Prémio ÑH10. Jornal com melhor design da Península Ibérica pelo 2.º ano consecutivo

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1 Jornal DE LEIRIA Prémio ÑH10 Jornal com melhor design da Península Ibérica pelo 2.º ano consecutivo Semanário Regional Director de Mérito José Ribeiro Vieira Director João Nazário Ano XXVIII Edição 1545 Quinta-feira, 20 de Fevereiro de ,00 PUBLICIDADE RICARDO GRAÇA/ARQUIVO O povo não manda nada? Força Seja pelos brandos costumes que lhe são atribuídos, seja por não acreditar que a contestação tenha consequências, o povo português não tem muita tradição em se manifestar com veemência. Mas quando o faz, consegue muitas vezes impor a sua vontade Págs. 4/6 Ourém Empresa de vereador de Leiria é proprietária de pista de motocross ilegal Pág. 19 Mário de Oliveira, padre A Cúria romana é a maior máfia do Mundo Polémico, o padre da Lixa, não poupa críticas à Igreja Católica e às suas relações perigosas com o poder, alertando para o endeusamento do capital ao mesmo tempo que o valor humano é reduzido ao mínimo. Mário de Oliveira diz ainda que as regras que impedem o casamento dos padres são uma invenção de uma elite sem nada de divino. Págs. 8/9 Pombal Câmara quer revitalizar centro histórico com incubadora comercial para jovens Pág. 14 PUBLICIDADE

2 2 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Radar O único sítio do mundo onde por vezes ouço dizer mal de Portugal é em Portugal. Luís de Almeida Sampaio, embaixador de Portugal na Alemanha, Expresso Em Portugal, o jogo é um problema de saúde pública João Alexandre Rodrigues, conselheiro em comportamentos adictivos, Jornal de Negócios Comentário enigmático João dos Santos Olho clínico Rui Rocha O presidente da Câmara de Ansião, Rui Rocha, decidiu assumir a liderança da construção da nova Unidade de Saúde Familiar em Santiago da Guarda, dando maior rapidez ao processo que estava travado na tutela. O novo edifício deverá estar pronto a funcionar no próximo ano. Diogo Mateus A Câmara Municipal de Pombal, liderada por Diogo Mateus, quer revitalizar o centro histórico da cidade, após as obras de remodelação que sofreu. Para trazer novos negócios ao centro, a autarquia vai disponibilizar espaços comerciais a baixo preço, proporcionando inúmeras vantagens aos jovens empreendedores. Carlos Santos O Tribunal de Contas condenou o presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Batalha, ao pagamento de uma multa de 714 euros, acrescida de emolumentos, pela falta injustificada de prestação de informações. O autarca alega que os factos em causa remontam ao tempo em que ainda não era presidente da junta, mas era a si que competia agora o devido esclarecimento. Passado e Futuro Novamente a Linha Ferroviária do Oeste e Outras Considerações Finalmente a modernização da linha do Oeste faz parte do programa elaborado pela comissão criada pelo Governo para definir os principais investimentos em transportes nos próximos anos. Não se trata ainda de uma decisão do Governo e por isso é muito importante que as forças vivas do nosso distrito - partidos, autarquias, associações e empresas - façam ouvir a sua voz no sentido de defender este investimento, mas também as suas principais características, algumas das quais óbvias: electrificação e via dupla. Fica de fora a questão da bitola, porque não existe, infelizmente, um programa nacional de adopção da bitola europeia, a exemplo do que fizeram os nossos vizinhos espanhóis. Por outro lado deve ser compreendido de que esta via ferroviária, para cumprir verdadeiramente o seu papel e ser claramente rentável, deve corresponder a uma via suburbana de Lisboa, isto é, ter uma ligação autónoma ao centro da capital, mesmo que isso seja feito pela via da ligação ao Metro. Poderá acontecer que não haja imediatamente dinheiro para todo o investimento, mas o projecto deverá ser completo e prever esta opção, recusando-se fazer mais remendos avulsos na estratégia global dos transportes em Portugal. A via do Oeste deve ser também uma alternativa à Linha do Norte, através da ligação a Coimbra. Claro que haverá mais dinheiro para investir na Linha do Oeste se o Governo eliminar algumas das propostas de investimento feitas pela comissão que não têm, nas actuais circunstâncias, qualquer justificação. Desde logo o novo porto, dito de águas profundas, em Lisboa, com o custo de mil milhões de euros, tolice apenas justificada pelo interesse de algumas empresas de engenharia e de obras públicas, que já estão a salivar pelos novos fundos comunitários. O investimento não se justifica pelas razões seguintes: (1) já temos em Sines um porto de águas profundas que precisa de mais investimento para cumprir a sua vocação de plataforma europeia de transhipment; (2) ninguém no seu juízo faz, nos dias de hoje, um porto de águas profundas no meio de um grande centro urbano, que por definição será caro e congestionado nas suas vias de acesso; (3) idem relativamente a um estuário que tem uma forte vocação para navios de cruzeiro e barcos de Henrique Neto recreio, além de fundos variáveis que não garantem os mínimos necessários de vinte metros. A linha férrea de Sines a Madrid também não tem justificação económica nos próximos vinte anos, ainda que tenha a aprovação de quase toda a gente que adora a obra pública, sendo muito difícil convencer os crentes de que se trata de um desperdício de dinheiro dos contribuintes. Vejamos as razões da desnecessidade deste investimento: (1) não precisamos de duas linhas férreas para a Europa e a linha Aveiro/Leixões a Irun é muito mais importante, porque a esmagadora maioria das nossas empresas exportadoras estão entre Setúbal e Vigo; (2) tal como já acontece em Algeciras, 90% dos contentores que chegarem a Sines saem novamente por mar em direcção ao Norte e ao Sul da Europa, o que é mais barato do que por terra; (3) se teimarem, apesar de tudo, em construir esta linha férrea garanto-vos que tal como garanti relativamente ao aeroporto de Beja, não haverá mercado que a rentabilize, até porque os espanhóis tenderão a utilizar de preferência os seus portos de Algeciras, Valença, Barcelona e Corunha; (4) não é estrategicamente do interesse nacional reforçar a posição de Madrid como o centro logístico da península ibérica, mas pedir que os nossos dirigentes compreendam isto já é, porventura, pedir demais. Finalmente, o Governo e o Partido Socialista deveriam pensar, uma vez por todas, no seguinte: (1) Sines é o mais importante investimento que Portugal pode fazer já o era há quinze anos quando o defendi para Peniche mas com o objectivo de atrair empresas industriais estrangeiras, que terão interesse em se localizar próximo de um porto com chegadas e partidas frequentes para todos os continentes, afim de receberem de todo o mundo os componentes de que necessitam para os integrar em produtos finais destinados à exportação; (2) que Madrid e Lisboa são concorrentes de uma estratégia que tenha em vista o Atlântico e não faz sentido que Portugal ceda a sua vantagem competitiva a Espanha; (3) se fizermos cedências à Espanha na questão da via férrea para Madrid, perderemos toda a capacidade negocial com vista à construção em Espanha da ligação entre a fronteira portuguesa e Irun, que é a via que nos interessa para a Europa. Empresário

3 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de Os bebés têm uma atenção selectiva em relação aos pais Catarina Rodrigues, psicoterapeuta, Público Regra geral, os menores com doenças graves adquirem uma maturidade elevada Laura Ferreira dos Santos, docente universitária e escritora, Público Há coisas que não entendo: um embrião fruto de uma violação tem um estatuto menor do que aquele que surge de uma relação consentida? Filomena Mónica, socióloga, Expresso Era natural que Mourinho pensasse que ia ser o Rei-Sol no Real Madrid Diego Torres, jornalista do El País, Público Fórumdasemana Sorteio de carros com facturas arranca em Abril Editorial O povo tem voz Mudar a forma de pensar dos portugueses é o principal objectivo que o Governo pretende atingir ao lançar a iniciativa Factura da Sorte, que a partir de Abril vai sortear semanalmente um carro entre os contribuintes que pedirem factura com número de identificação fiscal. As regras do jogo ainda não são conhecidas ao detalhe - falta publicar o decreto-lei e a respectiva regulamentação mas várias vozes já se levantaram para criticar a iniciativa. João Carlos Graça, sociólogo do ISEG, citado pelo Expresso, frisa que a questão dos impostos devia ser amplamente Pedro Gomes Monteiro, advogado Carlos Gomes, economista Sara Migueis, economista Esta medida passa a ideia de que os impostos deixam de ser um dever cívico para passarem a ser um mero jogo. Em vez de se educar os contribuintes, fiscalizar e punir o infractor tenta-se aliciá-lo. Não creio que assim se consigam resultados sólidos. Até porque, segundo parece, a relação probabilidade-valor do prémio nos jogos da Santa Casa é mais favorável. Penso que a abordagem aos impostos é um problema cultural. Não temos por hábito a exigência de que todos cumpram, na perspectiva de que se todos pagarem cada um de nós poderá pagar menos. Iniciativas que visem mudar o problema cultural são de louvar. O que se pode também questionar é por que é que culturalmente temos esta abordagem. Penso que é porque existe o sentimento de injustiça quanto ao que se paga, por se achar que os impostos são mal aplicados. Parece-me que falta lógica a esta questão do sorteio de facturas para ganhar carros. Então o Estado vai sortear carros e as pessoas vão pedir - desenfreadamente - facturas para se habilitarem? Recuso-me a pactuar com isto. Quem montou este sistema de incentivos está completamente errado. O sistema de incentivos deveria "premiar" todos os que solicitam factura, com deduções no IRS por exemplo, e não apenas os que tiveram a "sorte" de o seu nome ser sorteado. Que comentários lhe merece este assunto? Ricardo Espada, director criativo Mário Gonçalves, presidente da AHRESP Pedro Neves, jornalista discutida, em vez de se reduzir o contribuinte a um agente económico racional que se move numa lógica de pay-off. Neste caso, em vez de cumprir apenas porque é o correcto, cumpre porque lhe prometem um prémio. Fonte do Governo, que conta ter mais de quatro milhões de contribuintes a pedir factura com NIF, frisa que se trata de romper com hábitos culturais com décadas e consolidar o hábito de pedir factura a cada compra, contribuindo para a diminuição da concorrência desleal e da economia paralela. Esta iniciativa é mais uma prova de como o Governo e a "administração" olha para os cidadãos. Não nos acha capazes de fazer algo porque é o correcto, mas sim porque teremos algo a ganhar com isso. Talvez seja uma forma de olhar para os outros que diga muito acerca de quem cria estas iniciativas. Enquanto medida avulsa, até acho que pode ter os resultados pretendidos. Infelizmente esses serão apenas o aumento do número de facturas emitidas e não aquilo que o País precisa de verdade, que é uma sociedade que questione a Justiça, o funcionamento do sistema tributário e gestão dos dinheiros públicos. A associação sempre combateu a fraude e a evasão fiscal. A factura deve ser largamente implementada e as Finanças devem controlar a fuga aos impostos. Quanto à introdução do NIF, o que contestamos é que seja obrigatória quando se vende até uma pastilha ou uma bica, porque isso traz custos para as empresas, já que cada operação demora pelo menos um minuto. Relativamente ao sorteio, acho que não é isso que vai resolver o problema e lamento que num período de crise o Governo gaste tanto dinheiro em carros para sortear. Tudo o que ajuda a combater a economia paralela é bom. Mas os concursos são ridículos. O Estado não é uma feira nem um concurso de Totoloto. O problema está na educação e formação cívicas, áreas em que não se investe, antes pelo contrário. As enormes cargas de impostos só servem para que a economia paralela aumente e não o contrário. Seria muito mais educativo e rentável para o Estado se as pessoas pudessem abater despesas em sede de IRS. Aí sim, pediriam facturas. A ideia do concurso é de um país terceiro-mundista. Mas se isso servir para alguma coisa (e tenho dúvidas) dou a mão à palmatória. Éfrequente ouvir-se (e dizer-se) que o povo português é de brandos costumes e pouco dado a grandes contestações e manifestações de maior força, capazes de abalar o poder ou algumas das suas decisões. Apesar de na nossa história recente constar um regicídio e um 'semi-regicídio', com os assassinatos, respectivamente, de D. Carlos e do 'presidente-rei' Sidónio Pais, acontecimentos pouco coerentes com a etiqueta de 'povo manso' com que nos auto-caracterizamos, também não deixa de ser verdade que aguentámos para lá do admissível, sem grande agitação, uma monarquia decrépita, uma primeira República onde reinava a anarquia e 40 anos de ditadura, com 13 anos de guerra colonial e sete mil mortos pelo meio. Todos estes regimes caíram mais por falência própria do que pela contestação da sociedade que, por razões diversas, lá ia permitindo que as elites no poder fossem governando a partir de Lisboa com o resto do País em sofrimento e pobreza profundos. Virá ainda desses tempos, não muito longínquos, o sentimento de que pouco adianta contestar e levantar a voz contra o que se entende ser contrário ao interesse público e aos direitos das pessoas. A sensação de que qualquer manifestação cai em saco roto face aos poderes instalados e às decisões dos políticos. Ainda recentemente, tivemos a prova disso mesmo, com a dimensão da contestação às medidas de austeridade a não poder ser comparada ao que aconteceu em Itália, Espanha ou Grécia. Por cá, o 'bom aluno' aceitou empobrecer e, em demasiados casos, viver na miséria sem levantar muito a voz, estendendo a passadeira para um País com as contas mais equilibradas, mas amputado de muito do que se espera de uma nação evoluída e desenvolvida, com a dor de alma de ver boa parte da sua população mais jovem e qualificada a partir para outras paragens. Muito poderia ter sido feito de forma diferente com os mesmos, ou melhores, resultados, assim como muitos dos cancros que nos trouxeram a esta situação poderiam ter sido evitados se, no passado, a contestação não se ficasse pelas mesas de café. A apatia e o tal sentimento de que pouco vale contestar permitiu que ao longo de duas décadas os diferentes poderes desbaratassem as contas públicas com obras faraónicas, negócios de milhões entre os mesmos de sempre e a degradação do território, onde tudo foi possível fazer sem qualquer respeito pela natureza e pelo interesse público. Hoje, só para falar desta região, queixamo-nos do estádio de Leiria que inviabilizou investimentos por 20 anos, do molhe da Figueira da Foz que tem esvaziado de areia as praias a sul, das auto-estradas vazias que todos estamos a pagar, da linha do Oeste que é como se não existisse, das urbanizações tipo bairro social das periferias, e de tantas outras coisas que deveriam ter merecido que as pessoas saíssem de casa para exigir respeito e que se decidisse pelo interesse comum. Não sendo lícito que tudo estivesse hoje melhor, a verdade é que há vários exemplos, alguns deles referidos nesta edição, de como a contestação popular conseguiu alterar o rumo dos acontecimentos. De como o povo conseguiu impor a sua vontade. Afinal, vale a pena! João Nazário PUBLICIDADE CLÍNICA MATERNO INFANTIL DE LEIRIA > Alexandra Luz - Pediatra > Alicia Rita -Obstetra Ginecologista > Bilhota Xavier - Pediatra > Manuela Soares - Pedopsiquiatra > João Morgado - Ortopedista > Matos Cabeças - Psiquiatra e Sexologia Clínica> Alexandre Pena - Psicólogo Clínico > Inês Lopes - Terapeuta da Fala > Raquel Oliveira - Dietista > Paulo Enes - Otorrinolaringologista > Prof as. Amélia do Vale e Isabel Lopes - Oficinas do comportamento e apoio ao estudo (solicitar informações complementares Consultas por marcação todos os dias úteis a partir das 14.00h R.Paulo VI- Ed. Olhalvas Piso 0, Porta 2 A, 5 E Leiria Tm Tel

