Proposta de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para uma Empresa Metalúrgica da cidade de Ibirubá-RS, com Base na Produção mais Limpa.

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1 UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL Raquel Lorenzoni Camera Proposta de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para uma Empresa Metalúrgica da cidade de Ibirubá-RS, com Base na Produção mais Limpa. Passo Fundo 2010

2 2 Raquel Lorenzoni Camera Proposta de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para uma Empresa Metalúrgica da cidade de Ibirubá-RS, com Base na Produção mais Limpa. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Engenharia Ambiental, como parte dos requisitos exigidos para obtenção do título de Engenheiro Ambiental. Orientadora: Profª. Drª. Aline Ferrão Custodio Passini Passo Fundo 2010

3 3 Foque sempre em uma solução ao invés de ficar pensando em um problema Nelson Antonio Nicolodi

4 4 RESUMO A indústria atualmente vem buscando, a partir de exigências, sejam elas do órgão ambiental, ou de mercado, melhorias quanto ao impacto ambiental gerado pelo seu processo produtivo. Em especial as indústrias do setor metalúrgico, por gerarem resíduas indústrias perigosos, ocupando a terceira posição no Estado do Rio Grande do Sul, em relação à geração dos resíduos sólidos indústrias perigosos (Classe I), e a segunda posição quanto à geração de resíduos sólidos industriais não perigosos (Classe II). Assim sendo, o presente trabalho teve como objetivo analisar as questões ambientais relacionadas aos resíduos sólidos industriais gerados por uma empresa metalúrgica da cidade de Ibirubá/RS, a fim de propor diretrizes para a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e da aplicação da metodologia da Produção Mais limpa. A metodologia utilizada foi a de uma pesquisa exploratória, através de dados coletados junto à empresa, através da internet, de pesquisa bibliográfica e documental. Assim sendo, a proposta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) foi baseada nos princípios da minimização e da não geração de resíduos, que descreve as ações relativas ao seu manejo, segregação, acondicionamento, coleta, transporte interno e disposição final. Já a metodologia de Produção mais Limpa, baseada nos mesmos princípios do PGRS, torna mais eficiente o uso dos materiais e energia, através de modificações nos processos produtivos, nas práticas industriais e de reutilização. Por fim, concluiu-se com este trabalho que fortalecer o conhecimento sobre essas metodologias e incentivar as indústrias metalúrgicas na aplicação dessas ferramentas, torna-se uma opção bastante atraente para a sustentabilidade das organizações. Palavras chaves: Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Resíduos Sólidos Indústrias, Metalúrgica, Produção Mais Limpa.

5 5 ABSTRACT The industry is currently looking for, from requirements, whether the environmental agency, or market, improvements in the environmental impact generated by its production process. In particular, the industries of metallurgy sector, in industries generating hazardous waste, occupying the third position in the State of Rio Grande do Sul, in relation to solid waste industry hazards (Class I) and the second position on the generation of non-hazardous industrial solid waste (Class II). Therefore, this study aimed to analyze the environmental issues related to industrial solid waste generated by a metallurgical company in the city of Ibirubá-RS, in order to propose guidelines for the preparation of a Management Plan for Solid Waste and the potential application the methodology of Cleaner Production. The methodology used was the exploratory research, using data collected from the company, the Internet, bibliographic and documentary research. Therefore, the proposed Management Plan is based on the principles of non-generation and minimization of waste generation, which describes activities relating to its management, segregation, storage, collection, internal transport and final disposal. Since the methodology of cleaner production aims to avoid the generation of waste, making more efficient use of materials and energy through changes in manufacturing processes, in industrial practices and reuse. Thus concluding with the aim to strengthen the understanding of these methodologies and metallurgical industries encourage these concepts. That does not necessarily require large investments to make their implementations of these tools use a very attractive option for the sustainability of organizations. Keywords: Metallurgy Sector, Cleaner Production, Solid Waste.

