CARTA DE. Identificação. públicos. imparcialidade. Pública. 1 Estado de Direito. Democrático. 7 Justiça. 3 Isenção. Fonte: PLACOR

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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE CARTA DE SERVIÇO DO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO I. Identificação da Instituição Tribunal Administrativo II. Missão Garantir a justiça administrativa, fiscal e aduaneira ao cidadão, bem comoo a boa gestão e controlo dos dinheiros públicos III. Visão Ser uma Instituição célere e eficaz na imparcialidade da Administração Pública. promoçãoo da integridade e IV. Valores Há a distinguir dois grupos de valores: Princípios de Filosofia do Estado 1 Estado de Direito Democrático 2 Igualdade do cidadão perante a lei 3 Defesa dos direitos e liberdades individuais e colectivos 4 Supremacia da Constituiçãoo 5 Separação de poderes 6 Transparência e prestação de contas 7 Justiça Princípios de Ética e Profissionalismo 1 Zelo e dedicação 2 Honradez, Probidade, integridade e urbanidade 3 Isenção 4 Independência 5 Eficiência e competência 6 Profissionalismo Fonte: PLACOR II 1

2 V. Serviços Essenciais O Tribunal Administrativo é o órgão superior da hierarquia dos tribunais administrativos, fiscais e aduaneiros, conforme dispõe o n.º 2 do artigo 228 da Constituição da República de Moçambique (CRM). Compete ao Tribunal Administrativo (n.ºs 1 e 2 do artigo 230 da CRM): a) julgar as acções que tenham por objecto litígios emergentes das relações jurídicas administrativas; b) julgar os recursos contenciosos interpostos das decisões dos órgãos do Estado, dos respectivos titulares e agentes; c) conhecer dos recursos interpostos das decisões proferidas pelos tribunais administrativos, fiscais e aduaneiros; d) emitir o relatório e parecer sobre a Conta Geral do Estado; e) fiscalizar, previamente, a legalidade e a cobertura orçamental dos actos e contratos sujeitos à jurisdição do Tribunal Administrativo; f) fiscalizar, sucessiva e concomitantemente os dinheiros públicos; g) fiscalizar a aplicação dos recursos financeiros obtidos no estrangeiro, nomeadamente através de empréstimos, subsídios, avales e donativos. O Tribunal funciona em Plenário, por secções e por subsecções. O Tribunal só pode funcionar em Plenário com a presença de metade mais um dos juízes conselheiros em efectividade de funções. Constituem competências do Plenário, apreciar (artigo 27 da Lei n.º 25/2009, de 28 de Setembro): a) os recursos dos actos administrativos ou em matéria administrativa praticados por órgãos de soberania ou seus titulares e pelo Primeiro-Ministro; b) os recursos dos actos do Conselho de Ministros ou seu titular e do Primeiro-Ministro, relativos a questões fiscais e aduaneiras; c) os processos de prestação de contas da Presidência da República, do Tribunal Supremo, do Tribunal Administrativo e do Conselho Constitucional; d) os pedidos de suspensão de eficácia dos actos referidos nas alíneas anteriores; e) os recursos dos acórdãos das Secções que, em relação ao mesmo fundamento de direito e na ausência de alteração substancial de regulamentação jurídica, perfilhem solução oposta a de acórdãos das mesmas Secções; 2

3 f) os conflitos de jurisdição entre as secções do tribunal e qualquer autoridade administrativa, fiscal ou aduaneira; g) os recursos dos acórdãos das secções e subsecções; h) os recursos dos actos do Presidente do Tribunal Administrativo; i) os pedidos relativos à produção antecipada de prova; j) outros recursos e pedidos conferidos por lei. No que respeita ao Contencioso Administrativo, o Tribunal conhece (artigo 29 da Lei n.º 25/2009, de 28 de Setembro): a) os recursos dos actos administrativos ou em matéria administrativa praticados por membros do Conselho de Ministros; b) os recursos relativos à aplicação de normas regulamentares emitidas pela Administração Pública, bem como os pedidos de declaração de ilegalidade dessa aplicação; c) os recursos dos acórdãos dos tribunais administrativos; d) os recursos de actos administrativos punitivos no âmbito das suas competências; e) os pedidos de suspensão da eficácia dos actos referidos nas alíneas a) e c); f) os pedidos da execução das suas decisões, proferidas em primeira instância, independentemente de ter sido interposto recurso para o Plenário; g) os pedidos relativos à produção antecipada da prova; h) outros recursos e pedidos que lhe forem confiados por lei. No que toca ao Contencioso Fiscal e Aduaneiro, compete ao Tribunal conhecer (artigo 31 da Lei n.º 25/2009, de 28 de Setembro): a) os recursos dos actos de quaisquer autoridades, respeitantes a questões fiscais ou aduaneiras, não compreendidas na alínea b) do n.º 1 do artigo 23, da Lei n.º 2/2004, de 21 de Janeiro e nas alíneas c), d) e e) do n.º 1 do artigo 3 da Lei n.º 10/2001, de 7 de Julho; b) os pedidos relativos à execução dos seus acórdãos, proferidos em primeira instância, independentemente de ter sido interposto recurso para o Plenário; c) os pedidos de produção antecipada de prova; 3

