Boletim. Contabilidade Internacional. Manual de Procedimentos. Mudanças nas taxas de câmbio e seus efeitos nas demonstrações contábeis (1 a parte)

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1 Boletim Manual de Procedimentos Contabilidade Internacional Mudanças nas taxas de câmbio e seus efeitos nas demonstrações contábeis (1 a parte) Prof. Edilson Paulo Prof. Ariovaldo do Santos Prof. Eliseu Martins SUMÁRIO 1. Introdução 2. Tratamento para investimentos no exterior classificados como entidades dependentes 3. Avaliação de investimentos societários no exterior pelo MEP 1. INTRODUÇÃO Alguns atos normativos contábeis emitidos nos últimos meses têm modificado os procedimentos para avaliação, mensuração e evidenciação dos investimentos societários no exterior, dentre os quais se destacam: a) a Lei n o /2007, que alterou a Lei n o 6.404/1976 (Lei das S/A); Essas alterações nas práticas contábeis, bem como outras que ainda ocorrerão, têm como principal objetivo convergir as normas e procedimentos contábeis adotados no Brasil às normas internacionais de contabilidade, isto é, aquelas emitidas pelo International Accounting Standards Board (Iasb) b) o Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; c) a Deliberação CVM n o 534/2008, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 02; d) a Resolução CFC n o 1.120/2008, que aprova a NBC T 7 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; e) a Instrução CVM n o 464/2008, que alterou a Instrução CVM n o 247/1996; f) a Medida Provisória n o 449/2008 (convertida na Lei n o /2009), que alterou a legislação tributária, instituiu o Regime Tributário de Transição (RTT) e alterou a Lei n o 6.404/1976 e a Lei n o /2007. A Lei n o /2007 efetuou algumas alterações na forma de avaliação das participações acionárias, classificadas como investimentos em outras empresas. Neste texto, apresentaremos os procedimentos de avaliação e mensuração dos investimentos societários no exterior, bem como o procedimento de consolidação de suas demonstrações contábeis. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovou, em , o Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis (alinhado ao IAS 21 - The Effects of Changes in Foreign Exchange Rates, emitido pelo International Accounting Standards Board - Iasb). Referido pronunciamento foi aprovado pela Deliberação CVM n o 534/2008, pela Resolução CFC n o 1.120/2008 e pela Circular Susep n o 379/2008 e deve ser aplicado a partir das demonstrações contábeis encerradas em dezembro de Assim, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), atendendo aos objetivos da Lei n o /2007 e ao Pronunciamento Técnico CPC 02, emitiu a Instrução CVM n o 464/2008 (que alterou a Instrução CVM n o 247/1996) e a Instrução CVM n o 469/2008, apresentando maior detalhamento para alguns procedimentos contábeis a serem adotados e esclarecendo algumas dúvidas relacionadas ao entendimento e implantação da nova lei. É também de se mencionar que a Deliberação CVM n o 534/2008 revogou a Deliberação CVM n o 28/1986, que, até então, regulava essa matéria de investimentos societários no exterior. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 TC 1

2 Essas alterações nas práticas contábeis, bem como outras que ainda ocorrerão, têm como principal objetivo convergir as normas e os procedimentos contábeis adotados no Brasil às normas internacionais de contabilidade, isto é, aquelas emitidas pelo Iasb. Com base na nova redação da Lei das S/A, os investimentos societários de caráter permanente continuarão sendo avaliados pelos Métodos de Custo e de Equivalência Patrimonial, mas uma nova forma, denominada valor justo (fair value, na expressão em inglês), também passará a ser adotada. O Método de Custo mensura os investimentos societários pelo custo de aquisição deduzido da provisão para perdas permanentes, quando for o caso; já o Método de Equivalência Patrimonial (MEP) implica o reconhecimento, pelas empresas investidoras, dos resultados de suas investidas no momento da respectiva geração, e não quando da distribuição dos dividendos ou de sua alienação. A aplicação de um dos métodos (Custo ou Equivalência Patrimonial) afeta os procedimentos de mensuração e evidenciação dos investimentos societários no exterior, em especial, a variação cambial oriunda de tais investimentos. A partir de 1 o , com base na nova redação dada pela Lei n o /2007, serão avaliados pelo MEP, independentemente de sua relevância, os investimentos em: a) controladas; b) coligadas, ou seja, a investida na qual a empresa tenha influência significativa na administração ou de que participe com 20% ou mais do capital