UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE PÓS-RS SOCIEDADE, POLÍTICA E CULTURA. Polo de Santo Antônio da Padrulha

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE PÓS-RS SOCIEDADE, POLÍTICA E CULTURA. Polo de Santo Antônio da Padrulha"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE PÓS-RS SOCIEDADE, POLÍTICA E CULTURA Polo de Santo Antônio da Padrulha ALEXANDRE SILVEIRA DOS REIS1 RONIE ANDERSON PEREIRA2 MÃE EMÍLIA DE OYA LAJÁ E O TERREIRO ILÊ ORIXÁ OGUM ADIOKO E OYA TOFÃ: Processo de formação e estrutura de funcionamento em Gravataí/RS3 RESUMO Trata da importância de Mãe Emília de Oya Lajá, para o desenvolvimento da Nação no Rio Grande do Sul, especialmente sobre a formação da Nação Oyo-Jeje, servindo de base para a fundação do terreiro Ilê Orixá. Vertente religiosa africana de tradição yorubá. Palavras-chave: Princesa Emília, Oyo, Jeje, Nação, Ilê, Orixá ABSTRACT Addresses the importance of Mother Emilia Oya Laja, for the development of the Nation in Rio Grande do Sul, especially on the formation of the nation-oyo Jeje, providing the basis for the foundation of the yard Ile Orisha. African religious aspect of Yoruba tradition. Keywords: Princess Emilia, Oyo, Jeje, Nation, Ile, Orisha 1 Graduado em Educação Física pela Univeidade Luterana do Brasil Ulbra. 31/07/2014 FURGe Babalorixá no Ilê Orixá 2 Graduao em Matemática pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci 26/06/2013 UNIASSELVI e Babalorixá no Ilê Orixá 3 Este artigo é uma revisão do artigo apresentado pelo Prof. Alexandre Reis, para obtenção do títutlo de especialista em História, Rio Grande do Sul: Sociedade, Política e Cultura, pela Fundação Universidade Rio Grande FURG.

2 2 INTRODUÇÃO Ao contrário de outros segmentos da sociedade, na religião africana, a mulher sempre teve e possui ainda hoje grande importância, pois além de estar diretamente ligada a formação da religião africana no Rio Grande do Sul, especialmente a nação oyo, é dirigente em centenas de casas de culto afro, no Rio Grande do Sul e em outros estados do Brasil. Este artigo tem por objetivo principal mostrar a importância de Mãe Emília de Oya Lajá para a religião africana, sobretudo a formação da Nação Oyo, especialmente na cidade de Porto Alegre RS, responsável por trazer o Oyo diretamente da África para a cidade de Rio Grande, que seguramente veio para Porto Alegre, através dela. A partir do axé de Mãe Emília de Oya Laja, foi iniciada algumas pessoas que possibilitaram que o seu axé fosse ampliado. O axé de Mãe Emília vive ainda hoje em casas abertas de descendentes de seu axé, que fazem com que a sua história seja transmitida de geração em geração. Com seu axé, muitos babalorixás e ialorixás foram iniciados, e com esta iniciação muito da história foi preservada e continua em nossos dias. Especialmente o Ilê Orixá, dirigido pelos babalorixás Ronie de Ogum e Alexandre de Oya, fundado em 2011, é a sexta geração de uma descendência africana que veio diretamente da África. 1. PRINCESA EMÍLIA: O INÍCIO DO AXÉ Muito pouco se sabe da história regressa de Mãe Emília de Oya Lajá, o que se sabe, de acordo com a tradição Oral (forma mais comum que o conhecimento africano permaneceu até os nossos dias), é que era descendente de uma família nobre da África, de local e data de nascimento sem referências diretas. A transmissão oral é uma técnica a serviço de um sistema dinâmico. A língua oral está indissoluvelmengte ligado à dos gestos, expressões e distância corporal. (SANTOS, 2008:47).

3 3 De acordo com relatos transmitidos pela oralidade, foi retirada de sua terra natal, de local e data pouco provável, já que os escravos retirados da África, não eram tratados diretamente como seres humanos e sim como mercadoria, o que dificultou bastante a identificação de sua origem já que isso não era importante para época. Cabe uma pesquisa histórica para que estas informações venham a público e desta forma tenhamos maiores condições de entender a sua influência e características históricas. De acordo com Borba (2012) todos os relatos que sabe sobre ela, iniciam na cidade de Rio Grande, já em sua fase adulta, viveu grande parte de sua vida nesta cidade. Não existe conhecimento difundido, escrito, sobre local de nascimento, onde morava e de que forma o seus cultos religiosos aconteciam. Tudo que se sabe é de tradição oral, e muito se perdeu durante décadas em que o batuque do Rio Grande do Sul, foi ignorado pela comunidade acadêmica, que muito estudou os cultos da Bahia e Rio de Janeiro. Ainda para Borba (2012) faz-se necessário para obter esses dados uma pesquisa de campo direta nos locais citados de sua vida, nas cidades de Rio Grande e Pelotas, no Rio Grande do Sul, como local onde desembarcou e morou parte de sua vida. E em Porto Alegre, onde praticou o culto oyo e morou na rua Visconde do Herval (História da Nação Oyo:2014). A mudança de Mãe Emília para a cidade de Porto Alegre acredita-se, ter sido motivada pela necessidade de dar assistência espiritual aos habitantes da capital, e a tentativa de manter viva a sua tradição religiosa (OLIVEIRA:2008) Sem dúvida, Mãe Emília, foi mulher, forte, em uma época em que muitas mulheres não se expressavam ou tinham receio de se expressar, fez valer sua opinião, e deu condições do conhecimento da nação Oyo existir, mesmo que com muitas dificuldades (já que muito se perdeu) até os nossos dias de hoje. Mãe Emília, como ficou conhecida foi responsável por trazer consigo os conhecimentos da nação dos Orixás de Oyo, e cultuá-los na cultura gaúcha. Para Tacques (2008:84) "um dos pontos iniciais do Oyó, que começa a formar a nossa Bacia, a Sra Emília Fontes de Araújo, conhecida como Mãe Emília de Oyá Laja (grifo nosso), que era uma Princesa do Povo Yorubá, na Nigéria(...)".

4 4 A família Oyo divide a sua origem com duas irmãs, Ìyá Emília de Oyá Lajá e Ìyá Cesária de Sàngó Oba Leri. Note que esta nação também divide o trono com duas divindades Oya e Sang[informação Gilson de Oba, raiz Oyo] (WOLFF, 2013). Figura 1 Emília de Oya Laja Fonte: 885/a-historia-do-batuque-do-riogrande-do-sul.html Existe muita controvérsia no nascimento e morte da Princesa Emília, no entanto, optou-se na data de 1930, como a que mais foi relatada. Dentro da história do Brasil, existem muitas controvérsias sobre a formação do negro, o número de escravos escravizados, onde foram quando vieram e de que forma estes escravos vieram para o Brasil (Carvalho, 2000: 6). Tacques (2008:80) destaca que "Mãe Emília, falecida em 1930, deixou como herdeiro: (...) Pai Acimar de Xangô Tayó (...)", o que nos leva a definir esta data como mais provável por sua morte. 2. FORMAÇÃO DA NAÇÃO OYO-JEJE Pai Acimar de Xangô Tayó, foi o responsável pela formação da Nação Oyo-Jeje, conforme nos destaca Tacques. Pai Acimar de Xangô Tayó, Sr Acimar Cezarino Ribeiro dos Santos, que iniciou oficialmente a nossa Bacia no Rio Grande do Sul com Oyó e Jeje. Pai Acimar também faz parte da Bacia do Pai Antoninho de Oxum. Pertenceu a gamela de Mãe Nicola de Xangô Bamboxê e passou para Mãe Miguelina conhecida como Mãe Miguela de Xangô Tayó. (TACQUES, 2008: 85-86) Figura 2 Pai Acimar de Xangô Tayó Fonte: Ao se analisar a formação da religião africana no Rio Grande do Sul, nos é possível perceber que ao contrário do que muitos acreditam a Batuque do Rio Grande do Sul, de forma alguma é uma ramificação do Cadomblé presente na Bahia, já que apresenta ritos e fundamentos bem diferenciados. Assim como o Cadomblé bahiano, o batuque do riograndense apresenta raízes diretas no continente africano, tendo a sua formação praticamente na mesma época com vinda dos escravos ao para o Brasil.

