Ficha Técnica Propriedade e Edição

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1 Relatório e Contas 2004 Autoridade de Supervisão da Actividade Seguradora e de Fundos de Pensões Autorité de Contrôle des Assurances et des Fonds de Pensions du Portugal Portuguese Insurance and Pension Funds Supervisory Authority

2 Ficha Técnica Propriedade e Edição Instituto de Seguros de Portugal Av. de Berna, Lisboa Portugal Telefone: Telefax: Endereço electrónico: Ano de edição: 2005

3 Relatório e Contas 2004 Inclui: ISP - Instituto de Seguros de Portugal FGA - Fundo de Garantia Automóvel FAT - Fundo de Acidentes de Trabalho Instituto de Seguros de Portugal Lisboa 2005

4 Índice

5 5 A. NOTA INTRODUTÓRIA 11 B. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA E RECURSOS UTILIZADOS 11 B.1. ISP - Instituto de Seguros de Portugal 38 B.2. Fundos autónomos geridos pelo ISP 38 B.2.1. FGA - Fundo de Garantia Automóvel 43 B.2.2. FAT - Fundo de Acidentes de Trabalho 47 C. CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS 50 D. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS, ANEXOS E REFERÊNCIAS 51 E. ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E RESPONSÁVEIS PELAS UNIDADES ORGÂNICAS 55 F. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 55 F.1. ISP - Instituto de Seguros de Portugal 69 F.2. FGA - Fundo de Garantia Automóvel 85 F.3. FAT - Fundo de Acidentes de Trabalho 99 G. RELATÓRIO E PARECER DA COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO 105 H. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS 111 I. RELATÓRIO DOS AUDITORES

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7 A. NOTA INTRODUTÓRIA A.1. Enquadramento macroeconómico De acordo com as informações disponíveis em finais de Janeiro de 2005, o desempenho da economia portuguesa ao longo dos três primeiros trimestres de 2004 foi marcado por alguma recuperação relativamente à contracção verificada em Assim, as estimativas dos analistas 1 a que tivemos acesso indicam que a taxa de crescimento real do PIB em 2004 terá sido de cerca de 1,3% 2, valor que compara com uma variação de -1,1% em 2003, claramente contrária à evolução que se verificou no período de com taxas de variação entre 4,6% a 0,4%. Em parte, esta recuperação terá sido mais acentuada no 1º semestre, reflectindo quer factores temporários, como o impacto do Campeonato de Futebol Euro 2004, quer factores mais permanentes, como o fortalecimento dos mercados de exportação e o esbatimento da contenção no sector privado, os quais foram acompanhados de um crescimento do investimento. A média anual do indicador coincidente mensal calculado pelo Banco de Portugal para a variação homóloga da actividade económica confirma aquela evolução diferenciada, tendo atingido o valor mais negativo no 2º trimestre de 2003, e crescendo até ao final do 1º semestre de 2004, apresentando depois disso uma redução gradual. A taxa de crescimento real estimada para a habitualmente denominada Zona Euro (UEM12) e para a União Europeia pré-alargamento (UE15) situou-se em 2004 a níveis mais significativos, 2,0% e 2,2%, respectivamente, registando a União Europeia após o alargamento (UE25) um crescimento de 2,3%, ainda assim substancialmente inferior aos valores observados para idênticos indicadores estimados para os casos norte-americano (4,3%) e japonês (4,4%). A nível mundial, e de acordo com estatísticas do FMI, a economia cresceu mais significativamente, cerca de 5%, fortemente influenciada pelo crescimento pronunciado da China (9,0%) e da Índia (6,4%). Nota introdutória Embora a um crescimento económico esteja geralmente associada uma evolução positiva dos indicadores de confiança e de sentimento económico que reflectem as expectativas dos agentes económicos, o desenvolvimento deste último indicador na União Europeia, calculado pelo Eurostat 3, é algo irregular, crescendo de Janeiro (87,2) a Maio (95,0) e evidenciando depois grande oscilação até Dezembro (92,2), mesmo com a ocorrência do máximo anual em Novembro (98,1). A esta situação não terá sido estranha a evolução da confiança dos consumidores, medida pela Comissão Europeia, que diminuiu no último trimestre, reflectindo um aumento das expectativas de desemprego. Comparando os valores anuais, o indicador de sentimento económico apresenta em 2004 um valor de 93,7 que compara com 83,2 em 2003 e 90,5 em No tocante ao comércio externo português, as previsões de Outono da Comissão Europeia apontam para um crescimento real de cerca de 7,9% nas exportações de bens e serviços, acompanhado por um crescimento a um nível semelhante (7,8%) nas importações 4, o que implica um saldo na balança de transacções correntes com o resto do mundo de cerca de 6,8% do PIB, valor que compara com saldos estimados de 0,7% para a UEM12 e 0,5% e 0,3% para a UE15 e UE25, respectivamente, indicadores mais positivos do que o observado nos Estados Unidos (-5,5%) mas menos do que no Japão (3,3%). 1 - Estimativas do Ministério das Finanças e Administração Pública (Direcção-Geral de Estudos e Previsão), Banco de Portugal, Instituto Nacional de Estatística e Eurostat, consoante a matéria, reportadas ao início de A taxa de crescimento real homóloga do PIB português no final do 3º trimestre de 2004 situou-se em torno de 1,1%, face a um decréscimo real de 1,5% em período homólogo de 2003 e a um crescimento de 1,1% em 2002 em idêntico período. 3 - Valores corrigidos de sazonalidade 4 - Dados publicados pelo Banco de Portugal relativamente aos 3 primeiros trimestres de 2004 apontam no sentido de um crescimento real das exportações de 6,2% e de um aumento mais significativo nas importações, cerca de 7,3%. 5