6 6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Esquema da classificação dos resíduos sólidos Figura 2: Evolução das questões ambientais Figura 3: Motivação para proteção ambiental na empresa Figura 4: Fluxograma para caracterização e classificação de resíduos Figura 5: Processo industrial genérico Figura 6: Geração de resíduos sólidos industriais perigosos por setor industrial dos empreendimentos inventariados no estado do RS Figura 7: Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe II por setor industrial Figura 8: Destinação dos Resíduos Sólidos Industriais Classe I gerados pela indústria Metalúrgica Figura 9: Destinação dos Resíduos Classe II gerados por indústrias metalúrgicas Figura 10: Etapas envolvidas no gerenciamento de resíduos sólidos Figura 11: Modelo do gerenciamento ambiental de resíduo Figura 12: Fluxograma das etapas de decisão para o gerenciamento de resíduos sólidos industriais Figura 13: Custos e benefícios com a implantação de Produção mais Limpa Figura 14: Fluxograma da Metodologia da Produção mais Limpa Figura 15: Passos para implementação de Programa de Produção mais Limpa Figura 16: Fluxograma qualitativo do processo produtivo Figura 17: Fluxograma quantitativo do processo produtivo, elaboração do diagnóstico ambiental e planilha de aspectos e impactos Figura 18: Análise quantitativa de entradas e saídas do processo produtivo Figura 19: Mapa de Localização da Cidade de Ibirubá Figura 20: Mapa da localização da empresa Figura 21: Delineamento da pesquisa Figura 22: Fluxograma do Processo Produtivo de empresa Figura 23: Armazenagem das chapas de aço Figura 24: Chapa cortada Figura 25: Retalhos do Setor de Furadeira e Solda Figura 26: Pintura a jato Figura 27: Código das cores, baseada na Resolução do CONAMA Figura 28: Exemplo do recipiente para os resíduos metálicos Figura 29: Bancos confeccionados com restos de chapas Figura 30: Porta-canetas confeccionados com restos de molas Figura 31: Madeiras reutilizadas no setor de recebimento de chapas Figura 32: Substituição de telhas normais por telhas transparentes Figura 33: Instalação de um Hidrômetro na empresa... 69

7 7 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Unidades de destinação final do lixo coletado

8 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Problema e Contextualização Justificativa Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos Estrutura do Trabalho REVISÃO DE LITERATURA Questões Ambientais Desenvolvimento Sustentável Problemática dos Resíduos Sólidos Evolução Ambiental nas Indústrias Resíduos Sólidos Resíduos Sólidos Industriais: Definição e Classificação Legislação Aplicável a Resíduos Sólidos A Indústria Metalúrgica Histórico Geração de Resíduos e Impacto Ambiental Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais Produção Mais Limpa Benefícios e barreiras decorrentes da implantação de Produção mais Limpa Metodologia de Implantação de Produção mais Limpa Produção mais Limpa na Indústria Estudos de Caso METODOLOGIA Caracterização da Empresa e dos Resíduos Gerados Delineamento da Pesquisa Primeira Etapa Segunda Etapa Terceira Etapa Quarta Etapa Quinta Etapa RESULTADOS E DISCUSSÕES Detalhamento dos Setores da Empresa e seus Respectivos Resíduos e Impactos Recebimento de Chapas Corte, Dobra, Furadeira e Solda Limpeza de Peças e Pintura Secagem, Montagem e Expedição Proposta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) Conscientização Ambiental da Empresa Manejo dos resíduos sólidos Segregação Acondicionamento dos Resíduos Coleta, Transporte Interno e Armazenamento Temporário dos Resíduos Transporte Externo... 64

9 4.2.5 Destinação Final dos Resíduos Monitoramento e continuidade do Plano Produção mais Limpa Formação do ECOTIME Reaproveitamento das Chapas de Aço Reaproveitamento da Madeira Aproveitamento da Luz Solar Reaproveitamento de Água CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Conclusão Sugestões para trabalhos futuros REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO A - Tabelas de Controle de Resíduos

10 10 1 INTRODUÇÃO 1.1 Problema e Contextualização O crescimento populacional e conseqüentemente econômico colocou o Planeta Terra em uma posição desprivilegiada com relação aos respectivos impactos ambientais decorrentes das atividades produtivas. A escassez e poluição das águas, o agravamento da poluição atmosférica, as mudanças climáticas, a geração e disposição inadequada de resíduos tóxicos, a poluição do solo e a perda da biodiversidade são exemplos desses impactos ambientais, que consideram o meio ambiente como um local de aquisição de matéria-prima e destinação de resíduos. A natureza dos problemas ambientais é parcialmente atribuída à complexidade dos processos industriais utilizados pelo homem. Todo produto não importa de que material seja feito ou finalidade de uso, provoca um impacto no meio ambiente, seja em função de seu processo produtivo, das matérias primas que se consome, ou devido ao seu uso ou disposição final (CHEHEBE, 1997). Segundo Leripio (2004), somos a sociedade do lixo, cercados totalmente por ele, mas só recentemente acordamos para este triste aspecto de nossa realidade. Ele diz ainda que, nos últimos 20 anos, a população mundial cresceu menos que o volume de lixo por ela produzido. Enquanto de 1970 a 1990 a população do planeta aumentou em 18%, a quantidade de lixo sobre a Terra passou a ser 25% maior. As indústrias tradicionalmente responsáveis pela maior produção de resíduos perigosos são as metalúrgicas, segundo dados do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais e das Planilhas Trimestrais de Resíduos Sólidos Industriais (FEPAM, 2003), totalizando 506 empreendimentos, ocupando a terceira posição em relação aos resíduos sólidos indústrias perigos (Classe I), com uma geração de toneladas/ano, e a segunda posição quanto à geração de resíduos sólidos industriais não perigosos (Classe II), gerando um total de toneladas/ano. Estes resultados devem-se, em grande parte, ao emprego de produtos químicos nos processos produtivos e a geração de resíduos, tanto sólidos, como líquidos e gasosos.