4 4 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Abertura Quando o povo é quem mais ordena Movimentos O défice de mobilização é uma das características dos portugueses, que recorrentemente dizem protestar para quê?. Mas, há na região exemplos de movimentos de contestação que tiveram sucesso. As lutas contra as portagens no Oeste, a construção de uma central de asfalto em Alqueidão da Serra (Porto de Mós) ou a demolição da antiga capela do Olival (Ourém) são alguns desses casos Maria Anabela Silva Feliciano Barreiras Duarte tinha apenas 29 anos quando, em 1997, foi convidado para liderar o Movimento Cívico Contra as Portagens do Oeste. O então jovem advogado, que trabalhava como consultor jurídico da ARESP (Associação da Restauração e Similares de Portugal), viria a tornar--se, a par do já falecido Júlio Sebastião, o principal rosto de um dos movimentos cívicos da região de maior sucesso, que conseguiu garantir a isenção de portagens no troço da A8 entre Caldas da Rainha e Bombarral. Isenção que ainda se mantém, mesmo depois da recente introdução de pagamento nas ex- SCUT (auto-estradas sem custo para o utilizador). Hoje, professor universitário e deputado na Assembleia da República, depois de várias passagens pelo Governo, como secretário de Estado, Feliciano Barreiras Duarte diz que o sucesso do movimento se deveu ao facto de não se limitar a protestar e de ter definido vários critérios de actuação, entre os quais as manifestações. Antes de irmos para a rua, começámos por chamar a atenção dos órgãos de soberania para a injustiça que seria a introdução de portagens naquela via, que tinha sido construída para ser um IC [Itinerário Complementar] e não uma auto-estrada, recorda Feliciano Barreiras Duarte. Seguiram-se depois manifestações, que movimentaram centenas de pessoas, ao mesmo tempo que a comissão recorria à via jurídica. E aqui o movimento meteu uma 'goleada' ao governo de então, chefiado por António Guterres. Foram quatro a zero. Primeiro foi o provedor de Justiça a dar razão ao movimento. Depois, o Tribunal de Contas reconheceu que houve expropriações amigáveis feitas no princípio que não haveria portagens. Seguiu-se a aprovação, por parte da Assembleia da República, de um projecto-lei que extinguiu as portagens. A quarta vitória foi conseguida no Tribunal Constitucional, onde o Governo tentou travar a isenção de portagens, esgrimindo argumentos com base num parecer jurídico elaborado conceituado professor de Direito Diogo Freitas do Amaral. A comissão respondeu, recorrendo a um advogado estagiário... Feliciano Barreiras Duarte. Já nos rimos, eu e o professor, com esse episódio, recorda o jurista, natural do Bombarral. O movimento contra as portagens na A8 é um dos protestos de sucesso na região. Mas há mais. Em Alqueidão da Serra, Porto de Mós, a população travou a construção de uma central de asfalto e no Olival, concelho de Ourém, foi possível evitar a demolição de uma igreja com origens no século XV. Mais recentemente, os pais de

5 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de MARCELO BRITES (Da esquerda para a direita e de cima para baixo) Pais do Arrabal fecharam a escola a cadeado e no dia seguinte tinham o problema da falta de funcionária resolvido; No Oeste, foi conseguida a isenção de portagens na A8, entre Caldas e Bombarral; Na Maceira evitou-se a co-incineração; Em Alqueidão, travou-se uma central de asfalto ARQUIVO/JL ARQUIVO/JL ARQUIVO/JL Templo foi restaurado e classificado Contestação salvou antiga igreja do Olival da demolição De um lado, estavam alguns, onde se incluía o pároco, que defendiam a demolição parcial da antiga igreja do Olival, em Ourém. Do outro, encontravam-se muitos que se revelavam favoráveis à recuperação total do templo, cuja estrutura actual data do século XV. A contenda, que se arrastou durante mais de 30 anos, foi resolvida através de uma consulta à população, realizada em O resultado revelou-se esclarecedor: das 470 pessoas que votaram, 345 pronunciaram-se pela recuperação total. Iniciou-se, então, um processo de estudo e de reabilitação do imóvel, que ainda não está encerrado, com a substituição da cobertura, reboco e pintura de exteriores, sondagens arqueológicas, consolidação da azulejaria do altar- -mor e restauro do retábulo do altar-mor. Paralelamente, foi dado seguimento ao processo de classificação do imóvel, iniciado em 1986 e que terminou na semana passada, com a publicação de uma portaria, que reconhece o templo como monumento de interesse público. Um reconhecimento agora em letra de lei, já que há muitos anos a população do Olival e do concelho conhecem o valor e a riqueza das suas igrejas, dos bens comuns que fomos cuidando e protegendo, refere o presidente da câmara, Paulo Fonseca. Professor de História, José Poças das Neves acompanhou de perto o processo. Hoje vereador do PSD era, à época do referendo, membro da Assembleia Municipal, onde pugnou pela preservação da igreja. Houve uma acção concertada, entre a população, o presidente da junta e os agentes culturais, recorda o docente, que sublinha também ligação afectiva que havia entre os moradores e o templo. A maioria das pessoas tinha sido baptizada ou casada na igreja, refere, frisando a importância do envolvimento dos agentes culturais não só da freguesia mas também de fora. Esse envolvimento também existiu no caso da capela das Chãs, em Leiria, o desfecho foi diferente, sobretudo, porque grande parte da população local era favorável à demolição. De nada valeram posições de especialistas e de associações de defesa do património de fora da localidade, com o templo a ser totalmente demolido, incluindo a torre sineira, que, numa primeira fase, ainda foi mantida, mas que acabou no chão, tal como a restante capela. duas escolas do Arrabal, em Leiria, conseguiram, em menos de dois dias de protesto, repor uma funcionária que tinha sido retirada. Existem, no entanto, muitos outros casos em que a contestação de nada serviu, ouvindo-se, com frequência, a frase protestar para quê?. Mass media, a montra da mensagem Em Portugal há tradição de uma certa resignação e espírito de sacrifício. Devido a uma ordem do passado, que se prolonga no presente, os portugueses aceitam com resignação o seu próprio destino. Há um défice de mobilização, porque há também um défice de cidadania e de democracia, diz Elísio Estanque. Para o sociólogo, o sucesso ou não de um movimento de contestação depende de muitos factores, como o volume de pessoas que envolve e o impacto sociopolítico da mobilização. A esses factores, Ricardo Vieira, antropólogo, acrescenta um outro: o poder e estatuto social dos interlocutores num processo de negociação social. Uma manifestação pode ser feita por uma maioria demográfica mas sem peso e estatuto social e isso faz toda a diferença. Qualquer contestação assenta numa convicção sagrada de quem a faz, mas isso não significa que haja reconhecimento por parte dos outros, os de dentro da re- gião e os fora, que governam as directivas nacionais, nota o investigador. O docente da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria refere ainda a importância de pensar na estratégia que, para ser eficaz, precisa de reconhecimento e identificação por parte de uma população alargada do território. Elísio Estaque sublinha ainda a importância da mediatização dos protestos. A partir dos anos 60 do século XX os mass media passaram a estar presentes no debate público e tornaram-se um elemento incontornável da esfera pública. Dão visibilidade ao que se passa. São a montra da mensagem e ajudam a agregar e a articular forças diversas. A mediatização terá sido a chave do sucesso do recente protesto dos pais das crianças que frequentam as escolas do 1.º ciclo da Várzea e da Martinela, na freguesia do Arrabal, Leiria. Inconformados com a decisão do Agrupamento de Escolas Dr.º Correia Mateus de colocar apenas uma auxiliar a meio tempo em cada escola, os pais fecharam os estabelecimentos a cadeado durante dois dias, dando nota disso à comunicação social. As notícias sobre o protesto apareceram nas televisões e nos principais jornais nacionais e regionais. No dia seguinte, a situação estava resolvida, com a reposição do horário a tempo inteiro da assistente operacional. O problema seria ultrapassado, porque a direcção do agrupamento já tinha pedido a afectação de mais recursos. Mas, sem o protesto, a resolução seria mais morosa, diz uma mãe que participou no protesto, convicta que a posição de força dos pais apressou a solução. Também altamente mediatizados foram os protestos da população da Maceira contra a co-inceneração de resíduos industriais perigosos (RIP), que acabou por ver satisfeita grande parte das suas reivindicações, quando, em 2000, a Comissão Científica Independente, criada para avaliar o processo, deixou a cimenteira local de fora do processo, optando antes pela de Outão, na Arrábida. O médico Jorge Vieira foi um dos rostos do Movimento Maceira Saudável. Cerca de 14 anos depois, o clínico prefere falar em meia vitória, porque continua a fazer-se no local co-incineração de pneus, mas foram introduzidas alterações que melhoraram substancialmente o processo. Não ficámos pior. A população conseguiu chamar a atenção para um problema, com a nossa posição a ser sustentada em estudos técnicos, recorda, manifestando-se convicto que o sucesso do movimento se deveu, sobretudo, ao facto de ser completamente apartidário, juntando pessoas de todos os quadrantes políticos. Estrutura desmantelada no ano passado Alqueidão da Serra travou central de asfalto No Verão de 2003, soaram sinais de alarme em Alqueirão da Serra, Porto de Mós. Junto à povoação estava a nascer, sem licenciamento, uma central de asfalto. Movida pelo medo e pelos incómodos do cheiro a alcatrão, a população começou a mobilizar-se, com denúncias para as entidades oficiais, que empurravam umas para as outras, recorda João Gabriel, porta-voz do movimento de contestação. À inércia e ao jogo do deixa andar dos organismos oficiais, os moradores responderam com acções de protesto, como uma manifestação junto à obra, que avançava a passos largos, e um abaixo-assinado a exigir a demolição da central. Entretanto, a população ganhava um novo aliado: a Liga de Protecção da Natureza (LPN), que contestava o facto de a obra avançar numa zona classificada pela Rede Natura 2000, devido à existência de uma importante área de carvalhos. Aos poucos, os vários organismos foram reagindo, confirmando a ilegalidade da obra e emitindo pareceres negativos. A central nunca funcionou e acabou por ser demolida no último Verão. Este processo foi uma andorinha, que, infelizmente, não faz a Primavera, diz João Gabriel, que acredita que o sucesso da contestação se deveu ao aproveitamento de um conjunto de circunstâncias que se criaram, como o facto de a obra ter sido construída em Rede Natura, metendo os ambientalistas ao barulho. Por outro lado, houve a feliz coincidência de, durante o processo, o Presidente da República fazer uma visita temática ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Com o apoio dos assessores de Jorge Sampaio, fizemos uma manifestação e entregámos-lhe um dossier sobre o assunto. Fiquei com a sensação que iríamos ganhar a batalha. Pelo meio, houve ainda tempo para a população enviar centenas de postais de Natal às entidades oficiais a pedir, como presente, a demolição da central, que chegou dez anos depois.

6 PUBLICIDADE 6 Jornal de Leiria 20 de Janeiro de 2014 Abertura Poluição na bacia do Lis e saída de Leiria do aterro sanitário da Valorlis Causas perdidas... ou quase Formações sempre a iniciar:. Microsoft Windows 7, Word, Excel, Powerpoint, Outlook, Access.. Internet. Inscreva-se Já! tel: fax: facebook.com/grupocps Maria Anabela Silva A luta contra a poluição na bacia do Lis, nomeadamente na Ribeira dos Milagres, arrasta-se há décadas e parece longe de um final feliz. Nos últimos 30 anos, houve manifestações de rua, abaixo-assinados, queixas na Comissão Europeia e em outras instâncias nacionais, mas o problema não só persiste como parece sem solução à vista, com o falhanço das soluções que vão sendo sucessivamente anunciadas. Este arrastamento do problema, a par de um sentimento de impunidade e de inércia das entidades oficiais, tem feito esmorecer a luta, que só ainda não terá morrido devido à persistência e tenacidade de dois homens: José Carlos Faria, primeiro porta-voz da Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres, e de Rui Crespo, que, nos últimos anos, tem desempenhado essa função. É ele que diariamente vai 'vigiando' a ribeira e denunciado as descargas mais violentas às forças de segurança, muitas das quais, acabam por cair em 'saco-roto'. O actual porta-voz da comissão, que nasceu e cresceu junto à Ribeira dos Milagres, não esconde um certo desalento. Parece, cada vez mais, uma luta solitária e inglória. Depois de tantos fracassos, as pessoas já não acreditam numa solução para o problema. Parece até que deixaram de se indignar com as descargas, desabafa Rui Crespo, que lamenta a falta de apoio da junta de freguesia dos Milagres. Com a mudança de presidente, que ocorreu nas últimas eleições, desafiámos o novo a aliar-se à comissão, mas ainda não tivemos qualquer manifestação de apoio da sua parte. Parece que continua do mesmo lado da barricada, critica o dirigente, que já, por várias vezes, se sentiu ameaçado, com telefonemas anónimos. Já senti na pele o peso das minhas movimentações, revela o porta-voz da comissão, para quem o amor à ribeira, onde brincou enquanto criança e jovem, ainda o mantém na luta. Até quando, não sabe responder. Perdida foi a luta pela saída de Leiria do aterro sanitário da Valorlis, que, em 2006, deveria ter sido transferido para Pombal, seguindo o princípio da rotatividade previsto no acordo parassocial da empresa. Na ocasião, foi criada a Associação Ambiente Saudável e Cidadania do Litoral Estremenho, liderada por Dionísio Rodrigues, que se destacou na luta contra a manutenção do aterro na Barosa. Houve manifestações, uma das quais por ocasião das comemorações do Dia da Cidade de Leiria, a 22 de Maio de 2007, mas acabou por prevalecer a decisão da Assembleia Geral (AG) da Valorlis, constituída pelos cinco municípios (Bata- Investimentos em estádios Brasileiros contestam, leirienses aplaudiram Nos últimos meses, várias cidades brasileiras têm sido palco de manifestações contra o Campeonato do Mundo de Futebol, que o país irá acolher este ano. Nas ruas, os manifestantes pedem mais investimento na educação e na cultura e transportas públicos mais baratos e contestam o dinheiro gasto na construção de estádios para colher o mundial. Este movimento contrasta com a forma como os portugueses, e os leirienses em particular receberam o Euro'2004. No auge da política de investimento em grandes obras públicas, como a Expo'98 e o Centro Cultural de Belém, a generalidade da população viu com bons olhos a realização do evento. Mas, os tempos eram de fartura e, no caso de Leiria, falava-se de um investimento de 19,5 milhões de euros (25% assumido pela Administração Central e o restante por fundos comunitários), sem encargos para a câmara. A realidade foi, no entanto, bem diferente. A obra já vai em 108 milhões de euros e tem-se revelado o principal obstáculo para a realização de outro tipo de investimentos no concelho. ARQUIVO&JL ARQUIVO&JL Em 2006, foi criado um movimento contra a manutenção do aterro da Valorlis em Leiria, mas sem sucesso; A luta contra a poluição da Ribeira dos Milagres arrasta-se há décadas lha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós) e pelo Estado, através da Empresa Geral de Fomento (EGF). Em Dezembro de 2004, a AG da empresa tinha aprovado a manutenção do aterro em Leiria, alegando que seria mais rentável manter a estrutura no local, evitando, assim, custos com a transferência do equipamento e o aumento dos gastos, com o transporte de resíduos, que encarecia as tarifas. A questão volta a agora a estar em cima da mesa. No momento em que o Governo se prepara para privatizar a EGF, que detém 51% do capital social da Valorlis, persiste a dúvida: irá o privado que vencer o concurso público respeitar o principio da rotatividade contemplado no acordo parassocial? A resposta poderá ser conhecida nos próximos tempos.

