CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E SUAS POSSIBILIDADES DE CONSTRUÇÃO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E SUAS POSSIBILIDADES DE CONSTRUÇÃO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO"

Transcrição

1 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E Renata Andreoni Fiorenza Zandonade Carnielli Resumo: Este artigo propõe uma reflexão sobre as relações entre memória, identidade, informação e comunicação organizacional. Apresentamos caminhos que indicam que as associações desses elementos podem (re)construir discursos, produzidos e produtores de sentidos e significações. Assim, objetivamos perceber e dialogar a propósito das potencialidades afetivas da memória sobre pertencimento e identidade, mas, também, suas competências mais pragmáticas, relacionadas à informação, aos saberes e conhecimentos da e na organização, podendo atuar sobre a gestão do conhecimento. Para tanto, buscamos discutir essas relações e interações a partir de uma instituição específica: a Defensoria Pública e suas possibilidades de construção e propagação de uma nova memória cidadã. Palavras-chave: Comunicação. Memória. Identidade. Discursos memorialísticos. Defensoria Pública. 1 Introdução Nesta reflexão, partimos da perspectiva de que as áreas do conhecimento não se estruturam como compartimentos herméticos e díspares, mas proposições complementares que conjugam formações de desenvolvimento e percepções. De acordo com Morin (2013), podemos tentar suprir essa carência cognitiva combatendo as cegueiras de um modo de conhecimento, que, compartimentando saberes, fragmenta as análises que demandam um conhecimento transdisciplinar 1. Este artigo apresenta caminhos de compreensão sobre como a memória pode se relacionar com a comunicação organizacional e as relações de poder, entendendo que essa associação constrói discursos, produzidos e produtores de sentidos e significações. Para tanto, compreendemos esse processo a partir do Paradigma da Complexidade (MORIN, 2003, 2008, 2013), mais especificamente sobre o princípio da recursividade, no qual rompemos com a Doutoranda no Programa de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); Mestra em Comunicação Social pela PUCRS (bolsista CAPES); Especialista em Gestão Cultural, Patrimonial e Turismo Sustentável pela Fundación José Ortega y Gasset (FOGA/Buenos Aires/ARG); Graduada em História pelo Centro Metodista do Sul IPA. Mestranda no Programa de Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/bolsista CAPES); Especialista em Gestão Estratégica da Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MG); Graduada em Comunicação Social com habilitações em Jornalismo e Relações Públicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 1 De acordo com Morin (2013, 2008), um pensamento integrador, complexo.

2 12 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E linearidade e com o princípio de causalidade, propondo uma perspectiva de processo onde produtos e produtores interagem um sobre o outro. Ao invés de uma análise baseada em causas e consequências, identificamos um contexto espiralado, no qual as produções e os produtos se constituem de maneira recíproca e simultânea. Assim, pretendemos perceber e dialogar a propósito das potencialidades 2 afetivas da memória sobre pertencimento e identidade, mas, também, suas competências mais pragmáticas, relacionadas à informação, aos saberes e conhecimentos da e na organização, podendo atuar sobre a gestão do conhecimento. Para indicar possibilidades e potencialidades dessas relações e interações, direcionamos nosso olhar para uma organização/instituição 3 específica: a Defensoria Pública Estadual, referindo exemplo dessa instituição no Estado do Rio Grande do Sul 4. 2 Traçando cenário e caminhos A Defensoria Pública, no Brasil, foi prevista na Constituição de 1988 como órgão estatal essencial à justiça, na medida em que é criada para cumprir o dever constitucional do Estado de prestar assistência jurídica gratuita e integral à população que não tenha condições de arcar com as despesas de um advogado particular. Dessa forma, a instituição surge no auge do processo de redemocratização do país (iniciado a partir de 1984) para garantir direitos fundamentais do cidadão, previstos constitucionalmente, como a ampla defesa e o devido processo legal. No entanto, o Mapa da Defensoria Pública no Brasil, publicado em 2013 pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), mostra que, apesar dos mais de vinte e cinco anos transcorridos desde a promulgação da Carta Magna, esse direito ainda não pode ser plenamente exercido pelos brasileiros. Isso porque a Defensoria foi sendo implantada paulatinamente nos estados até 2012 quando Santa Catarina foi o último a fazêlo e em muitos casos conta com estrutura deficitária e pequeno número de agentes. Há, ainda, grandes disparidades entre os 26 estados e o Distrito Federal. A pesquisa demonstra que, das comarcas do país, apenas 755 (ou seja, 28%) são atendidas pela 2 As reflexões em torno dessas potencialidades foram desenvolvidas durante a pesquisa de mestrado de Renata Andreoni, coautora deste artigo, apresentada na dissertação intitulada Proposta teórico-conceitual da memória empresarial: um caminhar de potencialidades, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGCOM/PUCRS), sob orientação do Prof. Dr. Jacques Wainberg, apresentada em Para fins deste artigo, não fazemos diferenciação conceitual entre organização e instituição, embora autores como Costa (1997) o façam. Aqui, compreendemos organização e instituição como sinônimos, significando o espaço de encontro de sujeitos e de (re)construção de significados partilhados. 4 A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE RS) foi instalada em 1994 nos moldes determinados pela Constituição Federal de 1988, como instituição dotada de independência e com a missão de prestar assistência jurídica integral e gratuita à população hipossuficiente. Antes disso, o serviço de assistência judiciária gaúcho, desde fins dos anos 1950, era prestado por advogados de ofício e integrava a Consultoria-Geral do Estado, que mais tarde passou a ser denominada Procuradoria-Geral do Estado. Em substituição aos advogados de ofício foi criada a carreira de assistente judiciário em Após a instalação da DPE RS, o primeiro concurso para defensor público foi realizado em Atualmente a instituição está estruturada com 459 cargos de defensor público, sendo que 379 desses estão providos, tendo realizado atendimentos à população do estado em 2014 (dados extraídos do Relatório 2014 da DPE RS).

