Laudo de Análise Elementar Sobre Causas do Desabamento da Encosta na Falésia do Cabo Branco

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1 Laudo de Análise Elementar Sobre Causas do Desabamento da Encosta na Falésia do Cabo Branco Em atendimento à solicitação feita pela digníssima Sra. Drª. Roseane Costa Pinto Lopes, Curadora do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado da Paraíba - 1º Centro de Apoio Operacional, onde no seu ofício nº 0007/CMA, define como objetivo instrucional identificar as causas que levaram o desabamento de blocos de terra na falésia do Cabo Branco, solicita ainda caráter urgente e com sugestões para o problema. A Sra. Curadora enviou ainda, por nossa solicitação, e anexando assim ao ofício, documentos já pertinentes ao processo de avaliação e questionamentos sobre aquela área. Dado a pertinência, urgência e complexidade da perícia em foco, optou-se por análise elementar como instrumento que poderá vir a auxiliar na tomada de decisão sobre qualquer ação deliberativa junto aquela área. Considera-se que a análise elementar é o primeiro passo após qualquer processo especulativo, não sendo ainda uma ciência formada por hipóteses corroboradas ou refutadas, sendo esta ciência, resultado de uma análise sistemática e transdisciplinar, envolvendo: técnicos, cientistas e o cidadão do cotidiano daquela área. Antecedentes da Análise Elementar Mesmo estando ciente da superficialidade de uma análise elementar não se deve tratá-la sem a devida responsabilidade, pois sabe-se que seu resultado poderá conduzir a diversas interpretações, daí opta-se por rigores tanto no uso adequado de postulados quanto por rigores determinados pela sistematização. Esse é o primeiro passo para a análise sistemática. No entanto, sua continuidade se dará em aplicar esse rigor em um volume significativo de dados coletados, o que inevitavelmente instrumentará o volume amostral enquanto estudo de probabilidade e possibilidades. Essa pertinência conduz a processos estruturais de pesquisa, surgindo então a determinação de como se instruirá os procedimentos para resposta a Sra. Curadora, a partir do olhar Geográfico, construindo-se um projeto de estudos:

2 2 Projeto Caracterização geográfica da ponta do Cabo Branco: dinâmica ambiental. Problema Quais os componentes da estrutura da paisagem que determinam a dinâmica ambiental na zona costeira da ponta do Cabo Branco? Hipóteses a) Ação direta dos elementos componentes do clima: ventos e precipitações; b) Ação direta dos componentes oceânicos: maré e ondas; c) Ação abrasiva dos elementos climáticos e oceânicos sobre o relevo costeiro; d) Combinação da drenagem superficial, a cobertura vegetal com porosidade do solo e o relevo na distribuição e contenção das águas pluviais; e) O aspecto sócio-ambiental na relação sentimental entre a sociedade e a paisagem, onde esta representa um monumento de significação historicamente geográfica. Objetivos Geral Compreender a dinâmica ambiental na ponta do Cabo Branco. Específicos - Delimitar a área de estudo; - Representar a área cartograficamente: planta baixa, perfis longitudinais e transversais. - Caracterizar os fatores e elementos da estrutura da paisagem; - Definir parâmetros de referência teórica para coletar dados e informes sobre:, clima, dinâmica marinha e erosão costeira; - Elaborar formulários de coleta de dados; - Elaborar questionários e questionamentos sobre a paisagem. Metas - Construção de uma carta geográfica; - Diagnóstico elementar sobre a paisagem;