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8 8 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Entrevista Mário de Oliveira o polémico autor do livro Fátima nunca mais, esteve em Leiria para apresentar a sua nova obra, Jesus segundo João. Em entrevista ao JORNAL DE LEIRIA, o padre Mário falou do Cristianismo laico, cujo fundamento é o dinheiro, no projecto de sociedade idealizado por Jesus e revisitou as razões por que entende que Fátima foi um teatro Este cristianismo eclesiástico está à beira da falência Jacinto Silva Duro De que fala o seu novo livro Jesus segundo João, o 4.º Evangelho, traduzido e anotado, como nunca o conhecemos? Este livro é o tradicional 4.º Evangelho canónico. A maior diferença que tem é a tradução, que procura ser mais fiel ao grego original do que as habituais traduções. Percebe-se que houve desvios do texto original. Às vezes, à procura da palavra certa, à falta dela em Português, faz-se uma paráfrase para substituir a palavra grega. Procurei também um Português actual, escorreito, sem extensas notas de rodapés. O resultado final foi uma Revelação ou um Apocalipse? É uma Revelação que pode ser apocalíptica. Num sentido positivo, aparece-nos um Jesus que tem um projecto que não é religioso mas político, de sociedade. Sendo um projecto com essa natureza, iria ao encontro dos gostos de muita gente que se organizava politicamente contra a ocupação romana... Jesus tem a expectativa de agradar, antes de mais, aos dirigentes do seu povo, contudo, para seu espanto, não agrada. Os primeiros a colocarem-se contra ele são, precisamente, da casta dirigente. Depois de analisar o assunto, percebe que, se entrar de rompante, será logo abatido, e, em alternativa, faz um percurso, na clandestinidade, recorrendo a uma linguagem codificada, juntando discípulos e outros que queiram aderir ao seu projecto. É por isso que só se revela aos 33 anos? É. Este Evangelho mostra o judiocristianismo que se formou com uma traição a Jesus. A ideia que se criou dele a seguir à sua morte, é contra Jesus. É por isso que não conhecemos Jesus. Isto é uma coisa apocalíptica positiva, porque o revela como foi historicamente e o seu projecto político, que é uma alternativa à sociedade que existe, que não vive em política, mas sob o poder político. Política é o cuidado da cidade, da polis, da sociedade... e poder político é o domínio sobre a sociedade. Jesus traz um projecto político sem poder. É uma coisa louca! É algo que ainda hoje parece impensável. Um projecto sem poder, sem intermediários, onde as comunidades é que têm de crescer para se tornarem donas dos seus próprios destinos, organizadas umas com as outras, como se fossem organismos vivos... em simbiose, como acontece com o nosso corpo, que funciona sem patrões. Também é apocalíptico negativo? É! Porque vai derrubar este Cristianismo Eclesiástico que está à beira da falência. Estamos num tempo pós- -cristão. As novas gerações estão a nascer fora do cristianismo ou a saltar fora dele. A Cúria Romana ainda existe e tem alguma influência, mas, ela mesma é um outro cristianismo. Entretanto, houve um cristianismo que nasceu com a Revolução Francesa e se laicizou. Não é eclesiástico. Começam a pesar os aspectos laico, secular e ateu. Jesus segundo João é um evangelho apocalíptico que ajuda a derrubar este Cristianismo Eclesiástico de dois mil anos que vai estourar... que tem de estourar, pois é bom para a Humanidade que estoure. Mas, há um perigo que fica; este Cristianismo Eclesiástico é perverso e estruturalmente mau, desde o princípio e gerou um filho: o Cristianismo Laico. O Cristo do Cristianismo Eclesiástico, Cristo da Fé, das teologias e cristologias, que substituiu Jesus, é um mito. Ninguém pode desmentir-me. É um mito de poder. Cristo quer dizer poder invicto. No Cristianismo Laico, o Cristo é o dinheiro, é o poder financeiro. E o Cristianismo Laico é ateu, agora que é chique ser-se ateu. É o ídolo que reiteradamente se faz passar por Deus verdadeiro. Apresenta-se omnipotente, omnisciente, omnipresente... controla todos os nossos passos. Só nos falta meterem um chip na cabeça quando somos bebés, a pretexto de que é preciso melhorar a segurança e mais não sei o quê. O grande poder financeiro é global, ao contrário do Cristianismo Eclesiástico, que é apenas parcial, e não apanha todas as nações da Terra. Os melhores cérebros da sociedade estão a ser comprados para estarem ao serviço desse grande senhor e as pessoas querem todas ser seleccionadas e escolhidas por ele. Quando o são, ficam todas orgulhosas, quando, em verdade, estão a contribuir para a destruição de todos os seres humanos, com a sua originalidade, matriz, liberdade e criatividade. Escreveu há tempos, acerca de outras letras de sua autoria, que não há, nunca houve, identidade entre Jesus e Cristo. Não são sinónimos. São antónimos. O que quer dizer com esta ideia? Cristo é um mito e Jesus é histórico, como você e eu. Refiro-me ao Jesus histórico de antes do Cristianismo. No meu livro, explico como é que aparecem as bases que levaram à criação Em destaque Passar pela morte é uma condição para a vida prosseguir. No conflito que opõe Jesus aos dirigentes do judaísmo, quem tem razão? Com quem está Deus? do Cristo. De Jesus, nunca resultaria Cristianismo. Um ismo é uma doutrina, uma ideologia uma concepção do Mundo. Jesus jamais criaria um ismo e ele foi assassinado por um desses ismos! Todo o ismo é poder e Jesus histórico nunca se afirmaria com um ismo. Essa é a grande tentação a que ele resiste até ao fim. Nunca o ser humano se desenvolveu tanto como Jesus. Ele atinge o limite e ultrapassa-o. A ressurreição de Jesus é rebentar com os limites. Com a morte. Ele abre uma porta no muro da morte para horizontes que desconhecemos. Para os descobrirmos, teremos de passar por lá. Passar pela morte é uma condição para a vida prosseguir. No conflito que opõe Jesus aos dirigentes do judaísmo, quem tem razão? Com quem está Deus? Esses dirigentes invocaram o deus da Bíblia para o matar. Se o crucificam em nome desse deus, então Jesus é um maldito perante deus. Mas fica um conflito teológico... Deus toma partido por Jesus, que é judeu, porque o ressuscita... mas se ele foi morto em nome do deus da Bíblia, então é a própria Bíblia a ser colocada em questão.

9 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de ENTREVISTA COM O APOIO DE: PUBLICIDADE Detido pela PIDE O capelão militar que falou de independência Lúcia sequestrada Negação de Fátima O deus de que fala a Bíblia é outro deus e não é o de Jesus. A ressurreição, em última instância, acaba por dar a razão a Jesus. Não são os homens do poder, os dirigentes quem a têm, mas a vítima. Os poderosos representam o tal deus que é laico, que se apresenta pelo indiscutível poder financeiro. Que análise faz do Papa Francisco? O cidadão Jorge Mário é um homem simples e surpreendente. É simpático e sensível, fez uma caminhada complicada e nem sei como foi que o deixaram chegar a cardeal... Mas, ao chegar a esse posto, parece-me que o ser humano se evaporou dele. Mantém os gestos... mas nada é autêntico. São gestos feitos pelo poder. Quando o poder começa a ter gestos humanos, mostra o seu lado de actor. É uma paródia do poder que é. Faz isso para entronizar o poder e para tornar a Cúria Romana, que estava em descrédito, mais aceite. A Cúria é uma grande Máfia, a maior do Mundo e são os interesses mafiosos que sopram os nomes aos ouvidos dos cardeais, não é o Espírito Santo. Ele era a pessoa ideal para responder ao buraco negro em que se tinha transformado a Cúria com os dois papados anteriores: João Paulo II e Bento XVI. João Paulo II é o responsável pelo encobrimento de todos os crimes relacionados com a pedofilia... e vão fazer dele um santo! É o grande responsável pela destruição do Concílio Vaticano II e foi um dos bispos que votou contra a encíclica Lumen gentium [Constituição Dogmática que era um dos documentos fundamentais do Concílio]. Até chamou para perto de si o cardeal Ratzinger que fez um teologia revanchista contra o Vaticano II e humilhou os teólogos da libertação. Depois, continuou o trabalho como Papa, porque João Paulo II o indigitou antes de morrer. O Jorge Mário era o ideal para lidar com o buraco negro provocado pela pedofilia e escândalos financeiros. Nem fazemos ideia... Só conhecemos a ponta do iceberg da pedofilia. Parece-lhe que o Papa trará algo de novo para as questões do casamento dos padres, do sacerdócio das mulheres ou a aceitação da homossexualidade? Ele poderia trazer, mas não vai querer. Mário Pais de Oliveira, também conhecido por padre Mário de Oliveira, nasceu a 8 Março 1937, em Lourosa, Santa Maria da Feira. Polémico e é um homem anti- -sistema. Gostaria de ver o mundo transformado à imagem do projecto político que, diz, Jesus teria para o Mundo; uma espécie de organismo vivo onde as comunidades crescem, para se tornarem donas dos seus próprios destinos, organizadas umas com as outras. Muito crítico em relação ao actual papel da Igreja no mundo, Mário de Oliveira é conhecido por tentar desmontar o mito de Fátima e apresentar provas que desmentem as aparições de Fátima. Acusa a Igreja Católica de ter abusado psicologicamente dos três videntes, a ponto de duas delas terem morrido de pneumonia por estarem fracas devido aos jejuns religiosos, e trancado a sobrevivente num convento. Em Outubro de 1950, entrou no Seminário da Diocese do Porto, passando depois pelo Seminário de Trancoso, Seminário de Vilar, Gaia, e Seminário da Sé, Porto. A 5 Agosto 1962 foi ordenado padre e, em 1967, como capelão militar, foi para a Guiné-Bissau. Foi expulso por ter falado do direito dos povos colonizados à independência, nas missas. Teve duas paróquias a seu cargo, antes de, em 1973, ter sido afastado por dar cobertura a actividades consideradas subversivas e no seguimento de duas detenções pela PIDE. Foi jornalista do jornal República e é director do jornal Fraternizar, de que é também fundador. Isso implodiria o seu papado. A igreja é uma invenção dos Homens. Por exemplo, essas regras que impedem o casamento dos padres são uma invenção da elite e não tem nada de divino. Foram feitas por conveniência para aumentar o poder da Igreja. As leis do celibato fazem duas coisas: afirmam o domínio total sobre a consciência e sexualidade dos outros e garantem que o património eclesiástico é intocável, porque não havendo filhos dos casamentos dos padres, não há herdeiros. A elite tem os melhores servidores, que são eunucos a quem podem colocar onde quiserem porque eles não evocam razões de família e até são capazes de dar a vida pelo sistema que os está a escravizar. Impedir, por uma lei, que alguém seja mãe ou pai é uma aberração. Em 1968, foi expulso de capelão militar por ter ousado rezar com os indígenas da Guiné pela autodeterminação. Os clérigos de hoje deveriam falar do que se passa no País nos seus sermões? Sou padre e pode parecer estranho dizer isto, mas, deles, espero apenas que façam o que sempre fizeram. Estão casados com o poder do momento. Se o poder actual é este, agrada-lhes, como agradou o fascismo, durante Salazar! Agrada à larga maioria dos padres ser assim. Estão nas suas paróquias e ninguém mete o bedelho. Tratam o dinheiro como entendem, mesmo que jurem que vai uma parte para a diocese. Só vai se eles quiserem, porque não há nenhum controlo, como há no Estado. A malta anda toda equivocada quando espera da Igreja e da sua hierarquia posturas proféticas. Se alguém tem a audácia de dizer coisas diferentes, como acontece com o bispo Januário Torgal Ferreira, apanha logo no corpo e os outros tiram-lhe o pio... descredibilizam- -no. O D. Januário era porta-voz da Conferência Episcopal e tiraram-no. Meteram lá o jesuíta que é muito mais fiel, fez voto de obediência ao Papa e diz só o que convém à Igreja. Tirando o Januário, evitou-se um grande perigo. Ainda por cima, ele era o bispo das Forças Armadas e se ele incendiava aquilo, podia haver um levantamento militar e policial e lá se ia a cúpula da Igreja e do poder político!, pensam eles. Fátima foi imposta à Igreja pelo Povo e não o contrário? Foi o cardeal Cerejeira, que era unha e carne com Salazar, quem disse essa baboseira. O que o cardeal nunca pensou foi que um dia, alguém a julgar que faria muito bem à mentira de Fátima, resolvesse publicar a sua documentação crítica. No entanto, essa documentação é a negação de Fátima. Fica provado que é uma invenção do clero que, por estratagema, consegue envolver a população católica, revoltada com a República, implantada há sete anos, devido à perseguição aos padres e à nacionalização do espólio da Igreja. Aparece na sequência da historieta, também inventada para justificar o mito da Imaculada Conceição, da Senhora de Lourdes. Fátima é a Lourdes Portuguesa... se lá pegou, aqui também pega. O próprio jornalista d'o Século que escreveu o artigo O Sol Bailou em Fátima, estava engajado para aquela aldrabice. Até era antigo seminarista. Teve uma sorte dos diabos de ter ali tudo ao lado. Só ele é que teve oportunidade de ver o sol dançar, mas o fotógrafo que o acompanhava não viu nada. E os três pastorinhos? É um teatro... a Lúcia é a mais velha. Só ela é que fala. Faz perguntas à árvore e só ela ouve as respostas. O Francisco não ouve nada. A Jacinta, que é a mais pequenina, só ouve a prima dizer que os pecadores vão todos para o Inferno. Interiorizou aquilo de tal maneira que passou o resto da curta vida a auto-destruir-se em sacrifício para salvar os pecadores. Vivia apavorada pelas labaredas do Inferno. E que pecados podem levar ao Inferno?, perguntava ela. Dar um beijo, não ir à missa, não rezar o terço... Queria salvar os pecadores e não comia, nem bebia. Veio a pneumónica e matou os mais frágeis. A Lúcia resistiu porque era mais velha e não era burra. Qual foi o papel da Igreja? O clero de Ourém estava todo metido. O cabecilha foi o cónego Formigão. O clero criou um teatrinho e pôs as crianças a fazerem-no. Se uma criança souber que o que está a dizer agrada ao senhor abade, ainda diz mais... é mimética e agrada a quem lhe dá pão e protecção. Mas a senhora de Fátima nem sequer salvou os seus outros dois videntes e a Lúcia foi sequestrada o resto da vida. Quanto tinha 14 anos foi metida num asilo, formatadinha para ser freira... depois, foi enfiada nas Carmelitas, para não poder ser contactada por ninguém. Nas memórias dela, fala de aparições em todo o lado, até na casa-de-banho! Andava alucinada. Não sabia ler nem escrever e, no convento, era maltratada. Tinha de fazer os serviços mais sujos na congregação. Só para o exterior é que era apresentada como a vidente. Lá dentro, era humilhada!