3 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 13 Defensoria Pública. Visando à correção desse déficit, foi promulgada, em 4 de junho de 2014, a Emenda Constitucional Nº 80, na qual a Defensoria Pública tem seu papel de instituição fundamental à democracia, dentre outros, reforçado. A rápida tramitação do projeto de emenda constitucional, de cerca de quatorze meses, e as expressivas adesões nas votações em ambas as casas do Congresso Nacional podem ser indicativos de um crescente reconhecimento da instituição pelo próprio aparato estatal. A nova redação do artigo 134 da Constituição Federal é feita em seção específica para a Defensoria Pública, antes tratada em conjunto com a Advocacia na Seção III. Essa alteração já indica um entendimento que diferencia a instituição perante as demais do sistema jurídico. O conteúdo do artigo 134 é alterado, conforme comparação do quadro abaixo: Quadro 1 A Defensoria Pública na CF antes e depois da EC 80/2014 Antes Depois (com grifo nos acréscimos) Art A Defensoria Pública é instituição Art A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV. permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal. Fonte: Constituição da República Federativa do Brasil (EC 80/2014). O novo texto da Constituição também estabelece como princípios da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional (antes referidos em lei complemetar). Outra novidade é a indicação de que o número de defensores nos estados seja preenchido proporcionalmente à efetiva demanda pelo serviço da Defensoria Pública e à respectiva população. Estabelece ainda que, no prazo de oito anos, União, Distrito Federal e estados disponibilizem defensores em todas as comarcas. Tal prazo, se efetivado, constituirá período de ampliação da prestação de serviço jurídico pela Defensoria nunca antes visto e, por conseguinte, do acesso à justiça pela população. Portanto, a Emenda Constitucional 80 de 2014 passa a ser o mais importante marco histórico para a Defensoria Pública desde a promulgação da atual Constituição. No entanto, para além dos trâmites administrativos e legais dos governos federal e estaduais em relação à atuação e reconhecimento da Defensoria Pública, visualizamos um cenário em que a instituição ainda faz-se conhecer e reconhecer pelo público e também pelos agentes jurídicos. Afinal, é uma instituição relativamente recente e de um campo tradicional, a justiça.

4 14 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E Como toda instituição, a Defensoria Pública articula sentidos próprios que a caracterizam e diferenciam frente às demais organizações do sistema jurídico. A Defensoria Pública, como campo simbólico, põe em ação atores historicamente excluídos e sem voz no processo judicial. A lógica do processo jurídico é dialógica por definição: duas partes falam, uma acusa e a outra defende, para que um terceiro neutro, o juiz, julgue a questão (em uma visada extremamente simplificada). Portanto, quem não fala no processo, seja por qual for o motivo, não toma parte e estará limitado ao silêncio, afinal o processo se desenrolará mesmo que à sua revelia. Grosso modo, na justiça, o cidadão não pode falar por si mesmo, mas o faz através de um intermediário com capacidade de representá-lo tradicionalmente, um advogado por ele contratado. A regra de inclusão nesse espaço jurídicodialógico, portanto, é o poder econômico de contratar um advogado, mas a Defensoria Pública tem contribuído para mudar esse quadro. Assim sendo, a Defensoria Pública representa, no espaço da justiça, a possibilidade de fala e, portanto, de ação (participação democrática), daqueles excluídos até então. Como instituição, ela aciona um novo lugar de fala e instaura também novos papéis: o cidadão assistido e o defensor público. E são os atores, ao tomar parte, que criativamente institucionalizam esses sentidos sociais. O pesquisador José Luiz Braga destaca como central a gênese do sentido social das instituições, ao aproximá-las das linguagens: estas também são instituídas [...] e aquelas também significam (BRAGA, 2010, p. 44, grifos do autor). Ao colocar em comunicação esses atores e ao se comunicar, a instituição ativa o próprio processo de institucionalização e viabiliza as interações sociais em seu âmbito. Há aí um processo comunicacional em instauração. Uma vez que o processo comunicacional é constituidor da própria instituição, as interações são espaços para a construção de sentidos, a legitimação da Defensoria Pública, dos seus agentes e também do público atendido por ela. Esse público é formado pelas classes populares, inferiorizadas socioeconomicamente ou, como denomina tecnicamente a Defensoria Pública, pelas pessoas em situação de vulnerabilidade econômico-social ou circunstancial. E aqui propomos o processo comunicacional como caminho para a gestão estratégica da memória da instituição Defensoria Pública. Compreendemos que esses espaços possibilitam que os sujeitos os agentes defensores e os cidadãos até então excluídos e hoje atendidos pela Defensoria se coloquem em relação, construindo sentidos e memórias nesse novo contexto de acesso à justiça e, portanto, de realização de direitos do cidadão. Com o propósito de melhor compreender como essas relações podem se estabelecer, seguimos com algumas reflexões sobre as interconexões entre identidade, memória e conhecimento.

5 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 15 3 Memória e Identidade Compreende-se a memória de forma dialógica (MORIN, 2008), composta por duas lógicas, uma de lembrar e a outra de esquecer. Essas ações são antagônicas e ao mesmo tempo complementares, pois a memória só se constitui a partir desta dualidade. Há dialógica 5 entre estes dois princípios. O princípio dialógico permite-nos manter a dualidade no seio da unidade. (MORIN, 2008, p. 107). Assim, compreende-se a memória como uma construção seletiva do passado, que ocorre de forma consciente e inconsciente, na qual eleger abarca excluir ou, simplesmente, silenciar. A memória individual é uma permanente construção tensionada de várias memórias. A memória privada coexiste com a pública; portanto, ambas interagem e se formam em simultâneo: não podemos pensar no domínio do eu sobre a memória na fenomenologia da memória. Dessa forma, deve ser compreendida como uma construção coletiva e social, marcada por desencontros, pela disparidade temporal e espacial, por disputas de gênero, étnicas, de costumes, entre outros fatores que interferem na organização das memórias individuais e coletivas. A seleção que organiza as memórias individuais e coletivas faz parte do processo de constituição da identidade, que também se configura como uma estrutura discursiva, seletiva e fragmentária em constante construção, as descentrações do eu (HALL, 2003, grifo nosso). Segundo o autor, o processo de identificação nunca é definitivamente determinado, a constituição da identidade é um processo de articulação e adaptação constantes. Nesse contínuo constituir da identificação, torna-se indispensável o outro, a identidade opera pela alteridade, que necessita gerar um discurso de delimitação de fronteiras simbólicas, as quais separam o eu do outro. O fato de a identidade estar em constante construção, atendendo às diferentes contingências e necessidades da sociedade através do tempo, não impede que se formem pontos de apego temporário (Ibid., grifo nosso). Dessa maneira, pode-se compreender as identidades como as posições que os sujeitos são conduzidos a assumir dentro do discurso construído pela sociedade, na qual esses sujeitos se inserem. Nesses pontos de apego, podemos perceber aqueles que estão dentro da fronteira o que poderíamos considerar como semelhantes, que compartilham características culturais, religiosas, partidárias, étnicas, econômicas, entre outras. Entretanto, o ponto de referência e manutenção da identidade está no além da fronteira, ou seja, se constitui e/ou reconstitui-se a partir do alheio, do diferente. Podemos, portanto, dizer que a memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela 5 Para além da significação de relação dialógica que pressupõe a justaposição da fala entre dois ou mais indivíduos, o princípio dialógico, para Morin (2008), possibilita a percepção da presença de questões, aparentemente, contraditórias como complementares. Nesse caso, a dialógica é composta por lógicas distintas, associando termos complementários e antagônicos.