3 3 Metodologia Levantamento bibliográfico pertinente à composição tópica da estrutura da paisagem; levantamento de documentos ortográficos e iconográficos referentes à área em observação; Excursões expeditas a fim de se estabelecer ação de observação e coleta direta de dados; Medição de elementos componentes da paisagem com instrumental para maior grau de rigor; questionamento e entrevista à população sobre o comportamento do lugar e as relações topofílicas. Referência Teórica As categorias que balizarão o estudo serão de importância teórico-práticas, pois servirão como horizontes norteadores determinando sempre os rumos e consequentemente avanços e recuos na busca da resolução do problema e na corroboração ou refutação das hipóteses. Como a pesquisa se dará em um lugar geográfico e com domínios naturais enquanto eventos particípes da paisagem, teremos assim uma pesquisa geográfica de caráter regional, pois serão denunciados tópico a tópico que, conectados sistematicamente, formarão a estrutura e a dinâmica da paisagem. A Teoria Geral de Sistemas servirá também como elemento fundamental para à compreensão das conexões que determinarão as estruturas componentes da paisagem. Tomaremos como super-estrutura os tópicos que isoladamente serão caracterizados e sua individualidade capturada de forma técnica, a partir de observação e coleta sistemática, com auxílio de referências e instrumental especializado, pois assim se aumentará o rigor na explicação dos fenômenos em si. A definição de um esquema, enquanto representação gráfica da organização da estrutura, servirá como mapa das categorias de fundamentação. Climático Biótico Topográfico Hídrico (adaptação elaboração a partir da proposta de Sthraeler)

4 4 Composição da estrutura dos fenômenos Onda: - altura Maré; - dinâmica; - comprimento; - cronograma; - direção; - relações com fatores astronômicos. Onde observar: - dentro do mar na maré baixa marcas de ondas e maré alta (sizigia) Clima: - vento: sobre a barreira, na praia, na vegetação; - observar: horários e fenômenos astronômicos; - chuva: canais de escoamento superficial. O ambiente: uma tentativa de caracterização regional Tomando-se como paradigma a questão regional devido a complexidade do evento em si deslizamento de encosta, mesmo assim a delimitação de áreas regionais complexas representa uma tarefa espinhosa na medida em que a unidade do conjunto é fruto de relações entre fenômenos de natureza diferente neste caso, é conveniente partir do interior do sistema para determinar os limites da estrutura geográfica considerada (Dolfuss: 1973 p. 94) 1. É nessa condicionante, sistema e estrutura geográfica que o evento deslizamento de encosta está inserido e como as condições iniciais, não necessariamente, estarão contidas no evento, procurar-se-á então inserí-lo (o evento) numa concepcão regional. O termo região não apenas faz parte do linguajar do homem comum (...) (...) o conceito de região está ligado a noção fundamental de diferenciação de área, quer dizer, à 1 DOLFUS, Olivier. A Análise Geográfica. Trad. Heloysa de Lima Dantas. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1973.

5 5 aceitação da idéia de que a superfície da terra é constituída por áreas diferentes entre si (Corrêa, 1990, p.22) 2. Nessa concepção encaminha-se o evento para o contexto regional, onde está contido no subconjunto relevo, cujo conjunto é o topográfico, sendo parte do conjunto paisagem. A paisagem reflete uma fisionomia e esta é o que se vê e o que se salta aos nossos olhos (...) (Egler, p. 121) 3, a paisagem passa a ser então um conjunto de fenômenos aparentes que ocorrem em um dado momento e num dado lugar. No entanto, nem sempre o que está acontecendo numa paisagem as condições iniciais estão aí localizadas. Nessa perspectiva é que se estabelece a proposição regional, onde se tentará determinar elementos limites ou limiares para caracterizar os outros subconjuntos dos conjuntos climáticos e hídricos, demarcando assim a paisagem regional. A região do Cabo Branco: caracterização da paisagem O conjunto paisagístico é constituído estrutural e geográficamente pelos conjuntos: topográfico, hídrico e climático. A hierarquia em que apresenta os subconjuntos é a mesma a que Egler realça sobre o fenômeno que salta aos nossos olhos, pois o evento deslizamento de encosta é ocorrência no conjunto topográfico, subconjunto relevo, ora como fenômeno de degradação e paradoxalmente de agradação, ou seja, o material que é retirado de um lado é depositado em outro. O segundo conjunto, o hídrico, tem a ver com a dinâmica da massa fluida hídrica que é o subconjunto oceânico em constante ação erosiva, enquanto força de demolição e construção nas suas zonas de contato com o relevo. O terceiro subconjunto: que é o climático, age de forma liminar ou subliminar com seu agentes, tanto na formação como na deformação de situações aparentemente estáveis. Na tentativa de regionalizar a área do Cabo Branco é fundamental estabelecer alguns conceitos que representam aquela realidade. Os elementos que compõem o conjunto relevo enquanto estrutura, são na realidade elementos da superestrutura, como planaltos e planícies. Já o conjunto hídrico é desmembrado nos subconjuntos: água continentais e águas oceânicas, sendo as águas oceânicas a de primeiro interesse e sua superestrutura 2 CORRÊA, Roberto Lobato. Região e OrganizaçãoEspacial. 3º ed., São Paulo, editora Ática. 3 EGLER, Walter Alberto. Coletânea de trabalhos de Walter Egler. Org. por Pedro L. B. Lisboa. Museu Paranaens. Emílio Goeldi.