5 5 Na África cada região cultuava um grupo diferenntes de Orixás, de forma diferente, com dogmas e rituais, de acordo com a região geográfica. Quando os escravos vieram para o Brasil, trouxeram consigo estas nações diferentes. Com a escravidão estes escravos, vindos ao Brasil, viram a sua cultura ser desmantelada, e com a possibilidade de ser perdida, organizando assim o culto em nosso país. Como vieram de regiões diferentes, trouxeram consigo ritos diferentes, que foram unidos aqui, especialmente no Rio Grande do Sul, formando o que se entende por Batuque. (Cezimbra:2014) Cada região oriunda diretamente da África criou uma Nação diferente: Jeje, Oyo, Ijexá, Nagô, Cabinda, dentre outras. Uma das ramificações da nação Oyo (nosso objeto de estudo) é formada por Pai Acimar de Xangô, herdeiro espiritual de Mãe Emília. Desta maneira é fácil perceber a importância de Mãe Emília de Oya Lajá, ou simplesmente Princesa Emília, pois a vertende criada por ela, ainda hoje está presente, em dezenas de casas de axé oriundas de Pai Acimar. Pai Acimar, dentre seus herdeiros religiosos deixou Mãe Eulinda de Iança Bemi, que posteriormente funda o Reino de Oxalá e Oxum. É importante que todos tenham a visão de que para entender a cultura de um povo é necessário sempre se olhar para traz, analisar nossa história, e verificar quem foram nossos personagens. Figura 3 - Mãe Eulinda de Iança Bemi Fonte: Não é possível querer entender a história apenas sobre o enfoque de alguns historiadores que muitas vezes realizam pesquisas patrocidas por instituições que já determinam o resultado final que esperam daquela pesquisa, para poder fundamentar seus serviços produtos ou pontos de vista. É claro que seria utopia imaginarmos que se faria pesquisa sem incentivo, pois sabe-se que pesquisar oneram muitos custos, que geralmente o pesquisador não possui condições de arcar sozinho.

6 6 Por isso é necessário que pesquisadores autônomos, de vários instrituições diferentes e independentes façam isso, pois desta forma com análises muitas vezes controversas se poderá analisar de uma maneira mais neutra. Felizmente, hoje observa-se um maior número de pessoas interessadas em buscar as informações primárias, desconfiar do que se diz e desta forma buscar a verdade dos fatos. 3. REINO DE OXALÁ E OXUM O Reino de Oxalá e Oxum, representado atualmente na pessoa da Ialorixá Jane de Oxum Bomi e pelo Babalorixá Chiquinho de Oxalá Mococheu, filhos de santo de Mãe Eulinda de Iança Bemi, que iniciada pelo Babalorixá Acimar de Xangô Tayo. O Reino está localizada na avenida Veiga nº 590, na cidade de Porto Alegre, foi fundada no dia 4 de dezembro de 1943, sendo reconhecida em todo o estado do Rio Grande do Sul, pela seriedade e comprometimento dentro dos preceitos da religião africana. No dia 2 de março de 2009 o Reino de Oxalá e Oxum recebeu a Comenda Porto do Sol expedido pela câmera de vereadores de Porto Alegre. Esta comenda segundo exposição de motivos (PROC. Nº 1011/09 PR Nº 005/09) a seguir: Nos idos de 1943, há 66 anos, no dia 4 de dezembro de 1943, foi fundada, por meio da Ialorixá Mãe de Santo, Mãe Eulinda de Iansã, a hoje denominada Sociedade Beneficente Cultural Africana Reino de Oxalá e Oxum, que na época era conhecida como Casa de Umbanda Vovô Lesbão, e que, a partir de 1953 até o ano de 1978, passou a ser denominada Sociedade Africana Reino de Iansã Bemi, atuando como Casa de Umbanda e Nação. Com o Omulú falecimento de Mãe Eulinda de Insã, ocorreu a sucessão por Mãe Jane de Oxum, quando, então, por ato formal de registro na União de Umbanda do Rio Grande do Sul, sob a inscrição de número 97, passou a ser conhecida pela atual denominação: Sociedade Beneficente Cultural Africana Reino de Oxalá e Oxum. As comemorações de aniversário da Instituição no ano de 2008 comemorações aos 50 anos de assentamento do Orixá Oxum Bomi significaram um grande marco na história das religiões afrobrasileiras, pois incluiu a primeira Missa Afro realizada no Rio Grande do Sul, na Igreja São Jorge, em Porto Alegre. A Sociedade Beneficente Cultural Africana Reino de Oxalá e Oxum realiza, desde a sua fundação, atividades e obrigações religiosas na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A título ilustrativo, citamos algumas: fundadora, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, da 1ª Festa das Águas de Porto Alegre; Campanha do Agasalho; Campanha do Quilo; além de serviços assistenciais prestados à comunidade, dentre tantas outras atividades. Desde 1959, por meio da saudosa Ialorixá Eulinda de Iansã, passou a realizar também a festa religiosa à beira-mar Festa de Yemanjá no município de Quintão, completando, neste ano de 2009, 50 anos nessa atividade, que atualmente tem como responsáveis a Ialorixá Mãe Jane de Oxum, juntamente com o Pai Chiquinho de Oxalá, terceira geração a promover a festividade. Ressaltese que, a despeito da relevância e da grandiosidade dos eventos e das atividades que são promovidos pela Instituição, não se exige qualquer tipo de colaboração da

7 7 comunidade participante. A Instituição ainda é responsável por trinta casas de culto afrorreligioso e também pela Festa de Yemanjá de Florianópolis, que é realizada em conjunto pelo Pai Chiquinho de Oxalá e pelo Babalorixá Tagues de Xangô, de Florianópolis. A Comenda Porto do Sol é uma forma de reconhecimento da Instituição, que com ela tem o poder público municipal como reconhecedor dos serviços prestados pelo Reino de Oxalá e Oxum, na pessoa de Pai Chiquinho de Oxalá e Mãe Jane de Oxum. É uma grande honraria que inspira outras instituições a seguirem o exemplo do trabalho desenvolvido pelos seus dirigentes. Figura 4 Ialorixá Jane de Oxum Bomi e pelo Babalorixá Chiquinho de Oxalá Fonte: Grande Axe O Reino de Oxalá e Oxum possui mais de 30 casas de religião que são oriundas de seu axé, de sua bacia. A origem da casa vem de Oya Laja, fundadora do axé de Oyo no Rio Grande do Sul. Dentre as casas que foram fundadas por este axé, destaca-se a casa de Pai Sérgio de Xangô Godô. 4. PAI SÉRGIO DE XANGO GODÔ Pai Sérgio de Xangô Godô, Sérgio Máchado Trindade, como já foi dito, foi inciado pelo axé de Pai Chiquinho de Oxalá Mococheu, e possui seu Ilê localizado na cidade de Gravataí, no distrito de Morungava, em uma área de mais de 8 mil metros quadrados. Um local privilegiado pela vegetação em torno da casa, com mata nativa e lago artificial para uso nos rituais religiosos, onde estão plantadas dezenas de plantas de uso litúrgico e frutíferas, que além de servirem de alimento as pessoas que ali frequentam servem como oferendas aos Orixás da casa. Figura 5 Pai Sérgio de Xangô Fonte: Grande Axé Sérgio Machado, ou o Babalorixá Sérgio de Xangô, hoje com 47 anos, define-se como um operário da fé africanista ou ainda, como um simples instrumento a serviço de seu Orixá. Sua trajetória na religião afro e umbandista começou aos 21 anos, quando ingressou na Corrente de Umbanda de Mãe Tereza de Oxum, de Porto Alegre, da bacia de Mãe Eva de Ogum, de Canoas, 8 anos depois iniciou-se na Nação dos Orixas, ao cumprir um preceito de Bori sob o Axé de Mãe Horacina de Oxalá, onde permaneceu por um período de 8 anos. Mais tarde aprontou-se com

8 8 o Babalorixá Chiquinho de Oxalá, sob cuja bandeira continua até hoje. Tanto com Mãe Tereza quanto com Mãe Horacina, Pai Sérgio reconhece ter aprendido muito não só em relação aos rituais, como ao aspecto social da religião, já que ambas desenvolviam um importante trabalho social e comunitário. Com seu Babalorixá, Pai Chiquinho de Oxalá, Pai Sérgio Continuou seu aprendizado sobre os preceitos africanistas e manteve acesa a chama da consciência social, acompanhando as inúmeras atividades beneficientes que o Reino de Oxalá e Oxum, dirigido por Pai Chiquinho e Mãe Jane de Oxum patrocina ou promove junto as comunidades de suas sedes em Porto Alegre e Balneário de Quintão. Todos estes ensinamentos e a conduta ética e íntegra, Pai Sérgio transmite hoje aos mais de vinte Filhos de Santo que hoje fazem parte do Ilé Áse Oba Iná Sàngò A-godô, em Gravataí. (BOM AXÉ: 2005). Hoje Pai Sérgio de Xangô Godô ainda pratica seus aprendizados em sua casa, atendendo a comunidade e amigos que buscam seu auxílio espiritual para tentarem minimizar o seu sofrimento. O que se aprende somamos a cada dia, e desta forma somos o resultado de tudo que aprendemos anteriormente. Com isso o que Pai Sérgio de Xangô pratica não é exclusivamente de seu aprendizado com Pai Chiquinho de Oxalá mais o somatório de tudo que vem de sua origem religiosa, assim como o que ele transmite também será. 5. FUNDAÇÃO DO ILÊ ORIXÁ O Ilê Orixá Ogum Adiokô e Oya Tofã foi fundado no dia 30/09/2011, por Pai Ronie de Ogum Adioko e Pai Alexandre de Oya Tofã, data em que os Orixás de Pai Ronie vieram para casa, é uma casa de axé regida pelos Orixás Ogum e Oya, que segue os princípios de Oyo-Jeje. O nome refere-se ao espaço sagrado para culto das divindades africanas, segundo a tradição Oyo-Jeje. Figura 6 Logotipo do Ilê Orixá Fonte:

9 9 Pai Ronie de Ogum e Pai Alexandre de Oya foram iniciados no axé de Pai Sérgio de Xangô, desta forma são descendentes diretos do axé Mãe Emília de Oya Laja, responsável pelo axé de Oyo no Rio Grande do Sul. Segundo Santos (2008) "Cada ilé-òrìsà reúne um grupo de iniciados, de praticantes e fiéis que constituem os diversos segmentos diferenciados da população urbana do "terreiro". Cada grupo está vinculado a uma comum matéria de origem abstrata, simbolizada por seu òrìsà4. Essa simbologia caracteriza cada grupo do "terreiro" pela utilização de cores determinadas, por certas proibições - principalmente de caráter alimentar - pela utilização de certos emblemas, de certas Figura 7 Pai Ronie e Pai Alexandre Fonte: Grande Axé ervas, de certos dias para reuniões e o culto, por festivais anuais etc. Por ocasião da abertura do Ilê, Pai Ronie, após jogar búzios, foi orientado que a casa deveria ter como Orixás padrinhos Xangô e Oxum. Desta maneira, a casa se coloca a disposição de todos os interessados para auxiliar em suas necessidades espirituais. O nome Ile, em dialeto africano significa casa, e Orixá são as divindades africanas que servem de elo de ligação entre o homem e o sagrado, desta forma Ilê Orixá, é o local onde são cultuados os Orixás. (Pereira: 2012). 6. SÍTIO ILÊ IFÉ Localizado no Distrito de Morungava, na cidade de Gravataí, o Sítio Ilê Ifé é uma área preservada de mata nativa, onde o cantar dos pássaros e as folhas de Ossanha estão presentes em toda a parte. 4 Òrìsà: escrita em dialeto yoruba: Orixá

10 10 Figura 8 Sítio Ilê Ifé Fonte: Na religião africana, a ligação entre o homem e o sagrado se dá a partir da convivência entre o homem e a natureza. A natureza é a morada dos Orixás (divindades africanas que representam suas forças). Preservar a natureza é preservar a Religião dos Orixás. Sem a natureza não podemos cultuar nossa religião, desta maneira o Ilê Orixá Ogum Adiokô e Oya Tofã possuem o sítio Ilê Ifé como espaço destinado ao culto da religião africana. No local é possível conferir córregos de água cristalina, açude destinado aos Orixás Oxum, Iemanjá e Oxalá (Lago Oxum Dioni), e centenas de mudas de plantas da região. Cada espaço do sítio está consagrado a um Orixá, assim temos a mata para os Orixás Ogum, Odé / Otim e Ossanha (Mata Ossanha Niqué e Xapanã Udê e Mata Ode e Otim Belujam Abaim) os caminhos para o Orixá Bará, taquareiras (bambuzais) para o Orixá Oya (Espaço Oya Tofã), bananeiras para o Orixá Xangô entre outros espaços. Após as obrigações os filhos da casa podem usufruir de um espaço tranquilo e sagrado para o culto da religião, sem a pertubação das grandes cidades e com a certeza que seu axé será integralmente recebido pela mata. 7. PRINCÍPIOS QUE ORIENTAM O ILÊ ORIXÁ E A FIGURA MULHER O Ilê Orixá é uma casa de axé que foi fundada como característica principal aliar religião africana e comprometimento social. Realiza durante o ano uma série de atividades voltadas a

11 11 população de baixa renda, como arredação de agasalhos, festas populares como páscoa e natal, além de todas as semanas realizar atendimento personalizado a aqueles que necessitam de assistência espiritual. Uma Casa de Axé, Casa de Santo, ou Ilê, como são conhecidos os terreiros de religião de matriz africana no Rio Grande do Sul, antes de mais nada devem realizar trabalho social junto as comunidades em que estão inseridos. A religião não deve ter como fim a ganância de alguns, o lucro de outros, a vaidade de muitos. A religião deve vir para contribuir para a melhora na qualidade de vida de toda a comunidade que a rodeia. Não são nas festas e comemorações de um Ilê que este deve mostrar sua força, a religião não deve ser realizada para aqueles que possuem religião, e sim aqueles que necessitam dela. Nós do Ilê Orixá Ogum Adiokô e Oya Tofã, nos apresentamos à comunidade como uma casa que tem como objetivo principal levar a religião a quem precisa. A importância de uma mulher negra, como a Princesa Emília de Oya Lajá, é de extrema importância, pois de uma só vez nos torna possível a compreensão de duas coisas, a influência da mulher na religião, e, sobretudo a importância da mulher negra, em uma época onde a cultura africana era sempre muito criticada. Entender nossa história é compreender o presente, o porquê fazemos de um jeito e porque não fazemos de outra forma. Na religião africana, o conhecimento é na sua maior parte transmitido pela oralidade, neste sentido se faz necessário saber de quem recebemos o conhecimento que praticamos. (PEREIRA, 2013) Quando se compreennde a história e a importância de pessoas influentes, temos condições de entender a dinâmica social em que estamos inseridos, alguns porques, indagações e de que maneira a estas possibilitaram a mudança de conceitos. A história do Rio Grande do Sul é repleta de exemplos de homens e mulheres que mudaram o rumo de suas comunidades, na cultura, na religião, na política. É importante que todos começem a repensar a história, que reler o existe, filtrar o que é necessário e procurar reescrever, desenvolver senso crítico, para fazer com que as pessoas também façam isso. É necessário e importante conhecer a formação da religião africana no Rio Grande do Sul, essencialmente da nação Oyo-jeje, para poder compreender de que maneira a religião africana influenciou a cultura, a política e costumes gaúchos. A partir Emília de Oya Laja, a religião africana continua viva, na memória e em muitas casas estabelecidas em todo o Rio Grande do Sul.

12 12 A partir daí, Pai Acimar, iniciado no axé de Princesa Emília, inicia Eulina de Iança, que a partir do seu axé, inicia Mãe Jane de Oxum e Pai Chiquinho de Oxalá. Vale lembrar que dentre dezenas de filhos de santo de Pai Chiquinho de Oxalá, destacamos Pai Sérgio de Xangô, como iniciador de Pai Ronie de Ogum e Pai Alexandre de Oya, responsável pela fundação do Ilê Orixá. Sabemos que a estruturação do culto ao Òrìsà(s) foi realizada pelas mulheres escravas, que foram as primeiras a serem libertas, as quais tinham como iniciativas e objetivos, fixar a religião de origem africana em nosso país, dando início do sistema matriarcal com base no culto aos Òrìsà(s). (Ferro: 2006, 32) Percebe-se claramente que a religião de matriz africana em nosso Estado tem grande influência da mulher que é parte responsável por influências que sentimos ainda hoje. No Ilê Orixá a mulher é respeitada em em sua totalidade. Tradicionalmente a mulher sempre teve grande importância dentro dos cultos africanos, como podemos perceber no exemplo com a Princesa Emília de Oya, e deve ser um dever de cada terreiro preservar esta influência. Ser do axé, pertencer a um terreiro é antes de mais nada uma forma de respeitar a todos, independente de ser homem ou mulher, de ser rico ou pobre, de se precisar ou não. Perante a religiao dos Oriás todos são iguais. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Ilê Orixá, hoje é um terreiro que possui grande responsabilidade social no local onde está inserido, na ajuda a pessoas que necessitam de conforto espiritual. O Ilê ainda faz com que mudem paradigmas de que a religião africana é ruim. O dia a dia na casa, pelas dezenas de pessoas que frequentam o local mostra que é um lugar de respeito, espiritualidade e auxílio a todos os que batem a porta, pois a religião africana é para melhorar o desenvolvimento das pessoas, na prática do bem e do correto. Entender o passado, sempre nos faz compreender melhor nosso presente, nossa história e nossa raiz. Com isso espera-se que este trabalho sirva de consulta para futuras observações sobre os cultos africanos dentro do Rio Grande do Sul, especialmente a nação oyo e jeje, que hoje orienta o Ilê Orixá.

