Temas Selecionados. GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 1

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1 Temas Selecionados TS-001 (180) TRATAMENTO DA INFECÇÃO CRÔNICA PELO GENÓTIPO 1 DO VÍRUS DA HEPATITE C (HCV-1) COM PEG-INTERFERON E RIBAVIRINA (PEG+RBV): A COORTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ALMEIDA PRL, MATTOS AA, ZANIN P, AMARAL KM, FELTRIN AA, TOVO CV, PICON PD Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS); Curso de Pós-Graduação em Hepatologia da FFFCMPA; Hosp Fundamento: A literatura é escassa no que diz respeito a trabalhos fora do contexto dos ensaios clínicos e, por conseqüência, destituídos do viés de seleção que os caracteriza. Objetivos: Avaliar a resposta sustentada (RS) ao tratamento de pacientes com hepatite crônica pelo HCV-1 no programa do Ministério da Saúde. Métodos: Estudo de coorte misto, sendo analisados os tratamentos de pacientes com HCV-1 com PEG+RBV por 48 semanas. Não havendo a resposta virológica precoce (RVP) o tratamento era interrompido. Foram avaliados fatores preditivos de RS (sexo, idade, IMC, grau de fibrose, carga viral e assistência médica privada) através de análise de regressão logística (ARL). O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: A coorte constituiu-se de 323 indivíduos, a média de idade foi 51,1 ± 10,1 anos. O IMC médio foi de 26,8 ± 4,4kg/m 2. A carga viral mediana foi de UI/ml, sendo que 57% da população apresentava alta carga viral. Houve elevado percentual de pacientes com fibrose avançada (43,6% com F3 e 30,3% com F4). O tratamento foi interrompido em 33 (10,2%) pacientes por efeitos adversos e em 75 (23,2%) devido à ausência de RVP. Completaram as 48 semanas de tratamento 215 (66,6%) pacientes, dos quais 114 (35,3%) com RS por intenção de tratamento. Na ARL, foram preditivos de RS os fatores relacionados à menor idade, fibrose avançada e carga viral menor de UI/ml. RS Fator N n o % p Sexo feminino ,1 0,33 Idade até 40 anos ,7 0,03 IMC (kg/m 2 ) até ,0-25,1 a 30, ,09 > 30, ,9 0,77 Instituição privada ,4 0,97 Fibrose F1 + F ,4 - F ,8 0,02 F ,9 < 0,01 Carga viral < ,0 0,03 Conclusões: O tratamento com PEG+RBV em pacientes portadores de hepatite crônica pelo HCV-1, no contexto de programa de saúde pública, não reproduz as taxas obtidas nos grandes ensaios clínicos, na medida que trata-se de população não selecionada e, por conseqüência, mais freqüentemente portadora de fatores preditivos de má resposta. TS-002 (530) YKL-40 E ÁCIDO HIALURÔNICO COMO MARCADORES NÃO-INVASI- VOS DE FIBROSE HEPÁTICA EM TRANSPLANTADOS RENAIS COM IN- FECÇÃO CRÔNICA PELO HCV SCHIAVON LL, NARCISO-SHIAVON JL, CARVALHO FILHO RJ, LANZONI VP, SILVA AEB, FERRAZ MLG Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, SP Fundamentos: Transplantados renais possuem prevalência elevada de infecção pelo HCV. A história natural e o manejo terapêutico desta população são controversos. A invasividade e as variabilidades de amostra e interpretação inerentes à biópsia hepática limitam sua indicação rotineira na avaliação destes indivíduos. Nosso objetivo foi avaliar o desempenho do YKL-40 e do ácido hialurônico (AH) como marcadores não-invasivos de fibrose hepática em transplantados renais com infecção crônica pelo HCV. Métodos: Estudo transversal que incluiu transplantados renais com HCV- RNA (+) e biópsia hepática avaliada segundo critérios da SBP/SBH. Análise univariada foi usada para identificar fatores associados à presença de fibrose significativa (E > = 2). O desempenho diagnóstico do YKL-40 e do AH e os seus melhores pontos de corte foram avaliados por curvas ROC. Resultados: Foram incluídos 85 pacientes, sendo 60% homens. A média de idade foi 44,9+/-9,4 anos. O tempo médio de transplante foi de 6,5+/-4,9 anos. Fibrose significativa foi identificada em 14/85 pacientes (17%). À análise univariada, o achado de E > = 2 foi associado a maior média de idade (48,6+/-5,1 anos vs. 44,2+/-10,0 anos, P = 0,020) e a maior tempo de transplante (10,1+/-5,4 anos vs. 5,7+/-4,5 anos, P = 0,002). Além disso, entre aqueles com E > = 2, foram encontradas maiores prevalências de diabetes mellitus (43% vs. 16%, P = 0,030) e de APP > = 2 (85% vs. 28%, P < 0,001). Apesar de não ter alcançado diferença estatística, foram observadas maiores médias de YKL-40 entre os pacientes com E > = 2 (292+/-163ng/dL vs. 233+/-154ng/dL, P = 0,198). Níveis significativamente mais elevados de AH foram encontrados naqueles com E > = 2 (medianas de 108ng/dL vs. 37ng/dL, P = 0,002). As áreas sob as curvas ROC foram: YKL-40 = 0,615 e AH = 0,765. Para o ponto de corte inferior, a sensibilidade, a especificidade, o VPP, o VPN e a acurácia foram, respectivamente: YKL-40 < = 105: 93%, 32%, 21%, 96% e 42%; AH < = 27: 93%, 32%, 21%, 96% e 42%. Para o ponto de corte superior, a sensibilidade, a especificidade, o VPP, o VPN e a acurácia foram, respectivamente: YKL-40 > = 418: 29%, 87%, 31%, 86% e 78%; AH > = 120: 50%, 85%, 39%, 90% e 80%. Restringindo-se a indicação de biópsia hepática aos indivíduos com valores intermediários de cada marcador, esta poderia ser corretamente evitada em 32% com o YKL-40 e 35% com o AH. Conclusões: O YKL-40 e o AH são marcadores não-invasivos promissores de fibrose hepática em transplantados renais com infecção crônica pelo HCV. TS-003 (532) TX-3: MODELO PREDITIVO DE FIBROSE HEPÁTICA AVANÇADA EM TRANSPLANTADOS RENAIS COM INFECÇÃO CRÔNICA PELO HCV SCHIAVON LL, CARVALHO FILHO RJ, NARCISO-SHIAVON JL, BARBOSA DV, LANZONI VP, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, SP Fundamentos: Transplantados renais possuem prevalência elevada de infecção pelo HCV. A evolução e o manejo terapêutico desta população são controversos. A invasividade e as variabilidades de amostra e interpretação inerentes à biópsia hepática limitam sua indicação rotineira na avaliação destes indivíduos. Nosso objetivo foi identificar marcadores não-invasivos de fibrose hepática em transplantados renais com HCV. Métodos: Estudo transversal que incluiu transplantados renais com HCV-RNA (+) e biópsia hepática avaliada segundo critérios da SBP/SBH. Análises uni e multivariada foram usadas para identificar os fatores associados à presença de fibrose significativa (estadiamento > = 2). O desempenho diagnóstico das variáveis incluídas no modelo final foi avaliado por curvas ROC. Resultados: Foram incluídos 102 pacientes, sendo 60% homens. A média de idade foi 44,1+/-9,4 anos. O tempo médio de transplante foi de 6,7+/-4,8 anos. Fibrose significativa foi identificada em 20 pacientes (20%). A análise de regressão logística identificou o tempo de transplante (OR 1,226, IC95% 1,073 1,402, P = 0,003), o nível de AST (OR 2,123, IC95% 1,253 3,598, P = 0,005) e o número de plaquetas (OR 0,990, IC95% 0,981 0,999, P = 0,048) como variáveis independentemente associadas à fibrose significativa. A fórmula de regressão resultante foi: Escore de Risco = [0,204 x Tempo de Tx (anos)] + [0,753 x AST (xlsn)] (0,010 x Plaquetas/1.000) 2,442. A área sob a curva ROC (AUROC) para este modelo foi 0,869+/-0,081. Baseando-se na fórmula da regressão, um modelo simplificado foi proposto: TX-3 = [Tempo de Tx(anos) x AST(xLSN)]/Plaquetas(x ). A AUROC para o novo modelo foi 0,867+/-0,081. Para o ponto de corte inferior (< = 4,0), a sensibilidade, a especificidade, o VPP, o VPN e a acurácia foram, respectivamente: 90%, 70%, 42%, 97% e 74%. Para o ponto de corte superior (> 9,6), a sensibilidade, a especificidade, o VPP, o VPN e a acurácia foram, respectivamente: 60%, 94%, 71%, 91% e 87%. A proporção de classificações incorretas foi de apenas 9%. Restringindose a indicação de biópsia aos pacientes com valores intermediários, esta poderia ser corretamente evitada em 68% dos casos. Conclusões: Um índice de fácil aplicação, criado a partir de variáveis simples como tempo de Tx, nível de AST e número de plaquetas podem sugerir a presença de fibrose hepática significativa em transplantados renais com infecção crônica pelo HCV. TS-004 (384) TRATAMENTO DA HEPATITE CRÔNICA PELO VÍRUS C (HCV) EM CO- INFECTADOS PELO HIV COM O ESQUEMA DE INTERFERON ALFA-2 (IFN-α) E RIBAVIRINA: RESULTADOS DE ESTUDO MULTICÊNTRICO NACIONAL BRANDÃO-MELLO CE 1,2, AMENDOLA PIRES MM 1, RIGO JFO 3, PAVAN MH 4, TOVO CV 3, GONÇALES JR F 4, COE- LHO HSM 2, MATTOS AA 3 1 Ambulatório de Doenças do Fígado (UNIRIO); 2 - Serviço de Hepatologia (UFRJ) 3 Curso de Pós-Graduação em Hepatologia - FFFCM d Fundamentos: A imunodeficiência induzida pelo HIV parece acelerar o curso da infecção pelo vírus HCV e é habitualmente acompanhada de rápida progressão para cirrose e insuficiência hepática. O tratamento com interferon-α (IFN-α) e ribavirina (RBV) é acompanhado, principalmente naqueles com títulos de CD4 > 350 céls/ mm3, de resposta virológica sustentada (RVS) entre 12-20%. Objetivo: Avaliar a RVS ao tratamento com IFN-α2 e RBV para co-infectados pelos vírus HCV-HIV em 3 centros de referência nacionais. Pacientes e métodos: No período compreendido GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 1

2 entre Junho foram tratados co-infectados HCV - HIV, entre 16 e 65 anos, com IFN-α2 (3.0 milhões UI/3 x sem.) e RBV (1-1.2 gr/dia) por 6 a 12 meses, que preenchessem os seguintes critérios de inclusão: a) infecção pelo HCV comprovada pela presença do HCV-RNA por PCR; atividade de doença avaliada pelos níveis séricos de ALT (> de 1,5 x o LSN) e por biópsia hepática. b) infecção pelo HIV confirmada por anti-hiv positivo (Elisa, W.Blot). A genotipagem do HCV foi realizada por técnica de seqüenciamento. Foram considerados para fins de tratamento aqueles pacientes com CD4 > 200 céls/mm3 e infecção HIV e HCV compensada. Resultados: 178 pacientes preencheram os critérios para o tratamento. A média de idade foi 42,4 anos, sendo que 79% eram do sexo masculino e 65% com genótipo 1. A média de títulos de CD4 variou entre 459 a 529 céls/mm3 e a grande maioria dos pacientes encontrava-se em uso de TARV (85%). Dos 178 pacientes, 163 foram biopsiados, sendo que 48% exibiam fibrose em pontes ou cirrose. A RVS por ITT foi 19.6%, sendo respectivamente de 12%, 27% e 23% nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campinas, sendo de 10% para os co-infectados pelo Gen.1 e de 33% para os com Gen.3. Conclusão: Os índices de RVS obtidos com IFN-α e RBV foram similares aos encontrados nos estudos internacionais (12-20%) e justificam, portanto, a procura por outros esquemas que ofereçam melhores taxas de RVS. TS-005 (476) INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C (HCV) E O CONTEXTO DA PRI- MEIRA INJEÇÃO DE DROGAS ILÍCITAS E PRÁTICAS CORRENTES DE INJEÇÃO OLIVEIRA MLA, HACKER M, OLIVEIRA SAN, DO Ó KR, YOSHIDA CFT, TELLES P, BASTOS FI Fundação Oswaldo Cruz e Universidade do Estado do Rio de Janeiro Usuários de drogas injetáveis (UDIs) desempenham papel chave na epidemiologia da infecção pelo HCV. Alguns autores sugerem que circunstâncias e comportamentos da primeira injeção de drogas são cruciais e provavelmente se reproduzam ao longo da "carreira" de injeção de drogas. Contudo, este enfoque tem sido escasso na literatura ao redor do mundo e ausente no Brasil. O contexto e o comportamento na primeira injeção de drogas e sua relação com práticas de injeção subseqüentes, assim como a associação destes comportamentos com a infecção pelo HCV entre injetadores recentes foram investigadas. A prevalência e o s fatores preditores de infecção pelo HCV entre UDIs foi também explorada. UDIs (n = 606) foram recrutados em "cenas" de uso de drogas do Rio de Janeiro, entrevistados e testados para infecção pelo HCV. Análises descritivas de variáveis sociodemográficas e comportamentais da primeira e da mais recente injeção (últimos 6 meses) foram levantadas. Tabelas de contingência foram empregadas para investigar associações entre variáveis de primeira injeção e comportamento de injeção de UDIs ativos (n = 272) e infecção pelo HCV entre jovens injetadores (n = 292). Teste de McNemar foi utilizado para explorar mudanças no compartilhamento de seringas/agulhas entre a primeira e a mais recente injeção. Regressões logísticas múltiplas foram realizadas para identificação de fatores preditivos da infecção pelo HCV (UDIs ativos). O compartilhamento de agulhas foi mais prevalente na primeira injeção (51.3%) do que na entrevista inicial (36.8%). Aqueles que compartilharam seringas/agulhas na primeira injeção mostraram-se ainda engajados em práticas diretas ou indiretas de compartilhamento. Entre injetadores jovens (< 30 anos), aqueles que reportaram compartilhamento na primeira injeção apresentaram-se com chance 4 vezes maior de infecção pelo HCV. Um declínio na prevalência do HCV foi observada entre UDIs ativos (11%), considerando um estudo prévio da mesma população ( ). História de prisão e maior duração do uso injetável de drogas foram identificados como fatores preditivos independentes para a infecção pelo HCV. Para bloqueio efetivo da transmissão do HCV, políticas de prevenção devem ser focadas às necessidades dos indivíduos no início do uso injetável, desde a sua primeira injeção até o desencorajamento da transição de rotas nãoinjetáveis para auto-injeção de drogas ilícitas. TS-006 (557) TRATAMENTO DA HEPATITE C CRÔNICA EM IDOSOS PINHEIRO-ZAROS IM, NARCISO-SHIAVON JL, CARVALHO FILHO RJ, SCHIAVON LL, BARBOSA DV, LANZONI VP, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) Fundamentos: Embora a progressão da fibrose hepática seja acelerada a partir da quinta década de vida, há poucos dados na literatura sobre a segurança e eficácia do tratamento da hepatite C crônica em idosos. Este estudo tem como objetivo, avaliar a eficácia e o perfil de segurança da terapia antiviral em pacientes idosos com hepatite C crônica. Métodos: Foram analisados pacientes tratados entre 1996 e 2006, exclusivamente no âmbito do SUS, com RBV associada ao IFN convencional (IFNc), Peg-IFN α-2a ou Peg-IFN α-2b, seguindo protocolo padronizado pelo nosso Serviço. Resultados: Foram incluídos 382 pacientes, sendo 56% homens. A média da idade foi 47,4 ± 11,2 anos. Quanto ao tipo de IFN, 201 (52%) receberam IFNc, 64 (17%) Peg-IFN 2a e 117 (31%) Peg-IFN 2b. Cinqüenta e cinco (14%) apresentavam idade > = 60 anos. Comparados aos pacientes mais jovens, os idosos apresentaram maiores prevalências do gênero feminino (61% vs. 27%, P < 0,001), de APP 3/4 (63% vs. 44%, P = 0,011) e de estadiamento 3/4 (50% vs. 36%, P = 0,053). Além disso, indivíduos > = 60 anos mostraram menor hemoglobina (Hb) basal (P < 0,001) e menor atividade de protrombina basal (P = 0,032). Durante o tratamento, necessidade de redução de dose da RBV e interrupção da terapia por citopenia foram mais freqüentes entre os idosos (35% vs. 9%, P < 0,001 e 9% vs. 1%, P = 0,004, respectivamente). Dentre as citopenias, Hb < 10g/dL (46% vs. 19%, P < 0,001) e neutropenia < 750/mm3 (31% vs. 14%, P = 0,002) foram mais comuns entre os idosos. Os idosos também apresentaram maior incidência de tonturas (20% vs. 11%, P = 0,050) e de diarréia (26% vs. 12%, P = 0,009). Quanto aos efeitos psiquiátricos, observouse menor freqüência de irritabilidade nos idosos (13% vs. 25%, P = 0,041), não havendo diferença em relação à incidência de depressão (22% vs. 28%, P = 0,330). Da mesma forma, não foi identificada maior de incidência de infecções em idosos (18% vs. 13%, P = 0,255). As taxas de RVS em idosos e nos jovens foram semelhantes (71% vs. 60% P = 0,112). Conclusões: Indivíduos > = 60 anos apresentam maior incidência de vários efeitos colaterais associados à terapia combinada IFN + RBV, particularmente anemia e neutropenia significativas, as quais comumente necessitam de redução e/ou interrupção dos antivirais. Entretanto, a maior gravidade das lesões histológicas e a probabilidade significativa de RVS sustentam a indicação de tratamento neste subgrupo de portadores de hepatite C crônica. TS-007 (120) IMPORTÂNCIA DA ULTRA-SONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DA DOEN- ÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA BOENTE LA, MATTEONI LA, LEAL RA, CAMPOS FD, SOARES D, ARAÚJO C, D ALMEIDA F, ATHAYDE ACM, COTRIM HP Faculdade de Medicina Universidade Federal da Bahia Fundamentos: A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) está relacionada a múltiplos fatores, elevada freqüência e amplo espectro, que inclui esteatose, esteatohepatite e cirrose. A esteatose é considerada sua forma de melhor prognóstico, mas com potencial evolutivo. A DHGNA é em geral assintomática e a ultra-sonografia de abdômen (USA) é um dos principais métodos diagnóstico. Objetivos: Avaliar a prevalência de esteatose hepática em ultra-sonografias de abdômen em uma amostra da população; determinar a freqüência da DHGNA nestes indivíduos. Métodos: Estudo retrospectivo avaliou resultados de USA realizados entre agosto de 2004 a julho de 2005 em um serviço de referência em diagnósticos por imagem em Salvador-Bahia. Das USA realizadas foram selecionados casos com diagnóstico de esteatose hepática, consultados prontuários clínicos dos pacientes, e preenchido um questionário previamente preparado. A esteatose foi graduada como leve, moderada, intensa, difusa ou focal. Critérios diagnósticos para DHGNA: ausência de etilismo, presença de fatores de risco, e exclusão de outras causas de doença hepática. Resultados: De USA realizadas, 18,05% (568) tiveram diagnóstico de EH. A esteatose foi classificada como grau leve em 61,6%, moderada em 27,1% e intensa em 4,9. Dados clínicos foram obtidos de 185 dos 568 (32,57%) casos de EH, que apresentavam uma média de idade de 55,9 anos. Destes, 65,4% (121) apresentavam critérios para DHGNA, 9,2% (17) relatavam história de consumo alcoólico de moderada a grande, e em 25,4% (47) o consumo alcoólico não foi documentado. Dos indivíduos com critérios para DHGNA, 56,2% eram do gênero masculino com idade média de 56,46. O IMC médio foi de 31,8kg/m². Destes, obesidade ou sobrepeso esteve presente em 45,5% dos casos, dislipidemia em 42,2%, diabetes mellitus ou intolerância a glicose em 15,7%, e hipertensão arterial em 41,2%. A glicemia média dos pacientes foi de 101,41; a média do colesterol total foi de 227, 17, do HDL foi de 46, 87, e o LDL foi de 144,36mg/dl. AST estava aumentada em 12,5% (8). ALT estava aumentada em 23,1% (15). Conclusões: O estudo mostra elevada freqüência da DHGNA entre os indivíduos com diagnóstico de esteatose em ultra-sonografias de abdômen. Mostra também que obesidade, diabetes e hiperlipidemia foram os fatores de risco importantes nestes casos, e corrobora com a hipótese de que a DHGNA é hoje uma das principais causas de doença hepática em todo o mundo. TS-008 (454) DOENÇA DE WILSON: ANÁLISE DO GENÓTIPO ATP7B E CORRELAÇÃO COM FENÓTIPO NUMA SÉRIE DE 95 CASOS EVANGELISTA AS, BÜTTNER J, BARBOSA ER, PORTA G, MACHADO AAC, BOCHOW B, CARRILHO FJ, SCHMIDT HJ, CANÇADO ELR, DEGUTI MM Departamentos de Gastroenterologia, Neurologia e Pediatria da FMUSP; Charité, campus Mitte, Univ Humboldt, Berlim, Alemanha Fundamentos: A doença de Wilson (DW) caracteriza-se pelo acúmulo de cobre no organismo, lesando cérebro e fígado. Mais de 300 mutações no gene ATP7B já foram associadas à DW. Em nossa instituição, análise prévia de 58 casos-índice detectou 25 mutações distintas. Objetivo: Avaliar a associação entre genótipo e forma clínica de apresentação na DW. Casuística e métodos: Foram estudados 95 casos de DW, 83 dos quais casos-índice. Consideraram-se as formas de apresentação inicial: hepática (H), n = 34; neurológica (N), n = 39; assintomática (A), n = 21; bem como o principal órgão acometido (H ou N). Pesquisaram-se mutações no gene ATP7B por seqüenciamento direto dos 21 éxons e respectivas bordas intrônicas, em DNA leucocitário de sangue periférico. Para cálculo de freqüências alélicas, consideraram-se apenas os casos-índice. Resultados: Foram identificadas 38 mutações distintas. As mais freqüentes foram p.a1135fs (28,31%) e p.l708p (13,85%). A mutação p.h1069q, que atinge freqüências superiores a 80% na Europa, ocorreu em apenas 4,81%. As demais mutações ocorreram em freqüências menores ou iguais a 4,21%. Os portadores de genótipo A1135fs homozigoto (n = 11) apresentaram inicialmente forma N em 55% (n = 6) e H em 45% (n = 5); os portadores de genótipo L708P homozigoto (n = 10) manifestaram inicialmente forma H em 30% (n = 3) e N em 40% (n = 4). O padrão N S 2 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