votante; c) outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum. Assim, enquanto não ocorrer uma definição diferente da CVM, as companhias abertas devem observar o parágrafo único do art. 2 o da Instrução CVM n o 247/1997, que define a Equiparada à Coligada, e, consequentemente, avaliar os investimentos em equiparadas às coligadas pelo MEP, desde que participe, direta ou indiretamente, com 10% ou mais do capital votante da investida. Mais recentemente, a Lei n o /2009 (resultado da conversão da Medida Provisória n o 449/2008), alterou a redação do 1 o e do 5 o do art. 243 da Lei n o 6.404/1976, dispondo: 1 o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de vinte por cento ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. Assim, o conceito de influência significativa tornou-se ainda mais relevante na definição do pontochave para determinar se uma investida é ou não uma coligada. Dessa forma, é de se esperar que a CVM, que já reviu e deverá continuar revendo muitas das posições que assumiu nos últimos anos, revogue a referida Instrução CVM n o 247/1997 no ponto que trata dos investimentos realizados em equiparadas às coligadas. Lembramos ainda que a Instrução CVM n o 408/2004 impõe a aplicação do MEP para investimentos em Entidades de Propósitos Específicos (EPE), quando a companhia aberta tem a maioria dos benefícios ou está exposta à maior parte dos riscos oriundos das atividades da EPE. Os investimentos societários que não tenham a obrigatoriedade de ser avaliados pelo MEP deverão ser avaliados pelo Método de Custo. Deve-se lembrar que, pelas normas internacionais, as participações permanentes em outras sociedades são sempre avaliadas pelo MEP ou pelo valor justo, e não há previsão de avaliação desses investimentos pelo Método de Custo. Assim, para o ano de 2010, quando efetivamente se espera que as regras contábeis brasileiras já estejam em conformidade com as regras internacionais, é de se prever que a avaliação de investimentos permanentes pelo Método de Custo também não mais será utilizada. Para a devida aplicação dos procedimentos contábeis, a investidora deve, inicialmente, identificar qual o tipo de investimento é mantido no exterior: dependente ou independente. São caracterizados como entidades dependentes aqueles investimentos que: a) não possuam corpo gerencial próprio ou autonomia administrativa; b) não contratam operações próprias; ou c) utilizam a moeda da investidora como sua moeda funcional e operam, em essência, como uma extensão da mesma. Por outro lado, quando filiais, agências, sucursais ou dependências se caracterizarem, na essência, 2 TC Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 - Boletim IOB

3 como uma controlada por possuírem, por exemplo, suficiente corpo gerencial próprio, autonomia administrativa, contratarem operações próprias, inclusive financeiras, elas devem ser consideradas como entidade independente. A moeda funcional é a moeda do ambiente econômico principal no qual a entidade opera e servirá como parâmetro para os procedimentos de mensuração das transações e dos eventos econômicos da entidade. Os itens 11 a 16 do Pronunciamento Técnico CPC 02 apresentam um conjunto de fatores que determinam a identificação da moeda funcional. Dentre os fatores listados no referido pronunciamento, podemos destacar que a moeda funcional será aquela: a) que, mais fortemente, influencia os preços dos bens ou serviços; b) do país cujas forças competitivas e reguladoras influenciam a estrutura de precificação da empresa; c) que influencia os custos e as despesas da empresa; d) na qual os fundos (financeiros) são gerados; e) na qual os recebimentos das atividades operacionais são obtidos. Aqui vale destacar que, para as empresas que operam no Brasil, somente em situações consideradas raríssimas, a moeda funcional poderá ser diferente do real. Mesmo para o caso de empresas que, por exemplo, tenham suas atividades inteiramente voltadas para a exportação, é difícil que se possa utilizar uma moeda diferente do real como moeda funcional dependendo dos demais fatores envolvidos. Afinal, as exportações e fixações de preço em moeda estrangeira são apenas um dos itens a serem observados. As condições dadas devem ser atendidas cumulativamente. Não é o fato de um desses itens ser atendido que estará definida a moeda funcional. Por exemplo, 100% das exportações são em euro, mas os custos são todos em reais; dá para definir como moeda funcional o euro? Na nossa opinião, não. Para a moeda funcional de uma empresa não ser a moeda local, é necessário que praticamente todas as condições dadas, ou pelo menos a fortíssima maioria delas, estejam