10 10 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Sociedade Grupo Desportivo de Monte Real luta contra afogamento Inundações Agricultores e pequenos empresários ainda não conseguiram contabilizar os prejuízos com as cheias, mas prevêem que ascendam a milhões de euros Elisabete Cruz As margens do rio Lis sofreram três rombos na semana passada, provocando prejuízos avultados. O Grupo Desportivo (GD) de Monte Real está literalmente submerso. É possível sinalizar o campo de futebol através da trave de uma das balizas que espreita debaixo do rio. Tudo o que o clube tinha está debaixo de água, desabafa Ilídio Lopes, presidente do GD Monte Real. Equipamentos de jogo e treino, material administrativo, computadores, bolas, a carrinha e o bar do clube ainda se encontram inacessíveis. Estávamos a treinar e 45 minutos depois de termos terminado o treino ficou tudo debaixo de água, relata o dirigente. Ainda sem contabilizar os prejuízos, Ilídio Lopes procura resolver o problema imediato: manter a actividade das centenas de crianças. Ando a ligar para todo o lado para conseguir campos para treinar, desabafa. O clube tem mais de 100 atletas nas diferentes camadas jovens e o presidente quer garantir que as portas não se vão fechar após a tempestade. João Silva perdeu a sua carpintaria. Com um olhar meio perdido, consegue ver ao longe apenas o telhado. Só as termas é que parece que são importantes. Ninguém nos vem perguntar se precisamos de alguma coisa. Estão mais de dez quilómetros de extensão submersos, adianta o empresário. A oficina de carpintaria era o seu ganha pão. Um pequeno agricultor desabafa que perdeu todas as culturas que tinha. Vamos ver se consigo avançar com as sementeiras de Verão. Tenho mais de 200 litros de adubo e não sei o que fazer com ele. Não o posso devolver, lamenta. O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, acrescenta ainda os prejuízos no parque desportivo, que está perdido, pois a água chegou a um metro e meio de altura. Contabilizar os prejuízos de mais de uma centena de agricultores, entre aqueles que se dedicam a tempo inteiro à actividade e os que a usam a tempo parcial, ainda não é possível. Mas, somando os estragos com o equipamento, as culturas perdidas e o trabalho que ainda terá de ser feito na terra Uziel Carvalho, presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Extensão da inundação provocada pelos rombos no rio Lis 2 e 3.ºs rombos na zona da Galeota,Vieira de Leiria, por onde a água voltou a entrar no leito do rio Fonte: Google Maps com a colaboração de Henrique Damásio 'Troca de galhardetes' na câmara PS e CDU reclamam intervenção urgente Os deputados do PS eleitos por Leiria, que visitaram a zona afectada na segunda-feira, defenderam uma intervenção urgente para estancar as inundações no Vale do Lis. Os socialistas entendem ainda que a intervenção global no sistema de rega do Vale do Lis, há muito reclamada, tem de ser uma prioridade para o Governo. Essa mesma exigência foi feita, na semana passada, por João Ferreira, cabeça-de-lista da CDU às eleições europeias no final de uma visita à região. O eurodeputado frisou a necessidade canalizar verbas do novo quadro comunitário para a renovação do sistema de rega e para o emparcelamento do Vale do Lis, de forma a dinamizar a 1600 metros produção agrícola. As inundações no Vale do Lis originam uma 'troca de galhardetes' na reunião de câmara de Leiria de terça-feira, entre oposição e maioria. Os vereadores do PSD, pela voz de Álvaro Madureira, lamentaram a lentidão do executivo na resposta à calamidade, defendendo que a autarquia deveria, em tempo útil, ter feito um enrocamento para tapar os rombos nas margens com recurso a desperdício de pedra proveniente de explorações da região. Em resposta, o vice-presidente, Gonçalo Lopes, criticou os sociais-democratas por tentarem tirar dividendos políticos da desgraça alheia. MAS Rio Lis Spa das Termas de Monte Real Lis, aponta uma estimativa: não estarei a exagerar se falar em um milhão de euros de prejuízos. O agricultor adianta que cerca de700 dos 2140 hectares de terrenos agrícolas existentes no Vale do Lis foram afectados pelas cheias. Outro problema que se pode colocar é o refluxo da água do mar, que com a agressividade das marés, pode levar à mistura da água salgada com água doce, alerta Raul Castro, prometendo tentar minimizar esta situação. Numa visita à zona afectada, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, prometeu a construção de uma nova infra-estrutura de regadio para os agricultores dos campos do Lis. "O projecto está feito. Foi aprovado pelo Proder [Programa de Desenvolvimento Rural], mas, por falta de dotação financeira do Orçamento do Estado para complementar os fundos comunitários, a tutela teve 1.º rombo, junto à pista de pesca, com a consequente saída da água do leito do rio 1060 metros de o suspender", explica. O governante assegura que esta é uma obra "prioritária" e já está inscrita no quadro comunitário de apoio 2014/2020. "Diria que em 2015 ou 2016 existirão condições para avançar", prevê. Segundo Francisco Gomes da Silva, a forte precipitação que se registou não só em Portugal, como em Espanha, "provocou um pico de caudal em termos de volume e de velocidade do rio e as estruturas não aguentaram", havendo galgamentos, fragilização das margens e colapsos de algumas zonas." O projecto de reabilitação passa pela reparação de uma parte da infraestrutura de rega, "onde estão os diques, para que haja capacidade de resistir a algumas contrariedades climatéricas que vão sempre surgir". Com a melhoria do tempo, as máquinas já avançaram para o terreno e, segundo Uziel Carvalho, o primeiro rombo ficaria semi-fechado entre ontem e hoje.

11 Sociedade Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de Lions organiza baile solidário em Leiria O Lions Clube de Leiria organiza, no sábado, o 12.º Grande Baile do Lis, cujas receitas se destinam a apoiar instituições de solidariedade. O evento realiza-se no restaurante Os Morgatões, na Boa Vista, a partir das 19:30 horas. As reservas podem ser feitas por telefone ( / ) Plano de reflorestação prevê introdução de novas espécies Junta dos Marrazes vai retirar eucaliptos da mata Vítima tem 13 anos Professor suspeito de abuso sexual Maria Anabela Silva Um pulmão verde a precisar de tratamento. É este o diagnóstico que Isabel Afonso, presidente da Junta de Marrazes e Barosa, faz da mata que envolve a sede da união de freguesias, a precisar de uma intervenção que lhe devolva a dignidade de outros tempos. A autarquia tenciona iniciar, este ano, um plano de requalificação, a executar ao longo do mandato e que prevê a retirada de eucaliptos, de pinheiros doentes e de espécies invasoras, como acácias, e a reflorestação com novas árvores, onde se incluem azinheiras e carvalhos. Isabel Afonso reconhece que a eliminação dos eucaliptos pode ser polémica, mas defende a medida com questões de segurança, alegando que há algumas árvores de grande porte a ameaçar pessoas e bens, nomeadamente, junto à sede do Rancho Folclórico da RICARDO GRAÇA/ARQUIVO Junta quer investir 200 mil euros na mata os próximos quatro anos Região de Leiria, que funciona numa antiga casa de guardas florestais. A intervenção abrangerá também a reflorestação da antiga Carreira de Tiro, uma parcela com cerca de metros quadrados que, no ano passado, foi comprada pela Junta ao Estado, por cerca de 131 mil euros, pondo fim a um longo processo de disputa que opunha a freguesia ao Ministério da Defesa. A compra abriu caminho à arborização daquela área, até porque o despacho que autoriza a venda frisa que o local apenas pode ser usado para reflorestação e que, caso lhe seja dado um destino diferente, a parcela reverte para o Estado. Vamos em breve lançar um concurso público para a limpeza do solo da antiga carreira de tiro e a colocação de um novo substrato vegetal, adianta a presidente da Junta, revelando que o local será arborizado com recurso a espécies de crescimento mais lento, como a azinheira e o carvalho. A ideia, diz, é criar uma mancha vegetal com características diferentes da restante mata. Nos próximos quatro anos, a Junta pretende investir 200 mil euros na requalificação da mata. Para este ano, o orçamento da autarquia prevê uma dotação de 50 mil euros, acrescidos de 40 mil previstos para a beneficiação do parque de jogos. Um professor e um estudante suspeitos de abuso sexual sobre uma adolescente de 13 anos estão proibidos de frequentar a escola e de se aproximarem da vítima. O juiz de instrução criminal determinou que o docente, de 40 anos, aguardasse em liberdade o desenvolvimento do inquérito, condicionada ainda a apresentações diárias em posto policial da área da residência. Já o outro arguido, de 20 anos, está igualmente proibido de contactar a vítima e tem de se apresentar quinzenalmente no posto policial. Em comunicado, a PJ anunciou ter detido um professor e um estudante, pela alegada prática de crimes de abuso sexual de crianças. A PJ explicou que os arguidos, solteiros e sem antecedentes criminais, terão praticado vários crimes de abuso sexual de crianças sobre uma vítima 13 anos. Todos frequentavam o mesmo estabelecimento de ensino. Os arguidos incorrem num pena entre três a dez anos de prisão. Habitação em risco de ruir nas Cortes Casa terá sido construída em cima de nascente PUBLICIDADE A casa que está em risco de ruir, na localidade de Lourais, em Cortes, Leiria, terá sido construída por cima da antiga fonte da aldeia. Segundo referiu o vereador Lino Pereira, durante última reunião de câmara, com base em testemunhos de pessoas da localidade, a habitação ocupa uma zona onde antes existia uma nascente, que terá sido soterrada. Com os níveis de pluviosidade registados, é natural que a nascente tenha rebentado e provocado a instabilidade dos solos, adiantou. A casa, licenciada pela câmara em 2007, encontra-se em risco depois de uma deslizamento de terras que a suportavam, obrigando os moradores abandoná-la. Em declarações à agência Lusa, o proprietário disse que a casa tem cinco anos, está bem construída e tem seguro contra tempestades e inundações. A seguradora fez uma peritagem e estamos à espera de uma solução que queremos rápida. Neste momento estamos a pagar duas casas, uma onde não podemos viver e outra que foi arrendada, acrescentou o proprietário. LUÍS MENDES Moradores foram obrigados a arrendar outra casa

12 12 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Sociedade Desentendimento entre paróquia de Vieira de Leiria e comissão fabriqueira foi há um ano Encerramento de centro paroquial indigna população da Passagem Daniela Franco Sousa A Paróquia de Vieira de Leiria e a comissão fabriqueira que dinamizava o Centro Cultural Paroquial da Passagem desentenderam-se há um ano. Desde então este espaço, que foi alvo de vários melhoramentos e tinha café, cozinha, recebia matinés de dança, teatro e marchas populares, passou a cingir-se a aulas de catequese e à festa da padroeira. A população, que trabalhou e contribuiu financeiramente para o projecto, está indignada com a perda. É pena, lamenta Maria Gomes, lembrando o investimento que lá foi feito, o trabalho e ajuda monetária prestada pela comunidade para reabilitar o espaço. Como mãe, Maria Gomes lamenta sobretudo o facto de o equipamento estar encerrado quando poderia servir mais às crianças da escola básica do lugar. É mal empregado estar fechado, observa Joaquim Car- Marinha Grande Munícipes reclamam de avarias na biblioteca A avaria de dois computadores e da fotocopiadora da Biblioteca Municipal da Marinha Grande suscitaram a reclamação de um munícipe, que também não encontra motivo para que num espaço público como aquele, que é servido por rede wireless, não seja permitida a utilização de computadores portáteis dos leitores. A queixa partiu de Ernesto Silva que, na última reunião de câmara, expôs a sua experiência naquela biblioteca há cerca de três semanas, e apontou como bom exemplo outros municípios do distrito de Leiria onde se pode consultar a internet em qualquer computador portátil nos mais variados espaços públicos. Álvaro Pereira, presidente da autarquia, declarou que a situação seria averiguada. Presente na mesma reunião, outro munícipe, Joaquim Andrade, confirmou ao JORNAL DE LEIRIA a situação das avarias na biblioteca, problema que, segundo ele, já se verifica há muito mais do que três semanas. Com vista a preparar o centenário das aparições, que se celebra em 2017, o Santuário de Fátima vai promover um conjunto de obras, quer no recinto quer na sua envolvente, com o objectivo de melhorar as condições de acolhimento dos peregrinos. Neste momento, decorrem já trabalhos em alguns parques de estacionamento, onde segundo o padre Cristiano Saraiva, administrador do Santuário, serão criadas novas zonas de lazer, incluindo três áreas cobertas para a realização de piqueniques, e melhoradas as condições de circulação e de aparcamento dos veículos. Está também prevista a requalificação do interior da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, onde decorrerão trabalhos de limpeza, melhoramentos ao nível da iluminação e restauro de algumas peças de arte. Um trabalho melindroso, reconhece Cristiano Saraiva, adiantando que, a intervenção irá começar depois do Verão e implicará a interdição do tempo para celebrações. Vamos fazer um esforço para que possa continuar aberto para visitas aos túmulos dos pas- Melhoramentos Investimento de 190 mil euros Cerca de 190 mil euros foi o valor que a comissão fabriqueira investiu em obras no Centro Cultural e Paroquial da Passagem, que incluíram melhoramentos na cozinha e no bar, também na capela e casa mortuária, explica Carlos Rolo, antigo membro dessa comissão, que organizava iniciativas de cariz cultural e recreativo abertas a toda a comunidade. Neste montante, Carlos Rolo inclui também cerca de 15 mil euros que a comissão gastou na compra de um terreno próximo do centro cultural e paroquial. Nesta área, recorda o ex-secretário da comissão fabriqueira, pretendia-se construir um armazém onde pudessem ser guardados materiais usados nas festividades. valho, recordando o trabalho que lá foi feito e a dinâmica que tivera com os bailes de domingo. Em 2005, Carlos Rolo foi uma das pessoas desafiadas pelo então pároco local, Bertolino Vieira, para formar uma comissão fabriqueira capaz de dinamizar o Centro Cultural e Paroquial da Passagem. Com a ajuda dessa equipa, a capela, a casa mortuária e o centro receberam obras. E além da catequese, explica Carlos Rolo, o centro passou a ter bar aberto à comunidade todos os fins-de- -semana, matinés regulares, espectáculos de teatro e até marchas populares. Durante esses anos, com o conhecimento do pároco, toda a actividade era atribuída à personalidade fiscal da Paróquia de Vieira de Leiria. No entanto, explica Carlos Rolo, o novo pároco veio defender que a actividade comercial do bar não poderia manter-se associada à paróquia, que apenas podia desenvolver iniciativas religiosas. Uma das possibilidades apresentadas pelo novo padre, Sérgio Henriques, foi a criação de uma associação, com personalidade jurídica própria. Mas o contrato de comodato, que esteve prestes a ser celebrado não chegou a concretizar-se. As condições propostas pela igreja não agradaram à comissão, pois a paróquia reclamava o direito de usar o centro nos dias de festa da Passagem, que eram precisamente os de maior movimento, aponta Carlos Rolo. Sem acordo, cessou a actividade no centro, que passou a abrir apenas para catequese e festa da paróquia. Porque a exploração comercial, essa de facto a paróquia não pode fazer, salienta Sérgio Henriques. Tem de haver um grupo civil que queira assumir essa dinamização, nota o padre, frisando que há interesse da paróquia em disponibilizar o espaço para servir a comunidade. Intervenções nos parques de estacionamento e no recinto Obras na Cova da Iria para preparar centenário das aparições Basílica de Nossa Senhora do Rosário também terá obras RICARDO GRAÇA/ARQUIVO torinhos, referiu o sacerdote durante o recente encontro anual de hoteleiros de Fátima. Na ocasião, Cristiano Saraiva revelou ainda que será construído um novo presbitério no topo do recinto, para substituir o actual, construído como provisório em 1982, por ocasião da primeira visita de João Paulo II à Cova da Iria, e reforçado o coberto arbóreo que envolve o santuário e que foi muito afectado pelo temporal de Janeiro do ano passado. Sem revelar o custo das obras, o sacerdote adiantou que o objectivo é que os trabalhos fiquem concluídos até ao final de Haverá transtornos, mas o objectivo é melhorar as condições de acolhimento dos peregrinos, sublinhou. MAS Marinha Grande Câmara requalifica habitação social Onze fogos dos bairros sociais de Casal de Malta e Camarnal, na Marinha Grande, vão ser alvo de requalificação. Assegurada pela autarquia, a intervenção tem início este mês e implica um investimento superior a 50 mil euros. Os trabalhos consistirão na revisão das redes de electricidade, águas e esgotos, substituição de pavimentos, roupeiros, móveis de cozinha, estores e de vidros partidos, entre outras acções. Ourém Obras de melhoramento no mercado O mercado municipal de Ourém está a ser alvo de obra de melhoramento, com a substituição do revestimento cerâmico existente por reboco pintado e uma nova pintura do edifício. Os trabalhos, executados pelos serviços da câmara, contemplam a reparação e/ou substituição de tubagens do sistema de drenagem pluviais, a reparação das zonas das clarabóias e a substituição de algumas pedras de soleira danificadas. Fátima PCP preocupado com pedreiras em Boleiros O PCP quer conhecer as condições ambientais das pedreiras que funcionam dentro de Boleiros, em Fátima, considerando existirem na localidade várias explorações que "tornam insuportável a vida das populações". Numa pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, o deputado comunista António Filipe, eleito por Santarém, pretende saber o que o Governo tenciona fazer para garantir um mínimo de qualidade de vida à população. Leiria Dia de Baden Powell comemorado Cerca de dois mil escuteiros da região são esperados, no domingo, em Monte Redondo, Leiria, para a assinalar o Dia de Baden Powell, fundador do escutismo. Subordinadas ao tem A grande família de BP, as comemorações começam pelas 8:45 horas, com concentração, seguida de missa presidida pelo bispo D. António Marto e a celebrar no pavilhão do Colégio Dr. Luís Pereira da Costa. Haverá um programa próprio para os pais, que inclui um fórum de discussão.