6 6 representada pelos eventos: marés, ondas e correntes. E as águas continentais, no caso específico águas em escoamento superficial e de subsuperfície. O subconjunto climático que ressaltamos sua ação em liminar, algo bem aparente, bem sensível (como a temperatura, os ventos e a chuva e, subliminar como a pressão atmosférica. O Cabo Branco é um acidente geográfico decorrente da ação erosiva do mar e sua litologia é constituída por sedimentos que vieram sendo depositados, possivelmente, apartir da era terciária entorno de 65 Milhões de Anos (Departamento Nacional da Produção Mineral Geologia do Brasil-p. 12), tempo este que permitiu a compactação do material, contribuindo assim para sua consolidação e formando a unidade do relevo denominada planalto: baixos Planaltos Costeiros, sobreposto ao grupo litológico denominado Barreiras. Grupo esse sem datação específica devido a falta de material fossilizado o que viria a permitir datação. Por planalto, entende-se unidade do relevo que perde material tanto pelo intemperismo, ação imposta pelos condicionantes elementos e/ou fatores como temperatura, radiação luminosa, sonora, etc. e, também por erosão como a ação dos impactos provocados por chuvas, ventos, ondas, marés e enxurradas.... O material perdido pelo planalto ou pelas montanhas, serão depositados em vales e nas planícies e no caso da região do entorno do Cabo Branco, mais especificamente ao norte, na planícies costeira, cuja área é praieiras. Não há como olhar o Cabo Branco sem uma especulação paleo-geográfica, onde possivelmente essa paisagem seja, geológicamente bem recente. No entanto olhando em direção NE e Leste para dentro do mar, e com a maré baixa, observa-se os recifes, provavelmente blocos residuais que se mantiveram resistentes ao tempo cronológico e a ação destrutiva da dinâmica erosiva do intemperismo, permitindo assim a especulação conotativa de como foi a paisagem do Cabo Branco planaltos costeiros que avançavam adiante, além da atual linha de costa. Hoje esse cenário tem nuances desse trabalho erosivo, onde se tem bem caracterizado o corte abrupto dos baixos planaltos, formando assim encostas com características de penhascos, pois são encostas com mais de 70º de declividade. Esses penhascos foram e estão sendo trabalhados erosivamente pela ação marinha e neste contato, passam a ser denominados de falésias - vivas quando há contato e mortas quando perde o contato com o mar. As nuances do trabalho do mar sobre os baixos planaltos formando as planícies costeiras é bem nítido na formação da planície da praia da Penha, ao sul do Cabo