8 O crescimento do PIB real em 2004 provocou um crescimento algo significativo das receitas fiscais. Nos primeiros 11 meses de 2004, as receitas fiscais terão crescido cerca de 5,6% em termos homólogos, mais por efeito do crescimento dos impostos directos (6,3%) do que dos impostos indirectos (5,3%). Ao nível da receita total do Estado verificou-se um crescimento menos significativo, cerca de 4,2%, valor que compara com o crescimento nominal da despesa total de 4,6%. Esta evolução conjugada das receitas e despesas implicou a adopção de operações de carácter extraordinário com vista a estabelecer um défice aquém de 3% do PIB, uma das quais, como veremos adiante, passou pela transferência do património afecto a alguns fundos de pensões para a Caixa Geral de Aposentações. No que diz respeito à situação monetária e financeira, e ao contrário do que sucedeu no ano transacto, verificou-se uma tendência para o crescimento do crédito bancário interno (taxa de variação homóloga reportada ao saldo no final de Outubro de 4,5%), resultante essencialmente do aumento do saldo relativo ao sector privado não financeiro, numa evolução que se fez sentir tanto ao nível das sociedades não financeiras (taxa de 4,3% para o mesmo indicador) como ao nível dos particulares (7,0%), e isto apesar de uma redução do saldo relativo a sociedades financeiras não monetárias (4,9%). Nota introdutória Embora não disponhamos de estimativas, esta evolução parece favorecer o agravamento do nível de endividamento, quer das famílias, quer das empresas não financeiras. Segundo estimativas do Banco de Portugal, a inflação portuguesa medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor, IHPC (média anual) terá descido mais uma vez em 2004, para perto dos 2,5% (valores de 3,3% em 2003 e 3,7% em 2002). No entanto, as diversas rubricas contribuíram de uma forma bastante diferenciada para a evolução daquele indicador, oscilando entre níveis de crescimento de 9,3% na educação, 4,6% nos restaurantes e hotéis e 3,5% nos transportes, e diminuição real dos preços nas áreas do vestuário e calçado (1,1%) e comunicações (1,0%). Por outro lado, e de acordo com a estimativa preliminar do Eurostat, a variação homóloga do IHPC reportada ao mês de Dezembro para a Zona Euro era ligeiramente mais baixa do que a verificada no nosso país, 2,4%, três décimas acima do valor observado no final de Ao nível dos mercados financeiros, a evolução observada no nosso país foi naturalmente condicionada pela que se verificou no conjunto da Zona Euro, onde em 31 de Dezembro as taxas de juro do mercado monetário para os prazos de 1 mês e 3 meses se situavam, respectivamente, nos 2,12% e 2,16% (2,10% e 2,12%, pela mesma ordem, em 2003). A pequena variação destes indicadores decorreu da necessária estabilidade que o Conselho do BCE assumiu, mantendo inalteradas ao longo de todo o ano de 2004 a taxa mínima de proposta das operações principais de refinanciamento e as taxas de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez e da facilidade permanente de depósito, em 2,0%, 3,0% e 1,0%, respectivamente. Esta política, contrária à adoptada por outros bancos centrais, teve como principal objectivo a aceleração da recuperação económica. No mesmo período, as taxas de juro para os 6 meses e 12 meses subiram também de uma forma muito ligeira para os 2,22% e 2,36%, pela mesma ordem (2,17% e 2,36% em 2003), enquanto as taxas das obrigações da dívida pública a 10 anos desciam de uma forma mais pronunciada para os 3,72% (4,33% no final do ano anterior). 6 De uma forma global, os mercados accionistas consolidaram a recuperação que se havia começado a desenhar em 2003 relativamente à situação de quebra que se arrastava desde 2000,