6 16 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si. (POLLAK, 1992, p. 203). A memória organizada como princípio legitimador se constitui como uma prática secular. A institucionalização de ritos simbólicos atos comemorativos marcou as transformações da Europa no século XIX, em que [...] os poderes fomentaram várias liturgias de recordação, tendo em vista socializar e enraizar a(s) nova(s) memória(s) em construção (ou em processo de refundação). (CATROGA, 2001, p. 57). É por meio da seleção de determinados elementos que se constitui um discurso mnêmico, objetivando estimular sentimentos que permanecem na memória, direta ou indiretamente registrados. Tanto as memórias individuais 6, quanto coletivas 7, são construções que estão sujeitas a transformações e flutuações. Conforme Pollak (1992), a memória é constituída por três elementos: os acontecimentos vividos pessoalmente; os acontecimentos hereditários, quando se refere a fatos presenciados pelo grupo ao qual a pessoa se sente pertencer, ou seja, que não são vivenciados pessoalmente, mas apropriados por meio do imaginário; e a memória constituída por pessoas e personagens, podendo-se ainda considerar os lugares de memória, aqueles associados a alguma lembrança. Compreendemos a memória a partir de um processo relacional, no qual a formação do eu é inseparável dos valores sociais pré-estabelecidos no grupo em que está situado (CATROGA, 2001). Na interação entre temporalidades distintas e na coexistência da memória privada com a pública, a evocação não é um ato isolado, que se desenvolve apenas no interior dos indivíduos, ela necessita de suportes tangíveis, sociais e simbólicos para o seu despertar. É que a memória também tem um papel pragmático e normativo. Em nome de uma história, ou de um patrimônio comum (espiritual e/ou material), ela visa inserir os indivíduos em cadeias de filiação identitária, distinguindo-os e diferenciando-os em relação a outros, e exige-lhes, em nome da identidade do eu suposta como entidade onipresente em todas as fases da vida, ou da perenidade do grupo, deveres e lealdades endógenas. (CATROGA, 2001, p. 26, grifos do autor). Candau (2011, p. 24) define que a representação de memória é entendida como [...] um enunciado que membros de um mesmo grupo vão produzir a respeito de uma memória supostamente comum a todos os membros do grupo. Para Le Goff (2003), a memória é um 6 De acordo com Catroga (2001), a memória individual é formada pela coexistência tensional de várias memórias (pessoais, familiares, nacionais, organizacionais etc.) em permanente (re)construção devido à constante mudança do presente em relação ao passado e às alterações de percepções sobre o pretérito. Significa isto que a anamnese, enquanto presente-passado, é experiência interior na qual a identidade do eu unifica a complexidade dos tempos sociais em que cada vida individual comparticipa. (CATROGA, 2001, p. 16). 7 Em seus estudos, Halbwachs (1990) busca compreender os quadros sociais que compõem a memória. Para ele, a memória aparentemente mais particular remete a um grupo. O indivíduo carrega em si a lembrança, mas está sempre interagindo com a sociedade, seus grupos e instituições.

7 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 17 elemento essencial da identidade (individual ou coletiva), definida como busca fundamental dos indivíduos e das sociedades atuais. Mas a memória coletiva não é somente uma conquista, é também um instrumento e um objeto de poder; há uma luta pela dominação da recordação e da tradição, uma disputa pela seleção e manifestação de memórias que terminarão por moldar as identidades. Segundo Catroga (2001), a conservação de saberes e símbolos, bem como as reminiscências comuns e as repetições rituais, são premissas essenciais para a constituição do sentimento de pertença. Dessa forma, o autor destaca a necessidade da evocação e da comemoração para que haja cadeias de identificações e afinidades no universo das totalidades. A memória do eu é sempre, em primeira instância, uma memória de família. E é a este nível que melhor se poderão surpreender os laços que existem entre identificação, distinção, transformação [...] (CATROGA, 2001, p. 27). Dessa forma, entendemos que ações mnêmicas podem se constituir como suporte e contexto da prática da estratégia, bem como elemento de identificação, distinção, transmissão de sentidos para a criação de um sentimento de pertença. É a partir dessas percepções, entendendo a importância da memória para a construção de identificação e sua constituição dialógica entre lembrança e esquecimento, que buscamos indicar suas possíveis interfaces com o poder, a comunicação e a cultura no contexto organizacional/institucional. 4 Memória e Conhecimento Organizacional Pensar a memória organizacional de forma transversal à gestão da estratégia nas e das organizações tende a constituir uma prática de gerenciamento de seus ativos intangíveis afetivos e intelectuais, potencializando sua dinâmica com mais fluidez e eficiência nos processos. Tal postura torna-se ainda mais relevante na medida em que os ambientes organizacionais acumulam, cada vez mais, uma grande quantidade de documentos e informações. Morin (2003, p. 8) pondera que a quantidade excessiva de informações, sem a organização devida, pode levar à escassez de conhecimento, haja vista que [...] a informação não é conhecimento, pois o conhecimento é resultado da organização da informação. No que se refere à relação da memória com o conhecimento, nossa abordagem propõe pensar a memória organizacional para além de uma ferramenta de armazenamento de informações, mas como elemento essencial na gestão da organização, podendo atuar sobre os processos de decisão, a aprendizagem organizacional, a valorização da marca e (re)constituição de vínculos. Dessa forma, compreende-se a memória em um ciclo dinâmico, que envolve aquisição, disseminação, utilização, identificação, preservação e desenvolvimento de conhecimentos,