atendidas. Não só uma. Se uma empresa exporta mais de 90% de seus produtos, que são internacionalmente fixados em dólar, possui muito mais do que metade dos seus custos totais também em dólar, obtém do exterior a maior parte de seus financiamentos, seu capital também é negociado muito mais fora do Brasil do que dentro dele e, o que é muito importante, se gerencia em dólar, porque isso garante um processo administrativo mais consentâneo com sua realidade e assegura melhores chances de sucesso, daí talvez tenha mesmo no dólar sua moeda funcional. Quanto a esse último aspecto, parece-nos fundamental. Se a empresa se administra em reais, faz seus orçamentos nessa moeda, todos os seus relatórios gerenciais são em reais, as avaliações dos gestores, em todos os níveis, são em reais, então ela usa o real como moeda de sua gestão, logo ele é sua moeda funcional. Já, se todos os relatórios gerenciais são em euro, o orçamento é em euro, todas as decisões são tomadas com base em relatórios montados nessa moeda, suas gratificações são com base em desempenhos medidos nessa moeda, então o euro provavelmente será sua moeda funcional. Isso existe sim no Brasil, mas é raríssimo. Veja-se, por exemplo, o caso da Embraer, que de fato atende a todos esses critérios e, por isso, tem no dólar sua moeda funcional. Outro fator a se levar em consideração nessa análise é o próprio Pronunciamento Técnico CPC 02, que, de certa forma, já indica esse caminho quando, em seu item 11, que trata de moeda funcional, estabelece: O ambiente econômico principal no qual uma entidade opera é, em geral, e com raras exceções, aquele em que ela fundamentalmente gera e desembolsa caixa. (grifos nossos) 2. TRATAMENTO PARA INVESTIMENTOS NO EXTERIOR CLASSIFICADOS COMO ENTIDADES DEPENDENTES Conforme o item 4 do Pronunciamento Técnico CPC 02, quando as filiais, agências, sucursais ou dependências, e mesmo uma controlada no exterior, são caracterizadas como entidades dependentes, seus ativos, passivos e resultados deverão ser incorporados às demonstrações contábeis da matriz como qualquer outra filial, agência, sucursal ou dependência mantida no próprio país. Assim, as transações em moeda estrangeira através dos investimentos em entidades dependentes no exterior devem ser avaliadas nas formas abordadas nos subitens seguintes: 2.1 Reconhecimento inicial Conforme descrito no item 24 do Pronunciamento Técnico CPC 02, uma transação em moeda estrangeira deve ser contabilizada, no seu reconhecimento inicial, na Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 TC 3

4 moeda funcional, aplicando-se, à importância em moeda estrangeira, a taxa de câmbio a vista entre a moeda funcional e a moeda estrangeira na data da transação. Opcionalmente, por questões práticas, pode-se utilizar uma taxa média semanal ou mensal para todas as transações ocorridas naquele período, desde que as taxas de câmbio não tenham flutuado significativamente no período. Assim, o investimento inicial nesses entes dependentes é registrado com base no câmbio da data da remessa. 2.2 Mensuração subsequente No final de cada período contábil, os elementos patrimoniais existentes e que foram originados das transações efetuadas pela entidade dependente no exterior devem ser avaliados da seguinte forma: a) itens monetários em moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se a taxa de fechamento; b) itens não monetários avaliados pelo custo histórico em uma moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se a taxa cambial da data da transação (como se a contabilidade fosse efetuada na moeda estrangeira); e c) itens não monetários avaliados pelo seu valor justo em uma moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se as taxas cambiais da data em que o valor justo for determinado. Os itens monetários são aqueles representados por dinheiro ou por direitos a serem recebidos e obrigações a serem liquidadas em dinheiro, como, por exemplo, Caixa, Bancos Conta Movimento, Contas a Receber, Contas a Pagar, Salários a Pagar etc. Já os itens não monetários são os ativos e passivos que não serão recebidos ou liquidados em dinheiro, como Estoques, Imobilizado, Participações em Outras Empresas, Despesas Antecipadas, Adiantamentos de Clientes, Adiantamentos a Fornecedores etc. Portanto, elementos patrimoniais como dinheiro em Caixa, saldo da Conta Corrente, Contas a Receber, Contas a Pagar em Moeda Estrangeira devem ser convertidos pela taxa cambial da data do encerramento do período contábil. O item 41(a) do referido pronunciamento estabelece que as variações cambiais de tal investimento líquido deverão ser reportadas como receita ou despesa do período. Portanto, esses resultados de variação cambial serão incorporados à contabilidade da matriz. Os itens não monetários avaliados pelo custo histórico, como Estoques e Imobilizado, não serão convertidos no final de cada período, devendo permanecer avaliados pelo seu custo histórico, pois no registro inicial já foram convertidos da moeda estrangeira para o real pela taxa cambial da data de transação. Quando cabível, a empresa deve efetuar o teste do valor recuperável do ativo, conforme Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Já os itens não monetários avaliados por fair value (valor justo) deverão utilizar as taxas cambiais da data em que o valor justo for determinado. 