3 representou 41% (39/95) da casuística total. Conclusões: As duas mutações mais freqüentes representam apenas 42,26% dos alelos, e não determinam, por si só, a forma de apresentação clínica (H ou N). Outros genes que determinam a susceptibilidade ao depósito de cobre e fatores ambientais adicionais devem estar envolvidos na fisiopatogenia da DW. A peculiaridade dos genótipos dos brasileiros com DW e a baixa freqüência das mutações encontradas enfatizam a necessidade de se ampliar o número de casos estudados em nosso país. TS-009 (513) ANÁLISE FENOTÍPICA E GENOTÍPICA DE PACIENTES COM HEMOCRO- MATOSE HEREDITÁRIA: RESULTADOS DE ESTUDO MULTICÊNTRICO NACIONAL COUTO CA, BITTENCOURT PL, VIEIRA CM, CANÇADO ELR, MARIN MLC, PALÁCIOS SA, COUTO OFM, FERRARI TCA, GOLDBERG AC, CARRILHO FJ Faculdade de Medicina da UFMG, Hospital Português de Salvador, Bahia e Faculdade de Medicina da USP Introdução: A hemocromatose hereditária (HH) é uma doença autossômica recessiva caracterizada por sobrecarga sistêmica de ferro responsável pelo desenvolvimento de cirrose hepática (CH), diabetes melito (DM), miocardiopatia (MCP), artrite e hiperpigmentação cutânea. No Brasil, 53% dos pacientes com HH apresentam homozigose para a mutação C282Y (C282Y+/+) ou heterozigose combinada para as mutações C282Y e H63D (C282Y+/H63D+) do gene HFE. Objetivos: Descrever as características clínicas e laboratoriais da HH nos pacientes brasileiros e correlacionar a expressão clínica da doença com o genótipo. Pacientes e métodos: Foram avaliados pacientes com HH provenientes de três centros nacionais de referência que aceitaram participar do estudo com diagnóstico baseado nos seguintes critérios: índice de saturação de transferrina (IST) > 45%, ferritina > 300µg/l e siderose graus III-IV. A pesquisa das mutações C282Y e H63D do HFE foi realizada por PCR-RFLP. Resultados: Trinta pacientes (27 homens, idade mediana de 49 [20-81] anos foram incluídos no estudo. Avaliação clínico-laboratorial revelou presença de CH, DM e MCP, respectivamente em 72%, 36% e 12%. As medianas do IST e ferritina foram, respectivamente, de 86 [36-100]% e 2228 [ ]µg/l. A presença de C282Y+/ + foi observada em 47% dos pacientes, enquanto que C282Y+/H63D+ foi apresentada por 10% dos casos. Comparação de variáveis clínicas e laboratoriais dos pacientes, com e sem C282Y+/+, revelou que os indivíduos com homozigose para C282Y exibiram níveis mais altos de ferro (350 vs. 185mg/ml nos pacientes sem C282Y+/+, p = 0,01) e ferritina (3091 vs. 1365µg/l nos pacientes sem C282Y+/+, p = 0,05) quando comparados com aqueles pacientes sem homozigose para C282Y. Conclusões: O fenótipo da HH no Brasil é semelhante ao encontrado nos EUA e Europa do Norte, a despeito da ausência de C282Y+/+ em mais da metade dos pacientes acometidos pela doença. No entanto, pacientes com C282Y+/+ apresentam maior sobrecarga laboratorial de ferro. O diagnóstico de HH no nosso meio é tardio, sendo realizado freqüentemente após o desenvolvimento de CH. TS-010 (166) RESPOSTA HIPERTENSIVA PORTAL HEPÁTICA À ANGIOTENSINA II E À BRADICININA EM RATOS ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS KIMURA DC, RECK JR J, BORGES DR, KOUYOUMDJIAN M UNIFESP Fundamentos: Os sistemas calicreína-cinina e renina-angiotensina estão envolvidos em ações fisiológicas e patofisiológicas de maneira interativa. Um dos pontos de interação é a enzima conversora de angiotensina (ECA), envolvida na conversão da angiotensina I em angiotensina II (AII) e na hidrólise da bradicinina (BK). Os peptídeos vasoativos, AII e BK, causam resposta hipertensiva portal (RHP). O efeito desses dois peptídeos em fígado de ratos SHR (espontaneamente portadores de hipertensão arterial) ainda não havia sido estudado. Nosso objetivo foi estudar a RHP hepática à AII e à BK em SHR. Método: Foram utilizados 12 ratos Wistar (W) normotensos e 16 SHR que tiveram sua pressão arterial caudal aferida, sendo de 117 ± 3,0 e de 193 ± 12,7mmHg, respectivamente (teste t, P = 0,0005). A RHP foi avaliada em modelo de perfusão de fígado isolado e exanguinado de rato. Amostra de sangue da aorta abdominal foi retirada para dosagem sérica da ECA. As veias porta e cava inferior torácica e o ducto biliar foram canulados. A viabilidade hepática foi avaliada através da depuração de bromosulfaleína (BSP) e produção de bile. BK (200nmol) ou AII (2nmol) foram injetadas na veia porta e a pressão portal foi monitorada. A ação das substâncias vasoativas foi analisada segundo dois parâmetros: ganho máximo de pressão (GMP) obtido pela diferença entre a pressão inicial e o máximo valor registrado e RHP (área sob a curva do gráfico ganho de pressão x tempo de perfusão ). Resultados: A produção de bile (µl/min.g fígado) e a depuração de BSP (t½, min) foram de 0,9 ± 0,06 e 2,3 ± 0,1 e de 0,9 ± 0,05 e de 2,1 ± 0,1 nos grupos W e SHR, respectivamente (teste-t, p > 0,05). A atividade da ECA sérica (U/ml) foi também igual nos dois grupos de ratos: W (n = 12) 38,6 ± 4,4 e SHR (n = 16) 32,3 ± 3,4 assim como o GMP e a RHP induzida por AII. O GMP (cmh2o) assim como a RHP (cmh2oxmin) à BK foram maiores (teste-t, p = 0,0120 e p = 0,0075, respectivamente) nos SHRs (n = 6) (6,3 ± 0,5 e 9,5 ± 1,3) quando comparada aos ratos Wistar normotensos (n = 6) (4,0 ± 0,6 e 4,9 ± 0,2). Conclusão: A resposta hipertensiva portal aumentada à BK nos SHRs é compatível com a hipótese de número aumentado de receptores de BK no fígado. Apoio Financeiro: CNPq, FAPESP, FADA. TS-011 (63) RELAÇÃO ENTRE A FUNÇÃO RENAL E A CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE CREATININA EM PACIENTES COM CIRROSE. IMPORTÂNCIA PARA AVA- LIAÇÃO DO PROGNÓSTICO TERRA C, TORRE A, MARTÍN-LLAHÍ M, BACCARO ME, GUEVARA M, CALAHORRA B, RESTUCCIA T, ARROYO V, GINÈS P Hospital Clínic de Barcelona Barcelona Espanha Fundamento: O deterioro da função renal é uma complicação freqüente dos pacientes com cirrose. A creatinina sérica é o parâmetro mais utilizado clinicamente para avaliar a função renal. Entretanto, a relação entre a função renal e a creatinina sérica em pacientes com cirrose não foi avaliada criteriosamente até a presente data. Além disso, ainda que esteja bem estabelecido que o desenvolvimento de insuficiência renal grave determina péssimo prognóstico em pacientes com cirrose, se desconhece se uma alteração moderada da função renal tem algum significado prognóstico. Métodos: Para determinar a relação entre a função renal, a creatinina sérica e a sobrevida, 539 pacientes com cirrose foram estudados, 246 (46%) dos quais tinham determinação de filtrado glomerular (FG) por técnicas muito sensíveis (clearance de inulina ou iotalamato). Se construíram curvas ROC para determinar os valores de creatinina sérica com maior sensibilidade e especificidade para um determinado valor de FG. Resultados: O valor de creatinina sérica que melhor se relacionou com uma função renal normal (FG > 80ml/min) foi de 1mg/dl (área abaixo da curva AAC: 0,76). Por outro lado, o valor de creatinina sérica que melhor predisse uma alteração grave da função renal (FG < 40ml/min) foi de 1,5mg/dl (AAC: 0,91). No conjunto dos 539 pacientes, o grau de alteração da função renal se correlacionou com a sobrevida. Os pacientes com função renal normal (creatinina sérica 1mg/dl) tiveram uma mediana de sobrevida de 713 dias em comparação com 383 dias dos pacientes com alteração moderada da função renal (creatinina sérica entre 1 e 1,5mg/dl) (p < 0,001). Os pacientes com alteração severa da função renal (creatinina sérica > 1,5mg/dl) tiveram péssimo prognóstico, com uma mediana de sobrevida de apenas 88 dias (p < 0,001). Em uma análise multivariada, a creatinina sérica foi um fator preditivo independente de mortalidade. Conclusões: Em conclusão, em pacientes com cirrose o valor máximo de creatinina sérica indicativo de uma função renal normal é 1mg/dl. Valores entre 1 e 1,5mg/dl são indicativos de insuficiência renal e se associam com redução da sobrevida. TS-012 (156) ESTUDO PILOTO CONTROLADO RANDOMIZADO PARA AVALIAR A EFICÁCIA DO TRANSPLANTE DAS CÉLULAS TRONCO AUTÓLOGAS MONONUCLEARES EM PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA CRÔNI- CA AVANÇADA LYRA AC 1,2, SOARES MBP 1,3, SILVA LFM 1, BRAGA EL 1,2, OLIVEIRA SA 3, FORTES MF 1, SILVA AGP 1, BRANDÃO PSA 1, SANTOS RRS 1,3, LYRA LGC 1,2 1. Hospital São Rafael; 2. Serviço Gastro-Hepatologia, Universidade Federal da Bahia; 3. FioCruz Bahia Estudos em modelos animais de doença hepática demonstraram que o transplante de células mononucleares (CMN) melhora a fibrose hepática. Recentemente verificamos que a terapia com CMN autólogas nos pacientes com hepatopatia crônica é segura, exequível e pode alterar a função hepática. Objetivo: Avaliar a eficácia do transplante de CMN nos pacientes com doença hepática crônica avançada. Métodos: 30 pacientes em lista de transplante hepático foram randomizados, de forma não-cega, sendo 15 para receber terapia com CMN e 15 controles sem terapia. Cerca de 50ml de sangue da medula óssea foram coletados e preparados com gradiente de ficoll-hypaque para isolamento de CMN. Um mínimo de 100 milhões de CMN enriquecidas foi introduzido na artéria hepática. A análise basal incluiu avaliação clínica, laboratorial e de imagem. Albumina sérica, bilirrubinas, RNI, escore de Child-Pugh e MELD foram escolhidos como endpoints para avaliar eficácia. Após a terapia os pacientes foram avaliados durante 90 dias quanto a eventos clínicos e testes laboratoriais. A análise estatística foi feita com analise das mudanças relativas aos achados basais e utilização de modelos de efeitos randômicos. Resultados: Média de idade, perfil hepático basal, escore Child-Pugh e MELD foram similares m ambos os grupos, exceção aos níveis da albumina (g/dl) que foram mais elevados no grupo controle (3,31 vs 2,79, p = 0,053). Durante o acompanhamento, no grupo controle (GC), um paciente faleceu e outro em estado grave, foi transplantado. No grupo intervenção (GI), um paciente faleceu. Os níveis séricos da albumina aumentaram no grupo intervenção enquanto permaneceram estáveis no grupo controle (p = 0,034 com mudança relativa (MR) do achado basal de +16% no GI e +2% no GC). O Child-Pugh diminuiu no grupo intervenção comparado ao grupo controle (p = 0,017, com MR de -8% no GI e +4% no GC). Os níveis das bilirrubinas aumentaram no GC e diminuíram no GI durante os primeiros 60 dias após o tratamento, mas retornaram para níveis basais ao término de 90 dias. O RNI foi semelhante nos dois grupos. Conclusões: A infusão de CMN autólogas na artéria hepática parece melhorar a função hepática dos pacientes com hepatopatia crônica avançada durante pelo menos 90 dias e pode ser uma opção promissora de tratamento para estes indivíduos. Estudos maiores e mais longos são necessários para validar nossos resultados, para definir a duração deste efeito benéfico e para determinar se haverá uma melhora da sobrevida. GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 3

4 Temas Livres TL-013 (109) ASSOCIAÇÃO ENTRE MARCADORES INFLAMATÓRIOS SOLÚVEIS E ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS HEPÁTICAS EM PACIENTES COM HEPATITE C CRÔNICA MOURA AS, CARMO RA, TEIXEIRA JUNIOR AL, LEITE VHR, CHAVES DE RESENDE HA, CARDOSO LER, ROCHA MOC Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde Infectologia e Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da UFMG Belo Horizonte Introdução: O padrão de resposta inflamatória de pacientes com hepatite C crônica pode influenciar a progressão da doença já que a agressão hepatocitária é principalmente imuno-mediada. Esse padrão pode ser avaliado pela dosagem sérica de quimiocinas, subgrupo de citocinas responsável pelo recrutamento de leucócitos, e dos receptores solúveis de fator de necrose tumoral (stnf-r1 e stnf-r2), que atuam como moduladores da ação desse fator. Objetivo: Investigar a associação entre os níveis séricos de quimiocinas e de receptores solúveis de TNF e alterações histopatológicas presentes na biópsia hepática. Material e métodos: Foram analisados pacientes com hepatite C crônica, mono-infectados, virgens de tratamento, sem comorbidades hepáticas, acompanhados no Ambulatório de Referência em Hepatites Virais do CTR-Orestes Diniz. Os níveis séricos de quimiocinas (eotaxina, IP-10, MCP- 1, MIG, MIP1-alfa) e de receptores solúveis de TNF foram dosados, utilizando-se técnica de ELISA. A biópsia hepática, realizada em intervalo inferior a 12 meses da colheita do plasma analisado, foi classificada de acordo com o METAVIR. Resultados: Dos 53 pacientes analisados, 50% eram do sexo masculino, a média de idade foi de 46,5 anos e 72% eram genótipo 1. Atividade inflamatória moderada/acentuada (A 2) estava presente em 40% dos pacientes e fibrose acentuada/cirrose (F 3) em 24%. Observou-se associação entre maior atividade inflamatória e níveis séricos mais elevados de eotaxina (p = 0,02), de stnf-r1 (p = 0,03) e stnf-r2 (p = 0,01). Apenas os níveis séricos de stnf-r2 estiveram associados com fibrose hepática (p = 0,04). Os demais marcadores analisados (IP-10, MCP-1, MIG e MIP1-alfa) não se correlacionaram com inflamação ou fibrose à biópsia hepática. Conclusão: Níveis séricos elevados de eotaxina e de receptores solúveis de TNF parecem refletir uma atividade inflamatória mais intensa à biópsia hepática, enquanto apenas a elevação de stnf-r2 associou-se à fibrose mais intensa. TL-014 (134) INFLUÊNCIA DOS GENES DAS CÉLULAS NK E DOS LIGANTES HLA-C NA RESPOSTA À TERAPIA ANTIVIRAL DE PACIENTES COM INFECÇÃO CRÔNICA PELO VÍRUS DA HEPATITE C CARNEIRO VL 1, LEMAIRE D 1, SOUZA SS 2, BENDICHO MT 1, CAVALCANTE L 2, SANTANA N, LYRA LGC 2, LYRA AC 2 1. Pós-Graduação Imunologia Instituto de Ciências da Saúde (ICS) Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil. 2. Serviço de Gastrohepatologia Hospital Universitário Prof. Edgar Santos (HUPES)-Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil Fatores imunológicos e genéticos do hospedeiro podem ter um papel importante na resposta ao tratamento antiviral na hepatite crônica C. A ativação das células natural killer (NK) é importante para limitar a replicação viral no fígado. A terapia com interferon parece ser mais efetiva em pacientes com hepatite C em que as células NK são ativadas por esta droga. A função das células NK é regulada por um equilíbrio entre os sinais gerados por seus receptores celulares (KIR) de ativação e inibição através da interação com moléculas de HLA classe I nas células-alvo. Khakoo et al (Science, 2004) mostraram que a presença do par receptor-ligante KIR2DL3/ HLA-C1 têm um papel na eliminação do VHC na infecção aguda. Objetivos: Avaliar o papel dos genes KIR incluindo o par receptor-ligante KIR2DL3/HLA-C1 em pacientes com hepatite C crônica submetidos à terapia antiviral. Métodos: Foi comparada a freqüência dos genes KIR e seus pares receptores-ligantes entre 41 pacientes nãorespondedores e 45 pacientes respondedores à terapia antiviral; 102 doadores voluntários de sangue foram utilizados como controles. A genotipagem do KIR e HLA- C foi realizada com o Kit PCR-SSO (One Lambda, EUA). Resultados: Não houve diferença entre respondedores e não-respondedores em relação à etnia; houve uma predominância de mulheres entre os não-respondedores. O grupo controle apresentou uma maior freqüência de indivíduos não-brancos. Foi observada uma menor freqüência dos genes KIR2DL5 (38% vs 64%) (p = 0,018) e KIR2DS3 (24% vs 46%) (p = 0,03) entre respondedores quando comparados com não-respondedores e, em contrapartida, uma maior freqüência do par receptor-ligante KIR2DL3/HLA-C1 entre pacientes respondedores (64% vs 39%) (p = 0,018). A aplicação do teste de Mantel-Hazel revelou que o genótipo do VHC não foi um fator determinante das diferenças encontradas. Quando todos os pacientes com hepatite C foram comparados com os controles, foi observada uma maior freqüência dos genes KIR2DL5 (OR = 1,79; CI = 1,01-3,19), 2DS5 (OR = 1,96; CI = 0,98 4,05) e 3DL3 (OR = 2,39; CI = 1,05 5,83) nos pacientes com hepatite C. Conclusões: Fatores do hospedeiro como os genes KIR2DL5 e KIR2DS3 estão associados com uma ausência de resposta à terapia antiviral ente os pacientes com hepatite crônica C. O par receptor-ligante KIR2DL3/HLA-C1 pode favorecer a resposta à terapia antiviral. Além disso, os genes KIR2DL5, 2DS5 e 3DL3 podem contribuir na predisposição para o desenvolvimento da infecção crônica pelo VHC. TL-015 (220) RELAÇÃO ENTRE HLA E ESTADIAMENTO DA INFECÇÃO CRÔNICA PELO VÍRUS DA HEPATITE C (HCV) SILVA PM, HANNA KL, BARBOSA HPP, CAMPOS CFF, FABRICIO-SILVA GM, BARQUETTE FRS, PORTO LCMS, PEREZ RM, FIGUEIREDO FAF Laboratório de Histocompatibilidade/IBRAG e Serviço de Gastroenterologia/HUPE Universidade do Estado do Rio de Janeiro Fundamentos: Alguns alelos do HLA já foram identificados como relacionados à gravidade da fibrose em pacientes com hepatite crônica C, como, por exemplo, HLA-DRB1*11, DQB1*03, Cw*04 e DRB1*08. Entretanto, até o momento, há poucos estudos na população brasileira. O objetivo deste estudo é pesquisar a existência de associação entre o HLA da classe I e II e o grau de fibrose hepática em pacientes brasileiros com infecção crônica pelo HCV. Métodos: Foram estudados 90 pacientes com infecção crônica pelo HCV (HCV-RNA positivo) submetidos à biópsia hepática. Em todos os pacientes foi realizada determinação dos HLAs: A, B, Cw, DRB1 e DQB1. Os achados histológicos foram relatados, conforme a classificação de Ishak. A amostra foi dividida em 2 grupos quanto à fibrose: grupo com fibrose ausente/ leve - FL (F 3 de Ishak) e grupo com fibrose avançada/cirrose hepática - FA (F 4 de Ishak). Análise estatística foi realizada utilizando o teste Qui-quadrado e teste Exato de Fisher. Resultados: Na amostra estudada, 46 pacientes (51%) apresentavam fibrose leve ou ausente (FL). Na análise comparativa, não houve diferença quanto ao sexo (masculino 48% vs. 50%; p = 0,99) e quanto à duração da doença (24 9 vs. 25 6; p = 0,65). O grupo com FA era composto por doentes mais velhos (48 11 vs ; p = 0,02). No grupo FA, observou-se maior freqüência dos alelos da classe I HLA A*24 (80% vs. 20%; p = 0,02) e do alelo da classe II DRB1*06 (59% vs. 42%; p = 0,04) quando comparados ao grupo FL. Por outro lado nesse grupo, houve menor freqüência dos alelos HLA A*32 (0% vs. 100%; p = 0,03) e HLA Cw*02 (21% vs. 79%; p = 0,04). Conclusão: Os resultados desse estudo demonstraram que existe associação do estadiamento com alelos HLA. A identificação de alelos protetores (associados à doença mais leve ou inicial) e de alelos facilitadores (associados à doença mais avançada) reforça o conceito de que os fatores relacionados ao hospedeiro têm uma participação importante na progressão da hepatite crônica C. O HLA-A*32 na fibrose leve e HLA-A*24 na fibrose avançada foram identificados como novos alelos relacionados à fibrose ainda não descritos em outras populações. TL-016 (248) ESTUDO ABERTO, RANDOMIZADO E MULTICÊNTRICO, DE GRUPOS PARALELOS PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA E SEGURANÇA DAS DO- SES DE 135 E 90MCG DE PEG IFN ALFA-2A ADMINISTRADAS PARA PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA C E DOENÇA RENAL EM HEMO- DIÁLISE CHEINQUER H 1, FERREIRA ASP 2, SILVA R 3, TREVIZOLI J 4, TATSCH F 5, FERRAZ M 6 1. FFFCMPA, 2. UFMA, 3. FAMERP, 4. H. BASE, 5. Roche, 6. UNIFESP Fundamentos: Pacientes com doença renal crônica em hemodiálise têm uma maior prevalência de infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) em comparação com a população geral. A hepatite C está relacionada a diminuição da sobrevida do enxerto após o transplante renal. Como a ribavirina é mal tolerada, o uso de interferon peguilado (PEG IFN) em monoterapia parece ser a alternativa preferencial nesta população. Métodos: Oitenta e cinco pacientes com HCV em hemodiálise em 8 países foram randomizados 1:1 para PEG IFN alfa-2a 135 ou 90mcg/semana por 48 semanas de tratamento. Destes, 38(45%) foram avaliados em centros brasileiros. O desfecho primário foi a resposta virológica sustentada (RVS), definida por HCV RNA < 50UI/mL 24 semanas após o término do tratamento. Os desfechos secundários foram a proporção de pacientes com HCV RNA < 50UI/mL e diminuição 2log no HCV RNA nas semanas 12, 24 e 48 do tratamento. Resultados: Dos 85 pacientes 4 não receberam medicamento e 7 descontinuaram (2 recusas em participar, 2 respostas insuficientes, 2 óbitos e 1 evento adverso). Nos grupos 135 e 90mcg, respectivamente, a média da idade era 43 e 44 anos; genótipo 1: 76 e 74%; gênero masculino: 61 e 69% e carga viral média: 5,6 log10 em ambos grupos. A análise interina da resposta virológica dos pacientes dos grupos 135 e 90mcg mostrou os seguintes resultados: 1) semana 12: diminuição 2log10 em 71 e 70% e HCV RNA negativo em 61 e 37% dos pacientes, respectivamente; 2) semana 24: diminuição 2log10 em 66 e 72% e HCV HCV RNA negativo em 58 S 4 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