9 embora com níveis de crescimento menos pronunciados. Assim, o índice Dow Jones Euro Stoxx (área do euro) passou de 243,20 para 267,38 pontos durante 2004, num crescimento acumulado de 9,9% (18,1% em 2003). Idêntico movimento de recuperação se verificou nos restantes índices principais: O FTSE100 (Reino Unido) passou de 4.476,9 para 4.814,3 pontos, numa valorização de 7,5% (13,6%, idem), o S&P500 (EUA) de 1.111,92 para 1.211,92 (crescimento de 9,0%, face a 26,4% no ano anterior), e o Nikkei 225 (Japão) de ,64 para ,76 pontos 5 (7,6%, bastante menos do que os 24,5% observados em 2003). Ao contrário, em Portugal e ao longo do ano de 2004, o Índice PSI-Geral registou um crescimento acumulado de 18,0% nos valores em fim de período (de 1.891,44 para 2.231,84 pontos), valor mais significativo do que o verificado em 2003, 17,4%, num ambiente de franco contraste com as perdas significativas de 20,7% e 24,5% em 2002 e 2001, respectivamente. Já o PSI-20 terá valorizado 12,6% (6.747,41 para 7.600,16 pontos), numa variação um pouco mais modesta do que os 15,8% verificados em A.2. Situação do mercado Ao longo de 2004, e tal como havia sucedido no ano transacto, a evolução global da actividade seguradora em Portugal e no estrangeiro sob a supervisão do ISP superou, de uma forma clara, as tendências a nível macroeconómico que atrás referimos. No que se refere ao exercício em análise, os dados já disponíveis, ainda que provisórios, apontam para um crescimento de cerca de 9,7% no volume de prémios brutos emitidos de seguro directo contra os acréscimos de 7,3% e 12,1% registados em 2002 e 2003, por esta ordem concentrando-se agora 59,5% da produção no ramo vida e 40,5% no conjunto dos ramos não vida. Nota introdutória Pela primeira vez nos últimos anos quebrou-se o ciclo que desde 2000 se tinha vindo a desenhar, com os ritmos de crescimento do ramo vida e do conjunto dos ramos não vida a alternarem no seu contributo para a expansão da produção relativa ao mercado segurador. Assim, em 2004 verificou-se uma evolução semelhante às de 2001 e 2003, com o ramo vida a constituir o principal motor do crescimento dos prémios da actividade, apresentando um acréscimo nominal de 14,7% (17,8% no ano transacto), o que compara com o crescimento verificado no conjunto dos ramos não vida, cerca de 3,1% (5,4% no ano anterior). Em 2000 e 2002 havia ocorrido o inverso. Embora o crescimento significativo do segmento vida apareça geralmente associado a um acréscimo da capacidade de poupança das famílias, já que a sua produção se encontra normalmente muito concentrada em produtos de forte componente financeira, não dispomos ainda de elementos que possam confirmar se este é o caso. Com o fim anunciado dos benefícios fiscais aplicáveis às entregas para planos de poupança PPR/E, verificou-se um acréscimo significativo na produção deste segmento do ramo vida, com uma taxa de crescimento mais pronunciada nos seguros ligados a fundos de investimento, embora estes ainda não detenham um peso determinante no conjunto dos planos de poupança. Apesar de se ter verificado um nível de crescimento modesto no conjunto dos ramos não vida (cerca de 0,6% em termos reais), merece especial destaque o acréscimo nominal de 15,2% e 6,3% no ramo Responsabilidade Civil geral e no seguro de Incêndio e outros danos. Por outro lado, a aplicação continuada de políticas de tarifação adequadas aos riscos efectivamente assumidos, aliada à evolução dos principais mercados financeiros e a uma descida 5 - Variações consideradas à data de 30 de Dezembro 7

10 nos índices de sinistralidade, influenciaram positivamente os resultados das empresas de seguros sedeadas no nosso país, situação confirmada pelos primeiros resultados provisórios divulgados pelos analistas financeiros, que apontam claramente no sentido da consolidação dos resultados positivos que se vinha a desenhar desde Já no que se refere aos fundos de pensões, constata-se uma redução nominal nos montantes geridos de cerca de 0,9%, face a um crescimento de 2,5% em Esta evolução foi naturalmente condicionada de forma muito significativa pela transferência de parte do Fundo de Pensões da CGD e da totalidade dos Fundos de Pensões da ANA, da NAV e da Imprensa Nacional Casa da Moeda para a Caixa Geral de Aposentações, com o objectivo de contribuir para o cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento. De acordo com as estimativas divulgadas por analistas do mercado, os fundos de pensões portugueses apresentaram uma rendibilidade ponderada de 7,4%. O desempenho do mercado de fundos de pensões ficou também marcado pela homogeneidade revelada essencialmente em dois aspectos distintos: o primeiro prende-se com o facto de todos os trimestres terem alcançado rendibilidades positivas, não sendo, assim, o desempenho global atribuível a uma evolução repentina e breve dos mercados financeiros; o segundo aspecto prende-se com o facto de todas as principais classes de activos terem contribuído de forma positiva para o resultado anual alcançado. Nota introdutória A.3. Enquadramento legislativo Com data de 22 de Março de 2004 foi publicado o Decreto-Lei nº 60/2004, que aprova o regime específico dos ICAE s (Instrumentos de Captação de Aforro Estruturados) no âmbito da actividade seguradora, alterando um dos diplomas basilares em matéria de regulação do contrato de seguro, concretamente o Decreto-Lei nº 176/95, de 26 de Julho (altera os arts. 1º e 2º e adita um art. 5º-A), dito da transparência nos contratos de seguro. Também em matéria do contrato de seguro, o Decreto-Lei nº 150/2004, de 29 de Junho de 2004, alterou os arts. 7º e 11º do Decreto-Lei nº 142/2000, de 15 de Julho (regime do pagamento dos prémios dos contratos de seguro Não Vida ), destinado centralmente a aligeirar o regime do aviso para pagamento do prémio ou fracção subsequente relativamente aos contratos de seguro de crédito de tomadores empresariais. Por fim, a Lei nº 11/2004, de 27 de Março rectificada pela Declaração de Rectificação nº 45/2004, de 24 de Maio assim como a Lei nº 27/2004, de 16 de Julho, alteraram o regime do combate ao branqueamento de capitais, designadamente o Decreto-Lei nº 15/93, de 22 de Janeiro, e o Código Penal. A.4. Gestão Interna Sistemas de informação Durante o ano de 2004, o Departamento de Sistemas de Informação prosseguiu uma estratégia de desenvolvimento de soluções de suporte às actividades e de consolidação das aplicações já implementadas. Na área do desenvolvimento destacaram-se: 8 Entrada em exploração da solução de Gestão da Informação de Supervisão (GISVP), com a recolha, via Internet, da informação vinda das entidades supervisionadas, necessária para o desempenho da actividade de supervisão por parte