2.3 Exemplo n o 1 A empresa brasileira ABC abriu uma filial na Espanha, no dia X7, com o intuito de facilitar as negociações com seus clientes europeus, mas essa filial não possui nenhuma autonomia administrativa, classificada, portanto, como uma entidade dependente. Durante o ano, a filial espanhola realizou as seguintes operações: a) no dia 1 o.07.20x7, a matriz brasileira remeteu para a conta bancária da filial espanhola o valor equivalente a ,00; b) no dia X7, a filial espanhola adquiriu, a vista, móveis e utensílios que serão utilizados no escritório da filial no valor de ,00; c) no dia X7, efetuou uma venda de mercadorias por ,00 com vencimento para X8. Essa mercadoria foi enviada diretamente da matriz no Brasil, sendo que o custo da venda foi de R$ ,00 (por simplificação, vamos desconsiderar os tributos); d) no dia X7, realizou despesas administrativas no valor de ,00, que foram pagas em X7. As taxas cambiais de R$/ eram: Dia R$/ 1 o.07.20x7 2, X7 2, X7 2, X7 2, X7 2, X7 2,75 Com base no que estabelece o Pronunciamento Técnico CPC 02, a empresa ABC deverá efetuar os seguintes registros contábeis (na contabilidade única mantida pela matriz): 4 TC Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 - Boletim IOB

5 1) Pela remessa dos recursos financeiros para filial espanhola (letra a ) em 1 o.07.20x7 Bancos Conta Movimento - Filial Espanha C - Bancos Conta Movimento - Matriz R$ ,00 Nota R$ ,00 = ,00 x R$ 2,50. 2) Pela compra de móveis e utensílios pela filial espanhola (letra b ) em X7 Imobilizado - Filial Espanha C - Bancos Conta Movimento - Filial Espanha R$ ,00 Nota R$ ,00 = ,00 x R$ 2,55. 3) Pela venda a prazo das mercadorias (letra c ) em X7 Clientes no Exterior - Filial Espanha C - Receitas com Vendas de Mercadorias - Filial Espanha R$ ,00 Nota R$ ,00 = ,00 x R$ 2,60. E, Custos das Mercadorias Vendidas - Filial Espanha C - Estoques R$ ,00 4) Pelo registro das despesas administrativas (letra d ) em X7 Despesas Gerais Administrativas - Filial Espanha C - Contas a Pagar - Filial Espanha R$ ,00 Nota R$ ,00 = ,00 x R$ 2,70. 5) Pelo registro da variação cambial das contas a pagar e do pagamento das despesas administrativas (letra d ) em X7 Contas a Pagar - Filial Espanha R$ ,00 C - Bancos Conta Movimento - Filial Espanha R$ ,00 C - Receita de Variação Cambial R$ 750,00 Notas (1) Para facilitar, somente ajustaremos as contas dos ativos e passivos em moeda estrangeira no momento da realização (recebimento ou pagamento) ou no final do exercício social. (2) R$ 750,00 = { ,00 x (R$ 2,65 - R$ 2,70)}. A contabilidade da filial espanhola está sendo efetuada como se ela estivesse operando no Brasil; assim, ao final do exercício social ( X7), os saldos da empresa ABC, referentes à sua filial espanhola, mantidos efetivamente no exterior, são os seguintes: Bancos Conta Movimento - Filial Espanha R$ ,00 Clientes no Exterior - Filial Espanha R$ ,00 Imobilizado - Filial Espanha R$ ,00 As contas Bancos Conta Movimento e Clientes no Exterior são itens monetários. Então esses saldos deverão ser convertidos no final do período. O procedimento adequado seria ajustar mensalmente os ativos e passivos monetários, reconhecendo a variação cambial no próprio período. Por simplificação, iremos atualizar as demais contas monetárias do nosso exemplo apenas em X7. Tabela 1 - Cálculo da variação cambial no período Conta Saldo em Taxa Saldo Cambial Atualizado em R$ Bancos C/ Movimento Saldo Anterior Variação Cambial ,00 2, , , ,00 Clientes ,00 2, , , ,00 Considerando-se que a empresa ABC avalia seu Imobilizado pelo custo histórico, não se faz necessário qualquer ajuste com base na variação das taxas cambiais. As contas de receitas e despesas apresentadas na Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) já foram traduzidas pelas taxas cambiais no momento dos respectivos registros. Então, os registros contábeis necessários no final do período são: 6) Pelo registro da variação cambial dos itens monetários