5 e 49% dos pacientes, respectivamente. Cinqüenta e cinco e 44% dos pacientes com genótipo 1 e 67 e 64% dos pacientes com genótipo não-1 apresentavam HCV RNA negativo na semana 24, respectivamente. Verificou-se neutropenia entre 500 e 750cel/mm 3 em 7% e hemoglobina < 8,5g/dL em 13% dos casos. Houve dois óbitos: cardiomiopatia hipertrófica e consumo deliberado de substâncias. Conclusões: A análise interina da resposta virológica mostra que um percentual significativo de indivíduos com doença renal crônica em hemodiálise apresenta viremia indetectável durante o tratamento com PEG IFN alfa-2a nas doses de 135 e 90mcg. Aguardam-se os resultados da RVS. Considerando-se as características específicas desta população, o perfil de tolerabilidade do medicamento foi aceitável. TL-017 (259) ESTUDO MULTICÊNTRICO E RANDOMIZADO AVALIANDO A EFICÁCIA E TOLERABILIDADE DA COMBINAÇÃO PEG-IFN ALFA-2A E RIBAVIRI- NA POR 48 OU 72 SEMANAS DE TRATAMENTO EM PACIENTES COM HEPATITE C CO-INFECTADOS COM HIV: ANÁLISE INTERINA DE EFICÁ- CIA E POPULACIONAL CHEINQUER H, BRANDÃO C, PILOTTO J, FIGUEIREDO J, GONÇALES F, MEIRELLES A, MENDES-CORREA MC, MORAES E, TATSCH F, BARONE A FFFCMPA (Porto Alegre, RS) 1, Gaffree e Guinle (Rio de Janeiro, RJ) 2, Fiocruz RJ (Rio de Janeiro, RJ) 3, USP Ribeirão Preto (Ribeir Fundamentos: em pacientes com infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV), a chance de alcançar a resposta virológica sustentada (RVS) ao interferon peguilado (PEG IFN) e ribavirina (RBV) depende fundamentalmente da cinética viral do HCV nas fases iniciais do tratamento. Sabe-se que pacientes sem resposta virológica precoce (RVP), definida como HCV RNA negativo ou queda 2 log no HCV RNA na semana 12 de tratamento, apresentam mínima possibilidade de RVS. O objetivo deste estudo foi avaliar o percentual de RVP e as características dos pacientes co-infectados incluídos em estudo multicêntrico nacional para tratamento com PEG-IFN alfa -2a e RBV, em comparação com os mesmos dados obtidos em estudo multicêntrico internacional (Apricot). Metodologia: 180 pacientes com hepatite crônica C foram randomizados 1:1 para 48 ou 72 semanas de tratamento com PEG- PEG-IFN alfa-2a e ribavirina. Resultados: a análise interina de 145 pacientes nos braços 48 e 72 semanas, mostrou respectivamente: 66,7 e 70,9% dos pacientes do gênero masculino; 68,2 e 31,8% brancos; 78,9 e 77,9% com carga viral basal cópias/ml; 5,8 e 12,1% com cirrose (Metavir F3/F4). Dos 145 pacientes, 141 foram analisados quanto ao HCV RNA na semana 12, sendo verificada RVP em 94 pacientes (66,7%). Destes, 36 (38,3%) apresentaram HCV-RNA qualitativo negativo na semana 12 e 58 (61,7%) apresentaram HCV-RNA positivo com queda 2log. O estudo internacional de PEG-IFN alfa-2a e RBV em pacientes co-infectados HCV/HIV (Apricot) apresentou RVP de 71%. O estudo brasileiro apresentou maior prevalência de homens, de não-brancos e maior média basal de HIV- RNA em comparação com o estudo internacional. Conclusões: a associação PEG- IFN alfa-2a e RBV promoveu RVP em percentual significativo de pacientes co-infectados com HCV e HIV. Os resultados forma semelhantes aos encontrados no estudo internacional Apricot, embora com algumas diferenças nas características da população estudada. Dados de resposta virológica sustentada são aguardados para definir se a RVP possui o mesmo significado em pacientes co-infectados tratados por 48 ou 72 semanas. TL-018 (285) COMPARAÇÃO ENTRE ÍNDICES NÃO INVASIVOS NA PREDIÇÃO DE FI- BROSE AVANÇADA EM PACIENTES COM HEPATITE C MANHÃES FG, LUZ RP, SCHMAL AR, RIBEIRO JC, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: A avaliação do grau de fibrose de pacientes com hepatite C é imprescindível para a decisão sobre o tratamento. A biópsia hepática, apesar de ser o método ouro nesta avaliação, não é isenta de riscos e, em certos casos, não pode ser realizada devido à presença de contra-indicações. Assim, diversos índices não-invasivos de avaliação vêm sendo propostos para selecionar pacientes com graus mais avançados de fibrose e evitar a biópsia hepática. O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho diagnóstico de diferentes índices não invasivos na detecção de graus mais avançados de fibrose em pacientes com hepatite C. Metodologia: Foram incluídos pacientes com infecção crônica pelo vírus C submetidos à biópsia hepática. Foram coletados retrospectivamente valores de AST, ALT e plaquetas, referentes à época da biópsia hepática. Os índices avaliados foram: AST/ALT, a combinação de AST/ALT com diferentes níveis de corte de plaquetas e o APRI (AST to platelet ratio index). O APRI foi calculado pela seguinte fórmula: AST/LSN x 100/plaquetas (109/L), onde LSN corresponde ao limite superior da normalidade da AST. Estes índices foram comparados ao grau de fibrose, classificado segundo Ishak. Resultados: Foram avaliados 253 pacientes, 54% do sexo masculino, com idade de 47 ± 11 anos (19-73). Nesta amostra, 34 (13%) apresentavam fibrose avançada (F4-F6). Os valores de sensibilidade (S), especificidade (E), valores preditivos positivo (VPP) e negativo (VPN) e acurácia (A) dos diferentes índices na detecção de fibrose avançada estão representados na tabela abaixo: S E VPP VPN A AST/ALT 27% 91% 31% 89% 82% AST/ALT & Plaq < % 93% 29% 88% 83% AST/ALT & Plaq < % 96% 36% 88% 85% AST/ALT & Plaq < % 98% 44% 88% 86% AST/ALT & Plaq < 100 3% 98% 20% 87% 85% APRI > 1,5 50% 88% 39% 92% 83% APRI > 2 38% 92% 41% 91% 85% A área sob a curva ROC (AUROC) da relação AST/ALT foi de 0,679 e do APRI foi de 0,781. Valores de APRI maiores de 1,5 apresentaram a maior sensibilidade e valor preditivo negativo. Conclusão: O APRI mostrou-se superior na detecção de fibrose avançada em comparação à relação AST/ALT isolada e AST/ALT combinada à contagem de plaquetas. Este índice pode ser útil na prática clínica para evitar a realização de biópsia hepática em uma parcela de pacientes. TL-019 (306) DINÂMICA DA ALT DURANTE O TRATAMENTO DA HEPATITE C CRÔ- NICA COM INTERFERON CONVENCIONAL (IFNC) E INTERFERONS PEGUILADOS (PEG-IFN) EL BATAH PN, CARVALHO FILHO RJ, SCHIAVON LL, NARCISO-SCHIAVON JL, SAMPAIO JP, BARBOSA DV, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina Fundamentos: A avaliação periódica dos níveis de ALT é rotina durante o tratamento da hepatite C crônica. Embora redução da ALT durante a terapia antiviral seja usual, exacerbações e dissociação bioquímico-virológica têm sido observadas. Nosso objetivo foi avaliar a dinâmica da ALT durante o tratamento e sua relação com a resposta virológica sustentada (RVS). Métodos: Foram analisados pacientes tratados no âmbito do SUS entre 1996 e 2006 com RBV associada ao IFNc, Peg-IFN α-2a ou Peg-IFN α-2b, seguindo protocolo padronizado pelo nosso Serviço. Resultados: Foram incluídos 239 pacientes, 51% homens e 43% com estadiamento 3. A média da idade foi 47,1 ± 10,8 anos. Quanto ao tipo de IFN, 58 (24%) receberam IFNc e 181 (64%) foram tratados com Peg-IFN 2a ou 2b. Foram identificados 4 padrões de comportamento da ALT até a 24a semana de terapia: G1) ausência de normalização: 18 (31%) com IFNc e 65 (36%) com PEG-IFN; G2) elevação superior ao nível basal: 16 (28%) com IFNc e 36 (20%) com PEG-IFN; G3) normalização persistente: 21 (36%) com IFNc e 66 (36%) com PEG-IFN; e G4) ALT normal antes e durante a terapia: 3 (5%) com IFNc e 14 (8%) com PEG-IFN (P = 0,593 para todos os grupos). Dos tratados com IFNc, 7 obtiveram RVS (12%) e 6 destes mostraram o padrão G3 (P = 0,032 vs. demais padrões). Dentre os tratados com PEG-IFN, o padrão de comportamento da ALT não influenciou a RVS (P = 0,216); entretanto, comparando-se os pacientes que permaneceram com ALT normal durante a terapia (G3 e G4) com aqueles que mantiveram ALT elevada (G1 e G2), observou-se uma tendência de maior RVS entre os pacientes com ALT normal (P = 0,071). Apenas 1/20 (5%) dentre os tratado com IFNc que apresentaram elevação de ALT superior à ALT basal durante o tratamento evoluiu com RVS, enquanto que 17/49 (35%) dos que receberam PEG-IFN e que mostraram elevação de ALT alcançaram RVS (P = 0,001). Conclusões: A ausência de normalização da ALT com o uso de IFNc+RBV é um bom preditor de falha terapêutica. Embora a RVS seja mais freqüente entre os tratados com PEG-IFN+RBV que têm sua ALT normalizada, a RVS pode ser obtida com padrões variados de comportamento da ALT. TL-020 (223) EVENTOS ADVERSOS DURANTE O TRATAMENTO DA HEPATITE C CRÔ- NICA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE INTERFERON CONVENCIONAL (IFNC), INTERFERON PEGUILADO (PEG-IFN) ALFA-2A E PEG-IFN ALFA- 2B SAMPAIO JP, CARVALHO FILHO RJ, SCHIAVON LL, NARCISO-SCHIAVON JL, EL BATAH PN, BARBOSA DV, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina Fundamentos: Eventos adversos (EA) são comuns durante a terapia da hepatite C crônica. Prejudicam a qualidade de vida e podem comprometer a RVS, tanto pela menor aderência como pela eventual redução da dose ou suspensão das drogas. Este estudo determinou as incidências de EA durante o uso de 3 esquemas de terapia da hepatite C crônica. Métodos: Foram analisados pacientes tratados no âmbito do SUS entre 1996 e 2006 com RBV associada ao IFNc, Peg-IFN α-2a ou Peg-IFN α-2b, seguindo protocolo padronizado pelo nosso serviço. Resultados: Foram incluídos 382 pacientes, 56% homens. A média da idade foi 47 ± 11 anos. Quanto ao tipo de IFN, 201 (52%) receberam IFNc, 64 (17%) Peg-IFN 2a e 117 (31%) Peg-IFN 2b. Comparados aos que receberam IFNc, aqueles tratados com Peg-IFN (2a/2b) apresentaram menor prevalência de E 3/4 (32% vs. 44%, P = 0,021) e de APP 3/4 (40% vs. 53%, P = 0,014). No grupo PEG-IFN (2a/2b), reduções de dose de IFN e RBV foram mais freqüentes que no grupo IFNc (10% vs. 3%, P = 0,002 e 21% vs. 6%, P < 0,001, respectivamente). Os tratados com Peg-IFN mostraram maior incidência de sínd. gripal (94% vs. 67%, P < 0,001), dermatite/prurido (53% vs. 27%, P < GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 5

6 0,001), emagrecimento > 10% (37% vs. 7%, P < 0,001), diarréia (18% vs. 10%, P = 0,029), uso de antidepressivos (27% vs. 6%, P < 0,001), infecções (19% vs. 8%, P = 0,001), Hb < 10g/dL (29% vs. 16%, P = 0,003), neutropenia < 750/mm 3 (23% vs. 10%, P = 0,001) e plaquetopenia < /mm 3 (12% vs. 5%, P = 0,010). Os tratados com Peg-IFN 2a exibiram maior incidência de sínd. do pânico (5% vs. 0%, P = 0,043) e aqueles que receberam Peg-IFN 2b tiveram maior freqüência de alopécia (19% vs. 3%, P = 0,003). As incidências de citopenias não foram diferentes entre os pacientes tratados com os dois Peg-IFN. Conclusões: Apesar de ter sido empregada em pacientes com doença menos significativa, a terapia com Peg-IFN, quando comparada ao IFNc, resultou em > incidência de citopenias significativas e de vários outros EA. Entre os Peg-IFNs, a incidência de citopenias parece ser semelhante, mas o perfil de sinais/sintomas colaterais pode variar conforme o tipo de Peg-IFN. TL-021 (226) HEPATITE C EM PORTADORES DE DOENÇA RENAL CRÔNICA: PACIEN- TES EM TRATAMENTO CONSERVADOR APRESENTAM EVOLUÇÃO HIS- TOLÓGICA MAIS AGRESSIVA? LEMOS LB, PEREZ RM, LEMOS MM, DRAIBE SA, LANZONI VP, SILVA AEB, FERRAZ ML Setor de Hepatites Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: As características da infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) entre portadores de doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador (prédiálise) são pouco conhecidas e não se sabe se as características observadas nos pacientes em hemodiálise podem ser extrapoladas para esse grupo. Os objetivos desde estudo foram avaliar as características demográficas, laboratoriais e histológicas da infecção crônica pelo HCV entre portadores de DRC em tratamento conservador e compará-las com as observadas em pacientes em hemodiálise. Métodos: A partir de uma coorte de 1041 portadores de DRC em tratamento conservador, foram selecionados para inclusão no estudo 39 pacientes que apresentavam anti-hcv positivo e HCV-RNA positivo. Estes pacientes foram comparados com pacientes em hemodiálise com infecção pelo HCV (relação 1:3) quanto às características demográficas, laboratoriais e histológicas. Foi calculada a taxa de progressão de fibrose (TPF) através do quociente entre o escore de fibrose e o tempo de infecção. Resultados: Portadores de DRC em tratamento conservador apresentavam idade mais avançada (57 ± 10 vs. 45 ± 12; P < 0,001) e maior freqüência de ALT elevada (71,8% vs. 41,0%; P = 0,001) e AST elevada (64,1% vs. 26,5%; P < 0,001). Na análise histológica, havia maior proporção de hepatite de interface (67% vs. 47%; P = 0,033) e de estadiamento mais avançado (71,8% vs. 16,2%; P = 0,001) entre os portadores de DRC em tratamento conservador. Nos pacientes nos quais o tempo de infecção pôde ser estimado, observou-se que os pacientes na fase pré-dialítica apresentavam tempo de infecção mais prolongado (22 vs. 6 anos; P < 0,001), não sendo observada diferença na TPF entre os grupos (P = 0,692). Conclusão: Portadores de DRC em tratamento conservador com infecção crônica pelo HCV apresentam aminotransferases mais elevadas e lesão histológica mais grave que os pacientes em hemodiálise. Entretanto, como a TPF entre os grupos foi semelhante, essa maior gravidade histológica provavelmente reflete o maior tempo de infecção nesse grupo, não havendo evidências de que a hepatite C apresente uma evolução mais agressiva entre portadores de DRC em tratamento conservador. TL-022 (460) ANÁLISE DA FREQÜÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À ANEMIA DU- RANTE O TRATAMENTO DA HEPATITE CRÔNICA C COM INTERFERON PEGUILADO E RIBAVIRINA PACE F, MEIRELLES DE SOUZA AF, OLIVEIRA JM, BARBOSA KVBD, MORAES JP, SOUZA MH, LIMA TS, SANGLARD LAM, AMARAL JR FJ Serviço de Gastroenterologia Centro de Referência em Hepatites Virais HU/CAS - Universidade Federal de Juiz de Fora (CRH-U Fundamentos: O tratamento da hepatite crônica C (HCc) com IFN peguilado e ribavirina obtém cerca de 50% de resposta virológica sustentada (RVS). O desafio imediato consiste na otimização das doses e do tempo de tratamento, paralelamente à redução e controle dos eventos adversos. O objetivo deste estudo é verificar a freqüência de anemia e as variáveis correlacionadas a este evento em portadores de HCc tratados com IFN peguilado e ribavirina. Métodos: Estudo retrospectivo, baseado no banco de dados do CRH-UFJF. Foram incluídos pacientes em tratamento para HCc em uso de IFN peguilado e ribavirina com pelo menos três meses de tratamento. Níveis de hemoglobina foram dosados no pré-tratamento, 15, 30, 60 e 90 dia de tratamento. Considerou-se anemia taxa de Hb menor ou igual a 10g/dl e/ou uma queda da Hb superior ou igual a 3g/dl do nível basal. Foram correlacionadas variáveis demográficas, laboratoriais e histológicas na tentativa de identificar fatores associados ao desenvolvimento de anemia. Resultados: Entre os 96 pacientes tratados no CRH-UFJF neste período, 54 foram incluídos no estudo. A média de idade observada foi 52,4 ± 8,9 anos e 30 (44%) pacientes eram do sexo masculino. O genótipo 1 do HCV foi observado em 42 (78%) e a carga viral prétratamento foi superior a UI em 17 (31%) pacientes. A presença de fibrose graus 3 ou 4 de METAVIR foi encontrada em 25 (50%) dos 50 pacientes submetidos à análise histológica. IFN peguilado α-2a foi utilizado em 27 (50%) pacientes. Anemia foi observada em 25 (46%) pacientes. Nenhuma das variáveis analisadas mostrou-se associada ao surgimento da anemia. Conclusões: Anemia é um achado freqüente entre portadores de hepatite crônica C tratados com IFN peguilado e ribavirina. Neste estudo, não foi possível a identificação de fatores associados ao desenvolvimento de anemia. TL-023 (477) DECLÍNIO DA PREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO HCV ENTRE USUÁ- RIOS DE DROGAS INJETÁVEIS DO RIO DE JANEIRO: ANÁLISE COMPA- RATIVA DE DOIS ESTUDOS SECCIONAIS OLIVEIRA MLA, TELLES PR, MIGUEL JC, OLIVEIRA SAN, DO Ó KR, YOSHIDA CFT, BASTOS FI Fundação Oswaldo Cruz Usuários de drogas injetáveis (UDIs) estão freqüentemente engajados em comportamentos de risco, favorecendo uma rápida e extensiva transmissão do HCV entre redes de UDIs. Desta forma, uma alta prevalência de infecção pelo HCV (65,0%- 98,0%) tem sido encontrada em diferentes cenários. Recentemente, um declínio da prevalência de patógenos transmitidos pelo sangue tem sido descrita entre algumas amostras de UDIs dos EUA, Espanha e Brasil. O objetivo deste estudo foi investigar mudanças no perfil sociodemográfico, padrão de injeção de drogas e infecção pelo HCV entre UDIs do Rio de Janeiro, considerando dados de 2 estudos seccionais. Um total de 772 UDIs foram recrutados em "cenas de uso" do Rio de Janeiro, durante os períodos de 1994 a 1996 e 1999 a 2001: Projeto Brasil" (N = 166) e Estudo Multicêntrico Fase II/Organização Mundial de Saúde (N = 606), respectivamente. Diferenças no padrão sociodemográfico, padrão de injeção de drogas e infecção pelo HCV entre os dois períodos estudados foram explorados usando o teste qui-quadrado. Um relevante declínio na prevalência de infecção pelo HCV foi encontrada entre UDIs do Rio de Janeiro. Isto pode ser explicado parcialmente pela redução das freqüências totais de injeção de drogas e compartilhamento de agulhas, associados com grande engajamento dos UDIs em iniciativas de redução de riscos relacionados ao uso injetável de drogas. Adicionalmente, outros fatores podem ter contribuído para este cenário, incluindo saturação e mudanças na cena de uso injetável. Estes resultados preliminares demonstram a importância de iniciativas correntes de redução de riscos, as quais devem ser reforçadas e expandidas constantemente. TL-024 (471) AVALIAÇÃO HISTOPATOLÓGICA DA RECORRÊNCIA DO VÍRUS DA HE- PATITE C (VHC) APÓS TRANSPLANTE DE FÍGADO EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA MORAES ACP¹, JUCÁ N², CARVALHO M¹, SILVA CCC², BARRETO VST², PEREIRA LMMB¹, ² 1-Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, Brasil Fundamentos: A recorrência da hepatite C após transplante hepático varia em relação à evolução da fibrose e alguns pacientes rapidamente desenvolvem cirrose hepática. Objetivo: Avaliar as alterações histopatológicas da recorrência do VHC nos pacientes submetidos ao transplante de fígado no serviço de transplante hepático do Hospital Universitário Oswaldo Cruz-PE e Instituto do Fígado de Pernambuco (HUOC/IFP) no período de maio de 2000 a maio de Pacientes e métodos: Apenas casos de recorrência de hepatite C diagnosticados por HCV-RNA qualitativo no soro e características histopatológicas consistentes com hepatite C foram considerados. 44 pacientes foram submetidos à biópsia no sexto mês e anualmente até o quinto ano de seguimento, com uma média de 34,8 meses. O índice de atividade histológica foi avaliado de acordo com a classificação METAVIR. Resultados: Diagnóstico precoce da recorrência da hepatite C foi obtida no sexto mês da biópsia em apenas 3 casos e durante o período de seguimento, treze pacientes (29,5%) mostraram fibrose 1 e apenas 2 (4,5%) apresentaram níveis de fibrose 2 e nenhum paciente apresentou padrão histológico de cirrose hepática ao final desse período. Avaliação histopatológica nos demais pacientes evidenciou apenas lesões hepáticas mínimas em todo o período de seguimento. Conclusão: Apesar da recorrência sorológica do VHC em todos os pacientes, a avaliação histopatológica atingiu índices de fibrose hepática (34%) inferiores ao relatado na literatura. TL-025 (388) AVALIAÇÃO DA RESPOSTA VIROLÓGICA AO FINAL DO TRATAMENTO (RVF) E SUSTENTADA (RVS) COM O ESQUEMA COMBINADO DE IN- TERFERON α- 2 (IFN-α) E RIBAVIRINA EM CO-INFECTADOS HCV E HIV AMENDOLA PIRES MM 1, BRANDÃO-MELLO CE 1,2, SOUZA CT 1, GRIPP K 1, BRASIL-NERI C, BERGAMASCHI I, COE- LHO HSM 2 Ambulatório de Doenças do Fígado do HU Gaffreé e Guinle (HUGG)-UNIRIO; 2 - Serviço de Gastroenterologia e Hepatologia - HU Cleme Fundamentos: A história natural da co-infecção pelos vírus HCV e HIV é habitualmente acompanhada de rápida progressão para cirrose e insuficiência hepática. O emprego do interferon-α2 (IFN-α) e da ribavirina (RBV) é acompanhado de resposta virológica sustentada (RVS) em 12-20% dos casos, principalmente, entre aqueles com títulos de CD4 > 350 céls. por mm 3. Objetivo: Avaliar a resposta virológica ao final do tratamento (RVF) e sustentada (RVS) com a terapia combinada de IFN-α (standart) e RBV para co-infectados pelos vírus HCV-HIV na cidade do Rio de Janeiro. Pacientes e métodos: No período compreendido entre foram incluídos S 6 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