11 do ISP. Para o efeito foi realizada uma sessão de apresentação do Portal a todas as entidades, com a apresentação das funcionalidades e as vantagens da solução. Na área da Gestão de Autorização de Actividade (GAA) entrou em produção o módulo Representante de Sinistros e foi implementado um processo de criação de cópias de segurança de documentos. Continuação dos trabalhos de desenvolvimento da solução Gestão de Mediadores que irá substituir o sistema actual, para além de incluir uma solução para gestão documental. Na área da documentação procedeu-se à integração do WinLib no site do ISP, para contemplar a funcionalidade de gestão de Consultas Públicas. Na área de Atendimento e Comunicação foram efectuadas diversas tarefas de melhoria e consolidação das soluções já instaladas (Gestão de Processos e Atendimento). Realizaram-se as demonstrações aos utilizadores dos módulos Representantes de Sinistros e Gestão de Processos da 4ª Directiva, iniciando-se os respectivos testes e arranque. Verificou-se também o arranque em produção do módulo Processos de Notificação. Os formulários existentes no site do ISP para Pedido de Esclarecimentos e Pedido de Reclamação foram integrados na solução de Gestão de Processos, correspondendo ao seu envio a abertura automática de um processo de Atendimento. Nota introdutória As aplicações de suporte aos Fundos Autónomos geridos pelo ISP Fundo de Acidentes de Trabalho (FAT) e Fundo de Garantia Automóvel (FGA) foram enriquecidas com diversas funcionalidades, destacando-se: No FGA - produção de listagens de informação obtidas por solicitação ou por emissão automática; disponibilização de um módulo Web FGA para registo e consulta de Processos relativos a acidentes ocorridos nas Regiões Autónomas; e a consulta e actualização do estado das acções judiciais pelos respectivos mandatários. No FAT - desenvolvimento da componente interna de validação dos ficheiros Pensão de Acidentes de Trabalho das Empresas de Seguros ; integração da recepção dos ficheiros de acidentes de trabalho através da Internet; implementação do módulo de Gestão de Contra-Ordenações ; e integração da Tesouraria na solução FAT para a emissão de cheques e registo de Ordens de Pagamento e Ordens de Recebimento. Na área dos Recursos Humanos foi disponibilizado, na intranet, um módulo para justificação, validação e consulta das ausências dos trabalhadores. Na área administrativa iniciou-se a implementação do módulo de Gestão de Taxas, que permite receber via Internet a informação complementar aos comprovativos recebidos por outras vias; e integrado o circuito de aquisições de bens e serviços (cabimento orçamental, requisições e facturas/pagamentos). Relativamente às actividades de Suporte Interno destacaram-se as seguintes intervenções: Reformulação do projecto de segurança informática, e revisão das componentes de ligação ao exterior com a implementação de dois níveis de segurança e a substituição da firewall existente. 9

12 O site do ISP na Internet foi melhorado, destacando-se a sua adequação às normas de acessibilidade, e o alargamento dos critérios de pesquisa sobre o Seguro Automóvel adaptando a consulta às necessidades específicas de potenciais utilizadores, como a PSP e a GNR. A Intranet do ISP foi melhorada com desenvolvimentos nas áreas da medicina no trabalho e da formação (ELearning). No apoio aos utilizadores foram atendidos diversos pedidos, que obtiveram resolução dentro dos tempos limite definidos em cerca de 88% dos casos. Continuou a renovação dos equipamentos de informática dos postos de trabalho, considerando as idades, a uniformização dos parques e as performances. Renovaram-se ainda alguns servidores. Nota introdutória 10