11 11 O resíduo industrial é um dos maiores responsáveis pelas agressões ao ambiente. Nele estão incluídos produtos químicos (cianureto, pesticidas, solventes), metais (mercúrio cádmio, chumbo) e solventes químicos que ameaçam os ciclos naturais onde são despejados. Os resíduos sólidos são amontoados e enterrados, os líquidos são despejados em rios e mares, os gases são lançados no ar. Assim, a saúde do ambiente, e conseqüentemente dos seres que nele vivem, torna-se ameaçada, podendo levar a grandes tragédias (MONOGRAFIAS, 2010). Neste contexto, a busca pela diminuição dos materiais utilizados pelo setor é de fundamental importância. A implementação de ações efetivas voltadas para a redução do impacto ambiental representam a possibilidade de se atenuar o atual quadro de degradação ambiental presente tanto em países desenvolvidos, como em países em desenvolvimento. Para os países em desenvolvimento como o Brasil, técnicas de Produção Mais Limpa e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, aparecem como uma alternativa para a busca de soluções para os problemas ambientais. Com os Centros Nacionais de Tecnologias Limpas (CNTL), que tem o objetivo de promover praticas organizacionais ambientalmente corretas sob a perspectiva de prevenção de resíduos. Reduzir os impactos através do uso racional de matériaprima, água e energia significam uma opção ambiental e econômica para muitos anos de processo. Assim diminuindo os desperdícios, gerando uma maior eficiência e menores investimentos em problemas ambientais. O Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos implica primeiramente em uma mudança de comportamento por parte de toda a comunidade. Sendo uma atividade que necessite de atitudes ambientais responsáveis e devem ser praticas corriqueiras na indústria, necessitando do comprometimento das chefias e de todo o pessoal envolvido com as atividades de produção, para que o programa tenha chance de sucesso.

12 Justificativa As questões ambientais, no setor industrial, tem se tornado mais clara nos últimos anos, apresentando-se como um fator de competição no comércio internacional e nacional, pondo em desvantagem as empresas que não adotam práticas sustentáveis em relação a processos produtivos e produtos. Regulamentos e legislações também exigem que os resíduos sejam gerenciados desde a sua fonte até a disposição final. Tornando assim a necessidade das empresas se adequarem as exigências ambientais. A aplicação de tecnologias apropriadas e ecológicas, com a redução da utilização de recursos naturais, de desperdício, da geração de resíduos e poluição, é uma ação de prioridade mundial, colaborando com as empresas a produzirem ecologicamente correto. É por esse motivo que se faz necessária a elaboração e implementação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos sólidos industriais em empresas metalúrgicas e agregando a praticas de Produção mais Limpa. O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) visa à diminuição do impacto ambiental oriundo dos produtos e processos da empresa, através da redução dos resíduos gerados e do correto tratamento e destinação final dos mesmos. Assim o PGRS estabelece-se como uma importante ferramenta para a correta segregação e disposição dos resíduos sólidos. A técnica de Produção mais Limpa tem com objetivo a aplicação de uma estratégia ambiental preventiva e integrada, aplicada a processos, produtos e serviços para aumentar a ecoeficiência e reduzir riscos ao homem e ao meio ambiente. Podendo ser implantada pelas organizações como uma estratégia gerencial que permite obter crescimento econômico ao mesmo tempo em que são gerenciados os impactos ambientalmente negativos oriunda do processo produtivo. É neste contexto que o presente estudo visa propor um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para a metalúrgica da cidade de Ibirubá e, respectivamente, combinado com ações da prática de Produção mais Limpa.

13 Objetivos Objetivo Geral Proposta de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para uma empresa metalúrgica da cidade de Ibirubá RS, verificando a aplicação de possíveis técnicas de Produção mais Limpa Objetivos Específicos a) Conhecer e analisar o processo produtivo da empresa; b) Diagnosticar a geração de resíduos e os impactos gerados pela empresa; c) Analisar as oportunidades de aplicação de um método de Produção mais Limpa ao processo produtivo; d) Elaborar uma Proposta de Gerenciamento de Resíduos.

14 Estrutura do Trabalho Este trabalho de Conclusão de Curso está distribuído em cinco capítulos. No presente capítulo, estão apresentados o problema e contextualização da pesquisa, a justificativa, os objetivos do trabalho, sendo subdivididos em objetivos gerais e específicos, e a estrutura do trabalho. O capítulo dois apresenta uma ampla revisão de literatura, abordando temas importantes para o desenvolvimento deste trabalho. No terceiro capítulo consta a metodologia do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para a empresa metalúrgica e a possível aplicação da Produção Mais Limpa na mesma. O capítulo quatro expõe os resultados e discussões e, por fim, o quinto capítulo apresenta as conclusões finais do presente trabalho e sugestões para trabalhos futuros. Após são apresentas as referências bibliográficas.