7 e tratados portadores de co-infecção HCV e HIV matriculados nos ambulatórios de doenças do Fígado do HUGG e HUCFF. A infecção pelo HCV foi comprovada através da presença do HCV-RNA por PCR. A atividade da doença foi avaliada pelos níveis séricos de ALT (> de 1,5 x o LSN) e por biópsia hepática. A infecção pelo HIV foi confirmada por anti-hiv positivo (Elisa e W.Blot). A genotipagem do HCV foi obtida por seqüenciamento. Foram considerados para fins de tratamento aqueles pacientes com CD4 > 200 céls e infecção HIV e HCV compensada. Resultados: Dentre 265 pacientes avaliados, 84 preencheram os critérios para o tratamento. A média de idade foi de 42,5 anos, sendo que 80% eram do sexo masculino e 69% com genótipo 1. A média de títulos de CD4 e carga viral do HCV-RNA foi, respectivamente, de 457 células por mm3 e 9.12 x 105UI. e, 64% exibiam fibrose em pontes ou cirrose. A grande maioria dos pacientes encontrava-se em uso de TARV (86%). A média de ALT e γgt foi de 90UI e 147UI. Dos 84 pacientes, 16% alcançaram RVF e 12,3% RVS, sendo este último grupo de co-infectados pelo HCV Gen.3. Conclusão: Os índices de RVS com IFN-α e RBV foram similares aos encontrados nos estudos internacionais (12-20%), porém, ainda assim justificam a procura por novas drogas que ofereçam melhores taxas de RVS. TL-026 (391) IMPACTO POSITIVO DA TERAPIA ANTIVIRAL NA EVOLUÇÃO A LON- GO PRAZO DE PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA C E FIBROSE AVAN- ÇADA CARDOSO AC, MOUCARI R, ASSELAH T, RIPAULT MP, BOYER N, MARTINOT-PEIGNOUX M, MAYLIN S, FIGUEIRE- DO-MENDES CG, BEDOSSA P, MARCELLIN P Service d Hépatologie et INSERM CRB3, Hôpital Beaujon, France, Service d Anatomie Pathologique et de Microbiologie, Hôpital Beau Introdução: A principal conseqüência da hepatite crônica C (HC-C) em fases avançadas de fibrose (F) hepática F3 e F4 são suas potenciais complicações: hemorragia digestiva alta (HDA), ascite (ASC) e carcinoma hepatocelular (CHC). A influencia da terapia antiviral (TAV) na evolução a longo prazo da HC-C ainda não foi determinada. Objetivo: avaliar a influencia da TAV na morbidade de pacientes F3 ou F4. Pacientes e métodos: 244 pac com HC-C e METAVIR F3 ou F4 foram avaliados retrospectivamente. Todos receberam no mínimo um tratamento (TTO) com Interferon (convencional ou PEG), com ou sem Ribavirina, por pelo menos 12 sem. A incidência cumulativa de HDA, ASC e CHC foi comparada entre os pac que atingiram, ou não, RVS. A influencia da resposta ao TTO na lesão hepática foi avaliada por 64 biópsias pareadas. Resultados: Características da amostra: masc (68%), media de idade (55 ± 10 a), media de IMC (26 ± 6kg/m 2 ). Média de HCV RNA - 1,08 ± 1, IU/ml. Genótipos (GEN): 1 (60%), 2(9%), 3 (16%), 4 (14%). A media de tempo de acompanhamento foi 5 a (1-18) após a primeira biópsia, e 2 a após o ultimo TTO (1-15). A RVS ocorreu em 34% dos pac, e foi mais freqüente naqueles com F3 em comparação aos F4 (44% vs. 21%, p < 0,001), e em pac com GEN 2 ou 3 que nos GEN 1 ou 4 (56% vs. 23%, p < 0,001). A RVS não se associou com idade, IMC, HCV RNA, inflamação ou esteatose. Os pac sem RVS desenvolveram com maior freqüência complicações da cirrose quando comparados aqueles que a alcançaram: HDA (7% vs. 1%, p = 0,05), ASC (21% vs. 5%, p = 0,005). A incidência cumulativa de CHC foi maior em pac que falharam ao TTO (p = 0,06). A segunda biópsia foi realizada, em media, 2 anos após o termino do TTO (1-15). A analise pareada mostrou diminuição de no mínimo 1 ponto no score de F em 41% dos pac com RVS e de apenas 11% naqueles sem RVS (p = 0,005). Conclusão: Em pac com F3 ou F4, RVS a TAV estão associadas com significativa regressão da F e menor numero de complicações a longo prazo. TL-027 (402) TRATAMENTO DA CRIOGLOBULINEMIA SINTOMÁTICA EM PORTADO- RES DE HEPATITE C CRÔNICA COM MONOTERAPIA COM RIBAVIRINA E PLASMAFERESE RELATO DE CASO MACHADO JR, OLIVEIRA AC, EL BACHA I, PARISE ER Setor de Hepatologia da UNIFESP-São Paulo Introdução: A crioglobulinemia mista (CGM) representa a principal complicação extra-hepática da hepatite C crônica (HCC), acometendo cerca de 20% dos pacientes em nosso meio (PARISE ER, et al. 2007). A terapêutica com Interferon e Ribavirina (RBV) é o tratamento ideal dessa condição. Apesar disso, alguns pacientes que alcançam resposta virológica sustentada (RVS) permanecem com CGM sintomática, enquanto pacientes não respondedores (NR) podem apresentar reativação do quadro clínico com a interrupção do mesmo. Métodos: 5 portadores de HCC confirmada por HCV-RNA e biópsia hepática, não etilistas, sem outras hepatopatias e com idades entre anos foram avaliados. Apenas 1 deles era do gênero masculino, todos apresentavam genótipo 1, 3 casos tinham fibrose avançada (F3,F4) e 4 deles tinham carga viral elevada pré-tratamento. A dosagem de crioglobulinas foi estimada pelo método de Lowry e classificada conforme os critérios de Brouet. Resultados: Todos apresentaram CGM (policlonal) com manifestações de vasculite, especialmente púrpuras em MMII, 2 deles também com neuropatia periférica e artralgias. Nenhum apresentou acometimento renal. 1 paciente recusou o tratamento e os demais receberam PEG Interferon+RBV 48 semanas. Destes, 1 com RVS e 2 NR que permaneceram CGM positivos e o paciente não tratado receberam monoterapia com RBV, na dose de 0,75 a 1,0g/d por 1-2 anos, sem efeitos adversos significativos no período. Apenas o paciente com RVS não respondeu à monoterapia. Os demais apresentaram importante redução de ALT e AST, mas não da carga viral e redução significativa dos níveis de CGM com desaparecimento dos sintomas. Em um dos casos, a retirada da RBV foi prontamente seguida de elevação dos níveis de CGM, das enzimas hepáticas e reaparecimento da vasculite, resolvidos após a reintrodução da medicação. Os 2 pacientes que mantiveram CGM após RVS foram submetidos a 3 sessões de plasmaferese no primeiro caso e 8 no segundo. O primeiro tem dosagens negativas de CGM há 2 anos e o segundo há 1 ano. Conclusões: A monoterapia com RBV representa uma alternativa terapêutica segura e eficaz no controle da CGM sintomática em pacientes com infecção viral ativa, enquanto a plasmaferese pode ser utilizada com sucesso nos pacientes sintomáticos com RVS. TL-028 (64) HEPATITE C CRÔNICA: AVALIAÇÃO DA DIVERSIDADE GENÉTICA VI- RAL E DO HOSPEDEIRO RAMOS JA 1, HOFFMANN L 2, RAMOS AL 3, SOARES JAS 4, VILLELA C 5, ÜRMÉNYI TP 6, SILVA R 7, PORTO LCMS 8, COELHO HSM 9, RONDINELLI R 10 1,2,6,7,10. Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ; 8. UERJ; 3,4,5,9,10. Faculdade de Medicina, UFRJ; Rio de Janeiro (RJ) A Hepatite pelo Vírus C é um problema de saúde no Brasil com 3 milhões de infectados. A evolução da infecção e a resposta ao tratamento variam por fatores genéticos do hospedeiro e/ou características da população heterogênea de HCV (quasispecies). O trabalho tem como objetivo avaliar a diversidade genética do hospedeiro (polimorfismo de IL-10) assim como as quasispecies virais em pacientes com HCV genótipo 1 nos extremos de resposta terapêutica. Os produtos de RT-PCR, realizados com iniciadores específicos para regiões do genoma correspondentes as proteínas E2, NS5A e NS5B, foram diretamente seqüenciados para avaliação da quasispecie predominante e clonados para avaliação das quasispecies individualizadas. Cerca de 60 clones foram seqüenciados para identificar mutações nestas regiões. Os resultados observados nos primeiros pacientes mostraram diversidade de quasispecies individualizadas por apresentarem uma ou mais mutações pontuais entre os clones que resultaram em alterações sinônimas e não sinônimas nas proteínas estudadas. Para avaliação de polimorfismo de IL-10 foi analisado o DNA de 35 pacientes para os polimorfismos 592, 819 e Para o polimorfismo 592, 12 pacientes foram genotipados como CC (34,3%), 20 como AC (57,15%) e 3 como AA (8,55%). Para o polimorfismo 819, 12 pacientes foram genotipados como CC (34,3%), 20 como TC (57,15%) e 3 como TT (8,55%). Para o polimorfismo 1082, 9 pacientes (25,14%) eram heterozigotos GA e 26 (74,86%) homozigotos AA. Nenhum indivíduo 1082 GG foi encontrado. As freqüências alélicas para os polimorfismos 1082 (A 0,87 e G 0,13), 819 (T 0,38 e C 0,62) e 592 (A 0,38 e C 0,62) foram feitas com o programa GDA versão 1.1. Essas freqüências foram comparadas com as de um grupo de indivíduos saudáveis onde somente o genótipo do locus 1082 apresentou diferença significativa (p = 0,02). Os resultados sugerem que diferenças nas quasispecies podem fornecer um fator preditivo de resposta ao tratamento dos pacientes e que fatores do hospedeiro, como o polimorfismo no promotor do gene da IL-10, podem influenciar o curso da infecção por HCV. Apoio Financeiro: CNPq, FAPERJ. TL-029 (525) SEGUIMENTO A LONGO PRAZO DE PACIENTES COM HEPATITE C CRÔ- NICA COM RESPOSTA VIROLÓGICA SUSTENTADA (RVS) A DIFEREN- TES FORMAS DE INTERFERON: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL DAS CLÍ- NICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO HCFMRP-USP FERREIRA SC, ARRAES LRG, CARNEIRO MV, SOUZA FF, TEIXEIRA AC, SECAF M, VILLANOVA MG, FIGUEIREDO JFC, PASSOS AD, RAMALHO LNZ, MARTINELLI ALC Divisão de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Introdução: Terapia antiviral combinada da hepatite C crônica tem como objetivo atingir RVS (negativação do HCV-RNA após 6 meses do término da terapia). Estudos controlados demonstram aumento das taxas de RVS de 6-20% com monoterapia com Interferon (IFN) a 42-82% com IFN peguilado e ribavirina. No entanto, a durabilidade da resposta ainda é desconhecida e o tempo de seguimento destes pacientes permanece a ser definido. Objetivos: Avaliar a durabilidade da resposta virológica em pacientes com hepatite C crônica acompanhados por pelo menos 12 meses após a RVS, tratados no HC-FMRP-USP. Material e métodos: Foram estudados 77 pacientes com hepatite C crônica tratados com diferentes esquemas e que tiveram RVS. Os seguintes genótipos foram observados: 38,9%: genótipo 1, 38,9%: genótipo 3, 9,1%: genótipo 2 e 12,9% genótipo indeterminado). Cirrose hepática foi observada em 14,2%. Dez pacientes receberam monoterapia com IFN, 45 IFN e ribavirina e 22 IFN peguilado alfa-2a ou 2b e ribavirina. Sessenta e três pacientes (81,8%) receberam um esquema de tratamento, 12 pacientes (15,5%) dois tratamentos e 2 pacientes (2,7%) três tratamentos. O HCV-RNA qualitativo no soro foi realizado utilizando-se o kit comercial COBAS AMPLICOR HCV, v2.0. Resultados: GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 7

8 Houve predomínio do sexo masculino (70,1%) e da raça branca (89,6%), com média de idade de 45,6 ± 10 anos. O tempo médio de seguimento foi de 43 meses (12 144). A recorrência de infecção pelo HCV não foi observada em nenhum dos 77 pacientes. Um paciente cirrótico desenvolveu carcinoma hepatocelular (CHC) durante o seguimento. Conclusão: Não houve recorrência da infecção pelo HCV em nenhum paciente, reforçando o bom prognóstico a longo prazo dos pacientes com RVS, exceto naqueles com doença hepática avançada e risco de CHC. Mais estudos a longo prazo se fazem necessários. Palavras Chave: Hepatite C, Resposta Virológica, HCV-RNA. TL-030 (538) TRATAMENTO DA HEPATITE C CRÔNICA NO ÂMBITO DO SUS: ESTU- DO COMPARATIVO ENTRE INTERFERON CONVENCIONAL (IFNC) E INTERFERONS PEGUILADOS (PEG-IFN) CARVALHO FILHO RJ, SCHIAVON LL, NARCISO-SHIAVON JL, SAMPAIO JP, EL BATAH PN, BARBOSA DV, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, SP Fundamentos: Até novembro de 2002, o tratamento da hepatite C com genótipo 1 consistia da associação de IFNc e ribavirina (RBV). Com a portaria 863, tornouse disponível o uso dos Peg-IFNs para estes indivíduos. Nosso objetivo foi analisar o impacto da terapia combinada Peg-IFN + RBV na taxa de RVS e os fatores preditivos de falha no tratamento da hepatite C crônica. Métodos: Foram analisados apenas pacientes tratados no âmbito do SUS com infecção pelo genótipo 1 do HCV, entre 1996 e 2006, com RBV associada a IFNc, Peg-IFN α-2a ou Peg-IFN α- 2b, seguindo protocolo utilizado em nosso Serviço. Resultados: Foram incluídos 239 pacientes, 51% homens e 43% com estadiamento (E) > = 3. A média da idade foi de 47,1+/-10,8 anos. Quanto ao tipo de IFN, 58 (24%) receberam IFNc, 64 (27%) Peg-IFN 2a e 117 (49%) Peg-IFN 2b. Em relação às características prétratamento dos 3 grupos, não houve diferença quanto ao gênero, à idade e às prevalências de carga viral > = UI/mL, de E > = 3 e de APP > = 3. O IMC foi menor no grupo que recebeu Peg-IFN 2b quando comparado aos tratados com Peg-IFN 2a (25,1+/-3,6 vs. 26,4+/-4,3, P = 0,041). A RVS global (análise intention to treat) foi de 35%, assim distribuída: IFNc + RBV = 12%; Peg-IFN 2a + RBV = 41%; e Peg-IFN 2b + RBV = 44% (P < 0,001 entre o IFNc e os Peg-IFNs; P = 0,700 entre o Peg-IFN 2a e o Peg-IFN 2b). Na análise univariada, E > = 3 (P = 0,044), APP > = 3 (P = 0,002), presença de esteatose (P = 0,041), maior nível de GGT (P < 0,001), menor atividade de protrombina (P = 0,008), menor albuminemia (P = 0,024) e tratamento com IFNc (P < 0,001) foram associados à não-obtenção de RVS. O IMC basal não influenciou a RVS. Na análise de regressão logística, maior nível de GGT (P = 0,002; OR 1,443; IC 95% 1,140 1,825) e tratamento com IFNc (P = 0,001; OR 7,388; IC 95% 2,319 23,531) foram associados de forma independente à falha terapêutica. Conclusões: A terapia com Peg-IFN resulta em aumento considerável na RVS no tratamento de pacientes com hepatite C crônica com genótipo 1. O nível elevado pré-tratamento de GGT é importante fator preditivo negativo de RVS. Não foi observada diferença significativa de eficácia entre os 2 tipos de Peg-IFNs. TL-031 (131) POLIMORFISMO DO GENE DA LINFOTOXINA ALFA EM CRIANÇAS COM HEPATITE AUTO-IMUNE TIPO 1 OLIVEIRA LC, RAMASAWMY R, PORTA G, BITTENCOURT PL, OKAY TS, KALIL J, GOLDBERG AC Laboratório de Investigação Médica LIM36-FMUSP; Laboratório de Imunologia InCor-FMUSP; Departamento de Hepatologia ICr-FMU Introdução: A susceptibilidade genética à hepatite auto-imune tipo 1 (HAI-1) no Brasil foi associada aos alelos HLA-DRB1*1301 e DRB1*0301. No entanto, apesar desses alelos serem encontrados em 90% dos pacientes brasileiros, é possível haver suscetibilidade adicional conferida por genes próximos, situados no Complexo Principal de Histocompatibilidade (CPH), em desequilíbrio de ligação com o lócus DRB1. O gene da linfotoxina alfa (LTα) está situado na região de classe III do CPH e codifica uma citocina que apresenta um importante papel na reação inflamatória. Alguns dos seus polimorfismos acarretam modificação na produção da citocina e foram recentemente associados a várias doenças auto-imunes. Objetivos: Avaliar a influência dos polimorfismos do gene da LTα na susceptibilidade genética a HAI-1. Pacientes e métodos: Cento e cinco crianças (75 mulheres, idade média 9,3 + 0,6 anos) com o diagnostico de HAI-1 estabelecido de acordo com critérios internacionais e 246 indivíduos saudáveis provenientes da região metropolitana da cidade de São Paulo foram investigados. A pesquisa dos polimorfismos do gene da LTα nas posições +80 e +252 do MCP-1 foi realizada por PCR-RFLP. Resultados: Não foram observadas diferenças nas freqüências dos genótipos do gene da LTα na posição +80 nos pacientes com HAI-1, quando comparados ao grupo-controle. Porém, a variante polimórfica G na posição +252 apresentou freqüência aumentada nos pacientes com HAI-1 (p = 0,03). A distribuição dos alelos AA e AG + GG nos pacientes e no grupo-controle foi, respectivamente, de 33% e 65% e 48% e 49%. Conclusões: A variante G na posição +252 do gene da LTα, localizado próximo ao gene majoritário HLA-DRB1, contribui para a susceptibilidade genética a HAI-1 o CPH. Financiado pela FAPESP. TL-032 (315) CIRROSE BILIAR PRIMÁRIA ANTI-MITOCÔNDRIA NEGATIVO: POSITI- VIDADE DOS AUTO-ANTICORPOS ANTINUCLEARES (ANA) E ANTI- SP100 OLIVEIRA EMG, BADIANI R, BECKER VR, PEREZ RM, LEMOS LB, ANDRADE LE, DELLAVANCE A, SILVA ISS, SILVA AEB, FERRAZ ML Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: A cirrose biliar primária (CBP) é uma doença auto-imune colestática do fígado, caracterizada histologicamente por destruição dos ductos biliares interlobulares levando a uma ductopenia progressiva. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos, histológicos e imunológicos. O anticorpo anti-mitocôndria (AMA) é marcador sorológico da doença com alta sensibilidade e especificidade, sendo encontrado em 90 a 95% dos pacientes. O perfil imunológico da CBP pode também apresentar anticorpos antinucleares (ANA) com diferentes padrões, dentre os quais se destaca o padrão de múltiplos pontos nucleares (MPN), cuja especificidade antigênica pode ser atribuída a proteínas de um mesmo domínio celular: Sp-100 e antígeno leucocitário promielítico (PML). A especificidade dos anticorpos anti-sp100/ PML é de 97% e a sensibilidade é de 30% na CBP. O objetivo deste estudo foi avaliar a reatividade do anti-sp100/pml em pacientes com diagnóstico de CBP AMA-negativo. Métodos: Foi realizada pesquisa do anti-sp100 em 8 pacientes com diagnóstico clínico, laboratorial e histológico de CBP AMA-negativo. Primeiramente foi realizada pesquisa ANA. Amostras com padrão MPN fortemente sugestivo de anti-sp- 100/PML foram submetidas à imunofluorescência indireta em células HEp-2 com soro humano diluído a 1/80 e soro de coelho anti-sp100 (Chemicon) 1/200, respectivamente marcados com conjugado FITC (anti-ig humana) e Alexa 568 (anti-ig de coelho). Foram considerados como anti-sp100/pml positivos os soros que apresentaram total colocalização de acordo com dois examinadores. Resultados: Os 8 pacientes estudados eram do sexo feminino, com média de idade de 43 ± 8 anos. O diagnóstico de CBP foi estabelecido por colestase associada a achados histológicos típicos. Os níveis de fosfatase alcalina observados eram de 2,8 ± 2,1 xlsn e de GGT de 7,5 ± 5,8 xlsn. Sete (88%) pacientes apresentavam FAN positivo, com títulos de 1/80 a 1/2560 e padrões variados, com predomínio do centromérico. O anti-sp100 foi negativo em todos os casos. Conclusão: O anti-sp100 não se mostrou útil para o diagnóstico de cirrose biliar primária em pacientes com AMA negativo nesta amostra de pacientes. TL-033 (359) MELD COMO PREDITOR DE EVOLUÇÃO PARA FORMA FULMINANTE NA HEPATITE AGUDA GRAVE PEREIRA GHS, ROMA J, GONZALEZ AC, ZYNGIER I, FOSSARI RN, COELHO M, CARIÚS LP, MOREIRA LFP, BALBI E, PEREIRA JL Serviço de Gastroenterologia e Hepatologia Hospital Geral de Bonsucesso (RJ) Fundamentos: Hepatite aguda grave é uma condição caracterizada por rápida deterioração da função hepática em indivíduos previamente hígidos, com potencial de evolução para forma fulminante e necessidade de transplante hepático (TxH) em caráter emergencial. Não existem critérios prognósticos definidos que prevejam a evolução destes pacientes. Métodos: Análise prospectiva dos pacientes internados por hepatite aguda grave (definida como afecção aguda associada a icterícia, com duração inferior 12 semanas, cursando com TAP inferior a 50%, na ausência de encefalopatia hepática) no período de Fevereiro de 2006 a Julho de O grupo foi comparado conforme a evolução (recuperação ou forma fulminante) e os resultados expressos como média + DP. Resultados: Foram incluídos 19 pacientes (14 do sexo feminino), com média de idade de 29,1 + 15,9 anos. Hepatite auto-imune (n = 6) e droga (n = 5) foram as etiologias mais comuns. O tempo entre a instalação da icterícia e o critério de gravidade (TAP < 50%) foi de 13,8 +10,8 dias (variação 3-49 dias). 13 pacientes recuperaram-se, 7 dos quais submetidos a tratamento específico, saindo do critério de gravidade em 7,7+13 dias (1-33 dias). Evoluíram para forma fulminante 6 pacientes, os quais preencheram critérios para TxH após período de 2,5+1,7 dias de internação. Destes, 5 foram transplantados após um período de 4,4 + 1,7 dias (3-7dias). Idade, sódio sérico e número de critérios do King s College na admissão não foram diferentes entre os grupos. A instituição de tratamento específico (0% vs 50%, p = 0,024), e MELD inicial (33,3+6,8 vs 25+5,5, p = 0,011) foram as únicas variáveis diferentes entre os grupos. Analisando especificamente o MELD, o ponto de corte de 29, com sensibilidade de 91% e especificidade de 83%, foi o que apresentou o melhor poder discriminativo quanto a evolução. Conclusões: Hepatite aguda grave foi comumente uma doença de mulheres jovens, com instalação e evolução para forma fulminante em curto espaço de tempo. A instituição de tratamento específico, conforme a etiologia, conferiu melhor prognóstico. O MELD mostrou-se útil em prever quais pacientes evoluíram para forma fulminante. S 8 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

