Ano XVIII boletim 08 - Maio de Português: um nome, muitas línguas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ano XVIII boletim 08 - Maio de 2008. Português: um nome, muitas línguas"

Transcrição

1 Ano XVIII boletim 08 - Maio de 2008 Português: um nome, muitas línguas

2 SUMÁRIO PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS PROPOSTA PEDAGÓGICA Carlos Alberto Faraco PGM 1 - LÍNGUA PORTUGUESA: UM BREVE OLHAR SOBRE SUA HISTÓRIA Carlos Alberto Faraco PGM 2 - UMA LÍNGUA, MUITAS GENTES Silvio Renato Jorge PGM 3 - A DIVERSIDADE E A DESIGUALDADE LINGÜÍSTICA NO BRASIL Dante Lucchesi PGM 4 - VARIAÇÃO NO PORTUGUÊS FALADO E ESCRITO NO BRASIL Ana Maria Stahl Zilles PGM 5 - A DIVERSIDADE LINGÜÍSTICA DO BRASIL E A ESCOLA Stella Maris Bortoni-Ricardo PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 2.

3 PROPOSTA PEDAGÓGICA PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS Carlos Alberto Faraco 1 Quando queremos ampliar nosso conhecimento da língua portuguesa e da realidade lingüística do nosso país, precisamos, antes de qualquer coisa, aprender a nos maravilhar com a diversidade que aqui existe. Precisamos aprender a nos reconhecer como um país multilíngüe; precisamos abrir nossos ouvidos e olhos, sem restrições e sem pré-julgamentos, para todas as variedades do nosso português; precisamos deixar que as inúmeras maneiras de falar a língua ressoem tranqüilamente em nós e encantem o nosso coração. Isso, obviamente, não é fácil porque a nossa cultura, tradicionalmente, tem sido intolerante com muitas das variedades brasileiras do português. E transformou em fator de discriminação social o modo como parte da população fala a língua. Por outro lado, nossa cultura tem desmerecido, quando não ignorado, a multiplicidade de línguas faladas na sociedade brasileira. Somos um país multilíngüe aqui são faladas centenas de línguas indígenas e dezenas de línguas de imigração, e há ainda remanescentes de línguas africanas. Apesar disso, nós temos nos idealizado como um país monolíngüe. Os efeitos negativos dessas representações culturais não são pequenos. Vários segmentos da nossa população são prejudicados em razão do modo como falam a língua portuguesa; outros são prejudicados porque, embora cidadãos brasileiros, não têm o português como sua língua materna; por fim, a educação que temos dado a nossos estudantes não lhes oferece as condições para transitar com segurança por entre as variedades do português que existem em nosso país, em especial no domínio da língua escrita. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 3.

4 Parece claro, então, que precisamos trilhar outros caminhos. Para isso, será indispensável conhecer melhor nossa história lingüística e reconhecer que somos um país multilíngüe. Será também importante entender por que e como o português se tornou a língua hegemônica do país, avaliando os custos desse processo e as conseqüências disso tudo para a educação. Ao mesmo tempo, será indispensável nos abrirmos positivamente para as muitas variedades brasileiras do português, compreendendo como a língua existe socialmente e porque ela é tão diversificada. Teremos, desse modo, dado passos importantes para nos livrar de atitudes intolerantes e discriminatórias. Mais ainda: tendo essa compreensão, vamos poder garantir que a escola passe a valorizar nosso patrimônio lingüístico. Ao mesmo tempo, vamos poder assegurar que ela seja, de fato, um centro de promoção do nosso português, da sua diversidade, da sua riqueza, e ofereça aos estudantes uma educação lingüística que lhes dê trânsito livre e seguro por entre as muitas variedades, faladas e escritas, que constituem a língua no Brasil. Só assim terão eles condições de ampliar suas competências lingüísticas e de se tornar participantes efetivos das nossas práticas socioculturais. Embora tudo isso seja bastante claro e óbvio, todos sabemos das dificuldades que temos tido para mudar as concepções, atitudes e comportamentos nesta área. Basta lembrar, nesse sentido, que estas questões têm sido há pelo menos trinta anos extensamente debatidas entre nós, em especial no contexto do ensino da língua. No entanto, persistem as atitudes negativas, os problemas, as incompreensões e as dificuldades da escola para lidar com a diversidade e para encontrar um norte que assegure uma boa educação lingüística aos alunos. Estamos, assim, desafiados a contribuir para a mudança dessa situação. Há ainda um outro aspecto que não podemos deixar de considerar quando tratamos da língua portuguesa. Como resultado do colonialismo português, ela é hoje uma língua internacional. Se é importante olharmos para dentro, observando e reconhecendo as variedades do português que falamos no Brasil, é igualmente importante olhar para fora, buscando conhecer como o português se materializa nos outros países em que é língua oficial, como expressa a PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 4.

5 diversidade cultural desse imenso contingente de mais de 200 milhões de falantes espalhados por quatro continentes e como essas culturas podem se aproximar por compartilharem a língua. Para dar uma boa base à nossa discussão, é fundamental lembrar que não existe nenhuma língua una e homogênea. Qualquer língua é sempre diversificada e heterogênea. Nós damos às línguas um nome. E este nome é sempre singular (o português, o francês, o tapirapé, o suaíli). Talvez seja por isso que nós tendemos a imaginar que a língua é uma realidade una, singular, homogênea e tenhamos dificuldades para conviver com a diversidade. A língua, no entanto, é sempre plural, diversificada e heterogênea. Por isso é que dizemos que ela é, de fato, um conjunto de variedades. Não existe a língua de um lado e as variedades de outro a língua é o próprio conjunto das variedades. Poderíamos, então, dizer que uma língua é, no fundo, muitas línguas. Ou, em outras palavras, o nome singular (português) recobre um balaio de variedades diferentes ( o português são muitos portugueses ). E isso é assim porque a língua está profundamente enraizada na vida cotidiana, nas experiências históricas e culturais de cada uma das comunidades que a falam. Como a vida, a história e a cultura de cada uma dessas comunidades são muito diversificadas, assim também será seu modo de falar. As variedades se diferenciam pelo modo como os enunciados são pronunciados, como as frases são construídas, como os processos morfológicos (conjugação dos verbos, por exemplo) se realizam e também pelas palavras que são mais comumente usadas e pelos sentidos agregados a cada uma delas. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 5.

