Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo. Acordam, em conferência, na Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo:

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1 Página 1 de 16 Acórdãos STA Processo: 0906/14 Data do Acordão: Tribunal: 2 SECÇÃO Relator: DULCE NETO Descritores: Sumário: Nº Convencional: JSTA000P18060 Nº do Documento: SA Data de Entrada: Recorrente: A...,S.A. Recorrido 1: FAZENDA PUBLICA Votação: UNANIMIDADE Aditamento: Texto Integral Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo LITISPENDÊNCIA RECLAMAÇÃO DE ACTO PRATICADO PELO ÓRGÃO DA EXECUÇÃO FISCAL I A litispendência, materializando-se na repetição de uma causa pendente, constitui excepção dilatória, que tem por objectivo evitar que o tribunal contradiga ou reproduza uma decisão anterior. II A litispendência só ocorrerá se, cumulativamente, nas acções em apreciação, intervierem as mesmas partes, sob a mesma qualidade jurídica, pretendendo obter, nessas acções, o mesmo efeito jurídico e esse efeito jurídico tiver por causa o mesmo facto jurídico. Texto Integral: Acordam, em conferência, na Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo: 1. A.-., S.A., com os demais sinais dos autos, recorre da sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto que, na reclamação judicial por si apresentada ao abrigo do disposto nos arts. 276º e seguintes do CPPT contra a decisão do órgão de execução fiscal de indeferimento do pedido de suspensão do processo de execução fiscal nº , julgou verificada a excepção dilatória de litispendência face a uma preexistente reclamação, apresentada no âmbito do mesmo processo de execução e que nesse mesmo Tribunal corre sob o n.º 165/12.9BEPRT Rematou as alegações de recurso com as seguintes conclusões: 1. A Recorrente decidiu, de sua livre e espontânea vontade, apresentar em um segundo pedido de suspensão do processo de execução fiscal.

2 Página 2 de Tal como se deduz da factualidade provada, as circunstâncias que estão na base dos pedidos de suspensão do processo de execução fiscal apresentados no SF em e em não são as mesmas. 3. Conforme se denota da factualidade provada, o requerimento apresentado em teve por fundamento evitar quaisquer actos de penhora dos quais a AT tinha entretanto ameaçado a Recorrente. 4. Por sua vez, o requerimento apresentado em teve na sua base o facto de a AT recusar à Recorrente a emissão de certidão de situação tributária regularizada. 5. A Recorrente não iria apresentar um segundo pedido de suspensão do processo de execução fiscal por seu bel-prazer, sem uma nova justificação objectiva para o fazer. 6. Ou seja, as circunstâncias que motivaram ambos os pedidos não são as mesmas e em ambos os casos as circunstâncias motivadoras dos requerimentos são única e exclusivamente imputáveis à AT. 7. Conforme resulta do teor dos dois pedidos de suspensão do processo de execução fiscal, as motivações e circunstâncias que justificaram um e outro são substancialmente distintas. 8. Assim, a douta sentença recorrida padece de erro de julgamento quando afirma que o segundo pedido é a repetição do primeiro. 9. A Recorrente não iria apresentar um segundo pedido junto do SF se não tivesse nova justificação para o efeito. 10. Sendo certo que o segundo pedido, tal como resulta do seu teor, não foi uma repetição do anterior. 11. De modo que a douta Sentença recorrida padece igualmente de erro de julgamento quando afirma que a Reclamante provocou uma segunda pronúncia por parte do Chefe do SF.