9 TL-034 (576) AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE PRÉ-DOADORES DE SANGUE EN- CAMINHADOS PARA A LIGA DE HEPATITES DA UNIFESP NARCISO-SHIAVON JL, CARVALHO FILHO RJ, EMORI CT, MELO IC, MARIYA FA, SCHIAVON LL, SILVA AEB, FERRAZ MLG Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: Candidatos a doadores de sangue são freqüentemente encaminhados para centros de referência em Hepatologia para o esclarecimento de sorologias positivas para HBV/HCV e de ALT elevada (excluída da triagem em 2004). Este estudo descreve a avaliação de tais pacientes pela Liga de Hepatites da EPM/UNIFESP. Métodos: Estudo transversal de pré-doadores com ALT elevada, HBsAg(+), anti- HBc(+) e anti-hcv(+) atendidos na Liga de Hepatites entre set/1997 e ago/2006. Os dados foram obtidos por revisão de prontuários padronizados. Resultados: Foram incluídos pacientes com idade de 37 ± 11 anos, 71% homens. Os motivos do encaminhamento foram: ALT elevada 322 (14%); HBsAg(+) 217 (10%); anti- HBc(+) (47%); e anti-hcv(+) 651 (29%). Pacientes com ALT elevada mostraram > IMC (29,1?4,5, P < 0,001), > proporção de homens (90%, P < 0,001) e > porcentagem de etilistas (37%, P < 0,001), diabéticos (6%, P < 0,001) e dislipidêmicos (51%, P < 0,001). Os indivíduos com anti-hbc(+) apresentaram > média de idade (39 ± 11 anos, P < 0,001). Entre aqueles com anti-hcv(+), houve > prevalência de uso de drogas intravenosas (8%, P < 0,001) e de transfusão de hemoderivados (14%, P < 0,001). Dentre os encaminhados por ALT elevada, os principais diagnósticos foram: doença hepática alcoólica (31%) e esteatose não-alcoólica (16%). Daqueles HBsAg(+), 74% eram portadores crônicos do HBV e 21% foram caracterizados como HBsAg falso-(+). Entre os com anti-hbc(+), 75% apresentavam imunidade natural ao HBV e 23% mostraram-se falso-(+). Dos pacientes com anti-hcv(+), a viremia foi confirmada em 54%. As proporções de diagnóstico, abandono, alta e seguimento foram: TL-036 (554) ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA, BIOQUÍMICA E HISTOLÓGICA DA HEPA- TITE B CONFORME O GENÓTIPO DO HBV ALVARIZ RC, CARVALHO FILHO RJ, PACHECO MS, SILVA GA, PINHO JRR, LANZONI VP, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites (EPM/UNIFESP) e Instituto Adolfo Lutz Fundamentos: Estudos asiáticos comparam as características da hepatite B entre infectados com os genótipos B e C, enquanto no Ocidente, essas comparações são feitas entre os indivíduos com genótipos B e D. Em São Paulo, onde convivem ocidentais e orientais, a possibilidade de infecção pelo HBV com os diferentes genótipos nos levou a este estudo. Objetivos: Determinar a prevalência dos genótipos do HBV em portadores de infecção crônica pelo HBV e correlacioná-los com dados epidemiológicos e alterações bioquímicas e histológicas. Métodos: Foram incluídos pacientes com infecção crônica pelo HBV com HBV-DNA detectado no soro por PCR qualitativo (limite de detecção: 1000 cps/ml) e prontuários adequadamente preenchidos. Portadores de outras hepatopatias foram excluídos. Todos foram submetidos a avaliações demográficas (idade, gênero, etnia), epidemiológicas (fator de risco para a infecção, consumo de álcool), bioquímicas (testes bioquímicos e funcionais) e histológicas [diagnóstico, atividade necroinflamatória periportal (APP) e fibrose]. A pesquisa dos genótipos do HBV foi feita por seqüenciamento direto da região S do HBV. Resultados: Dos 73 pacientes estudados, 57 (78%) eram homens. A média da idade foi 39,1 ± 13,2 anos. Quanto à etnia, 59 (81%) pacientes eram ocidentais e o consumo excessivo de álcool esteve presente em 7 (9,6%). 50 pacientes (68,5%) não apresentaram fator de risco para a infecção, enquanto que transmissões vertical e horizontal foram identificadas em 4 (5,5%) e 19 (26%), respectivamente. Em 69,9%, a ALT encontrava-se alterada e 69 (94,5%) foram submetidos à biópsia hepática. Alterações mínimas ou esteatose hepática foram encontradas em 16 pacientes (23,2%), hepatite crônica em 37 (53,6%) e cirrose hepática em 16 (23,2%). Fibrose hepática significativa (E > ou = 2) foi encontrada em 30 pacientes (47,6%), enquanto hepatite de interface (APP > ou = 2) foi identificada em 37 (62,7%). Os genótipos do HBV ficaram assim distribuídos: A (44%), B (6%), C (14%), D (27%) e F (7%). O genótipo G foi encontrado em 2 pacientes (1 associado ao D). Em relação às variáveis analisadas, não se observaram diferenças entre os diversos genótipos, exceto pelo predomínio da etnia oriental naqueles com genótipos B e C (P < 0,001). Conclusões: Nos pacientes de etnia oriental, houve predomínio da infecção pelos genótipos B e C do HBV. Além disso, ao se revisar a literatura, esta é a primeira vez que a infecção pelo genótipo G do HBV foi descrita em nosso país. ALT elevada HBsAg(+) Anti-HBc(+) Anti-HCV(+) P Diagnóstico 105 (33%) 153 (70%) 838 (79%) 440 (68%) < 0,001 Abandono 217 (67%) 064 (30%) 217 (21%) 211 (32%) < 0,001 Alta 052 (16%) 046 (21%) 823 (78%) 219 (34%) < 0,001 Seguimento 053 (17%) 107 (49%) 015 0(1%) 221 (34%) < 0,001 Conclusões: Serviço de atendimento especializado em pré-doadores recusados com indícios de hepatopatias apresenta significativa resolutividade. A alta taxa de abandono daqueles encaminhados por ALT elevada pode refletir características específicas desta subpopulação. TL-035 (132) POLIMORFISMOS DOS GENES DA QUIMIOCINA MCP-1 E DO RECEP- TOR DE QUIMIOCINA CCR-5 NÃO ESTÃO ENVOLVIDOS NA SUSCEPTI- BILIDADE A HEPATITE AUTO-IMUNE EM CRIANÇAS OLIVEIRA LC, PORTA G, BITTENCOURT PL, GOLDBERG AC, OKAY TS, KALIL J, RAMASAWMY R Laboratório de Investigação Médica LIM36-FMUSP; Departamento de Hepatologia ICr-FMUSP; Hospital Português, Salvador, Bahia Introdução: O gene MCP-1 codifica uma quimiocina envolvida na migração de monócitos para sítios inflamatórios, cuja síntese encontra-se aumentada em várias doenças inflamatórias do fígado. Por outro lado, o receptor 5 de quimiocina (CCR- 5) tem importante papel de regulação de células T, sendo que sua variante CCR5- β32 é não-funcional e está associada a várias doenças auto-imunes, incluindo esclerose múltipla, artrite reumatóide e colangite esclerosante primária. Objetivos: Avaliar a influência do polimorfismo do gene MCP-1 na posição e da variante β32 do gene CCR5 na susceptibilidade genética a hepatite auto-imune tipo 1 (HAI-1). Pacientes e métodos: Cem crianças (75 mulheres, média de idade 9,3 + 0,3 anos) com o diagnostico de HAI-1 estabelecido de acordo com critérios internacionais e 278 indivíduos saudáveis provenientes da região metropolitana da cidade de São Paulo foram investigados. A pesquisa dos genótipos do MCP-1 na posição e do alelo CCR5 β-32 foi realizada por PCR-RFLP. Resultados: As freqüências do alelo CCR5 Ä-32 foram similares nos pacientes com HAI-1 quando comparados ao grupocontrole (10% vs. 16%, p = NS), assim como também a distribuição dos genótipos do gene MCP-1 na posição As freqüências dos genótipos AA, AG e GG nos pacientes com HAI-1 e no grupo-controle foram, respectivamente, de 49%, 41% e 10% e 48%, 40% e 12%. Conclusões: A susceptibilidade genética a HAI-1 não está associada à deleção de 32 pares de base do CCR-5 ou a polimorfismos funcionais do gene MCP-1. Financiado pela FAPESP. TL-037 (467) MARCADORES SÉRICOS DE FIBROSE HEPÁTICA NA ESQUISTOSSOMO- SE MANSÔNICA SILVA CCCC, DOMINGUES ALC, LOPES EPA, LINS CN, BORGES R, MARTINS JR, LUNA CF, MOURA IF Hospital das Clínicas Universidade Federal de Pernambuco-Recife-PE Fundamentos: A esquistossomose mansônica (EM) é doença hepática que constitui relevante problema de saúde no nordeste brasileiro. Para diagnostico da fibrose hepática (FH) desta enfermidade é utilizado de modo rotineiro a ultra-sonografia (USG) de abdômen, e a biópsia hepática não é exame utilizado de rotina em seu diagnóstico. Atualmente marcadores biológicos vêm sendo empregados para o diagnóstico da FH na EM no intuito de avaliar a gravidade da doença. Objetivo: Correlacionar os níveis séricos de gama-gt, ácido hialurônico (AH), relação AST/ALT e contagem de plaquetas com o grau de fibrose periportal estabelecido pelo exame ultra-sonográfico em pacientes com esquistossomose mansônica. Métodos: Foram incluídos 61 pacientes com EM sendo 59% do sexo feminino, com idade média de 46,7 anos, e 16 indivíduos (funcionários) serviram como controle. As dosagens de AST, ALT e gama-gt foram realizadas por método cinético automatizado, a contagem de plaquetas no Celldyn e o ácido hialurônico foi dosado por fluoroensaio. O exame de USG (ALOKA SSD-500) foi realizado pelo mesmo investigador, empregando as classificações do Cairo e Niamey. Resultados: Observou-se correlação entre o número de plaquetas e o grau de fibrose hepática pela classificação do Cairo (p = 0,002) e de Niamey (p = 0,054), bem como entre os níveis séricos de AH com a classificação do Cairo (p = 0,001) e de Niamey (p = 0,001) O nível sérico de AH de 11µg/dL foi capaz de distinguir os pacientes com grau I de fibrose daqueles com graus II/III (Cairo) com sensibilidade de 87% e especificidade de 83%. Já o nível sérico de AH de 20µg/dL foi capaz de distinguir os pacientes com grau C/D de fibrose daqueles com graus E/F (Niamey) com sensibilidade de 60% e especificidade de 65%. Não se encontrou correlação entre os níveis séricos de gama-gt e a relação AST/ALT com o grau de fibrose hepática. Conclusão: A contagem de plaquetas e o nível sérico de AH revelaram boa correlação com o grau de fibrose periportal em pacientes com EM podendo distinguir pacientes com formas leves de fibrose das formas graves. TL-038 (370) PREVALÊNCIA DOS ALELOS S E Z DA DEFICIÊNCIA DE ALFA-1-ANTI- RIPSINA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DOENÇA HEPÁTICA BALDO G, NONNEMACHER K, LIMA L, SEGAL SL, KIELING CO, VIEIRA SMG, FERREIRA CT, SILVEIRA TR, GIUGLIANI R, MATTE U Centro de Terapia Gênica e Laboratório Experimental de Hepatologia e Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Fundamentos: Alfa-1-antitripsina (A1AT) é uma protease produzida pelos hepatócitos, e sua deficiência está relacionada a um amplo espectro de manifestações hepáticas. Os alelos mais freqüentemente associados a essa deficiência são o Pi*S e o Pi*Z. Tem sido atribuído ao alelo Pi*Z, mesmo em heterozigose, um papel de gene modificador. Objetivos e métodos: Avaliar a freqüência das mutações E264V (Pi*S) e E342K (Pi*Z) no gene da A1AT em um grupo de crianças com doenças hepáticas de diversas causas (n = 200 pacientes) e em uma amostra de indivíduos normais (n = GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 9

10 150), através das técnicas de PCR (Reação em cadeia da polimerase) e RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism). Os dados foram descritos em freqüência e comparados pelo teste do qui-quadrado, com nível de significância de 0,05. Resultados: As freqüências genotípicas para o alelo Pi*Z foram de 10% para homozigotos e 7,5% heterozigotos. Entre os controles, nenhum homozigoto foi diagnosticado e somente 1 heterozigoto (p < 0,001 e 0,003). Para o alelo Pi*S as freqüências não se mostraram diferentes entre os hepatopatas e os controles, tanto para homozigotos (1,3% x 0,7%) quanto para heterozigotos (15,3% x 12,0%). A prevalência geral do alelo Pi*Z mostrou-se significativamente maior nos pacientes (13,8%) que nos controles (0,3%, p < 0,001). Não foi constatada diferença entre os grupos para o alelo Pi*S (6,8% x 6,7% nos hepatopatas e controles, respectivamente; p = 0,99). Conclusões: Houve maior prevalência do alelo Pi*Z nas crianças com hepatopatia, o qual poderia estar contribuindo, como gene modificador, para a doença. O alelo Pi*S parece não elevar o risco de hepatopatia em crianças. TL-039 (185) EXPRESSÃO DO VEGF EM ESTRUTURAS HEPÁTICAS NA ATRESIA BI- LIAR SANTOS JL, MEURER L, MATTE U, KIELING CO, LORENTZ A, LINHARES AR, EDOM PT, SILVEIRA TR Laboratório Experimental de Hepatologia e Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Introdução: Na maioria dos casos de Atresia Biliar (AB) a colangiopatia se mantém progressiva após a portoenterostomia (POE), evoluindo para cirrose, falência e transplante hepáticos. Há heterogeneidade clínica, com um subgrupo de pacientes apresentando malformações extra-hepáticas (MEH), entre as quais anomalias de lateralidade (ALAT). Recentemente descrevemos espessamento de túnica média (TMA) em ramos arteriais hepáticos na AB, progressivo, sugerindo anomalia vascular com remodelagem da TMA. O transcriptoma na AB comparado com outras causas de colestase neonatal (OCN) mostrou sobre-expressão de VEGF. Neste estudo avaliamos a expressão imunoistoquímica do VEGF nas estruturas hepáticas de pacientes com AB. Material e métodos: Foram avaliadas biópsias em cunha parafinizadas obtidas na POE de 52 pacientes com AB, incluindo casos sem (n = 38) e com MEH (n = 14), entre estes, 5 com ALAT, marcadas por imunoistoquímica com VEGF (DAKO, 1:400, ABC-peroxidase). Biópsias de 8 OCN com idade semelhante e necropsias de 8 pacientes sem hepatopatia (SH) serviram de controles. Um patologista, cego quanto aos diagnósticos, analisou a expressão do VEGF em estruturas hepáticas, incluindo ductos biliares (DB) e ramos arteriais hepáticos. Realizou-se quantificação morfométrica da espessura da parede (Esp) e do diâmetro luminal (DI) arteriais (n = 450 vasos), calculando-se a Razão Esp/DI (REDI). A extensão da fibrose foi avaliada por escore específico para AB. Resultados: As expressões do VEGF em DB e TMA correlacionaram-se com a extensão da fibrose hepática (r = 0,52; P < 0,001 e r = 0,58; P < 0,001, respectivamente). Em DB a expressão do VEGF correlacionou-se ainda com a REDI (r = 0,32; P = 0,011). VEGF expressou-se mais em DB e TMA na AB que nas OCN (P = 0,020 e P = 0,010, respectivamente) e nos SH (P < 0,001 para ambos). O grupo com MEH não diferiu das OCN quanto à expressão do VEGF em DB e TMA (P = 0,355; P = 0,222) e, especificamente, o grupo com ALAT não diferiu das OCN nestas estruturas (P = 978; P = 0,655). Porém, as expressões do VEGF em DB e TMA foram significativamente maiores nos casos sem MEH em relação às OCN (P = 0,019; P = 0,010). Conclusão: A heterogeneidade da expressão do VEGF em DB e artérias na AB sugere que o insulto causador da doença atua em distintas etapas de desenvolvimento nos diferentes subgrupos. TL-040 (211) NÍVEIS SÉRICOS DE CORTISOL EM PORTADORES DE CIRROSE HEPÁTICA LUZ RP, MANHÃES FG, SCHMAL AR, CARVALHO JR, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM Serviço de Hepatologia Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: Foi descrita freqüência elevada de insuficiência adrenal em portadores de cirrose hepática avançada com sepse grave, porém ainda não está estabelecido se este achado está relacionado ao quadro infeccioso ou à disfunção hepática. O objetivo deste estudo foi avaliar níveis séricos de cortisol basal em portadores de cirrose hepática e sua relação com a função hepática. Metodologia: Foram estudados pacientes com cirrose hepática que realizaram determinação dos níveis de cortisol pela manhã por técnica de quimioluminescência. Foi realizada análise comparativa entre os pacientes com níveis de cortisol basal < 10mg/dL (G1) e aqueles com cortisol 10mg/dL (G2) em relação às variáveis demográficas, MELD e Child. Resultados: Foram avaliados 42 pacientes (75% homens, idade 56 ± 9 anos) com cirrose hepática (58% HCV, 19% álcool, 13% HBV, 10% outras), sendo 41% Child A, 48% B e 11% C. A média do cortisol basal foi de 15,0 ± 5,2mg/dL (mediana = 15,3mg/dL) e 8 (19%) pacientes apresentavam cortisol < 10mg/dL (G1). Na análise comparativa, não havia diferença entre os grupos quanto ao sexo (p = 0,99) e idade (p = 0,14). Entre os pacientes com cortisol < 10mg/dL, observou-se maior proporção de Child B e C (100% vs. 50%; p = 0,05) e MELD mais elevado (19 ± 7 vs. 12 ± 5; p = 0,04). Conclusões: Níveis séricos de cortisol basal apresentaram associação inversa com o grau de disfunção hepática. Estes dados podem representar reserva adrenal reduzida pela própria doença hepática, e sinalizam um risco elevado de insuficiência adrenal em pacientes com cirrose avançada em situações críticas, mesmo na ausência de quadros infecciosos. TL-041 (127) FATORES DE RISCO PARA RECIDIVA DE VARIZES ESOFÁGICAS APÓS ERRADICAÇÃO COM TRATAMENTO ENDOSCÓPICO EM PACIENTES CIRRÓTICOS MONICI LT, SOARES EC, MEIRELLES-SANTOS JO Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Campinas SP Fundamento: A ligadura elástica endoscópica (LE) é o método mais utilizado para profilaxia secundária da hemorragia por varizes esofágicas. Um dos problemas deste tratamento é o elevado grau de recidiva varicosa após a erradicação, que varia de 20 a 48% dos pacientes já no primeiro ano. A recidiva está associada a risco de ressangramento e exige um seguimento endoscópico destes pacientes e retratamentos. A associação de LE com escleroterapia por injeção reduz a chance de recidiva em relação à LE utilizada isoladamente. Os fatores de risco para a recidiva de varizes nestes pacientes não haviam sido previamente estudados. Métodos: Setenta pacientes cirróticos com antecedente de hemorragia varicosa tratados com a associação de LE com escleroterapia seqüencial foram seguidos endoscopicamente após a erradicação, num intervalo de meses, por um período mínimo de um ano para detecção de recidiva de varizes. Foi realizada análise univariada e uma análise multivariada do tipo stepwise dos fatores que poderiam estar associados à recidiva: idade, gênero, classificação de Child-Pugh, calibre inicial das varizes, presença de gastropatia da hipertensão portal e de varizes gástricas, piora na severidade da hipertensão portal durante o tratamento e ressangramento durante o mesmo. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 33 meses. A recidiva de varizes ocorreu em 18,6% dos pacientes no primeiro ano de seguimento, aumentando para 22,8% no segundo ano. O único fator que apresentou risco significativo para recidiva varicosa foi a presença de varizes gástricas, com um odds ratio de 3,98 (p = 0,029). Nesta casuística, a recidiva de varizes esofágicas ocorreu em 16% dos pacientes sem varizes gástricas contra 44% daqueles com varizes gástricas. Conclusões: A presença de varizes gástricas aumenta o risco de recidiva de varizes esofágicas após erradicação com tratamento endoscópico. Pacientes com varizes gástricas devem merecer seguimento endoscópico mais rigoroso após erradicação das varizes esofágicas. TL-042 (552) ANÁLISE DOS SCORES DE GRAVIDADE COMO PREDITORES DE MOR- TALIDADE EM CIRRÓTICOS HOSPITALIZADOS: RESULTADOS PRELIMI- NARES GALPERIM B, VOLPATO RC, RODRIGUES CA, TOVO CV, ALMEIDA PRL Serviço de Gastroenterologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) de Porto Alegre RS Introdução: A mortalidade dos pacientes cirróticos hospitalizados é elevada. Diversos índices têm sido propostos na avaliação da gravidade da doença hepática. Objetivo: Analisar os scores de Child, APACHE II e MELD como índices prognósticos de mortalidade hospitalar em pacientes cirróticos. Material e métodos: Foram avaliados prospectivamente todos os pacientes cirróticos que internaram através da emergência no Serviço de Gastroenterologia no HNSC, em um período de 6 meses. Os scores CHILD, MELD e APACHE II foram registrados, bem como o desfecho (alta ou óbito). O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram avaliados 51 cirróticos neste período. Trinta e quatro eram homens (66,7%). A média de idade foi 54,6 ± 12,0 anos. Álcool e/ou o vírus da hepatite C (HCV) foram responsáveis pela etiologia de 43 (84,3%) casos. Quanto ao Child, 26 (51,0%) eram A ou B, e 25 (49,0%) C. A mediana do score MELD foi 15, sendo que 22 (43,1%) apresentavam MELD < 15 e 29 (56,9%) MELD = 15. A mediana do score APACHE II foi 9, sendo que 13 (25,5%) apresentavam índice < 9 e 38 (74,5%) índice = 9. A mortalidade hospitalar foi 31,4% (16 casos). Quanto ao score Child, houve 06 (23,7%) óbitos naqueles A ou B e 10 (40,0%) naqueles C (p = 0,19). Quanto ao score MELD, houve 02 (9,1%) óbitos dentre aqueles com índice < 15 e 14 (48,2%) naqueles com MELD = 15 (p < 0,01). Quanto ao score APACHE II, não houve óbitos dentre aqueles com score < 9, e houve 16 (42,1%) dentre aqueles com score = 9 (p < 0,01). Conclusões: Os scores MELD e APACHE II se mostraram bons preditores de mortalidade em cirróticos hospitalizados. TL-043 (141) INFECÇÃO OCULTA PELO VIRUS DA HEPATITE B (HBV) EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE MOTTA JS, PEREZ RM, MELLO FCA, LAGO BV, GOMES AS, FIGUEIREDO FAF Serviço de Gastroenterologia/HUPE Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Laboratório de Virologia Molecular-IOC-FIOCRUZ Fundamentos: A presença de HBV-DNA detectável em pacientes HBsAg negativo, independente da presença de anticorpos contra o HBV (anti-hbc e/ou anti-hbs), caracteriza a infecção oculta pelo HBV. Sua prevalência e significado clínico ainda são pouco conhecidos, sobretudo em grupos específicos, como os pacientes em hemodiálise. Os objetivos foram avaliar a prevalência de infecção oculta pelo HBV em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) em hemodiálise, comparar a prevalência de infecção oculta entre pacientes com anti-hcv positivo e negativo, e comparar as características demográficas, epidemiológicas e laboratoriais entre pacientes com e sem infecção oculta pelo HBV. Métodos: Foram estudados 100 pa- S 10 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