6 Diante de toda essa grande diversidade, cabe, então, a pergunta: por que podemos dizer que todas essas comunidades falam a mesma língua? Sabemos que, muitas vezes, os falantes de diferentes variedades não se entendem de imediato, isto é, a compreensão entre eles não é direta. Apesar disso, eles se dizem falantes da mesma língua e, por isso, acabam por encontrar meios para se entender. Isso é possível porque acreditamos que as variedades embora diferentes na pronúncia, no modo de construir as frases, na realização dos processos morfológicos, no vocabulário mais usado e nos sentidos que agregam às palavras partilham, lá no fundo, um núcleo gramatical (alguns princípios gerais de organização como, por exemplo, a ordem das palavras na frase) e um vocabulário básico (por exemplo, o nome dos números, de algumas partes do corpo, das ações do cotidiano e assim por diante). Sabemos ainda pouco sobre o que constitui, de fato, esse núcleo. No entanto, acreditamos que ele existe e julgamos que ele resulta da história, ou seja, as comunidades vão se desdobrando, se estabelecendo em novos espaços, se diferenciando, se misturando e as variedades da língua, acompanhando esses processos, vão saindo umas das outras, vão se afastando e se aproximando, vão se interinfluenciando e se mesclando. Dizemos, então, que falamos a mesma língua quando nossas variedades compartilham um núcleo comum. É ele que nos permite negociar significações e construir a mútua compreensão, mesmo quando, num primeiro momento, não conseguimos eventualmente nos compreender. Para entender isso mais claramente, imaginemos duas situações. Numa delas, encontram-se um chinês, um alemão, um brasileiro e um árabe (cada um sabendo apenas sua própria língua). Na outra, uma moradora de uma vila ribeirinha do Rio Amazonas (Brasil), um pescador dos Açores (Portugal), um pedreiro de Maputo (Moçambique) e uma feirante de Luanda (Angola). PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 6.

7 Num primeiro momento, haverá dificuldades de comunicação no interior dos dois grupos. No entanto, os falantes do segundo grupo têm uma vantagem: eles podem mais facilmente superar essas dificuldades e construir uma base de mútua compreensão por serem falantes de variedades que, embora muito diferentes entre si, são constitutivas da mesma língua, por compartilharem o mesmo fundamento. A língua, obviamente, não é só diversidade. Há fatores que contribuem para que certas variedades tenham ampla circulação social, ultrapassando em muito os limites da vida cotidiana e das experiências locais. Podemos fazer menção aqui a dois desses fatores. Nas sociedades modernas, os meios de comunicação social (em especial o rádio e a televisão) recobrem um território vastíssimo (o país inteiro) e alcançam as mais diferentes comunidades. As variedades da língua usadas nesses meios acabam por exercer um papel unificador: por serem ouvidas no país inteiro, elas constituem um fator de aproximação de comunidades distantes e diferenciadas. É preciso ficar claro, porém, que essa unidade possibilitada pela tecnologia atual não dissolve jamais a diversidade. A vida corrente, a história e a cultura locais continuam existindo e se movendo em suas dinâmicas próprias. As comunidades vivem, no mundo da comunicação moderna, no entrecruzamento contínuo dos fatores locais (que favorecem a diversidade) com aqueles de caráter mais geral (que possibilitam uma certa unidade, um certo chão comum). Outro fator que exerce um papel unificador é a escrita, em especial a que se destina a públicos amplos, diversos e distribuídos para além de limites estritamente locais. É o caso de parte da imprensa, das publicações acadêmicas (científicas e filosóficas), dos documentos oficiais de governo e, em boa medida, da literatura. Nestes materiais escritos, é costume privilegiar algumas variedades da língua. A escrita para alcançar os diferentes públicos a que se destina tende a se distanciar das características muito locais. A própria dinâmica histórica das práticas de escrita veio favorecendo a configuração dessas variedades peculiares a ela, pondo alguns limites à diversidade. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 7.

8 De novo, essa limitação contribui para uma certa unidade lingüística, sem, contudo, excluir ou anular a diversidade. Bem ao contrário: parte importante da literatura contemporânea em português tem sido um espaço de acolhimento das variedades em geral e de um trabalho interessante e rico com elas no sentido de dar visibilidade à enorme diversidade cultural que se expressa em português (ou em portugueses) em lugares tão distintos quanto Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor- Leste. Por fim, cabe comentar que a escola exerce também um papel unificador. Como sabemos, uma de suas principais tarefas é introduzir as crianças no mundo da escrita, alfabetizando-as (ensinando-as a ler e escrever) e letrando-as (dando-lhes acesso ao vasto universo da cultura escrita e estimulando-as a efetivamente participar desse universo pela escrita de suas próprias experiências). Ao cumprir estas tarefas, a escola difunde a escrita e, com ela, promove seu papel unificador. No entanto, essa ação primordial da escola não pode nem deve desmerecer a diversidade. A escola tem de ser uma instituição receptiva às mais diferentes experiências culturais da sociedade e, ao mesmo tempo, contribuir significativamente para ampliar a vivência sociocultural dos estudantes, indo além de seus limites locais. Para isso, é importante que eles compreendam, pelo menos, os seguintes tópicos: - nosso país é multilíngüe; - a diversidade do nosso português é riqueza cultural inestimável; - são errôneos e infundados os valores sociais negativos que recobrem algumas das variedades do nosso português; - os falantes vão amadurecendo lingüisticamente à medida que vão se tornando capazes de circular com segurança por diferentes variedades da língua, desde as mais comuns em suas relações sociais próximas até as de ampla circulação social; desde as estritamente orais até as fundamentalmente escritas. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 8.

