Representação Desenho Arquitetônico. Prof. Dr Rossano Silva CEG012 - Agronomia

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1 Representação Desenho Arquitetônico Prof. Dr Rossano Silva CEG012 - Agronomia

2 OS ELEMENTOS DO DESENHO ARQUITETÔNICO Os desenhos básicos que compõem um projeto de arquitetura, a partir de projeções ortogonais, são: as plantas baixas, os cortes, as elevações ou fachadas, a planta de cobertura, a planta de localização e a planta de situação.

3 Planta Baixa A planta baixa é a representação gráfica do que acontece nos planos horizontais, de uma vista ortográfica seccional, obtida quando imaginamos uma visão de cima da casa, de altura média de 1,20 a 1,50m em relação ao piso do pavimento em questão) e considerando o sentido de visualização do observador de cima para baixo, acrescido de informações técnicas.

4 Planta Baixa

5

6 Cortes As seções ou cortes são obtidas por planos verticais que interceptam as paredes, janelas, portas e lajes com a finalidade de permitir esclarecimentos que venham facilitar a execução da obra. Quase sempre uma única seção não é suficiente para demonstrar todos os detalhes do interior de um edifício, sendo necessários, no mínimo dois cortes. Por esse motivo, sempre que se apresenta um projeto, representamos duas seções: LONGITUDINAL e TRANSVERSAL.

7 Cortes Para a representação do corte é necessário observar os seguintes itens : a. Representação das paredes em que o plano vertical está cortando com traço grosso; b. Representação das paredes em que o plano vertical não corta, com traço fino; c. Representação de portas e janelas conforme a simbologia adotada, com as devidas medidas ( altura ); d. Indicação somente das cotas verticais, indicando alturas de peitoris, janelas, portas, pé direito, forro... e. Representação da cobertura (esquemática ); f. Representação e indicação do forro. Se for laje a espessura é de 10 cm; g. Representação esquemática da fundação com o lastro de 10 cm; h. Indicação de desníveis se houver ( verificar simbologia ); i. Indicar revestimento ( azulejos ) com a altura correspondente; j. Indicar os compartimentos que o plano vertical está cortando (geralmente indica-se um pouco acima do piso); k. Indicar o desvio do corte, quando houver,através de traço e ponto com linha média; l. Indicar o beiral, platibandas, marquises, rufos e calhas se houver necessidade; m. Indicar o tipo de telha e a inclinação correspondente.

8 Cortes

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11 FACHADA OU ELEVAÇÃO Fachada ou elevação é considerada uma vista frontal da obra; ou seja, é como se passasse um plano vertical rente à obra e se observasse do infinito, assim, o desenho não seria tridimensional e sim, bidimensional (planificado).

12 FACHADA OU ELEVAÇÃO Para a representação da fachada é necessário observar : A fachada não deve constar cotas como no corte, somente em alguns casos excepcionais; Indicar através de setas o tipo de material a ser empregado no revestimento, pintura. Desenhar as paredes mais próximas ao observador com traço grosso contínuo; Desenhar as paredes ou partes mais distantes ao observador com traço médio e fino; Ao contrário do corte, na fachada é representada detalhes das portas e janelas com traço fino. Damos a seguir, a disposição das quatro fachadas de uma construção, relacionando-as com a planta. Notar a aplicação da convenção para os traços nas fachadas. As partes mais próximas do observador são desenhadas com traço grosso.

13 FACHADA LADERAL DIREITA a. cozinha serviço banho dormitório living FACHADA PRINCIPAL abrigo para auto FACHADA LATERAL ESQUERDA

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15 Planta de Cobertura A planta de cobertura é uma vista superior da obra necessitando assim a representação de todos os detalhes relativos à coberta, como: a - tipo de telha; b - inclinação correspondente ao tipo de telha, c - se houver, indicar beiral, platibanda, rufos, marquises... d - Determinar as cotas parciais e totais da edificação.

16 Planta de Locação (ou implantação) e Coberta A planta de locação mostra onde a construção está localizada dentro do terreno, sempre indicando as cotas de amarração, ou seja, as distâncias do limite do terreno (muro, cerca viva, outra edificação, etc.) até um ponto inicial da obra. Nesta planta, ainda podemos também definir a locação dos molhos (vegetação rasteira ou não), calçadas, agenciamento, etc., sempre cotando, ou amarrando ao terreno. Na planta de coberta, indicamos sempre as indicações das águas, ou seja, para que lado cada água da coberta está inclinada, a quantidade de águas da coberta, a projeção da construção, e também é indicado o tipo de telha e sua inclinação (%). A planta de locação e coberta, em geral, é desenhada na escala de 1:100 ou 1:200. Quando necessários maiores detalhes usamos a escala de 1:50. Nela também é indicada a orientação (Norte).

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18 Planta de Situação Para locar uma obra é necessário representar o local exato onde ela ocupará no lote. Para isso necessita- se da obtenção de dados na prefeitura como os recuos frontal, lateral e fundos. Representa-se a projeção da obra sem contar com os beirais; Representar todas as cotas necessárias. É necessária a representação da calçada (tipo de material); Principais acessos e nome da rua que passa na frente da obra; Indicação do norte magnético; Locação de fossas, caixas de gordura, caixas de inspeção, ou saída para o esgoto publico, árvores (se houver); Localização da entrada de energia elétrica e água. Cotas de nível (meio fio, calçada, obra...). Indicação da localização do lixo;

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20 Referências INSTITUTO Consciência. Desenho Arquitetônico: Projetos Técnicos. Goiás: MONTENEGRO, Gildo A.; Desenho arquitetônico. São Paulo: Edgar Blücher, 2001; NBR Representação de projetos de arquitetura; ROSSI, Francine Aidie. Técnicas de Representação Digital 2D : Desenho Arquitetônico. Curitiba: UFPR, Disponível em: cas_representacao/desenho_arquitetonico.pdf. Acesso em: 15 jun

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