no final do período no dia X7 Bancos Conta Movimento - Filial Espanha R$ 7.000,00 Clientes no Exterior - Filial Espanha R$ ,00 C - Receita de Variação Cambial R$ ,00 Não é demais repetir que, nesse exemplo, todas as contas referentes às transações realizadas pela filial espanhola são incorporadas nas demonstrações contábeis elaboradas pela matriz no Brasil. Isso não tem nada a ver, por outro lado, com a eventual necessidade de a filial precisar realizar também sua contabilidade em euros, na Espanha, para atendimento às normas locais. Só que não será essa contabilidade que será base da conversão para reais, e sim os registros feitos aqui na matriz. E é bom lembrar de tudo isso, porque, na essência, essa filial é uma mera extensão da própria matriz, Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 TC 5

6 e não uma outra entidade à parte, independente, com vida própria. E a norma internacional diz que a essência é que prevalece na definição do que seja uma filial ou uma controlada, e não a forma jurídica. 3. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS SOCIETÁRIOS NO EXTERIOR PELO MEP Quando filiais, agências, sucursais ou dependências se caracterizam, em essência, como uma entidade autônoma, a investidora (matriz) deverá reconhecer os resultados apurados nas filiais, agências, dependências ou sucursais pela aplicação do MEP e incluí-los nas suas demonstrações consolidadas, observando os critérios previstos no Pronunciamento Técnico CPC 02, como autênticas sociedades controladas. Vale ressaltar que a investidora deve verificar se esses investimentos se enquadram ou não entre aqueles que obrigatoriamente serão avaliados pelo MEP. No caso de avaliação de investimentos no exterior pelo MEP, a investidora deverá efetuar as seguintes etapas: a) elaborar as demonstrações contábeis da investida na moeda funcional da mesma, porém com base nas normas e nos procedimentos contábeis adotados pela investidora; b) efetuar a conversão das demonstrações contábeis elaboradas conforme a letra anterior, para a moeda funcional da investidora; c) reconhecer o resultado da investida por equivalência patrimonial com base na DRE levantada conforme a letra b ; d) reconhecer os ganhos ou as perdas cambiais no investimento em uma conta específica no Patrimônio Líquido; e) finalmente, caso seja um investimento em controlada, consolidar as demonstrações contábeis dessa investida. O primeiro passo é ajustar as demonstrações contábeis da investida para as normas contábeis da investidora. Isso se torna relevante, pois as informações contábeis produzidas pela investidora e investidas devem ter como base os mesmos critérios contábeis, mantendo, assim, a uniformidade dos procedimentos e garantindo a comparabilidade, além de permitir a adequada consolidação das demonstrações contábeis. A investidora terá que reconhecer duas variações patrimoniais em seus investimentos no exterior: resultado da equivalência patrimonial e variação cambial originada da conversão das demonstrações contábeis, ambas com base na sua participação na investida. Pelo MEP, o resultado de equivalência patrimonial é reconhecido diretamente no resultado do período, enquanto que a variação cambial do investimento no exterior deve ser reportada em conta específica do Patrimônio Líquido (Ajustes de Avaliação Patrimonial), sendo somente reconhecida como receita ou despesa no resultado quando da realização dos investimentos (venda ou baixa do investimento líquido). Cabe relembrar que uma empresa somente realizará a conversão das demonstrações contábeis de uma investida se ela for enquadrada como controlada, coligada ou uma sociedade que faça parte de um mesmo grupo ou esteja sob controle comum. Se ocorrer o caso de uma investidora não ter acesso às informações mensais de sua investida, é de se supor que ela também não tenha influência significativa; assim, deve-se considerar que esse investimento não se enquadra como controlada, coligada ou outra sociedade que faça parte de um mesmo grupo ou esteja sob controle comum e, portanto, não será avaliada pelo MEP, logo, sem a necessidade de se realizar a conversão das demonstrações contábeis para essa investida. 3.1 Conversão de demonstrações contábeis para moeda funcional da investidora O método de conversão adotado pelo Pronunciamento Técnico CPC 02, inspirado na IAS 21 (International Accounting Standard), é o método da taxa corrente. Por esse método, a conversão será realizada da seguinte forma, a partir de suas demonstrações na moeda estrangeira, já ajustadas aos critérios brasileiros: a) os ativos e passivos serão convertidos utilizandose a taxa de fechamento (denominada também de taxa corrente) na data do respectivo balanço; b) o Patrimônio Líquido inicial será o Patrimônio Líquido final do período anterior conforme convertido à época; c) as mutações no Patrimônio Líquido ocorridas durante o período, como, por exemplo, pagamentos de dividendos e aumentos de capital, deverão ser convertidas pelas respectivas taxas históricas, ou seja, as taxas cambiais das datas em que ocorreram as transações; 6 TC Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 - Boletim IOB