9 Nesta série, questões como essas serão trazidas para o debate: - por que o português se tornou uma língua internacional? - de que modo as diferentes culturas que se expressam em português podem se aproximar por compartilharem a língua? - por que o Brasil, sendo um país multilíngüe, tem se idealizado como monolíngüe? - como o português se tornou a língua materna da maioria da população em nosso país? - como se configura, em linhas gerais, o português hoje no Brasil? - que desafios a diversidade lingüística do Brasil e a variabilidade do nosso português põem à escola? Temas que serão debatidos na série Português: um nome, muitas línguas, que será apresentada no programa Salto para o Futuro/TV Escola (SEED/MEC) de 26 a 30 de maio de 2008: PGM 1 - Língua portuguesa: um breve olhar sobre sua história O objetivo do primeiro programa é rever brevemente aspectos da história do português, em especial o processo de sua difusão internacional. O programa vai também apresentar a situação da língua em cada um dos oito países em que ela é oficial, comentando, em especial, as conseqüências de ela ser majoritária (em Portugal e no Brasil) ou minoritária (nos demais países). PGM 2 - Uma língua, muitas gentes O ponto central do segundo programa é a questão cultural. De um lado, interessa destacar como a língua portuguesa, por sua variabilidade, dá expressão a culturas diversas; e, de outro, mostrar como essas culturas podem se aproximar pelo fato de compartilharem a língua. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 9.

10 PGM 3 - A diversidade e a desigualdade lingüística no Brasil O eixo do terceiro programa será a diversidade lingüística do Brasil. Serão discutidos aspectos de nossa história lingüística, de modo a dar relevo ao nosso patrimônio lingüístico. Ao mesmo tempo, serão apontados e debatidos os conflitos que estiveram na base do processo que tornou o português a nossa língua hegemônica. PGM 4 - Variação no português falado e escrito no Brasil O objetivo do quarto programa é traçar um perfil da variabilidade atual do português em nosso país. Pretende-se mostrar como as variedades expressam a experiência de vida dos grupos que as falam e como elas participam fortemente da construção das identidades sociais (são, por isso, riqueza). Por outro lado, pretende-se destacar as variedades de amplo alcance social e os seus efeitos unificadores. O desafio é mostrar que as comunidades falantes vivem no entrecruzamento dos fatores diversificadores com os fatores unificadores. Ou, em outras palavras, que a unidade e a diversidade não se excluem, mas se interinfluenciam. PGM 5 - A diversidade lingüística do Brasil e a escola O tema central do quinto programa é a relação da escola com o caráter multilíngüe do país e com as diferentes variedades do nosso português. O objetivo maior é defender a importância de a escola desenvolver uma atitude positiva frente ao modo de falar de seus estudantes, considerando que ele é a expressão das experiências de vida da respectiva comunidade. Só vencendo o silêncio histórico sobre nosso multilingüismo e a tradição de intolerância e depreciação que afeta as variedades e os falantes do chamado português popular é que teremos um chão firme para construir uma pedagogia capaz de assegurar aos estudantes o trânsito livre e seguro entre as variedades. Nessa vivência, eles poderão ir se apropriando das variedades faladas e escritas de ampla circulação social sem que seja necessário desvalorizar ou proscrever as variedades que já dominam. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 10.

11 Bibliografia de apoio ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo: Parábola, BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolingüística & educação. São Paulo: Parábola, ILARI, Rodolfo & BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos/ a língua que falamos. São Paulo: Contexto, SILVA, Rosa Virgínia Mattos e. Ensaios para uma sócio-história do português brasileiro. São Paulo: Parábola, O português são dois... : novas fronteiras, velhos problemas. Paulo: Parábola, São Nota: 1 Professor da Universidade. Federal do Paraná. Consultor desta série. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 11.

12 PROGRAMA 1 LÍNGUA PORTUGUESA: UM BREVE OLHAR SOBRE SUA HISTÓRIA Carlos Alberto Faraco 1 A língua que designamos pelo nome de português é o desdobramento histórico dos falares românicos (de origem latina) que se desenvolveram no noroeste da Península Ibérica, numa área que abrange hoje o norte de Portugal e a Galiza (região da Espanha). Dessa região, tendo por base o Condado Portucalense, avançaram para o sul, no século 12, forças comandadas pelo conde Afonso Henriques envolvidas no processo histórico da chamada Reconquista, ou seja, a retomada dos territórios ibéricos aos árabes. A extensão das fronteiras do Condado para o sul terminou por dar forma a uma unidade política que logo se consolidou como um reino autônomo, o reino de Portugal, quando, em 1139, depois da batalha de Ourique, o conde Afonso Henriques passou a usar o título de rei. Poucos anos depois, em 1147, se deu a conquista de Lisboa e, progressivamente, a incorporação do Alentejo e do Algarve. Na metade do século 13, Portugal tinha já suas fronteiras atuais claramente definidas. O deslocamento das fronteiras para o sul, a constituição do novo reino (que se estendia do Rio Minho ao Algarve), a fixação do seu governo no centro-sul (primeiro em Coimbra e, depois, em Lisboa) e a permanência da Galiza fora dos domínios de Portugal foram os principais fatores que concorreram para quebrar, em parte, a unidade lingüística original. A essa língua antiga os estudiosos costumam dar o nome de galego-português. Nela foi escrita, no século PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 12.

