Qual é o futuro do livro?

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1 Qual é o futuro do livro? Renato M.E. Sabbatini Núcleo de Informática Biomédica da Universidade Estadual de Campinas Outubro de 2000 No futuro, quando alguém quiser consultar um livro, não será mais preciso virar páginas: ele certamente existirá em algum formato eletrônico. Se o livro estiver na Internet, ele nem sequer precisará carregar consigo uma cópia: em qualquer lugar do mundo bastará um computador ligado à rede para poder consultá-lo. Em um computador do tamanho de um caderno caberá uma biblioteca inteira: mais de mil livros completos, com acesso instantâneo.. Renato M.E. Sabbatini, setembro de Os livros são um dos pilares da civilização moderna. Desde a invenção da escrita, o ser humano sentiu a necessidade de armazená-la de forma permanente (daí o nome, em inglês, de "hardcopy", ou literalmente "cópia duradoura"). Primeiro, foram usados tabletes de argila, pelos fenícios, caldeus e assírios. Depois surgiram os manuscritos em papiro (inventado pelos egípcios, a partir da polpa de uma espécie de junco que cresce no delta do rio Nilo), em papel (inventado em 200 A.C. pelos chineses) e em pergaminho (couro de cabra ou de boi, raspado e curtido, inventado no reino de Pergamum, no atual Iraque, também em 200 A.C.). Os manuscritos tinham uma grande vantagem em relação aos tabletes: permitiam a produção de textos de grande comprimento, como os papiros, que eram produzidos na forma de rolos (o maior deles, o papiro de Harris, exposto no Museu Britânico, tem 41 metros de comprimento!), e os pergaminhos, que eram cortados em retângulos, dobrados em dois e costurados na dobra. Eles foram os precursores dos primeiros livros, as iluminuras da Idade Média, que eram laboriosamente escritos à mão. Eram tão caros, e raros, que somente os ricos podiam possuir livros, na época. Foi somente em 1456, entretanto, que a civilização moderna decolou, com a invenção dos tipos impressores móveis de chumbo, pelo alemão Johannes Gutenberg, e com a industrialização e comercialização maciça dos livros. Eles levaram à uma enorme revolução social e econômica, representada pela replicação barata do conhecimento através dos livros impressos. Tornou-se possível a universalização do ensino, a criação de bibliotecas populares, o aparecimento da imprensa diária, das revistas científicas e de tantas outras coisas. Seria difícil imaginar nossa civilização sem a imprensa. À medida que a humanidade evolui, no entanto, começaram a se tornar cada vez mais sérios os problemas gerados pela tecnologia obsoleta da palavra impressa. Só para dar um exemplo: por volta de 1992, apenas na área médica, eram adicionados ao conhecimento mundial cerca de um milhão de palavras por hora, publicadas em mais de livros novos por mês, e mais de revistas e outros tipos de periódicos. A maior biblioteca médica do mundo (a National Library of Medicine, situada em Washington, nos EUA), tem em seu acervo mais de livros médicos, e cerca de 20 milhões de artigos impressos. Oito anos depois, esses números tinham dobrado! Para armazenar apenas os títulos e nomes de autores destas obras, é necessário um gigantesco arsenal de computadores, os maiores que são fabricados atualmente. E o pior é que, segundo o que a própria NLM admite, ela não chega a cobrir 50% de tudo que é publicado em Medicina, mundialmente! O crescimento explosivo do conhecimento impresso gerou muitos problemas, mas o principal deles é que, se este ritmo continuar, acabaremos todos ignorantes... por excesso de saber. Torna-se cada vez mais difícil 1

2 localizar o conhecimento desejado e manter-se em dia com a evolução do conhecimento, mesmo em áreas extremamente especializadas. O que fazer diante da débâcle do sistema que Herr Gutenberg iniciou, tão inocentemente, 400 anos atrás? A revolução dos textos digitais será a solução. Ela já está sendo a próxima revolução social e econômica. È a primeira grande transformação da produção de livros, cinco séculos depois de Gutenberg. Nicholas Negroponte, o festejado autor de "Ser Digital", um bestseller mundial sobre a sociedade da informação, e fundador do não menos famoso Media Lab, do Massachussetts Institute of Technology (MIT) tem uma colocação interessante sobre o futuro da informação: ele atribui a transição que estamos vivendo a um duelo entre os átomos e os bits (a menor unidade de informação digital). Com isso, ele quer dizer que a transmissão da informação baseada em matéria (átomos), ou papel e tinta, têm tantas desvantagens, que está fadada a ser substituída pela transmissão da informação baseada em bits (elétrons, em última análise). A tecnologia de gravação ótica do CD-ROM permitiu que essa previsão já esteja se tornando realidade. Hoje é possível comprimir-se 500 milhões de caracteres em um disco de plástico metalizado de 8 cm de diâmetro. Isto dá para armazenar mais de 200 livros de 200 páginas cada um! Estes discos, que utilizam a mesma tecnologia laser dos CDs de áudio permitem ainda armazenar ilustrações em cores, bem como sons em estéreo (que tal ler um livro sobre óperas de Puccini, no qual trechos de gravações originais de Caruso são tocadas para você pelo livro?). Negroponte dá um exemplo capital: o que acontece em uma biblioteca real e em uma biblioteca virtual. Na biblioteca real, quando um leitor retira um livro, a biblioteca perde temporariamente os átomos que constituem o livro, os quais passam a pertencer ao leitor que o retirou, e a ninguém mais, enquanto ele não for devolvido. Essa situação não mudou substancialmente quando o novo papiro, na expressão inventada por Bill Gates, da Microsoft, passou a ser o CD-ROM, baseado no pequeno disco ótico que revolucionou a indústria da música, e que agora está fazendo o mesmo com a indústria editorial. Ele continua sendo um meio físico, simplesmente substituindo o papel