8 18 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E atuando, de diferentes maneiras, sobre a diversidade do conhecimento organizacional (CO) (MORESI, 2006). A relação entre memória e conhecimento organizacional vem conquistando espaço nas investigações acadêmicas, em diferentes programas de pesquisa, como na administração, na comunicação social, na psicologia organizacional, na tecnologia e ciências da informação, bem como na engenharia e gestão do conhecimento. O conhecimento organizacional é constituído por uma base de dados internos e externos (re)processados, que podem se transformar em informações e conhecimentos preponderantes para a organização e seus indivíduos. Além disso, destacamos as experiências adquiridas e compartilhadas de seus recursos utilizados e (re)apropriados sobre os diferentes conhecimentos que coabitam a organização (individuais, coletivos, institucionais). O conhecimento passa a ser percebido pela organização como um ativo estratégico, fazendo com que, em suma, a gestão do conhecimento se ocupe com duas prerrogativas essenciais, o compartilhamento e a criação de novos conhecimentos. Nessa perspectiva a memória organizacional acaba sendo um componente decisivo para o CO, no sentido de capturar, reunir, organizar e preservar os conhecimentos de seus diferentes sujeitos, podendo reutilizá-los e (re)significá-los quando necessário, ao longo da atuação institucional. A memória organizacional atua como uma forma de organização do gerenciamento de seus ativos intelectuais, potencializando a dinâmica das organizações/instituições com mais fluidez e eficiência nos processos, em um ambiente com grande quantidade de documentos, memórias e informações. 5 Memória e Comunicação na construção da Defensoria Pública Abordamos o conceito de comunicação, apresentando alguns referenciais que indicam pontos de partida para esta reflexão. Entende-se que o comportamento humano é orientado por símbolos, que formam o núcleo da comunicação. Os significados são constituídos a partir de processos simbólicos, que necessitam ser interpretados e acordados de maneira interpessoal. Assim, os símbolos pressupõem consenso, permitindo estruturar não somente a interação, mas o próprio mundo vivido pelas pessoas num determinado contexto social. França (2010) enfatiza a necessidade de se perceber e trabalhar o processo comunicacional a partir da sua circularidade e globalidade, abarcando e compreendendo suas três dinâmicas fundamentais: inter-relação, produção de sentidos e o contexto sociocultural. Dessa forma, a comunicação ultrapassa as dimensões lineares, mecanicistas e utilitaristas. [...] a comunicação compreende um processo de produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores, realizado através de uma materialidade

9 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 19 simbólica (da produção de discursos) e inserido em determinado contexto sobre o qual atua e do qual recebe os reflexos. [...] Trata-se portanto, o processo comunicativo, de algo vivo, dinâmico, instituidor instituidor de sentidos e de relações; lugar não apenas onde os sujeitos dizem, mas também assumem papéis e se constroem socialmente; espaço de realização e renovação da cultura. (FRANÇA, 2001, p. 16). Nesta proposta, abordamos a comunicação em um contexto institucional; assim, compreende-se que esses espaços se constituem a partir de associações de sujeitos em relação, o que pressupõe uma rede de interesses e intencionalidades diversas. Conforme Baldissera (2010, p. 63), [...] cada sujeito que constitui a organização tem seus objetivos próprios e tende a agir nesse sentido. Ao articular os conceitos de mídia, instituição e valores, França e Corrêa (2012) reconhecem as instituições como formas de pensamento e de ação partilhadas por uma sociedade. Essa ação partilhada se dá, fundamentalmente, pelo processo comunicativo interacional. Ao mesmo tempo que sustentam e estruturam a vida social, as instituições são construídas, modificam-se historicamente, e tanto moldam as situações como se adaptam aos novos momentos vividos por uma sociedade. (FRANÇA; CORRÊA, 2012, p. 8). As instituições são o encontro de sujeitos em relação, sinônimo para atores coletivos em ação. Para Braga, [...] podemos considerar como instituição social todo conjunto de regras compartilhadas socialmente (instituídas), mais ou menos estáveis, que organizam os processos sociais (atividades, comportamentos, valores, circulação das idéias, encaminhamentos práticos, etc.) segundo determinadas lógicas locais constituídas no processo mesmo de institucionalização, e que viabilizam interações sociais em seu âmbito. (BRAGA, 2010, p. 43, grifos do autor). Portanto, as instituições, enquanto encontro de sujeitos, são espaços e práticas de organização de sentidos do mundo e da atuação desses sujeitos nele. É o espaço em que, incitados pelo encontro com o outro, os sujeitos oferecem e reconhecem significados. Esses significados (re)estabelecem o lugar no mundo desses sujeitos e da própria instituição. Ou seja, é o agir comunicativo, a produção de sentidos, que institui a própria instituição em uma atividade permanente e fundadora. Braga sistematiza essa imbricação comunicação instituição: Em conjunto com os demais elementos históricos, a comunicação faria parte, necessariamente, de todo processo instituinte das instituições: a) como processo articulador entre percepções, interpretações, racionalizações, invenções e lógicas acionadas; b) como processo de circulação de tais elementos, implicando reinterpretações, negociações, reajustes, desvios e novas percepções

10 20 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E simplesmente em decorrência do próprio circular de idéias e de práticas; c) como requisito para a busca de equilibração, ajuste, negociação, seleção de significações aproximadamente comuns entre os participantes; e d) como requisito de uma prática articulada e compósita na qual as ações de uns e de outros possam ser mutuamente referidas (ainda que conflitivamente e nesse caso, sendo definíveis os termos do conflito). (Ibid., p. 46, grifos do autor). Assim sendo, vemos as interações comunicativas como viabilizadoras dos sentidos comuns, ou seja, enquanto processo institutinte da organização, tanto internamente (na interação com seus sujeitos), como externamente (na interação com outras instituições e sujeitos). Para dentro ou para fora, a instituição se afirma e se reafirma, conquista espaço e reconhecimento, comunicando-se, porque, como vimos, ela não pode se construir por outro processo que não seja o da interação comunicacional. Nos dados do Relatório de Atividades publicado anualmente pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, constatamos como dominante na pauta de atendimento não as questões criminais (de defesa do cidadão réu, se condenado, criminoso), mas questões cíveis, de família e de saúde. E estas últimas dizem das coisas usuais da vida: patrimônio, consumo, contratos, querelas familiares, paternidade, divórcio, divisão de bens, acesso a tratamento médico ou medicamento, entre outras. Chamamos coisas da vida porque dizem do que há de ordinário e não de extraordinário nela. E, nesse caso, o crime é entendido como extraordinário, como desvio. Pontue-se que, nas questões ordinárias, a iniciativa de levar suas demandas à justiça geralmente é do cidadão atendido pela Defensoria. Nesses casos, ele não é necessariamente acionado, ou citado, como acontece nos processos criminais. Portanto, pode-se inferir que há um quadro de sentidos, compartilhado socialmente, que reconhece o direito de acesso à justiça, a validade e a relevância dessas questões, bem como a legitimidade de seu acionamento legal, que é, invariavelmente, simbólico, comunicativo. Ao acionar esse quadro de sentidos, os atores institucionais definem seus próprios lugares de fala e propõem o sentido social da instituição Defensoria Pública, construindo uma nova memória cidadã. Aqui, consideramos um quadro de sentido (BATESON, 2002; GOFFMAN, 1999) como aquilo que confere a inteligibilidade de uma situação e organiza nossa forma de lidar com ela, como algo criado e acionado por sujeitos em relação (FRANÇA, 2006), individuais e coletivos. Dessa forma, a instituição Defensoria Pública possibilita que esses sujeitos os agentes defensores e os cidadãos até então excluídos e hoje atendidos pela Defensoria se coloquem em relação no contexto de acesso à justiça e, portanto, de realização de direitos de cidadania.