13 13, uma rica literatura lírica. Foi também utilizada literariamente mesmo por poetas castelhanos até meados do século 14. Considerando os processos que afetaram a antiga unidade lingüística românica do noroeste da península Ibérica e considerando que o nome que damos às línguas é, antes de tudo, um gesto político-cultural, podemos afirmar que, modernamente, o antigo galego-português se desdobrou em duas línguas: o galego e o português. A grande semelhança lexical e gramatical de ambas justifica, porém, que pensemos, no contexto histórico atual, em ações conjuntas das duas comunidades lingüísticas quando se trata de dar expressão mundial ao grupo dos falares originários do antigo galego-português. A partir de meados do século 15, o português na esteira da expansão marítima de Portugal se tornou uma língua internacional, com falantes seus se estabelecendo em enclaves ao longo da costa do continente africano, alcançando a Índia em 1498, a América em 1500, a China por volta de 1515 e o Japão em A principal característica do império mercantil português na África e na Ásia era o estabelecimento não de colônias de ocupação territorial e povoamento, mas de pequenos enclaves que tinham basicamente duas funções: (a) serviam de entrepostos para a obtenção junto às populações locais dos produtos que movimentavam a rede mercantil portuguesa; e (b) eram portos de apoio às frotas comerciais que transportavam as especiarias do Oriente para a Europa. Em cada entreposto, havia sempre poucos europeus. Apenas o suficiente para garantir a dinâmica dos negócios. Só assim se explica que um país com cerca de dois milhões de habitantes tenha sido capaz de dominar, sem concorrência, por praticamente um século, o comércio marítimo internacional na chamada rota do sudoeste, ou seja, aquela que cobria a costa africana e chegava à Índia, à Malaca, ao Timor e a Macau. Se, de um lado, essa característica da expansão de Portugal fez a sua língua ressoar na África e na Ásia, de outro, deu também origem, por força do intercâmbio com as populações locais, a PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 13.

14 várias línguas de contato os pidgins e crioulos africanos e asiáticos de base portuguesa. A maioria destas línguas está hoje desaparecida; outras sobrevivem, seja como línguas nacionais (Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), seja como expressão de pequenas comunidades em Goa e Malaca, com resquícios em Macau e Timor. No século 17, Portugal perdeu para os holandeses boa parte dessa rota comercial. De seus entrepostos asiáticos, manteve apenas Macau (até 1999), Timor-Leste (até 1975) e Damão, Diu e Goa, na Índia (até 1961). Com a perda dos entrepostos, retraiu-se também a presença da língua portuguesa na Ásia, que já não era grande quando do domínio português, considerando que a população que a falava como primeira língua sempre tinha sido numericamente pouco expressiva. À medida que Portugal foi perdendo sua rota asiática para os holandeses, crescia sua presença no Atlântico Sul, presença que se sustentava em dois eixos integrados (cf. Alencastro, 2000). O primeiro foi a ocupação agrícola do Brasil a partir da segunda metade do século 16. Nesse processo, uma economia de coleta (baseada no corte do pau-brasil e na exploração do trabalho indígena) foi transformada numa economia de produção açucareira intensiva baseada no trabalho escravo. O segundo eixo era o tráfico de escravos africanos que fornecia a mão-de-obra demandada pela economia açucareira da América. Sustentados pelos entrepostos da costa africana, os comerciantes portugueses ou, mais propriamente, luso-brasileiros controlavam esse tráfico praticamente sem concorrência e forneciam escravos não só para o Brasil (seu principal destino), mas também para as colônias açucareiras nas Antilhas controladas por espanhóis, franceses, holandeses e ingleses (cf. Silva, 2003). No caso do Brasil, portanto, a presença portuguesa não se limitou a estabelecer entrepostos comerciais, mas constituiu uma colônia de exploração e povoamento permanente. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 14.

15 Antes de impulsionar a produção açucareira no Brasil, os portugueses a tinham desenvolvido nas ilhas e arquipélagos do Atlântico ocupados por eles já nas primeiras décadas da expansão marítima. A ilha da Madeira foi ocupada em 1419, os Açores em 1431, Cabo Verde em 1460 e São Tomé e Príncipe em Cada um desses empreendimentos coloniais teve história e desdobramentos diferentes, o que se reflete na atual situação de cada um deles. Nenhuma dessas áreas era habitada ao tempo da chegada dos primeiros navegadores portugueses. Sua povoação incluiu, no início, escravos trazidos da costa africana para trabalharem nas plantações de algodão (em Cabo Verde) e de cana-de-açúcar nos demais territórios insulares. No entanto, com o passar do tempo, duas situações diferentes se configuraram. Para Madeira e Açores foram sucessivamente deslocados, em maior número, povoadores vindos de Portugal. Já Cabo Verde, São Tomé e Príncipe passaram a receber majoritariamente populações vindas de diferentes pontos da costa africana. Esse perfil profundamente heterogêneo de sua população e a situação dessas ilhas no contexto colonial português no Atlântico (foram basicamente entrepostos do tráfico de escravos) favoreceram o desenvolvimento de línguas crioulas de base portuguesa ainda hoje faladas pela maioria das respectivas populações (a saber, o crioulo cabo-verdiano e o são-tomense). Também o território da hoje Guiné-Bissau não foi mais que um entreposto, seja, num primeiro momento, para o comércio do ouro com as populações saarianas, seja, posteriormente, para o tráfico de escravos. A diversidade étnica e lingüística do território e o fluxo do tráfico provocaram também ali o surgimento de uma língua crioula de base portuguesa (o crioulo guineense) que é hoje falada pela maior parte da população, ao lado de dezoito outras línguas africanas. Em Angola e Moçambique, a ocupação se fez, de início, basicamente na costa e assim permaneceu até as últimas décadas do século 19. Sua função principal era fornecer escravos para o tráfico. Com a extinção deste em 1850, Portugal que perdera o Brasil em 1822 passou a dar maior atenção a esses dois territórios. Estimulou seus emigrantes a se dirigirem PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 15.