4 d) a suspensão da eficácia dos actos referidos na alínea a), desde que seja prestada a devida garantia; e) os recursos interpostos dos tribunais fiscais e aduaneiros de natureza administrativa; f) as demais matérias atribuídas por lei. No que respeita à Secção do Visto e da Fiscalização da Legalidade das Receitas e Despesas Públicas (3.ª Secção), compete ao Tribunal Administrativo (artigo 34 da Lei n.º 25/2009, de 28 de Setembro): Subsecção do Visto Verificar a conformidade com as leis em vigor dos seguintes actos praticados por membros do Conselho de Ministros: a) os contratos, de qualquer natureza, celebrados por entidades sujeitas à jurisdição do Tribunal; b) as minutas dos contratos nos termos da legislação relativa à fiscalização prévia; c) as minutas de contratos de qualquer valor que venham a celebrar-se por escritura pública e cujos encargos tenham de ser satisfeitos no acto da sua celebração; d) os diplomas e despachos relativos à admissão de pessoal não vinculado à função pública, assim como todas as admissões em categorias de ingresso na administração pública. Subsecção da Fiscalização das Receitas e Despesas Públicas a) proceder à fiscalização concomitante e sucessiva dos dinheiros públicos, no âmbito das competências conferidas por lei; b) proceder à fiscalização da aplicação dos recursos financeiros obtidos através de empréstimos, subsídios, avales e donativos, no âmbito da administração pública central. VI. Compromissos Assumidos Os prazos referentes à marcha processual estão fixados na legislação em vigor (desde a propositura da acção ou do recurso ou ainda da 4

5 submissão do processo à fiscalização prévia até a decisão), nomeadamente: a) Em matéria do Plenário (recurso das decisões jurisdicionais do Tribunal Administrativo e das proferidas no âmbito do processo executivo): - O prazo de interposição de recurso de apelação e de agravo está fixado em 10 dias (artigo 141 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - O prazo para apresentação das alegações, em caso de recursos de apelação e de agravo, desde que não sejam processos urgentes, é de 15 dias (n.º 1 do artigo 142 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - O prazo para interposição de recurso, com fundamento em oposição de acórdãos, é de 15 dias (n.º 1 do artigo 151 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - O prazo para interposição de recurso de revisão é de 90 dias (n.º 1 do artigo 158 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - Para efeitos de recurso ao Plenário, é fundamental e obrigatório constituir advogado. b) Em matéria do Contencioso Administrativo: - O recurso de actos nulos ou juridicamente inexistentes é exercido a todo o tempo; o recurso de actos anuláveis é interposto no prazo de 90 dias; o recurso de actos de indeferimento tácito é interposto no prazo de um ano; o recurso cujo recorrente é o Ministério Público é interposto no prazo de um ano (artigo 30 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - A interposição de acções é feita a todo o tempo (artigo 99 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). - A intimação deve ser pedida ao Tribunal no prazo de 20 dias (artigo 94 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). 5

6 - O prazo de cumprimento das decisões do Tribunal Administrativo é de 60 dias, contados a partir do trânsito em julgado (n.º 3 do artigo 164 da Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho). c) Em matéria do Contencioso Fiscal e Aduaneiro: - Recurso Fiscal é interposto no prazo de 8 dias (artigo 18 do Diploma Legislativo n.º 783 de 18 de Abril de 1942); - Recurso Aduaneiro é interposto no prazo de 10 dias (artigo 185 do Decreto n.º , de 21 de Fevereiro de 1944). d) Em matéria da fiscalização prévia: - A concessão do visto deve ter lugar no prazo de 30 dias, salvo se forem solicitados elementos ou informações complementares (artigo 36 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - Estão isentos da fiscalização prévia contratos celebrados ao abrigo de Acordos de Cooperação entre Estados e contratos de arrendamento celebrados no estrangeiro para a instalação de postos diplomáticos ou consulares ou outros serviços de representação internacional, quando a urgência da sua realização impeça a sujeição daqueles ao visto prévio, bem como contratos de valor igual ou abaixo de cinco milhões (h) n.º 1 do artigo 72 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - Os contratos acima mencionados, uma vez isentos da fiscalização prévia, está fixado em 30 dias o prazo de remessa de cópias destes ao Tribunal Administrativo (n.º 3 do artigo 72 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - Há lugar a visto tácito de actos, contratos e demais instrumentos jurídicos, enviados à fiscalização prévia, sempre que não tiver havido decisão de recusa de visto, no prazo de 45 dias, contados a partir da data de registo de entrada (n.º 1 do artigo 74 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro). A execução de tais contratos (com visto tácito) pode iniciar decorridos 8 dias sobre o termo daquele prazo, se se não tiver recebido a comunicação da decisão de recusa de visto (n.º 2 do artigo 74 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); 6