11 cientes com IRC em hemodiálise com HBsAg negativo, sendo 50 com anti-hcv positivo. Em todos os pacientes foi realizada pesquisa de HBV-DNA por técnica de PCR qualitativo, com limite de detecção estimado de 100 cópias/ml. Nos casos positivos, foi realizada determinação da carga viral em duplicata, por PCR em tempo real, e o seqüenciamento genético. Resultados: A média de idade foi de 51 ± 16 anos (21-92 anos), 51% eram do sexo feminino e a média de tempo de hemodiálise foi de 6 ± 4 anos (0-20 anos). A presença do HBV DNA foi detectada em 15 pacientes (15%). A média da carga viral foi de 1634 ± 318 cópias/ml ( ). Dos 15 casos, só foi possível o seqüenciamento de 5 e, destes, 4 apresentaram mutação YMDD (nenhum tinha uso prévio de lamivudina). A infecção oculta foi detectada em 12% dos pacientes com anti-hcv positivo e em 18% daqueles com anti-hcv negativo (p = 0,40). Não houve diferença entre os pacientes com e sem infecção oculta pelo HBV quanto ao sexo (p = 0,45), idade (p = 0,79), tempo de diálise (p = 0,22), ALT (p = 0,59), anti-hbc (p = 0,17) e anti-hbs (p = 0,33). Conclusões: A prevalência de infecção oculta pelo HBV em pacientes portadores de insuficiência renal crônica em hemodiálise foi de 15%. Não houve diferença na prevalência entre pacientes anti-hcv positivo e negativo. Nenhuma variável foi capaz de identificar a presença de infecção oculta pelo HBV. TL-044 (488) CORRELAÇÃO ENTRE OS GENÓTIPOS DO VÍRUS DA HEPATITE B (HBV) E A PRESENÇA DE MUTAÇÃO NA REGIÃO PRÉ-CORE ALVARIZ RC, CARVALHO FILHO RJ, PACHECO MS, SILVA GA, PINHO JRR, LANZONI VP, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e Instituto Adolfo Lutz Fundamentos: Os genótipos do HBV são definidos por uma divergência na seqüência completa dos nucleotídeos > ou = a 8%. Até o momento, 8 já foram reconhecidos (A até H). Vários trabalhos vêm mostrando a relação entre os genótipos do HBV e a prevalência de mutantes na região pré-core. No Brasil, a prevalência desse mutante em pacientes HBeAg-negativo é baixa (45%) e uma das causas seria a distribuição genotípica do HBV. Objetivos: Determinar a prevalência dos genótipos do HBV em portadores de infecção crônica e correlacionar com a presença do mutante précore. Métodos: Estudo retrospectivo que incluiu pacientes com infecção crônica pelo HBV atendidos no Ambulatório de Hepatites com HBV-DNA detectado no soro por PCR qualitativo (limite de detecção = 1000 cps/ml) e prontuários adequadamente preenchidos. Aqueles com outras hepatopatias foram excluídos. Todos fizeram avaliações virológicas (presença da mutação pré-core nt 1896 e genótipo do HBV). A pesquisa do mutante foi feita com a enzima de restrição BSU36 I e o genótipo foi determinado por seqüenciamento da região S do HBV. Resultados: 73 pacientes foram analisados, 57 (78%) homens. A média de idade foi 39,1 +/- 13,2 anos. Trinta e dois pacientes (43,8%) apresentavam HBeAg positivo e 41 (56,2%) negativo. A mutação pré-core nt 1896 foi identificada em 16/35 pacientes HBeAgnegativo (45,7%) e em 1/29 HBeAg-positivo (3,4%). Houve predomínio dos genótipos A (43,8%) e D (27,4%) no grupo estudado. Genótipo F foi encontrado em 5 pacientes (6,8%). Genótipos B e C corresponderam a 20% da amostra (6% e 14%, respectivamente). O genótipo G foi encontrado em 2 pacientes, sendo 1 associado à infecção pelo genótipo D. Não foram encontrados pacientes com genótipos E e H. Não houve diferenças entre os diversos genótipos em relação às variáveis analisadas. Ao se comparar separadamente pacientes com genótipos A e D, observou-se maior proporção de pacientes HBeAg-negativo (80% vs. 47%, P = 0,018) e maior prevalência de mutação na região pré-core (39% vs. 10%, P = 0,030) naqueles com genótipo D. Conclusões: Os genótipos A e D foram os mais prevalentes na população estudada. A maior freqüência do genótipo A pode justificar a baixa prevalência do mutante pré-core encontrada (45% dos pacientes HBeAg-negativo). TL-045 (339) REGENERAÇÃO IRREGULAR É UM ACHADO DIFUSO E POSSIVELMEN- TE RELACIONADO COM CARCINOMA HEPATOCELULAR EM PACIEN- TES COM CIRROSE HEPÁTICA E HEPATITE C MELLO ES *, CHAGAS AL #, BARBOSA AJ *, KIKUCHI LOO #, VEZOZZO DCP #, CARRILHO FJ #, ALVES VAF * Departamentos de Gastroenterologia # e Patologia*, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil Fundamentos: Regeneração irregular (RI), displasia de pequenas células (DPC) e displasia de grandes células (DGC) são lesões não nodulares frequentemente encontradas em fígados cirróticos e em associação com o carcinoma hepatocelular (CHC). Estudos prévios associaram a presença dessas lesões com um risco aumentado de CHC. Entretanto, o seu papel na hepatocarcinogênese ainda permanece incerto. Objetivo: Avaliar a associação de nódulos displásicos de alto grau (NDAG) e CHC com a presença de RI, DGC e DPC no tecido não-tumoral de explantes de fígados cirróticos secundários a hepatite C (VHC). Material e métodos: Analisamos a presença e distribuição da RI, DGC e DPC no tecido hepático não-tumoral de 21 explantes de fígados cirróticos secundários a hepatite C, com ou sem NDAG/CHC. Todas as amostras foram avaliadas pelo mesmo patologista, com experiência em patologia hepática, que desconhecia a presença ou não de NDAG/CHC no explante hepático. O teste exato de Fisher foi aplicado para análise estatística. Resultados: Dos 21 casos analisados, sete apresentavam CHC (com ou sem NDAG), 2 apenas NDAG e 12 nenhuma das duas lesões. A RI foi observada em 9 explantes, sendo 6 em pacientes com NDAG/CHC e 3 sem NDAG/CHC (p = 0,0713). A DPC esteve presente em 3 pacientes, todos com NDAG/CHC (2 com CHC e 1 com NDAG) e não foi encontrada em pacientes sem NDAG/CHC (p = 0,0631). A DGC foi identificada em 5 casos com CHC e 2 sem CHC ou NDAG (p = 0,0805). A RI foi na grande maioria dos casos (91%) um achado difuso, enquanto a DPC e DGC apresentaram uma distribuição predominantemente focal no parênquima. Conclusão: No nosso estudo, a RI, DGC e DPC foram observadas com maior freqüência em explantes hepáticos com NDAG/CHC. A regeneração irregular parece ser, pela sua distribuição difusa no parênquima hepático, entre as alterações estudadas, o marcador de risco para CHC mais promissor para avaliação em biópsias hepáticas percutâneas. Porém, um aumento da casuística é importante para uma melhor avaliação do papel dessas lesões como fatores de risco para CHC. TL-046 (364) DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA SIMULTÂNEA DO AGHBE E DO DNA- VHB SÉRICOS EM PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA B (HCB) SUB- METIDOS A DIFERENTES ESQUEMAS ANTIVIRAIS DA SILVA LC, DA NOVA ML, ONO-NITA SK, PINHO JRR, CARRILHO FJ Disciplina de Gastroenterologia Clínica - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Fundamentos: As recomendações atuais sobre a monitorização de pacientes com HCB sob tratamento com anti-virais (Lok et al, Hepatology 2007; Lai et al, Ann Int Med 2007) não mencionam a necessidade de quantificar o AgHBe sérico concomitantemente à dosagem do DNA-VHB. Em acompanhamento a longo prazo de pacientes tratados com lamivudina (LAM), nosso grupo observou uma dissociação entre DNA-VHB e o AgHBe sérico (Da Silva et al, DDW 2005) em alguns pacientes. Objetivo: Determinar a freqüência dos três padrões diferentes de comportamento do AgHBe x DNA-VHB. Padrão I: queda concomitante de ambos marcadores virais (intervalo entre ambos, inferior a 6 meses); padrão II: negativação do AgHBe mas persistência de detecção do DNA-VHB (em prazo superior a 6 meses); padrão III: negativação do DNA-VHB mas persistência do AgHBe (> 6 meses). Casuística e Métodos: Analisamos 23 pacientes, 21 tratados com LAM e 2 outros com PegIFN + LAM. A resistência à LAM (todos com mutação no domínio YMDD) em 9 pacientes levou-nos a administrar PegIFN a 7 pacientes e adefovir (ADV) a 2 pacientes, totalizando 32 séries de tratamento. Para a quantificação do DNA-VHB utilizamos o PCR (Amplicor-Monitor Roche ou PCR in house, por diluição) e do AgHBe a técnica do MEIA AXSYM (Abbott). Pacientes que não apresentaram negativação do DNA-VHB e do AgHBe foram considerados não-respondedores sendo excluídos da presente análise, à exceção dos 9 pacientes que receberam nova série terapêutica. Consideramos resposta viral a negativação do DNA-VHB e do AgHBe. Resultados: Cinco de 21 pacientes tratados com LAM (23,8%) e cinco de seis (83,3%) pacientes tratados com PegIFN + LAM apresentaram padrão I (Teste Exato de Fischer, p = 0,015). O padrão II foi observado em apenas 3 pacientes dos quais um paciente apresentou uma negativação espontânea do AgHBe, com persistência do DNA-VHB. O padrão IIIA (queda lenta mas progressiva do AgHBe) foi observado em 5 séries (4 pacientes) e o IIIB (sem queda do AgHBe) em 4 séries de tratamento (3 pacientes). Conclusão: A determinação simultânea do DNA-VHB e do AgHBe fornece dados preditivos importantes, pois os padrões I e IIIA tendem a mostrar evolução para uma resposta viral. TL-047 (453) PESQUISA DO VÍRUS DA HEPATITE B EM ENXERTOS DE DOADORES ANTI-HBC POSITIVOS SITNIK R, MEIRA-FILHO SP, PANDULLO FL, FONSECA LEP, ZURSTRASSEN MPC, HIDALGO R, REZENDE MB, AFONSO RC, REBELLO PINHO JR, FERRAZ-NETO BH Hospital Israelita Albert Einstein São Paulo Fundamentos: Fígados provenientes de doadores anti-hbc positivos/aghbs negativos são implantados em receptores Anti-HBs positivos utilizando lamivudina no pósoperatório. Iniciamos um estudo piloto para determinar a presença do DNA do vírus da Hepatite B (HBV-DNA) em enxertos provenientes de doadores Anti-HBc positivos por uma metodologia recentemente padronizada na instituição. Métodos: De março de 2006 a agosto de 2007, foram obtidos, durante a cirurgia de banco, 11 espécimes de biópsia hepática por agulha de enxertos procedentes de doadores anti-hbc positivos/aghbs negativo. Um dos pacientes realizou uma segunda biópsia hepática 1 ano após o transplante hepático. Os fragmentos de biópsia foram colocados em um tubo com 300ul de Brazol (LGC do Brasil) preservando os ácidos nucléicos. Utilizamos PCR em tempo real para pesquisa do HBV-DNA, com primers que cobrem a região S e amplificam todos os genótipos virais conhecidos. Como controles da reação, foram utilizados os kits TaqMan Exogenous Internal Positive Control Reagents e Pre Developed TaqMan Assays Reagents Human PO (Applied Biosystems, EUA), sendo que o primeiro amplifica um DNA exógeno e controla possíveis inibições da reação de PCR, enquanto o segundo amplifica uma região do DNA genômico e controla o processo de extração. Ambos devem ser amplificados para o resultado ser considerado válido. Resultados: A pesquisa do HBV-DNA no tecido foi positiva em 3 casos estudados. Em uma amostra, o controle interno não foi amplificado, não sendo possível determinar a presença do HBV. Um dos enxertos positivo para HBV-DNA, após 1 ano continua positivo na biópsia, embora negativo no plas- GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 11

12 ma. Nenhum paciente apresentou sinais de infecção pelo vírus da Hepatite B no pós-operatório. Conclusões: Em 27,3% das amostras de enxertos hepáticos provenientes de doadores de fígado Anti-HBc positivos foi detectado HBV-DNA. A presença do HBV-DNA não foi um fato incomum. O potencial benefício que o teste prévio de HBV-DNA no tecido possa trazer aos receptores não foi ainda elucidado. TL-048 (526) AVALIAÇÃO DO GRAU DE LESÃO HEPÁTICA EM PACIENTES COM IN- FECÇÃO CRÔNICA PELO VÍRUS DA HEPATITE B (HBV) EM FASE REPLI- CATIVA CURSANDO COM DIFERENTES PADRÕES DE ALT FERREIRA SC, SOUZA FF, TEIXEIRA AC, CHACHA SGF, SECAF M, VILLANOVA MG, FIGUEIREDO JFC, PASSOS AD, ZUCOLOTO S, MARTINELLI ALC Divisão de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Introdução: Avaliação seriada da ALT é indicada na infecção crônica pelo HBV como parâmetro de detecção de lesão hepática e orientação de realização de biópsia. Por outro lado, é reconhecida a falta de correlação entre níveis de ALT e grau de lesão hepática. Objetivos: Avaliar a lesão hepática em pacientes com infecção pelo HBV em fase replicativa cursando com diferentes padrões de ALT. Material e métodos: Foram estudados 95 pacientes com infecção crônica pelo HBV [HBeAg positivos(+) e HBeAg negativos(-)] em fase replicativa (HBVDNA > 104cópias/ml), atendidos no Ambulatório de Hepatites, HCFMRP ( ), com biópsia hepática. Os pacientes foram divididos de acordo com o padrão de ALT: ALT elevada (ALT > 1,5xlimite da normalidade) e ALT normal ou levemente elevada (< 1,5xlimite normalidade), média de 4 dosagens, em tempo médio de 51 meses. Resultados: Grupo HBeAg(+): 35 pacientes, 66% homens, 32 ± 12 anos, 25 com níveis elevados de ALT e 10 com ALT normal. Os valores médios de ALT foram 96,5UI/L (40-545). Houve tendência a idade maior (p = 0,06) nos paciente com ALT alterada. Não houve diferença na distribuição dos casos quanto à atividade necroinflamatória comparando-se ALT alterada (mínima/leve 9/25; moderada/grave: 16/25) e ALT normal (mínima/leve 4/ 10; moderada/grave: 6/10), bem como quanto aos graus de fibrose (ALT alterada: fibrose mínima/leve: 20/25 e moderada/grave: 5/25; ALT normal: mínima/leve: 8/ 10 e moderada/grave: 2/10). Os níveis de HBV-DNA foram maiores nos com ALT alterada (p < 0,0001). Grupo HBeAg(-): 60 pacientes; 71,7% homens; 39 ± 11 anos; 34 com níveis normais de ALT e 26 com ALT elevada. Os valores médios de ALT foram 70UI/L(35-877). Não houve diferença na idade do paciente com ALT normal ou alterada. Não houve diferença na distribuição dos casos quanto à atividade necroinflamatória comparando-se ALT alterada (mínima/leve: 10/26; moderada/grave: 16/26) e ALT normal (mínima/leve 21/34; moderada/grave: 13/34), bem como quanto aos graus de fibrose (ALT alterada: fibrose mínima/leve: 19/26 e moderada/ grave: 7/26; (ALT normal: mínima/leve: 32/34 e moderada/grave: 2/34). Os níveis de HBV-DNA foram maiores nos com ALT alterada (p < 0,0001). Conclusão: Níveis de ALT persistentemente normais ou minimamente alterados não implicaram em graus diferentes de lesão hepática tanto em pacientes HBeAg positivos ou negativos com replicação viral. Palavras-Chave: HBV, ALT, HBV-DNA, Fibrose. TL-049 (371) OS PRIMEIROS SEIS MESES DE UTILIZAÇÃO DO LIFALTACROLIMUS NO TRANSPLANTE HEPÁTICO KIELING CO, VIEIRA SMG, FERREIRA CT, SILVEIRA TR Serviço de Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fundamentos: O tacrolimus (TAC) é atualmente a principal medicação imunossupressora utilizada no transplante (Tx) de fígado de crianças e adolescentes. Recentemente, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul passou a fornecer TAC produzido por um laboratório brasileiro (Lifal ) em substituição ao produzido pela Janssen-Cilag. Objetivos: Avaliar os efeitos da substituição do Prograf (PT) pelo Lifaltacrolimus (LT) no nível sanguíneo (NS), na dose e na função do enxerto em crianças e adolescentes do Programa de Transplante Hepático Infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Materiais e métodos: Foram incluídos pacientes com mais de 6 meses de Tx, dose de TAC estável e sem disfunção do enxerto. Prospectivamente, após a substituição do fornecedor, foi verificada a ocorrência de alteração da ALT, necessidade de ajuste da dose para manter o NS (1 a 7ng/mL), rejeição, perda do enxerto e óbito. Foi comparado o NS anterior com o da primeira coleta posterior a troca do TAC (teste t, P < 0,05). Resultados: Dos 62 transplantados em acompanhamento ambulatorial, 53 (85,5%) utilizam TAC. Destes, 29 (54,7%) passaram a usar o LT. Sete (24,1%) não foram incluídos na análise por apresentarem disfunção do enxerto (6) e dose de TAC estável (1). Nos 22 estudados, o tempo de uso do LT variou de 21 a 243 dias, sendo que 16 (72,7%) utilizaram por mais de 90 dias e que em 7 (31,8%) o uso já ultrapassou 180 dias. Não ocorreu nenhum óbito, perda do enxerto e rejeição e nenhum paciente apresentou alteração de ALT, uréia e creatinina. Foi necessário ajustar a dose em 7 pacientes (31,8%), sendo aumentada em 1 e diminuída em 6. Não houve diferença (P = 0,603) do NS antes (4,6+-1,3ng/mL) e após (4,9+-2,5ng/mL) a troca da TAC. Conclusões: Durante os 6 meses de acompanhamento, a utilização do LT tem se mostrado efetiva e segura, fornecendo NS adequado. Um maior número de paciente acompanhado por um maior período poderá consolidar esses resultados. TL-050 (462) ACURÁCIA DO ÍNDICE DE RISCO DO DOADOR NA SOBREVIDA DO ENXERTO DE PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE DE FÍGADO NO ESTADO DE SÃO PAULO BOIN IFSF, LEONARDI MI, LEONARDI LS, PEREIRA LA Unicamp - SET-SP Fundamentos: Algumas características dos doadores têm sido estudadas em relação ao prognóstico dos receptores. Um risco quantitativo associado a alguma destas características foi relatado por Feng (2006) que sugere que este índice de risco do doador (IRD) seja informado no processo de doação para melhor adequação do binômio doador/receptor buscando uma sobrevida maior dos receptores. Objetivo: Verificar a sobrevida e fatores preditivos utilizando-se o IRD em São Paulo. Método: Através de dados coletados pelo Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo analisamos, no período de janeiro de 2003 a junho de 2007, retrospectivamente 1500 doadores de fígado. Destes 1264 foram estudados por apresentarem os dados necessários para o cálculo do IDR (idade do doador: idade, procedência (local, regional ou nacional), raça (branca, negra ou outra), causa da morte (hipóxia, TCE, AVCH ou outras), altura (cm), tempo de isquemia total (horas) e tipo de enxerto (split, reduzido, cadavérico ou coração parado). Do receptor foram avaliados a idade e a sobrevida do enxerto. O IDR foi estratificado em faixas de 0 a 1,25 (A), de 1,26 a 1,50 (B) e acima de 1,51(C). Resultados: A idade média dos doadores foi de 37,1 ± 16,3 e a idade média do receptor foi de 43,1 ± 18,4. O tempo de isquemia médio foi de 9,7 ± 3,2. Detectamos 504 (39,9%) óbitos e 760 (60,1%) vivos.: A análise de regressão de Cox mostrou como fatores preditivos a idade do doador (p = 0,003), a distância da procedência (p = 0,04) e a altura do doador (p = 0,03). A sobrevida está na tabela abaixo: 1º 2º 3º A 69,1% 65% 63%,0 B 64%,0 60% 56%,0 C 58%,0 57% 54,1% (p = 0,01; qui-quadrado = 9,11) Conclusão: O IDR foi capaz de distinguir com acurácia o grupo de doadores que apresentaram a menor sobrevida do enxerto e a idade e altura do doador e o local de captação do enxerto. Isto pode ser transposto para que doadores de maior risco possam ser informados durante o processo de alocação de órgãos. TL-051 (485) FATORES PREDITIVOS DE PERDA PRECOCE DO ENXERTO EM TRANS- PLANTE HEPÁTICO COM DOADOR VIVO ALVES RCP, ANTUNES EAF, MATTOS CAL, PUGLIESE V, SALZEDAS A, GODOY AL, SEDA J, KONDO M, CHAPCHAP P, CARONE E Hospitais A.C. Camargo-Sírio Libanês O número de pacientes adultos submetidos a transplante hepático com doador vivo tem aumentado. A seleção adequada de candidatos, assim como os aspectos técnicos da cirurgia são importantes para determinar os fatores de risco relacionados ao procedimento. O objetivo deste estudo foi analisar os fatores preditivos de perda precoce do enxerto, definido como mortalidade do receptor ou retransplante até o primeiro trimestre após o procedimento em receptores adultos. Foram analisados setenta e três pacientes transplantados nos Hospitais AC Camargo e Sírio-Libanês São Paulo, durante o período de novembro de 1997 à maio de A sobrevida cumulativa dos receptores durante este período foi de 71,2% e dos enxertos de 65,7% com mediana de 17,3 meses (0 à 117 meses). Os procedimentos foram divididos em 2 grupos: Grupo 1 pacientes que apresentaram perda precoce do enxerto 15 (20,5%) e Grupo 2 pacientes que não apresentaram perda precoce do enxerto 58 (79,5%). Foram analisados os fatores preditivos de perda precoce do enxerto, os relacionados ao receptor: Idade, Meld (Model of End-stage Liver Disease) acima de 18 pontos, Status UNOS (United Network for Organ Sharing), etiologia da hepatopatia, Classificação de Child-Turcote e Hiponatremia (Sódio sérico < 130mEq/L). Os fatores relacionados ao enxerto foram: GRWR (Graft Ratio Weight Ratio) > ou < que 1%, tipo de enxerto (Lobo Direito com ou sem veia hepática média e Lobo Esquerdo) e a associação destas variáveis. Na análise univariada somente variáveis relacionadas ao receptor tiveram correlação com perda precoce do enxerto: Meld > 18 pontos, com valor de p = 0,003 e Hiponatremia com valor de p = 0,000. Quando comparada a sobrevida dos diferentes tipos de enxertos, observamos menor sobrevida para enxertos do tipo Lobo Direito com GRWR < 1% sem veia hepática média log rank, valor de p < 0,005. Pacientes com função hepática comprometida (Meld > 18) devem ser candidatos à receber enxertos com a veia hepática média (lobo direito ou esquerdo) e de preferência com GRWR superior a 1% visando diminuir a perda precoce dos enxertos. S 12 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