pelo plástico, portanto são ainda átomos que precisam ser retirados pelo usuário leitor da CD-teca! Numa biblioteca virtual on-line, o livro é feito de bits, portanto, ao ser consultado e copiado para o computador do leitor, ele continua no mesmo lugar onde está armazenado. Milhões de leitores podem acessar o mesmo site, home-page, documento, revista ou livro na Internet, e isso não causa nenhuma perda ou efeito sobre a fonte da informação! Se pensarmos bem, isso é uma coisa realmente revolucionária, única na história da humanidade. Pela primeira vez, desde a fabulosa biblioteca de Alexandria, que chegou a ser a maior do mundo, na Antiguidade, esta é uma transformação profunda do conceito de biblioteca (nome que, em grego, significa estante, ou coleção de livros). Podemos argumentar que as outras mídias eletrônicas, como a TV e o rádio, também se comportam assim. Acontece que a informação digital, do livro eletrônico, em CD ou na Internet, tem uma diferença fundamental: a informação é conseguida por demanda do usuário, e não quando o transmissor deseja. Se você perder uma transmissão de TV, não tem como solicitar que a estação a transmita individualmente, apenas para você. A World Wide Web permite... As bibliotecas digitais não estão livres de críticas ou desvantagens, é claro. Pouca gente gosta ou tem tempo de ler textos longos na tela, preferindo a versão impressa. Embora tudo o que se vê na tela possa ser impresso também, as vezes isso demora muito tempo ou consome muito papel e tinta. Então a vantagem dos livros eletrônicos aparece mais quanto à possibilidade de pesquisa detalhada usando palavras-chave. Com o tempo, entretanto, a tendência é em direção a uma maior aceitação e uso dos livros eletrônicos, principalmente na educação, pois as pessoas não precisarão mais ir à biblioteca ou gastar muito dinheiro comprando os livros essenciais para o exercício da profissão e a atualização profissional. 2

3 Os bibliófilos empedernidos, os especialistas acham que os livros impressos não vão desaparecer tão cedo, pois eles têm funções diferentes dos livros on-line. Sem dúvida, uma das grandes vantagens dos livros tradicionais é a sua portabilidade e facilidade de leitura. Não necessitam equipamentos especiais, tomadas elétricas, etc., e podem ser facilmente carregados em uma maleta ou no bolso, e lidos em qualquer lugar. No entanto, essas vantagens poderão ser pouco importantes com o surgimento do mais novo formato de livro eletrônico: os e-books. Eles prometem combinar uma enorme capacidade de armazenamento com portabilidade e facilidade de uso e de leitura. O e-book é um computador portátil, do tamanho aproximado de um livro. A figura mostra o Sony Data Discman, lançado em Ele pode ser carregado com textos e imagens correspondentes a centenas de páginas de um livro convencional e exibi-los em sua tela embutida, de alta definição. O usuário pode "virar" páginas, aumentar o texto, fazer anotações, usando o tecladinho embutido, e procurar textos usando um mecanismo de busca. Juntamente com o aparelho foram fornecidos um disco contendo uma enciclopédia com 26 volumes, outro com um dicionário universal de tradução simultânea de 20 idiomas um para o outro, e um terceiro disco com uma enciclopédia de saúde e medicina. Entre as obras já disponíveis para o Data DiscMan, encontram-se uma edição da Bíblia, as obras completas de Shakespeare, e muitas outras. Um dos mais novos modelos disponíveis comercialmente nos EUA, lançado em 2000, visualiza duas páginas coloridas por vez, que aparecem exatamente como na versão impressa. Ele armazena cerca de páginas de texto, ou cerca de mil livros em cada cartão removível de memória. É uma verdadeira biblioteca debaixo do braço. Em ambos os casos, os livros já existentes podem ser descarregados do site da empresa na Web. Assim, devido a essas vantagens inegáveis, creio que em um futuro muito breve os editores de livros estarão vivendo um grande dilema: continuar existindo apenas na forma impressa, ter também uma versão on-line, ou acabar definitivamente com o papel e a tinta, ficando apenas com as versões eletrônicas? Evidentemente, um dos elementos importantes para esta decisão é o comércio eletrônico, pois é extremamente atraente, fácil e descomplicado vender livros eletrônicos pela Internet. A prova disso é o enorme sucesso da maior livraria eletrônica do planeta, a Amazon (www.amazon.com). Algumas empresas estão comprando livros de editoras tradicionais, e transformando-os para o formato da Internet, para fins de venda. Infelizmente, o usuário da Internet não gosta nem um pouco de pagar por informação, mas já existem alguns sites com bibliotecas virtuais de acesso gratuito em várias áreas, como medicina, direito, literatura clássica, e outros, como veremos adiante. Quem vai ganhar a competição? O meio digital ou o meio impresso? Ou será que eles não competem entre si, mas sim se complementam? Minha opinião, a esta altura, que pode parecer um pouco ousada, mas facilmente sustentável com os argumentos que desfiarei nesse artigo, é que o livro impresso está condenado a desaparecer, e não tem mais do que uns 20 anos de sobrevida. Perguntas como essas estão começando a deixar os editores de livros muito preocupados. A penetração das formas digitais de livros ainda é muito pequena. Basta visitar uma livraria e ver quantos títulos de livros existem em papel e quantos em CD-ROM. A maioria dos CDs são obras de referência e consulta, tais como enciclopédias e bancos de dados; ou programas de informação e aprendizado que se baseiam fortemente em tecnologias interativas. São muito poucos os romances e livros especializados publicados em CD, por um motivo bastante óbvio: é muito chato ler um livro no computador (e sai muito caro imprimi-lo em papel antes de ler). Nove entre dez pessoas não gosta e não quer ler coisas extensas na tela. A coisa não é muito diferente com relação à Internet (pior, pois ficar on-line custa impulso telefônico e taxas do provedor, ou seja, mesmo que o livro seja de graça, você está pagando para lê-lo). A Internet tem 3