11 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 21 Nesse processo comunicacional em instauração, vemos novos papéis sendo ativados. Os atores institucionais e, portanto, a própria instituição oferecem significados sociais sobre sua atuação ao mesmo tempo em que esperam ter esses significados reconhecidos. O defensor público é uma nova função do sistema de justiça, proposta pela Constituição há mais de 25 anos e em recente atividade em muitas comarcas. Portanto, o ser defensor público vai sendo construído na afirmação e diferenciação desses sujeitos frente aos outros atores implicados no campo da justiça. Um defensor público afirma-se como defensor de cidadãos, agente público e essencial ao sistema de justiça ao mesmo tempo em que nega ser defensor de bandido ou advogado particular. O cidadão atendido pela Defensoria Pública também passa a construir seu papel de cidadão conhecedor de seus direitos e deveres, agora com acesso e incluído no sistema jurídico já que uma pessoa para acessar esse campo deve fazer-se representar por outra, no caso o defensor público. Dessa forma, a própria Defensoria Pública passa a oferecer significados do que seja e do que faça. Esses significados são reconhecidos pelos atores do campo da justiça, pelas demais instituições públicas e privadas, pela mídia, enfim, por toda a sociedade. Falamos de uma possibilidade efetiva de vivência e construção de uma memória cidadã, capaz de ativar sentidos de cidadania diferenciados em relação àqueles experimentados ao longo da história do Brasil. Considerando o período histórico de redemocratização do país em que a Defensoria Pública foi proposta pela Constituição de 1988, esse contexto e possibilidade de atuação institucional relaciona-se ainda a toda a discussão acerca do que se denomina justiça de transição 8. Parece-nos válido considerar que a inserção do cidadão na esfera jurídica, através da atuação da Defensoria Pública, potencializa a efetividade dos direitos de cidadania dessa população historicamente excluída e que é maioria entre os brasileiros. A questão passa pela possibilidade de expressão e reconhecimento, a princípio, nesse campo jurídico, mas tem reflexos em toda a vida social. Nessa perspectiva, entendemos que é grande a relevância estratégica de acionar e gerir as memórias da instituição Defensoria Pública, especialmente porque se trata de instituição fundamental à concretização da ideia de justiça de transição, na medida em que amplia a possibilidade de participação democrática da população nos processos decisórios (portanto, junto às instâncias de poder) de solução de seus conflitos. Ou seja, ao assegurar à população até então excluída da participação na esfera jurídica a possibilidade de concretizar os direitos que antes existiam apenas em abstração, a Defensoria Pública tem papel destacado na ampliação do 8 Inês Virginia Prado Soares, retomando documento produzido pelo Conselho de Segurança da ONU (UN Security Council), define justiça de transição [...] como o conjunto de abordagens, mecanismos (judiciais e não judiciais) e estratégias para enfrentar o legado de violência em massa do passado, para atribuir responsabilidades, para exigir a efetividade do direito à memória e à verdade, para fortalecer as instituições com valores democráticos e garantir a não repetição das atrocidades. (SOARES, 2010, não paginado).

12 22 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E processo de abertura democrática e de impedimento a retrocessos, significando, pois, a consolidação da própria democracia e da justiça social. Passando ao âmbito pragmático da gestão institucional, uma agenda com plano estratégico de ações, capaz de registrar e apresentar discursos memorialísticos em forma de ações e produtos 9, pode se configurar como possibilidade diferencial para a afirmação da Defensoria Pública enquanto instituição realizadora de ideais democráticos. O fato de os discursos memorialísticos poderem estar calcados na experiência daqueles que participam, direta e indiretamente da instituição, colabora para esse objetivo de afirmação e reconhecimento. Afinal, essa memória do que é vivido, experimentado, ganha forte atributo de verossimilhança, o que é fundamental para o reconhecimento social que busca a instituição Defensoria Pública. 6 Considerações Ao acionar a memória institucional para além do armazenamento de informações, ela será elemento fundamental na gestão da instituição Defensoria Pública, podendo atuar na aprendizagem organizacional (quem somos e o que fazemos?), na valorização da reputação da Defensoria Pública e na constituição e valorização de vínculos democráticos na sociedade. Defendemos a proposição de projetos e programas de memória como um caminho para ampliar e democratizar o reconhecimento da Defensoria Pública, na medida em que, vivendo a história da instituição, a sociedade e sobretudo os atendidos pela Defensoria possa experimentar um novo tipo de memória: o exercício da cidadania e não da exclusão; o acesso e não o bloqueio; o reconhecimento dos seus direitos e deveres e não a injustiça. Dessa forma, vivenciar o acesso à justiça, através de memórias individuais e coletivas, pode trazer potencialidades tanto afetivas quanto pragmáticas para a realização de uma nova memória cidadã para o brasileiro, que lhe garanta significar o passado reconhecendo limitações, exclusões e violências e contribua para evitar retrocessos em relação ao processo democrático. O que pode encaminhar a Defensoria Pública ao estágio de gestão da sua imagem e reputação muito mais fortemente relacionadas ao seu papel de disseminadora da educação em direitos e deveres, reforçando a conceituação de instituição permanente e instrumento do regime democrático que a Emenda Constitucional 80 de 2014 a ela confere. 9 Desenvolvidos a partir das diferentes memórias que (re)constituem a instituição, valendo-se de suas diferentes narrativas, através de projetos de memória oral, com coletas de depoimentos, elaboração de exposições, livros, campanhas e outras atividades que possam desenvolver e apresentar o movimento da construção histórica da Defensoria Pública. Além disso, podemos destacar ações relacionadas à gestão do conhecimento, utilizando suas diferentes memórias na administração de seus ativos intangíveis.

