1º Ten Al CARLOS OTÁVIO DA SILVA RIBEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1º Ten Al CARLOS OTÁVIO DA SILVA RIBEIRO"

Transcrição

1 1º Ten Al CARLOS OTÁVIO DA SILVA RIBEIRO PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE NO TUMOR COLORRETAL Projeto de pesquisa apresentado á Escola de Saúde do Exército, como requisito parcial para aprovação no Curso de Formação de Oficiais do Serviço de Saúde, especialização em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Orientador: Cap BM Rodrigo Moreira Duarte RIO DE JANEIRO 2008

2 R484p Ribeiro, Carlos Otávio da Silva. Prevenção e diagnóstico precoce no tumor colorretal /. - Carlos Otávio da Silva Ribeiro - Rio de Janeiro, f. ; 30 cm. Orientador: Rodrigo Moreira Duarte Trabalho de Conclusão de Curso (especialização) Escola de Saúde do Exército, Programa de Pós-Graduação em Aplicações Complementares às Ciências Militares.) Referências: f Tumor colorretal. 2. Atividade física. 3. Dieta. I. Duarte, Rodrigo Moreira. II. Escola de Saúde do Exército. III. Título. CDD 616

3 Ao meu filho Miguel que ainda não chegou neste mundo, mas já é a razão de meus esforços.

4 AGRADECIMENTOS A minha companheira Lyvia que sempre esteve ao meu lado. Ao meu Orientador que me auxiliou em todas as etapas desta pesquisa.

5 "A arte da medicina consiste em divertir o paciente enquanto a natureza cura a doença." Voltaire

6 RESUMO O câncer colorretal é o terceiro tumor em freqüência e o segundo em mortalidade nos países desenvolvidos. No Brasil, está entre as seis neoplasias malignas mais encontradas e é a terceira em mortalidade. Estilo de vida é fator de risco para o câncer colorretal, pois a interação entre dieta inadequada, alcoolismo, tabagismo, obesidade e inatividade física podem levar ao seu desenvolvimento. O câncer colorretal é curável e passível de prevenção. A chave para o alcance desses objetivos é relativamente simples e pode ser aplicada em escala populacional. Basta, para tanto, que sejamos capazes de conscientizar os médicos, independente da sua área especial de atuação, e proporcionar às pessoas o mais fácil alcance às informações médicas expressas em termos simples sobre a profilaxia e o diagnóstico precoce dessa neoplasia maligna, sobretudo, destacando os fatores protetores e os de riscos, principalmente os que são suscetíveis de ser modificados. Há necessidade de rastreamento a partir dos 40 anos. A pesquisa de sangue oculto nas fezes, pelo seu baixo custo e caráter não invasivo, apesar da baixa sensibilidade e especificidade, é um bom método para rastreamento de populações consideradas de baixo risco. Palavras Chaves: Tumor colorretal. Dieta. Atividade Física. Diagnostico.

7 ABSTRACT Colorectal cancer is the third in frequency and the second in mortality in developed countries. In Brazil, it is among the six more common malignant neoplasias. Lifestyle can pose multiple risk factors for colorectal cancer, since the interaction between inadequate diet, alcoholism, smoking, obesity, and lack of physical activity can lead to the disease. The colorectal cancer is susceptible to prevention and curable. The key for those purposes is relatively simple and it can be applied in demographic scale. For so much, it is enough that we are capable to become aware the doctors, independent of his special area of performance, and provide to the people easiest reach to medical information on prophylaxis way and precocious diagnosis of that malignant tumor, above all, detaching the protecting factors and the one of risks, mainly the ones that are subject to being modified. The faecal occult blood test for his low cost and non invasive is a good method of screening after forty years of age. Key words: Colorectal Cancer. Diet. Physical Activity. Diagnose.

8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DIETA E TUMOR COLORRETAL CARBOIDRATOS HORTALIÇAS E FRUTAS FIBRAS ALIMENTARES CARNES E DERIVADOS LEITES E DERIVADOS ÁGUA CAFÉ ATIVIDADE FÍSICA E TUMOR COLORRETAL POSSÍVEIS MECANISMOS ENVOLVIDOS NA PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER COLORRETAL PELO EXERCÍCIO E ATIVIDADE FÍSICA INSULINA E FATORES DE CRESCIMENTO SEMELHANTES À INSULINA OBESIDADE TEMPO DE TRÂNSITO GASTROINTESTINAL PROSTAGLANDINAS E E F BALANÇO ENERGÉTICO FUNÇÃO IMUNE RADICAIS LIVRES FUMO E TUMOR COLORRETAL ÁLCOOL E TUMOR COLORRETAL DIAGNÓSTICO PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES COLONOSCOPIA Indicações Contra-indicações Preparo do cólon CONCLUSÃO REFERENCIAS... 41

9 1 INTRODUÇÃO Os tumores Colorretais são tumores que atingem o intestino grosso e o reto. Ocorrendo tanto em homens como em mulheres, podendo ser totalmente curados se diagnosticados precocemente. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o número de casos novos de câncer de cólon e reto estimados para o Brasil no ano de 2008 é de casos em homens e de em mulheres. Estes valores correspondem a um risco estimado de 13 casos novos a cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres. Em termos de incidência, o câncer de cólon e reto é a terceira causa mais comum de câncer no mundo em ambos os sexos e a segunda causa em países desenvolvidos. Os padrões geográficos são bem similares entre homens e mulheres, porém, o câncer de reto é cerca de 20 a 50% maior em homens na maioria das populações. A sobrevida para este tipo de neoplasia é considerada boa, se a doença for diagnosticada em estádio inicial. A sobrevida média global em 5 anos varia entre 40 a 50%, não sendo observadas grandes diferenças entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Este relativo bom prognóstico faz com que o câncer de cólon e reto seja o segundo tipo de câncer mais prevalente em todo o mundo com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas vivas diagnosticadas com esta neoplasia. O fator de risco mais importante para este tipo de neoplasia é a história familiar de câncer de cólon e reto e predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino (como as póliposes adenomatosas), além de uma dieta com base em gorduras animais, baixa ingesta de frutas, vegetais e cereais; assim como, consumo excessivo de álcool e tabagismo. A prática de atividade física regular está associada a um baixo risco de desenvolvimento do câncer de colorretal; além disso, a idade também é considerada um fator de risco, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam com o aumento da idade. A detecção precoce de pólipos adenomatosos colo-retais (precursores do câncer de cólon e reto) e de cânceres localizados é possível pela pesquisa de sangue oculto

10 nas fezes e através de métodos endoscópicos. Mesmo em países com recursos abundantes como os EUA têm se encontrado dificuldades na realização de avaliação diagnóstica por exames endoscópicos em pacientes com presença de sangue oculto nas fezes, impossibilitando a implantação de rastreamento populacional. O objetivo dessa estratégia não é diagnosticar mais pólipos ou mais lesões planas, mas sim, diminuir a incidência e a mortalidade por este tipo de câncer na população alvo. A história natural desta neoplasia propicia condições ideais à sua detecção precoce. O objetivo deste trabalho é avaliar as medidas preventivas e demonstrar a melhor forma de realizar o diagnóstico precoce em uma população geral sem fatores de risco para tumor colorretal.