15 15 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Questões Ambientais Desenvolvimento Sustentável A expansão do capitalismo no período pós-guerra trouxe consigo a intensificação dos sistemas de produção, a expansão dos parques industriais (principalmente para os países do terceiro mundo) e a massificação da cultura do consumo. O mundo adotou um modelo de desenvolvimento baseado na produtividade e no consumo, e as indústrias passaram a desempenhar papel fundamental no crescimento econômico (SANTOS, 2005). De acordo com Rampazzo (2002), o crescimento econômico é necessário, porém não suficiente para garantir o desenvolvimento, devendo se submeter às regras de uma distribuição social equitativa e as imposições ecológicas. Não é possível continuar com um crescimento intensivo que utilize os recursos naturais. Faz-se necessário pensar em crescimento intensivo que utilize os recursos de maneira cada vez mais eficaz, porém não pode-se basear total e somente na técnica, considerando também a forma das estruturas de consumo e de estilos de vida. A deterioração ambiental, que é vista como um processo, não como um problema, apresenta-se de varias formas e com vários resultados, o que afeta todos os países em desenvolvimento. Além de ser uma conseqüência do progresso humano, é uma característica do desenvolvimento econômico predominante, a qual traz consigo a insustentabilidade em termos ecológicos, a desigualdade e a injustiça social (RAMPAZZO, 2002). As discussões sobre o desenvolvimento sustentável teve origem a partir do agravamento da crise ecológica na segunda metade do século XX, época em que o conceito de desenvolvimento significava apenas crescimento econômico. Surgindo neste período uma percepção de que este modelo de desenvolvimento causava intensa degradação ambiental e, por conseqüência, progressiva escassez de recursos. Era necessária, portanto, a incorporação da questão ambiental aos processos de desenvolvimento (SOUZA, 2000).

16 16 Em 1972 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano ocorrida na cidade de Estocolmo. Nesta Conferência foram discutidas duas posições relativas à problemática ambiental. A primeira posição defendia que as preocupações com o meio ambiente eram exageradas e impediriam que os países em desenvolvimento se industrializassem. Por outro lado, a segunda posição entendia que, caso o ritmo de crescimento econômico e demográfico continuasse, a humanidade correria o risco de desaparecer. Uma posição intermediária surgiu destas discussões, ou seja, o crescimento econômico ainda se fazia necessário, porém este deveria ocorrer de forma socialmente receptivo e implementado por métodos favoráveis ao meio ambiente (SACHS, 2002). De acordo com Sachs (2002) uma estratégia de desenvolvimento deveria objetivar o aproveitamento racional e ecologicamente sustentável da natureza em benefício das populações locais, incorporando-se a conservação da biodiversidade aos interesses destas populações, sendo necessário adotar padrões negociados e contratuais de gestão da biodiversidade. Assim, o eco desenvolvimento requer a harmonização entre objetivos sociais, econômicos e ambientais. Em 1987 a World Commission on Environment and Development divulgou o documento Our Common Future (Nosso futuro comum) elaborado por uma comissão conhecida como Comissão Brundtland, o qual previa estratégias de desenvolvimento. Segundo este documento o desenvolvimento é sustentável quando satisfaz as necessidades das presentes gerações sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazer suas próprias necessidades (DERANI, 2001). Muller (2002) comenta que o desenvolvimento sustentável diz respeito a uma sociedade ser capaz de manter, a médio e longo prazo, um circulo virtuoso de crescimento econômico e um padrão de vida adequado. Trata-se de melhorar os ciclos econômicos com suas flutuações, com realizações de melhoria no padrão de vida, a despeito das flutuações setoriais e crises econômicas localizadas, ou seja, a sustentabilidade é uma questão multidimensional e intertemporal. Bellen (2003) propõe que o desenvolvimento sustentável é a capacidade que a empresa possui de aproveitar ao máximo os recursos naturais observando a sua capacidade de regeneração, também é integrar os sistemas econômicos, sociais e ecológicos para que seja possível um equilíbrio entre os três elementos, e de forma mais simples o desenvolvimento é a capacidade humana de se desenvolver em harmonia com o meio ambiente objetivando o desenvolvimento em conjunto.