13 13 REFERÊNCIAS BORBA, Rudinei & WOLFF, Erick. A descendência do Òrìsà e sua sobrevivência na iniciação no batuque do RS. Pesquisadores independentes e autodidadas. Novembro, CARVALHO, Marcom Antonio de. Cultura negra. São Paulo: Editora Três, CEZIMBRA, Eduardo. A escravidão na África: a religião dos escravos. Certificado de registro n Livro 920 folha 108, pela fundação Biblioteca Nacional. Acesso em 31 jul FALANDO das nações do batuque. Disponível Publicado em 24 ago por LEITE, Roger. A história do batuque no Rio Grande do Sul. Disponível por Publicado em 26 ago Acesso em 01 ago OLIVEIRA, Marco. Batuque Ijexá do Rio Grande do Sul: raízes do oyo. Publicado em 25 out PEREIRA, Ronie Anderson Pereira. Fundação do Ilê Orixá ogum Adoko e Oya Tofã. Disponível por em 31 de julho Publicado em 05 abr PEREIRA, Ronie Anderson. Origem feitura Pai Ronie de Ogum. Disponível por em 24 ago Publicado em 07 fev SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13 ed. Petrópolis, Vozes, TACQUES, Ivone Aguiar. Ilê-Ifé: de onde viemos. Porto Alegre: Artha, UMA trajetória de fé. Jornal Bom Axé. Encarte Especial, outubro de WOLFF, Erick. A estrutura religiosa afroconesul e os conceitos yorubas. Parte 2. Publicado na Revista Olorum, n. 6, outubro de 2011.Disponível por Publicado em 25 ago 2013 XAPANÃ Enedir. História da nação Oyo: nação oyo. Disponível https://sites.google.com/site/templodanacaooyoxapanaeiansa/historia-da-nacao-oyo em por

UMA BREVE SOBRE A PINCESA EMÍLIA DE OYA LAJA E A FORMAÇÃO DA NAÇÃO OYO-JEJE NO RIO GRANDE DO SUL

UMA BREVE SOBRE A PINCESA EMÍLIA DE OYA LAJA E A FORMAÇÃO DA NAÇÃO OYO-JEJE NO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE PÓS-RS SOCIEDADE, POLÍTICA E CULTURA Polo de Santo Antônio da Padrulha Disciplina: História e gênero ALEXANDRE SILVEIRA DOS REIS RONIE ANDERSON PEREIRA UMA BREVE SOBRE A PINCESA

Leia mais

Candomblé e Umbanda As Diferenças

Candomblé e Umbanda As Diferenças ~ 1 ~ Candomblé e Umbanda As Diferenças Paulo Sett ~ 2 ~ 2013 de Paulo Sett Título Original em Português: Candomblé e Umbanda As Diferenças Capa e Miolo: Diana Reis Revisão: Paulo Sett Impressão: PerSe

Leia mais

Cultura Afro-Indígena Brasileira. Prof. Ms. Celso Ramos Figueiredo Filho

Cultura Afro-Indígena Brasileira. Prof. Ms. Celso Ramos Figueiredo Filho Cultura Afro-Indígena Brasileira Prof. Ms. Celso Ramos Figueiredo Filho Religiões Afro-Brasileiras Introdução - Escravidão miscigenação e sincretismo (Angola, Moçambique, Congo) - 3 a 5 milhões de africanos

Leia mais

Jornalismo Cultural: A Abordagem Dada a Reportagens Especializadas no Culto aos Orixás 1

Jornalismo Cultural: A Abordagem Dada a Reportagens Especializadas no Culto aos Orixás 1 Jornalismo Cultural: A Abordagem Dada a Reportagens Especializadas no Culto aos Orixás 1 Agnes Maria Araújo ANJOS 2 Natália Alberto de MELO 3 Cintia Cerqueira CUNHA 4 Universidade de Uberaba, Uberaba,

Leia mais

AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA UMBANDA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA RS¹. NASCIMENTO, Taiane Flores do²; SACCOL, Paloma Tavares³; BEZZI, Meri Lourdes 4

AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA UMBANDA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA RS¹. NASCIMENTO, Taiane Flores do²; SACCOL, Paloma Tavares³; BEZZI, Meri Lourdes 4 AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA UMBANDA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA RS¹ NASCIMENTO, Taiane Flores do²; SACCOL, Paloma Tavares³; BEZZI, Meri Lourdes 4 1 Trabalho de Pesquisa NERA/CCNE/UFSM 2 Acadêmica do

Leia mais

Catálogos DVD S de Candomblé

Catálogos DVD S de Candomblé APOSTILAS QUE FUNDAMENTAM CASA DE ORIXÁ. Apostila Adoração ao Orixá Orí Cabeça. Cerimônia de Bori. Apostila Comida de Orixá. Como elaborar passo a passo as comidas de Exu a Oxala. Apostila: De Exu a Oxala

Leia mais

Religiões Afro-Brasileiras

Religiões Afro-Brasileiras Religiões Afro-Brasileiras Apresentação Em continuidade ao Estudo Multidisciplinar Baía de Todos os Santos (Projeto BTS), estão sendo realizadas investigações com foco nas baías da Bahia, com envolvimento

Leia mais

ÀGORA, Porto Alegre, Ano 3, jan/jun.2012. ISSN 2175-3792

ÀGORA, Porto Alegre, Ano 3, jan/jun.2012. ISSN 2175-3792 28 ÀGORA, Porto Alegre, Ano 3, jan/jun.2012. ISSN 2175-3792 FORMAÇÃO DE PROFESSORES A PARTIR DA LEI 10.639/03: UMA EXPERIÊNCIA NO PROJETO DE EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NO COTIDIANO ESCOLAR, DESENVOLVIDO PELA

Leia mais

www.axeileoba.com.br - axe@axeileoba.com.br

www.axeileoba.com.br - axe@axeileoba.com.br A valorização de uma cidade começa pela preservação de seus patrimônios e manutenção de suas identidades. Axé Ilê Obá - Patrimônio Histórico e Cultural CONDEPHAAT - São Paulo O Axé Ilê Obá está em funcionamento

Leia mais

EXPOSIÇÃO IYÁS: UM OLHAR DA PRESENÇA E O PODER FEMININO NO CANDOBLÉ NO BRASIL

EXPOSIÇÃO IYÁS: UM OLHAR DA PRESENÇA E O PODER FEMININO NO CANDOBLÉ NO BRASIL EXPOSIÇÃO IYÁS: UM OLHAR DA PRESENÇA E O PODER FEMININO NO CANDOBLÉ NO BRASIL Thayane Caroline de Moura caroline.thayane@yahoo.com.br (021) 3659-1313 / 8022-3016 / 3344-0869 Tulani Pereira da Silva tulani.ufrj@hotmail.com

Leia mais

A RESISTÊNCIA DA CULTURA AFRICANA NOS RITUAIS DE CANDOMBLÉ KETU. Watusi Virgínia Santiago Soares* Faculdade Alfredo Nasser watusisantiago@gmail.

A RESISTÊNCIA DA CULTURA AFRICANA NOS RITUAIS DE CANDOMBLÉ KETU. Watusi Virgínia Santiago Soares* Faculdade Alfredo Nasser watusisantiago@gmail. A RESISTÊNCIA DA CULTURA AFRICANA NOS RITUAIS DE CANDOMBLÉ KETU Watusi Virgínia Santiago Soares* Faculdade Alfredo Nasser watusisantiago@gmail.com Palavras-Chave resistência Candomblé - Iorubá INTRODUÇÃO

Leia mais

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil.

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. ATIVIDADE 01 MANIFESTAÇÕES DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. Com eles

Leia mais

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam

Leia mais

Alabê Ketujazz: espiritualidade, jazz e referências africanas sobre o palco

Alabê Ketujazz: espiritualidade, jazz e referências africanas sobre o palco Alabê Ketujazz: espiritualidade, jazz e referências africanas sobre o palco por Por Dentro da África - terça-feira, novembro 24, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/alabe-ketujazz-espiritualidade-jazz-e-referencias-africanassobre-o-palco

Leia mais

Oralidade Yorùbá: O papel da palavra dentro do culto de Òrìsà

Oralidade Yorùbá: O papel da palavra dentro do culto de Òrìsà Oralidade Yorùbá: O papel da palavra dentro do culto de Òrìsà por Por Dentro da África - terça-feira, junho 04, 2013 http://www.pordentrodaafrica.com/noticias/oralidade-yoruba-o-papel-da-palavra-dentro-do-culto-de-orisa

Leia mais

CANDOMBLÉ IN THE REPRESENTATION OF YALORIXÁ

CANDOMBLÉ IN THE REPRESENTATION OF YALORIXÁ 26 O CANDOMBLÉ NA REPRESENTAÇÃO DA YALORIXÁ Nadja Antonia Coelho dos Santos E-mail: nadjaacs@ufrb.edu.br Universidade Federal do Recôncavo da Bahia RESUMO Este artigo resulta de uma breve revisão de literatura

Leia mais

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. F159u

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. F159u CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ F159u Falasco, Alexandre Cesar Umbanda de barracão / Alexandre Cesar Falasco ; coordenação Diamantino Fernandes Trindade.