11 2 DIETA E TUMOR COLORRETAL Estudos científicos têm demonstrado uma associação positiva entre sobrepeso, obesidade e risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como também na mortalidade por essa doença (BERGSTROM 2001 e CALLE 2003). Acredita-se que o provável mecanismo esteja relacionado à hiperinsulinemia e ao alto nível do fator de crescimento dependente de insulina (IGF-1) e proteínas que se ligam ao IGF-1 (IGFBP), além de dietas caracterizadas pelo consumo excessivo de energia (AUGUSTIN 2003). Comparados com indivíduos de peso normal, os homens com 40% ou mais de excesso de peso apresentaram índice de mortalidade de 1,33 para todos os tipos de câncer, e entre as mulheres esse índice foi de 1,55. Há uma maior associação entre o excesso de peso e o risco de câncer colorretal em homens quando comparado com as mulheres, sugerindo que a distribuição abdominal ou central de adiposidade corpórea (tipicamente masculina) é o principal componente do aumento desse risco, uma vez que está associada fortemente com a resistência à insulina e à hiperinsulinemia (HALPERN 2004). De acordo com DeMarini, a dieta é a principal fonte de exposição humana para os carcinógenos/mutágenos e anticarcinógenos/antimutágenos ambientais, sendo que alguns tipos de câncer associados à alimentação, assim como algumas intervenções dietéticas, podem reduzir os biomarcadores ou a incidência das neoplasias. 2.1 CARBOIDRATOS Os carboidratos complexos diminuem o risco de câncer colorretal, porém seu efeito protetor pode ser atenuado se a maior parte do amido da dieta for refinado. Dietas ricas em carboidratos refinados tendem a ser pobres em fibras, hortaliças, frutas e outros alimentos que exercem efeito protetor contra o câncer colorretal, reforçando a idéia de que principalmente a qualidade glicídica será o fator-chave na sua relação com o câncer (WCRF/AICR 1997), o que pode ser confirmado através de estudos

12 experimentais, epidemiológicos e clínicos que comprovam a relação da carcinogênese com o consumo excessivo de alimentos ricos em carboidratos simples e refinados e pobre em fibras (LESER 2001e RIBOLI 2003). 2.2 HORTALIÇAS E FRUTAS Estudos científicos têm comprovado o efeito protetor de algumas hortaliças como brócolis, repolho, couve-flor e couve-de-bruxelas, no câncer colorretal. Estas hortaliças contêm substâncias químicas, indóis e isotiocianatos, capazes de estimular enzimas de destoxificação ou redutoras da atividade de enzimas hepáticas que convertem compostos químicos ambientais em potentes carcinógenos, aumentando a solubilidade aquosa de toxinas corpóreas e sua conseqüente eliminação (CAMPOS 2004 e CARNEIRO 2005). Estudos de caso-controle comprovam que há uma relação inversa entre a diversidade dietética através do aumento da ingestão de hortaliças e frutas e o risco de desenvolvimento de câncer colorretal, demonstrando que esses alimentos exercem um papel crucial na etiologia dessa neoplasia (FERNANDEZ 2000 e OH SY 2005). Porém, ainda não está esclarecido na literatura qual é o determinante anticarcinogênico das frutas e hortaliças, uma vez que as mesmas são fontes de vitaminas, minerais, fibras, fitoquímicos, β-caroteno, ácido linoléico conjugado, genisteína, indóis, isotiocianatos, flavonóides, dentre outras substâncias que exercem efeito protetor contra o câncer (DEMARINI 1998 e GARÓFOLO 2004). O consumo regular de leguminosas é imprescindível devido ao seu efeito benéfico para a saúde, promovendo a redução de diversas doenças como o câncer (LETERME 2002). Na literatura, a relação entre o câncer colorretal e as leguminosas não está completamente elucidada e estudos epidemiológicos demonstram efeitos contraditórios (DOYLE 1997). Entretanto as leguminosas contêm carboidratos complexos, proteínas de origem vegetal, fibras, fitoquímicos, minerais como o cálcio, ferro, potássio, zinco e manganês e substâncias bioativas que exercem diversos efeitos protetores contra o câncer (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2005).

13 2.3 FIBRAS ALIMENTARES Em um estudo de caso-controle conduzido em pacientes com câncer de cólon e reto com o intuito de investigar os hábitos dietéticos, particularmente a ingestão de fibras, através da utilização do questionário de freqüência alimentar semiquantitativo foi demonstraram a existência de uma relação inversa entre o consumo de fibras e o risco de câncer colorretal (LEVI 2001). Evidências científicas têm demonstrado que a carência de fibras na dieta eleva o tempo de trânsito intestinal, aumentando a concentração do conteúdo luminal, propiciando um maior contato de agentes nocivos e carcinógenos com a mucosa colônica. Dentre esses agentes, destacam-se os sais biliares, metabólitos de ácidos graxos de cadeia curta, gerados pelo aumento do ph intraluminal com dietas pobres em fibras, que são formados pelo metabolismo de gorduras e proteínas animais, determinando alterações epiteliais importantes, podendo culminar com o desenvolvimento dos cânceres de cólon e reto (CAMPOS 2004 e LING 1995). Por outro lado, estudos comprovam que o aumento das fibras na dieta promove incremento nas concentrações de ácidos graxos de cadeia curta formados pela fermentação de bactérias colônicas, desempenhando conseqüentemente importante papel no metabolismo intestinal. Dentre os efeitos dos ácidos graxos de cadeia, destacam-se a indução da diferenciação de linhagens celulares, trofismo sobre o epitélio atrófico, inibição do crescimento e desenvolvimento do epitélio hiperproliferativo e ação celular anticarcinogênica (CAMPOS 2004, CARROL 1991 e LING 1995). Acredita-se que a principal atuação dos ácidos graxos de cadeia curta se deve à ação do butirato (NKONDJOCK 2003) no controle e na promoção da diferenciação celular, apoptose e supressão de células neoplásticas (LIPKIN 1999), através da regulação de vários oncogenes e indução de hiperacetilação de histonas (ROSE 1999). Além disso, as fibras podem reduzir os níveis glicêmicos e melhorar a resistência à

14 insulina, influenciando positivamente no IGF-1 que é um promotor do processo de carcinogênese colorretal (LEVI 2001). Da mesma forma que as hortaliças e frutas, alguns aspectos da relação inversa entre as fibras e o câncer colorretal não estão completamente elucidados na literatura, uma vez que as fibras possuem em sua composição diversos componentes potencialmente benéficos como vitaminas, antioxidantes, flavonóides, entre outras substâncias que influenciam favoravelmente no processo de carcinogênese (LEVI 2001). 2.4 CARNES E DERIVADOS Na literatura, não há consenso quanto à relação entre o consumo de carne e seus derivados e o desenvolvimento de câncer colorretal (MARQUES-VIDAL 2006). Evidências epidemiológicas sugerem que dietas com alto teor de carne vermelha (GARÓFOLO 2004 e WCRF/AICR 1997) e de gordura, associadas a um baixo teor de carboidratos fermentados como as fibras, aumentam o risco de câncer de cólon. Um dos mecanismos que pode explicar a associação entre o câncer colorretal e a carne vermelha é o aumento do metabolismo de proteínas no cólon. Os produtos finais desse processo metabólico incluem a formação de amônia, fenóis, indóis, nitratos, sulfitos e aminas, que têm demonstrado efeitos tóxicos em estudos in vitro e em modelos animais. Estes compostos estão presentes em amostras fecais, sugerindo um efeito tóxico sobre a mucosa intestinal (HUGHES 2000). Estudos epidemiológicos indicam que o agente etiológico presente nas carnes não é a gordura total, mas sim o tipo de gordura ou a ingestão energética total. Pesquisas realizadas em laboratórios têm identificado muitos carcinógenos presentes na carne, como as nitrosaminas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, aminas heterocíclicas, entre outros (DEMARINI 1998). Acredita-se que um dos principais mecanismos que pode estar implicado na gênese do câncer colorretal esteja relacionado aos processos de preparo e cocção da carne (SVENSSON 1995). Os