16 para lá com vistas à sua ocupação. Com isso, Portugal procurava repor pela intensificação da produção agrícola e da exploração das riquezas minerais as perdas econômicas decorrentes do fim do tráfico de escravos. Ao mesmo tempo, buscava garantir seu domínio colonial destes territórios na época em que Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Bélgica desenvolviam suas agressivas políticas neocoloniais, dividindo entre si o continente africano. Quando se iniciou a chamada descolonização da África, na década de 1950, Portugal sob a ditadura salazarista desde 1928 se recusou a abrir mão dos territórios que ocupava. Em 1961, viu seus enclaves indianos serem invadidos pela Índia e incorporados a ela. E, em seguida, passou a se envolver num confronto militar com os movimentos nacionalistas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau que lutavam pela independência de seus países. A guerra deixou Portugal cada vez mais isolado internacionalmente e, ao mesmo tempo, esgotou o país. Basta dizer que 40% do orçamento português para o ano de 1970 eram destinados aos gastos com a guerra na África (para detalhes desta situação, ver Maxwell, 2007). Em 1974, a chamada Revolução dos Cravos movimento desencadeado pela oficialidade jovem das Forças Armadas derrubou a ditadura e, na seqüência, desmontou a estrutura colonial, reconhecendo, entre fins daquele ano e meados de 1975, a independência de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cada um desses novos países adotou a língua portuguesa como língua oficial. Apesar de ser a língua do antigo colonizador, estes países consideraram que ela poderia ser útil para lhes facilitar o intercâmbio internacional e mesmo a organização nacional, atribuindo a ela o estatuto de língua comum em suas sociedades em geral multilíngües (estima-se as estatísticas são ainda frágeis que são faladas perto de 15 línguas autóctones em Angola, 18 na Guiné-Bissau e 20 em Moçambique). PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 16.

17 A situação política pós-independência foi particularmente traumática em Angola e Moçambique, que se viram envoltos em trágicas guerras civis. Moçambique só veio a conhecer a paz em 1992, e Angola apenas em Em 1975, três dias depois da declaração da independência, o Timor-Leste foi invadido pela Indonésia e brutalmente dominado até 1999, quando, num referendo conduzido pela ONU, a maioria absoluta da população optou pela independência. Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos: a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil; b) é a língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e de Macau, que foi incorporado em 1999 à China como Região Administrativa Especial; c) é falada em comunidades de imigrantes em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, no Japão, no Paraguai, na Austrália; d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai. Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, o português é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada (se essas comunidades mantiverem laços estreitos de identidade, seja internamente, seja com os países donde se originaram) ou, em caso contrário e sob pressão da língua majoritária, tenderá progressivamente a desaparecer como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração. PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 17.

18 Nos contextos em que ela é língua oficial mas não hegemônica, prevê-se que ela ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Essa ampliação vai depender de vários fatores, como a própria dinâmica social (aumento da urbanização e do alcance dos meios de comunicação social, por exemplo), políticas governamentais (políticas de educação, por exemplo) e do jogo dos valores sociolingüísticos que afetam o uso e o sentido social do português e das demais línguas nacionais em sociedades multiétnicas e multilíngües. Nos países africanos e no Timor, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária. Do ponto de vista quantitativo, há hoje aproximadamente 220 milhões de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo 2. Isso torna o português a terceira língua européia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com este contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas do mundo, ocupando possivelmente a sexta posição. Apesar de ser uma língua internacional e contar com esse expressivo número de falantes, há peculiaridades que relativizam este seu peso quantitativo e embaraçam, de certa forma, a possibilidade de ela adquirir uma maior projeção em meio às demais línguas internacionais. De início, é preciso lembrar que praticamente 85% de seus falantes estão concentrados em um único país o Brasil. Parece inegável que essa alta concentração de falantes dá ao Brasil um papel fundamental no futuro da língua e de sua difusão internacional. No entanto, o Brasil parece não querer assumir esse papel. É ainda pouco institucionalizada a ação do país na difusão da língua no exterior, na cooperação lingüístico-cultural sistemática com os demais países de língua oficial portuguesa e mesmo na indispensável promoção da língua no interior de suas próprias fronteiras. Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da gestão e difusão da língua: PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 18.

19 os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 12% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional. Calcula-se que apenas ¼ da população adulta alfabetizada aproximadamente 26 milhões de pessoas alcança nível razoável de domínio funcional da escrita, ou seja, apenas essa pequena parcela da população é que lê e escreve fluentemente 3 ; o sistema educacional, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do Ensino Fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixo rendimento do trabalho escolar. O Ensino Médio, por sua vez, está ainda distante de se universalizar basta mencionar que dos 10 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, metade está fora da escola 4 ; por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século 19 (a chamada normapadrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social. Embora essa defesa não tenha nenhum resultado prático, ela tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil. Nosso português costuma ser visto, com freqüência, como cheio de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer seu rosto lingüístico e, em conseqüência, para promover uma educação lingüística consistente. É paradoxal que o país tenha realizado, com financiamento público, extensos levantamentos de sua complexa realidade dialetológica e sociolingüística; tenha feito, já na década de 1970, um estudo de sua norma urbana falada; disponha de um amplo registro de sua língua escrita nos últimos 50 anos e não tenha conseguido, ainda, reconhecer adequadamente seu rosto lingüístico e reconfigurar suas referências normativas, abandonando o artificialismo criado no século 19. Um outro aspecto que embaraça a possibilidade de o português adquirir uma maior projeção em meio às demais línguas internacionais é seu caráter de língua minoritária nos países em PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 19.

20 que é oficial mas não hegemônica. Parece estar havendo, principalmente em Angola e Moçambique, uma expansão de sua presença, pelo menos como segunda língua, entre as populações mais urbanizadas (as estatísticas são ainda, infelizmente, muito precárias e pouco confiáveis). De qualquer modo, é ainda longo o caminho para sua consolidação como língua comum nestas sociedades. Além disso, são sociedades em que o analfabetismo é muito elevado (em alguns casos, ele afeta mais de 50% da população), os sistemas educacionais são ainda de restrito alcance social e os índices de pobreza alarmantes. Essa situação aponta para a necessidade de uma cooperação sistemática e contínua entre os países lusófonos, de modo a assegurar a promoção da língua interna e externamente. Os primeiros passos foram dados com a criação, em 1996, da organização internacional Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta, no entanto, não conseguiu ainda ser, por várias razões, mais que um belo projeto. Sugestão de leitura BEARZOTI FILHO, Paulo. Formação lingüística do Brasil. Curitiba: Editora Nova Didática (atual Editora Positivo), Referências Bibliográficas ALENCASTRO, Luiz Felipe. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, MAXWELL, Kenneth. O império derrotado: revolução e democracia em Portugal. São Paulo: Companhia das Letras, PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS 20.