13 B. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA E RECURSOS UTILIZADOS B.1. INSTITUTO DE SEGUROS DE PORTUGAL B.1.1. REGULAÇÃO E SUPERVISÃO B Enquadramento O Instituto de Seguros de Portugal, enquanto autoridade de regulação e supervisão da actividade seguradora, resseguradora, de mediação de seguros e de fundos de pensões, é responsável pelo bom funcionamento e pela tutela do mercado segurador e de fundos de pensões, por forma a contribuir para a garantia da protecção dos tomadores de seguro, pessoas seguras, participantes e beneficiários. Neste contexto, o estatuto do Instituto de Seguros de Portugal estabelece as seguintes atribuições: i. Regulamentar, fiscalizar e supervisionar as actividades atrás descritas, bem como as actividades conexas ou complementares daquelas; ii. Assistir o Governo e o Ministro das Finanças, a pedido deste ou por iniciativa própria, na definição das orientações a prosseguir na política para o sector segurador e de fundos de pensões; iii. Executar e exercer o controlo dessa política; Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP iv. Colaborar com as autoridades congéneres de outros Estados nos domínios da sua competência, em particular com as autoridades congéneres dos Estados-Membros da União Europeia; e v. Colaborar com as demais autoridades nacionais nos domínios da sua competência e, em particular, com as outras autoridades de supervisão financeira. Com base nestas atribuições, o Instituto de Seguros de Portugal tem orientado a sua actuação no sentido da promoção da manutenção de um mercado segurador e de fundos de pensões eficiente, justo, seguro e estável. B Avaliação do cumprimento dos objectivos para 2004 Para efeitos do desempenho das atribuições atrás mencionadas, foram estabelecidos no plano de actividades do Instituto de Seguros de Portugal para 2004 um conjunto de objectivos que serviram de linha de rumo para as actividades a desenvolver ao longo do ano. Neste ponto pretende-se, de forma sucinta, avaliar e fundamentar o grau de cumprimento desses objectivos. Assim, para cada objectivo são sumariamente identificadas as principais acções executadas, sendo efectuada a seguir uma avaliação global do cumprimento dos objectivos. Objectivo nº 1 - Continuação da constante progressão qualitativa dos procedimentos de supervisão prudencial Modernização do sistema de reporte de informação através da implementação e entrada em funcionamento do Portal ISPnet para efeitos do envio pelas entidades supervisionadas dos elementos financeiros e estatísticos ao Instituto de Seguros de Portugal 11

14 Elaboração de manual de procedimentos de análise da provisão para sinistros no ramo automóvel e introdução de melhoramentos nos programas de análise do provisionamento do ramo automóvel Realização de análise transversal dos seguros automóvel e de acidentes de trabalho, incluindo análise individual sobre a exploração técnica e a adequação da provisão para sinistros e análise comparativa com benchmarks do mercado Análise padronizada de todos os fundos de pensões que financiam planos de benefício definido ou misto com o objectivo de aferir o respectivo nível de financiamento Objectivo nº 2 - Aperfeiçoamento continuado dos modelos de supervisão, designadamente no contexto da supervisão das empresas de seguros integradas em grupos de seguros, privilegiando a adopção de modelos baseados no risco efectivamente incorrido por cada entidade supervisionada Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Realização de exercício simplificado de assessment do risco e definição de requisitos adicionais de solvência, em função do perfil de risco das responsabilidades assumidas nos seguros automóvel e de acidentes de trabalho Início de implementação prática do sistema de supervisão dos fundos de pensões baseado nos riscos Análise das carteiras de investimentos orientada para a aferição dos respectivos riscos incorridos pelas empresas de seguros Objectivo nº 3 - Continuação da reorientação das práticas de supervisão, reforçando a vertente inspectiva, cada vez mais centrada na análise e avaliação da gestão do risco, na avaliação dos sistemas de controlo interno, na avaliação dinâmica da situação financeira e na análise das actividades e estratégias do negócio Preparação da integração, de forma consistente e planeada, da vertente da conduta de mercado no processo de supervisão de seguros e de fundos de pensões Desenvolvimento de um manual de procedimentos de inspecção no âmbito da provisão para sinistros do seguro automóvel Incremento do número de acções de inspecção a empresas de seguros, salientando-se a concretização de 7 acções de inspecção no âmbito da avaliação dos respectivos sistemas de controlo interno Incremento do número de acções de inspecção na área dos fundos de pensões, salientando-se a concretização de 4 acções no âmbito da avaliação dos sistemas de controlo interno das sociedades gestoras de fundos de pensões Objectivo nº 4 - Manutenção do papel dinâmico, ao nível de iniciativa, no plano da política legislativa e regulamentar para o sector segurador e de fundos de pensões Elaboração de projecto de Decreto-Lei consubstanciando um novo regime jurídico para a mediação de seguros, no âmbito do processo de transposição da Directiva nº 2002/92/CE, de 9 de Dezembro 12