7 d) todas as receitas e despesas da DRE serão convertidas utilizando-se as taxas cambiais em vigor nas datas das transações ou, quando possível, pela taxa média do período; e e) as variações cambiais resultantes das letras a até d anteriores serão reconhecidas em conta específica no Patrimônio Líquido. Figura 1 - Conversão do Balanço Patrimonial e as Taxas Cambiais Passivo Taxa Corrente Ativo Taxa Corrente PATRIMÔNIO LÍQUIDO Saldo Anterior PL (igual a saldo final do período anterior) Dividendos e Ingressos de Capital (Taxa Histórica) Resultado do Período (transportado da DRE convertida por taxa histórica ou média) Ganhos (Perdas) Acumulados na Conversão Como pode ser observado, todos os itens do Ativo e do Passivo são convertidos pela mesma taxa, a taxa corrente, daí a origem da nomenclatura desse método (Método da Taxa Corrente). Os itens do Patrimônio Líquido são, inicialmente, convertidos por outras taxas (históricas), diferentes da taxa corrente; por isso, surgem as variações cambiais resultantes das letras a até d descritas e que são representadas em conta específica no Patrimônio Líquido, denominada Ganhos (Perdas) Acumulados na Conversão Exemplo n o 2 Para melhor compreensão, segue um exemplo. A Cia. A e outros investidores constituíram a Cia. B. Em 1 o.01.20x1, a Cia. A integralizou 80% do Capital Social de B pelo valor de USD 200, (taxa USD/R$ = R$ 1,50). No final do exercício de 20X1, a Cia. B apresentou as seguintes demonstrações contábeis: Cia. B - DRE de 1 o.01.20x1 a X1 Em USD Receitas 150,000 Custos (80,000) Lucro Bruto 70,000 Despesas Operacionais (25,000) Outras Receitas 5,000 Lucro antes dos Tributos 50,000 Tributos sobre o Lucro (15,000) Lucro Líquido 35,000 Cia. B - Balanço Patrimonial em X1 Em USD ATIVO Ativo Circulante Disponíveis e Contas a Receber 240,000 Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo 70,000 Imobilizado 90,000 Total do Ativo 400,000 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Passivo Circulante Contas a Pagar 55,000 Passivo Não Circulante Exigível a Longo Prazo 60,000 Soma 115,000 Patrimônio Líquido Capital Social 250,000 Lucros Retidos 35,000 Soma 285,000 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 400,000 Vamos admitir que a investida utilize as mesmas práticas contábeis adotadas pela investidora; assim, não será necessário qualquer ajuste por diferença entre tais práticas Primeiro passo: converter a DRE da investida As receitas e despesas devem ser convertidas pela taxa histórica, ou, opcionalmente, por uma taxa média, semanal, quinzenal ou mensal, desde que produzam, aproximadamente, os mesmos montantes que teriam sido calculados se cada uma das transações fosse traduzida pela respectiva taxa da data. Isso significa que a empresa somente poderá utilizar taxas médias em períodos sem grandes oscilações cambiais. Para o desenvolvimento do exemplo, as taxas médias mensais e a taxa corrente em X1 são apresentadas a seguir: Mês Taxa Média Mensal Taxa de Fechamento (Taxa Corrente) Janeiro 1,55 Fevereiro 1,60 Março 1,60 Abril 1,70 Maio 1,60 Junho 1,65 Julho 1,70 Agosto 1,75 Setembro 1,75 Outubro 1,80 Novembro 1,70 Dezembro 1,75 1,80 Taxa Média Anual 1,68 Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 TC 7

8 As Tabelas 2 e 3 a seguir apresentam a conversão de receitas, custos (que na verdade também são despesas), despesas e outras receitas. Tabela 2 - Conversão das receitas e dos custos do período Mês Taxa Média Mensal Receitas Custos USD R$ USD R$ Janeiro 1,55 10, , Fevereiro 1,60 10, , Março 1,60 14, , Abril 1,70 18, , Maio 1,60 17, , Junho 1,65 15, , Julho 1,70 12, , Agosto 1,75 13, , Setembro 1,75 8, , Outubro 1,80 10, , Novembro 1,70 12, , Dezembro 1,75 11, , Total 150, , O valor de Tributos sobre o Lucro foi convertido pela taxa média anual (R$ 1,68), pelo fato de ter-se admitido que o resultado tributável tenha sido formado ao longo do exercício e, consequentemente, o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do exercício. Para tanto, consideramos, nesse exemplo, que as taxas de câmbio não tenham flutuado significativamente no período. Como consta na Tabela 3, a empresa efetuou