17 17 Segundo Romeiro (2007), desenvolvimento sustentável também conhecido como eco desenvolvimento é a capacidade de gerenciar o desenvolvimento econômico sem que para isto o meio ambiente sofra perdas, ou seja, o desenvolvimento econômico precisa se desenvolver juntamente e de forma ordenada a fim de preservar e melhorar as condições ambientais na qual a organização esta inserida. Como destaca Shen (1995), o desenvolvimento sustentável requer o reconhecimento das inter-relações entre a economia e as metas ambientais. É necessário que exista um equilíbrio entre os avanços tecnológicos e a preservação ambiental, bem como um balanço entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental. E para tanto, é preciso desenvolver novas estratégias para os desafios ambientais não apenas no presente, mas também no futuro. Esta tarefa requer um esforço conjunto do setor produtivo e dos consumidores, e segundo Braga et al. (2002), deve se apoiar nas premissas que formam a base do desenvolvimento sustentável, que compreendem os seguintes preceitos: 1. Uso racional da energia e dos recursos materiais com ênfase na conservação em contraposição ao desperdício; 2. Prevenção da poluição, gerando menos resíduos a serem absorvidos pelo meio ambiente; 3. Promoção da reciclagem e do reuso de materiais; 4. Controle do crescimento populacional de modo a propiciar perspectivas de estabilização da população; e, 5. Mudança de padrões de consumo Problemática dos Resíduos Sólidos Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), resíduo é algo que seu proprietário não mais deseja, em um dado momento e em determinado local, e que não tem um valor de mercado (SANTANA, 2007) Existem varias definições de resíduos sólidos, dentre as quais se pode mencionar a da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na Norma Brasileira NBR , que classifica os resíduos sólidos como:

18 18 Resíduos Sólidos são resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede publica de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. (ABNT, 2004). Na Figura 1, é apresentado, de forma resumida, um esquema da classificação dos resíduos sólidos segundo a fonte geradora. Figura 1: Esquema da classificação dos resíduos sólidos. Fonte (Cabral, 2007). Os Resíduos Sólidos produzidos em um país é um indicador importante de desenvolvimento. Quanto maior o poder aquisitivo das pessoas, mais lixo será produzido, pois é o sinal de que há crescimento e consumo. Tudo aquilo que já foi utilizado uma vez e que não pode ser aproveitado dentro das possibilidades do homem é considerado lixo (LOPES, 2006). Lopes (2006), ainda destaca que o problema esta ganhando uma dimensão perigosa por causa da mudança no perfil dos resíduos. Na metade do século passado, a composição do

19 19 lixo era predominantemente de matéria orgânica, de restos de comida. Com o avanço da tecnologia, materiais como plásticos, isopores, pilhas, baterias de celular e lâmpadas são presença cada vez mais constante na coleta. Na maioria das cidades brasileiras, o lixo é descartado de forma irregular em lixões ou terrenos vazios, podendo provocar degradação ambiental. Porem a problemática dos resíduos não se restringe apenas a questão da destinação final dos mesmos, a falta de conscientização da população diante dos problemas relacionados aos resíduos é o ponto de maior importância a ser trabalhado pelos agentes públicos (LOPES, 2003). Segundo FRITSCH (2000), produzir resíduos é inerente ao ser humano, destiná-los adequada e satisfatoriamente é o maior desafio das administrações públicas. Essa atividade não pode ser exercida sem a colaboração direta do munícipe. No Brasil, o crescimento populacional atingiu cerca de 2,2 milhões de pessoas entre os anos de 1999 e 2000, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2001). A produção média diária de lixo por habitante é estimada em 600 gramas e nas cidades mais desenvolvidas, cerca de um quilo (EIGENHEER, 1998). Com isso, o lixo ocupa cada vez mais espaço nos aterros, resultando em gastos públicos, pois maior o volume do lixo, mais rapidamente o aterro vai sendo preenchido. Segundo dados do IBGE (1996), a maioria dos municípios brasileiros não possui aterro sanitário, dispondo seus resíduos de forma inadequada como vazadouros, encostas, rios e alagados. De acordo com JARDIM (1995), no Brasil os problemas relacionados com o lixo são recentes e as situações se distinguem de município para município. Por ser um problema que aumenta diariamente, não há vantagem alguma para as cidades em deixar a busca por soluções tardias. A colaboração da comunidade com a administração municipal é fundamental para a tomada de decisões e é a melhor maneira para encontrar soluções mais adequadas e até formas mais inteligentes e proveitosas de financiamento. O Brasil apresenta avanços limitados na questão da minimização da geração dos resíduos, pois a preocupação maior das administrações municipais ainda se concentra na destinação final dos resíduos e não na prevenção da poluição gerada por estes (LOPES, 2003), conforme Tabela 1.

20 20 Tabela 1: Unidades de destinação final do lixo coletado. Fonte: IBGE (2000), modificado Lopes (2003) destaca que o fato da população não reivindicar locais apropriados para o depósito dos resíduos, faz com que os órgãos públicos não se esforcem para melhorar a qualidade de vida nas cidades, já que os locais irregulares não são onerosos para os municípios. Assim, esses órgãos deixam de buscar investimentos para a implantação de aterros sanitários, coleta seletiva e reciclagem. Outro desafio no setor de limpeza urbana é a falta de especialização dos agentes envolvidos, desde os funcionários da prefeitura aos da empresa contratada para a realização dos serviços, o que é essencial para a manutenção e bom funcionamento do sistema. A partir da década de 90, os municípios começam a perceber que a dimensão da problemática dos resíduos sólidos não pode ser de responsabilidade apenas dos Departamentos de Limpeza Pública. Outras instituições podem interagir na questão ambiental, de acordo com a própria Constituição Federal, a qual define que tanto o Ministério Público, o cidadão, as organizações governamentais e não governamentais são responsáveis pela qualidade ambiental (FRITSCH, 2000). Por tudo isso, a Gestão e o Gerenciamento dos resíduos sólidos são tarefas complexas e abrangentes, refletindo na dificuldade da maioria dos municípios, devido à falta de autonomia e de recursos. Nesse sentido, o estabelecimento de uma Política Nacional para nortear as políticas locais dos resíduos sólidos é fundamental, considerando as diferenças