15 principais constituintes naturais formados durante o processo de cocção da carne incluem as gorduras, nitratos, nitritos e carcinógenos. Está bem documentado na literatura que os compostos N-nitrosos e o nitrato induzem à formação tumoral por meio da sua transformação em nitrito, culminando com o aumento na produção de radicais livres e lesão celular (CARNEIRO 2005 e GARÓFOLO 2004). Observa-se também que o alto consumo de ovos está relacionado a um incremento no risco de desenvolver câncer colorretal (HOU 2004), embora o seu consumo, assim como o de carnes brancas, tenha menor impacto na etiologia do câncer (WCRF/AICR 1997). 2.5 LEITES E DERIVADOS Vários estudos epidemiológicos estão sendo conduzidos para determinar os efeitos do consumo de leite e lacticínios na carcinogênese. Tem sido proposto que a gordura em geral promove carcinogênese, porém a ingestão só do leite conjugado com ácido linoléico pode exercer efeitos inibitórios. Há também evidências consideráveis de que o cálcio do leite protege contra o câncer de cólon. A proteína do soro do leite tem papel benéfico, demonstrado em estudos com animais e humanos. Dados experimentais têm revelado que a lactoferrina bovina inibe a carcinogênese no cólon (TRANAH 2000). Existe uma relação positiva entre a incidência de câncer de cólon e a média percentual de calorias provenientes das gorduras, tanto para homens quanto para mulheres (CARROL 1991). O World Cancer Research Fund e American Institute for Cancer Research (WCRF/AICR 1997) sugerem haver evidências consistentes de que dietas ricas em gorduras possam aumentar o risco de câncer colorretal. O papel das gorduras na carcinogênese pode variar de acordo com a sua origem e composição (Greenwald 2001). Acredita-se que a elevada ingestão de gordura total promove aumento na produção de ácidos biliares, que são mutagênicos e citotóxicos. A associação com câncer colorretal e ácidos graxos de cadeia média (AGCM) como o láurico (leite de coco e chocolate) e miriástico (coco) tem sido pouco estudada (NKONDJOCK 2003). Alguns estudos demonstram que ambos tenham ação a favor dos

16 ácidos ômega-6 (alfa-linoléico) (DE DECKER 1999), podendo estar associados a um incremento no risco de desenvolver câncer colorretal (NKONDJOCK 2003). Doenças crônicas, como o câncer, estão relacionadas ao aumento na produção de tromboxanas, leucotrienos, interleucina-1, interleucina-6, fator de necrose tumoral e proteína C-reativa, devido à resposta imunológica realizada pelo organismo. O aumento no consumo de ômega-6 promove elevação desses fatores, enquanto o aumento no consumo de ômega-3 (ácido alfa-linolênico), contido nos peixes, promove a redução dos mesmos (SIMOPOULOS 2006). Estudos indicam que as dietas ocidentais são deficientes em ômega-3 e que, nelas, a relação ômega-6/ômega-3 oscila de 15:1 a 16,7:1, reconhecendo que a modulação dessa relação para 2,5/1 reduz a proliferação celular retal em pacientes com câncer (CAMPOS 2004). O ácido miriástico encontra-se presente também nas carnes, contribuindo para o incremento no risco de desenvolver câncer colorretal (NKONDJOCK 2003). A gordura saturada, presente em alimentos de origem animal como o bacon, apresenta um aumento no risco de desenvolver câncer colorretal (CAMPOS 2004). Assim, sugere-se que seja feita a substituição de alimentos com alto teor de AGCM e ácido araquidônico por dietas ricas em ácidos graxos de cadeia curta e ácido eicosapentaenóico para reduzir o risco de câncer colorretal (CAMPOS 2004). 2.6 ÁGUA A água desempenha diversas funções orgânicas vitais e imprescindíveis como transporte de gases, alimentos e produtos do metabolismo celular, regulação da temperatura corpórea, dentre outras (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2005). Apesar da recomendação de pelo menos 2 litros de água por dia, é sabido que, em determinadas condições clínicas, como idade avançada e carcinoma do trato gastrintestinal, a necessidade de água encontra-se reduzida (WAITZBERG 2000). Poucos são os estudos que relacionam a ingestão de água com o câncer colorretal. Dados na literatura comprovam apenas que, dependendo do tratamento utilizado para a água destinada ao

17 consumo humano e das substâncias nela contidas, em longo prazo, poderá haver o desenvolvimento de tipos específicos de câncer. Vale enfatizar que uma ingestão adequada de água auxilia nos processos metabólicos orgânicos como um todo (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2005). 2.7 CAFÉ Evidências científicas têm sugerido um efeito protetor do consumo de café no risco de desenvolvimento de câncer colorretal. Acredita-se que esse efeito está relacionado às substâncias bioativas presentes no café como flavonóides, entre outros antioxidantes (MACHADO 2006). Na literatura, há controvérsias em relação a essa associação. Dados de cinco estudos que relacionaram o consumo de café com o risco de câncer colorretal demonstraram os seguintes resultados: em três estudos, houve uma ausência de associação; em um estudo, risco aumentado de câncer entre os consumidores de café; e, no outro estudo, associação inversa entre o consumo do café e o risco dessa doença (MARQUES-VIDAL 2006).