Ano XVIII boletim 08 - Maio de 2008. Português: um nome, muitas línguas

Ano XVIII boletim 08 - Maio de 2008. Português: um nome, muitas línguas Ano XVIII boletim 08 - Maio de 2008 Português: um nome, muitas línguas SUMÁRIO PORTUGUÊS: UM NOME, MUITAS LÍNGUAS PROPOSTA PEDAGÓGICA... 03 Carlos Alberto Faraco PGM 1 - LÍNGUA PORTUGUESA: UM BREVE OLHAR

Leia mais

Conteúdo: Aula: 1.1. - História da língua espanhola: surgimento, consolidação e expansão, e o contato com outras línguas. - Espanhol ou Castelhano.

Conteúdo: Aula: 1.1. - História da língua espanhola: surgimento, consolidação e expansão, e o contato com outras línguas. - Espanhol ou Castelhano. Aula: 1.1 Conteúdo: - História da língua espanhola: surgimento, consolidação e expansão, e o contato com outras línguas. - Espanhol ou Castelhano. Habilidades: - Conhecer a origem e história da língua

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

3. VARIAÇÃO E NORMALIZAÇÃO LINGUÍSTICA

3. VARIAÇÃO E NORMALIZAÇÃO LINGUÍSTICA 3. VARIAÇÃO E NORMALIZAÇÃO LINGUÍSTICA Uma língua viva, apesar da unidade que a torna comum a uma nação, apresenta variedades quanto à pronúncia, à gramática e ao vocabulário. Chama-se variação linguística

Leia mais

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Os estudos sobre a África e as culturas africanas têm ganhado espaço nas últimas décadas. No Brasil esse estudo começou, basicamente, com Nina Rodrigues em

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) PORTUGAL -Atinge as Índias contornando

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2 1º ano O absolutismo e o Estado Moderno Capítulo 12: Todos os itens A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10:

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL 2º CICLO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5.º ANO Documento(s) Orientador(es): Programa de História e Geografia de Portugal

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) -Atinge as Índias contornando a costa da África PORTUGAL -1500 supera os obstáculos do Atlântico chega ao Brasil ESPANHA

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Distribuição dos tempos letivos disponíveis para o 5 º ano de escolaridade 1º Período 2º Período 3º Período *Início:15-21 de setembro 2015 *Fim:17 dezembro 2015 *Início:4

Leia mais

O continente africano

O continente africano O continente africano ATIVIDADES Questão 04 Observe o mapa 2 MAPA 2 Continente Africano Fonte: . A região do Sahel, representada

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

BENEDITO/.PREZIA EDUARDO HOORNAERT ESTA 1ERRA 1MHA DONO CEHILA POPULAR - CIMI FTO

BENEDITO/.PREZIA EDUARDO HOORNAERT ESTA 1ERRA 1MHA DONO CEHILA POPULAR - CIMI FTO BENEDITO/.PREZIA EDUARDO HOORNAERT n & ESTA 1ERRA 1MHA DONO CEHILA POPULAR - CIMI FTO UMA PALAVRA 11 PARTE I OS POVOS DE NOSSA TERRA UNIDADE 1 A GRANDE 1 FAMÍLIA HUMANA i CAP. 1 Milhões de anos atrás 14

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 9º Turma: Data: / /2012 Nota: Professor(a): Edvaldo Valor da Prova: 65 pontos Orientações gerais: 1)

Leia mais

Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!!

Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!! Jogli - 2012!! Gabarito: 1.E. 2.A. 3.E. 4.B. Geografia 2012!!! 1.(UFABC 2009) Exibicionismo burguês. Verdadeiros espetáculos da evolução humana (as e xposições universais) traziam um pouco de tudo: de

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

SERRANO, Carlos, WALDMAN, Maurício. Memória d África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007. 327 p.

SERRANO, Carlos, WALDMAN, Maurício. Memória d África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007. 327 p. SERRANO, Carlos, WALDMAN, Maurício. Memória d África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007. 327 p. Ana Cláudia da SILVA A publicação da Lei Nº. 10.639, de 9 de janeiro de 2003,

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza).

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza). GEOGRAFIA 7ª Série/Turma 75 Ensino Fundamental Prof. José Gusmão Nome: MATERIAL DE ESTUDOS PARA O EXAME FINAL A GEOGRAFIA DO MUNDO SUBDESENVOLVIDO A diferença entre os países que mais chama a atenção é

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR:

ESTRUTURA CURRICULAR: ESTRUTURA CURRICULAR: Definição dos Componentes Curriculares Os componentes curriculares do Eixo 1 Conhecimentos Científico-culturais articula conhecimentos específicos da área de história que norteiam

Leia mais

O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento

O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento socioeconômico. Ao sul do continente, estão países

Leia mais

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo I - Introdução Consideram-se como Norte os países ricos ou industrializados: o primeiro Mundo ou países capitalistas desenvolvidos, em primeiro lugar e também os países mais industrializados do antigo

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais Autor(a): João Corcino Neto Coautor(es): Suzana Ferreira Paulino Email: jcn1807iop@gmail.com Introdução As relações comerciais entre

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

Política de Línguas na América Latina 1

Política de Línguas na América Latina 1 Política de Línguas na América Latina 1 Eduardo Guimarães * Num momento como o atual, em que as relações internacionais vêm mudando rapidamente e que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato político

Leia mais

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes Africana: África como berço da humanidade Capítulo 1: Item 1 Européia Capítulo 1: Item 2 Asiática Capítulo 1: Item 2 Americana Capítulo 1: Item 3 Arqueologia Brasileira Capítulo 1: Item 4 A paisagem e

Leia mais

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 Planificação Anual Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 UNIDADE DIDÁTICA: TEMA A: DOS PRIMEIROS POVOS À FORMAÇÃO DO REINO DE PORTUGAL.