15 Participação nos trabalhos de transposição da Directiva n.º 2003/51/CE, de 18 de Junho (Directiva da modernização contabilística) Elaboração de uma nova apólice uniforme do seguro de colheitas para Portugal Continental (Norma n.º 4/2004-R, de 24 de Agosto) Normalização da prestação de informação nos instrumentos de captação de aforro estruturados (ICAE) no âmbito da actividade seguradora (Norma Regulamentar n.º 05/2004-R, de 10 de Setembro) Estabelecimento dos princípios orientadores a seguir pelos actuários responsáveis na área dos fundos de pensões na elaboração dos relatórios para efeitos de supervisão prudencial (Norma Regulamentar n.º 06/2004-R, de 20 de Setembro) Esclarecimentos relativos à constituição da provisão para sinistros, nomeadamente no que respeita ao provisionamento das despesas de regularização de sinistros (Circular nº 28/2004, de 17 de Novembro) Projecto de norma regulamentar relativa à informação a prestar pelos revisores oficiais de contas e auditores para efeitos de supervisão prudencial das empresas de seguros e dos fundos de pensões Projecto de norma regulamentar relativa à publicação dos documentos de prestação de contas das empresas de seguros e das sociedades gestoras de fundos de pensões Objectivo nº 5 - Reforço da participação do ISP, de modo activo e interveniente, nas organizações internacionais em que se consolida o processo de convergência das práticas e regras de supervisão da actividade seguradora e de fundos de pensões Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Participação activa no Comité de Solvência da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) Participação activa nos grupos de trabalho do Comité das Autoridades Europeias de Supervisão dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (CEIOPS) relativos a: Preparação do Protocolo entre autoridades de supervisão relativo à implementação da Directiva n.º 2003/41/CE, de 3 de Junho (Fundos de pensões) Preparação do Protocolo entre autoridades de supervisão relativo à implementação da Directiva n.º 2002/92/CE, de 9 de Dezembro (Mediação de seguros) Implementação da Directiva relativa à supervisão complementar ao nível dos grupos de seguros Participação activa no grupo de peritos organizado no âmbito do Comité de Seguros da União Europeia para elaboração da proposta de directiva relativa à supervisão da actividade resseguradora Participação técnica no grupo de peritos organizado no âmbito do Comité de Seguros da União Europeia para elaboração da proposta de directiva que aplica o 13

16 princípio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres no acesso e fornecimento de bens e serviços Participação no grupo de peritos mandatados pelo Comité de Seguros da União Europeia para implementação de sistemas de garantia para os tomadores de seguros em caso de liquidação de uma empresa de seguros Objectivo nº 6 - Acompanhamento profundo e continuado do projecto de revisão do sistema de solvência do sector segurador na União Europeia (Solvência II) Acompanhamento das discussões sobre o projecto Solvência II ao nível do Comité de Seguros da União Europeia e respectivo Subcomité de Solvência Participação activa nos grupos de trabalho do Comité das Autoridades Europeias de Supervisão dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (CEIOPS) no âmbito do projecto Solvência II: Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Pilar I Vida Pilar I Não Vida Pilar II Pilar III e Contabilidade Objectivo nº 7 - Acompanhamento das perspectivas e evoluções internacionais sobre a regulamentação dos padrões relevantes para o controlo da situação financeira global em todos os subsectores do sistema financeiro Estudo do novo sistema de solvência para a actividade seguradora e fundos de pensões desenvolvido pela Autoridade de Supervisão Holandesa Estudo sobre metodologias de cálculo de margens de risco nas provisões técnicas não vida, seguindo o novo modelo desenvolvido na Austrália Objectivo nº 8 - Prosseguimento da participação activa no processo de articulação das actividades de supervisão do sector financeiro em Portugal ao nível do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros Participação no grupo de trabalho destinado a acompanhar os trabalhos da proposta de Directiva relativa à revisão oficial das contas anuais e contas consolidadas Participação nos trabalhos de transposição da Directiva n.º 2002/87/CE, de 16 de Dezembro (Conglomerados financeiros) Preparação do Financial Sector Assessment Program (FSAP) do FMI 14 De enorme importância na perspectiva de desenvolvimentos futuros foi ainda a efectivação de um exercício de auto-avaliação relativamente ao cumprimento dos Insurance Core Principles emitidos pela Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS), do qual resultou a definição de um plano de acção que orientará a estratégia do Instituto de Seguros de Portugal nos próximos anos relativamente à convergência com as melhores práticas internacionais ao nível da regulação e supervisão.