3 Página 3 de Com efeito, resulta da factualidade provada e dos demais sinais dos autos que o segundo pedido apresentado no SF foi motivado por factores externos, originários da AT, tal como resulta do seu teor - não tendo decorrido da livre e espontânea vontade da Reclamante, aqui Recorrente. Por outro lado, 13. A douta sentença padece igualmente de erro de julgamento quando afirma, a fls. 9/10, que os pedidos, nesta reclamação judicial e na reclamação judicial n º 165/12.9BEPRT, são os mesmos. 14. Com efeito, o efeito jurídico almejável em ambas as reclamações judiciais não reside (nem pode residir), em qualquer dos casos, na obtenção da suspensão do processo de execução fiscal. 15. É que o processo de reclamação judicial previsto nos artigos 276º e ss. do CPPT é um contencioso de mera anulação e não de plena jurisdição, 16. conforme resulta do disposto nos artigos 95ºnº1 e nº2 j) e 103º nº2 da LGT, e 97º nº1 n) e 276º do CPPT, quando nestes se afirma que as decisões do órgão de execução fiscal são passíveis de reclamação judicial. 17. No processo de reclamação judicial o contribuinte apenas pode obter, em caso de deferimento, a anulação do despacho reclamado - não sendo possível, em caso de deferimento da reclamação judicial, obter a condenação do órgão de execução fiscal a qualquer comportamento ou à prática de qualquer acto, como a suspensão do processo de execução fiscal. Acresce ainda 18. Tal como resulta da factualidade provada, os despachos administrativos reclamados neste processo de reclamação judicial e no processo de reclamação judicial nº 165/12.9BEPRT são distintos. 19. Consequente, os pedidos anulatórios desses despachos, formulados neste processo de

4 Página 4 de 16 reclamação judicial e no processo de reclamação judicial nº 165/12.9BEPRT, são igualmente distintos. 20. Ou seja, os efeitos jurídicos visados num e noutro processo de reclamação judicial não são coincidentes: aqui pretende-se a anulação do despacho de ; no processo de reclamação judicial nº165/12.9beprt pediu-se a anulação do despacho do órgão de execução fiscal de Deste modo, não se verifica a excepção da litispendência, tendo em conta que não se verifica a identidade de pedidos num e noutro processo. 22. Com efeito, constitui requisito legal da litispendência, entre outros, a identidade de pedidos (cfr. artigo 581º nºs. 1 e 3 do CPC). 23. Assim, a sentença recorrida interpretou e aplicou erradamente as referidas disposições legais e os artigos 278º nº1 e), 577º i), 580º nº 2 e 582º do CPC. Acresce que, 24. A sentença atribuiu aos presentes autos o valor do processo de execução fiscal, Euro , Ora, o valor da presente reclamação judicial deve ser, outrossim, de apenas Euros 5.000,00, coincidente com a alçada da 1ª Instância dos Tribunais Judiciais. 26. Por força do disposto artigo 97º-A nº 2, in fine, do CPPT, pois este processo de reclamação judicial não se integra em qualquer das alíneas do nº 1 do mesmo preceito legal. 27. Pelo que, nos termos daquele artigo 97º-A nº 2 do CPPT, o limite máximo do valor da causa corresponde ao valor da alçada da 1ª instância dos tribunais judiciais, que é de Euro 5.000, De modo que a douta sentença violou o referido artigo 97º-A nº 2 do CPPT. Nestes termos, nos melhores de Direito e com o douto suprimento de V. Exas, concedendo provimento ao presente recurso e, consequentemente, revogando a douta sentença

5 Página 5 de 16 recorrida, com as legais consequências, V. Exas. farão, como sempre, inteira JUSTIÇA A Fazenda Pública, ora Recorrida, não apresentou contra-alegações OExmº Magistrado do Ministério Público pronunciou-se no sentido de que o recurso não merecia provimento, por lhe parecer que nenhuma censura merece a decisão recorrida Com dispensa de vistos, dada a natureza urgente do processo, cumpre decidir. 2. Na decisão recorrida deu-se como assente a seguinte factualidade: A) Contra a Reclamante corre termos o processo de execução fiscal nº , instaurado pelo Serviço de Finanças do Porto 2, para cobrança de dívidas relativas a IRC e juros compensatórios do exercício de B) Em 22/07/1999, a Reclamante prestou garantia, sob a forma de seguro-caução, no processo de execução fiscal referido na alínea anterior, no valor de Esc $00. C) Em 09/06/2010, a Reclamante apresentou reclamação judicial contra o despacho de 27/05/2010 que indeferiu o pedido de declaração de prescrição da dívida exequenda (pedido apresentado em 26/01/2010), reclamação que correu termos neste TAF sob o nº BEPRT, tendo sido proferida sentença em 23/12/2011, que a julgou improcedente, encontrando-se em recurso para o STA Cfr. fls 33 e 217 a 250 e facto do conhecimento deste Tribunal. D) Em 22/12/2011, a Reclamante apresentou um requerimento junto do Serviço de Finanças do Porto 2 a requerer a suspensão do processo de execução fiscal referido na alínea A), com o seguinte teor: 1. Relativamente a este processo de execução fiscal, a Requerente prestou garantia no montante de Esc $00, em , que está pendente. 2. Por outro lado, apresentou, em , junto do 2º SF do Porto, reclamação judicial ao abrigo do