Leia mais

A CROMOTERAPIA NA UMBANDA

A CROMOTERAPIA NA UMBANDA A CROMOTERAPIA NA UMBANDA I. INTRODUÇÃO A utilização da cor em qualquer religião, ou melhor, em qualquer processo mágico remonta aos tempos mais antigos. A luz é uma vibração energética, da mesma forma

Leia mais

SINCRETISMO RELIGIOSO, NATAL FESTEJA IEMANJÁ 1

SINCRETISMO RELIGIOSO, NATAL FESTEJA IEMANJÁ 1 SINCRETISMO RELIGIOSO, NATAL FESTEJA IEMANJÁ 1 Antônio da Silva PINTO Netto 2 Joabson Bruno de Araújo COSTA 3 Giovana Alves ARQUELINO 4 Sebastião Faustino PEREIRA Filho 5 Universidade Federal do Rio Grande

Leia mais

A FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO MERCADO RELIGIOSO DOS BENS SIMBÓLICOS DOS ORIXÁS: FENÔMENO DA HIPERTROFIA NA METRÓPOLE GOIANA

A FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO MERCADO RELIGIOSO DOS BENS SIMBÓLICOS DOS ORIXÁS: FENÔMENO DA HIPERTROFIA NA METRÓPOLE GOIANA A FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO MERCADO RELIGIOSO DOS BENS SIMBÓLICOS DOS ORIXÁS: FENÔMENO DA HIPERTROFIA NA METRÓPOLE GOIANA Jailson Silva de Sousa Graduando do curso de geografia da Universidade Estadual de

Leia mais

Xirê: uma performance corporal de restauração da energia vital

Xirê: uma performance corporal de restauração da energia vital Xirê: uma performance corporal de restauração da energia vital Tatiana Maria Damasceno Universidade Federal do Rio de Janeiro Professora assistente do Departamento de Arte Corporal Resumo: Axé, energia

Leia mais

O LUGAR DA INFÂNCIA NA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA Jaqueline de Fátima Ribeiro UFF Agência Financiadora: CAPES

O LUGAR DA INFÂNCIA NA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA Jaqueline de Fátima Ribeiro UFF Agência Financiadora: CAPES O LUGAR DA INFÂNCIA NA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA Jaqueline de Fátima Ribeiro UFF Agência Financiadora: CAPES Resumo O texto em questão é parte da pesquisa em desenvolvimento (mestrado) que tem como objetivo

Leia mais

SABERES COMPARTILHADOS ENTRE HISTÓRIA E ENSINO RELIGIOSO: uma experiência que deu certo

SABERES COMPARTILHADOS ENTRE HISTÓRIA E ENSINO RELIGIOSO: uma experiência que deu certo SABERES COMPARTILHADOS ENTRE HISTÓRIA E ENSINO RELIGIOSO: uma experiência que deu certo Talita Bender Teixeira 1 Resumo: Este artigo tem por objetivo relatar uma experiência que deu certo, fruto dos saberes

Leia mais

CUIDAR DA NATUREZA RESPEITANDO OS ORIXÁS E ENTIDADES

CUIDAR DA NATUREZA RESPEITANDO OS ORIXÁS E ENTIDADES Ambiente em Ação CUIDAR DA NATUREZA RESPEITANDO OS ORIXÁS E ENTIDADES Orientações para práticas culturais/religiosas em unidades de conservação e áreas naturais protegidas por lei. Bem vindo(a)! componente

Leia mais

Candomblé: Fé e Cultura 1. Priscilla LIRA 2 Bira NUNES 3 Tenaflae LORDÊLO 4 Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru, PE

Candomblé: Fé e Cultura 1. Priscilla LIRA 2 Bira NUNES 3 Tenaflae LORDÊLO 4 Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru, PE Candomblé: Fé e Cultura 1 Priscilla LIRA 2 Bira NUNES 3 Tenaflae LORDÊLO 4 Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru, PE RESUMO O presente trabalho apresenta, por meio de um ensaio fotográfico, a cultura do

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB SEMINÁRIO INTERNACIONAL ACOLHENDO AS LÍNGUAS AFRICANAS - SIALA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB SEMINÁRIO INTERNACIONAL ACOLHENDO AS LÍNGUAS AFRICANAS - SIALA OLÓMI L ÒSUN 1 : O MONUMENTO DE OXUM E A AFIRMAÇÃO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA Autora: Raquel Braun Figueiró 2 A colocação da estátua do orixá Oxum as margens do rio Guaíba, em Porto Alegre, capital do

Leia mais

COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU

COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU Felipe Agenor de Oliveira Cantalice Universidade Estadual da Paraíba/CH Orientador: Prof. Dr. Waldeci Ferreira Chagas Neste trabalho analisamos o cotidiano dos moradores

Leia mais

Candomblé: partículas da história de resistência de uma religião em Londrina

Candomblé: partículas da história de resistência de uma religião em Londrina Candomblé: partículas da história de resistência de uma religião em Londrina Jamile Carla Baptista (Ciências Sociais UEL.) jamile_baptista@hotmail.com Prof. Dr. Fabio Lanza (Ciências Sociais UEL - orientador)

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados e dá outras providências. O

Leia mais

entrevista a yá habiba de osun

entrevista a yá habiba de osun entrevista a yá habiba de osun No passado dia 04 de Outubro Yá Habiba do Ilê Asè Oxum Abalô, localizado na Áustria, visitou o Terreiro Ilê Asé Omim Ogun e a sede da Coordenação Internacional da FENACAB,

Leia mais

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Os estudos sobre a África e as culturas africanas têm ganhado espaço nas últimas décadas. No Brasil esse estudo começou, basicamente, com Nina Rodrigues em

Leia mais

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC

Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM. Cabelos de axé: identidade e resistência Raul Lody. Editora SENAC ÁFRICA Homens da África Ahmadou Kourouma. Edições SM Ricamente ilustrada por fotos e desenhos, esta obra traça um painel detalhado da vida dos habitantes da África do Oeste: sua tradição oral, detalhes

Leia mais

ADEPTOS DO CANDOMBLÉ E SUA REPRESENTAÇÃO SOCIAL INTERGRUPAL

ADEPTOS DO CANDOMBLÉ E SUA REPRESENTAÇÃO SOCIAL INTERGRUPAL ADEPTOS DO CANDOMBLÉ E SUA REPRESENTAÇÃO SOCIAL INTERGRUPAL Kueyla Andrade Bitencourt Faculdade Juvêncio Terra (orientador) kueyla@yahoo.com.br Geralda Alves Faria FJT gerinha12@hotmail.com Patrícia Rosângela

Leia mais

UMA OFERENDA A YEMANJÁ: A RELIGIOSIDADE PRESENTE NA FESTA DE 1º DE JANEIRO NAS PRAIAS CARIOCAS. PALITOT, Fernanda Souto Maior (UERJ/NEPEC)

UMA OFERENDA A YEMANJÁ: A RELIGIOSIDADE PRESENTE NA FESTA DE 1º DE JANEIRO NAS PRAIAS CARIOCAS. PALITOT, Fernanda Souto Maior (UERJ/NEPEC) UMA OFERENDA A YEMANJÁ: A RELIGIOSIDADE PRESENTE NA FESTA DE 1º DE JANEIRO NAS PRAIAS CARIOCAS. PALITOT, Fernanda Souto Maior (UERJ/NEPEC) A pesquisa, em fase inicial, faz parte de um estudo maior sobre

Leia mais

Grupo de estudos Tenda de Umbanda Unidos em Oxalá

Grupo de estudos Tenda de Umbanda Unidos em Oxalá NAÇÕES DO CANDOMBLE Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões

Leia mais

1. TÍTULO DO PROJETO Comunidade negra no Brasil Religiões afro-brasileiras.

1. TÍTULO DO PROJETO Comunidade negra no Brasil Religiões afro-brasileiras. 1. TÍTULO DO PROJETO Comunidade negra no Brasil Religiões afro-brasileiras. 2. SÉRIE/CICLO II Ciclo 4ª série 3. AUTORA Tamy Mara Berardi. Curso: Pedagogia 6º período noturno. E-mail: tamyberardi@bol.com.br

Leia mais

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade,

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, AFRICANIDADES COMO VALORIZAR AS RAÍZES AFRO NAS PROPOSTAS PEDAGÓGICAS Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva 1 escreveu: Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, Quem conhece

Leia mais

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com Homenagem Maria Stella de Azevedo Santos Mãe Stella de Oxossi Por Juliana Faria Escritora, Psicóloga e Presidente do Centro de Referência e Estudos da Tradição e Cultura Afro- Brasileira do Ilê-Axé Pilão