4 sido um ótimo exemplo de como os meios impressos e eletrônicos se complementam. Atualmente existem milhares ou dezenas de milhares de livros com texto completo disponíveis na Internet. Devido a problemas de copyright, a maioria dos textos é de autores clássicos, cujos direitos de cópia já estão vencidos. Por exemplo, é muito fácil achar na Internet o texto completo de qualquer um dos romances de Sir Arthur Conan Doyle, a Bíblia, textos romanos e gregos clássicos, etc. Servidores como o do Projeto Gutenberg, que tem centenas de colaboradores digitando livros sem copyright e colocando-os na Internet, é um ótimo recurso. Mas tente achar o texto do último livro do Sidney Sheldon ou mesmo de autores não tão recentes, como Hemingway. Não vai achar, pois eles ainda rendem dinheiro. À medida que um número cada vez maior de pessoas utiliza a Internet e a WWW, cresce também a utilização de livros eletrônicos on-line para estudar, preparar aulas e palestras ou tirar dúvidas. A Internet também pode ser usada criativamente para produzir novos formatos de livros eletrônicos que não seriam possíveis por outras tecnologias. Por exemplo, em minha área, existe o emedicine, um site de informações para médicos, oferece livros com autores múltiplos, que estão em constante crescimento, modificação e adição, em tópicos como dermatologia, neurologia, pediatria e outros. Questionários interativos ao final de cada capítulo servem para testar o conhecimento adquirido pelo médico, o qual pode também entrar em contato com os autores através de correio eletrônico, para expressar suas dúvidas e fazer perguntas, etc. Certamente é uma mini-revolução, pois trata-se de "livros interativos", para o qual os leitores podem contribuir. milhões de dólares por ano. O que está acontecendo de muito curioso é como a Internet está servindo para vender cada vez mais livros em papel. As livrarias on-line já são um enorme sucesso. A mais conhecida, a Amazon, quando foi fundada em 1994, no alvorecer da Internet, anunciava o fabuloso acervo (para aquela época), de um milhão de livros, por preços bem abaixo do praticado nas livrarias (há descontos de até 88 %). Em pouco tempo estava faturando algo em torno dos 100 Logo surgiu a sua equivalente nacional, que também obteve boas vendas, a BookNet, O mercado on-line é tão apetitoso, que a maior livraria (física) do planeta, a americana Barnes & Nobles, que tem mais de 700 lojas, e vende há muito tempo pelo correio, também abriu o seu gigantesco site na WWW (www.barnesandnobles.com), também com um milhão de títulos. Ela montou uma estratégia de marketing multimilionária, que tem como objetivo se tornar a primeira do mundo na Internet. Recentemente, por exemplo, fechou um contrato com a maior provedora de acesso à Internet, a America On Line (www.aol.com), de 40 milhões de dólares, para se tornar a livraria on-line exclusiva da AOL no seu concorrido shopping virtual. A Amazon e as outras perdem de imediato uma boa parte de um mercado formado por 10 milhões de consumidores potenciais, o que não é pouca coisa. O último capítulo da luta é muito criativo. Nos mecanismos de busca, tipo Altavista (www.altavista.com), existe um "link" na página de resultados para você procurar livros sobre o mesmo assunto na livraria da Amazon. E várias livrarias, como a BookNet, estão oferecendo comissões de vendas para quem colocar "links" para suas páginas e que levem à venda de livros recomendados. A BookNet não tardou a ser vendida, em 1999 para um grupo de investidores, que a renomeou Submarino (www.submarino.com.br ). Atualmente, os livros vendidos pelas livrarias virtuais ainda são entregues pelo correio. Será que no futuro eles poderão ser descarregados pela Internet? Não existe nada na tecnologia que impeça isso (aliás, já está ocorrendo em muitos lugares. Visite, para ver um exemplo fascinante, o site da National Academy Press, O modelo econômico é que não se sabe se dá certo. O futuro do livro como meio de transmissão do conhecimento está indubitavelmente ligado ao fator revolucionário representado pela Internet. A rede mundial de computadores colocou um elemento novo na equação que rege a indústria editorial, algo que não existia antes: a possibilidade de se ter um livro "virtual", ou seja, um produto abstrato, feito de bits e elétrons, ao invés de papel, tinta e cola. Esse livro 4

5 pode ser distribuído instantaneamente para qualquer canto do planeta, sem necessidade de se fazer cópias, que é a essência da revolução anterior, que é a da imprensa de tipos móveis. Embora muitos intelectuais conservadores estejam resistindo à idéia de um mundo de idéias divorciado do livro impresso tradicional, acho que isso não tem mais volta. Por muito tempo ainda, os dois mundos, o eletrônico e o impresso, vão coexistir, mas não tenho dúvidas de quem será o vencedor. O fator fundamental não será tanto as vantagens relativas das diferentes tecnologias de fazer livros, mas sim a reação dos consumidores com relação a duas coisas: como se comprarão os livros no futuro, e como eles serão armazenados e disponibilizados para os que não querem comprar. Entra no jogo, então, o conceito de biblioteca, uma instituição tão antiga quanto o próprio livro. Como serão as bibliotecas do futuro, se todos os livros forem eletrônicos? Elas terão razão de continuar a existir? Qual será a função do bibliotecário, o classificador e guardião tradicional dos livros? Naturalmente, muitos países estão começando a estudar esses aspectos e desenvolver novos papéis e estratégias para a biblioteca do futuro. Há muito tempo as bibliotecas vem se automatizando, usando computadores para cadastrar livros ("tombar", no jargão da