7 7 Branco. E ao norte, onde as falésias estão mortas, pois encontram-se recuadas em relação ao trabalho erosivo do mar, surgindo a praia como resultado de uma série de sucessões de cordões litorâneos que foram sendo acumulados no decorrer do tempo. Na praia de Cabo Branco e Tambaú, onde a falésia também encontra-se recuada, morta, afastada do mar, há aí entre o mar e a falésia um preenchimento por material sedimentar formando planície costeira que se estende até Cabedelo na foz do Rio Paraíba. É importante notar que a linha de falésia é interrompida entre o Altiplano e Tambaú pela passagem do rio Jaguaribe e sendo mais uma vez interrompida na descida do bairro João Agripino, em direção ao terraço flúvio-marinho do sistema estuarino do Rio Paraíba. O realce que foi dado descritivamente ao acidente geográfico e seu entorno, tanto espacial quanto temporal, tem como objetivo sua complexa delimitação regional, daí então poder buscar suas zonas de contato nas adjacências circunstanciais. Passamos assim a considerar como a região do Cabo Branco, as áreas de falésia viva no seu contato com as planícies ao sul praia da Penha e nas planícies ao norte da praia de Tambaú e por último agente de delimitação paramétrico a rede de drenagem na superfície da falésia. Investigação elementar sobre a dinâmica dos subconjuntos: uma amostragem A superfície do relevo é bem pouco ondulado, denotando assim uma monotonia que lhe coube o nome de altiplano. A ruptura na monotonia do relevo é abrupta, acarretada pela aparentemente ação marinha, chegando a característica de penhasco pela elevada declividade.

8 A partir do perfil transversal da falésia, torna-se nítida a configuração estratificada dos componentes que aí se acomodoram, permitindo assim a determinação dos diversos elementos que compõem os diversos estratos. Há a distinção desses elementos mesmo a olho nú e também por exames simples ao toque manual, onde há fácies que se apresentam bem arenosos e outros bem argilosos, o que denota a permissividade de comportamentos diferenciados tanto pelo intemperismo quanto pela erosão. 8

9 9 Base da Falésia denotanto o trabalho da erosão Marinha O topo da falésia é constituído de material arenoso: areias quartzosas, com baixo teor de materia orgânica e de baixa coesão.

10 10 Sobre esta superfície pouco ondulada cuja rede de drenagem é comprometida pelo baixo nível de angulação das vertentes, dificultando assim o escoamento superficial e ampliando a percolação verticalizada da água para o subsolo, surge assim um solo cujo horizonte A é rico em areias quartzosas e baixo teor de matéria orgânica e com baixa coesão, solo pobre às atividades edáficas, no entanto há aí uma população vegetal instalada e que se restaura diante das condições atípicas (ação antrópica) do lugar. Essa vegetação estabelece uma dupla relação. a) enquanto resultado da intersecção dos conjuntos: climáticos, hídrico e lítico (rocha), ela aparece como elemento menor da estrutura da paisagem, no entanto b) essa vegetação é o elemento de articulação entre esses mesmos conjuntos, pois sua relação é aérea, de superfície e de subsuperfície, ou seja acima da superfície do relevo, na superfície e no subsolo. A vegetação acaba por ser um elemento fundamental que auxilia na resistência do relevo aos ataques dos outros elementos pertinentes aos outros conjuntos e subconjuntos. E no tocante à população vegetal pertencente a área de ruptura do baixo planalto, no topo da falésia, está profundamente comprometida, pois tamando por base paramétrica uma área bem povoada do interior do altiplano podemos constatar que as condições de: censo, altura e densidade, num processo comparativo há ali no topo da falésia uma situação crítica, pois há sim um vazio em termos populacionais, ou seja, uma área desmatada.

