolescentes de 16 anos com ensino fundamental completo e 68,5% de jovens de 19 anos com ensino médio completo, valores acima dos nacionais (69,4% e 51,5%, respectivamente). G 12 Taxas líquidas de escolarização (1), por nível de ensino Brasil e ,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 83,0 75,5 31,4 18,9 86,6 85,7 61,3 40,0 undamental Médio undamental Médio undamental Médio 93,7 92,5 69,6 Brasil 54, onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. (1) elação entre o número de matrículas registradas (estudantes) em um determinado nível de ensino, na faixa etária correspondente, e a população desta mesma faixa etária. Nota: Até 2006, os dados correspondem a crianças e adolescentes de 7 a 14 anos que frequentam o ensino fundamental e adolescentes de 15 a 17 anos que cursavam o ensino médio. De 2007 a 2012, as informações referem-se a crianças e adolescentes de 6 a 14 anos que frequentam o ensino fundamental e adolescentes de 15 a 17 anos que cursavam o ensino médio. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

18 Ensino técnico e superior Além do ensino básico, o conseguiu expandir expressivamente as oportunidades de formação profissional, por meio dos ensinos técnico e superior. Estado teve, em 2012, mais de 350 mil alunos matriculados em cursos de ensino técnico, considerando-se as redes privadas e públicas. Só o entro Paula Souza foi responsável por 154 mil matrículas em seus cursos técnicos de nível médio. Gráfico 13 mostra como a rede Paula Souza se expandiu: entre 1998 e 2012, as matrículas se multiplicaram por 9. acesso dos jovens de 18 a 24 anos ao ensino superior ampliou-se expressivamente, tanto no como no Brasil. Para a população paulista, esse indicador passou de 7,4%, em 1993, para 17,7%, em No Brasil, a evolução foi de 4,8% para 15,1%, no mesmo período (Gráfico 14). G 13 Matrículas no ensino técnico de nível médio do entro Paula Souza No de matrículas onte: oordenadoria de ensino técnico etec. 1 a Análise Seade, n o 13, abril

19 G 14 População de 18 a 24 anos que frequenta ensino superior Brasil e ,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 Brasil 0, onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. Anos médios de estudo utro indicador que revela a situação educacional da população é a média de anos de estudo. Para os paulistas de 15 anos e mais, essa média passou de 6,2 para 8,9 anos, entre 1993 e 2012, praticamente a escolaridade equivalente à conclusão do ensino fundamental. fato de esse indicador ser menor para o segmento com idade igual ou superior a 40 anos (7,6 anos, em 2012) indica a influência da baixa escolaridade das pessoas mais velhas na média da população (Gráfico 15). 1 a Análise Seade, n o 13, abril

20 G 15 Média de anos de estudo, por faixa etária Brasil e Anos de estudo 8,9 7,9 10,4 9,4 7,6 6,5 Brasil anos e mais 18 a 39 anos 40 anos e mais onte: BGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; undação Seade. ndicadores de desempenho aumento sistemático das taxas de atendimento nos diversos níveis de ensino e a redução das desigualdades entre os estudantes mais ricos e mais pobres evidenciam tendência da universalização do acesso à educação básica no. A partir de agora, o principal desafio reside na melhoria do desempenho dos alunos. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica deb foi desenvolvido para ser um indicador que sintetiza informações de desempenho em exames padronizados, com informações sobre rendimento escolar (taxa média de aprovação dos estudantes na etapa de ensino). 1 a Análise Seade, n o 13, abril

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