Leia mais

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA 2011/HIST8ANOEXE2-PARC-1ºTRI-I AVALIAÇÃO PARCIAL 1º TRIMESTRE

Leia mais

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias América anglo-saxônica Diferentes povos construíram duas fortes economias A América Desenvolvida Conhecido também como Novo Mundo, a América é sinônimo de miscigenação, desenvolvimento e mazelas sociais.

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC ÁFRICA Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM Ricamente ilustrada por fotos e desenhos, esta obra traça um painel detalhado da vida dos habitantes da África do Oeste: sua tradição oral, detalhes

Leia mais

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA 1) Sociologia II A Escola de Ciências Sociais / CPDOC da FGV-RJ informa a abertura de processo seletivo para a contratação de um professor horista para a disciplina

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning.

A internacionalização da língua portuguesa. Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. A internacionalização da língua portuguesa Difusão da Língua Portuguesa em Ensino a Distância. Metodologias de e-learning. Mário Filipe O ensino de línguas de grande difusão global é hoje servido por várias

Leia mais

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822).

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822). 1. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

Enunciação e política de línguas no Brasil

Enunciação e política de línguas no Brasil Enunciação e política de línguas no Brasil Eduardo GUIMARÃES Universidade Estadual de Campinas Considerando o fato de que o Brasil é um país multilingüe, tomo como objetivo específico aqui a reflexão sobre

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular PERÍODO: 1º LE733- COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LÍNGUA PORTUGUESA Fórmula: LE003 LE003- LINGUA PORTUGUESA 3 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. ANÁLISE DE ESTRUTURAS BÁSICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA. SINTAXE

Leia mais

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores.

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. 2 Ao lado das concepções do trabalho pedagógico para a infância,

Leia mais

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL BASES COMUNS DO SISTEMA COLONIAL PACTO-COLONIAL Dominação Política Monopólio Comercial Sistema de Produção Escravista ESTRUTURA SOCIAL DAS COLONIAS ESPANHOLAS Chapetones

Leia mais

O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão

O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão O ensino e a cooperação na investigação para o turismo entre os países lusófonos: uma reflexão Alexandre Panosso Netto Escola de Artes, Ciências e Humanidades Universidade de São Paulo Fábia Trentin Departamento

Leia mais

O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO. Profa. Dra. Luci Bonini

O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO. Profa. Dra. Luci Bonini O DIREITO DE ACESSO À EDUCAÇÃO Profa. Dra. Luci Bonini Desde a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, alguns órgãos da sociedade têm se manifestado no sentido de promover as garantias

Leia mais

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA CPLP CARTA DE PORTO ALEGRE O I Seminário Internacional de Educação Superior na Comunidade de Países de Língua

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA código 171608 Escola Básica D. Domingos Jardo MANUAL ADOPTADO: HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - HGP AUTORES: ANA OLIVEIRA/ FRANCISCO CANTANHEDE/ MARÍLIA GAGO

Leia mais

Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE

Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE O Brasil é considerado um país de dimensões CONTINENTAIS, pois sua área de 8.514.876 Km² é quase igual a do Continente Oceânico. Ele é o 5º país em extensão territorial

Leia mais

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP ABSOLUTISMO AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP. 268 A 274 CONTEÚDO EM SALA DE AULA SLIDES PORTAL ROTEIRO NO CADERNO A SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME XV-XVIII

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 02/04/2011 Nota: Professora: Ivana Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 Daiana Marques Sobrosa 2 1. Introdução Em 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ANTECEDENTES SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES NESSA ÉPOCA

Leia mais

A TRAJETÓRIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL FACE AO MULTILINGUISMO

A TRAJETÓRIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL FACE AO MULTILINGUISMO ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 A TRAJETÓRIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL FACE AO MULTILINGUISMO Jakeline Aparecida Semechechem

Leia mais

[Aprender Português / Portugiesisch lernen]

[Aprender Português / Portugiesisch lernen] [Aprender Português / Portugiesisch lernen] Sabias que segundo a última edição do livro The Ethnologue: languages of the world, o número de línguas faladas no mundo é de 6912. 1. Analisa o seguinte ranking

Leia mais

o declínio do poder dos senhores feudais e as monarquias nacionais... 14

o declínio do poder dos senhores feudais e as monarquias nacionais... 14 SuMÁRIo UNIDADE I O ADVENTO DO MUNDO MODERNO: POLÍTICA E CULTURA... 12 Capítulo 1 o declínio do poder dos senhores feudais e as monarquias nacionais... 14 A fragmentação do poder na sociedade feudal...

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE Fátima Helena Azevedo de Oliveira 35 fatimavernaculas@yahoo.com.br CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL A República de Moçambique

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

Superioridade ibérica nos mares

Superioridade ibérica nos mares 2.ª metade do século XVI Superioridade ibérica nos mares PORTUGAL Entre 1580 e 1620 ESPANHA Império Português do oriente entra em crise devido a Escassez de gentes e capitais Grande extensão dos domínios

Leia mais

A colonização espanhola e inglesa na América

A colonização espanhola e inglesa na América A colonização espanhola e inglesa na América A UU L AL A MÓDULO 2 Nas duas primeiras aulas deste módulo, você acompanhou a construção da América Portuguesa. Nesta aula, vamos estudar como outras metrópoles

Leia mais

Entrevista: o papel da escola na discussão sobre as relações étnicoraciais

Entrevista: o papel da escola na discussão sobre as relações étnicoraciais Entrevista: o papel da escola na discussão sobre as relações étnicoraciais A Lei 11.645/08, que inclui no currículo oficial de todas as escolas públicas e particulares a obrigatoriedade do ensino da História