13 TL-052 (572) INFUSÃO DE CÉLULAS MONONUCLEARES DERIVADAS DA MEDULA ÓSSEA AUTÓLOGA EM PACIENTES COM CIRROSE HEPÁTICA: ASPEC- TOS RADIOLÓGICOS E EVIDÊNCIAS LABORATORIAIS DE MELHORA DA FUNÇÃO HEPÁTICA REZENDE GFM 1, COUTO BG 1, FONSECA LMB 2, GUTFILEN B 2, SCHMIDT FMG 1, ALVES ALA 2, RESENDE CMC 2, COELHO HSM 1, CARVALHO ACC 3, GOLDENBERG RCS 3 1 Departamento de Clínica Médica, UFRJ; 2 Departamento de Radiologia, UFRJ; 3 Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ Conduzimos um ensaio clínico fase 1 para avaliar exequibilidade, segurança e cinética celular na terapia com células mononucleares derivadas de medula óssea autóloga (CMMOA) em pacientes (pcts) adultos com cirrose hepática listados para transplante. (ClinicalTrials.gov ID NCT ). Métodos: Foram incluídos pcts com escore Child-Pugh B7-C10 e com baixo MELD, sem expectativa de transplante hepático em 12 meses. Tomografia computadorizada (TC) e ultra-sonografia com Doppler (USD) excluíram a presença de hepatocarcinoma e trombose de vasos hepáticos. Sob anestesia local, foram aspirados 100ml de medula óssea da crista ilíaca. As CMMOA foram isoladas por centrifugação em gradiente de Ficoll-Hypaque, 10% das células foram marcadas com SnCl2-99mTc, outra pequena amostra foi utilizada para contagem e teste de viabilidade. As células foram infundidas na artéria hepática por cateterismo. Cintilografia de corpo inteiro (CCI) foi realizada 3 e 24 horas pós infusão. Os pcts foram submetidos a avaliação clínica, bioquímica e de imagem periódicas ao longo de um ano. Resultados: Oito pcts foram incluídos, recebendo 2,0 a 7,8 x 108 células. A CCI mostrou relação entre o local de infusão e a distribuição das células. O fígado reteve, em média, 41% da radiação total. A USD mostrou acentuada queda da resistência da artéria hepática em três pcts, mantida por pelo menos 6 meses. Os pcts mostraram aumento médio do nível sérico de albumina de 2,96 a 3,47g/% (= +17,2%). Houve redução transitória do nível sérico de bilirrubina na maioria dos pcts. Um pcte apresentou dissecção da artéria hepática durante o cateterismo, com reperfusão espontânea. Um pcte foi submetido ao transplante hepático e faleceu uma semana após. Um pcte apresentou sangramento por varizes gástricas 10 semanas após a infusão. Um pcte desenvolveu diabetes mellitus e nódulos subcutâneos recorrentes em mãos e antebraço no 10º mês de evolução, compatíveis com fasciite eosinofílica. Nenhum pcte desenvolveu nódulos hepáticos, por USD ou TC, durante o acompanhamento. Conclusão: A infusão de CMMOA na artéria hepática de pcts cirróticos é exequível e parece ser segura, podendo contribuir para a melhoria da função hepática. Não há evidência de correlação entre as complicações observadas e a terapia com CMMOA. Nas pesquisas com células tronco, a cintilografia com células marcadas pode ser útil para conhecermos a cinética celular, enquanto a USD pode revelar as conseqüências hemodinâmicas de sua distribuição. doença hepática não tão avançada pelos parâmetros convencionais (MELD < 15 e Child B), representando, portanto, um marcador mais precoce de gravidade e risco de óbito. Sua utilização na prática clínica pode auxiliar na identificação de pacientes com maior risco de complicações. TL-054 (420) VÍRUS C E TRANSPLANTE HEPÁTICO: 12 ANOS DE EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DA HEPATITE CRÔNICA STUCCHI RSB, ANGERAMI RN, BOIN IFSF, LEONARDI MI Unidade de Transplante Hepático UNICAMP Objetivos: Descrever a experiência de 12 anos de um Hospital Universitário no tratamento da recidiva da hepatite crônica pelo vírus C (VHC). Material e métodos: De setembro de 1991 a julho de 2006 todos os pacientes submetidos a transplante de fígado no HC da UNICAMP com diagnóstico histológico de recidiva de hepatite crônica C foram submetidos a tratamento antiviral. O tempo mínimo de tratamento proposto foi de 18 meses. No período de 1995 a setembro de 2003 todos os pacientes foram tratados com interferon convencional (IFN) e ribavirina (RBV). A partir de outubro de 2003, os pacientes com genótipo 1 foram tratados com RBV e IFN peguilado (alfa 2a se peso > que 75Kg e alfa 2 b no demais). Os pacientes com genótipo 3 foram tratados com IFN convencional e RBV. A escolha do esquema de drogas imunossupressoras foi feita pela equipe cirúrgica. Resultados: 47 pacientes foram tratados neste período. Trinta e sete pacientes do sexo masculino (78,7%) e dez do sexo feminino (2,3%). A idade média na época do transplante foi de 48 anos. Vinte e quatro pacientes (51,1%) eram genótipo 1, 12 genótipo 3 (25,5%) e em 11 pacientes (23,4%) não foi possível pesquisar genótipo. O tempo médio entre o transplante e o início do tratamento do VHC foi 30 meses. O tempo médio de tratamento foi 16 meses, variando de 4 a 36 meses. Trinta e cinco pacientes (74,5%) receberam IFN convencional, três (6,4%), peguilado alfa 2 a e 9 (19,1%), peguilado alfa 2 b. A resposta virológica sustentada (RVS) ocorreu em 21 de 43 dos pacientes (48,8%). Em 4 pacientes não foi possível obter a análise da RVS. Dos 21 pacientes com RVS, 20,9% eram genótipo 3, 9,3%, gen1 e 18,6% não foram genotipados. RVS foi observada em 16,7% (4 de 24) dos pacientes com genótipo 1, em 75% no genótipo 3 (9 de 12) e em 72,7% nos pacientes não genotipados (8 de 11). A RVS foi observada em 85,7% dos pacientes com F1/F2 (18 de 21), 9,5% com F3 (2 pacientes) 4,8% com F4 (1 paciente). A sobrevida em 5 anos foi de 79,2% nos pacientes com genótipo 1 e de 100% no genótipo 3. A sobrevida em 5 anos dos pacientes com RVS foi de 94% (20 em 21) e de 68,2% nos pacientes sem RVS. Conclusões: É possível conseguir boas taxas de sobrevida em 5 anos nos pacientes transplantados de fígado com recidiva de hepatite C tratados por longos períodos. Deve-se instituir biópsias hepáticas protocolares buscando alcançar melhores taxas de RVS. TL-053 (194) VALOR PROGNÓSTICO DO SÓDIO SÉRICO NOS PACIENTES EM LISTA DE TRANSPLANTE HEPÁTICO SCHMAL AR, TORRES ALM, BASTO ST, LUZ RP, MANHÃES FG, CARVALHO JR, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, RIBEIRO J, COELHO HSM Serviço de Hepatologia HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: O MELD score vem sendo utilizado como fator prognóstico nos pacientes em lista de transplante hepático. Entretanto, muitos pacientes com doença hepática avançada, apresentam MELD baixo e alta taxa de mortalidade. Complicações graves da cirrose como síndrome hepatorrenal e ascite estão relacionadas de forma significativa à hiponatremia, com prognóstico reservado. Entretanto, o valor prognóstico do sódio sérico como parâmetro isolado tem sido pouco avaliado. O objetivo deste estudo foi avaliar o valor preditivo de mortalidade do sódio sérico, relacionando-o com Child-Pugh e MELD. Metodologia: Foi realizado estudo retrospectivo com pacientes listados para transplante hepático no período de janeiro/ 1997 a julho/2006, sendo selecionados para inclusão os pacientes que apresentavam informação sobre sódio sérico no momento da inscrição (+/- 6 meses) e dados para cálculo do MELD. Foi realizada análise comparativa da mortalidade entre pacientes com sódio sérico inferior a 135 e aqueles com sódio acima deste valor (testes de Qui-quadrado). Foi aplicada análise de regressão de Cox. Resultados: Foram incluídos 472 pacientes (61% homens, idade 51+/-13 anos). A média do sódio sérico foi de 139+/-5mEq/L ( ). Setenta e sete (16%) apresentavam Na < 135mEq/L e a mortalidade foi mais elevada neste grupo (53% vs. 36%; p = 0,005). Pacientes com hiponatremia apresentavam MELD mais elevado (18 vs 13; p < 0,001) e maior proporção de Child-Pugh C (58% vs. 33%; p = 0,001). Quando selecionados exclusivamente pacientes com Child B, observou-se maior mortalidade entre os pacientes com Na < 135mEq/L (55% vs. 30%; p = 0,029). Entre os pacientes Child C, não houve relação entre o valor do sódio sérico e a mortalidade. Da mesma forma, quando analisados especificamente pacientes com MELD < 15, também se observou maior mortalidade entre os pacientes com Na < 135mEq/L (46% vs. 24%; p = 0,032). Na análise de regressão de Cox, Na < 135 permaneceu como variável independentemente associada à mortalidade (p < 0,001; OR: 2,0, IC: 1,4-2,9). Conclusão: O sódio sérico se associou à mortalidade, mesmo em pacientes com TL-055 (115) INFLUÊNCIA DA CIRURGIA BARIÁTRICA NA EVOLUÇÃO DA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA EM OBESOS GRAVES ANDRADE AR, COTRIM HP, SOARES DD, ALVES E, ALMEIDA AM, MELO V, ALMEIDA CG FAMEB-Universidade Federal da Bahia; FIOCRUZ; Núcleo Obesidade-Bahia Fundamentos: A cirurgia bariátrica tem sido preconizada como uma das formas de tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em obesos graves. Entretanto, este é ainda um tema em discussão. Este estudo teve como objetivo avaliar a evolução da DHGNA em obesos submetidos à cirurgia bariátrica. Método: Estudo coorte, onde foram avaliados obesos graves com diagnóstico histológico de DHGNA após perda de peso. Foram incluídos pacientes antes e após a perda de peso, e foram utilizados para análise, os critérios HAIR e BAAT, que são considerados marcadores de gravidade da DHGNA. HAIR: Hipertensão arterial, ALT > 40 e resistência à insulina (HOMA 3); Critérios BAAT; idade > 50 anos, IMC 28, ALT > 2X valor de referência, triglicérides > 150. A presença de pelo menos 2 critérios em qualquer dos escores foram são considerados marcadores de doença avançada. Resultados: Foram avaliados 44 pacientes com idade média de 38,9 ± 12,7 anos, sendo 63,8% do sexo feminino, com IMC médio de 45,4 ± 5,8. Antes da cirurgia 61,4% dos pacientes apresentavam síndrome metabólica e 50% esteatose à ultra-sonografia. Após perda de peso médio de 46kg em uma média de 20,9 ± 5,75 meses (12 a 20). Na avaliação inicial 50% (22) dos pacientes apresentavam critérios de gravidade (HAIR). Após a perda de peso, 1 (4,5%) paciente tinha apresentava mais de 2 destes critérios de gravidade. Houve controle da pressão arterial em 47,7% (21) dos pacientes, queda da ALT em 31,8%, e controle da resistência à insulina. Dos 28 (63,6%) dos pacientes com HOMA 3, antes da cirurgia, apenas um continuou com resistência a insulina. Na avaliação pelos critérios BAAT 70,45% (31) dos obesos com DHGNA apresentavam critérios de gravidade. Após a perda de peso observou-se queda do IMC em 100%, sendo que 70,4% ficaram com IMC < 28kg/m2. Houve melhora da ALT em 31,8% e triglicérides em 52,3% dos pacientes. Conclusão: Os resultados mostram que considerados os principais critérios de gravidade, o tratamento da obesidade através da cirurgia bariátrica influencia na evolução clínica e no prognóstico de pacientes com diagnóstico de DHGNA. GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 13

14 TL-056 (113) PERFIL DE EXPRESSÃO GÊNICA NA PROGRESSÃO DA DOENÇA HEPÁ- TICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA): DA ESTEATOSE AO CARCINOMA HEPATOCELULAR (CHC) STEFANO JT 1, OLIVEIRA CPMS 1, CORRÊA-GIANNELLA ML 2, KUBRUSLY MS 1, BELLODI-PRIVATO M 1, MELLO ES 3, OLIVEIRA AC 1, BACCHELLA T 1, CALDWELL SH 4, ALVES VAF 3, CARRILHO FJ 1 1. Departamento de Gastroenterologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil Fundamentos: A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) abrange um largo espectro de doença, desde casos de esteatose simples até, esteato-hepatite (ENA), cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). Os aspectos fisiopatológicos desta progressão ainda são pouco conhecidos. O objetivo desse estudo foi caracterizar o perfil de expressão gênica e delinear vias moleculares e processos celulares nos diferentes estágios de evolução da DHGNA. Métodos: Dentre 408 pacientes diagnosticados com CHC no momento da ultra-sonografia, identificamos 7 casos (1,7%) com CHC secundário a ENA. O diagnóstico de CHC foi baseado na classificação do Barcelona Clinic Liver Cancer (BCLC) e confirmado histologicamente. Para a hibridização dos microarranjos de cdna [CodeLink Human Whole Genome Bioarrays (GE Healthcare Biosciences, Chalfont St. Giles, UK)] utilizou-se tecidos hepáticos de 3 pacientes diagnosticados com CHC moderadamente diferenciado (> 3,5cm) secundário a ENA e comparados a 9 pacientes com diagnóstico de DHGNA (3 esteatose simples, 3 ENA e 3 cirroses secundárias a ENA) e, 3 fragmentos hepáticos normais provenientes de doadores de fígado para transplante. Os valores de expressão gênica foram normalizados individualmente e os dados analisados pelo programa GenMapp/MAPPFinder (http://www.genmapp.org/), o qual utiliza informações provenientes do Gene Ontology Consortium (http://www.geneontology.org/ GO.doc.html). Resultados: As vias moleculares com alterações mais significativas foram às relacionadas à atividade mitocondrial e apoptose nas seguintes comparações: 1) controle e esteatose; 2) esteatose e ENA, e 3) cirrose secundária a ENA e CHC secundário a ENA. Porém, não se observou diferenças significativas na modulação destas vias entre ENA e cirrose secundária a ENA. As vias relacionadas à resposta imune estavam significantemente alteradas somente na comparação cirrose secundária a ENA e CHC secundário a ENA. Conclusão: Apesar das alterações mitocondriais na patogênese da DHGNA já estarem bem estabelecidas, nenhum estudo demonstrou sua participação no desenvolvimento do CHC secundário a ENA. O conhecimento destas alterações na evolução do CHC pode vir a ser clinicamente útil como marcador molecular para diagnóstico precoce e tratamento. TL-057 (331) IDENTIFICAÇÃO DA ESTEATOEPATITE NA DOENÇA HEPÁTICA GOR- DUROSA NÃO ALCOÓLICA ATRAVÉS DE TESTES NÃO INVASIVOS HA- BITUALMENTE EMPREGADOS NO ESTUDO DESSES PACIENTES PARISE ER, OLIVEIRA CPMS, SILVA GF, CARRILHO FJ, SANTOS VN, FURUYA JR CK, SALGADO ALF Universidade Federal de São Paulo, Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Botucatu Fundamentos: A DHGNA acomete cerca de 20% da população mundial, mas apenas 10-15% desses pacientes apresentam esteatoepatite não alcoólica (NASH), com potencial evolutivo para a cirrose e a insuficiência hepática. Vários testes têm sido empregados com o objetivo de identificar os portadores de NASH. Objetivo: Estudo multicêntrico em portadores de DHGNA submetidos à biópsia hepática percutânea, para avaliar retrospectivamente a capacidade de testes habitualmente empregados na prática médica em identificar de forma não invasiva portadores de NASH. Métodos: Pacientes com diagnóstico de DHGNA caracterizados à biópsia de acordo com os critérios de Matteoni et al. para identificação da esteatoepatite. Dosagens de ALT, AST, GGT, glicemia, colesterol total e HDL colesterol e triglicérides através de método automatizado. Insulina plasmática de jejum através de imunofluorimetria. Índice de resistência insulínica calculada pelo modelo homeostático, HOMA-IR. Análise estatística pelo χ2, regressão binária e curva ROC. Resultados: foram incluídos no estudo 253 pacientes. A idade média foi de anos, sendo 51% do gênero masculino. O diagnóstico de NASH foi estabelecido em 65% dos casos. Em análise univariada estiveram significantemente associados à presença de NASH na biópsia as variáveis idade, IMC, Insulina, Glicose, Homa-IR, AST e Diabetes Após regressão binária estiveram independentemente associadas ao diagnóstico de NASH [OR(IC95%)] o IMC 2,438 (1,098-5,414) p = 0,029; AST 1,005 (1,001-1,009) p = 0,029; Diabetes 3,649 (1,42-8,112) p = 0,001. Com esses dados foi calculado fórmula: (IMCx2,4)+(AST)+(Diabetes x 3,6). Com essa fórmula foi construída curva ROC para 296 pacientes (casuística original + 43 casos novos) que mostrou ASC = 0,709 (0,648-0,769), p < 0,001. O diagnóstico de NASH para valores > 2,9 apresentou sensibilidade de 70% e especificidade de 62,5%. Conclusão: A presença de sobrepeso, diabetes mellitus e AST alterada em pacientes com DHGNA podem ser preditivos de NASH na biópsia hepática. Estudos em populações com diferentes prevalências de NASH à biópsia devem ser efetuados. TL-058 (143) DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA EM ADOLESCEN- TES: RELEVÂNCIA DO SOBREPESO COMO FATOR DE RISCO ROCHA R, GUIMARÃES I, BITENCOURT A, BARBOSA D, ALMEIDA A, SANTOS A, CUNHA B, FERRAZ AC, COTRIM HP Faculdade de Medicina da Bahia Universidade Federal da Bahia Fundamentos: O aumento da freqüência de obesidade entre adolescentes tem contribuído para o aparecimento de doenças crônicas como a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA). Entretanto, também é de interesse avaliar a relação entre sobrepeso e esta doença. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a importância o sobrepeso como fator de risco para DHGNA em adolescentes assintomáticos. Métodos: Estudo observacional transversal, onde foram estudados adolescentes entre 11 e 18 anos com sobrepeso de escolas públicas e privadas em Salvador-Bahia, no período de outubro de 2005 a outubro de A avaliação incluiu circunferência da cintura (CC), índice de massa corporal (IMC), níveis séricos de aminotransferases (ALT, AST e GGT), glicemia, insulina, HDL-c e triglicérides, medida pressão arterial e ultrasonografia abdominal. Foram critérios para diagnóstico de DHGNA: presença de esteatose em métodos de imagem, história negativa ou ocasional de ingestão de bebidas alcoólicas ( 140g/semana), e investigação negativa para outras doenças hepáticas. A resistência à insulina foi avaliada pelo HOMA [homeostasis model assessment], considerando ponte corte HOMA 3,16. Resultados: De 648 adolescentes avaliados, 158 apresentavam sobrepeso e foram incluídos no estudo. A média de idade foi de 14,2 ± 2,1 anos, e 65,8% eram do sexo feminino. Nestes, 0,6% (n = 1) tinha AST elevada, 1,3% (n = 2) GGT elevada e 0,6% (n = 1) AST, ALT e GGT elevadas. A ultra-sonografia foi normal em todos os casos. Nenhum dos adolescentes com elevação de aminotransferase apresentou CC aumentada ou resistência à insulina e apenas o adolescente com AST, ALT e GGT elevadas tinha síndrome metabólica. O HOMA apresentou fraca correlação estatisticamente significante com GGT (r = 0,2; p < 0,05). Conclusão: No presente estudo não foi observado correlação entre DHGNA e sobrepeso em adolescentes assintomáticos. O acompanhamento destes indivíduos através de um estudo longitudinal é de interesse, pois houve associação do sobrepeso com obesidade central e resistência à insulina, fatores comumente relacionados à DHGNA. TL-059 (146) DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA): COM- PARAÇÃO ENTRE PACIENTES COM E SEM DIABETES MELLITUS (DM) LEITE NC, FERNANDES TP, BATISTA AD, SEGADAS-SOARES JA, NABUCO LC, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM Serviço de Hepatologia HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: DM é um fator de risco para a DHGNA, podendo estar presente em 10 a 55% dos pacientes com DHGNA, porém ainda não está estabelecido seu impacto na gravidade da doença hepática. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de DM em portadores de DHGNA e comparar as características demográficas, laboratoriais e ultra-sonográficas em pacientes com e sem DM. Metodologia: Foram incluídos pacientes com US revelando fígado hiperecogênico, com redução da atenuação do feixe sonoro compatível com infiltração gordurosa hepática e/ou biópsia hepática (BH) sugestiva de DHGNA pelos critérios propostos por Brunt (1999). Os pacientes que apresentavam cirrose à BH e/ou redução volumétrica do fígado, esplenomegalia, veias hepáticas portalizadas, aumento do diâmetro (> 1,2cm) e/ou redução do fluxo portal (< 15cm/seg) foram considerados portadores de doença avançada. Foram excluídos pacientes com ingestão alcoólica 20g/dia. Os critérios para o diagnóstico de DM foram aqueles definidos pela Associação Americana de Diabetes (2006). Foi realizada análise comparativa entre os pacientes com e sem DM em relação às variáveis demográficas, laboratoriais e achados ultra-sonográficos. Resultados: Foram avaliados 366 pacientes com DHGNA, sendo 221 (60%) do sexo masculino, com média de idade de (21-86) anos. Nessa amostra, 78 pacientes (21%) apresentavam DM. Os pacientes com DM apresentavam idade mais elevada (59+11 vs ; p < 0,001), maior freqüência do sexo feminino (53% vs. 36%; p = 0,008), assim como de níveis anormais de AST (54% vs. 38%; p = 0,015), de relação AST/ALT > 1 (37% vs. 18%; p < 0,001) e de achados ultra-sonográficos de doença hepática avançada (35% vs. 11%; p < 0,001). Considerando-se os pacientes com evidências ultra-sonográficas e/ou histopatológicas de DHGNA, os pacientes diabéticos apresentaram maior prevalência de doença avançada (36% vs. 13%; p < 0,001). Conclusões: DM é um importante fator associado à DHGNA e sua presença se associa a níveis mais elevados de enzimas hepáticas e sinais de doença hepática avançada. Estes achados ressaltam a importância de se adotar condutas diagnósticas e terapêuticas mais efetivas nesse grupo de pacientes. TL-060 (172) MODELO EXPERIMENTAL DE CARCINOMA HEPATOCELULAR (CHC) NA ESTEATO-HEPATITE NÃO ALCOÓLICA (ENA) EM RATOS SPRAGUE- DAWLEY LIMA VMR, OLIVEIRA CPMS, CALDWELL SH, OLIVEIRA EP, MATSUMOTO PT, CHAMMAS C, CERRI G, ALVES VAF, CARRILHO FJ Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, SP, Brasil Fundamentos: O carcinoma hepatocelular (CHC) ocupa o 5 o lugar em prevalência de câncer no mundo e o 3 o lugar na mortalidade global. Sua incidência vem aumen- S 14 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