13 Renata Andreoni e Fiorenza Zandonade Carnielli 23 PATHWAYS TO A CITIZEN MEMORY: PUBLIC DEFENDERS AND OPPORTUNITIES THROUGH COMMUNICATION CONSTRUCTION Abstract: This article proposes to reflect about the relationship among memory, identity, information and organizational communication. We present ways that indicate that the association of these elements can build speeches that are produced and producers of senses and meanings. Thus, our aim is to perceive and dialogue about the affective potentialilty of memory on belonging and identity, but also their more pragmatic skills related to information, knowledge and expertise of and in the organization, and may act on the management of knowledge. Therefore, we intended to discuss these relationships and interactions from a specific institution: the Public Defense and its possibilities of construction and spreading of a new citizen memory. Keywords: Communication. Memory. Identity. Memorialistic discourses. Public Defender's Office. REFERÊNCIAS BALDISSERA, Rudimar. Organização como complexus de diálogos, subjetividades e significação. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). A comunicação como fator de humanização das organizações. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, p BATESON, Gregory. Uma teoria sobre a brincadeira e fantasia. In: RIBEIRO, Branca Telles; GARCEZ, Pedro M. (Org). Sociolinguística interacional. São Paulo: Loyola, p BRAGA, José Luiz. Comunicação é aquilo que transforma linguagens. Revista Alceu, Rio de Janeiro, v. 10, n. 20, p , jan./jun BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 80, de 4 de junho de Disponível em: < Acesso em: 19 abr CANDAU, Joël. Memória e identidade. São Paulo: Contexto, CATROGA, Fernando. Memória, História e Historiografia. Coimbra: Quarteto Editora, COSTA, Icléia Thiesen Magalhães. Memória institucional: a construção conceitual numa abordagem teórico-metodológica f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)- Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, FRANÇA, Vera Regina Veiga; CORRÊA, Laura Guimarães. Mídia, instituições e valores. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

14 24 CAMINHOS PARA UMA MEMÓRIA CIDADÃ: A DEFENSORIA PÚBLICA E FRANÇA, Vera Regina Veiga. O objeto da comunicação/a comunicação como objeto. In: HOHLFELDT, Antonio; MARTINO, Luiz C.; FRANÇA, Vera Regina Veiga (Org.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 10 ed. Petrópolis: Vozes, p Paradigmas da comunicação: conhecer o quê? Ciberlegenda: Revista Eletrônica do Programa em Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, [S.l.], n. 5, p. 1-19, Disponível em: < view/314/195>. Acesso em: 10 jan Sujeito da comunicação, sujeitos em comunicação. In: GUIMARÃES, César; FRANÇA, Vera Regina Veiga (Org.). Na mídia, na rua: narrativas do cotidiano. Belo Horizonte: Autêntica, p GOFFMAN, Erving. A ordem da interação. In: Winkin, Yves (Org.). Os momentos e os seus homens: Erving Goffman. Lisboa: Relógio d'água Editores, p HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, p LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Editora Unicamp, MORESI, Eduardo Amadeu Dutra. Memória organizacional e gestão do conhecimento. In: TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência, informação e conhecimento. Brasília, DF: IBICT: UNESCO, p MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, Introdução ao pensamento complexo. 5 ed. Lisboa: Instituto Piaget, A comunicação pelo meio (teoria complexa da comunicação). Revista Famecos: Dossiê França, Porto Alegre, v. 1, n. 20, p. 7-12, abr Disponível em: < br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewfile/3197/2462>. Acesso em: 9 abr MOURA, Tatiana Whately et al. Mapa da Defensoria Pública no Brasil. Brasília, DF: ANADEP: Ipea, POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p , SOARES, Inês Virginia Prado. Justiça de transição. In: DICIONÁRIO de direitos humanos. [S.l.]: Escola Superior do Ministério Público da União, Disponível em: < dicionario/tiki-index.php?page=justi%c3%a7a+de+transi%c3%a7%c3%a3o>. Acesso em: 2 dez

A comunicação organizacional de cooperativas de economia solidária: um processo através do olhar da complexidade

A comunicação organizacional de cooperativas de economia solidária: um processo através do olhar da complexidade 313 IV Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS A comunicação organizacional de cooperativas de economia solidária: um processo através do olhar da complexidade Aluno: Caroline Delevati Colpo, Cleusa

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. O que é e para quem é o Comércio Justo e Solidário?

Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. O que é e para quem é o Comércio Justo e Solidário? Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário Este é um documento que objetiva apresentar a proposta do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, sua importância, benefícios

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE FACULDADE ATENAS MARANHESE DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE ASSESSORAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO - NADEP PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO Subsecretaria de Assistência Social e Descentralização da Gestão O PAIF NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Política de Comunicação Institucional Política de Comunicação Institucional POLÍTICA PÚBLICA P DE COMUNICAÇÃO O homem é um ser social. O intercâmbio de suas experiências e de seus conhecimentos possibilitou que as pessoas se apropriassem dos

Leia mais

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 O trabalho da CPA/PUCSP de avaliação institucional está regulamentado pela Lei federal nº 10.861/04 (que institui o SINAES), artigo 11 e pelo

Leia mais

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias C/H Memória Social 45 Cultura 45 Seminários de Pesquisa 45 Oficinas de Produção e Gestão Cultural 45 Orientação

Leia mais

A ARTICULAÇÃO DE REDE EM PROJETOS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA

A ARTICULAÇÃO DE REDE EM PROJETOS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA Cristina Telles Assumpção Meirelles Cecília Assumpção Célia Bernardes Heloise Pedroso Marta Marioni Monica Cecília Burg Mlynarz Violeta Daou Vania Curi Yazbek - Coordenadora da Equipe ARTICULAÇÃO DE REDES

Leia mais

AS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO MECANISMO DE CONQUISTA EFETIVA DA CIDADANIA. PALAVRAS-CHAVE: Políticas públicas, direito, cidadania, Estado.