Leia mais

O Espaço Público e o Espaço Sagrado na Festa de São Jorge em Quintino, cidade do Rio de Janeiro

O Espaço Público e o Espaço Sagrado na Festa de São Jorge em Quintino, cidade do Rio de Janeiro O Espaço Público e o Espaço Sagrado na Festa de São Jorge em Quintino, cidade do Rio de Janeiro João Victor Gonçalves Ferreira Universidade Federal do Rio de Janeiro Jvferreira07@gmail.com Introdução O

Leia mais

Expo Religião: Rio de Janeiro recebe o maior evento religioso da América Latina

Expo Religião: Rio de Janeiro recebe o maior evento religioso da América Latina Expo Religião: Rio de Janeiro recebe o maior evento religioso da América Latina por Por Dentro da África - terça-feira, novembro 24, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/expo-religiao-rio-de-janeiro-recebe-o-maior-evento-religiosoda-america-latina

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PRELIMINAR FORTALECIMENTO E EXPANSÃO DA DOUTRINA E DA PRÁTICA UMBANDISTA

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PRELIMINAR FORTALECIMENTO E EXPANSÃO DA DOUTRINA E DA PRÁTICA UMBANDISTA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PRELIMINAR FORTALECIMENTO E EXPANSÃO DA DOUTRINA E DA PRÁTICA UMBANDISTA MARÇO/2013 1-APRESENTAÇÃO 2-OBJETIVO 3-JUSTIFICATIVA 4-PLANEJAMENTO PRELIMINAR 4.1-VERTENTE DO CONHECIMENTO

Leia mais

ABERTURA. Hino da Umbanda

ABERTURA. Hino da Umbanda ABERTURA Hino da Umbanda Refletiu a Luz Divina Com todo seu esplendor Vem do reino de Oxalá Onde há paz e amor Luz que refletiu na terra Luz que refletiu no mar Luz que veio de Aruanda Para tudo iluminar

Leia mais

ASSINTEC Associação Inter-Religiosa de Educação e Cultura. Organização: Borres Guilouski Diná Raquel D. da Costa

ASSINTEC Associação Inter-Religiosa de Educação e Cultura. Organização: Borres Guilouski Diná Raquel D. da Costa ASSINTEC Associação Inter-Religiosa de Educação e Cultura Organização: Borres Guilouski Diná Raquel D. da Costa CANÇÃO Borres Guilouski Somos diversos E somos plurais Somos diferentes E somos iguais Respeito

Leia mais

Perfil dos terreiros

Perfil dos terreiros O perfil dos terreiros de joão pessoa Ivana Silva Bastos Universidade Federal da Paraíba Graduanda em Ciências Sociais ivanna_bastos@yahoo.com.br Religiões Afro-brasileiras e Kardecismo O universo religioso

Leia mais

C U L T. A arte. e os orixás 1. CULTURA Abdias Nascimento* 80 DEMOCRACIA VIVA Nº 34 FOTO: MARCUS VINI

C U L T. A arte. e os orixás 1. CULTURA Abdias Nascimento* 80 DEMOCRACIA VIVA Nº 34 FOTO: MARCUS VINI C U L T CULTURA Abdias Nascimento* A arte e os orixás 1 FOTO: MARCUS VINI 80 DEMOCRACIA VIVA Nº 34 U R A Minha pintura requer como básico o universo conceitual afro-brasileiro, a diferença cultural do

Leia mais

CADÊ MEU AJEUM? A COMIDA E SEUS VÁRIOS SIGNIFICADOS NOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ DE ARACAJU

CADÊ MEU AJEUM? A COMIDA E SEUS VÁRIOS SIGNIFICADOS NOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ DE ARACAJU CADÊ MEU AJEUM? A COMIDA E SEUS VÁRIOS SIGNIFICADOS NOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ DE ARACAJU Janaina Couvo Teixeira Maia de Aguiar Universidade Federal da Bahia janainacouvo@gmail.com GT 04 - O Alimento como

Leia mais

ALDEIA DE ANGORÔ A ROXO MUCUMBO: CANDOMBLÉ E TRADIÇÃO ANGOLA EM ILHÉUS (1885 1941)

ALDEIA DE ANGORÔ A ROXO MUCUMBO: CANDOMBLÉ E TRADIÇÃO ANGOLA EM ILHÉUS (1885 1941) ALDEIA DE ANGORÔ A ROXO MUCUMBO: CANDOMBLÉ E TRADIÇÃO ANGOLA EM ILHÉUS (1885 1941) Sílvio Pinto de ANDRADE*[1] No final do século XIX, surgiu no interior da Bahia uma forte economia baseada na cultura

Leia mais

A RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA: O CANDOMBLÉ

A RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA: O CANDOMBLÉ A RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA: O CANDOMBLÉ Gleiber Santos Inácio(UFS) 1 Arilene Cardoso Santos(UFS) 2 David Luis Paiva Costa(UFS) 3 Flávia Emanuela Santos Lima(UFS) 4 INTRODUÇÃO As religiões afro-brasileiras

Leia mais

Caminhando em branco: fotoetnografia da festa de Yemanjá em João Pessoa, PB. Walking on White: photoethnography of Yemanjá Feast in João Pessoa, PB

Caminhando em branco: fotoetnografia da festa de Yemanjá em João Pessoa, PB. Walking on White: photoethnography of Yemanjá Feast in João Pessoa, PB Caminhando em branco: fotoetnografia da festa de Yemanjá em João Pessoa, PB Walking on White: photoethnography of Yemanjá Feast in João Pessoa, PB Thiago de Lima Oliveira 1 Vamos, meu povo... temos que

Leia mais

O atual campo afro-religioso gaúcho

O atual campo afro-religioso gaúcho Os conteúdos deste periódico de acesso aberto estão licenciados sob os termos da Licença Creative Commons Atribuição-UsoNãoComercial-ObrasDerivadasProibidas 3.0 Unported. O atual campo afro-religioso gaúcho

Leia mais

RELIGIOSIDADE POPULAR NO NORDESTE ORIENTAL DO BRASIL: O ILÊ OBÁ OGUNTÉ E A MODERNIZAÇÃO

RELIGIOSIDADE POPULAR NO NORDESTE ORIENTAL DO BRASIL: O ILÊ OBÁ OGUNTÉ E A MODERNIZAÇÃO RELIGIOSIDADE POPULAR NO NORDESTE ORIENTAL DO BRASIL: O ILÊ OBÁ OGUNTÉ E A MODERNIZAÇÃO Nadijja Carmo Domingos da Silva 1 Profª Drª Zuleica Dantas Pereira Campos 2 RESUMO O Terreiro Obá Ogunté, ou Sítio

Leia mais

LIBERDADE DE CRENÇA E DE CULTO

LIBERDADE DE CRENÇA E DE CULTO 1 Legislação e orientações jurídicas sobre o exercício da liberdade religiosa, o combate à discriminação religiosa e a proteção do patrimônio cultural afro-brasileiro. Eu sou do Axé! Eu sou de Saravá!

Leia mais

Dança dos Espíritos Uma Noite no Centro de Candomblé

Dança dos Espíritos Uma Noite no Centro de Candomblé Dança dos Espíritos Uma Noite no Centro de Candomblé Pedro Vale de Andrade Arruda CÂMARA 1 Emanoel Francisco Pinto BARRETO 2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN RESUMO A reportagem impressa

Leia mais

Ipori e Eledá a propósito da polêmica sobre o Dique do Tororó

Ipori e Eledá a propósito da polêmica sobre o Dique do Tororó Ipori e Eledá a propósito da polêmica sobre o Dique do Tororó Marco Aurélio Luz SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros LUZ, MA. Cultura negra em tempos pós-modernos [online]. 3rd ed. Salvador: EDUFBA,

Leia mais

Acarajé. Comida de Santo, Tradição e Fonte de Sustento.

Acarajé. Comida de Santo, Tradição e Fonte de Sustento. Acarajé Comida de Santo, Tradição e Fonte de Sustento. 1 2 Acarajé Comida de Santo, Tradição e Fonte de Sustento. David J. Santos 3 Copyright 2014 by David José dos Santos Foto: Acarajé da Baiana Autoria

Leia mais

Colégio Umbandista Luz Dourada

Colégio Umbandista Luz Dourada Conteúdo Programático do Curso Doutrina e Cultura Umbandista Esse curso é a base inicial a todos que buscam seus fundamentos e sua história. Apresentaremos nossa liturgia, nossos rituais e práticas religiosas

Leia mais

Religiosidade Africana

Religiosidade Africana UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRPPG MECM CONHECIMENTO E DIVERSIDADE CULTURAL Religiosidade Africana Douglas Aires GOIÂNIA, 2012 Religião Africana O africano tem a religião como um modo de vida que é caracterizada,

Leia mais

Historien (Petrolina). ano 5. n. 10. Jan/Jun 2014: 456-460.