pagamentos mensais a título de Antecipação de Tributos sobre o Lucro, considerando que a apuração definitiva somente ocorreu no final do exercício. Esses valores antecipados (USD 9,000) são deduzidos no final do período do valor do tributo apurado (USD 15,000); portanto, o saldo de Tributos a Pagar é de USD 6,000. Conforme será visto no passo a seguir, a conta Tributos a Pagar será convertida pela taxa corrente juntamente com as demais contas do Passivo. Tabela 3 - Conversão das despesas e de outras receitas do período Mês Taxa Média Mensal Despesas Outras receitas Antecipação de Tributos sobre o Lucro USD R$ USD R$ USD R$ Janeiro 1,55 1, Fevereiro 1,60 1, Março 1,60 1, Abril 1,70 2, ,080 Maio 1,60 2, ,020 Junho 1,65 2, Julho 1,70 2, Agosto 1,75 2, Setembro 1,75 2, , Outubro 1,80 2, Novembro 1,70 2, , Dezembro 1,75 2, , Total 25, , ,000 Os valores apurados nas Tabelas 2 e 3 são transportados para a conversão da DRE. Cia. B - DRE de 1 o.01.20x1 a X1 Em USD Taxa Em R$ Receitas 150, Custos (80,000) ( ) Lucro Bruto 70, Despesas Operacionais (25,000) (42.215) Outras Receitas 5, Lucro antes dos Tributos 50, Tributos sobre o Lucro (15,000) 1,68 (25.200) Lucro Líquido 35, Segundo passo: converter o Balanço Patrimonial da investida Como descrito anteriormente, os itens do Ativo e Passivo são convertidos pela taxa corrente (R$ 1,80). O valor do Capital Social é convertido pela taxa histórica na data da constituição (R$ 1,50), enquanto que os Lucros Retidos são transportados da DRE convertida. A seguir, será apurado o valor dos ganhos ou das perdas na conversão das demonstrações contábeis, analisando-se cada conta do Patrimônio Líquido. A primeira conta é a do Capital Social. O valor do capital integralizado por todos acionistas da Cia. B foi de USD 250,000.00, que é apresentado no Balanço Patrimonial convertido para R$ ,00 (taxa histórica de R$ 1,50). Se esse valor fosse convertido pela taxa corrente de R$ 1,80, o valor seria R$ ,00, ocasionando uma variação cambial de R$ ,00. Capital Social USD 250, x R$ 1,80 = R$ ,00 USD 250, x R$ 1,50 = R$ ,00 Variação cambial = R$ ,00 8 TC Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 - Boletim IOB

9 Da mesma forma, a conta Lucros Retidos, em um montante de USD 35,000.00, foi convertida pelo valor de R$ ,00, conforme apresentado no item anterior; mas, se utilizada a taxa corrente, o resultado deveria ser de R$ ,00, gerando uma variação cambial de R$ 4.640,00. Lucros Retidos USD 35, x R$ 1,80 = R$ ,00 USD 35, conforme demonstração = R$ ,00 Variação cambial = R$ 4.640,00 Somando-se as variações cambiais dessas duas contas, temos: Capital Social R$ ,00 Lucros Retidos R$ 4.640,00 Soma R$ ,00 O Balanço Patrimonial convertido será o seguinte: Cia. B - Balanço Patrimonial em X1 Em USD Taxa Em R$ ATIVO Ativo Circulante Disponíveis e Contas a Receber 240,000 1, Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo 70,000 1, Imobilizado 90,000 1, Total do Ativo 400, PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Passivo Circulante Contas a Pagar 55,000 1, Passivo Não Circulante 60,000 1, Soma 115, Patrimônio Líquido Capital Social 250,000 1, Lucros Retidos 35, Ganhos/(Perdas) Acumulados na Conversão Soma 285, Total do Passivo e PL 400, Contabilização Factoring (fomento mercantil) 1. INTRODUÇÃO As empresas de fomento mercantil (factoring) são uma fonte alternativa de recursos para as empresas que, por qualquer motivo, não têm acesso às linhas de crédito convencionais ou, simplesmente, não estão dispostas a enfrentar os obstáculos burocráticos comuns às instituições financeiras. Neste texto, abordaremos os aspectos práticos contábeis relacionados ao registro das operações de factoring, tanto sob o ponto de vista da empresa faturizada como da faturizadora. 2. CARACTERIZAÇÃO A faturização consiste, em sua forma genuína, na venda de carteira ou parte dela, derivada de faturamento a prazo de uma empresa. Tal venda é efetuada com a condição de o comprador arcar com todos os gastos necessários à cobrança, bem como com todo o risco por eventuais inadimplências dos clientes. Sabemos que, na prática, existem formas não genuínas de operações de factoring, já que em algumas situações permanecem com a empresa vendedora da carteira a tarefa e os gastos relativos à cobrança ou os riscos por eventuais inadimplências e, às vezes, os dois. Entendemos que a verdadeira faturização só existe quando todos os riscos relativos ao crédito, bem como os gastos de cobrança, são transferidos à entidade adquirente. Em caso de não haver a transferência do risco, temse muito mais a caracterização do desconto de duplicata, já que o genuíno factoring é uma atividade cujo objetivo é proporcionar às empresas comerciais, industriais e de serviços a condição de não precisar manter departamento de cobrança nem estrutura voltada para essa atividade, além de propiciar, com maior rapidez, o capital de giro necessário às referidas empresas. 3. CONCEITUAÇÃO LEGAL O art. 28, 1 o, alínea c.4, da Lei n o 8.981/1995 foi o que, primeiramente, conceituou factoring como Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 TC 9