AS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO MECANISMO DE CONQUISTA EFETIVA DA CIDADANIA. PALAVRAS-CHAVE: Políticas públicas, direito, cidadania, Estado. AS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO MECANISMO DE CONQUISTA EFETIVA DA CIDADANIA MAGDA LUCIANA BERTUCI ALVES 1 LIDIANE ANTONIA FERREIRA 2 RESUMO: Este artigo resulta de uma série de reflexões sobre a importância

Leia mais

Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional

Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional Pacto Gaúcho pelo Fim do Racismo Institucional Aos 21 de março de 2014, dia em que o mundo comemora o Dia Internacional contra a Discriminação Racial instituído pela ONU em 1966, adotamos o presente Pacto

Leia mais

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Eixo temático 1: Fundamentos e práticas educacionais Telma Sara Q. Matos 1 Vilma L. Nista-Piccolo 2 Agências Financiadoras: Capes / Fapemig

Leia mais

QUANDO OS SUJEITOS ENUNCIAM ESPAÇOS DE AÇÃO: TOMADAS DE POSIÇÃO DE HIP HOP, ECOSOL E ESCOLAS

QUANDO OS SUJEITOS ENUNCIAM ESPAÇOS DE AÇÃO: TOMADAS DE POSIÇÃO DE HIP HOP, ECOSOL E ESCOLAS QUANDO OS SUJEITOS ENUNCIAM ESPAÇOS DE AÇÃO: TOMADAS DE POSIÇÃO DE HIP HOP, ECOSOL E ESCOLAS Leandro R. Pinheiro - UFRGS FAPERGS Dos anos 1970 aos 1990, visualizamos mudanças no cenário de ação sociopolítica

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

Por que Projetos Sociais?

Por que Projetos Sociais? PROJETOS SOCIAIS Por que Projetos Sociais? Projetos são resultado de uma nova relação entre Estado e Sociedade Civil; Mudanças no que se relaciona à implantação de políticas sociais; Projetos se constroem

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 Educação e Sustentabilidade Tatiana Feitosa de Britto A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) tem como tema o futuro que queremos,

Leia mais

Ministério da Cultura Secretaria de Articulação Institucional SAI

Ministério da Cultura Secretaria de Articulação Institucional SAI Secretaria de Articulação Institucional SAI O Processo de Construção do SNC Teresina-PI 04/Dez/2012 A Importância Estratégica do SNC Após os inúmeros avanços ocorridos nos últimos anos no campo da cultura

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO

POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO POLÍTICAS DE EXTENSÃO E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS APRESENTAÇÃO A universidade vivencia, em seu cotidiano, situações de alto grau de complexidade que descortinam possibilidades, mas também limitações para suas

Leia mais

Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional.

Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional. Tema 1: Eficiência Operacional Buscar a excelência na gestão de custos operacionais. Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional. Agilizar

Leia mais

IMAGEM E REPUTAÇÃO CORPORATIVA DE IES

IMAGEM E REPUTAÇÃO CORPORATIVA DE IES IMAGEM E REPUTAÇÃO CORPORATIVA DE IES III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Camilo Catto, Claudia P. Moura (orientador) Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social,Faculdade de Comunicação

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA Profª. Ms. Marilce da Costa Campos Rodrigues - Grupo de estudos e pesquisas em Política e Formação Docente: ensino fundamental

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO Maria Salete da Silva Josiane dos Santos O Programa Assistência Sócio-Jurídica, extensão do Departamento de Serviço Social, funciona no Núcleo

Leia mais

Qualificação. Horizontes. BSB, 22 de novembro. de 2005

Qualificação. Horizontes. BSB, 22 de novembro. de 2005 Qualificação Horizontes BSB, 22 de novembro de 2005 Campo Qualificação Conceito: espaço social específico com autonomia relativa onde os sujeitos sociais atuam refletindo sua ação mais geral na sociedade

Leia mais

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social PAPER DA CARTILHA DO FÓRUM INTERSETORIAL DE CONSELHOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM POLÍTICAS PÚBLICAS, ESTRATÉGIAS E DESENVOLVIMENTO LINHA DE PESQUISA: POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA JUSTIFICATIVA O campo de pesquisa em Políticas Públicas de

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br Apresentação preparada para: I Congresso de Captação de Recursos e Sustentabilidade. Promovido

Leia mais

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental TRANSVERSALIDADE Os temas transversais contribuem para formação humanística, compreensão das relações sociais, através de situações de aprendizagens que envolvem a experiência do/a estudante, temas da

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012

IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012 IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012 Rosely Vieira Consultora Organizacional Mestranda em Adm. Pública Presidente do FECJUS Educação

Leia mais

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO Citação de Dr. Emílio Rui Vilar 2 Tempo de mudanças sociais Estamos no início de um século que se adivinha difícil e instável nos seus Problemas Globais

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO Número e Título do Projeto Função no Projeto: Resultado: Atividades: Antecedentes: (breve histórico justificando a contratação)

Leia mais

ROTINAS DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA NO SITE PORTAL COMUNITÁRIO

ROTINAS DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA NO SITE PORTAL COMUNITÁRIO 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) (X ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE CURTA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Título do

Leia mais

Empreendedorismo social Missão social Concebe a riqueza como meio para alcançar determinado fim.

Empreendedorismo social Missão social Concebe a riqueza como meio para alcançar determinado fim. Empreendedorismo privado geração de riquezas Empreendedorismo social Missão social Concebe a riqueza como meio para alcançar determinado fim. 1 Modelo de gestão com mais de 80 anos, originalmente relacionado

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação

biblioteca Cultura de Inovação Dr. José Cláudio C. Terra & Caspar Bart Van Rijnbach, M Gestão da Inovação O artigo fala sobre os vários aspectos e desafios que devem ser levados em consideração quando se deseja transformar ou fortalecer uma cultura organizacional, visando a implementação de uma cultura duradoura

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Lei n o 9.795, de 27 de Abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso

Leia mais

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Resenhas 161 ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009. Márcia Moreira Pereira* marcia.moreirapereira@gmail.com *Possui graduação em Letras pela Universidade

Leia mais

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília Nome do Evento: Fórum Mundial de Direitos Humanos Tema central: Diálogo e Respeito às Diferenças Objetivo: Promover um

Leia mais

O que é o projeto político-pedagógico (PPP)

O que é o projeto político-pedagógico (PPP) O que é o projeto político-pedagógico (PPP) 1 Introdução O PPP define a identidade da escola e indica caminhos para ensinar com qualidade. Saiba como elaborar esse documento. sobre ele: Toda escola tem

Leia mais

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa

Pedagogia. Objetivos deste tema. 3 Sub-temas compõem a aula. Tecnologias da informação e mídias digitais na educação. Prof. Marcos Munhoz da Costa Pedagogia Prof. Marcos Munhoz da Costa Tecnologias da informação e mídias digitais na educação Objetivos deste tema Refletir sobre as mudanças de experiências do corpo com o advento das novas tecnologias;

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Ambientes Não Formais de Aprendizagem

Ambientes Não Formais de Aprendizagem Ambientes Não Formais de Aprendizagem Os Ambientes formais de aprendizagem desenvolvem-se em espaços próprios (escolas) com conteúdos e avaliação previamente determinados; Os Ambientes não formais de aprendizagem