17 Na área da regulamentação, o ano de 2004 ficou ainda marcado pelo início dos processos de consulta pública relativa a projectos de norma regulamentar, tendo sido divulgados, através da Circular nº 27/2004, de 26 de Outubro, os princípios orientadores dessas consultas, com o objectivo de reforçar a transparência no processo de regulação da actividade seguradora e de gestão de fundos de pensões. Em suma, as actividades desenvolvidas durante o ano de 2004 permitiram um elevado grau de cumprimento dos objectivos estabelecidos. Quer em termos quantitativos, quer em termos qualitativos, foram dados passos significativos no sentido de reforçar a eficiência da actuação do Instituto de Seguros de Portugal no âmbito da regulação e supervisão prudencial do mercado segurador e de fundos de pensões. B Objectivos para 2005 Para o ano de 2005 não existem mudanças significativas nas orientações estratégicas do Instituto de Seguros de Portugal em matéria de regulação e supervisão. No entanto, o ambiente do mercado segurador e de fundos de pensões pode influenciar a importância relativa de determinados objectivos ou medidas. Assim, são os seguintes os objectivos para 2005: Objectivo nº 1 Continuação da política de melhoria qualitativa dos procedimentos e práticas de supervisão prudencial e do reforço da sua normalização por forma a contribuir para o aumento da eficácia e da eficiência da actuação do ISP enquanto autoridade de supervisão Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Objectivo nº 2 Aperfeiçoamento continuado dos modelos de supervisão das empresas de seguros e dos fundos de pensões, tirando partido do processo de informatização, e privilegiando a adopção de modelos baseados nos riscos efectivamente incorridos por cada entidade supervisionada e na análise das políticas de gestão desses riscos Objectivo nº 3 Continuação da reorientação das práticas de supervisão, privilegiando a avaliação prospectiva da situação financeira e a análise das actividades e estratégias de negócio e reforçando a vertente inspectiva, quer ao nível da avaliação dos sistemas de controlo interno, quer na vertente relativa à conduta de mercado Objectivo nº 4 Reforço dos mecanismos de transparência na actividade de regulação através da implementação de procedimentos de consulta pública das propostas de nova regulamentação, no sentido de possibilitar o envolvimento dos diferentes intervenientes no mercado Objectivo nº 5 Continuação da estratégia de iniciativa no plano da política legislativa e regulamentar para o sector segurador e de fundos de pensões, procurando caminhar gradualmente no sentido da adopção das melhores práticas internacionais Objectivo nº 6 Reforço do envolvimento do ISP nas organizações internacionais em que se consolida o processo de convergência das práticas de regulação e supervisão da actividade seguradora e de fundos de pensões, nomeadamente no Comité da Autoridades Europeias de Supervisão dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma 15

18 Objectivo nº 7 Acompanhamento profundo e continuado do projecto de revisão do sistema de solvência do sector segurador na União Europeia (Solvência II) Objectivo nº 8 Acompanhamento das perspectivas e evoluções internacionais sobre a regulamentação, em todos os subsectores do sistema financeiro, dos padrões relevantes para o controlo da situação financeira global e para a adequação das estruturas e mecanismos de governação Objectivo nº 9 Prosseguimento da participação activa no processo de articulação das actividades de supervisão do sector financeiro em Portugal ao nível do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros B Supervisão B Introdução Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Antes de nos referirmos com maior atenção à actividade das diversas áreas de regulação e supervisão entendemos como relevante, pela sua importância e pelo seu impacto no domínio da supervisão do mercado segurador e de fundos de pensões, salientar a entrada em funcionamento do portal ISPnet em simultâneo com o estabelecimento do novo sistema de reporte pelas entidades supervisionadas dos elementos financeiros e estatísticos ao Instituto de Seguros de Portugal. O desenvolvimento deste projecto, no qual estiveram envolvidos em 2004 apreciáveis recursos humanos, vem contribuir para a melhoria do canal de comunicação entre o Instituto de Seguros de Portugal e as empresas, a automatização do processo de validação de informação e a agilização do processo de aviso e correcção de anomalias na informação reportada. Este projecto é fulcral para a melhoria da qualidade e do acesso à informação, para a optimização do processo de supervisão e para a melhoria do processo de divulgação de informação ao mercado. A contínua melhoria e optimização do sistema implementado irá decerto contribuir para reforçar o acompanhamento efectivo pelo Instituto de Seguros de Portugal da situação de cada um dos operadores, bem como do conjunto do mercado. B Empresas de Seguros Autorizações As acções desenvolvidas no ano de 2004 caracterizaram-se, do ponto de vista qualitativo, por um ajustado grau de exigência no controlo das empresas de seguros e das sociedades gestoras de fundos de pensões ao nível das condições jurídico-formais de acesso, dos meios humanos e técnicos, da estrutura orgânica e dos recursos financeiros necessários bem como das alterações estruturais que ocorreram nas empresas de seguros que operam no mercado. É de salientar que, relativamente ao mercado nacional, apenas uma seguradora manifestou interesse em abrir uma nova sucursal em Portugal e, mesmo nesse caso, tal operação correspondeu a um reajuste interno do grupo, na sequência do encerramento de uma outra sucursal de empresa do mesmo grupo. Verificou-se, contudo, um crescimento significativo (66%) no que respeita à intenção de empresas comunitárias operarem em regime de livre prestação de serviços em Portugal. 16