biblioteconomia), controlar sua entrada, saída e devolução pelos leitores, e disponibilizar sistemas de busca por título, autor, palavras-chave, etc. Nos países mais avançados, é praticamente impossível achar bibliotecas em que a sala de leituras não esteja repleta de computadores e terminais para utilização dos leitores. Os gaveteiros com fichas já são coisas extintas em muitas bibliotecas, pois descobriu-se um fato muito relevante: se 15 a 20 % do acervo da biblioteca tem acesso informatizado, os leitores deixam de usar o fichário tradicional para procurar livros! Em outras palavras, o retorno que eles obtêm da pesquisa informatizada, mesmo que acessando uma parte pequena do acervo, já é o suficiente para mudar o seu comportamento. O passo seguinte das bibliotecas rumo à "virtualidade" foi o de disponibilizar os seus catálogos eletrônicos através da Internet. Na UNICAMP, por exemplo, o exemplar sistema de bibliotecas coordenado pela Profa. Leila Mercadante há bastante tempo que qualquer usuário da Internet, interno ou externo, pode consultar o acervo de periódicos, livros, teses e monografias. Você mesmo pode tentar, caro leitor, acessando o endereço O mesmo acontece hoje com milhares de bibliotecas em todo mundo, chegando à sofisticação de se informar se o livro que você procura está na prateleira, ou se foi retirado, e quando será devolvido! As bibliotecas também têm se unido, formando "redes cooperativas", como é o caso das universidades paulistas, que produziram um catálogo coletivo de seus acervos, denominado UNIBIBLI, e que está disponível também em CD-ROM. Em nível nacional, existem vários outros projetos, como a rede de bibliotecas Antares, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), um órgão do CNPq (www.ibict.br), e o Grupo Temático sobre Bibliotecas Virtuais, do Comitê Gestor da Internet Brasil (www.cg.org.br/gt/gtbv/gtbv.htm). O passo seguinte já foi dado por muitas bibliotecas, também: é a construção de prateleiras "virtuais", onde se disponibiliza para os leitores (fisicamente presentes na biblioteca, ou em qualquer lugar, através da Internet) as revistas e livros que já existem em forma eletrônica. A maioria é gratuita, mas muitas têm assinaturas pagas, que a biblioteca faz, em nome de uma coletividade mais restrita. Para terminar a "virtualização" total da biblioteca, só falta um passo mais: converter todos os livros e revistas existentes em papel, para uma forma digitalizada, que permita sua distribuição através da rede. Essa transição ainda é utópica para a maioria das bibliotecas, devido ao enorme custo e tempo necessário para o processo de conversão. A Biblioteca do Senado dos EUA tem experimentado com isso há várias décadas (www.loc.gov/), mas uma fração muito pequena do seu acervo está disponível nessa forma. Mas parece ser o caminho do futuro. Os computadores que temos hoje serão considerados máquinas ridiculamente primitivas, perto do que estará disponível na primeira década do próximo século. As pessoas que resistem à idéia de que a informação no futuro será disseminada de forma quase que totalmente eletrônica, substituindo os livros e revistas impressas, não têm capacidade de visualizar como a revolução da microinformática tornará isso possível. Neste artigo darei uma idéia para os leitores a respeito do que nos espera. 5

6 Elétrons portáteis Uma idéia interessante é de que os computadores serão tão compactos e baratos, que terão o formato e a portabilidade de um livro. Esses livros eletrônicos serão um lugar-comum dentro de poucos anos, constituindo um novo e poderoso fenômeno tecnológico no mundo das publicações. O pai da idéia da "biblioteca virtual portátil" é um pesquisador americano chamado Alan Kay, que no final da década dos 60s era um dos integrantes do Palo Alto Research Center (PARC) da Xerox Corporation, perto de Stanford, na Califórnia. As equipes do PARC foram as responsáveis praticamente por todas as idéias novas sobre computação interativa, tais como o mouse, os menus, as interfaces gráficas do tipo Windows ou Macintosh, etc. Pois bem, Alan Kay escreveu um artigo fantástico, em 1968, no qual ele previu a existência, em cerca de 25 anos, de um computador tão compacto e portátil, que seria possível armazenar milhares de livros didáticos e científicos, ultracompactados em sua memória. A esse computador, que teria o aspecto e tamanho aproximados de um livro, e que não necessitaria o uso de teclado, Kay batizou de Dynabook (dos termos, em inglês, dynamic book, ou livro dinâmico). Kay concluiu que ele afetaria enormemente o acesso à informação, bem como a existência e o uso das bibliotecas e dos livros. Exatamente 25 anos depois deste artigo, a Apple lançou a primeira geração de microcomputadores ultraportáteis, sem teclado, a que denominou de PDAs (personal digital assistants), e que são, em conceito, a coisa mais próxima possível do dynabook. Steve Jobs, o jovem e genial CEO da Apple, deu um nome bastante significativo ao novo modelo de computador portátil: Newton, evidentemente associando a famosa maçã que caiu na cabeça do também jovem cientista, inspirando-o a um dos maiores vôos da imaginação humana, a descoberta da teoria geral de gravitação, alguns anos depois. Nessa linha, em novembro de 1998, o presidente e fundador da Microsoft, que junto com a IBM é uma das maiores empresas de computação do mundo, fez o discurso inaugural da COMDEX/Fall 98, em Las Vegas, uma das maiores e mais importantes feiras de informática do mundo. O discurso foi notável em vários aspectos, sendo o principal deles decorrente do fato que Gates é uma pessoa em que normalmente toda a indústria mundial de informática presta muita atenção. A maioria das coisas que ele anunciou no passado, como tendências que a Microsoft pretendia seguir ou financiar, foram realizadas e tiveram importância tecnológica, social e econômica fundamental. Um exemplo: em 