Conjuntura Econômica

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1 Programa de Aperfeiçoamento para Carreiras 2016 Curso: Conjuntura Econômica Professor: José Luiz Pagnussat Palestrantes: Pedro Jucá Maciel, Elder Linton Alves de Araujo, Rogério Dias de Araújo, Mauricio Marins Machado Período: 7, 8, 11, 12, 13 e 14 de julho de 2016 Horário: 08h30 às 12h30 Carga Horária: 30 horas, sendo 24h presenciais e 06h não presenciais. Conjuntura Econômica Brasília, julho de 2016

2 EMENTA: Conjuntura Econômica Análise dos fundamentos da economia brasileira e suas tendências. Análise dos principais Indicadores econômicos: crescimento do PIB e projeções; desemprego; indicadores de confiança; inflação e política monetária; Contas Públicas; Setor externo; classificação de risco. Análise do PIB Setorial: agricultura, indústria e serviços. Análise das políticas públicas setoriais. Análise da Economia Internacional no seu conjunto e de países selecionados. A Política Econômica comparada e os resultados alcançados pelos diversos países. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Ao final do curso, o participante será capaz de: compreender o debate atual sobre os problemas e desafios da economia brasileira e analisar as visões teóricas e os fatores socioeconômicos subjacentes às interpretações e propostas apresentadas para soluciona-los; refletir sobre as implicações e desdobramentos das políticas adotadas e as possíveis opções e estratégias para o equacionamento dos desequilíbrios econômicos internos e enfrentamento das mudanças em curso no cenário internacional. METODOLOGIA DE ENSINO: Exposição dialogada, palestras e debates. O curso valoriza a participação e a troca de experiências entre os presentes. Os participantes poderão inserir novos temas para o debate do grupo. AVALIAÇÃO: Trabalho, nos moldes de um artigo, sobre um tema de conjuntura econômica abordado em sala (de livre escolha do participante). O trabalho deverá ter entre 3 e 7 páginas, incluindo tabelas e anexos. O trabalho deverá ser enviado para o O prazo indicativo para envio do trabalho é 31 de julho de 2016.

3 Conjuntura Econômica CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Data Horário Conteúdo Professores 07/07 08/07 11/07 8h30 às 12h30 8h30 às 12h30 8h30 às 12h30 Apresentação do programa e apresentação da turma. Fundamentos da Economia e a crise econômica brasileira. A crise fiscal dos Estados e Municípios. Desequilíbrio Fiscal do Governo Central. Quadro atual e perspectivas de ajuste. Teto fiscal, razões e impactos. A agenda de reformas. Inflação e política de juros altos. Comparação internacional. Impactos na atividade econômica e nas contas públicas. Recessão econômica. Razões, cenários e perspectivas. Impactos sociais da crise. Quem está pagando o pato. José Luiz Pagnussat Pedro Jucá Maciel José Luiz Pagnussat Elder L. Alves de Araujo José Luiz Pagnussat 12/07 8h30 às 12h30 Setor Produtivo: Conjuntura industrial e perspectivas. Crise do setor serviços. Expansão da agropecuária. Rogério Dias de Araújo José Luiz Pagnussat 13/07 8h30 às 12h30 Setor externo brasileiro: resultados positivos do Balanço de Pagamentos e perspectivas. Financiamento do déficit: IED. A perda de Grau de Investimento. Mudanças na política externa. Mauricio Marins Machado José Luiz Pagnussat 14/07 8h30 às 12h30 Conjuntura econômica internacional. Cenários e perspectivas. Impactos da saída do RU da União Europeia ( brexit ). Riscos (da vitória) de Donald Trump. José Luiz Pagnussat

4 Básica: Bibliografia: BAUMANN, Renato. O Brasil e o resto do mundo. Revista Economistas, Ano VII, nº 20, junho de Brasília: Cofecon. p (Disponível em: FONSECA NETO, Fernando de Aquino. A Demonização dos Déficits Fiscais. Disponível em: LOZARDO, Ernesto. Os Cuidados para a Recuperação do Crescimento. Disponível em: MACHADO, Luiz Alberto. A economia brasileira e a economia mundial. Revista Economistas, Ano VII, nº 20, junho de Brasília: Cofecon. p (Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, Despesas de Pessoal e a LRF (Valor Econômico 10/6/2016). Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, Na alegria e na tristeza na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe. Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, Renegociação das dívidas dos Estados: custos implícitos e risco moral* (Valor Econômico 28/3/2016). Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, Restos a pagar crescem 31% e explicam 2/3 a melhora do resultado fiscal dos estados em 2015 (Valor Econômico 25/4/2016). Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, Despesas de Exercícios Anteriores: Devo e não reconheço, pago quando puder. Disponível em: MACIEL, Pedro Jucá, e Alexandre Manoel. Renegociação das dívidas dos Estados: custos implícitos e risco moral* (Valor Econômico 28/3/2016). Disponível em: OREIRO, José Luiz. A armadilha juros-câmbio: a continuidade do desequilíbrio macroeconômico brasileiro. Revista de Conjuntura, Ano XIV, nº 52, jan./abr (Disponível em: PAGNUSSAT, José Luiz, A crise econômica brasileira de 2015 e Revista de Conjuntura, Ano XIV, nº 57, set/dez e jan./abr (Disponível em: PINTO, Eduardo Costa. O novo normal da economia mundial e o Brasil: crise e perspectivas comparadas. Revista Economistas, Ano VII, nº 20, junho de Brasília: Cofecon. p (Disponível em: Complementar: MANKIW, N. Gregory. Macroeconomia. 3. ed. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos, c