10 a prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços. Atualmente, tal conceito está previsto no inciso VI do art. 14 da Lei n o 9.718/1998, que foi incorporado ao art. 246 do RIR/1999. Em face dessa conceituação legal, o Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme divulgado por meio da Resolução CMN n o 2.144/1995, esclareceu que qualquer operação praticada por empresa de fomento mercantil (factoring) que não se ajuste ao referido conceito e caracterize operação privativa de instituição financeira constitui ilícito administrativo, nos termos da Lei n o 4.595/1964, e criminal, nos termos da Lei n o 7.492/1986. A partir dessa legislação, a atividade de fomento mercantil (factoring) passou a ser reconhecida legalmente, no Brasil, com a identificação das suas características específicas e a limitação tanto da sua área de atuação como de suas operações, de acordo com as normas internacionais aprovadas na Convenção Diplomática de Otawa, em maio de Esse fato teve boa repercussão, uma vez que empresas com outras atividades, que se intitulavam de factoring ou de fomento mercantil, ficaram excluídas da definição legal dada a essa atividade e estão até mesmo impedidas de atuar caso pratiquem operações privativas de instituições financeiras, o que dá maior credibilidade às empresas dedicadas à prática de genuínas operações de factoring. 4. CONTABILIZAÇÃO Em virtude da confusão feita, muitas vezes, entre desconto de duplicatas por meio de bancos (em que a instituição financeira toma o título, mas não assume os riscos de inadimplência nem as despesas de cobrança) e a operação de factoring (em que ocorre a compra, por parte da empresa de factoring, dos direitos que empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços têm de receber de seus clientes, com assunção de todos os riscos e despesas de cobrança), discutiu-se a melhor forma de apropriação da diferença entre o valor de face e o valor de venda do título de crédito. Tal discussão, do ponto de vista fiscal, teve fim com a publicação do Ato Declaratório (Normativo) da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação (Cosit) n o 51/1994, no qual se definiu que na alienação de duplicatas à empresa de factoring deve ser observado o seguinte: a) a diferença entre o valor de face e o valor de venda do título de crédito à empresa de factoring será computada como despesa operacional na data da transação; b) a receita obtida pelas empresas de factoring, representada pela diferença entre a quantia expressa no título de crédito adquirido e o valor pago, deverá ser reconhecida, para efeito de apuração do lucro líquido do período-base, na data da operação. Essa determinação fiscal é tecnicamente correta. Ao alienar a sua carteira de duplicatas, a empresa irá baixar de sua conta Duplicatas a Receber, no Ativo Circulante, o valor facial dos títulos vendidos, tendo como contrapartida uma conta de disponibilidade, pelo valor recebido, e uma conta de resultado, que poderá intitular-se Deságio na Alienação de Duplicatas ou simplesmente Despesa de Faturização, no grupo de despesas e receitas financeiras, pela diferença entre o valor facial e o valor recebido. Exemplo Considerando-se que a empresa B vendeu a uma empresa de factoring uma carteira de duplicatas no valor de R$ ,00 e recebeu por essa venda a quantia de R$ ,00, temos os seguintes registros contábeis: C - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) R$ ,00 Despesas de Faturização (Conta de Resultado) R$ 8.000,00 Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) R$ ,00 Por sua vez, a empresa de factoring adquirente das duplicatas registrará o valor dos títulos no seu Ativo Circulante pelo valor facial da carteira, em contrapartida à conta de disponibilidade, pelo valor pago, e à de receita, pela diferença entre o valor facial e o valor pago, efetuando-se os seguintes lançamentos contábeis: C - C - Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) R$ ,00 Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) R$ ,00 Receita de Faturização (Conta de Resultado) R$ 8.000,00 10 TC Manual de Procedimentos - Jul/ Fascículo 30 - Boletim IOB

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