1985, Gates resolveu apoiar o desenvolvimento de um padrão para CD-ROMs, por estar convicto que seria uma mídia extremamente desejável para o futuro das indústrias de publicação e de software. Pois bem, em sua apresentação, Gates citou uma das aplicações mais interessantes dos microcomputadores dedicados, que ele denominou de ebook, ou livro eletrônico. Ele consta de um computador portátil, do tamanho de um livro, com uma tela de cristal líquido de alta alvura e que imita perfeitamente a página de um livro. Um mesmo ebook pode armazenar (ou carregar, através de conexão à Internet) dezenas de livros, com textos e imagens. A Microsoft anunciou o desenvolvimento da ClearType, uma nova tecnologia de fontes, que permitirá o uso de letras de alta definição nos ebooks, semelhantes em qualidade à das letras impressas, e que deverá dar um grande impulso aos mesmos. Gates expressou a opinião que o futuro da microinformática poderia estar em sistemas assim, que ele denominou de "companheiros pessoais", e que permitiria às pessoas terem acesso ao universo de informações de maneira fácil, simples e barata. Essa profecia não tardou em realizar-se. Por exemplo, uma empresa americana chamada Franklin logo começou a produzir livros eletrônicos compactos, do tamanho de uma agenda eletrônica pequena, que permitiam acesso simultâneo a até dois livros eletrônicos armazenados em módulos removíveis de 10 Mbytes de capacidade cada. Centenas de livros foram lançados pela Franklin nesse formato. Na área médica, por exemplo, é 6

7 possível ter-se um livro de Medicina Interna (Harrison) e um manual de referência com cerca de 10 mil medicamentos (o PDR), em um total de mais de cinco mil páginas on-line, por cerca de 350 dólares, com o computador incluído! Deixando nossa imaginação à solta, é fácil prever que o dynabook do futuro poderá ser encadernado de acordo com o gosto do freguês, em couro marroquino, por exemplo, com filigranas de ouro e ex-libris personalizado e até com cheiro sintético de papel, tinta fresquinha e naftalina (se quiser...). A visualização das páginas abertas do livro seriam mimetizadas através de duas telas de cristal líquido super-alvura, com caracteres de alta resolução, de tal forma que o usuário teria uma impressão absolutamente perfeita de estar lendo páginas de um livro impresso. A única diferença seria que para virar as páginas ele precisaria pressionar a ponta do dedo num dos cantos da página. Até o barulhinho de uma página virando o computador imitaria! Para que tudo isso? Simplesmente para preservar a experiência sensorial e estética do livro impresso, tornando o livro eletrônico mais aceitável, por se encaixar em um modelo conhecido e apreciado há séculos. A grande vantagem é que uma pessoa que tem uma biblioteca grande (é o meu caso, com mais de livros impressos) poderia substituí-la por um único livro universal, que poderá ser carregado na maleta ou debaixo do braço para qualquer lugar (inclusive para o banheiro, a cama, ou a rede na varanda da casa de praia, sem necessidade de tomadas elétricas por perto). Conectado através de ondas de rádio à Internet, o dynabook poderá dar ainda acesso a milhões de outros livros e revistas, de forma praticamente instantânea, carregando uma verdadeira Biblioteca do Congresso dos EUA. Mas o mundo dos livros eletrônicos não está confinado apenas às suas versões digitais disponíveis como nuvens de elétrons correndo por redes formadas por fios ou sem fios, ou carregados em computadores, portáteis ou não. Outras duas versões digitais têm encontrado grande receptividade e representam hoje poderosos impérios de distribuição de conteúdo: os CD-ROMs (discos óticos) e os livros audíveis. CDs: Livros ou discos? O surgimento de meios baratos de replicação do conhecimento através das memórias digitais e discos óticos, como o CD-ROM. representa o "novo papiro", segundo as palavras de Bill Gates, o mago tecnológico e empresarial, criador da Microsoft, e profeta da nova era. Este foi o título de uma série de dois livros extremamente importantes editados por Gates em 1987 e 1990, onde foram traçadas as bases da atual tecnologia de CD-ROM e do seu mercado. Com típica postura de visionário, Gates tinha concluído, muito à frente dos demais líderes da indústria, que o estabelecimento de um padrão comum de gravação e leitura dos CD-ROMs, e o barateamento dos drives e do processo de produção, representariam uma enorme oportunidade de novos negócios na era do "electronic publishing". Reuniu, então, um grupo de pioneiros da tecnologia emergente, e praticamente forçou o aparecimento de um padrão industrial, denominado Sierra (em homenagem ao local onde fizeram a reunião, nas Montanhas Rochosas dos EUA), e que mais tarde foi adotado oficialmente em nível mundial pelo IEEE (Institute of Electric and Electronic Engineers). Evidentemente, o jovem Bill não perdeu tempo, e a Microsoft foi uma das primeiras a acreditar em suas próprias profecias, e montou uma divisão de produtos de multimídia, que é enormemente lucrativa. O "novo papiro" e suas tecnologias derivadas têm grande potencial para detonar essa nova revolução, essencialmente graças à sua enorme capacidade. Atualmente, por exemplo, é possível utilizar técnicas eficientes e rápidas de compressão, para colocar cerca de 2 a 3 mil livros com texto completo, em um único CD-ROM com 660 Mbytes de capacidade! Os CD-ROMs do futuro, que terão capacidade entre 8 a 12 vezes maior do que os atuais, permitirão colocar bibliotecas inteiras, a um preço baixissimo. Recentemente, aliás, ouvi uma declaração impressionante de um dos líderes da National Information Infrastructure, um 7