7 - O prazo para interposição de recurso está fixado em 10 dias, conforme artigo 79 conjugado com n.º 1 do artigo 114 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro; - Sendo funcionário, agente interessado ou pretenso beneficiário do acto a que tenha sido recusado o visto pode requerer a interposição de recurso à entidade com competência para a prática do acto, no prazo de 15 dias, a contar da data da sua notificação (n.º 2 do artigo 117 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - Sendo funcionário, agente interessado ou pretenso beneficiário do acto a que tenha sido recusado o visto pode interpor o recurso junto do Tribunal, se a entidade com competência para a prática do acto não o fizer (n.º 3 do artigo 117 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - Subsidiariamente, estão fixados outros prazos nos artigos 144, 145 a 149 e 153, todos do Código do Processo Civil, prazos. e) Em matéria da fiscalização Sucessiva: - O Tribunal Administrativo deve enviar o relatório e Parecer sobre a Conta Geral do Estado à Assembleia da República, até 30 de Novembro do ano seguinte àquele a que a mesma se refira (artigo 82 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - As contas das entidades sujeitas ao controlo da jurisdição administrativa devem dar entrada, no Tribunal Administrativo, no prazo de três meses contados a partir da data do termo da gerência (artigo 83 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - O prazo para julgamento das contas é de um ano, a contar da data de entrada do processo na secretaria do tribunal, podendo ser suspenso pelo tempo que for necessário para obter informações ou documentos ou para efectuar investigações complementares (n.º 4 e 5 do artigo 74 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro); - O prazo para interposição de recurso está fixado em 10 dias, conforme n.º 1 do artigo 114 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro; 7

8 - A reclamação da não admissão de recurso deve ser feita no prazo de 10 dias, conforme n.º 1 do artigo 115 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro; - O recurso das decisões não finais é interposto no prazo de 5 dias, conforme artigo 116 da Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro. Outros prazos e procedimentos podem ser extraídos ainda nos seguintes diplomas legais: a) A Lei n.º 25/2009, de 28 de Setembro, que aprova a Orgânica da Jurisdição Administrativa; b) A Lei n.º 26/2009, de 29 de Setembro, que aprova o Regime relativo à organização, funcionamento e processo da Secção de Fiscalização das Receitas e Despesas Públicas e do Visto do Tribunal Administrativo e dos tribunais administrativos; c) Instruções de Execução Obrigatória do Tribunal Administrativo; d) Decreto n.º , de 21 de Fevereiro de 1944, que aprova o Contencioso Aduaneiro; e) Diploma Legislativo n.º 783, de 18 de Abril de 1942, que aprova o regulamento do Contencioso das Contribuições e Impostos; f) A Lei n.º 9/2001, de 7 de Julho, que aprova o Processo Administrativo Contencioso; g) A Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro, que cria o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE); h) A Lei n.º 14/2009 de 17 de Março, que aprova o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado; i) Decreto n.º 62/2009, de 8 de Setembro, que aprova o Regulamento da Lei n.º 14/2009, de 17 de Março que aprova o Estatuto Geral de Funcionários e Agentes do Estado; j) Decreto n.º 15/2010, de 24 de Maio, que aprova o Regulamento de contratação de empreitada de obras públicas, fornecimento de bens e prestação de serviços ao Estado; k) A Portaria n.º 1984, de 9 de Junho de 1933, que aprova o Regimento do Tribunal Administrativo, Fiscal e de Contas de Moçambique; l) Lei n.º 15/2002, de 26 de Junho, que aprova as bases do sistema tributário; m) Lei n.º 2/2006, de 22 de Março, que aprova a Lei Geral Tributária. 8

9 VII. Formas de Atendimento e Padrões de Qualidade no Atendimento O Tribunal Administrativo, no que concerne ao atendimento público, observa o seguinte quadro de valores: Princípios de Ética e Profissionalismo 1 Zelo e dedicação 2 Honradez, Probidade, integridade e urbanidade 3 Isenção 4 Independência 5 Eficiência e competência 6 Profissionalismo Fonte: PLACOR II VIII. Horário de Funcionamento De Segunda-Feira a Sexta-Feira 7H30 15H30 IX. Endereços da Instituição Rua Mateus Sansão Muthemba, N.º 65 Caixa Postal N.º 254 Telefones: (258) (258) (258) (258) Faxes: (258) , Web site: s: Maputo - Moçambique 9

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