6 Página 6 de 16 artigo 276º do CPPT contra o indeferimento do pedido de declaração de prescrição da dívida que o contribuinte havia apresentado no 2º SF do Porto - reclamação, esta, que está pendente na Unidade Orgânica 3 do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto sob o processo n.º 1766/1 0 5BEPRT. 3. Nestas circunstâncias, e por força do disposto nos artigos 5º nº 1 e 2 da LGT e 169º nºs 1 e 11 do CPPT, o processo de execução fiscal deve estar suspenso (até trânsito em julgado da decisão judicial a proferir naquela reclamação judicial) e a situação tributária deve considerar-se como regularizada. 6. Quaisquer actos de penhora, no processo de execução fiscal acima referido, serão manifestamente ilegais. 7. Efectivamente, o sobredito processo de execução fiscal deve estar suspenso, como acima se referiu. (...) Cfr. fls. 175 a 176. E) Em 23/12/2011, foi proferido despacho pelo Chefe do Serviço de Finanças do Porto 2 nos seguintes termos: Concordo pelo que indefiro o pedido, já que não resulta da lei a existência de qualquer efeito suspensivo da execução quando da apresentação de reclamação judicial do art. 276º e ss do CPPT, associada ou não à prestação de garantia. Notifiquese Cfr. fls F) O despacho referido na alínea anterior teve por base a Informação de 23/12/2011 com o seguinte teor: Face ao requerimento que deu entrada neste Serviço de Finanças, dia 22/12/2011, a solicitar a suspensão do processo executivo em referência, cabe-me informar V.Exªs: 1 - O proc. exec. em causa foi instaurado por dívida de IRC/1993 em 24/04/1999 com base na certidão de dívida nº , referente à liquidação nº pelo montante de , 76; 2 - A referida liquidação foi alvo de Impugnação Judicial a que foi atribuído no SF o nº ; 3 - Para efeitos de suspensão nos termos do art. 169º do CPPT foi apresentado o seguro-caução nº , emitido pela B..-..SA, no montante de ,06, sem prazo de validade, que foi associada ao PEF com o nº

7 Página 7 de A Impugnação veio a ser julgada parcialmente procedente; 5 - Face a esta decisão foi efectuada em 8/05/2010 uma reformulação à liquidação inicial que produziu um valor a anular de ; 6 - Não obstante ter apresentado Reclamação Graciosa em 6/06/2011 (nº ) para esta liquidação correctiva, que foi extinta em 28/11/2011 no C por indeferimento da Divisão de Justiça Administrativa e Contenciosa da DF Porto, veio ainda à execução apresentar requerimento a solicitar a prescrição da divida; 7 - Após análise, o pedido foi indeferido por Despacho do Chefe deste Serviço de Finanças em 27/05/2010 tendo ainda sido ordenada a execução da garantia prestada, uma vez que a dívida não tinha sido paga; 8 - Deste Despacho o contribuinte apresentou Reclamação nos termos do art 276 do CPPT (Proc. nº 1766/10.5BEPRT), com subida imediata, a qual foi remetida ao TAF do Porto acompanhada do respectivo processo executivo; 9 - A Representação da Fazenda Pública contestou em 15/07/2010; 10 - A referida RAC encontra-se ainda pendente de decisão no TAF; 11 - Este processo mereceu Informação e Parecer da Divisão Gestão da Divida Executiva no sentido do não prosseguimento da execução, devendo o SF aguardar pelo trânsito em julgado da decisão a proferir pelo Tribunal no âmbito da RAC (cf cópia anexa), não obstante não configurar a figura da suspensão prevista no art.º 169 do CPPT; 12 - Sobre o assunto em apreço foi proferido Despacho concordante do Sr. Director de Finanças do Porto; 13 - Convém referir que não é possível o averbamento da RAC a nível informático nem esta configura a suspensão legal; 14 - Dando cumprimento a este Despacho este Serviço de Finanças informou no D não ser de publicitar o referido processo executivo e procedeu ao cancelamento de todas as penhoras; 15 - Por último convém referir que o processo executivo pende, nesta data, pela quantia de ,27 (sendo ,45 de quantia