8 projeto bilionário dos EUA para aumentar o acesso à informação através de redes de computadores: o objetivo do projeto é reduzir a zero o custo da informação para seus usuários... Realmente, se imaginarmos o quanto se pode colocar de informação em um disco ótico, e qual será o preço final para o usuário, o preço por byte será praticamente desprezível. Só um exemplo: este especialista calcula que, assim que forem resolvidos os problemas de copyright, e os CD-ROMs forem um periférico padrão de todos os micros vendidos, um disco com 5 mil livros custará menos de 20 dólares. Em outras palavras, cada livro custará 0,4 centavos de dólar... O CD-ROM tem muitas outras vantagens, mas se o compararmos com as tecnologias anteriores, o que ressalta é a grande durabilidade da informação gravada. Como o CD-ROM é feito de uma película metálica prateada, depositada sobre um disco de plástico, se ele for mantido em boas condições de temperatura e umidade, pouco se alterará ao longo dos séculos. Os tabletes se quebravam, os papiros se perdiam totalmente em menos de 100 anos, os pergaminhos freqüentemente apodreciam depois de algumas décadas, e o próprio papel dificilmente resiste a mais de 500 anos, especialmente o papel moderno, com alto conteúdo de ácido. Uma imagem colorida digital ou uma gravação sonora no CD, mantêm sua qualidade original sem alterações, e, melhor ainda, podem ser reproduzidas indefinidamente, sem qualquer perda de qualidade. Com o surgimento quase que simultâneo desses dois grandes formatos de distribuição digital, os editores de livro ficaram perturbados com um dilema: eles usam duas linguagens bem diferentes de representação e entrega ao usuário. Todo documento multimídia colocado na WWW precisa ser codificado em HTML, que especifica para o programa visualizador (como o Netscape, o Mosaic, etc.) como ele será exibido, ou seja, o tamanho, tipo e colocação dos caracteres de texto, a inserção de figuras, etc. CD-ROM, por sua vez usam apresentadores e linguagens de apresentação próprias para seus produtos, tais como o Media Director, o ToolBook, etc. O objetivo, entretanto, era o mesmo, ou seja, utilizar uma forma de especificar uma apresentação multimídia. O ideal, portanto, seria a coexistência das duas abordagens, na Internet e nos CD-ROMs. Ter uma única plataforma de apresentação seria um presente dos céus para os desenvolvedores e os editores de material multimídia, porque muitos produtos de informação poderiam ser vendidos simultaneamente através dos dois formatos. Utilizar o ToolBook e outros aplicativos altamente específicos, desenvolvidos para o mercado "desktop", e que não funcionam em rede, era inviável tecnicamente (sem falar no preço, alto demais). O HTML, por outro lado. era considerado ainda extremamente primitivo em recursos, pelos desenvolvedores de CD-ROMs, inibindo a criatividade. Em 1995, entretanto, surgiu uma solução revolucionária e de altíssima credibilidade, e que contribuiu fortemente para acabar com esse impasse. O CD-ROM da Encyclopaedia Britannica, versão 2.0, pode ser visualizado diretamente por um software de navegação na Web. Essa estratégia deu uma enorme vantagem comercial à Encyclopaedia, pois ela pode oferecer, sem necessidade de desenvolvimento adicional, a mesma base de textos e imagens através do CD-ROM (custo: 650 dólares) e WWW (custo: 150 dólares por ano). O CD já vem com todo o software necessário. A solução idealizada pela Encyclopaedia foi um verdadeiro "ovo de Colombo". Para permitir a busca por palavras-chave, que é o cerne de um programa útil de enciclopédia multimídia, o CD instala no disco do usuário um servidor da Web, juntamente com um mecanismo de busca de bancos de dados). Outra vantagem é que, como a interface de consulta ao CD é uma coisa cada vez mais conhecida, que é o browser, isso que elimina qualquer dificuldade de treinamento do usuário. Resultados de pesquisas são gerados na hora, e os documentos acessados, bem como as imagens, podem ser impressos ou copiados para disco, usando os mecanismos nativos do Netscape. Os próprios hábitos da humanidade se modificarão com a multimídia. Atualmente, prefiro realizar uma pesquisa em uma enciclopédia eletrônica, como a minha amada Encyclopedia Britannica (www.eb.com) embora ela seja muito mais primitiva e resumida do que uma enciclopédia em papel, pois a facilidade é imensamente maior. Acredito, mesmo, que em pouco tempo as gerações mais novas desaprenderão totalmente como usar o índice de uma enciclopédia convencional. É a mesma diferença que existe entre o 8

9 tempo em que aprendíamos a extrair raízes quadradas manualmente, ou consultar tabelas de logaritmos, e atualmente, onde se utiliza uma rápida e eficiente calculadora eletrônica. Não haverá volta possível. Livros que se pode ouvir Outro paradigma tradicional do livro, que ele consiste de textos escritos, também está passando por uma ruptura, graças ao mundo digital: uma das modalidades de transmissão de informação na Internet que está ficando cada vez mais popular é a leitura audível de textos, como livros, jornais, revistas, programas de rádio. Nos EUA, já é uma mania: estima-se que cerca de 30% dos usuários da Internet ouvem regularmente material de algum tipo na rede. Existem três motivos para isso: primeiro, os livros-fita ("books on tape") são muito apreciados no país, pela sua praticidade. Como nas grandes cidades o americano passa duas horas em média no trânsito (nada que seja diferente de São Paulo ) tornou-se comum ouvir fitas pré-gravadas com o texto completo de livros de todo tipo, de romances a textos de divulgação científica. O segundo motivo é que as técnicas de compressão de áudio, como o RealAudio, o MPEG3 (um padrão universal para arquivos digitais de som, desenvolvido pelo Motion Pictures Expert Group Version 3, e outros, tornaram possível o "download" relativamente rápido de horas e horas de vídeo (um livro que demora 3 horas para ser lido por um locutor profissional, ocupa apenas um megabyte por hora, e pode ser descarregado da Internet em menos de 20 minutos em uma conexão por modem de 56 kbps). E o terceiro motivo