21 21 regionais. È importante também ressaltar a importância do acompanhamento legal a continuidade dos programas ambientais e sociais bem sucedidos, apesar das mudanças na gestão municipal (KAPAZ, 2002). 2.2 Evolução Ambiental nas Indústrias Constata-se, ao longo da historia, que o homem sempre utilizou os recursos naturais do planeta e gerou resíduos com baixíssimo nível de preocupação, os recursos eram abundantes e a natureza aceitava sem reclamar os despejos realizados, já que o enfoque sempre foi dispersar (MOURA 2002). Moreira (2001) afirma que as preocupações ambientais não surgiram todas de uma só vez, elas mudaram de foco à medida que o conhecimento científico e a tecnologia evoluíram bem como as atividades produtivas se desenvolveram ao longo do tempo, gerando problemas de diferentes características. Analisando o histórico do gerenciamento ambiental pode-se visualizar nitidamente as tendências seguidas pela evolução das questões ambientais nas últimas décadas, conforme mostrado na Figura 2. Figura 2: Evolução das questões ambientais. Fonte: CNTL (2003)

22 22 A década de 80 foi marcada como sendo aquela em que surgiram em grande parte dos países, leis regulamentando a atividade industrial no tocante a poluição. Também nesta década teve impulso o formalismo da realização de Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impactos Ambientais. Paralelamente a esses movimentos, ocorrem acidentes com grande impacto ambiental como Bhopal na Índia e Sevesso na Itália, que despertam a atenção da sociedade a industrialização desenfreada (MOURA 2002). Na mesma década, no Brasil surgiu a Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981, que trata sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, dando assim um salto nas exigências legais, ate então pouco eficientes. Surgem novos conceitos como o de minimização da geração de rejeitos e emissões, reciclagem e reutilização, descontaminação de solos entre outros, que passam a se constituir em preocupações dos setores de meio ambiente na indústria (MACIEL, 2005) Na década de 90, foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Rio 92, onde foi produzido documentos em que se propõe o uso racional de matérias-primas e energia para a produção de bens e serviços, entre estes documentos os principais são Agenda 21 e a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ANTUNES, et al, 2008). Ainda na década de 90 muitas empresas começaram a integrar o meio ambiente nas suas estratégias de negócios, havendo o surgimento de um novo e estratégico paradigma ambiental, que foi chamado de enviropreneurial marketing, que pode ser definido como as atividades de marketing benéficas empresarial e ambientalmente, que atendem tanto a economia da empresa quanto aos objetivos de desempenho social. As ações da empresa na área ambiental se tornaram mais pró-ativas e passaram a ser utilizadas como estratégias competitivas, vinculando-se a bom desempenho ambiental principalmente a melhoria na reputação das empresas (GHENO, 2006). De acordo com Rosen (2001), há basicamente três razões para que as empresas tenham buscado melhorar a seu desempenho ambiental: primeiro, o regime regulatório internacional esta mudando em direção as exigências crescentes em relação à proteção ambiental. Segundo, o mercado esta mudando (tanto de fatores quanto de produtos). E terceiro, o conhecimento esta mudando, com crescentes descobertas e publicidade sobre as causas e conseqüências dos danos ambientais. Na Figura 3, a seguir, pode se observar o que motivou as empresas a aceitarem a responsabilidade pela proteção do meio ambiente.

23 23 Figura 3: Motivação para proteção ambiental na empresa. Fonte: Callenbach et al (1993, pg. 26) As empresas que não aderirem a este sistema de gestão ambiental poderão sofrer restrições e perda de mercado, em especial num primeiro momento, o mercado internacional (MACIEL, 2005). Assim, a gestão ambiental nas empresas é condicionada pela pressão das regulamentações, pela busca de melhor reputação, pela pressão de acionistas, investidores e bancos para que as empresas reduzam o risco ambiental, pela pressão dos consumidores e pela própria concorrência (GHENO, 2006). A empresa que aceita e bem conduz suas responsabilidades ambientais preservando seu lucro tem um desempenho sustentável, ou seja, traduz o conceito de desenvolvimento sustentável em práticas empresariais. Este conceito tem como características principais o lucro e o desempenho. O lucro como propulsor do movimento rumo ao desempenho sustentável e tem como principal qualitativo de desempenho a melhoria de qualidade (KINLAW, 1997). Segundo Kinlaw (1997) a primeira meta das empresas não é descobrir meios de crescer e expandir. E sim a qualidade total e a contínua melhoria dos processos, serviços e produtos, exigidos pela era ambiental. Somente atingindo essa meta é que se poderá atingir e manter as metas de melhoria do meio ambiente, de lucratividade a longo prazo e de posição competitiva. A verdadeira chave da sustentabilidade é a qualidade - não o desenvolvimento. O desempenho sustentável representa uma nova forma de percepção da empresa como um sistema redefine as relações tradicionais entre os elementos de insumo, processo de trabalho e produto final.