18 3 ATIVIDADE FÍSICA E TUMOR COLO-RETAL A inatividade física, entre outros fatores relacionados ao estilo de vida, está associada ao risco aumentado de câncer colorretal (CCR) (THORLING 1994). Em contrapartida, o exercício e a atividade física (AF) estão inversamente associados ao CCR (ANDRIANOPOULOS 1987). Ressalta-se que AF é o movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gasto energético maior que o de repouso. E exercício físico é toda atividade física planejada, estruturada e repetitiva que objetiva a melhoria e manutenção de um ou mais componentes da aptidão física (ACSM 2003). Dezenas de estudos relacionando AF com o CCR já foram realizados. Em estudo de revisão utilizando-se todas as publicações (bases Medline e PubMed) que relacionavam AF, exercício e câncer de cólon e reto, sem restrição para idioma ou ano de publicação, observou-se que dos 51 estudos encontrados, 43 demonstraram alta redução no risco de CCR para homens e mulheres mais fisicamente ativos. A redução média do risco foi de 40-50%, e fatores de confusão foram geralmente controlados para que o efeito independente da AF pudesse ser observado (FRIEDENREICH 2001). Em revisões anteriores (COLDITZ 1997 e FRIEDENREICH 2001) e estudos originais posteriores (HAURET 2004) a redução média do risco de CCR também foi de 40-50% nos indivíduos com maiores níveis de AF. Devido à magnitude das evidências, a proteção contra o CCR pela AF é tida como "convincente". O mesmo ocorre para o câncer de mama. Para o câncer de próstata, entretanto, é considerado como "provável", para os cânceres de pulmão e endométrio é considerado como "possível" e para os cânceres de testículo e ovário ainda é "insuficiente" fazer qualquer afirmação (FRIEDENREICH 2001). Por outro lado, estudos com modelos animais são escassos e não apresentam resultados consensuais quanto ao efeito protetor do exercício para o CCR. Em ratos com carcinogênese colorretal induzida por carcinógenos químicos, o exercício voluntário (roda livre) foi capaz de reduzir a incidência (ANDRIANOPOULOS 1987 e SCHNEIDER 2004) e multiplicidade de tumores (tumor/animal) (SCHNEIDER 2004). O exercício forçado (esteira), de intensidade moderada, promoveu redução significativa no número de adenocarcinomas no cólon (THORLING 1994) e no número de focos de

19 criptas aberrantes (FCA) (OLIVEIRA 2003), que são consideradas lesões préneoplásicas do CCR (BIRD 1987). Em estudo recente (dados não publicados) também observamos redução significativa no número de FCA de ratos submetidos ao treinamento moderado de natação (5 dias/sem; 20 min/sessão; 2% peso corporal) por 35 semanas, comparado ao grupo não exercitado. O número de tumores nas regiões proximal, média e distal também foi menor para o exercício moderado, mas a redução não foi significativa do ponto de vista estatístico. Camundongos conhecidos como APC min ou Min mouse, os quais são predispostos geneticamente ao desenvolvimento de múltiplos adenomas intestinais (MIN = multiple intestinal neoplasia), não apresentaram redução significativa no número de tumores no intestino grosso quando submetidos aos exercícios forçado (COLBERT 2000), voluntário e misto (voluntário + forçado) (COLBERT 2000). Além disso, ratos submetidos a uma sessão exaustiva de natação, seguido da aplicação de carcinógeno químico, apresentaram aumento significativo no número de FCA quinze dias após a sessão de treino (DEMARZO 2004). A quase totalidade dos estudos com modelo animal supracitados, entretanto, não estudou qualquer dos possíveis mecanismos de proteção do CCR pelo exercício e AF que têm sido sugeridos por estudos observacionais. Acredita-se que a proteção contra o CCR pelo exercício e AF seja via modulação do hormônio insulina, dos fatores de crescimento semelhantes a insulina (IGFs), da obesidade, do tempo de trânsito gastrointestinal, da taxa de prostaglandinas E / F (PGE/PGF), do balanço energético, do sistema imune ou de agentes oxidantes (radicais livres) (COLDITZ 1997, FRIEDENREICH 2001 e WESTERLIND 2003). Devido a necessidade de estudos intervencionais que permitam revelar o(s) mecanismo(s) pelos quais o exercício previne do CCR, o presente estudo tem por objetivo apontar e discutir os mecanismos biológicos possivelmente envolvidos na proteção contra o CCR pelo exercício e AF. Pretende-se, desta forma, indicar o foco dos próximos estudos envolvendo exercício e CCR.

20 3.1 POSSÍVEIS MECANISMOS ENVOLVIDOS NA PROTEÇÃO CONTRA O CÂNCER COLORRETAL PELO EXERCÍCIO E ATIVIDADE FÍSICA Vários mecanismos estão associados ao maior risco de desenvolvimento do CCR. Entre estes mecanismos estão os níveis elevados de insulina, de fatores de crescimento, obesidade, aumento do tempo de trânsito gastrointestinal, altos níveis de prostaglandinas E e o balanço energético positivo. Outros mecanismos possivelmente envolvidos na maioria dos cânceres como a supressão imune e o aumento de radicais livres são também sugeridos como "causais" para o CCR (FRIEDENREICH 2001 e WESTERLIND 2003). A discussão sobre como o exercício e AF podem agir na prevenção do CCR envolve a modulação desses mecanismos biológicos. 3.2 INSULINA E FATORES DE CRESCIMENTO SEMELHANTES À INSULINA Concentrações elevadas do hormônio insulina associam-se positivamente com o CCR e com vários outros tipos de cânceres, como os cânceres de fígado, pâncreas, mama e endométrio (WESTERLIND 2003). A insulina age como fator de crescimento para células da mucosa colônica (COLDITZ 1997 e WESTERLIND 2003), além de se associar com níveis aumentados das proteínas IGFs e de estimular receptores de IGFs (FRIEDENREICH 2001 e WESTERLIND 2003). Níveis aumentados de IGFs estão associados a maior incidência de CCR. Os IGFs realizam papel importante na regulação da proliferação celular e diferenciação, além de apresentar efeito anti-apoptótico em várias células cancerosas. O sistema apoptótico é composto por sinais "pró-vida" e sinais "pró-morte". Os IGFs I e II, as duas isoformas de IGFs conhecidas, fazem parte dos sinais "pró-vida", e sinalizam para a sobrevivência celular (LOURO 2000). Os IGFs também agem sinergicamente com outros fatores de crescimento e esteróides, e antagonizam o efeito de moléculas antiproliferativas do crescimento tumoral (YU 2000).

21 Em estudo com adenocarcinomas do cólon humano se observou níveis de IGF-II 40 vezes superiores ao encontrado no tecido colônico adjacente, e os níveis de receptores de IGF-I foram 2,5 vezes superiores (FREIER 2002). Em células cancerosas isoladas (HT29 cells) que apresentavam receptores de IGF-I truncados, ou seja, incapazes de reconhecer a proteína IGF-I (e possivelmente o IGF-II), observou-se apoptose aumentada, inibição do crescimento e proliferação celular e redução da quantidade de vasos sanguíneos. A inibição do crescimento de tumores no cólon de camundongos que receberam os receptores de IGF-I truncados (via injeção) também foi observada (REINMUTH 2002). Acredita-se também que a hiperinsulinemia seja capaz de reduzir os níveis das proteínas ligantes de IGFs (IGFBPs) (WESTERLIND 2003). As IGFBPs se ligam aos IGFs e, desta forma, diminuem a concentração de IGFs livres. Ressalta-se, entretanto, que das seis isoformas existentes de IGFBPs, algumas podem aumentar a ação dos IGFs (YU 2000). Um perfil de altos níveis de IGFs circulantes e baixos níveis de IGFBPs, em particular a isoforma IGFBP-3 (YU 2000), está associado com o risco aumentado de CCR (FRIEDENREICH 2001). A AF, por sua vez, se mostra capaz de reduzir os níveis de insulina plasmática, em indivíduos normais e insulino-resistentes, e de aumentar a sensibilidade insulínica (COLDITZ 1997, FRIEDENREICH 2001 e WESTERLIND 2003), permitindo sugerir que este possa ser o mecanismo pelo qual pessoas fisicamente ativas possam se proteger contra o CCR. Entretanto, os resultados são controversos. Camundongos machos (APC min ) exercitados por 8 semanas (corridas voluntária e forçada) apresentaram concentração sérica de insulina significativamente superior (duas vezes maior) que o grupo controle. Apesar desse resultado, os autores não verificaram diferença estatística para o número de pólipos entre animais exercitados e controle. Também não verificaram associação entre níveis de insulina e o número de pólipos no intestino grosso (COLBERT 2003). Acredita-se que a AF reduz os níveis de IGFs e, por este mecanismo, poderia proteger contra o CCR. Essa ação da AF sobre os IGFs parece ser indireta. Sugere-se que a AF aumenta a concentração sérica das IGFBPs que, por sua vez, reduz a concentração livre de IGFs (FRIEDENREICH 2001). Os resultados do efeito do