13 Sociedade Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de Obras inauguradas por ministro da Segurança Social Batalha aumenta vagas em lar e em creche com obras de 1,3 milhões Batalha Tribunal de Contas multa autarca da Golpilheira Maria Anabela Silva Inauguradas na segunda-feira pelo ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, as obras de ampliação do lar de idosos de Reguengo do Fètal e as novas instalações da Creche e Jardim de Infância Mouzinho de Albuquerque permitiriam aumentar a capacidade de resposta do concelho da Batalha nessas valências. No seu conjunto, as intervenções representaram um investimento de 1,3 milhões de euros. António Caseiro, presidente da Direcção da Junta de Acção Social da Paróquia da Batalha, instituição responsável pela construção da nova creche, que custou cerca de 600 mil euros, não escondia o contentamento pela conclusão de uma obra sonhada e muito desejada pela menina Cilinha, como era carinhosamente tratada Maria Ercília Zuquete, fundadora da instituição falecida há três anos e que, se fosse viva, completaria 90 anos na segunda-feira. Esta obra é também uma forma de manter a memória de uma grande benemérita e uma justa homenagem à menina Cilinha, afirmou. A memória de Ercília Zuquete foi também evocada por Paulo Batista dos Santos, presidente da câmara da Batalha, que foi seu aluno. O presidente da Junta de Acção Social aproveitou ainda a presença do ministro para chamar a atenção para as dificuldades de sustentabilidade deste tipo de instituições, num momento em que se assiste à redução das comparticipações das famílias e do Estado. O problema não passou ao lado do discurso de Pedro Mota Soares, que garantiu que o Governo está atento à situação, referindo a aber- Leiria Fados a favor da Liga dos Campos do Lis A Liga Social e Cultural Campos do Lis, em Leiria, promove, no sábado, uma noite de fados destinada a angariar fundos para a instituição, que presta apoio a mais de 80 idosos e a famílias carenciadas, através de uma cantina social. O evento realizase na sede da instituição,na Gândara dos Olivais, às 21 horas. As reservas podem ser feitas por telefone ( / ) ou mail soft.pt). Pedro Mota Soares realçou a importância do trabalho de parceria entre instituições e Estado Protocolo de colaboração Segurança Social muda serviços para a câmara O serviço local da Batalha da Segurança Social (SS), instalado no primeiro andar de um edifício sem elevador, vai ser transferido para a câmara. A mudança acontece ao abrigo de um protocolo a celebrar entre o município e o Instituto de Segurança Social e foi anunciada pelo ministro durante a sua visita à Batalha. Para o presidente da câmara, a mudança irá traduzir-se num ganho muito grande na qualidade do serviço prestado aos utentes, bem como maior comodidade e segurança. Paulo Batista dos Santos nota que o problema persistia há anos, enaltecendo, por isso, a boa colaboração da directora do Centro Distrital da SS na sua resolução. As actuais instalações da SS irão receber uma resposta de cariz social. Ourém Escola vai acolher projecto sénior A antiga escola primária de Alqueidão, em Ourém, irá acolher um centro de dia e de convívio para idosos. O projecto da Associação para a Promoção e Dinamização do Apoio à Família será financiado pelo PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional) e prevê ainda a disponibilização de quarto de emergência destinados a acolher idosos em situações de SOS. O projecto foi apresentado à comunidade no domingo. MARIA ANABELA SILVA tura de uma linha de crédito no valor de 190 milhões de euros e de um fundo de reestruturação de 30 milhões euros como algumas das medidas já tomadas para apoiar o sector social. O governante realçou ainda o facto de o Orçamento do Estado para este ano prever a devolução às instituições de 50% do IVA referente a obras. A ampliação do lar do Centro Paroquial e de Assistência de Reguengo do Fètal custou aproximadamente 700 mil euros e permitiu criar 32 novas vagas e uma unidade de reabilitação e fisioterapia para os utentes da instituição. Ambiente Valorlis promove workshop de compostagem A Valorlis, empresa responsável pela recolha e tratamento de resíduos nos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, promove, no sábado, um workshop sobre compostagem doméstica, onde os participantes podem aprender a fazer adubo natural e a construir um compostor. O atelier começa pelas 15 horas e realiza-se na sede da empresa, localizada em Barosa, Leiria. A participação é gratuita. Maria Anabela Silva O Tribunal de Contas (TC) condenou o presidente da Junta da Golpilheira, Batalha, ao pagamento de uma multa de 714 euros, acrescida de emolumentos, pela fala injustificada de prestação de informações solicitadas por aquele organismo. Carlos Santos (PSD) já recorreu da sentença e alega que os factos que o TC queria ver esclarecidos remontam ao tempo em que ainda não era presidente da junta. O processo teve início em Setembro de 2012, quando o Departamento de Verificação Interna de Conta da Direcção-Geral do TC detectou que os documentos de prestação de contas da Junta da Golpilheira referentes a 2002 e 2003 continham uma divergência entre o saldo de abertura da gerência de 2003 ( 199,53) e o saldo de encerramento da gerência de 2002 ( 9.014,30). O executivo liderado por Carlos Santos, eleito pela primeira vez em 2005, foi chamado a esclarecer essas divergências, que remontam ao tempo em que a junta era presidida por José Filipe (PSD). Terminado o prazo, os elementos solicitados não foram remetidos ao tribunal nem foi apresentada qualquer justificação para a sua não remessa, refere o acórdão do TC, proferido em Dezembro último, que frisa que o autarca sabia ser sua obrigação obedecer às ordens contidas nos ofícios do tribunal, que lhe determinara a remessa dos elementos solicitados. Em declarações ao JORNAL DE LEIRIA, Carlos Santos justifica a ausência de resposta ao TC pelo facto de o seu executivo não ter conseguido reunir os documentos necessários para responder a todas as questões levantadas. Adiantando que já recorreu da sentença, o autarca frisa que as divergências detectadas não são do seu período de gestão. Não nos cabe a nós dar os esclarecimentos, defende. Esse não é, no entanto, o entendimento do juiz do TC, que frisa que Carlos Santos era o presidente da junta no momento em que os esclarecimentos foram pedidos, pelo que, pendia sobre si o dever de enviar ao tribunal os documentos e prestar os esclarecimentos solicitados, considerando, por isso, que a conduta do autarca élhe censurável a título de negligência, uma vez que violou os deveres funcionais de diligência e zelo a que se obrigou aquando da sua investidura das funções de presidente. José Filipe, presidente da juntas entre 2001 e 2005, não quis prestar declarações sobre o assunto.

14 14 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Sociedade ELISABETE CRUZ Mudança merece críticas e elogios em Pombal Requalificação no mercado municipal divide comerciantes Câmara pretende dar uma nova vida ao centro histórico de Pombal Autarquia cria programa de incentivo a novos empresários Incubadora comercial para jovens nasce no centro histórico de Pombal Elisabete Cruz Socialistas Vereadores criticam desigualdade Os vereadores do PS criticam a desigualdade com que a autarquia está a tratar os munícipes. Adelino Mendes e Jorge Claro opõem-se à isenção do pagamento de taxas de água, saneamento e resíduos, atendendo a que as mesmas isenções não são concedidas a particulares, muitas vezes a viver em situação de precariedade social e económica. Jorge Claro salienta ainda que existe um desequilíbrio na distribuição do risco entre o empreendedor e o município, nomeadamente no que diz respeito ao contrato de arrendamento que é celebrado entre o município e o proprietário do imóvel, pelo prazo de um ano, independentemente da sustentabilidade do negócio (que pode acabar ao fim de poucos meses). Além disso, o vereador considera que parece ser um programa desajustado face à realidade de Pombal, pouco amadurecido e com fraco potencial para uma verdadeira dinamização comercial do centro histórico. É precisa uma estratégia global para o centro histórico, para a atracção de residentes e de negócios, em que a câmara pode e deve dar incentivos mas deve, sobretudo, atrair investimento privado relevante, nomeadamente na área do comércio, salientou Adelino Mendes. Com o objectivo de revitalizar o centro histórico de Pombal, a autarquia aprovou um programa de incentivo ao arrendamento comercial jovem, possibilitando aos novos empreendedores investir nesta zona a preços mais acessíveis. O espaço público desta zona foi intervencionado, no âmbito das obras da regeneração urbana, mas a actividade comercial tem vindo a decrescer. Vários foram as lojas que já encerraram portas e as que se mantêm procuram sobreviver. Para voltar a chamar gente ao centro histórico, a autarquia vai disponibilizar espaços comerciais a cinco euros o metro quadrado, num mínimo de dez metros quadrados, ou seja, um terço do preço da renda definida pelo proprietário. Primeiro a câmara irá arrendar as lojas aos proprietários suportando a diferença do custo. O centro histórico de Pombal poderá transformar-se numa espécie de incubadora, que dará oportunidade aos jovens empreendedores do concelho de iniciar a sua actividade com condições de instalação a custos reduzidos numa filosofia de partilha de espaços com outros jovens. Os candidatos terão de ter idade máxima de 40 anos e apresentar um plano de negócios previamente definido, com carácter inovador, e não podem possuir estabelecimento comercial aberto ao público. Segundo o regulamento aprovado, os proprietários das lojas beneficiarão da redução de 20% da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis nos prédios urbanos que se encontrem arrendados. Já os beneficiários do programa serão considerados isentos do pagamento de tarifa de ligação do abastecimento de água, das tarifas de consumos de água, águas residuais e de resíduos, das taxas relativas à emissão de horário de funcionamento e ainda da taxa de declaração prévia de instalação. A autarquia irá disponibilizar ainda espaço publicitário nos mupis municipais para divulgação dos negócios aderentes, durante um ano, devendo o município promover a criação de uma linha de comunicação, identificando com uma marca distintiva todas as lojas que integram o programa. O espaço deverá ser coberto por contrato de seguro, que também será pago pelo município. Por seu lado, os empreendedores terão de colaborar na realização de actividades de animação cultural, artística e temática que se venham a realizar no centro histórico. Nem todos os comerciantes concordam com a remodelação do mercado municipal de Pombal. Os lojistas estão descontentes com o facto de terem de mudar de localização para a lateral do espaço, considerando que perderão alguma visibilidade. Aqui estamos mesmo ao lado da entrada principal. As pessoas passam, olham para a montra e, por vezes, acabam por entrar e comprar, adianta uma das comerciantes. Sem se quererem identificar, as lojistas entendem que se os talhos estavam em incumprimento, eles é que deveriam mudam de local. Os empresários criticam ainda a Câmara de Pombal por não os ter ouvido. Quando reunimos a decisão já estava tomada. Foi apenas para nos comunicar que seria assim. Quem não aceitasse teria de sair, acusam. Por seu lado, os comerciantes de fruta e carne estão satisfeitos com a remodelação. Ainda não sabemos o que irá mudar, mas acreditamos que o mercado ficará mais modernizado e com melhores condições, referem vários vendedores. A empregada de um dos talhos acrescenta que a mudança irá possibilitar-lhes a venda de vários tipos de carne, o que não sucede agora, por falta de condições. Também o horário de atendimento irá estender-se até mais tarde, o que consideram uma mais-valia. O vereador Fernando Parreira garante que projecto foi readaptado para ir ao encontro de algumas sugestões apontadas pelos lojistas. Estruturámos o projecto e apresentámo-lo. Na reunião que tivemos com todos, foram apresentadas sugestões de alterações e o município Equipamento vai servir cerca de 70 mil habitantes Luz verde para ampliação de ETAR de Pombal O Governo autorizou a ampliação da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Pombal em área de Reserva Ecológica Nacional, (REM) que irá servir cerca de 70 mil habitantes do concelho. Esta era uma pretensão do município que viu agora o processo quase concluído com o reconhecimento de relevante interesse público do investimento, publicado em Diário da República (DR). A remodelação e ampliação da ETAR implica a utilização de cerca de metros quadrados de área integrada na REN. O projecto consiste na remodelação e ampliação da ETAR de Pombal, localizada nas proximidades da zona industrial da ouvi-os. O projecto só foi para concurso público depois de readaptado e de dar respostas a algumas reivindicações, sublinha Fernando Parreira. O autarca informa ainda que as lojas nunca estarão fechadas durante as obras, uma vez que os novos espaços serão construídos na lateral e quando estiverem prontos as lojas mudam para lá. Esta será a nova entrada do mercado. A reparação da cobertura do edifício, a renovação de todo o sistema eléctrico e de ar, a requalificação das bancas, a sua divisão por tipologia e substituição de pavimento são algumas das intervenções previstas, que terão um investimento de cerca de 700 mil euros. Após a requalificação, o mercado municipal ficará dotado de um restaurante, quatro talhos e seis lojas e irá estar de acordo com todas as exigências da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Mercado municipal tem cerca de 30 anos Formiga, situada a poente da cidade de Pombal, por forma a atingir um nível de tratamento terciário, com remoção do nutriente azoto e desinfecção do efluente tratado, refere ainda o DR. A empreitada, estimada em 5,9 milhões de euros (financiada com fundos comunitários), pretende, também, fazer face ao aumento do volume de águas residuais e de cargas poluentes, bem como garantir maior segurança às operações na linha da fase sólida e proteger as infraestruturas de situação de cheia, prevendose as intervenções necessárias para salvaguardar todos os equipamentos em situação de perigo.