24 Resíduos Sólidos Resíduos Sólidos Industriais: Definição e Classificação A Resolução nº 313, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de 29 de outubro de 2002, define resíduo sólido industrial: É todo o resíduo que resulte de atividades industriais e que se encontre nos estados sólidos, semi-sólidos, gasoso quando contido, e liquido cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede publica de esgoto ou em corpos d água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água e aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. (CONAMA,2002) Os resíduos são classificados em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas e com base na identificação de contaminantes presentes na massa. Essa identificação, contudo é bastante complexa em inúmeros casos. Portanto, um conhecimento prévio do processo industrial é imprescindível para a classificação do resíduo, identificação das substancias presentes nele e verificação de sua periculosidade. Quando um resíduo tem origem desconhecida, o trabalho para classificá-lo torna-se ainda mais complexo. (PINTO, 2004). Em função da periculosidade oferecida pelos resíduos, a NBR classifica os resíduos da seguinte maneira: Resíduos Classe I Perigosos: aqueles que representam periculosidade ou características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Resíduos Classe II Não Perigosos Resíduos Classe II A Não inertes: resíduos que não se enquadram nas classificações de resíduos Classe I ou Classe II B nos termos

25 25 da Norma. Estes resíduos podem apresentar propriedades tais como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Resíduos Classe II B Inertes: quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa segundo a NBR , e submetidos ao contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, a temperatura ambiente, conforme a NBR , não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de portabilidade da água excetuando-se aspecto cor turbidez dureza e sabor. Muitas vezes, torna-se impossível conseguir diagnosticar a origem dos resíduos, sendo necessário analisar parâmetros indiretos ou realizar bioensaios (CETESB, 1993). O fluxograma da Figura 4 apresenta a metodologia a ser adotada na caracterização e classificação de resíduos.

26 26 Figura 4: Fluxograma para caracterização e classificação de resíduos. Fonte: ABNT (2004) Legislação Aplicável a Resíduos Sólidos Segundo Almeida et al., (2004), as políticas ambientais são aquelas políticas que apresentam uma preocupação explicita quanto à proteção, conservação e uso dos recursos naturais e do meio ambiente. Essas políticas, expressas na legislação e na organização

27 27 institucional correspondente, definem os instrumentos de intervenção do Estado na administração dos recursos e da qualidade do meio ambiente. No Brasil, a classificação dos resíduos sólidos segue os critérios da Agencia de Proteção Ambiental Americana (USEPA), com algumas adaptações. Em agosto de 2010 a Lei nº , institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apresenta uma relação de normas relacionadas aos resíduos sólidos: NBR (1987); Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenagem de materiais Simbologia; NBR (1983): Transporte de cargas perigosas classificação; NBR 8.418: Projetos de aterros de resíduos industriais perigosos; NBR 8.419: Projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos; NBR (1985): Sacos plásticos para acondicionamento de lixo classificação; NBR (1987): Resíduos Sólidos classificação; NBR (1987): Lixiviação de Resíduos; NBR (1987): Solubilização de resíduos; NBR (1987): Amostragem de resíduos procedimentos. NBR (1987): Aterros de resíduos perigosos critérios para projetos, construção e operação; NBR (1989): Armazenamento de resíduos classes II A (não-inertes) e II B (inertes); NBR (1990): Incineração de resíduos sólidos perigosos Padrões de desempenho; NBR (1987): Armazenamento de resíduos sólidos perigosos; NR 25: Resíduos industriais; Res. CONAMA nº 06/88: Dispõe sobre a geração de resíduos nas atividades industriais; Res. CONAMA nº 09/93: Dispõe sobre uso, reciclagem, destinação refino de óleos lubrificantes; Res. CONAMA nº 275/01: Simbologia dos Resíduos; Portaria MINTER nº 53/79: Dispõe sobre o destino e tratamento de resíduos.