19 Por outro lado, apesar do aumento do número de notificações (167%), manteve-se reduzido o número de empresas de seguros nacionais a operarem em regime de Livre Prestação de Serviços noutros Estados-Membros da UE. No quadro das actividades intracomunitárias, é de referir um aumento de 90% no número de processos de transferência de carteiras de empresas de seguros com sede noutros Estados-Membros com riscos situados em Portugal ou em que Portugal é o Estado-Membro do compromisso. Constatou-se, ainda, uma considerável redução do número de processos de autorização para alteração de estatutos (-43%), em especial aqueles relativos a operações de aumento do capital social. De notar, também, um aumento significativo do número de processos de registo de condições gerais e especiais de apólices relativas a contratos de seguro obrigatórios (+112%), facto que se deveu à interpelação feita pelo Instituto de Seguros de Portugal às seguradoras autorizadas a actuar em Portugal para que actualizassem tais registos Autorização para alteração de estatutos Autorização para cessação de actividade 1 1 Autorização para exploração de novos ramos ou modalidades 5 1 Autorização de novas seguradoras 0 0 Autorização para aquisição de participações qualificadas 7 3 Certificação de actuários responsáveis 2 3 Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Transferências de carteira e fusões/cisões de seguradoras nacionais (reestruturação) 3 3 Notificação de LPS comunitárias em Portugal Notificação de LPS portuguesas na EU 3 8 Notificação de conformidade legal de seguros obrigatórios Notificação de transferências de carteiras (seguradoras da UE) Durante o ano de 2004, não foi constituída qualquer nova empresa de seguros. Continuaram a verificar-se processos de reestruturação orgânica de vários grupos financeiros que incluíram transferências de carteira e fusões, na busca de uma maior racionalização de meios técnicos e financeiros. No sentido de assegurar uma gestão sã e prudente das empresas de seguros a operar no mercado e o cumprimento das garantias financeiras adequadas e exigíveis foi dada particular importância à análise técnica, económica e financeira, relativamente a diversas matérias, de que destacamos as relativas a: pedidos de fusão de empresas de seguros existentes; pedidos de aumentos de capital, de realização e de reembolso de empréstimos subordinados; pedidos de transferências de carteira; e comunicações prévias relativas à aquisição de participações qualificadas em empresas de seguros. 17

20 Embora se tenha assistido a uma redução do número de processos de aquisição e alienação de participações qualificadas (-57%), importa salientar pela sua importância e impacto no mercado duas operações de aquisição/alienação de participações qualificadas: Aquisição pelo grupo Caixa Geral de Depósitos e venda pelo grupo Millenium BCP da Império Bonança e da Seguro Directo através da qual o grupo adquirente reforçou significativamente a sua posição no mercado de seguros não vida; Aquisição pelo grupo belga/holandês Fortis e venda pelo grupo Millenium BCP da maioria do capital das empresas de seguros especializadas em bancassurance Ocidental, Ocidental Vida e Médis e da sociedade gestora de fundos de pensões Pensõesgere. No final de 2004 encontravam-se sob a supervisão do ISP 41 empresas de seguro directo (menos 2 do que no final do ano anterior) e uma empresa de resseguros, indicando-se no Quadro seguinte a respectiva natureza jurídica e âmbito de exploração. Actividade desenvolvida e recursos utilizados - ISP Direito Português Sociedades Anónimas Mútuas Com sede fora da UE Encontravam-se também a operar no mercado português 28 sucursais de empresas de seguros com sede na União Europeia e ainda 217 empresas de seguros da União Europeia em regime de livre prestação de serviços. Vida Não Vida Mistas Resseguro Total Supervisão off-site Com base na informação reportada pelas empresas de forma sistemática, e também a pedido, o Instituto procedeu ao acompanhamento da evolução da situação das empresas de seguros e ao controlo do cumprimento das exigências relativas às garantias financeiras, tendo a respectiva análise sido centrada essencialmente nas áreas a seguir mencionadas. Relatório e contas do exercício Procedeu-se à apreciação das contas individuais das 44 empresas existentes no final de 2003 que se encontravam sujeitas à supervisão solo e das contas consolidadas relativas a 8 grupos de seguros. Relativamente ao seguro automóvel e à modalidade de acidentes de trabalho, além do controlo das provisões para sinistros, através do cálculo respectivo, utilizando métodos estatísticos e estocásticos, procedeu-se ainda a um estudo aprofundado da exploração destes seguros, comportando não só uma análise individual sobre a exploração técnica e a adequação da provisão para sinistros e da provisão matemática de acidentes de trabalho, como também uma análise transversal do mercado segurador, através da comparação com benchmarks de mercado e de subgrupos homogéneos definidos internamente. 18 Esta metodologia tornou possível sintetizar os principais factores que condicionaram a exploração do seguro automóvel e do seguro de acidentes de trabalho (no mercado e por operador) e definir propostas de actuação relativamente às empresas de seguros cuja respectiva situação o justificou.

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