22 exercício sobre os níveis de IGFs, entretanto, também não são consensuais. Por exemplo, observou-se que o exercício pode aumentar, reduzir ou não ter qualquer efeito (COLBERT 2003, WESTERLIND 2003 e YU 2000) sobre os níveis de IGF-I. É possível que a modulação dos níveis de IGFs pelo exercício ocorra via balanço energético negativo (NEMET 2004). Mais estudos experimentais, no entanto, são necessários para avaliar se a proteção contra o CCR pelo exercício e AF são, de fato, devido a modulação do hormônio insulina ou IGFs. 3.3 OBESIDADE A obesidade está associada com o risco aumentado de CCR (HAURET 2004, HOU 2005, SLATTERY 2002 e TSUSHIMA 2005), e com vários outros tipos de cânceres (ex: mama, rim, esôfago, endométrio, tiróide) (MCTIERNAN 2003), possivelmente, por sua associação com o metabolismo de estrogênio, resistência insulínica, hiperinsulinemia e níveis elevados de IGFs (WESTERLIND 2003). Discute-se que a massa de gordura abdominal, por promover resistência insulínica e hiperinsulinemia, esteja implicada em maior grau na carcinogênese (COLDITZ 1997, FRIEDENREICH 2001 e WESTERLIND 2003). Sabe-se que a prevalência crescente de sobrepeso e obesidade nas sociedades ocidentais é devida, em grande parte, a um declínio global no dispêndio energético diário promovido pela AF (THE CANCER COUNCIL AUSTRALIA 2004). A redução da obesidade mediada pelo exercício e AF poderia explicar a proteção contra o CCR. Em contrapartida, discute-se que o exercício e AF possam proteger contra o CCR independentemente de seus efeitos sobre o controle do peso (BATTY 2000 e THE CANCER COUNCIL AUSTRALIA 2004). Estudos observacionais frequentemente observam efeitos protetores pela AF independente da perda de peso ou redução do IMC. Por outro lado, camundongos APC min exercitados por 8 semanas (corridas voluntária + forçada), apesar de apresentarem menores peso corporal e massa de gordura, não apresentaram número significativamente menor de pólipos intestinais

Dieta, Nutrição e Prevenção do Câncer. Instituto Adriana Garófolo IAG www.nutricancer.com.br

Dieta, Nutrição e Prevenção do Câncer. Instituto Adriana Garófolo IAG www.nutricancer.com.br Dieta, Nutrição e Prevenção do Câncer Instituto Adriana Garófolo IAG www.nutricancer.com.br Epidemiologia sexo masculino : pulmão, próstata, estômago, cólon e reto, boca e faringe, fígado, esôfago e bexiga

Leia mais

4. Câncer no Estado do Paraná

4. Câncer no Estado do Paraná 4. Câncer no Estado do Paraná Situação Epidemiológica do Câncer Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado do Paraná Uma das principais causas de morte nos dias atuais, o câncer é um nome genérico

Leia mais

NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL

NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 NEOPLASIA DE CÓLON: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E TAXA DE MORTALIDADE NO PERÍODO DE 1998 A 2010 NO BRASIL Camila Forestiero 1 ;Jaqueline Tanaka 2 ; Ivan

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

atitudeé prevenir-se Moradores da Mooca:

atitudeé prevenir-se Moradores da Mooca: atitudeé prevenir-se Moradores da Mooca: Nós temos atitude, e você? O Câncer do Intestino pode ser prevenido com um teste simples e indolor que pode ser realizado em sua casa. O teste é GRATUITO oferecido

Leia mais

De 30% a 60% dos casos de câncer poderiam ser evitados com uma boa. alimentação

De 30% a 60% dos casos de câncer poderiam ser evitados com uma boa. alimentação De 30% a 60% dos casos de câncer poderiam ser evitados com uma boa alimentação Mudança na alimentação é apontada como uma das medidas mais importantes de prevenção ao câncer, dizem institutos Foto: Gonza

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

Prevenção ao Câncer Colorretal Senado Federal. Dra. Marlise M. Cerato Presidente da AGCP 2014/15 mcerato@hotmail.com

Prevenção ao Câncer Colorretal Senado Federal. Dra. Marlise M. Cerato Presidente da AGCP 2014/15 mcerato@hotmail.com Prevenção ao Câncer Colorretal Senado Federal Dra. Marlise M. Cerato Presidente da AGCP 2014/15 mcerato@hotmail.com Incidência de Ca Colorretal Menor - África, Ásia e América do Sul Maior - Europa e América

Leia mais

A Contribuição Da Carne Bovina Para Uma Alimentação Saudável

A Contribuição Da Carne Bovina Para Uma Alimentação Saudável A Contribuição Da Carne Bovina Para Uma Alimentação Saudável Nutricionista: Semíramis Martins Álvares Domene Profa. Titular da Faculdade de Nutrição PUC Campinas Nutrição e alimentação são assuntos cada

Leia mais

A contribuição da carne bovina para uma alimentação saudável

A contribuição da carne bovina para uma alimentação saudável A contribuição da carne bovina para uma alimentação saudável Por Semíramis Martins Ávares Domene 1 Nutrição e alimentação são assuntos cada vez mais abordados quando o tema é qualidade de vida e adoção

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

Nutrição e Oncologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Taxa de mortalidade por cancro.

Nutrição e Oncologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Epidemiologia. Taxa de mortalidade por cancro. Nutrição e Oncologia Taxa de mortalidade por cancro Paula Ravasco p.ravasco@fm.ul.pt Unidade de Nutrição e Metabolismo, Instituto de Medicina Molecular Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa Mundialmente

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

O que é câncer de estômago?

O que é câncer de estômago? Câncer de Estômago O que é câncer de estômago? O câncer de estômago, também denominado câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras

Leia mais

DIVERTÍCULO DIVERTÍCULO VERDADEIRO FALSO Composto por todas as camadas da parede intestinal Não possui uma das porções da parede intestinal DIVERTICULOSE OU DOENÇA DIVERTICULAR Termos empregados para

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ SEED UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ UEM PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ SEED UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ UEM PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ SEED UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ UEM PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL PDE OBJETO DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA Professora PDE: Jakeline da Silva Calixto

Leia mais

III EGEPUB/COPPE/UFRJ

III EGEPUB/COPPE/UFRJ Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.