11 11 Essa vegetação é fruto de condições, possivelmente, acidentais, pois haja visto que todo o litoral já vem sendo alterado a centena de anos. No entanto as condições peculiares no tocante ao clima, de um modo mais amplo, não foram alteradas, tomando por base o ATLAS Geográfico da Paraíba em que define a direção e velocidade dos ventos, a precipitação atmosférica. Estando com a referência geral proposta no ATLAS foi feita ainda uma série de coletas de dados por época do evento (deslizamento) sobre: - direção do vento SE/NO - velocidade do vento em média, pois há uma variação denotando uma turbulência, o que indica que as médias entre as velocidades mínima e máxima variam de 1.3 m/s a 9.1 m/s. ondas. Esses dados passam a ser elementos importantes para análise do movimento do mar: O vento é o elemento fundamental para a movimentação da superfície do mar, dando-lhe rugosidade, gerando assim as ondas e essas passam a ser agentes de ação erosiva na linha da costa: tanto na planície (áreas praieiras) como na falésia (área em decomposição). A ação oceânica conta com três agentes erosivos de valor importante para esculpir e modelar as feições costeiras: a maré, as ondas e as correntes costeiras, como já foi ressaltado apesar desta ser uma análise elementar mesmo assim observa-se alguns rigores na leitura da paisagem, daí então a preocupação de se tomar apontamentos combinados com outras referências. A leitura do movimento da maré teve como referência a tábua de marés e a preocupação com o movimento de translação da terra. A leitura da translação nos permitiu combinar a data de maior maré 2.60 m no dia dezoito de março de 1999 onde a lua em conjunção lua nova, contribuiu para essa altura da maré lembrando ainda que esse momento, MARÇO, é significativo pois a terra está próximo ao seu momento equinocial, ou seja a perpendicularidade da radiação luminosa está próximo sobre a linha equatorial, o que isso quer dizer: que a radiação perpendicular ao paralelo 7º (João Pessoa) foi por época do dia 23 de fevereiro/março, havendo assim um ataque direto de insolação perpendicular a está região, contribuindo assim para maior transpiração e evapotranspiração dos elementos sob este fenômeno, ou seja, havendo probabilidade de desidratação por subordinação a elevada exposição.

12 12 Essa maré muito alta, maré de sizígia, denominada vulgarmente de maré viva, atingindo o sopé da falésia abaixo do farol do Cabo Branco, indicando que esta é uma falésia viva, pois há ainda o trabalho intenso de sua retrogadação. A retrogradação 4 é na realidade ação efetivada pelas ondas, pelo resultado do seu impacto sobre a falésia e há, ao longo da falésia, áreas atingidas pela maré e consequentemente pelas ondas, mas a área em que houve o deslizamento na realidade, não é atingida efetivamente pela maré mas sim pelo resultado final de ondas, em marés muito altas (acima de 2.5m) onde estas trabalham solapando o sopé da falésia. Fazendo uma pequena contabilidade sobre a tábua de marés é possível verificar que ocorrerão ainda mais quatro marés deste nível este ano, época da lua nova de 16 e 17 de abril e na lua cheia 01 e 02 de maio. Esse agente maré aponta um outro agente que são as ondas, que combinado com os ventos e horário, no caso do dia 17 de março de 1999 às 15 horas 5 o vento soprava em direção ao continente numa velocidade média 6 de 3 m/s, a partir dessas combinações maré 4 Retrogradação: termo que indica, no caso, recuo do litoral por ação erosiva 5 As coletas foram realizadas também no dia 19 e 20/março/99 6 Medição feita com anemômetro e coletado dados amostrais em quatro pontos, sendo dois no sopé da falésia e dois no topo da falésia.

13 13 alta e vento, se procurou ler a rugosidade da superfície marinha, ou seja os elementos componentes das ondas: altura, comprimento e direção. jjjvjhv As coletas foram realizadas em pontos bem frontais a barreira abatida. A altura e comprimento foram mensuradas por balizamento transversal, numa secção amostral de grupos de onze ondas consecutivas, na ante-zona de arrebentação - altura: 45 cm em média; - comprimento médio: 30 m A velocidade das ondas chegou a 5 m/s. Na direção leste/oeste ou seja quase frontal a barreira. No entanto a coluna da onda tocava primeiro no sentido sul da barreira e posteriormente, ao norte, o que produz uma corrente na direção Norte. O trabalho de desbarrancamento é aparentemente elevado e, o material desagregado é conduzido pela corrente em direção norte, ou seja em direção a praia do Cabo Branco, sendo alí depositado. É conveniente aqui se descrever, mesmo que de forma elementar, a composição estrutural da barreira na falésia do Cabo Branco. Como já foi realçado por diversos autores estudiosos do grupo litológico Barreiras, este grupo não contém em sua composição rochas graníticas, sendo sim uma constituição sedimentar ainda em consolidação. A diversidade de