15 Sociedade Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de Buzinão em Alcobaça contra degradação de estrada A Comissão de Utentes da Estrada de Pataias/Maiorga, em Alcobaça, convocou para sábado uma marcha lenta e buzinão, como protesto pelo mau estado da via que liga o Norte do concelho à cidade. O início da marcha está marcado para as 15 horas, junto à rotunda de Pataias-Gare, terminando em frente à câmara. Câmara de Ourém ameaça tomar posse administrativa da estrutura Empresa participada por vereador de Leiria construiu pista de motocross ilegal Maria Anabela Silva Pista já não recebe provas, mas continua a 'inundar' estrada com terra e areia Trabalhos de reposição do terreno adjudicados Lino Pereira diz que empresa já está a agir Lino Pereira, vogal do Conselho de Administração da ACELSPORT, explica que a pista nasceu de um desafio lançado à empresa pelo Natureza Motor Clube, que se dedica ao desporto motorizado e ao qual esteve ligado Humberto Piedade, ex-vereador do PSD na Câmara de Ourém. Enquanto proprietários dos terrenos, fizemos um protocolo para a realização de provas no local, conta. A pista foi criada, com movimentações de terra e vedação do espaço, ao mesmo tempo que era apresentado um projecto de licenciamento à câmara que previa algumas construções e que viria a ser indeferido pela câmara. Ainda no primeiro mandato de Paulo Fonseca deixámos cair o projecto e a parceria com a associação. Há cerca de quatro anos que não há provas no local, acrescenta. Lino Pereira diz ainda que os trabalhos de reposição do terreno, incluindo a reflorestação, já foram adjudicados, mas sofreram atrasos devido ao mau tempo das últimas semanas. Já fizemos trabalhos de contenção de areia e, no seguimento de uma notificação da câmara, contratámos uma empresa para limpar uma linha de água existente na zona, mas a limpeza foi interrompida, porque um dos proprietários impediu a entrada das máquinas no seu terreno. DR A pista de motocross, criada há vários anos na localidade de Escandarão (Ourém) por uma empresa participada por Lino Pereira, vereador na Câmara de Leiria, foi construída de forma ilegal. A informação é dada pelo município de Ourém, que já notificou os proprietários a reporem a normalidade do terreno, ameaçando tomar posse administrativa da propriedade, se tal não for feito até ao próximo dia 27. A estrutura, que já não recebe competições há cerca de quatro anos, foi criada em 2006, ainda antes de a câmara ter indeferido o projecto de licenciamento, que previa algumas edificações, que não chegaram a ser construídas. No entanto, tal não impediu a realização de várias provas, incluindo um campeonato nacional de motocross, com as devidas licenças desportivas, nota Lino Pereira, que chegou a ser presidente do Conselho de Administração da ACELSPORT, onde ocupa, desde 2007, o cargo de vogal. A situação veio agora a público, depois de, nas últimas semanas, terra e areia provenientes da pista terem 'inundado', por várias vezes, a Estrada Nacional (EN) 113. Um problema que já tinha ocorrido em anos anteriores, mas que se agravou neste Inverno. Ao longo de todos estes anos, [a pista] tem criado inúmeros problemas e prejuízos quer à estrada quer a todos os proprietários confinantes, pode ler-se na proposta apresentada por Nazareno do Carmo, vereador da Câmara de Ourém, na reunião de executivo de terça-feira. Nesse documento, são referidos os impactos da destruição indevida de todo o coberto vegetal no cimo do monte, aquando da criação da pista, e que provocou uma derrocada constante de águas e areias, obstruindo linhas de água, a própria estrada e invadindo de forma destruidora os terrenos por onde as ditas passam e onde se alojam. Situação que o presidente da câmara, Paulo Fonseca, considera que ultrapassa os limites do admissível e que levou o município a notificar a empresa a repor a situação, com a normalização do terreno. Caso isso não aconteça até dia 27, a câmara tomará posse administrativa da propriedade e fará os trabalhos, imputando à empresa as despesas, estimadas em cerca de 100 mil euros. A essa verba, Paulo Fonseca diz que acrescem os gastos com a limpeza da estrada de cada vez que a terra e a areia obstruem a via. Esta é uma situação de extrema urgência. Temos rapidamente que passar à acção, no sentido da defesa dos interesses das populações, defende o vereador Nazareno do Carmo, na proposta que apresentou ao executivo e que foi aprovada por unanimidade. Trata-se de uma situação inadmissível na qual a câmara não tem qualquer responsabilidade, pois não é proprietária dos terrenos, não licenciou intervenções nos mesmos nem é proprietária da EN113", acrescenta o presidente da autarquia. Nazaré Empresa municipal pode despedir mais de 50 pessoas PUBLICIDADE Mais de meia centena de trabalhadores da empresa Municipal Nazaré Qualifica estão em risco de ser dispensados até final de Junho, por causa da dívida desta autarquia de cerca de 42 milhões de euros. No fim deste mês, caducam nove contratos que não serão renovados e, até final de Junho, haverá mais cerca de 50 nas mesmas circunstâncias, cujas situações estamos a ponderar, avançou à agência Lusa o presidente da câmara da Nazaré, Walter Chicharro (PS). A situação financeira da autarquia, reforça o autarca, é de tal gravidade que terminará o mês de Fevereiro com o défice mensal tremendo de 340 mil euros. Esta dívida, herdada do anterior executivo, de maioria PSD, dita a impossibilidade de manter os contratos com os trabalhadores, reforça Walter Chicharro, apesar de, na sua maioria, serem pessoas que prestam serviços na autarquia e nos Serviços Municipalizados há vários anos e que, face à impossibilidade de renovarem contratos, prescindiram dos seus direitos e transitaram para a Nazaré Qualifica.

16 16 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Sociedade Saúde Falta de médicos é um problema no concelho de Ansião Santiago da Guarda ganha nova extensão de Saúde em 2015 Elisabete Cruz A população da freguesia de Santiago da Guarda, no concelho de Ansião, deverá ter uma nova extensão de saúde no próximo ano. A construção da Unidade de Saúde Familiar (USF) está adjudicada e tem um prazo de execução de 360 dias. Depois de garantidas as condições físicas, a autarquia espera não ter de enfrentar o problema da falta de médicos, que já se verifica. Esperemos que, depois, o Serviço Nacional de Saúde nos coloquemédicos. Com a construção deste edifício ficamos com condições para prestar um bom serviço à população na área da saúde, afirma o presidente da Câmara de Ansião, Rui Rocha. Segundo o autarca, a freguesia de Santiago da Guarda, com cerca de habitantes, deveria ter dois médicos, mas tem apenas um a tempo inteiro e outro em tempo parcial. "O que existe é rotatividade de alguns médicos para preencherem os seus ficheiros e chegarem ao maior número de pessoas. Rui Rocha revela que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) tem a situação sinalizada e lembra a falta de médicos não só em Santiago da Guarda, como noutras freguesias. Aliás, trata-se de um problema da região, não só do concelho de Ansião", lamenta. A construção da USF é uma obra "reivindicada há mais de dez anos", Doença celíaca Aula aberta de Cozinha sem glúten na ESTM A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) realiza hoje, quinta-feira, uma aula aberta sobre Cozinha sem glúten, a partir das 10 horas. A iniciativa é feita em parceria com a Associação Portuguesa de Celíacos e pretende sensibilizar para a problemática desta patologia e da oferta alimentar. Em foco estão o papel do glúten e o perigo da contaminação cruzada, e a alternativa de uma cozinha saudável e diversificada. Com entrada livre, a aula tem a duração de cerca de duas horas. Este projecto, único e inovador a nível nacional, procura dar respostas às principais dificuldades encontradas na realização e adesão de uma dieta isenta de glúten», diz Catarina Lobão, docente da Escola Superior de Saúde de Leiria e coordenadora do projecto. O novo edifício vai melhorar a acessibilidade uma vez que a extensão de saúde actual "não reúne as condições que se impõem na área da saúde". Os serviços médicos funcionam na junta de freguesia, num primeiro andar, onde o espaço disponível é pequeno. "É uma adaptação. A acessibilidade é um dos principais problemas, sobretudo para as pessoas com dificuldades de mobilidade", diz Rui Rocha. Para que a construção avance com DR maior rapidez, a autarquia estabeleceu um protocolo com a ARSC para ficar como "dono da obra". Em troca, a câmara "cedeu o terreno e pagou o projecto". A obra terá um investimento de 409 mil euros, dos quais 348 mil euros são comparticipados pelo Feder Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Os restantes "15% são assumidos pela autarquia", assegura Rui Rocha. O autarca informa ainda que "falta o visto do Tribunal de Contas", mas garante que os trabalhos não vão esperar pelo parecer do tribunal. "Era a maior freguesia antes da agregação de Ansião [a outras duas freguesias]. Esta é a última das infra-estruturas principais que Santiago da Guarda precisava para garantir qualidade e poder atrair jovens a fixarem-se na freguesia", conclui o presidente da Câmara. Caranguejeira, Coimbrão e Santa Catarina da Serra Unidades de Saúde Familiar requalificadas em Leiria A Câmara de Leiria aprovou na passada terça-feira três contratos de financiamento para Unidades de Saúde Familiar (USF) no concelho, que vão servir mais de 11 mil utentes. De acordo com a autarquia, as requalificações e apetrechamento das USF em Caranguejeira, Coimbrão e Santa Catarina da Serra foram objecto de uma candidatura aprovada pela comissão directiva do Programa Operacional Regional do Centro. A autarquia assumirá um investimento de cerca de 58 mil euros a distribuir por obras, cuja conclusão está prevista para Junho de Na Caranguejeira, a requalificação do espaço dará condições para prestar assistência a utentes. O investimento total da candidatura é de cerca de 425 mil euros. No Coimbrão, o investimento total de candidatura é de cerca de 231 mil euros, numa intervenção que permitirá dar resposta a utentes. Nestas duas freguesias, 15% da comparticipação nacional é dividida entre a autarquia, respectivas juntas de freguesia a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC). Já em Santa Catarina da Serra, os 370 mil euros da obra vão melhorar o espaço frequentado por utentes. Nesta localidade, 15% dos custos serão suportados pelo município, Casa do Povo de Santa Catarina da Serra e ARSC. DR Medida em estudo Mamografias podem diminuir por ineficácia O secretário de Estado Adjunto da Saúde admitiu que poderá haver alterações ao rastreio do cancro da mama. Citado pela Agência Lusa, Fernando Leal Costa reconheceu um estudo recente veio demonstrar que, em matéria de mortalidade, as mamografias não se revelam mais vantajosas para a mulher. O estudo em questão, realizado pela Universidade de Toronto, Canadá, e publicado na Live Science, envolveu 90 mil mulheres com idades entre os 40 e os 59 anos e concluiu que o número de vítimas da doença foi o mesmo tanto nas que realizaram o exame como nas que não o fizeram. Os autores apontaram ainda os mesmos resultados para as mamografias e os exames físicos (apalpação mamária). Leal da Costa admitiu que, se estes dados se confirmarem, a mamografia deverá ser recomendada apenas para os doentes de risco e aqueles a quem for identificada uma suspeita através do exame físico, que deverá ser realizado pelos médicos de medicina geral e familiar. Campanha Recolhidos 10 mil medicamentos Através da VI Jornada de Recolha de Medicamentos do Banco Farmacêutico (BF), realizada no passado dia 8, foram recolhidos cerca de 10 mil medicamentos e produtos de saúde. Esta edição contou com a adesão de 122 farmácias distribuídas pelas zonas Centro e Sul do País, sendo que os medicamentos recebidos beneficiarão agora os utentes de 72 instituições particulares de solidariedade social da região das farmácias aderentes. Esta campanha contou com a participação de 500 voluntários. Luís Mendonça, presidente do BF, afirmou que um dos objectivos para 2015 é tornar a iniciativa de âmbito nacional. Desde 2009, ano em que a iniciativa decorreu pela primeira vez em Portugal, o BF já recolheu 50 mil medicamentos e produtos de saúde, salienta a organização em nota de imprensa.