Leia mais

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Hospital Municipal Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Chefe do serviço: Dr. Nelson Medina Coeli Expositor: Dra. Ana Carolina Assaf 16/09/04 René Lambert DEFINIÇÃO Carcinoma

Leia mais

Pollyanna Pereira Nascimento 1, 3 ; Andréia Juliana Leite Rodrigues 2,3.

Pollyanna Pereira Nascimento 1, 3 ; Andréia Juliana Leite Rodrigues 2,3. CONHECIMENTO ESPECÍFICO SOBRE O CÂNCER NÃO AUMENTA CONSCIENTIZAÇÃO. Pollyanna Pereira Nascimento 1, 3 ; Andréia Juliana Leite Rodrigues 2,3. 1 Voluntária Iniciação Científica PVIC/UEG 2 Pesquisadora Orientadora

Leia mais

VALOR NUTRITIVO DA CARNE

VALOR NUTRITIVO DA CARNE VALOR NUTRITIVO DA CARNE Os alimentos são consumidos não só por saciarem a fome e proporcionarem momentos agradáveis à mesa de refeição mas, sobretudo, por fornecerem os nutrientes necessários à manutenção

Leia mais

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br Todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia,

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE COMPOSTOS FITOQUÍMICOS EM PACIENTES SUBMETIDOS À TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO (2011) 1

AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE COMPOSTOS FITOQUÍMICOS EM PACIENTES SUBMETIDOS À TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO (2011) 1 AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE COMPOSTOS FITOQUÍMICOS EM PACIENTES SUBMETIDOS À TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO (2011) 1 MOURA, Deise Silva de 2 ; BLASI, Tereza Cristina²; BRASIL, Carla Cristina Bauermann 3 ; COSTA

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÉCNICAS Citologia Histologia Imunohistoquímica Citometria Biologia molecular

Leia mais

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia Simpósio ILSI Brasil Probióticos e Saúde Profa. Dra. Susana Marta Isay Saad Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica USP e-mail susaad@usp.br Alimentos

Leia mais

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo?

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? BIOLOGIA Cláudio Góes Fundamentos de oncologia 1. Introdução Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? Nesta unidade, você verá que o termo câncer refere-se a uma variedade de

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes. IGF- I System. Carlos Cas(lho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes. IGF- I System. Carlos Cas(lho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes IGF- I System Carlos Cas(lho de Barros Visão Geral do Sistema IGF-I - É o maior mediador do crescimento intra uterino e pós natal - Receptor IGF- I crescimento

Leia mais

24/8/2013 ALIMENTOS ORGÂNICOS ALIMENTOS ORGÂNICOS

24/8/2013 ALIMENTOS ORGÂNICOS ALIMENTOS ORGÂNICOS TRANSGÊNICOS Os alimentos transgênicos são geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a produção e a resistência às pragas. Pontos positivos - Aumento da produção - Maior

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

Julia Hoçoya Sassaki

Julia Hoçoya Sassaki Certifico e dou fé, para os devidos fins, que nesta data me foi apresentado um documento em idioma japonês, com a seguinte identificação: ARTIGO, o qual traduzo para o vernáculo, no seguinte teor: Coletânea

Leia mais

especial iate LIAMARA MENDES

especial iate LIAMARA MENDES 54 Maio / Junho de 2013 especial use os alimentos a seu favor iate por LIAMARA MENDES Uma dieta equilibrada aliada a exercícios físicos pode ser considerada a fórmula ideal para a conquista do corpo perfeito.

Leia mais

Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro

Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro Dia Nacional de Combate ao Câncer O Dia 27 de Novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, é uma data que deve ser lembrada não para comemorarmos e, sim, para alertarmos

Leia mais

INTRODUÇÃO FISIOPATOLOGIA 01/05/2015 CÂNCER DE COLÓN E RETO

INTRODUÇÃO FISIOPATOLOGIA 01/05/2015 CÂNCER DE COLÓN E RETO INTRODUÇÃO UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPINA GRANDE FACULDADE DE CAMPINA GRANDE BACHARELADO EM ENFERMAGEM Oncologia Prof. Flávia CÂNCER DE COLÓN E RETO Edvânia Farias Josefa Juciélia Veruska Bezerra

Leia mais

24 Alimentos para Combater a CELULITE

24 Alimentos para Combater a CELULITE 24 Alimentos para Combater a CELULITE Agradecimento e Informações Muito obrigado por baixar nosso guia com orientações sobre a prevenção e combate a celulite. Nosso objetivo é colaborar com a divulgação

Leia mais

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia História

Leia mais

Componente Curricular: Patologia e Profilaxia Módulo I Profª Mônica I. Wingert Turma 101E TUMORES

Componente Curricular: Patologia e Profilaxia Módulo I Profª Mônica I. Wingert Turma 101E TUMORES TUMORES Tumores, também chamados de neoplasmas, ou neoplasias, são alterações celulares que provocam o aumento anormal dos tecidos corporais envolvidos. BENIGNO: são considerados benignos quando são bem

Leia mais

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê Neoplasias Gástricas Pedro Vale Bedê Introdução 95% dos tumores gástricos são malignos 95% dos tumores malignos são adenocarcinomas Em segundo lugar ficam os linfomas e em terceiro os leiomiosarcomas Ate

Leia mais

NOVEMBRO. NAO SE ESCONDA ATRaS DOS SEUS PRECONCEITOS CUIDAR DA SAUDE TAMBEM e COISA DE HOMEM

NOVEMBRO. NAO SE ESCONDA ATRaS DOS SEUS PRECONCEITOS CUIDAR DA SAUDE TAMBEM e COISA DE HOMEM NOVEMBRO AZUL NAO SE ESCONDA ATRaS DOS SEUS PRECONCEITOS CUIDAR DA SAUDE TAMBEM e COISA DE HOMEM O movimento internacional, conhecido como Novembro Azul, é comemorado em todo o mundo, quando teve início

Leia mais

A ENERGIA NUCLEAR E OS SEUS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

A ENERGIA NUCLEAR E OS SEUS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE A ENERGIA NUCLEAR E OS SEUS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE NISE HITOMI YAMAGUCHI ONCOLOGISTA E IMUNOLOGISTA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO MINISTÉRIO DA SAÚDE-ESTADO DE SÃO PAULO ENERGIA NUCLEAR DIAGNÓSTICO NA MEDICINA

Leia mais

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE Adriana Helena Sedrez Farmacêutica Bioquímica Especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR Coordenadora do setor de Hematologia Clínica, responsável pelo Atendimento ao Cliente e gerente de Recursos

Leia mais

Rastreio Cancro Colo-rectal

Rastreio Cancro Colo-rectal O que é o cancro colo-rectal? O cancro colo-rectal é um tumor maligno que se localiza no cólon (também conhecido por intestino grosso) ou no recto. Mata 9 a 10 pessoas por dia em Portugal Cólon e Recto

Leia mais

CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE COLO DE UTERO O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente,

Leia mais

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem

Leia mais

RELATÓRIO PARA A. SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS

RELATÓRIO PARA A. SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE Este relatório é uma versão resumida do relatório técnico

Leia mais

DOENÇAS DA PRÓSTATA. Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS

DOENÇAS DA PRÓSTATA. Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS DOENÇAS DA PRÓSTATA Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho de uma noz, e se localiza abaixo da bexiga, envolvendo a uretra masculina.