8 Página 8 de 16 exequenda ,63 de J. Mora e 4.618,89 de custas). G) Em 09/01/2012, foi apresentada reclamação judicial do despacho referido na alínea E) que corre termos neste Tribunal sob o nº 165/12.9BEPRT.- Cfr. fls. 120 a 131 e facto do conhecimento deste Tribunal. H) No processo nº 165/12.9BEPRT, a Fazenda Pública foi notificada para contestar em 23/01/ Fls 282. I) Ainda não foi proferida decisão no processo nº 165/12.9BEPRT,encontrando-se suspenso a aguardar o trânsito em julgado da decisão do processo nº 1766/10.5BEPRT - facto do conhecimento deste Tribunal. J) Em 04/09/2012, a Reclamante apresentou um requerimento junto do Serviço de Finanças do Porto 2 a requerer a suspensão do processo de execução fiscal referido na alínea A), com o seguinte teor: 1. Como já é de conhecimento deste Serviço de Finanças, a Associação de Turismo do Porto e Norte ( E &. ) solicitou à Requerente uma certidão de situação tributária regularizada. 2. Como é sabido, tal certidão destina-se à atribuição de apoios financeiros à Requerente, no valor de , A Requerente tem, por isso, a máxima urgência na obtenção da referida certidão, sendo que se esgota em breve o prazo concedido à Requerente para apresentação da mesma, 4. Por esse motivo, remeteu a este Serviço de Finanças, em , um requerimento urgente solicitando a suspensão do processo executivo para emissão de certidão regularizada. 5. Tal sucedeu porque a Requerente consultou a sua situação tributária online tendo verificado que se encontra ilegalmente em aberto o processo de execução fiscal nº , relativo a IRC do exercício de Sucede que, 6. Como é de conhecimento oficioso da Administração Fiscal, relativamente a este processo de execução fiscal, a Requerente prestou em um seguro caução no montante de

9 Página 9 de $00, o qual ainda se encontra pendente. 7. Por outro lado, a Requerente apresentou em , junto deste Serviço de Finanças, reclamação judicial ao abrigo do art. 276º do CPPT contra o indeferimento do pedido de declaração de prescrição da dívida reclamação esta que ainda está pendente de decisão na 3ª Unidade Orgânica do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, sob o processo nº 1766/10.5BEPRT. 8. Nestas circunstâncias, e por força do disposto nos artigos 52º nº 1 e 2 da LG T e 169º nºs 1 e 11 do CPPT, o processo de execução fiscal deve estar suspenso (até trânsito em julgado da decisão judicial a proferir naquela reclamação judicial) e, por via disso, a situação tributária deve considerar-se como regularizada. ( ) 11. A manutenção deste processo de execução fiscal em aberto é manifestamente ilegal, e como referido pode causar prejuízo à Requerente, nomeadamente a perda do referido benefício de cerca de 16 mil euros, caso a Requerente não obtenha, de imediato uma certidão de situação tributária regularizada ou seja, até á próxima 4ª feira, dia 27 de Junho. 12. Pelo que, se tal vier a suceder, não restará à Requerente outra alternativa senão agir judicialmente contra o Estado em sede de responsabilidade civil extracontratual, para além da responsabilidade disciplinar e criminal que ao caso couber, quer colectiva, quer individualmente, contra os órgãos e agentes envolvidos. 13. Apesar das insistências e da urgência que a situação envolve, este Serviço de Finanças optou por remeter-se ao silêncio - sendo que, nem responde ao pedido do contribuinte, comunicando-lhe aquilo que entende ser a sua posição, nem procede à requerida suspensão do processo. PELO EXPOSTO, requer a V. Exa que se digne: a) proferir decisão sobre o pedido de suspensão formulado, ou; b) ordenar a imediata suspensão do processo de execução fiscal. (...). K) Em 02/10/2012, foi proferido despacho pelo Chefe do Serviço de Finanças do Porto 2 nos termos do qual concordou com a informação de 02/10/2012 com o seguinte teor:

10 Página 10 de 16 Tem vindo a executada A.. -, S.A., NIPC, a insistir na suspensão do PEF , com garantia bancária, de forma a permitir a emissão de certidão com a situação tributária regularizada cuja última petição é de A executada deduziu Reclamação Judicial ao abrigo do art. 276º do CPPT contra o despacho do Chefe deste Serviço de Finanças de que lhe indeferiu o pedido declaração de prescrição da dívida exequenda, respeitante a IRC do exercício de 1993 e respectivos juros compensatórios que, já tinha sido julgada totalmente improcedente pela Juiz do TAF do Porto. Não se conformando com tal decisão, interpôs recurso, o qual se encontra pendente de decisão em Tribunal Superior Considerando que o processo de execução fiscal se encontra no Supremo Tribunal Administrativo, estando fora da disponibilidade do órgão de execução fiscal e não tendo a RAC a virtualidade de suspender a execução, mas sim apenas os efeitos do ato reclamado, não parece estarem reunidos os requisitos legais referidos no artigo 169º do CPPT, logo a execução fiscal não pode estar suspensa Fls. 19 a 21 e 40 a 43. L) Em 17/10/2012, foi apresentada a presente reclamação judicial. M) Nos presentes autos, a Fazenda Pública foi notificada para contestarem 19/11/ As questões colocadas neste recurso são as de saber se a decisão recorrida incorreu em erro de julgamento, por desacertada interpretação de lei adjectiva, ao decidir que se verificava a excepção dilatória da litispendência nesta reclamação deduzida contra o acto do órgão de execução fiscal de indeferimento do pedido de suspensão do processo de execução fiscal nº , atenta a pendência de outra reclamação judicial anteriormente apresentada e cujo objecto era constituído por distinto acto de indeferimento de pedido de suspensão do mesmo processo de execução, formulado no âmbito de requerimento diverso; e se o valor deste processo de reclamação deve ser fixado em ,27, ou, antes, em 5.000,00 face às regras estabelecidas no

11 Página 11 de 16 art. 97º-A do CPPT Da Litispendência É incontroverso que a ora Recorrente, instou o órgão de execução a suspender o processo de execução fiscal nº através dos requerimentos que apresentou, na qualidade de executada, em 22/12/2011 e em 4/9/2012, e que cada um desses pedidos foi indeferido por despacho proferido pelo órgão da execução fiscal (OEF) em 23/12/2011 e em 2/10/2012, respectivamente. E é também incontroverso que a ora Recorrente reclamou judicialmente daquele despacho de 23/12/2011 (registada no TAF do Porto com o nº 165/12.9BEPRT), a qual ainda se encontra pendente, sendo que a presente reclamação foi deduzida posteriormente, tendo por objecto este outro despacho de indeferimento de 2/10/2012. Em sede de contestação, a Fazenda Pública deduziu defesa por excepção, invocando a litispendência derivada da pendência da mencionada reclamação nº 165/12.9BEPRT, tendo a sentença julgado verificada essa excepção com a seguinte e essencial argumentação: «Atento o exposto, queda manifesto que a Reclamante, no decurso do processo nº 165/12.9BEPRT (que versa sobre a apreciação do despacho de 23/12/2011 que indeferiu o pedido de suspensão do PEF apresentado em 22/12/2011), decidiu, volvidos cerca de 8 meses sobre o primeiro pedido, apresentar no Serviço de Finanças um outro pedido que mais não é do que a repetição do primeiro, insistindo na suspensão da execução. A Reclamante provocou, assim, uma segunda pronúncia por parte do Chefe do Serviço de Finanças, sobre a mesma matéria, tendo este, por despacho de 02/10/2012, voltado a indeferir o pedido, no mesmo sentido e com os mesmos argumentos do despacho anterior (de 23/12/2011), ao considerar que a reclamação judicial não tem a virtualidade de suspender a execução fiscal. Destarte e, embora existam dois despachos indeferidos em diferentes datas (02/10/2012 e 23/12/2011), constata-se que ambos versaram sobre pedidos iguais efectuados pela impetrante (embora também em datas diversas), ou seja, sobre a suspensão do PEF nº