17 Sociedade Educação Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de Sessão sobre moldes e ensino profissionalizante A Associação Nacional da Industria de Moldes organiza terça-feira, uma mesa redonda subordinada ao tema Os Desafios da Indústria de Moldes e a Oferta do Ensino Profissionalizante, no auditório da Escola Secundária Calazans Duarte, pelas 18 horas, e enquadra-se no ciclo de debates promovido pelo Rotary Club da Marinha Grande. Emigração e dificuldades financeiras na origem do abandono Desistência de alunos põe em risco equilíbrio de escolas profissionais Elisabete Cruz Os cursos profissionais continuam a ter empregabilidade RICARDO GRAÇA/ARQUIVO Reunião em Pombal Escolas Profissionais denunciam discriminação Cerca de 120 mil jovens que frequentam o ensino profissional estão a ser alvo de discriminação no acesso ao ensino superior, uma vez que são obrigados a realizar exames em disciplinas com programas diferentes, com cargas horárias inferiores e, em alguns casos, até inexistentes no plano curricular dos seus cursos. O alerta é dado pela Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), que irá debater este tema em Assembleia Regional, que decorre na Escola Tecnológica, Artística e Profissional do Pombal, hoje, a partir das 10:30. Na agenda deste encontro está também a rede de oferta dos cursos profissionais para 2014/15, o financiamento para o ano lectivo em curso e seguintes e propostas de alteração a introduzir no novo quadro regulamentar. As dificuldades financeiras estão a obrigar muitas famílias a emigrar e a ter necessidade de recorrer aos elementos mais jovens do agregado para aumentar os rendimentos. Esta situação está a contribuir para o abandono escolar de alguns alunos colocando em risco o equilíbrio dos estabelecimentos de ensino com financiamento do Estado. Na Escola Profissional de Ourém (EPO) já desistiram 15 alunos, que iniciaram este ano lectivo. Nos últimos dois anos foram 40 os jovens que abandonaram os estudos. Francisco Vieira, director da Insignare, aponta as dificuldades de aprendizagem, desmotivação e, em alguns casos, emigração da família na procura de trabalho e melhores condições de vida, como causas da desistência. As escolas profissionais recebem financiamento de acordo com o número de jovens/turmas que possuem. O abandono dos alunos pode vir a colocar em risco algumas turmas poderão fechar por número insuficiente de estudantes e até a subsistência de alguns estabelecimentos de ensino. Mais do que colocar em risco alguma turma, o que ainda nunca aconteceu, os cortes financeiros que advêm dessa situação penalizam fortemente o equilíbrio da escola em termos de gestão e podem colocar em risco a manutenção dos postos de trabalho docentes, alerta Francisco Vieira. Segundo o responsável, este é um problema com tendência a agravar- -se dado o nível crescente de dificuldades das famílias e a necessidade dos jovens começarem a trabalhar para apoiar o orçamento familiar ou acompanhar os pais para o estrangeiro. Francisco Vieira salienta a forte tendência em termos de emigração que caracteriza o concelho de Ourém, especialmente o seu interior norte, pelo que considera que este problema apresenta-se de complexa resolução e poderá vir a penalizar fortemente a actividade normal da escola. A mesma situação está a acontecer na Escola Profissional de Leiria (EPL). Este ano lectivo já anularam a sua matrícula 18 alunos, sendo que quase todos são maiores de idade, não se encontrando portanto, dentro da escolaridade obrigatória, realçar Susana Nogueira, directora da EPL. Nos últimos dois anos lectivos 13 alunos não concluíram os seus estudos. As razões para esta situação são idênticas às apontadas na EPO: emigração, regresso ao país de origem com a família, por não terem conseguido manter o emprego em Portugal, colocação no mercado de trabalho para ajudarem o orçamento familiar, procura de outros percursos formativos, os quais atribuem bolsas de formação em valor pecuniário ou regresso à agricultura em terras de cultivo familiar, revela Susana Nogueira. A directora salienta que até esta data as desistências dos alunos ainda não puseram em risco alguma turma da EPL. No entanto, tal poderá vir a verificar-se se a tendência se mantiver e se as desistências incidirem totalmente na mesma turma. Capuchos, Leiria Qualidade da alimentação garantida Na sexta-feira, a associação de pais, a direcção do agrupamento D. Dinis, a coordenadora do Jardim de Infância, a vereadora da Educação da Câmara de Leiria e representantes da empresa que fornece as refeições ao Jardim de Infância e Escola Básica do 1.º ciclo dos Capuchos reuniram-se para discutir sobre a qualidade das refeições servidas às crianças. Segundo as conclusões do encontro, afixadas no estabelecimento de ensino, a qualidade da alimentação fornecida está completamente garantida, embora tenha ficado decidido alguns aspectos a melhorar, nomeadamente, aumentar a diversidade das ementas prolongando o seu período de repetição, evitar alterações nas ementas publicadas e continuar a monitorizar regularmente a cozinha e o serviço prestado. No documento, assinado pela vereadora da Educação, Anabela Graça, lê-se ainda que a empresa cumpre a legislação em vigor. Os pais esperam que estas premissas sejam cumpridas. Vieira de Leiria Campanha Papel por Alimentos O Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria participou na Campanha Papel por Alimentos, promovida pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares. Os alunos da Escola Padre Franklin recolheram uma tonelada de papel, que foi convertida em 100 euros em produtos alimentares básicos, pela empresa Quima, parceira do projecto. Os bens serão distribuídos pelos mais carenciados. A actividade foi apresentada pelo grupo de Educação Moral e Religiosa Católica e dinamizada em parceria com o projecto Eco Escolas. Instituição quase duplicou apoio terapêutico Cercina reclama reposição de verbas para alunos Ex-estudantes da ESTG Primeiro hostel amigo do ambiente A Direcção-Geral dos Estabelecimentos de Escolares (DGEstE) reduziu o financiamento à Cercina - Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré, quando a instituição alargou a resposta de apoios terapêutico de quatro para sete agrupamentos. No ano lectivo anterior, o Centro de Recursos para a Inclusão da Cercina dava resposta a 128 alunos dos agrupamentos da Nazaré e Caldas da Rainha. Em 2013/14, os técnicos da Cercina passaram também a acompanhar os jovens com necessidade especiais dos concelhos do Bombarral, Cadaval e Óbidos. Tínhamos 128 alunos e alargamos para 225. Ficámos surpreendidos quando recebemos informação a dizer que o financiamento era anterior ao do ano passado, critica Joaquim Pequicho, presidente da Cercina. Apesar de ter entrado menos dinheiro nos cofres da instituição, o acompanhamento terapêutico não foi suspenso por parte da Cercina. Em nenhum momento a Cercina quer prejudicar a sua comunidade. Foi com esse sentido de responsabilidade que continuámos a dar reposta, evitando um impacto negativo junto dos alunos e das suas famílias, acrescenta. No entanto, Joaquim Pequicho avisa que sem a reposição de verbas não vai ser possível continuar a disponibilizar as mesmas horas de apoio, pois esta situação está já a ter um impacto financeiro muito sério na Cercina. O responsável diz não entender a posição da DGEstE, quando as respostas que lhe chegam do ministro da tutela e do secretário de Estado são de que está tudo bem e não houve redução de apoios para o ensino especial. Trata-se de uma questão de equidade e justiça. Caso as nossas preocupações não sejam atendidas, teremos de suspender os apoios terapêuticos para os reorganizar em função do financiamento atribuído, o que vai provocar uma redução no número de crianças apoiadas, salienta Joaquim Pequicho. O JORNAL DE LEIRIA tentou obter um esclarecimento da DGEst, mas até ao fecho da edição não foi possível. Emanuel Neves e Luís Balau, antigos estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria, criaram o SwordFish Hostel, em Peniche, o primeiro em Portugal cuja decoração é amiga do ambiente. O conceito baseia- -se no upcycling, que consiste na valorização de resíduos ou objectos sem utilidade que são aproveitados através da sua transformação. Rolhas, paletes, caixas de fruta, tampas de plástico, frascos de vidro são alguns exemplos dos materiais de mobiliário e de decoração do SwordFish Hostel.

18 18 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Leitores A direcção do Jornal de Leiria recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem de questões do interesse público. Reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção. Falta de esgotos inunda moradias na Praia do Pedrógão As inundações em moradias da Praia de Pedrógão continuam por falta de esgotos na Rua da Vala. Por isso, fiz um requerimento para o Departamento de Operações Urbanísticas da Câmara Municipal de Leiria, para colocarem um colector para as águas pluviais nesta mesma rua, já que há novos prejuízos nas vivendas de habitação, devido à falta do escoamento da via pública. Relativamente às transcrições já identificadas na construção do loteamento n.º 15/2000, requeri em 2010 a construção do mesmo colector para o desvio das água pluviais da via pública, pelo facto dos prejuízo então causados nas habitações deste loteamento. Até hoje não foram tomadas quaisquer medidas de forma a melhorar a situação apresentada. Actualmente, a água na vala em frente às moradias já ultrapassou o nível do pavimento da via pública e as caves das vivendas encontram-se com 1,7m de águas nas suas redondezas. Esta irresponsabilidade causou em 2010 e continua a causar grandes prejuízos aos proprietários das moradias. O parecer de foi entregue à Câmara Municipal de Leiria onde claramente identificou a causa, bem como os regulamentos que não foram respeitados na construção desta urbanização. A entidade responsável, comunicou no dia e que recusa assumir qualquer melhoramento da situação, ignorando assim o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RJEU) e o R.M. do Serviço de Drenagem de Águas Residuais do Concelho de Leiria Tomaram então conhecimento da situação a Câmara Municipal de Leiria (Apoio Administrativo, na repartição de Divisão de infra-estruturas Urbanas de Leiria); Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território Administração de Leiria; Ministério do Ordenamento do Território de Lisboa, Departamento de Operações Urbanísticas de Leiria, assim como em muitas das correspondências referidas no site "http://www.cigano.eu". O que resta mais acontecer para que a Câmara Municipal assuma a sua responsabilidade? Quem é que assume a responsabilidade e os prejuízos? Luís Domingues João, Alemanha, As manifestações em França As actuais manifestações em França são bizarras, como o eram há mais de 225 anos. Hoje estão a reivindicar para que não existam crianças adoptadas por mulheres sozinhas, que os homens sós não possam educar uma criança que não é dele!... Deixouse de lado o normal, como o avanço social, cultural e político dos seus habitantes. É verdadeiramente inconcebível que tantos milhares de pessoas nesta crise social e política, venham para a rua só reivindicar a expulsão do Governo e do actual presidente François Hollande. Existe, efectivamente, um malestar neste país, onde vivem mais de 1 milhão e meio de portugueses, o que faz pensar nas lutas políticas de , no tempo da Frente Popular, onde os fascistas franceses, em aliança secreta com os Nazis de Hitler, quiseram acabar com as conquistas populares dos democratas, socialistas e comunistas. Algum tempo depois, a invasão da França pelos tropas de Hitler, os massacres e a deportação para os Campos de Concentração de milhões de judeus, comunistas e democratas. Tudo leva a crer, segundo muitos analistas da imprensa francesa, que as actuais manifestações são sem substância, são o despertar dos tais sonhadores da extrema-direita, de Jean-Marie Le Pen e dos antigos governantes que eram chefiados Estrada em péssimo estado na Ribeira do Pereiro A Estrada Municipal na Ribeira do Pereiro, Alcobaça, está em péssimo estado, já que há mais de 21 anos que não se faz nada para melhorar as estradas municipais de acesso a Alpedriz. Alerto para o péssimo estado em que se encontra a ligação à Ribeira do Pereiro e para a necessidade de alargar as outras pontes de ligação a Alpedriz, porque esta ponte que se vê na fotografia já foi alargada mas é a única! Passaram anos a tapar buracos nas vias mas para quando as boas acessibilidades nesta nova freguesia de União das Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes? Darlindo Gil 9.º aniversário da morte da Irmã Lúcia A 13 de Fevereiro de 2014 cumpriu-se o 9.º aniversário da morte da Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus. O seu corpo repousa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima desde 19 de Fevereiro de Por outro lado, a imagem do Imaculado Coração de Maria está de novo no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, após pelo tal ex-presidente Sarkozy, que é até filho de emigrantes judeus. Ora vejam lá de toda a maneira, a comunidade portuguesa segue esta trágicocomédia, com um ar meio desconfiado, mas confiante na sua calma eterna, de que os franceses irão entender-se e os portugueses de França serão muito ou muitíssimo respeitados!...mas o perigo está sobre as nossas cabeças, porque não nos poderemos esquecer que em , muitos milhares de compatriotas nossos, emigrantes, que viviam e trabalhavam, foram expulsos e muitos, tiveram que fazer o caminho França-Portugal a pé! Hoje, nestes tempos modernos, temos que pôr a nossa inteligência ao serviço da nossa própria história, e unirmo-nos ao lado dos nossos amigos franceses e de outras nacionalidades, para evitar em conjunto, com os verdadeiros democratas e amigos, o ressuscitar do racismo, do fascismo e das ditaduras. Estas novas manifestações da extrema direita que, nos últimos 55 anos não se realizavam tão livremente, são um ataque à democracia desta França Universal da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Cuidado, todo o cuidado é pouco José Batista de Matos, Fontenay Sous Bois - França um ano de permanência na exposição Ser, o segredo do Coração, que esteve patente ao público no Santuário de Fátima, de Novembro de 2012 a Outubro de 2013, e que contou com visitantes. A imagem do Imaculado Coração de Maria, da autoria de José Ferreira Thedim, executada em 1948, é uma peça única, que deu origem a múltiplas esculturas com o mesmo modelo e foi realizada segundo as indicações da Irmã Lúcia, que acompanhou pessoalmente o trabalho criativo do escultor. Encerrada a exposição, a pedido das irmãs do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, a imagem foi submetida a um processo de limpeza, oferecido pelo Santuário de Fátima e pelo Instituto Politécnico de Tomar, que lhe devolveu a leitura geral DR da peça que conta já com 65 anos. Antes do regresso a Coimbra, a secção de Arte e Património do Santuário de Fátima levou a imagem junto do túmulo da pastorinha Lúcia. Cumprido este pedido das irmãs, estas consideraram o momento como muito significativo e de grande beleza. A Irmã Lúcia foi a responsável pelo acolhimento e divulgação da mensagem da devoção ao Coração Imaculado de Maria, tendo trabalhado arduamente para conseguir que esta imagem de Nossa Senhora fosse realizada com toda a perfeição e beleza, facilmente detectáveis por quem a contempla. Este foi, por isso, um encontro comovente e, apesar de a Irmã Lúcia já se encontrar junto de Nossa Senhora no Céu, estamos certos de que não deixará de agradecer, recordam as irmãs, em informação divulgada na página oficial do Carmelo de Santa Teresa, Leopoldina Simões Reitoria - Centro de Comunicação Social Rectificação De modo a contextualizar a frase a Guerra Colonial foi um conflito que opôs um povo préhistórico a outro subdesenvolvido, publicada no artigo da edição da semana passada acerca da tertúlia a História somos nós: da Guerra Colonial à manutenção da paz, que aconteceu em Leiria com o general Loureiro dos Santos, com o coronel Dias Henriques, actual comandante do Regimento de Artilharia 4, de Leiria, e José Vitorino Guerra, professor de História e antigo fuzileiro naval, o JORNAL DE LEIRIA esclarece o seguinte: a afirmação foi feita no seguimento da pergunta: Como foi que Portugal, um país tão pobre e sem apoios, conseguiu aguentar 13 anos de guerra? Ao que José Vitorino Guerra respondeu à questão com várias razões e, no final, recordou as palavras inscritas num relatório de um oficial dos fuzileiros posicionado junto ao Lago Niassa, no início da Guerra Colonial, comparando a pobreza dos povos locais e a dos seus próprios homens: a Guerra Colonial foi um conflito que opôs um povo pré-histórico a outro subdesenvolvido. As palavras não correspondem, por isso, ao entendimento de José Vitorino Guerra, nem a qualquer dos presentes, como o artigo poderá dar a entender. No mesmo artigo, a foto do avião substituído em Angola deveria ser a de um F 84 e não a de um F 86.