Leia mais

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADO FEDERAL PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Previna o câncer do colo do útero apresentação O câncer do colo do útero continua matando muitas mulheres. Especialmente no Brasil,

Leia mais

Aumentar o Consumo dos Hortofrutícolas

Aumentar o Consumo dos Hortofrutícolas Aumentar o Consumo dos Hortofrutícolas As doenças crónicas não transmissíveis são responsáveis por 63% das causas de morte no mundo Fonte: WHO; Global status report on noncommunicable diseases, 2010 O

Leia mais

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR MÓDULO ABDOME AULA 2 AVALIAÇÃO INTESTINAL POR TC E RM Prof. Mauricio Zapparoli Neste texto abordaremos protocolos de imagem dedicados para avaliação do intestino delgado através

Leia mais

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER CITOLOGIA ONCÓTICA Neoplasia: crescimento desordenado de células, originando um tumor (massa de células) Tumor benigno: massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu

Leia mais

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista Secretaria de Estado da Saúde - SESAU Superintendência de Assistência em Saúde SUAS Diretoria de Atenção Básica - DAB Gerência do Núcleo do Programa Saúde e Nutrição Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Leia mais

Açaí, Agora No Combate Ao Câncer

Açaí, Agora No Combate Ao Câncer Açaí, Agora No Combate Ao Câncer Açaí Benefícios O minúsculo fruto da Amazônia ganha cada vez mais crédito entre nutricionistas renomados. Novas pesquisas sinalizam que o açaí ajuda a prevenir contra o

Leia mais

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 IMUNOLOGIA Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 Imunidade contra tumores Linfócitos T-CD8 (azul) atacando uma célula tumoral (amarela) A imunologia tumoral é o estudo

Leia mais

VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA LIGA DE DIABETES ÂNGELA MENDONÇA

VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA LIGA DE DIABETES ÂNGELA MENDONÇA VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA ÂNGELA MENDONÇA LIGA DE DIABETES A intervenção nutricional pode melhorar o controle glicêmico. Redução de 1.0 a 2.0% nos níveis de hemoglobina

Leia mais

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem SAÚDE DO HOMEM Por preconceito, muitos homens ainda resistem em procurar orientação médica ou submeter-se a exames preventivos, principalmente os de

Leia mais

DOENÇAS DA PRÓSTATA. P/ Edison Flávio Martins

DOENÇAS DA PRÓSTATA. P/ Edison Flávio Martins DOENÇAS DA PRÓSTATA P/ Edison Flávio Martins PRÓSTATA NORMAL Peso: 15 a 20 gr Localização: Abaixo da bexiga Atravessada pela uretra Função: Reprodutiva DOENÇAS DA PRÓSTATA Infecção: Prostatite aguda e

Leia mais

Distúrbios Gastrointetinais

Distúrbios Gastrointetinais Distúrbios Gastrointetinais Anatomia Gastrointestinal Doenças do tubo digestivo Patologias do Esôfago Classificação segundo o mecanismo da doença Anomalias do desenvolvimento (exs: Atresias; hérnias;estenoses)

Leia mais

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I ALIMENTAÇÃO Preventiva Volume I By porque evoluir é preciso Que o teu alimento seja seu medicamento Hipócrates Pai da medicina moderna Não coma, nutra-se! Existem muitas informações importantes disponíveis,

Leia mais

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 Sinônimos: Diabetes, hiperglicemia Nomes populares: Açúcar no sangue, aumento de açúcar. O que é? Doença

Leia mais

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 04-Abr-2016 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 04/04/2016 Que tal aproveitar o Dia Mundial do Câncer

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Aula 4: Sistema digestório

Aula 4: Sistema digestório Aula 4: Sistema digestório Sistema digestório As proteínas, lípideos e a maioria dos carboidratos contidos nos alimentos são formados por moléculas grandes demais para passar pela membrana plasmática e

Leia mais

rgica Cuidados de enfermagem à pessoa com problemas de saúde com relevância para a prática de enfermagem cirúrgica

rgica Cuidados de enfermagem à pessoa com problemas de saúde com relevância para a prática de enfermagem cirúrgica Cuidados de enfermagem à pessoa com problemas de saúde com relevância para a prática de enfermagem cirúrgica rgica 1.2 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM À PESSOA COM PROBLEMAS DE SAÚDE AO NÍVEL DO SISTEMA GASTROINTESTINAL

Leia mais

Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata.

Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR Novembro Azul Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. NOVEMBRO AZUL Mês de Conscientização,

Leia mais

Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano

Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano 1 Núcleo Regional de Especialidades de Vitória CRE Metropolitano PROPOSTA DE PROTOCOLO E FLUXO ASSISTENCIAL PARA CÂNCER DE PRÓSTATA Autor: Paulo Roberto F. de Oliveira, Rodrigo Alves Tristão e Wilson Alvarenga

Leia mais

Valor nutricional da carne

Valor nutricional da carne Composição do tecido muscular Valor nutricional da carne Espécie Água % Proteína % Lipídios % Cinzas % Bovinos 70-73 20-22 4-8 1 Suínos 68-70 19-20 9-11 1,4 Ana Maria Bridi Departamento de Zootecnia Universidade

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

II Curso de Atualização em Coloproctologia

II Curso de Atualização em Coloproctologia II Curso de Atualização em Coloproctologia Estratégias de Prevenção de Câncer nas Doenças Inflamatórias Intestinais Dr. Marco Zerôncio LIGA NRCC Considerações Iniciais As DII (RCUI e colite por Crohn)

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos.

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos. Questão 1 Você é um imunologista que quer ficar rico e decide deixar o mundo da ciência, conseguindo um emprego como consultor de roteiro em um novo seriado de drama médico. Você avalia o conhecimento

Leia mais

ESTADO D O AMAZONAS CÂMARA MUNICIPAL DE MAN AUS GABINETE VEREADOR JUNIOR RIBEIRO

ESTADO D O AMAZONAS CÂMARA MUNICIPAL DE MAN AUS GABINETE VEREADOR JUNIOR RIBEIRO PROJETO DE LEI Nº. 253 / 2014 Dispõe sobre a obrigatoriedade do uso de equipamentos de Ionização de água potável em Unidades de Tratamento de doenças degenerativas da Rede Pública Municipal e de Organizações

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

O QUE É COLESTEROL? TIPOS

O QUE É COLESTEROL? TIPOS O QUE É COLESTEROL? O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos etc.). Em nosso

Leia mais

LITERATURA ÔMEGA 3 ÔMEGA 3

LITERATURA ÔMEGA 3 ÔMEGA 3 ÔMEGA 3 Introdução O cérebro humano representa apenas 2% do nosso peso total, mas usa aproximadamente 20% do oxigênio consumido por todo nosso corpo quando está em repouso. Ele é um órgão complexo que

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

PREVENÇÃO DE DOENÇAS Page 1 of 7 PREVENÇÃO DE DOENÇAS (Adaptação baseada nas condutas propostas pela Academia Norte-Americana de Médicos de Família/Clínica Mayo, USA) O que a medicina atual preconiza em termos de prevenção

Leia mais

6- Qual é a causa do câncer? genes DNA), moléculas de RNA cromossomos ribossomos Genes: Moléculas de RNA: Ribossomos:

6- Qual é a causa do câncer? genes DNA), moléculas de RNA cromossomos ribossomos Genes: Moléculas de RNA: Ribossomos: 6- Qual é a causa do câncer? Na realidade não há apenas uma causa, mas várias causas que induzem o aparecimento do câncer. Primeiramente é importante saber que todo o câncer tem origem genética por abranger

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS CINÉTICA DO FERRO Danni Wanderson Introdução A importância do ferro em nosso organismo está ligado desde as funções imune, até as inúmeras funções fisiológicas, como

Leia mais

Cancro Gástrico. Prevenção, Diagnóstico e Tratamento. Cancro Digestivo. 30 de Setembro 2006. Organização. Sponsor. Apoio.