12 Página 12 de 16 Efectivamente, embora existam dois pedidos (de suspensão do PEF) e dois despachos de indeferimento desses pedidos, a realidade concreta em que se baseiam as causas de pedir em ambas as Reclamações na presente acção e na acção nº 165/12.9BEPRT é igual, procedendo as pretensões formuladas dos mesmos factos, assim como as invalidades que se invocam para obter os efeitos jurídicos pretendidos são as mesmas em ambas as acções. ( ). A Recorrente insiste, porém, que não se verifica a apontada litispendência, por inexistência de identidade de pedidos, visto que em cada uma das reclamações o pedido se reconduz à anulação de actos administrativos bem diversos, consubstanciados, na 1ª reclamação, no acto proferido em 23/12/2011, e, na 2ª, no acto proferido em 2/10/2012. Mais argumenta que, sendo a reclamação judicial um contencioso de mera anulação e não de plena jurisdição, também dela não poderia resultar a condenação do órgão da execução fiscal à prática de qualquer acto, como seja a suspensão do processo de execução, inexistindo, por conseguinte, qualquer identidade quanto aos efeitos jurídicos resultantes da decisão que venha a ser proferida em cada uma das reclamações. Neste enquadramento, advoga que a decisão recorrida incorreu em erro na interpretação e aplicação das normas contidas nos arts. 581º, nºs 1 e 3, 278º, nº 1, alínea e), 577º, alínea i), 580º, nº 2, e 582º, todos do Código de Processo Civil (CPC). Vejamos. Como é sabido, a litispendência, materializando-se na repetição de uma causa pendente, constitui excepção dilatória, que tem por objectivo evitar que o tribunal contradiga ou reproduza uma decisão anterior. O conceito nuclear da litispendência radica, pois, na definição dos parâmetros que permitem aferir da identidade das causas, com vista a determinar se uma é, ou não, a repetição da outra. Ora, o art. 581º do CPC, sob a epígrafe «Requisitos da litispendência e do caso julgado», estabelece, no

13 Página 13 de 16 seu nº 1, que a causa se repete «quando se propõe uma ação idêntica a outra quanto aos sujeitos, ao pedido e à causa de pedir», esclarecendo, no nº 2, que «Há identidade de sujeitos quando as partes são as mesmas sob o ponto de vista da sua qualidade jurídica», e no nº 3, que «Há identidade de pedido quando numa e noutra causa se pretende obter o mesmo efeito jurídico», esclarecendo no nº 4, que «Há identidade de causa de pedir quando a pretensão deduzida nas duas ações procede do mesmo facto jurídico. Nas ações reais a causa de pedir é o facto jurídico de que deriva o direito real; nas ações constitutivas e de anulação é o facto concreto ou a nulidade específica que se invoca para obter o efeito pretendido.». O que significa que a litispendência só ocorrerá se, cumulativamente, nas acções em apreciação intervierem as mesmas partes, sob a mesma qualidade jurídica, pretendendo obter o mesmo efeito jurídico e, esse efeito jurídico tiver por causa o mesmo facto jurídico. No caso vertente, é fora de dúvida que os intervenientes nas duas reclamações são os mesmos, sob o ponto de vista jurídico, o que, de resto, não vem questionado neste recurso. Todavia, o efeito jurídico que se intenta obter em cada uma dessas reclamações é manifestamente diverso, sendo, aliás, os actos reclamados completamente distintos, designadamente quanto à respectiva motivação, sendo, por conseguinte, os pedidos anulatórios igualmente diferenciados. Ou seja, os efeitos jurídicos visados numa e noutra reclamação não são coincidentes: na 1ª pretende-se a anulação do acto do órgão de execução fiscal de 2/10/2012, e no processo de reclamação nº 165/12.9BEPRT pretende-se a anulação do acto do órgão de execução fiscal de 23/12/2011. Na verdade, e como decorre inequivocamente da factualidade fixada na decisão recorrida, a reclamação que ainda corre termos no tribunal sob o nº 165/12.9BEPRT teve por objecto o acto de indeferimento do pedido formulado pela executada em 22/12/2011, no sentido de que a execução fiscal