14 14 material estruturante é bem considerável, vamos nos ater então apenas na área em que o bloco foi abatido e, os exames feitos foram sem precisão, apenas exames empíricos, sensíveis ao toque e a diferenciação ótica em relação a cor. Procurou-se dar destaque a composição dos estratos do bloco abatido e é bem nítida, fisiograficamente, que o material argiloso está em faixas compactadas horizontalmente, com maior coesão e espessura variando em aproximadamente 20 a 70cm, já o material sob e sobre essa faixa é grosseiro, ou seja, material arenoso e de baixa coesão sensível ao toque manual. No exame de toque manual, o material mais compactado é argiloso e de maior resistência em relação ao material areno/argiloso, sendo este bem frágil, visto que, quando do trabalho erosivo das ondas o material frágil se decompõe facilmente.

15 15 A Região da Falésia Vista a Distância As feições que se apresentam no litoral impõe uma tipologia de formas e, no caso em destaque na ruptura dos baixos planaltos costeiros, surge a falésia, seguida pelas planícies costeiras que são áreas de deposição praieira - praias. Há ainda como formas litorâneas as enseadas e restingas. Quando se fala ver a falésia de um ponto distante, isso quer dizer olhá-la de longe: no espaço e no tempo. A visão espacial é de forma: aérea, horizontal e oblícua tendo vista panorâmica a partir da enseada do Cabo Branco em direção a barreira e, no caso temporal através de fotos postais e aerofotos antigas. Assim como entrevistas a moradores locais, como foi o caso da entrevista ao Sr. Gilson, residente na av. Cabo Branco, proprietário e no local a 35 anos. O olhar para a barreira caída no sentido contrário norte/sul se deu pelas condições impostas pela direção norte da corrente, onde estas conduziram o material abatido pelas ondas no sentido da enseada da praia do Cabo Branco. As manchas de turbidez permaneceram na zona de arrebentação das ondas, aproximadamente três a quatro dias e distante da área inicial entorno de um quilômetro.

16 16 Até onde a turbidez da água do mar era bem nítida, mais ou menos um quilômetro de distância (rumo norte), coincide com a residência do Sr. Gilson e, bem em frente à sua residência há um fator de elevado interesse, há indícios de que o mar já havia encostado bem próximo a rua, pois há aí um muro de arrimo, cujo material interno é de rocha calcária e a poucos centímetros

17 17 foi construido outro muro de arrimo de rocha granitica e uma tela de arame galvanizado. Segundo informações do Sr, Gilson, confirmando nossas hipóteses, o mar já havia chegado até na área em que hoje é a av. litorânea. Informou ainda que a área em que hoje se encontram os restaurantes Bargaços e Marinas, a falésia já foi viva, e por ocasião do governo do prefeito Hermano Almeida a via litorânea foi construída empurrando o mar para fora da falésia. Este fato pode ser confirmado analisando as aerofotos de l969 (anexo I), que visto em estereoscopia, realça bem a questão do mar encontrando-se com a falésia. Observase que na época em que foi feita a aerofoto não havia ainda avenida, pois havia sim uma estrada que terminava no sopé da barreira do Cabo Branco. Ainda olhando a falésia/barreira a partir de uma distância significativa, aproximadamente um Km, surgem novas observações e estas trazem, talvez, a chave para explicar a causa do deslizamento. Como já foi visto e mostrado a barreira sofre um ataque constante de agentes degradantes de ordem natural, mas surge o componente antrópico (sócio-econômico) que é bem marcado na superfície da área pela ausência de vegetação. Olhando ainda à distância há um sulco na vegetação, sendo uma lacuna vegetacional e preenchida pela estrada do farol e, o que é mais drástico exatamente sobre o bloco abatido onde há o desflorestamento. A ausência de vegetação é neste caso, um indicador de que o ataque do intemperismo e da