Leia mais

Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face

Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face Relações de poder e usos linguísticos: desvelando outra face Girllaynne Marques Vinícius Nicéas 1 Universidade Federal de Pernambuco A obra A norma oculta, do linguista brasileiro Marcos Bagno 2 (2003),

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1

O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1 O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ATRAVÉS DAS ESCOLAS BILÍNGUES NO BRASIL: UMA NOVA REALIDADE 1 Iasmin Araújo Bandeira Mendes Universidade Federal de Campina Grande, email: iasminabmendes@gmail.com INTRODUÇÃO

Leia mais

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes A independência foi o processo político e militar que afetou todas as regiões situadas entre os vicereinados da Nova Espanha e do Rio da

Leia mais

O Brasil holandês http://www.youtube.com/watch?v=lnvwtxkch7q Imagem: Autor Desconhecido / http://educacao.uol.com.br/biografias/domingos-fernandescalabar.jhtm DOMINGOS CALABAR Domingos Fernandes

Leia mais

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003

Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 2003 Intervenção de Sua Excelência a Ministra da Ciência e do Ensino Superior, na II Reunião Ministerial da Ciência e Tecnologia da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Rio de Janeiro, 5 de Dezembro

Leia mais

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes

EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: PROTAGONISMO NECESSÁRIO, DE TODOS, DE CADA ATOR ENVOLVIDO. Suely Melo de Castro Menezes Nos Estados Unidos o uso de nações indígenas serviu como uma espécie de senha para a tomada

Leia mais

a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, era algo inimaginável para os ocidentais.

a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, era algo inimaginável para os ocidentais. Questões: 01. Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiram características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Guerras tribais ou conflitos étnicos?

Guerras tribais ou conflitos étnicos? Guerras tribais ou conflitos étnicos? O continente africano padece das conseqüências de um longo e interminável processo de exploração que espoliou a maior parte de suas nações, determinando, na maioria

Leia mais

Introdução à História do Português

Introdução à História do Português Ivo Castro Introdução à História do Português Segunda edição revista e muito ampliada Edições Colibri Índice Síntese Introdutória... 7 Capítulo I TERRITÓRIOS E COMUNIDADES LINGUÍSTICAS 1. Introdução. Conceitos

Leia mais

500 anos: O Brasil Colônia na TV

500 anos: O Brasil Colônia na TV 500 anos: O Brasil Colônia na TV Episódio 5: A Conquista da terra e da gente Resumo O episódio 5, A Conquista da terra e da gente, parte da série 500 anos: O Brasil Colônia na TV, apresenta o processo

Leia mais

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007)

Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO. (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Palestra: A CPLP E A EDUCAÇÃO (Escola Stuart Carvalhais - 7 de Março de 2007) Excelentíssimos membros do Conselho Directivo, excelentíssimos professores, caríssimos alunos, É com enorme satisfação que

Leia mais

Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas

Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas Ricardo Figueiredo Pirola Mestrando UNICAMP No ano de 1832 foi descoberto em Campinas um plano de revolta escrava,

Leia mais

HISTÓRIA - MATERIAL COMPLEMENTAR OITAVO ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROF. ROSE LIMA

HISTÓRIA - MATERIAL COMPLEMENTAR OITAVO ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROF. ROSE LIMA HISTÓRIA - MATERIAL COMPLEMENTAR OITAVO ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROF. ROSE LIMA INDEPENDÊNCIA DO Colonização: espanhola até 1697, posteriormente francesa. Produção açucareira. Maioria da população:

Leia mais

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Paula Botelho Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Surdos (GEPES),

Leia mais

A ÁFRICA NOS TEMPOS DO TRÁFICO ATLÂNTICO

A ÁFRICA NOS TEMPOS DO TRÁFICO ATLÂNTICO A ÁFRICA NOS TEMPOS DO TRÁFICO ATLÂNTICO O ISLÃ CHEGA À ÁFRICA A partir do séc. VII, os árabes muçulmanos construíram um grande império na África: Oriente Médio, norte da África até grande parte da Península

Leia mais

RESENHA A CORAGEM DA TEORIA CIÊNCIA DA LINGUAGEM E POLÍTICA: ANOTAÇÕES AO PÉ DAS LETRAS

RESENHA A CORAGEM DA TEORIA CIÊNCIA DA LINGUAGEM E POLÍTICA: ANOTAÇÕES AO PÉ DAS LETRAS RESENHA A CORAGEM DA TEORIA ORLANDI, E. P. Ciência da Linguagem e Política: anotações ao pé das letras. Campinas: Pontes, 2014, 128 pp. Pensar sozinho isto é sábio. Nietzsche para ler ao som de Panis et

Leia mais

Uma política de língua para o português

Uma política de língua para o português Uma política de língua para o português Maria Helena Mira Mateus Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Instituto de Linguística Teórica e Computacional As várias intervenções sobre política linguística

Leia mais

Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real. Prof.ª viviane jordão

Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real. Prof.ª viviane jordão Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real Prof.ª viviane jordão INTRODUÇÃO Na segunda metade do século XVIII, novas ideias começaram a se difundir pela América portuguesa. Vindas da Europa,

Leia mais

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL Portugal: crises e dependências -Portugal: acordos comerciais com a Inglaterra; -Exportação de produtos brasileiros; -Tratado de Methuen: redução fiscal para os

Leia mais

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa 7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa As críticas ao ensino tradicional de língua portuguesa não são recentes. Nos anos trinta, Olavo Bilac já se posicionava contra o

Leia mais

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Introdução No Brasil, a questão étnico-racial tem estado em pauta, nos últimos anos, em debates sobre políticas

Leia mais

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro?

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro? População mundial Leia as manchetes abaixo: População mundial superará 9,2 bilhões em 2050, estima ONU BBC Brasil Casais ricos burlam lei do filho único na China BBC Brasil A população mundial atingiu

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6.

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevistado: Embaixador Miguel Costa Mkaima Entrevistador:

Leia mais