14 Página 14 de 16 não prosseguisse para a fase da penhora de bens, e assenta no invocado facto de se encontrar pendente no TAF do Porto uma outra reclamação (registada com o nº 1766/10.5BEPRT) para apreciação da questão da prescrição da dívida exequenda, processo que, na sua óptica, determinaria a suspensão da execução até trânsito em julgado da decisão que nele viesse a ser proferida. E a motivação do respectivo acto de indeferimento, prolatado em 23/12/2011, é exclusivamente a seguinte: «não resulta da lei a existência de qualquer efeito suspensivo da execução quando da apresentação de reclamação judicial do art. 276º e ss do CPPT, associada ou não à prestação de garantia». Já a presente reclamação judicial teve por objecto o acto de indeferimento do pedido formulado pela executada em , onde pretendia que o órgão da execução determinasse a imediata suspensão do processo executivo, e teve na sua base o invocado facto de a Administração Tributária lhe estar recusar a emissão de certidão de situação tributária regularizada de que carecia para apresentar junto da Associação de Turismo do Porto e Norte, pese embora estarem verificados os requisitos para essa emissão, na medida em que, perante o disposto no nº 12 do art. 169º do CPPT, a prestação de garantia associada à pendência de reclamação determina que se suspenda a execução e se considere regularizada a situação tributária do contribuinte. E a motivação deste outro acto de indeferimento, prolatado em 02/10/2012, é, essencialmente, a de «não parece estarem reunidos os requisitos legais referidos no artigo 169º do CPPT, logo a execução fiscal não pode estar suspensa.». Por conseguinte, sendo distintos os actos sindicados, são distintos os efeitos jurídicos (anulatórios) pretendidos. E, de todo o modo, tais efeitos jurídicos não têm por causa o mesmo facto jurídico; por muito semelhantes que pudessem ser as razões que motivaram as reclamações judiciais apresentadas, a verdade é que, bem ou mal, o órgão de execução fiscal emitiu duas decisões, em dois despachos distintos, e a eventual anulação de apenas um desses despachos sempre deixaria o outro incólume. É que o julgado apenas se estende aos precisos

15 Página 15 de 16 limites e termos em que julga (art. 621º do CPC). Em suma, além de sempre assistir à ora Recorrente o direito de reclamar de dois distintos actos lesivos emitidos pelo órgão da execução fiscal, em conformidade com o disposto no art. 276º do CPPT, é também fora de dúvida que são distintos os efeitos jurídicos que intenta obter através de cada uma dessas reclamações. E tanto basta para que não ocorra a excepção dilatória da litispendência. Torna-se, pois, claro que a decisão recorrida não pode manter-se, impondo-se a sua revogação nessa parte, com a consequente baixa dos autos à 1ª instância para conhecimento do mérito da reclamação, se para tanto nada mais obstar Do valor do processo Discorda a Recorrente do valor que o tribunal a quo atribuiu à causa na decisão final dos autos, e que fixou em ,27 por referência ao valor da execução fiscal, já que, no seu entender, o valor do processo devia ser fixado em 5.ooo,00, por ser esse o valor máximo das reclamações dos actos do OEF face ao disposto no nº 2 do art. 97º-A do CPPT na redacção vigente à data da instauração da reclamação (redacção anterior à alteração introduzida pela Lei nº 66-B/2012, de 31/12). Todavia, face à revogação da decisão recorrida, com a sua consequente eliminação da ordem jurídica e descida dos autos ao tribunal a quo para prolação de nova decisão, fica prejudicado o conhecimento desta questão, na medida em que só com essa decisão final que vier a ser proferida pode o valor da causa ser fixado (art. 306º do actual CPC) em conformidade com as regras legais estabelecidas no art. 97º-A do CPPT, regras que terão de ser então examinadas para aplicação do valor da causa à presente reclamação tendo em conta a data da sua instauração (art. 299º do CPC). 4. Face ao exposto, acordam os juízes da Secção do Contencioso Tributário deste Supremo Tribunal Administrativo em, concedendo provimento ao recurso, revogar a decisão que julgou verificada a

16 Página 16 de 16 excepção dilatória da litispendência e absolveu a Fazenda Pública da instância, e ordenar a baixa dos autos à 1ª instância para conhecimento do mérito da reclamação, se, para tanto, nada mais obstar. Sem custas. Lisboa, 15 de Outubro de Dulce Neto (relatora) Ascensão Lopes Ana Paula Lobo.

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