5 Fundamentos Macroeconômicos e a crise econômica brasileira O Brasil ainda tem bons fundamentos macroeconômicos, apesar da maior crise econômica brasileira da história (queda do PIB). Setor Externo - Superávit de comércio e reservas internacionais elevadas - A economia é competitiva com câmbio de equilíbrio. Contas Públicas - Desequilíbrio fiscal conjuntural e estrutural (mas com espaço para ajuste) - Dívida pública ainda relativamente baixa (mas sinal amarelo) Monetários - Inflação sob controle apesar de resiliente (sem risco de hiperinflação) - Instituições e Instrumentos consolidados e com capacidade de agir.

6 Se temos bons fundamentos macroeconômicos Por que a crise econômica é tão forte? 6

7 O Ministro Meireles fala na necessidade de recuperar a confiança. O choque de confiança é necessário (e é suficiente?) - Novo governo com base aliada forte - nova equipe econômica - Ainda não foi suficiente para recuperar a confiança Ações do governo (ex.): - Nova meta fiscal + teto fiscal => ainda insuficiente. O que é preciso para restabelecer a confiança? 7

8 A Reversão do Pessimismo continua lenta ICC Índice de Confiança do Consumidor (FGV - Inicio em 2002) ICOM Índice de Confiança do Comércio (FGV) ICS Índice de Confiança dos Serviços (FGV - teve início em junho de 2008) ICI Índice de Confiança da Indústria (FGV) ICST Índice de Confiança da Construção (FGV - teve início em julho de 2010) ICEI Índice de Confiança do Empresário Industrial (FIESP/CNI) Sondagem do Bem-Estar (em fase de implantação) Índice de Confiança dos Serviços ICS Com ajuste sazonal FGV: Confiança do Comércio e Serviços inicia a recuperação Índice de Confiança do Comércio ICOM Com ajuste sazonal ICS quatro quesitos: Volume de demanda atual, Situação Atual dos negócios e expectativas sobre Volume de demanda (três meses) e Situação dos negócios (seis meses). ICOM quatro quesitos: Volume de demanda atual, Situação Atual dos negócios e expectativas sobre vendas (3 meses) e Situação dos negócios (6 meses). Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico 30 de junho de

9 Índice de Confiança Junho 2016 Índice de Confiança do Consumidor - ICC Com ajuste sazonal Índice de Confiança da Indústria ICI Com ajuste sazonal ICC procura captar o sentimento do consumidor em relação ao estado geral da economia e de suas finanças pessoais. mercado de trabalho, intenções de compras de bens de alto valor ICI seis quesitos: Nível de demanda (interna e externa), estoques, Situação Atual dos negócios e expectativas sobre Produção (3 meses), Emprego (3 meses) e Situação dos negócios (6 meses). Índice de Confiança da Construção ICST Com ajuste sazonal ICST quatro quesitos: Situação Atual dos Negócios, Carteira de Contratos, Expectativas: Demanda (3 meses ) ; em relação à evolução da Situação dos Negócios da Empresa (6 meses ). Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico 27 e 28 de junho de

10 Sinais de melhora na confiança (expectativas - seis meses) Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico 21 de junho de

11 Em 16/06 o Banco Central divulgou seu Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), proxy mensal do PIB. Pelo indicador a atividade econômica brasileira aumentou 0,03% em abril, após quinze meses em retração. Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico - 16 de junho de

12 Projeções 12

13 FOCUS As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 subiram pouco de -3,88% para - 3,83% e -3,35. Já as projeções para 2017 subiu de 0,50% para 1%. Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico - 4 de julho de

14 FOCUS Com nova equipe econômica: A previsão do mercado para a produção industrial em 2016 passou de -5,85% para -6,00% e agora -5,90 e melhorou para 2017, passando de 0,74% para 0,90%. Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico - 04 de julho de

15 FOCUS Com nova equipe econômica: A previsão do mercado para o IPCA para 2016 piorou passou de 7,00% para 7,04% e 7,27%. E no ano de 2017 as projeções passou de 5,50% para 7,43%. Focus: Inflação esperada para 2016 e 2017 volta a diminuir Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico 4 de julho de

16 FOCUS Com nova equipe econômica: As expectativas em relação a Selic foram de aumento de 13,00% para 13,25% para 2016 e queda para 2017 (de 11,50% para 11 %). Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico - 04 de julho de

17 FOCUS Com nova equipe econômica: projeções continuam instáveis Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico - 4 de julho de

18 Fiesp Projeções da FIESP Fonte: Fiesp. Informativo eletrônico 5 de julho de

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