19 Opinião Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de O ritual da praxe académica O fabuloso poder da arte José Maria Trindade Apraxe académica é um rito de passagem. Como todos os rituais que assinalam a transição do membro do grupo de um estatuto para outro, também o ritual da praxe marca a transição do jovem de uma condição, a de estudante do secundário para a de universitário. Por isso, estes rituais, à semelhança dos outros, quer se trate de um jovem numa sociedade tribal, quer dos rituais que assinalam a entrada no sacerdócio, são marcados por práticas que remetem para o simbolismo da morte e do nascimento: a morte do indivíduo numa categoria, para renascer noutra. É desta forma que devemos entender as práticas mais violentas descritas pelos antropólogos, como a circuncisão, o arrancar de dentes, a escarificação; e outras menos violentas como as tatuagens ou o corte do cabelo. Nas sociedades modernas sobrevivem muitas destas práticas. Em todas encontramos os três momentos referidos por Van Gennep, no seu clássico estudo dos ritos de passagem: No primeiro momento assinala-se a morte do indivíduo numa categoria, através do corte de cabelo ou da circuncisão. Estas práticas simbólicas, em que uma parte do corpo é amputada obedece ao mesmo princípio que na linguagem se designa por metonímia, em que se toma a parte pelo todo. No cinema, quando o realizador quer eliminar uma personagem, lá a vemos a cortar o cabelo. E os nossos sonhos estão também povoados por imagens que obedecem ao mesmo princípio. Depois de realizadas as cerimónias que assinalam o fim do estatuto anterior, o indivíduo fica durante um período numa situação de perigo, num estado liminar, que só terminará com a sua entrada no novo estatuto. Em muitas comunidades, para evitar o perigo de contágio, a pessoa é colocada em isolamento. A designação que os estudantes dão aos novos alunos, bestas, tem a ver com este período crítico. E muitas das práticas realizadas derivam desta condição. Esta designação é uma forma simbólica de colocar os Parlamento Italiano, o arquitecto Renzo Piano. Este arquitecto, já galardoado com o prémio Pritzker, faz parte juntamente com outras individualidades italianas dos mais diversos sectores que se destacam pelos seus méritos patrióticos excepcionais, dum grupo que tem direito a voto nas decisões do Supremo Parlamento. Menciono aqui este facto por diversas razões, razões estas que deviam servir de exemplo a todos nós, mas principalmente aos que lidam com cargos institucionais auferindo muitas vezes quantias elevadas e injustificáveis! Renzo Piano abdicou do seu ordenado relativo a este cargo, para com ele contratar jovens e desenvolver um projecto que beneficiará toda a comunidade, provando que a arquitectura é por definição um trabalho político. Este arquitecto que cresceu profissionalmente empenhando-se na política de preservação e recuperação dos centros históricos em cidades italianas, (esta consciência da preservação existiu em muitos países antes de cá chegar), vira-se agora para as periferias que proliferam selvaticamente um pouco por todo o mundo. Com este exemplo, para além de apelar à consciência da urgente diminuição desse flagelo que é hoje o desemprego jovem, Renzo Piano utiliza um dinheiro que seria seu por direito, num bem que é de todos. Veio-me à memória o quanto se escreveu acerca da revitalização do centro histórico da nossa cidade. Não vale a pena estar a enumerar a quantidade de boas sugestões, dadas por uma infinidade de pessoas das mais diversas áreas. Também, verdade seja dita, temos hoje um centro histórico mais pensado, com sinais de revitalização visíveis! A autarquia tem-se esforçado, mas quem mais tem promovido a sua revitalização, são aspirantes a membros do grupo, fora do mundo da cultura. Em algumas instituições fazem-se mesmo «leilões de bestas» e obrigam os estudantes a assumir a condição de animais. São desta forma remetidos para o mundo da natureza. A assumpção do novo estatuto ocorre nas cerimónias de recepção ao caloiro, que assinalam a passagem à terceira fase do ciclo ritual. E isto inclui o ritual do baptismo na água do rio que atravessa a cidade, na fonte de alguma praça central ou no mar. O uso de objectos que remetem para a infância, como o bacio e o biberão remetem para esta condição de recém-nascidos para a Academia. As sociedades modernas criaram também os seus rituais de iniciação, tal como as sociedades tribais, em que todos os membros têm que passar por certos rituais organizados pelo grupo, geralmente sob a supervisão de toda a comunidade, ou de um grupo específico de membros mais velhos. Ainda recentemente, o primeiro dia de escola, com todo o investimento psicológico, social e material que a sociedade inteira colocava neste acontecimento, era sentido como o primeiro grande corte com a vida totalmente protegida do ambiente familiar. Aos 18 anos chegava outro momento ritual com forte impacto na vida dos jovens: os rapazes eram obrigados a ir à inspecção no ano em que completavam os dezoito anos. O afastamento por alguns dias, da família, e a reunião com centenas de outros jovens da mesma idade sob a supervisão dos militares, sujeitos a variadas provas físicas e psicológicas funcionava como um ritual de iniciação colectivo. Depois, seguia-se o casamento, e com ele a assumpção de todas as responsabilidades do homem adulto. Para as raparigas, as coisas passavam-se de maneira diferente: depois da escola primária, eram o namoro e o casamento os momentos marcantes. Hoje, rapazes e raparigas passam praticamente os mesmos ciclos. Antropólogo Senatore para um bem comum Helena Serrador as pessoas que o usam diariamente percorrendo as suas ruas, que se sentam nas esplanadas (mesmo estando sujeitas à praga dos pombos!) que compram nas lojas e as que vão recuperando, com esforço, os seus edifícios! Também contribuem as inúmeras associações, que incansavelmente, promovem eventos para chamar a esse centro, a vida e o encanto! Mas, temos de pensar também nas periferias, que foram crescendo ao sabor da grande especulação imobiliária dos anos 80/90. Pouco se tem falado e feito na urgência da sua revitalização. As periferias, depósitos de dormitórios sem vida, que se colam e se fundem hoje às aldeias, sem respeitar os diferentes viveres e a sua escala tão particular. Porque viver hoje nas aldeias não significa ter de romper com as suas características, nem ter de abdicar de uma vida mais cosmopolita. As novas formas de vida, estando ou não ligadas à agricultura, são passíveis de integração nesses pequenos núcleos urbanos. As aldeias, se sofreram alguma desertificação por parte dos jovens, daqueles que viram na cidade ou melhor nestas periferias, um meio de ascensão a uma vida melhor, a um meio social mais convidativo, são novamente procuradas por muitos. O regresso às origens, a busca de uma vida mais tranquila, a procura de uma solução ao desemprego vendo na agricultura uma possibilidade, tornam urgente repensar também estes aglomerados. Talvez as autarquias, os jovens, o mecenato, possam juntos transformar o território, melhorando as periferias, as aldeias e as relações destas entre si e com a cidade. É uma ideia romântica?! Sim, eu sei! Arquitecta Amélia do Vale Estou preocupada. Sinto que a loucura de Hitler anda por aí impregnada em brutais comportamentos animais inadmissíveis na conduta humana! De visita ao Pavilhão Suíço, na Expo 92 de Sevilha, deparei-me à saída com a frase penso logo sou suíço. Desde então, essa meta superioridade da raça suíça fez com que eu passasse a desprezar a excelência dos canivetes e chocolates suíços, enfim de tudo o que tivesse origem helvética. Entretanto os anos passaram, a minha rejeição foi esmorecendo para agora surgir de novo, suportada no sim dado por 50,3% dos suíços à proposta referendada de fixar limites e quotas à entrada de imigrantes no seu território. Os franceses da Frente Nacional saúdam a lucidez do povo suíço por marcarem uma viragem positiva contra os dogmas destruidores do sem-fronteirismo mundial. Saúdam aquilo que a mim me dá nojo. Um sim suíço gerador, em mim e nos referidos franceses, de sentimentos contrários à construção de um mundo melhor! Já em Portugal se procura quase o que alguns suíços já sentem ter: uma espécie de apuramento da raça, mas aqui com origem em progenitores que sejam cientistas. O governo, responsável por destruir todo o trabalho de construção de Ciência made in Portugal, iniciado por Mariano Gago, no Governo de António Guterres, enquanto expulsa do país promissores jovens cientistas lusitanos, motiva, através de vistostalentos, a fixação no território português de cientistas estrangeiros. Estes eleitos encontrarão um ambiente perfeito (com condições fiscais e remuneratórias excelentes) e reproduzir-se-ão dando origem, daqui a uns anos, a muitas criancinhas cheias de inteligência e daí nascerá uma nova casta de portugueses! E de novo sinto nojo! E de novo em mim, os mesmos sentimentos antiempáticos que ameaçam seriamente a minha evolução humana! Em busca da serena inquietude que me é vital, decido ir ver um espectáculo de dança contemporânea. A plataforma Lisboa Metropolitan Arts, coordenada por profissionais vindos do extinto Lisboa Ballet, dançou 3 coreógrafos e eu senti que, de facto, a arte, qualquer arte, não tem preço. É algo de muito belo que entra em nós, remexe o nosso âmago e nos torna espíritos melhores, melhores pessoas! O espectáculo acabou, saí do teatro e achei Leiria com chuva, à noite e com as suas gentes, muito bonita. Ao admirar, nas ruas, os painéis que reproduzem a magnífica pintura de Sílvia Patrício, lembrei-me do tratamento dado aos Mirós. Construí mentalmente a minha opinião sobre o acontecido, sem sentir nojo ou raiva e eu sei porquê! Ah, a arte! A arte, que fabuloso poder o seu! Professora

20 20 Jornal de Leiria 20 de Fevereiro de 2014 Economia Reintegração de estivadores põe fim ao pesadelo dos empresários Porto de Lisboa O sindicato dos estivadores e as associações patronais chegaram a acordo, o que coloca um ponto final nas paralisações que estavam a prejudicar a movimentação de mercadorias Operadores dizem que é precisa flexibilização; sindicato fala em precarização Raquel de Sousa Silva Os estivadores de Lisboa chegaram na sexta-feira a acordo com as associações patronais sobre a reintegração de 47 profissionais despedidos em 2013, tendo ainda decidido negociar até Setembro o novo contrato colectivo de trabalho (CCT), o que põe fim aos protestos que os trabalhadores do porto vinham a realizar, sob diversas formas, desde há vários meses. As partes reconhecem que o presente acordo reúne condições para garantir a paz social durante o período de negociação do novo CCT, o que implica o levantamento das formas de luta em curso, de acordo com o documento saído da reunião. António Mariano, presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, explicou ao JORNAL DE LEI- RIA que os profissionais mantinham um conflito com as associações patronais por vários motivos, considerando que aqueles despedimentos foram feitos como parte de uma estratégia que visava substituir os profissionais por trabalhadores precários. Segundo o dirigente, a luta (que passou por greve às horas extra ou paragem em alguns terminais, entre Movimento em Lisboa caiu 68% Empresas obrigadas a procurar alternativa para não perderem clientes Só em Novembro e Dezembro do ano passado, as greves promovidas pelo sindicato dos estivadores à revelia das leis da República provocaram no porto de Lisboa um decréscimo do número mensal de contentores movimentados na ordem dos 68% afirma a Associação de Operadores do Porto de Lisboa, citada pela Lusa. Desde que o conflito começou, várias têm sido as empresas da região de Leiria prejudicadas. E o facto de a greve ter acabado não vai resolver o problema de um dia para o outro, aponta Arnaldo Sapinho, administrador da Moviter, empresa que tem sentido dificuldades em enviar mercadoria para aquele país africano através do porto de Lisboa. Em Janeiro teve mesmo de recorrer aos portos de Matosinhos e Santander (Espanha) para enviar equipamentos para Angola, com custos acrescidos, que afectam as margens. Além destes, as empresas têm ainda de suportar os encargos financeiros decorrentes do facto de enviarem a mercadoria com atraso e, por isso, receberem também mais tarde. Refere ainda os problemas junto dos clientes, que por vezes invocam incumprimento dos contratos e chegam mesmo a reclamar indemnizações. A Nemoto, de Pombal, envia a maior parte da sua produção para o mercado externo por via marítima e também tem sentido os impactos das paralisações no porto de Lisboa. O ano passado houve situações em que enviou a mercadoria com duas e três semanas de atraso, revela o director, Fernando Vieira, que aponta ainda a má imagem que fica do País. Infelizmente estas notícias são divulgadas a nível internacional. Para Ricardo Pereira, da Sirplaste, em Porto de Mós, as greves nos portos são uma vergonha. O ano passado, numa altura em que houve paralisações em vários ao mesmo tempo, a empresa perdeu um cliente muito grande na Dinamarca porque não conseguiu cumprir os prazos de entrega. outras formas) tinha ainda como objectivo evitar que a criação de uma nova entidade esvaziasse e levasse à insolvência a actual empresa (AETP-L) que emprega cerca de metade dos estivadores profissionais do porto de Lisboa. Sindicato e associações patronais acordaram ainda que deve ser dada formação aos trabalhadores da AETP-L, para aumentar as capacidades de resposta às necessidades de mão-de-obra do porto, de modo a que os navios que o demandem não tenham constrangimentos operacionais e tenham uma resposta eficiente e eficaz. Joana Coelho, presidente da Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL), frisa que os impactos da luta dos estivadores se fazem sentir a vários níveis: a má imagem e a descredibilização do porto de Lisboa, onde alguns armadores deixaram de parar, e os prejuízos para os agentes económicos que vivem do porto ou que dele necessitam para expedir mercadorias. Ir carregar a outros portos tem custos acrescidos, aponta. Segundo a dirigente, só os operadores tiveram prejuízos de 1,1 milhões de euros entre Agosto e Dezembro de 2012, e de 1,5 milhões entre Junho de 2013 e o momento presente, perfazendo 2,6 milhões de euros. Na origem do diferendo entre ope- DR radores e estivadores está a nova legislação (Lei 3/2013). Para os primeiros, ela introduz flexibilidade no sector; para os segundos, vem precarizar a profissão. Uma das novidades é a introdução de um limite máximo anual de 250 horas para trabalho suplementar. Ora, segundo Joana Coelho, um estivador faz, agora, em média, entre 1000 e 1500 horas suplementares por ano e aquela alteração vai retirar-lhe rendimento. Segundo diz, os estivadores existentes estão a trabalhar de mais, pelo que os operadores querem contratar e formar mais pessoas. António Mariano vê a situação de forma diferente: a partir de 2012 os operadores recusaram contratar porque seriam contratos sem termo. Como os lugares não foram preenchidos, o trabalho suplementar foi aumentando, sustenta. Não se podem queixar de algo que resulta da sua política, frisa o dirigente, que garante que o sindicato não está contra a contratação de novos estivadores. Não podemos é aceitar que sejam precários. Defendemos modelos de emprego e sociedade diferentes. Para os operadores, flexibilização é um eufemismo para precariedade, afirma. Não há acesso à profissão porque os que a exercem não permitem. A nova lei vem liberalizar, não precarizar, sustenta a presidente da AOPL, acrescentando que durante largos anos quem entrava eram os filhos e os filhos dos filhos. Por outro lado, refere, os ordenados que auferem não se coadunam com a conjuntura do País. A dirigente fala em 8 euros de ordenado base por hora, dizendo que a base da tabela salarial são 1400 euros líquidos mensais. A que se juntam as muitas horas extra que fazem. Se trabalhamos o dobro do tempo não podemos ganhar apenas o salário base, contrapõe António Mariano, que frisa que os 1400 euros de ordenado líquido mensal são ganhos apenas por aqueles que já têm cerca de 17 anos de carreira. Quanto às restrições no acesso à actividade, colocadas por parte dos actuais profissionais, garante que não passam de um mito com vista à intoxicação da opinião pública. Reconhece que até 1979 houve algum tipo de intervenção dos sindicatos na admissão, mas depois disso passaram a ser os operadores a seleccionar e a recrutar os trabalhadores. A nossa única regalia é o posto de trabalho e até esse nos querem roubar.

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