Historien (Petrolina). ano 5. n. 10. Jan/Jun 2014: 456-460. REIS, João José. Domingos Sodré: um sacerdote africano - Escravidão, Liberdade e Candomblé na Bahia do século XIX. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Jucimar Cerqueira dos Santos 1 Domingos Sodré:

Leia mais

Diálogo. a diversidade um espaço privilegiado no Ensino Religioso

Diálogo. a diversidade um espaço privilegiado no Ensino Religioso Diálogo inter-religioso a diversidade um espaço privilegiado no Ensino Religioso Arte de calar Calar sobre sua própria pessoa é Humildade... Calar sobre os defeitos dos outros é Caridade... Calar quando

Leia mais

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação Para ajudar a proteger sua privacidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo

Leia mais

Nº 8 - Mar/15. PRESTA atenção RELIGIÃO BÍBLIA SAGRADA

Nº 8 - Mar/15. PRESTA atenção RELIGIÃO BÍBLIA SAGRADA SAGRADA Nº 8 - Mar/15 PRESTA atenção RELIGIÃO! BÍBLIA Apresentação Esta nova edição da Coleção Presta Atenção! vai tratar de um assunto muito importante: Religião. A fé é uma questão muito pessoal e cada

Leia mais

Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA

Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA Texto a ser submetido ao Prêmio VivaLeitura 2014 UM OLHAR NEGRO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DO PONTO DE CULTURA SANTA BÁRBARA JUSTIFICATIVA Desde 1996, o trabalho social voluntário, voltado para crianças e

Leia mais

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL MESTRADO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL MESTRADO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL MESTRADO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL TANIA GARCIA CAMARGO O CULTO JEJE-NAGÔ E AS DIMENSÕES EDUCATIVAS

Leia mais

Ewé! A Força que vem das Folhas! (Publicado na revista Candomblés, ano de 2011, editora Minuano)

Ewé! A Força que vem das Folhas! (Publicado na revista Candomblés, ano de 2011, editora Minuano) Ewé! A Força que vem das Folhas! Por Ulisses Manaia (Bàbá Olúmolà) (Publicado na revista Candomblés, ano de 2011, editora Minuano) KÒ SÍ EWÉ, KÒ SÍ ÒRÌSÀ! Expressão no idioma Yorùbá que quer dizer: Se

Leia mais

BREVES REFLEXÕES SOBRE O EBÓ, UMA OFERENDA RITUAL. Mirian Aparecida Tesserolli 1 ; m.tesserolli@uol.com.br. Ebó

BREVES REFLEXÕES SOBRE O EBÓ, UMA OFERENDA RITUAL. Mirian Aparecida Tesserolli 1 ; m.tesserolli@uol.com.br. Ebó BREVES REFLEXÕES SOBRE O EBÓ, UMA OFERENDA RITUAL. Mirian Aparecida Tesserolli 1 ; m.tesserolli@uol.com.br. Introdução Desde que entramos na escola nos dizem que a cultura brasileira é formada por três

Leia mais

Tipo de atividade: Passeio/visita e redação. Objetivo: Conhecer alguns centros e templos religiosos existentes no bairro/cidade e desenvolver

Tipo de atividade: Passeio/visita e redação. Objetivo: Conhecer alguns centros e templos religiosos existentes no bairro/cidade e desenvolver A série Sagrado é composta por programas que, através de um recorte históricocultural, destacam diferentes pontos de vista das tradições religiosas. Dez representantes religiosos respondem aos questionamentos

Leia mais

CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO COLÉGIO SANTA CLARA PROJETO: AFRICANIDADE BRASILEIRA

CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO COLÉGIO SANTA CLARA PROJETO: AFRICANIDADE BRASILEIRA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO COLÉGIO SANTA CLARA PROJETO: AFRICANIDADE BRASILEIRA SANTARÉM 2010 I- IDENTIFICAÇÃO: COLÉGIO SANTA CLARA DIRETORA: Irmã Gizele Maria Pereira Marinho

Leia mais

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2.

TRADIÇÃO. Patriarcado de Lisboa JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. TRADIÇÃO JUAN AMBROSIO / PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 1. TRADIÇÃO E TRADIÇÕES 2. A TRANSMISSÃO DO TESTEMUNHO APOSTÓLICO 3. TRADIÇÃO, A ESCRITURA NA IGREJA Revelação TRADIÇÃO Fé Teologia

Leia mais

PROJETO IFÁ AYÁ www.projetoifaaya.transiente.org

PROJETO IFÁ AYÁ www.projetoifaaya.transiente.org PROJETO IFÁ AYÁ www.projetoifaaya.transiente.org Conversa com Maria Lúcia, Ekedi na Comunidade do Ilé Axé Yjexá Orixá Olufon, sobre compartilhamento dos saberes e educação. Sara: Tia Lúcia, pode se apresentar?

Leia mais

10.4025/6cih.pphuem.219 Ritual de preparação do acarajé para Iansã: dimensão sagrada e profana

10.4025/6cih.pphuem.219 Ritual de preparação do acarajé para Iansã: dimensão sagrada e profana Ritual de preparação do acarajé para Iansã: dimensão sagrada e profana Tereza de Fatima Mascarin (UEM) O acarajé oferecido para Iansã necessita de um ritual próprio para se tornar sagrado e destarte ser

Leia mais

MISTIFICAÇÃO CARICATA DAS RELIGIÕES DE RAIZ AFRICANA NO QUADRO A GALINHA PRETA PINTADINHA DO PROGRAMA TÁ NO AR: A TV NA TV DA REDE GLOBO

MISTIFICAÇÃO CARICATA DAS RELIGIÕES DE RAIZ AFRICANA NO QUADRO A GALINHA PRETA PINTADINHA DO PROGRAMA TÁ NO AR: A TV NA TV DA REDE GLOBO MISTIFICAÇÃO CARICATA DAS RELIGIÕES DE RAIZ AFRICANA NO QUADRO A GALINHA PRETA PINTADINHA DO PROGRAMA TÁ NO AR: A TV NA TV DA REDE GLOBO José Wanderley Pereira Segundo UERN (wanderley.segundo@hotmail.com)

Leia mais

4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS 1ª etapa Professoras Regentes: Alessandra / Ana Paula / Solange

4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS 1ª etapa Professoras Regentes: Alessandra / Ana Paula / Solange 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS 1ª etapa Professoras Regentes: Alessandra / Ana Paula / Solange LÍNGUA PORTUGUESA Leitura: Meu nome não é esse (Notícia); Pesquisa de opinião (entrevista); Aprofundamento

Leia mais

Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão.

Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão. Seminário internacional Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão. Palestra: Apresentação da experiência do Complexo Histórico

Leia mais

Enredo Carnaval 2015

Enredo Carnaval 2015 Enredo Carnaval 2015 PRESIDENTE: ANTÔNIO MARCOS TELES (TÊ) FUNDAÇÃO: 02/12/1940 CORES: VERDE E BRANCO CARNAVALESCO: JÚNIOR PERNAMBUCANO PESQUISADOR DE ENREDOS: MARCOS ROZA 1 G.R.E.S.E. IMPÉRIO DA TIJUCA

Leia mais

A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Vagner Ferreira Reis 1 ; Jacqueline da Silva Nunes Pereira 2 RESUMO:

Leia mais

AGBALÁ: SEMENTE E MEMÓRIA AFRICANA ENRAIZADAS NA CULTURA BRASILEIRA.

AGBALÁ: SEMENTE E MEMÓRIA AFRICANA ENRAIZADAS NA CULTURA BRASILEIRA. AGBALÁ: SEMENTE E MEMÓRIA AFRICANA ENRAIZADAS NA CULTURA BRASILEIRA. DENISE SILVA DOS SANTOS. Resumo Símbolos, formas, cores, mistérios, histórias coletivas e pessoais que não foram esquecidas no porão

Leia mais

PRIMEIRA VERSÃO PRIMEIRA VERSÃO ANO II, Nº110 - AGOSTO - PORTO VELHO, 2003 VOLUME VII PINTANDO O SANTO MARTA VALÉRIA DE LIMA & NILZA MENEZES

PRIMEIRA VERSÃO PRIMEIRA VERSÃO ANO II, Nº110 - AGOSTO - PORTO VELHO, 2003 VOLUME VII PINTANDO O SANTO MARTA VALÉRIA DE LIMA & NILZA MENEZES UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UFRO) CENTRO DE HERMENÊUTICA DO PRESENTE PRIMEIRA VERSÃO ANO II, Nº110 - AGOSTO - PORTO VELHO, 2003 VOLUME VII PRIMEIRA VERSÃO ISSN 1517-5421 lathé biosa 110 ISSN 1517-5421

Leia mais

Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre. A Morada do Samba. Carnaval 2012

Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre. A Morada do Samba. Carnaval 2012 Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre A Morada do Samba Carnaval 2012 Administração Solange Cruz Bichara Rezende Maio de 2011 Ficha Técnica Enredo 2012 Presidente Solange Cruz Bichara

Leia mais

O Candomblé: Uma religião que os negros ensinaram aos brasileiros. Etapa I do ciclo II, referente a 3 série do Ensino Fundamental.