Leia mais

OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER

OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER OFICINAS PEDAGÓGICAS: CONSTRUINDO UM COMPORTAMENTO SAUDÁVEL E ÉTICO EM CRIANÇAS COM CÂNCER Autores RESUMO LIMA 1, Matheus OCCHIUZZO 2, Anna Rosa Centro de Ciências da Saúde Departamento de Enfermagem Psiquiatria

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Juliano Varela de Oliveira 2 O Desenvolvimento Sustentável é uma proposta alternativa ao modelo de desenvolvimento com viés puramente

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO A presente pesquisa aborda os conceitos de cultura e clima organizacional com o objetivo de destacar a relevância

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

Mapa da Educação Financeira no Brasil

Mapa da Educação Financeira no Brasil Mapa da Educação Financeira no Brasil Uma análise das iniciativas existentes e as oportunidades para disseminar o tema em todo o País Em 2010, quando a educação financeira adquire no Brasil status de política

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

VIGILÂNCIA SOCIAL E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

VIGILÂNCIA SOCIAL E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO VIGILÂNCIA SOCIAL E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO CONCEITUANDO... Vigilância Social : Produção e sistematização de informações territorializadas sobre

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA

Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA 2008 Universidade Federal de Uberlândia Ouvidoria Avenida João Naves de Ávila, nº. 2121 Sala 14, Bloco 1A - Bairro Santa Mônica Uberlândia-MG CEP: 38400-902

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental GOVERNO DO ESTADO DE SÃO APULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIRETRIZES PEDAGÓGICAS O que se espera

Leia mais

Congresso Ministério Público e Terceiro Setor

Congresso Ministério Público e Terceiro Setor Congresso Ministério Público e Terceiro Setor Atuação institucional na proteção dos direitos sociais B rasília-d F Nova Lei de Certificação e Acompanhamento Finalístico das Entidades ü A Constituição Federal

Leia mais

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas

Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Comunicação em jogo: a relação entre as mudanças organizacionais e as atividades lúdicas Tainah Schuindt Ferrari Veras Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru/SP e-mail: tainah.veras@gmail.com

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

Faculdade de Direito Promove Comissão Própria de Avaliação PROJETO DE AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

Faculdade de Direito Promove Comissão Própria de Avaliação PROJETO DE AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Faculdade de Direito Promove Comissão Própria de Avaliação PROJETO DE AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Abril de 2012 Página 1 de 11 Sumário Introdução 3 Justificativa 5 Objetivos 6 Metodologia 7 Dimensões de

Leia mais

Poder, Cultura e Mudanças nas Organizações. Prof.ª Dr.ª Rosa Maria Fischer Prof.ª Titular FEA/USP

Poder, Cultura e Mudanças nas Organizações. Prof.ª Dr.ª Rosa Maria Fischer Prof.ª Titular FEA/USP Poder, Cultura e Mudanças nas Organizações Prof.ª Dr.ª Rosa Maria Fischer Prof.ª Titular FEA/USP Conceito de Cultura Conjunto de pressupostos básicos que um grupo inventou descobriu ou desenvolveu ao aprender

Leia mais

Margarida Maria Krohling Kunsch, entrevistada desta edição da Revista Comunicação & Informação, é uma das principais pesquisadoras

Margarida Maria Krohling Kunsch, entrevistada desta edição da Revista Comunicação & Informação, é uma das principais pesquisadoras Entrevista Margarida Kunsch Margarida Maria Krohling Kunsch, entrevistada desta edição da Revista Comunicação & Informação, é uma das principais pesquisadoras no campo das relações públicas e da comunicação

Leia mais

Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹

Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹ Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹ José Alves de SOUZA² Maria Stella Galvão SANTOS³ Universidade Potiguar (UnP ), Natal, RN RESUMO Este Plano de Comunicação refere-se a um estudo

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013

TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013 TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013 S Capacitação de Técnicos e Gestores para Elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico Módulo I DINÂMICA Telefone sem fio

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE

AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE MOVE 2015 AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE II CONGRESSO TODOS JUNTOS CONTRA O CANCER MOVE 2015 PRINCIPAIS MENSAGENS 01 AVALIAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA GARANTIR A QUALIFICAÇÃO DOS PROCESSOS DE EDUCAÇÃO

Leia mais

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO CIDADES EDUCADORAS A expressão Cidade Educativa, referindo-se a um processo de compenetração íntima entre educação e vida cívica, aparece pela primeira vez no Relatório Edgar Faure, publicado em 1972,

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat

Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local. Cleonice Alexandre Le Bourlegat Os territórios e suas abordagens de desenvolvimento regional / local Cleonice Alexandre Le Bourlegat Complexidade sistêmica e globalização dos lugares A globalidade (conectividade em rede) do planeta e

Leia mais

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL JOSÉ INÁCIO JARDIM MOTTA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA Fundação Oswaldo Cruz Curitiba 2008 EDUCAÇÃO PERMANENTE UM DESAFIO EPISTÊMICO Quando o desejável

Leia mais

A importância da Educação para competitividade da Indústria

A importância da Educação para competitividade da Indústria A importância da Educação para competitividade da Indústria Educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocado na pauta da sociedade brasileira, mas hoje é essencial; Ênfase no Direito à Educação

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende *

Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende * Voluntariado nas Organizações de Terceiro Setor Marisa Seoane Rio Resende * Voluntariado é a expressão da participação da sociedade na vida pública mais significativa da atualidade. Os movimentos de participação

Leia mais

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro A Campanha Nacional pela Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma colheita para o futuro, é uma ação estratégica do Movimento Sindical de Trabalhadores

Leia mais

ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015.

ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015. ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015. 1 OBJETIVO O objetivo deste documento é estipular um plano de ação para criar e gerenciar perfis do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

Leia mais

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO ESTRUTURA GERAL DOS ROTEIROS DE ESTUDOS QUINZENAL Os roteiros de estudos, cujo foco está destacado nas palavras chaves, estão organizados em três momentos distintos: 1º MOMENTO - FUNDAMENTOS TEÓRICOS -

Leia mais

EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO FUNDAMENTAL. Giovani Cammarota

EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO FUNDAMENTAL. Giovani Cammarota UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA PRÁTICA DE ENSINO DE MATEMÁTICA III EXPLORANDO ALGUMAS IDEIAS CENTRAIS DO PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO FUNDAMENTAL Giovani Cammarota

Leia mais