é a rápida disseminação dos "players" portáteis totalmente digitais, como o Sony Rio, que provocaram em parte a grande onda do MPEG3. Como foram feitos para música de alta-fidelidade, que ocupa muito mais espaço, mesmo comprimida, esses aparelhos são capazes de armazenar 10 horas ou mais de voz. A qualidade de reprodução da voz não precisa ser muito alta, para ser inteligente: normalmente algo que fique próxima da qualidade de uma rádio AM é mais que suficiente (mesmo com música de fundo). Na verdade, estamos prestes a testemunhar uma explosão na disponibilidade de equipamentos portáteis com capacidade multimídia: os palmtops que usam o sistema Windows CE, como o Compaq Aero, Casio Cassiopeia, Hewlett-Packard Jornada, e Philips Nino, já tem programas capazes disso, e estão surgindo os primeiros modelos com alto-falantes e placas de som. O best-seller Pilot Palm (www.palm.com) deverá ter no futuro essa capacidade também. O quarto elemento que está compondo a explosão de interesse nos arquivos digitais de voz é a entrada do comércio eletrônico. É extremamente atraente, fácil e descomplicado vender arquivos de voz pela Internet. A empresa líder do ramo, Audible.com (www.audible.com), recentemente fechou um contrato com a maior livraria virtual do mundo, a Amazon.com, para vender seus produtos de áudio digital. A Amazon comprou 5% das ações da Audible, e vai levar ainda 30 milhões de dólares para promover e vender esses produtos através de seu insuperável sistema de vendas on-line, com mais de 20 milhões de usuários. Além da Audible, outras empresas estão entrando nesse apetitoso mercado, que cresce cada vez mais, como a novata Audiohighway (www.audiohighway.com), além das empresas tradicionais, como as livrarias, cujo negócio sempre foi vender informação, impressa ou em qualquer outro formato. A própria Amazon estava vendendo livros-fita há bastante tempo, só que a pessoa recebia através do correio o produto físico. O descarregamento pela Internet foi a grande e genial jogada, e o aumento da largura de banda do acesso à rede vai facilitar cada vez mais esse tipo de oferta, que era impossivelmente lenta no passado recente. A empresa Audible, por exemplo, oferece uma enorme gama de publicações audíveis, algumas delas surpreendentes, e que jamais venderiam bem em outros formatos, como amostras dos discursos do premiê britânico Winston Churchill, até artigos no Wall Street Journal e New York Times, os últimos romances de John Grisham e Stephen King, bem como clássicos da literatura mundial. São mais de horas de material audível. Quase todos os livros custam menos da metade da versão impressa. 9

10 A moda vai pegar no Brasil, também? Não se sabe: músicas, uma das manias nacional, com certeza: já pegou. Os brasileiros, principalmente os jovens, são fanáticos por MP3 (embora os "players" como o Rio, ou sua versão nacional, o Gradiente, ainda estejam longe do alcance da maioria, e os tempos de descarregamento sejam absurdamente grandes). Livros audíveis são outra coisa: os livros-fita não têm a menor penetração por aqui, e esse não é um costume nacional. Mas já existem algumas experiências. Se quiser saber como funciona, na revista Cérebro & Mente, da UNICAMP, foi feita uma experiência com um dos artigos, sobre fobias, do psiquiatra Cyro Masci (veja em Para ouvir o artigo completo, é necessário ter o plug-in da RealAudio versão 5 ou maior. Dilemas existenciais A WWW é um fenômeno ainda muito novo (temos que lembrar a todo instante que ela não tem mais do que quatro ou cinco anos de existência, e o seu crescimento fenomenal, que chegou a ser de mais de 6.000% ao ano, ainda está apenas na tenra infância), portanto a solução para este dilema ainda está indefinido, principalmente com relação ao modelo econômico. Ninguém imagina que vai usar o telefone sem ser cobrado por isso (tarifado) pela companhia telefônica, ou que vai receber diariamente um jornal em casa sem ter que pagar assinatura. No entanto, é o que todo mundo quer fazer na Internet. Sabemos que, toda vez que é inventado um novo método de reprodução do conhecimento, ocorre uma espécie de crise jurídica. A primeira delas ocorreu exatamente com Gutenberg, pois o laborioso e lento trabalho dos copistas tornou-se tão obsoleto quanto os dinossauros, praticamente da noite para o dia, e as cópias piratas se tornaram realidade, pela primeira vez. Demorou certo tempo até a humanidade reagir, com a criação das leis nacionais e internacionais sobre a propriedade intelectual e o direito de cópia, que até hoje têm uma eficácia duvidosa (por exemplo, Cuba, Coréia e China se notabilizaram, a partir da década dos 70s, por copiarem descaradamente livros técnicos ocidentais, a um preço infimamente menor. Em Cuba, um livro de Medicina Interna do Harrison, que custa quase 200 reais no Brasil, pode ser comprado por uns 10 dólares em qualquer livraria do Estado, e os estudantes de Medicina recebem-no gratuitamente...). O século 20 trouxe a fotocópia e a cópia xerográfica (que quer dizer cópia a seco!). Os aparelhos de xerox (nome que já virou substantivo comum) foram uma segunda revolução substancial. Quando eu entrei na faculdade (não faz tanto tempo assim...), não existia o xerox, e o coitado do estudante tinha que anotar tudo à mão quando ia à biblioteca. Atualmente, a vida moderna seria impensável sem essa maravilha da tecnologia, mas o problema das cópias ilegais multiplicou-se milhões de vezes. A rigor, todos nós estamos cometendo um delito punível pela lei quando xerocamos um livro ou artigo de revista, mas quem liga para isso? Tornou-se um delito socialmente aceitável, para desespero dos autores e editores (estes últimos chegaram a pressionar por leis proibindo máquinas copiadoras em bibliotecas, mas desistiram). Algumas editoras brasileiras chegaram a produzir livros com páginas alternadas em cor laranja, que obscurece totalmente