O Candomblé: Uma religião que os negros ensinaram aos brasileiros. Etapa I do ciclo II, referente a 3 série do Ensino Fundamental. 1. TEMA O Candomblé: Uma religião que os negros ensinaram aos brasileiros. 2. TURMA A QUE SE DESTINA Etapa I do ciclo II, referente a 3 série do Ensino Fundamental. 3. BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS Ensino

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAUJO NETO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAUJO NETO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAUJO NETO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO General Carneiro 2010 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO. O Ensino Religioso existiu num primeiro

Leia mais

Capitulo 3 ESPIRITUALIDADE DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Capitulo 3 ESPIRITUALIDADE DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA Capitulo 3 ESPIRITUALIDADE DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA Deus nos alerta pela profecia de Oséias de que o Povo dele se perde por falta de conhecimento. Cf. Os 4,6 1ª Tm 4,14 Porque meu povo se perde

Leia mais

Fenômeno Religioso. Pontos de partida ao Fenômeno Religioso

Fenômeno Religioso. Pontos de partida ao Fenômeno Religioso Fenômeno Religioso Joachim Andrade Plenitude por toda parte. Da plenitude origina-se plenitude. Quando a plenitude se origina da plenitude, a plenitude permanece. Om Paz. paz. paz. (Invocação precedendo

Leia mais

SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva

SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva 1 SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva Mulheres, crianças, jovens e homens xukurus, muitas pessoas curiosas se concentram por volta da três horas da tarde do dia

Leia mais

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Tema: Consciência Negra Público-alvo: O projeto é destinado a alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais Duração: Um mês Justificativa:

Leia mais

Troféu Abebé de Prata Mãe Dadá

Troféu Abebé de Prata Mãe Dadá Troféu Abebé de Prata Mãe Dadá O Troféu Abebé de Prata Mãe Dadá tem o objetivo de promover a confraternização entre pessoas ligadas as religiões afrodescendentes, assim como também, é uma forma de premiar

Leia mais

TERREIROS E QUILOMBOS: ESPACIALIDADES E ARTICULAÇÕES

TERREIROS E QUILOMBOS: ESPACIALIDADES E ARTICULAÇÕES 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( X ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA TERREIROS E QUILOMBOS: ESPACIALIDADES E ARTICULAÇÕES Caio

Leia mais

Fogo e trovão expressos no corpo baiano que dança

Fogo e trovão expressos no corpo baiano que dança Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Fogo e trovão expressos no corpo baiano que dança Nadir Nóbrega Oliveira (PPGAC/UFBA) Corpo negro; Dança; Identidades

Leia mais

AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA PARA ALÉM DOS CULTOS E RITUAIS

AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA PARA ALÉM DOS CULTOS E RITUAIS AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA PARA ALÉM DOS CULTOS E RITUAIS LUCIVAL FRAGA DOS SANTOS RESUMO O presente texto tem como problemática a discussão das religiões de matriz africana para além dos cultos e

Leia mais

Candomblé de Angola: a reinvenção da África no Brasil 1. Défani MOREIRA 2 João MARCELO 3 Universidade de Taubaté, Taubaté, SP

Candomblé de Angola: a reinvenção da África no Brasil 1. Défani MOREIRA 2 João MARCELO 3 Universidade de Taubaté, Taubaté, SP Candomblé de Angola: a reinvenção da África no Brasil 1 Défani MOREIRA 2 João MARCELO 3 Universidade de Taubaté, Taubaté, SP RESUMO O ensaio fotográfico Candomblé de Angola A reinvenção da África no Brasil

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO 8 CULTURA E SOCIABILIDADES RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS NA REGIÃO DE MARINGÁ: DIVERSIDADE E INVISIBILIDADE

GRUPO DE TRABALHO 8 CULTURA E SOCIABILIDADES RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS NA REGIÃO DE MARINGÁ: DIVERSIDADE E INVISIBILIDADE 1 GRUPO DE TRABALHO 8 CULTURA E SOCIABILIDADES RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS NA REGIÃO DE MARINGÁ: DIVERSIDADE E INVISIBILIDADE Amorim, C. R Silva, E. J. Rocha, N. Graton, L. Bischoff, A. Nascimento, S. Gonçalves,

Leia mais

XANGO MEU PAI O ORIXA REI PDF

XANGO MEU PAI O ORIXA REI PDF XANGO MEU PAI O ORIXA REI PDF ==> Download: XANGO MEU PAI O ORIXA REI PDF XANGO MEU PAI O ORIXA REI PDF - Are you searching for Xango Meu Pai O Orixa Rei Books? Now, you will be happy that at this time

Leia mais

PROJETO DE ENSINO NA ESCOLA: ASPECTOS GEOGRÁFICOS E PRÁTICAS SOCIAIS AFRICANAS E AFRODESCENDENTES

PROJETO DE ENSINO NA ESCOLA: ASPECTOS GEOGRÁFICOS E PRÁTICAS SOCIAIS AFRICANAS E AFRODESCENDENTES 1 PROJETO DE ENSINO NA ESCOLA: ASPECTOS GEOGRÁFICOS E PRÁTICAS SOCIAIS AFRICANAS E AFRODESCENDENTES Frederico Tristão Cruvinel Silva Moizés Rodrigues da Silva Amanda Regina Gonçalves Introdução Há uma

Leia mais

Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014

Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014 Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014 Festa do Divino Espírito Santo e seu registro fotográfico. Jairton Ortiz

Leia mais

Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos.

Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos. Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos. Marcos Henrique Oliveira Pinheiro Descendente de Açorianos Formação Educação Física Pesquisador de Genealogia Participante da 2 Semana de

Leia mais

Candomblé: miscigenação genuinamente brasileira uma visão sobre as influências e comportamentos religiosos na cidade de Jataí 2008

Candomblé: miscigenação genuinamente brasileira uma visão sobre as influências e comportamentos religiosos na cidade de Jataí 2008 Candomblé: miscigenação genuinamente brasileira uma visão sobre as influências e comportamentos religiosos na cidade de Jataí 2008 THIAGO LEANDRO DA SILVA* DANIELLE SOUSA MARQUES** Este trabalho é resultado

Leia mais

O ENSINO RELIGIOSO COMO VIA PARA A CIDADANIA E CULTURA DE PAZ

O ENSINO RELIGIOSO COMO VIA PARA A CIDADANIA E CULTURA DE PAZ Revista Eletrônica de Educação de Alagoas Volume 01. Nº 01. 1º Semestre de 2013 O ENSINO RELIGIOSO COMO VIA PARA A CIDADANIA E CULTURA DE PAZ Andréa Cristhina Brandão TEIXEIRA 1 Resumo Sendo obrigatória

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PROF.: ILANA MÍRIAN

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PROF.: ILANA MÍRIAN CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PROF.: ILANA MÍRIAN Alinne Anne Ana Amélia Ataína Tajra Elsomaria Oliveira Flaviana Vilar Floriana Santos Germano Costa Letícia Sales NEOPENTECOSTALISMO

Leia mais

Comunicação e o Universo On-Line das Indumentárias do Povo de Santo 1

Comunicação e o Universo On-Line das Indumentárias do Povo de Santo 1 Comunicação e o Universo On-Line das Indumentárias do Povo de Santo 1 Julliana de Almeida GUIMARÃES 2 Alfredo Sotero Alves RODRIGUES 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE Resumo O objetivo

Leia mais

PERSEGUIÇÃO A UM TERREIRO DE CANDOMBLÉ: AXÉ ILÉ OBÁ ABAÇA ODÉ BAMIRÊ E A SUA RESISTÊNCIA

PERSEGUIÇÃO A UM TERREIRO DE CANDOMBLÉ: AXÉ ILÉ OBÁ ABAÇA ODÉ BAMIRÊ E A SUA RESISTÊNCIA PERSEGUIÇÃO A UM TERREIRO DE CANDOMBLÉ: AXÉ ILÉ OBÁ ABAÇA ODÉ BAMIRÊ E A SUA RESISTÊNCIA Flávia Delfino dos Santos Universidade Tiradentes flahistoriando@bol.com.br 1.1.1 O CULTO AFRO COMO FOCO DE ESTUDO

Leia mais

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH.

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Colóquio Religiões e Campos simbólicos na Amazônia Período de realização 25 a 28 de agosto de 2014. Grupos de trabalhos. GT

Leia mais