18 18 da erosão, na base e no front da falésia são complementados também pela superfície desnuda. É, nesse momento, interessante que se observe e ressalte não o interior da superfície tabular, mas sim o rebordo do tabuleiro, sendo este sensível e sua fragilidade aumenta em função também de inclinação da encosta (mais de 70º), aumentando assim a responsabilidade da coroa vegetal que sobrepõe. Fazendo uma leitura por dentro da paisagem vegetal que está imediatamente acima do bloco abatido é bem nítido o desflorestamento e, o que é mais grave, há indícios de pequenas áreas de blocos fraturados, onde uma vibração provocada por ondas de trepidação (exemplos: veículos na estrada) podem contribuir para abatê-lo. A faixa de superfície com solo exposto entre a calçada, rua e a rebordo do penhasco é de dezenove metros, haja visto que é um solo com cobertura de material artificial (presença de metralha 7 ) e, mesmo na área coberta de vegetação o solo é de baixa qualidade edáfica, dificultando a plantio. 7 Metralha, na linguagem vulgar é o resíduo de obra de construção civil.

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20 20 Considerações finais O elenco de elementos atuantes sobre a área do deslizamento da barreira na falésia do Cabo Branco é de considerável volume tensionando amplamente aquela paisagem. Mesmo com uma amostragem de pequeno monte, fica nítido e clareada a situação sensível e frágil daquela paisagem. Não resta dúvida que todos os conjuntos e subconjuntos de elementos e fatores atuantes sobre aquela paisagem age ininterruptamente forçando qualquer zona de fraqueza, sendo esta, creio, o somatório dos componentes estruturais (material lítico), acoplado a inclinação acentuada do penhasco, que varia de 70 a 90º e a ausência de vegetação como elemento/elo de força e resistência do rebordo da superfície. A sugestão para contenção de novos deslizamentos deve ser acompanhada por trabalhos técnicos vinculados a mecânica de solos e, não se desconsiderar que o material que é/está sendo retirado do sopé da falésia está sendo depositado, tanto no banco de areia na frente da barreira, quanto na própria enseada do Cabo Branco possivelmente é elemento de depósito em que hoje está o muro de arrimo abandonado, que ainda conota caso haja o rompimento de deposição nesta área, poderá haver a inversão ou seja, a retirada de material será da enseada não mais da falésia. Há ainda necessidade de trabalhos técnicos de reflorestamento, assim como reavaliação de parcelamento do solo urbano no entorno.

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22 22 E para concluir estas considerações se recomenda uma atenção ampliada, pois toda extensão da barreira está suscetível ao desabamento, logo é uma área de alto risco tanto para quem está embaixo como para quem está acima, destarte que há avanços na erosão regressiva, ou seja, a borda da falésia recua a partir de cada deslizamento em direção a estrada. Como sugestão emergencial Convocar peritos em mecânica de solos do Grupamento de Engenharia do Exercito, da UFPB CT e da Escola Técnica Federal da Paraiba, para caracterizar a estrutura da barreira assim como testar a capacidade de rsistência relacionada a vibração de origem diversa Convocar peritos em botânica e florestamento da UFPB, do IBAMA e da SUDEMA para definir melhor os individuos que deverão ser instalados para colonizar a área.

23 23 Este Laudo Pericial contou com a parceria dos estudantes estagiários e colaboradores do LABEMA (Laboratório de Estudo, Metodologia e Aplicação) Geociências CCEN UFPB. Prof. Paulo Roberto de O. Rosa Geociências/CCEN/UFPB

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