a cópia, para tentar evitar a sangria financeira provocada pelo xerox. Agora, em pleno Século XXI, com a avassaladora e onipresente Internet, a rede global de computadores, que já tem mais de 50 milhões de usuários, e cerca de 14 milhões de computadores interligados, em quase todos os países, o pesadelo para os detentores de direitos autorais se tornou permanente, e incomparável. Existem bibliotecas digitais inteiras em formação: uma delas, ironicamente, se chama Projeto Gutenberg (www.gutenberg.org), e embora a maioria delas esteja colocando apenas livros da literatura clássica para os quais já caducou o direito de autor, nada impede que um paiseco qualquer, fora do alcance dos acordos mundiais de copyright, comece a colocar obras protegidas. Um problema adicional tem deixado preocupados os autores. Se qualquer pessoa pode copiar os textos e imagens de uma página na WWW, então o plágio se torna extremamente fácil. Republicar a mesma obra, costurada e modificada, sob o próprio nome, pode se tornar uma constante. O direito autoral é desrespeitado, e a fiscalização torna-se muito difícil, dado o volume enorme de material existente na Internet e nos CD-ROMs, sem falar nos danos provocados pela fraude (no começo do ano, uma imagem da artista Sandra Bullock foi copiada, alterada eletrônicamente pela adição de um corpo nú de outra mulher à cabeça da artista, e recolocada em um site pirata). Na Internet, felizmente, existem índices globais extremamente poderosos, como o Altavista, que indexa cada uma das palavras de 30 milhões de 10

11 documentos. Mas mesmo assim é difícil, pois o mecanismo de busca é primitivo demais para detectar plágios complexos. Usando técnicas baseadas em Inteligência Artificial, que estão começando a se tornar disponíveis para o grande público, um robô de software (um agente autônomo, que percorre esses índices para achar padrões) poderá localizar plágios e cópias não autorizadas, se eles estiverem publicamente disponíveis na rede. Mas e se não estiverem? Aí o problema é praticamente insolúvel. Não adianta dar uma de avestruz, como muitos editores estão fazendo ("ninguém lê livros pela Internet", "só mudou o modelo econômico", etc.). A realidade é avassaladora e indubitável. A facilidade de cópia ilegal, plágio e fraude aumentaram exponencialmente com as publicações eletrônicas. Estamos apenas na infância de uma revolução muitas vezes maior do que a da imprensa por tipos móveis, iniciada 500 anos atrás. A Internet poderia ter sido "inventada" de outra maneira: seria fácil, por exemplo, criar protocolos (as linguagens de comunicação que comandam as redes) que incluíssem "marcas d água" digitais indeléveis nos documentos e imagens, de modo a identificar o proprietário intelectual. Isso inibiria bastante as cópias ilegais. No entanto, originalmente a Internet foi criada por pesquisadores acadêmicos, com o objetivo de facilitar a distribuição de trabalhos de pesquisa, e que não tinham a menor intenção (acredito mesmo que nem pensaram nisso) de criar mecanismos de restrição da distribuição desinteressada. Agora é tarde, a não ser que o crescente valor comercial da Internet acabe por pressionar a adoção de novos protocolos contendo esses mecanismos de proteção contra cópias indevidas. Conclusões Eu não tenho dúvidas de que o futuro do livro é absolutamente revolucionário, e que não vimos nada ainda, em matéria do que poderá acontecer. Veremos, certamente, que os livros eletrônicos serão muito mais do que um simples repositório de informação, mas também será um livro inteligente. Com um pouco mais de tecnologia, ele poderá até "conversar", "raciocinar" e "argumentar" com o seu leitor, tornando a aquisição do conhecimento uma coisa dinâmica e divertida. Aliás, este era o intuito original de Kay, ao propor o Dynabook: a revolução na sala de aula. Quem sabe até que, nas bibliotecas do futuro, os livros poderão conversar entre si. Fantástico, não é mesmo? É só imaginarmos que, se um livro for dotado de capacidade de aprender e armazenar novos conhecimentos, de forma autônoma, o seu dono poderá mandá-lo fazer periodicamente um "estágio" numa biblioteca de boa reputação, onde ele, lado a lado com livros mais especializados e "sabidos", absorverá tudo o que for de futura utilidade para o seu dono... Referências Este artigo é baseado e adaptado a partir dos seguintes 16 artigos já publicados pelo autor: Sabbatini, R.M.E.: Livros inteligentes. Correio Popular, 6/02/ Sabbatini, R.M.E.: O novo papiro. Correio Popular, Caderno de Informática, 5/09/ Sabbatini, R.M.E.: O dynabook. Correio Popular, Caderno de Informática, 28/11/ Sabbatini, R.M.E.: Correio Popular, Caderno de Informática, 9/4/ Sabbatini, R.M.E.: Direitos autorais e a Internet. Correio Popular, Caderno de Informática, 4/6/96. Sabbatini, R.M.E.: O papel inteligente. Correio Popular, Caderno de Informática, 28/1/ Sabbatini, R.M.E.: Gutenberg e a Internet. Correio Popular, 26/4/98. Sabbatini, R.M.E.: Papel ou elétrons? Correio Popular, Caderno de Informática, 07/07/

12 Sabbatini, R.M.E.: Um futuro promissor. Correio Popular, Caderno de Informática, 17/11/98. Sabbatini, R.M.E.: Qual é o futuro do livro? Correio Popular, Caderno de Informática, 06/01/1999, 27/1/99 e 09/2/99. Sabbatini, R.M.E.: Bibliotecas digitais. Correio Popular, Caderno Cosmo, 5/6/ Sabbatini, R.M.E.: Livros eletrônicos: o futuro. Correio Popular, Caderno Cosmo, 6/8/99. Sabbatini, R.M.E.: Livros audíveis. Correio Popular, Caderno Cosmo,11/2/ Sabbatini, R.M.E.: Livros na rede. Correio Popular, p.3, 15/9/ Copyright 2000 Renato Marcos Endrizzi Sabbatini Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, sem a autorização por escrito do autor Como citar: Sabbatini, RME: Qual é o futuro do livro? Campinas, SP: Núcleo de Informática Biomédica da Universidade Estadual de Campinas, outubro de

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