Cancro Gástrico. Prevenção, Diagnóstico e Tratamento. Cancro Digestivo. 30 de Setembro 2006. Organização. Sponsor. Apoio. Organização Sponsor Cancro Gástrico Prevenção, Diagnóstico e Tratamento Apoio Secretariado Central Park R. Alexandre Herculano, Edf. 1-4º C 2795-240 Linda-a-Velha Telefones: 21 430 77 40/1/2/3/4 Fax: 21

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Último Encontro: Vila Velha 1 Escolha dos temas a serem trabalhados. Tema de hoje: Oficina sobre alimentação saudável 1) Alimentos Alimentos construtores: fornecem proteínas

Leia mais

NOVEMBRO AZUL: COMBATE E PREVENÇÃO AO CÂNCER DE PRÓSTATA

NOVEMBRO AZUL: COMBATE E PREVENÇÃO AO CÂNCER DE PRÓSTATA COMBATE E PREVENÇÃO AO ÍNDICE 03 04 07 12 19 24 Introdução Novembro Azul O câncer Você precisa se importar! Prevenção: Vencendo o preconceito Bons hábitos e Diagnóstico precoce são a melhor prevenção 27

Leia mais

15 Alimentos Emagrecedores

15 Alimentos Emagrecedores 15 Alimentos Emagrecedores EBOOK TITLE Material desenvolvido a ajudar pessoas que procuram informações sobre alimentação que ajuda a emagrecer ou que reduz o indice de gordura. Nesse E-book você vai encontrar

Leia mais

4 fases. o Fase S o Fase M o Fase G1 o Fase G2. Status de nutrientes

4 fases. o Fase S o Fase M o Fase G1 o Fase G2. Status de nutrientes Pós-graduação em Nutrição Clínica e Gastronomia Funcional do NECPAR NUTRIÇÃO NO CÂNCER Nut. Ariana Ferrari Período que ocorre os eventos necessários para a divisão celular 4 fases o Fase S o Fase M o Fase

Leia mais

AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES DOS FREQUENTADORES DE PARQUES DA CIDADE DE SÃO PAULO

AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES DOS FREQUENTADORES DE PARQUES DA CIDADE DE SÃO PAULO Ciências da Vida - Nutrição AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES DOS FREQUENTADORES DE PARQUES DA CIDADE DE SÃO PAULO Fernanda Cristina Guevara 1 Camila Maria Melo 2 Tatiane Vanessa

Leia mais

Apesar de ser um tumor maligno, é uma doença curável se descoberta a tempo, o que nem sempre é possível, pois o medo do diagnóstico é muito grande,

Apesar de ser um tumor maligno, é uma doença curável se descoberta a tempo, o que nem sempre é possível, pois o medo do diagnóstico é muito grande, Cancêr de Mama: É a causa mais frequente de morte por câncer na mulher, embora existam meios de detecção precoce que apresentam boa eficiência (exame clínico e auto-exame, mamografia e ultrassonografia).

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

MORTALIDADE POR CÂNCER COLORRETAL NO ESTADO: 2º ENTRE AS MULHERES E 4º ENTRE OS HOMENS

MORTALIDADE POR CÂNCER COLORRETAL NO ESTADO: 2º ENTRE AS MULHERES E 4º ENTRE OS HOMENS Resenha de Estatísticas Vitais do Estado de São Paulo Ano 7 nº 1 Março 2006 MORTALIDADE POR CÂNCER COLORRETAL NO ESTADO: 2º ENTRE AS MULHERES E 4º ENTRE OS HOMENS Com o aumento da expectativa de vida,

Leia mais

O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista

O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista O consumo de dietas vegetarianas tem sido associado a muitos benefícios à saúde, incluindo menores taxas de mortes por doenças cardiovasculares, diabetes

Leia mais

Laços de Esperança 2010 Participe!

Laços de Esperança 2010 Participe! Laços de Esperança 2010 Participe! INTRODUÇÃO O câncer do intestino, apesar de ser o terceiro tipo de câncer mais frequente no Brasil, é uma doença ainda desconhecida pela maioria das pessoas. Apesar de

Leia mais

Unidade: GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO

Unidade: GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO Unidade: GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO Unidade I: BRASILEIRA 0 Unidade: GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA O Guia Alimentar é um instrumento que define as diretrizes alimentares a serem utilizadas

Leia mais

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br São doenças causadas pela proliferação descontrolada de células hematológicas malignas ou incapacidade da medula

Leia mais

Atividade Física e Alimentação Protéica

Atividade Física e Alimentação Protéica Atividade Física e Alimentação Protéica Para obter um bom desempenho o atleta não necessita somente de um bom treinamento, precisa de uma dieta balanceada que contenha quantidades adequadas de proteína,

Leia mais

IV ENCONTRO BRASILEIRO DE PORTADORES DE CÂNCER VIII ENCONTRO CATARINENSE DA MULHER MASTECTOMIZADA

IV ENCONTRO BRASILEIRO DE PORTADORES DE CÂNCER VIII ENCONTRO CATARINENSE DA MULHER MASTECTOMIZADA IV ENCONTRO BRASILEIRO DE PORTADORES DE CÂNCER VIII ENCONTRO CATARINENSE DA MULHER MASTECTOMIZADA Luiz Alberto Silveira Oncologia Clínica www.oncologiaclinicafpolis.com.br Fonte de informações técnicas

Leia mais

Tipos de Câncer. Saber identifi car sinais é essencial.

Tipos de Câncer. Saber identifi car sinais é essencial. Tipos de Câncer Saber identifi car sinais é essencial. O QUE É CÂNCER É uma doença cuja característica principal é o crescimento acelerado e desordenado das células, as quais têm grande potencial para

Leia mais

Câncer Colorretal Hereditário

Câncer Colorretal Hereditário Câncer Colorretal Hereditário Critérios Diagnósticos João Gomes Netinho jgnetinho@riopreto.com.br Câncer Colorretal Incidência no mundo - 3ª causa mais comum em ambos os sexos - 2ª nos paises desenvolvidos

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

Kelly Chaves - Nutricionista

Kelly Chaves - Nutricionista Kelly Chaves - Nutricionista Alimentos Saudáveis e Funcionais Substâncias consideradas funcionais Alimentos mais consumidos Boas fontes alimentares de cálcio A Importância do Cálcio na Nutrição O que são

Leia mais

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 Sigmund Freud ( 1856-1939, 83 anos ) durante 59 anos, mais de 20 charutos/dia

Leia mais