28 A Indústria Metalúrgica Histórico A Indústria metalúrgica é o conjunto de técnicas, onde o homem extrai e manipula metais assim gerando ligas metálicas. Os primeiros metais a serem descobertos foram os metais nobres, que podem ser encontrados na sua forma bruta na natureza. E com a descoberta do fogo, esses metais passaram a ser moldados e trabalhados. (METALURGIA E SIDERURGIA, 2010). Acredita-se que, os primeiros altos-fornos apareceram no século XIII, assim surgindo as primeiras ligas metálicas, com a adição de estanho ao cobre, gerando o bronze. O ferro demorou um pouco mais para começar a ser trabalhado, pois não se acha ferro bruto na natureza. A primeira fábrica de ferro surgiu em 1590, onde hoje fica Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. Mas Portugal proibia o Brasil de possuir indústrias, para que não houvesse produtos que concorressem com os que eram importados da metrópole. Com a abundância do ouro, fez surgir à demanda por casas de cunhagem e de fundição, assim Portugal teve que ceder a construção de algumas forjas. Em 1795, uma fábrica de ferro fora liberada para se estabelecer em São Paulo e, em seguida, em Minas Gerais, dando seu enorme potencial para usinas de ferro e aço. (SÃO FRANCISCO, 2010). Já no início do século XIX, mesmo com permissão para se instalarem e operarem livremente, as indústrias de metais ainda encontrava dificuldades: muitos equipamentos eram importados da Inglaterra a preços elevados e as taxas de exportação dos metais também eram altas; não havia mão-de-obra suficientemente bem treinada (METALURGIA E SIDERURGIA, 2010). A partir de 1930, a indústria floresceu no Brasil, em razão da queda da economia cafeeira. Com o advento da produção em série e em larga escala, muitos trabalhadores deixaram o campo, em busca de emprego na cidade. Surgindo o operário industrial, o operador de máquinas, o encarregado de produção nos mais variados tipos de indústria e o metalúrgico (METALURGIA E SIDERURGIA, 2010).

29 Geração de Resíduos e Impacto Ambiental O potencial poluidor de uma atividade industrial ou produto depende principalmente do processo empregado. Os resíduos industriais (sólidos, líquidos ou gasosos) são produzidos a partir de diversos processos, e a quantidade e a toxicidade do resíduo varia de acordo com os processos indústrias específicos (SHEN, 1995). A Figura 5 mostra um processo industrial típico, onde são gerados resíduos contendo diferentes tipos de poluentes, de acordo com a entrada de matéria e o design do processo. Figura 5: Processo industrial genérico. Fonte Shen (1995), modificado. A FEPAM (2003) selecionou os ramos industriais mais representativos no estado com potencial de geração de resíduos perigosos Classe I, ou seja, os setores metalúrgicos, do couro, mecânico, químico, de minerais não metálicos, têxtil, papel e celulose e lavanderias industriais, e os resíduos não perigosos Classe II, ou seja, alimentar, metalúrgico, químico, papel, bebidas, entre outros, para a elaboração de um Relatório que descreve a Geração de Resíduos Sólidos Industriais no RS. Na Figura 6, a seguir, apresenta a quantidade de resíduos sólidos industriais perigosos (Classe I), gerada por setor industrial.

30 30 Figura 6: Geração de resíduos sólidos industriais perigosos por setor industrial dos empreendimentos inventariados no estado do RS. Fonte: FEPAM (2003). A Figura 7 apresenta a quantidade de resíduos sólidos industriais não perigoso, Classe II, gerados por setor industrial. Figura 7: Geração de Resíduos Sólidos Industriais Classe II por setor industrial. Fonte: FEPAM (2003). Segundo o relatório, as atividades com maior potencial de geração de resíduos perigosos (Classe I) são os setores couro, mecânico e metalúrgico e os setores alimentar, metalúrgico e químico são os maiores geradores de resíduos sólidos industriais não perigosos (Classe II). Sendo que das toneladas produzidas por ano dos resíduos industriais perigosos Classe I, toneladas são resíduos das indústrias Metalúrgicas, e das toneladas produzidas por ano dos resíduos industriais não perigosos Classe II,

31 31 toneladas por ano são resíduos das indústrias Metalúrgicas. O que significa que o setor é um grande gerador de resíduos (FEPAM, 2003). A Figura 8 mostra como se procede a destinação dos Resíduos Classe I gerados pela indústria metalúrgica. Figura 8: Destinação dos Resíduos Sólidos Industriais Classe I gerados pela indústria Metalúrgica. Fonte: FEPAM (2003). A Figura 9 mostra a destinação dos Resíduos sólidos Industriais Classe II gerados por indústrias metalúrgicas. Figura 9: Destinação dos Resíduos Classe II gerados por indústrias metalúrgicas. Fonte: FEPAM (2003). Conforme a Figura 8 e 9 pode-se notar que grande parte da destinação dos resíduos gerados pela indústria metalúrgica esta sendo feito reaproveitamento ou reciclagem. Em relação aos resíduos, a preocupação se estende ao longo de todo o ciclo de vida de um produto, desde a extração das matérias-primas, passando pela produção de energia que sustenta o processo, a produção, o transporte, a distribuição, a utilização e a manutenção do

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