15 tando especialmente em países ocidentais devido ao aumento da hepatite C, da obesidade e do Diabetes Mellitus. A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHG- NA) constitui uma epidemia mundial, podendo evoluir desde esteatose simples até esteato-hepatite (ENA), cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). Baseando-se nestas evidências, faz-se necessário o desenvolvimento de modelos experimentais que possibilitem o entendimento da hepatocarcinogênese na DHGNA. Métodos: Foram utilizados 7 ratos Sprague-Dawley (4 machos e 3 fêmeas), pesando g, submetidos à dieta hiperlipídica deficiente em colina por 16 semanas, associada à solução aquosa de N-Nitrosodiethylamine (Sigma Co.) 13-15mg/kg/dia. Os animais foram anestesiados com cloridrato de S(+) cetamina 100mg/kg e Xylazina 10-13mg/ kg por via intraperitoneal para realização da ultra-sonografia de abdome e, posterior sacrifício. Fragmentos de tecidos hepáticos previamente fixados em solução de Formol 4% foram processados e submetidos às colorações de hematoxilina-eosina (HE) e Tricromo de Masson. A análise histológica foi realizada por um único patologista experiente para definir a presença de: esteatose macro/microvesicular, focos de necrose, fibrose perivenular e portal, infiltrado inflamatório, cirrose, displasia e carcinoma hepatocelular. Resultados: Ao término do experimento a sobrevida dos animais foi 100%. No exame ultra-sonográfico constatou-se a presença de esteatose em todos os animais e a presença de lesões nodulares focais em 6 deles. No exame macroscópico verificou-se esteatose em todos os animais e cirrose, com distribuição não uniforme nos lobos hepáticos, em 86% (6/7) dos animais. Este achado foi comprovado posteriormente pelo exame histológico. Na microscopia todos os animais apresentaram ENA definida como: presença de esteatose, inflamação, fibrose e balonização. Nos animais com cirrose foram evidenciados nódulos displásicos e CHC. O CHC variou de moderadamente diferenciado a indiferenciado. Conclusão: Desenvolveu-se experimentalmente um modeloanimal de cirrose e CHC associado à DHG- NA. Este modelo torna-se útil para estudos futuros da carcinogênese hepática na DHGNA e de suas abordagens terapêuticas. TL-061 (175) POLIMORFISMO NO GENE DA SUBUNIDADE CATALÍTICA DA GLUTA- MATO-CISTEINA LIGASE (GCLC) NA DOENÇA HEPÁTICA GORDURO- SA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA) OLIVEIRA CPMS, STEFANO JT, CAVALHEIRO-LUNA AM, LIMA VMR, SANTOS TE, VIEIRA SM, SANTOS VN, PARISE ER, CORRÊA-GIANNELLA ML, CARRILHO FJ Faculdade de Medicina USP/UNIFESP Fundamentos: Recentemente, especial atenção tem sido dada ao papel do estresse oxidativo e a disfunção nas defesas celulares antioxidantes na etiopatogênese da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA). O gene glutamato-cisteína ligase (GCLC) codifica uma subunidade da enzima que catalisa a primeira etapa na síntese da glutationa. O polimorfismo na região -129 C/T no gene GCLC está associado à baixa atividade desta enzima na doença coronariana e na lesão renal no Diabetes tipo I. O objetivo deste estudo foi examinar o efeito deste polimorfismo no metabolismo antioxidante na DHGNA. Métodos: Após extração de DNA de sangue periférico de 75 pacientes com diagnóstico histológico de DHGNA [16 esteatose simples e 59 esteato-hepatite (ENA)] e de 100 indivíduos saudáveis (controles), a região promotora do gene GCLC foi amplificada por PCR em tempo real e o polimorfismo -129C/T foi determinado por polimorfismo no comprimento dos fragmentos de restrição com a enzima Tsp45I. A freqüência deste polimorfismo foi comparada à freqüência observada nos controles. Resultados: A presença de pelo menos um alelo T no polimorfismo -129 C/T no gene GCLC, que está associada com menor atividade da região promotora, foi identificada em maior percentagem em pacientes com ENA (22%) que em pacientes com esteatose (6,3%). Após análise de regressão logística das variáveis independentes: sexo, idade, IMC, presença de diabetes, dislipidemia, HOMA (Homeostasis Model Assement) e hipertensão arterial, apenas o HOMA conferiu risco para esteato-hepatite nesta população (p = 0,016; OR > 2,0-2,5, e IC com 95%). Conclusões: (1) Embora sem diferença estatisticamente significante, o polimorfismo na região -129 C/T no gene GCLC esteve presente em maior percentagem na esteato-hepatite; (2) O HOMA > 3 foi a única variável que conferiu risco para esteato-hepatite; (3) A ausência de diferença estatisticamente significativa para pelo menos 1 alelo T e esteato-hepatite, provavelmente se deve ao pequeno número de amostras. Para que possa evidenciar esta diferença a partir dos dados atuais é necessária a ampliação da casuística para 59 indivíduos no grupo de esteatose. TL-062 (549) FREQÜÊNCIA DE ACHADOS ULTRA-SONOGRÁFICOS DE ESTEATOSE EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 (DM2) LEITE NC, CARDOSO CRL, SALLES GFC, ARAÚJO ALE, NOGUEIRA CAV, FREITAS L, DIAS SB Serviço de Clínica Médica - HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: DM é um fator de risco para a doença hepática gordurosa nãoalcoólica (DHGNA), porém ainda não está estabelecida a prevalência de DHGNA em pacientes diabéticos. O objetivo deste estudo foi determinar a freqüência de esteatose à ultra-sonografia (US) em portadores de DM2 e identificar os fatores que se correlacionaram com a sua presença. Metodologia: Foram incluídos pacientes entre 18 e 65 anos portadores de DM2. Os critérios para o diagnóstico de DM foram aqueles definidos pela Associação Americana de Diabetes (2006). Todos os pacientes foram submetidos à US com o mesmo examinador e os critérios utilizados para esteatose foram fígado com ecogenicidade aumentada em comparação aos rins, redução da visualização do lume de veias hepáticas e diafragma. Foram excluídos pacientes com infecção pelo HBV, HCV, HIV e ingestão alcoólica = 20g/dia nos últimos 5 anos. Foi realizada análise comparativa entre os pacientes com e sem esteatose à US em relação às variáveis clínico-demográficas e laboratoriais. Resultados: Foram avaliados 161 pacientes com DM2, sendo 113 (70%) do sexo feminino, com média de idade de 55+8 (29-65) anos. Nesta amostra, 136 (84%) tinham hipertensão arterial, 144 (89%) dislipidemia e 110 (68%) apresentavam algum grau de esteatose à ultra-sonografia. Os pacientes com esteatose apresentaram maior freqüência de obesidade (61% vs. 18%; p < 0,001), do uso de metformin (82% vs. 55%; p < 0,001), maiores medidas de circunferência abdominal ( vs. 95+8; p < 0,001), relação cintura/quadril (mediana: 1,0 vs. 0,98; p = 0,006), assim como de níveis de triglicerídeos séricos (mediana: 162 vs. 113; p = 0,01) e ALT (mediana: 39 vs. 36; p = 0,013).. Não houve associação entre sexo (p = 0,50), idade (p = 0,34), tempo de diagnóstico de DM2 (p = 0,15), valores de glicemia (p = 0,19), hemoglobina glicosilada (p = 0,80), níveis de AST (p = 0,83) e gamaglutamil-transferase (p = 0,23) com a presença de esteatose. Conclusões: A freqüência de esteatose à ultrasonografia é muito elevada em pacientes portadores de DM2. As medidas antropométricas, os níveis de triglicerídeos séricos e ALT foram os fatores associados à presença de esteatose. As variáveis relacionadas ao controle e tempo de DM2 não correlacionaram-se com os achados utra-sonográficos de esteatose. TL-063 (565) INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA FULMINANTE EM PACIENTES OBESO-MÓR- BIDOS APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA OLIVEIRA E SILVA A DE, CARDOZO VDS, ROCHA BS, WAHLE RC, NÉSPOLI PR, SOUZA EO, DAZZI FL, MANCERO JPM, LARREA FIS, PERÓN JR G, RIBEIRO JR MAF, COPSTEIN JLM, GONZALEZ AM, D ALBUQUERQUE LAC Centro Terapêutico Especializado em Fígado (CETEFI), Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: A cirurgia da obesidade pode induzir em obesos mórbidos o aparecimento de insuficiência hepática fulminante irreversível, onde está indicada a realização de transplante de fígado (TxF). Métodos: Descrever a ocorrência de hepatite fulminante em pacientes obeso mórbidos após realização de cirurgia bariátrica. No Centro Especializado em Terapia do Fígado (CETEFI) estudaram-se 5 mulheres com IMC > 40Kg/m2, 2(40%) tratadas pela cirurgia de Fobi-Capela e 3(60%) pela cirurgia de Scopinaro. A amostra estudada apresentava extremos de idades entre anos e MELD variando entre 16-38, com IMC antes da cirurgia bariátrica variando de 42-67,6Kg/m², e que cursaram com perda de peso de 30 a 93Kg ao longo do 1º trimestre de pós-operatório, com tempo de instalação da insuficiência hepática variando de 2 a 18 meses após a cirurgia bariátrica. Resultados: Dos 5 pacientes, 3 (60%) foram a óbito antes do TxF e 2 (40%) submeteram-se ao TxF valendo-se de doador vivo ou cadáver. As duas pacientes transplantadas haviam sido submetidas a cirurgia de Scopinaro, sendo que em uma delas tal cirurgia foi preservada, entretanto a paciente faleceu no 1º mês de pós-transplante, e no outro caso, a cirurgia bariátrica foi desfeita antes do TxF, visando não dificultar a absorção dos imunossupressores empregados usualmente e tal pacientes permanece viva após um ano do TxF em acompanhamento ambulatorial. Conclusões: As técnicas de Fobi-Capela e Scopinaro mostram-se efetivas na indução de perda de peso. Tem o inconveniente de associar-se ao desenvolvimento de complicações graves, tais como supercrescimento bacteriano em segmento de intestino delgado desviado resultando em produção aumentada de endotoxinas. Quando cursam com mobilização maciça dessas moléculas, além de outras como TNF, interleucinas 1 e 6, fibrinogênio e proteína C reativa liberadas a partir da gordura intraperitoneal, a qual funciona como órgão endócrino, desenvolvem necrose hepatocelular extensa, com falência funcional do parênquima, levando a que sejam conduzidos pelo transplante de fígado. É recomendável que aqueles conduzidos por cirurgia bariátrica do tipo disabisortivas como na técnica de Scopinaro, devem ser cuidadosamente avaliado do ponto de vista funcional hepático, por isso o grupo sugere que aqueles pacientes com esteatose avançada ou esteato-hepatite com cirrose estão contra-indicada este tipo de cirurgia pelo risco elevado de grave disfunção hepática celular no pós-operatório imediato. TL-064 (52) INCIDÊNCIA DE CARCINOMA HEPATOCELULAR EM PACIENTES COM CIRROSE PELO VÍRUS C COM E SEM RESPOSTA VIROLÓGICA SUSTEN- TADA CHEINQUER H, CHEINQUER N, COELHO-BORGES S, FALAVIGNA M, WOLFF FH, ZWIRTES RF, DORIGON G, SILVA CA, STIFT J, SILVEIRA ECZ Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Porto Alegre, RS, Brasil Fundamentos: O tratamento com interferon convencional (IFN) ou interferon peguilado (PEG-IFN) com ou sem ribavirina (RBV) é capaz de alcançar resposta virológica sustentada (RVS) em pacientes com cirrose causada pelo vírus da hepatite C (VHC). Estudos recentes indicam que pacientes com cirrose pelo VHC que alcançaram a RVS parecem apresentar menor incidência de carcinoma hepatocelular (CHC) durante o seguimento. Métodos: Foi analisada coorte de 151 pacientes VHC positivos com diagnóstico de cirrose compensada (Child A) tratados com algum esquema GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 15

16 a base de IFN ou PEG-IFN, com ou sem RBV. Foram incluídos apenas pacientes com seguimento 12 meses após o final do tratamento com visitas semestrais contendo ultra-sonografia, alfa-fetoproteína e testes laboratoriais hepáticos. Definiu-se RVS por RNA-VHC negativo seis meses pós-tratamento medido no soro por técnica de PCR qualitativo com limite de detecção de 50UI/mL. CHC foi definido por exame anatomopatológico e/ou achado de nódulo hepático em pelo menos dois métodos de imagem, havendo captação do contraste na fase arterial em pelo menos um deles. O estudo foi aprovado pela comissão de ética da instituição e todos pacientes assinaram consentimento informado. Resultados: A média de idade foi de 53,1 ± 9,5 anos; 91 (60,3%) eram homens; 41 (30,8%) com genótipo 1 (de 133 avaliados). RVS foi alcançada em 71 pacientes (47%). Os grupos com e sem RVS apresentaram distribuição semelhante de idade e sexo, porém houve maior prevalência de portadores do genótipo 1 no grupo sem RVS (39,7 vs 21,5%). O seguimento médio foi de 38,6 ± 25,7 meses nos pacientes com RVS e 31,6 ± 21,5 meses nos pacientes sem RVS (P = 0,1). A incidência global de CHC foi de 15,3% (23 casos), sendo 4 casos (5,6%) no grupo com RVS e 19 casos (23,8%) no grupo sem RVS (P = 0,002). A redução de risco para CHC associada a RVS foi de 76% (risco relativo: 0,24; IC95%: 0,08-0,66). Conclusões: Pacientes cirróticos com RVS apresentaram menor incidência de CHC em comparação àqueles que não obtiveram sucesso terapêutico. Esse achado sugere que a eliminação do VHC exerce efeito protetor contra o desenvolvimento dessa neoplasia, conferindo melhor prognóstico. TL-065 (114) IDENTIFICAÇÃO DE POTENCIAIS MARCADORES MOLECULARES NO CARCINOMA HEPATOCELULAR RELACIONADO À INFECÇÃO PELO VÍ- RUS DA HEPATITE B OU C E TUMORES NÃO VIRAIS BELLODI-PRIVATO M, KUBRUSLY MS, STEFANO JT, OLIVEIRA AC, MACHADO MCC, BACCHELLA T, CARRILHO FJ Departamento de Gastroenterologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil Fundamentos: O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é um processo complexo associado a mudanças na expressão gênica. A hepatite crônica relacionada à infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC) é o principal fator associado à carcinogênese do CHC. Alguns CHC não estão relacionados com infecção viral prévia. Os aspectos moleculares deste tipo raro de CHC, ainda não estão bem estabelecidos. O objetivo desse estudo foi evidenciar semelhanças e diferenças na quantidade de RNAm entre os três tipos de CHC: não viral (NV-CHC) e virais (VHB-CHC ou VHC-CHC) utilizando-se microarranjos de cdna. A determinação do perfil molecular permitirá distinguir alterações genéticas comuns e vias metabólicas envolvidas na carcinogênese hepática desses três tipos de CHC. Métodos: Amostras de tumor isoladas cirurgicamente de nove pacientes (3 VHB-CHC, 3 VHC-CHC e 3 NV-CHC) foram avaliadas quanto à expressão do RNAm utilizando-se a plataforma CodeLink Human Whole Genome Bioarrays (GE Healthcare Biosciences). O número de genes diferencialmente expressos em todas as condições foi selecionado utilizando-se dois critérios: a diferença de expressão de pelo menos duas vezes e o teste t com p < 0,05. As vias metabólicas moduladas nas diferentes condições foram determinadas utilizando-se o KEGG Pathway Database (http://www.genome.jp/kegg/pathway.html). Resultados: Diferenças significativas nos níveis de expressão gênica foram encontradas nas seguintes comparações: genes para VHB-CHC vs NV-CHC, genes para VHB-CHC/VHC-CHC vs NV-CHC, genes para VHB-CHC vs VHC-CHC e genes para VHC-CHC vs NV-HCC. Nenhuma via metabólica comum com genes diferencialmente expressos foi evidenciada nos grupos comparados. Vias metabólicas específicas foram moduladas: VHB-CHC vs NV-CHC (2,4-Dichlorobenzoate degradation, Ascorbate and Aldarate metabolism, Coumarine and phenylpropanoid biosynthesis, Fatty acid biosynthesis, Glycosaminoglycan degradation, Heparan sulfate biosynthesis), VHB-CHC/VHC-CHC vs NV-CHC (Amyotrophic lateral sclerosis-als), VHB-CHC vs VHC-CHC (Alkaloid biosynthesis I, Novobiocin biosynthesis, O-Glycan biosynthesis) e VHC-CHC vs NV-HCC (Glyoxylate and dicarboxylate metabolism, Nicotinate and nicotinamide metabolism). Conclusões: Este estudo revela diferenças na assinatura molecular entre CHC não virais (NV-CHC) e virais (VHB- CHC ou VHC-CHC). Estudos complementares estão sendo realizados para caracterizar marcadores moleculares específicos para as diferentes etiologias de CHC. TL-066 (500) AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO PRÉ-TRANSPLANTE HEPÁTICO EM PA- CIENTES COM CARCINOMA HEPATOCELULAR SECUNDÁRIO ÀS HE- PATITES VIRAIS CRÔNICAS CARREIRO G, DOTTORI M, SANTORO-LOPES G, COELHO HS, BASTO S, RAMOS AL Programa de Transplante Hepático do H. U. Clementino Fraga Filho - UFRJ Fundamentos: O transplante hepático (TH) é hoje, provavelmente, a melhor opção terapêutica no tratamento do carcinoma hepatocelular (CHC) em fígado cirrótico. Muitas vezes, principalmente na era pré-meld ( Model of End-stage Liver Disease - modelo de doença hepática terminal), é necessário a administração de um método terapêutico local até a disponibilização de um órgão para o TH. Objetivo: Série de casos demonstrando o resultado histopatológico, avaliado no explante, do tratamento neoadjuvante do CHC em pacientes com hepatite viral B ou C. Pacientes e métodos: Avaliamos 27 pacientes com diagnóstico pré-th de CHC. Havia 20 pacientes do sexo masculino, a idade média dos pacientes foi de 55,3 anos, 22 pacientes tinham hepatite C e 26 pacientes tinham até 3 tumores identificados. Utilizamos a quimioembolização transarterial (QETA), a alcoolização e a ablação por rádiofreqüência (ARF) ou como terapêutica única ou em combinação. O resultado do tratamento foi expresso como o grau de necrose encontrado nos nódulos tratados. Quando havia necrose de todo o nódulo, sem visualização de células viáveis de CHC ao exame microscópico do explante, consideramos o resultado como NECROSE TOTAL. Quando havia, à microscopia do explante, pequenos nichos de células de CHC viáveis no nódulo tratado, principalmente encontrados na periferia do mesmo, consideramos o resultado como NECROSE SUBTOTAL. Quando encontrado, à microscopia do explante, células de CHC viáveis nos nódulos tratados que não preenchessem os dois critérios supracitados, consideramos o nódulo como ATIVO. Resultados: Dos pacientes avaliados, 21 foram submetidos a pelo menos uma sessão de QETA, 7 submeteram-se a pelo menos uma sessão de alcoolização e 2 pacientes foram submetidos a ARF. A mediana de tempo entre o diagnóstico do CHC e o início de algum tratamento paliativo foi de 71 dias (IIQ dias). A mediana de tempo entre o diagnóstico do CHC e a listagem foi de 66 dias (IIQ dias). Observamos que 18 pacientes (66,7%) obtiveram necrose total ou subtotal dos nódulos quando analisados o explante. Nos 18 pacientes que se submeteram exclusivamente à QETA, obtivemos necrose total ou subtotal em 12 casos (66,7%). A taxa de exclusão em fila de espera no período de 1 ano foi de 26%. Conclusão: Em nossa série, observamos que o tratamento neoadjuvante, principalmente a QETA, teve boa eficácia em provocar necrose total ou subtotal dos tumores tratados. TL-067 (582) MULHERES PRÉ-DOADORAS DE SANGUE COM ANTI-HCV POSITIVO: EXISTEM DIFERENÇAS SIGNIFICATIVAS EM RELAÇÃO AOS HOMENS? NARCISO-SHIAVON JL, CARVALHO FILHO RJ, EMORI CT, MELO IC, MARIYA FA, SCHIAVON LL, SILVA AEB, FERRAZ MLG Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: Estudos sugerem que as mulheres infectadas pelo vírus C apresentam progressão mais lenta da fibrose hepática. Poucos estudos compararam as características epidemiológicas e histológicas de homens e mulheres pré-doadores de sangue. Métodos: Estudo transversal de pré-doadores com anti-hcv (+), atendidos na Liga de Hepatites entre set/1997 e ago/2006. Os dados foram obtidos por revisão de prontuários padronizados. Resultados: Foram incluídos 651 pacientes com média de idade de 36 ± 11 anos, sendo 66% homens. As mulheres apresentaram maior proporção de profissionais de saúde (12% vs. 3%, P < 0,001) e de antecedentes transfusionais (18% vs. 12%, P = 0,049). Por outro lado, exibiram menores prevalências de promiscuidade sexual (3% vs. 22%, P < 0,001) e de uso de drogas injetáveis (2% vs. 11%, P < 0,001) e menor porcentagem de etilistas (5% vs. 29%, P < 0,001). Não houve diferença entre as médias de idade (36,0 ± 11,4 vs. 35,7 ± 11,1 anos, P = 0,776). Laboratorialmente, as mulheres mostraram maior contagem de plaquetas (mediana de vs /mm 3, P < 0,001) e menores níveis de AST (mediana de 0,78 vs. 0,92 xlsn, P = 0,001), ALT (mediana de 0,84 vs. 1,14 xlsn, P < 0,001) e de GGT (mediana de 0,75 vs. 1,12 xlsn, P < 0,001). Na repetição da sorologia, não houve diferença na porcentagem de anti-hcvs (-) entre mulheres e homens (32% vs. 28%, P = 0,650). Contudo, a pesquisa de HCV-RNA sérico foi mais freqüentemente negativa em mulheres (41% vs. 26%, P = 0,002). Quanto à histologia, houve menor proporção de casos de estadiamento avançado (E3/4) entre as mulheres (23% vs. 37%, P = 0,044). Entretanto, não houve diferenças em relação à APP (57% vs. 60%, P = 0,664). Conclusões: Apesar de serem mais expostas à transmissão transfusional, as mulheres pré-doadoras de sangue com anti-hcv (+) apresentam menor prevalência de HCV-RNA (+), sugerindo maior taxa de clareamento espontâneo do HCV entre as mulheres. Além disso, as mulheres apresentam evidências de doença hepática menos avançada, o que pode estar associado a características próprias do sexo feminino ou à menor prevalência de fatores associados, como o uso abusivo de álcool. TL-068 (574) PROGRESSÃO DA FIBROSE HEPÁTICA EM DIFERENTES POPULAÇÕES DE PORTADORES DE INFECÇÃO CRÔNICA PELO HCV: O VALOR DA ALT OLIVEIRA EMG, BADIANI R, PEREZ RM, CARVALHO-FILHO RJ, MELO IC, BECKER VR, LANZARA G, LEMOS LB, SILVA ISS, SILVA AEB, FERRAZ ML Setor de Hepatites - Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP Fundamentos: A ausência de correlação entre níveis de ALT e achados histológicos na infecção crônica pelo HCV tem tornado a determinação dos níveis desta enzima pouco útil no manuseio desses pacientes. Além disso, o comportamento da ALT pode mostrar particularidades entre diferentes grupos de pacientes, tornando seu emprego ainda mais questionável. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da ALT na taxa de progressão da fibrose em diferentes grupos populacionais. Métodos: Foram avaliados pacientes com diagnóstico de hepatite C crônica com biópsia hepática e tempo de infecção conhecido, de três diferentes grupos populacionais: não-urêmicos, portadores de insuficiência renal crônica (IRC) e transplantados renais. Foram avaliados sexo, idade, tempo de infecção, níveis de ALT, estadiamento e taxa de progressão de fibrose (TPF) nos diferentes grupos. A TPF foi calculado divi- S 16 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

17 dindo-se o grau de fibrose (estadiamento) pelo tempo de infecção em anos. Resultados: Foram estudados 445 pacientes: 219 (49%) nao-urêmicos, 173 (39%) com IRC e 53 (12%) transplantados renais. Dos 445 pacientes, 53% eram homens, com mediana de idade de 47 anos. Na amostra total 65% apresentavam ALT elevada (86% dos não-urêmicos, 44% dos IRC e 51% dos transplantados renais). A TPF foi de 0,09 em não-urêmicos, 0,08 em IRC e 0,07 UF/ano em transplantados renais. Quando pacientes com ALT normal e elevada foram comparados quanto a TPF (UF/ ano) e tempo estimado para desenvolvimento de cirrose, observou-se, respectivamente: em não-urêmicos, 0,045 e 89 anos para ALT nl e 0,1 e 40 anos para ALT elevada (P < 0,001); em IRC, 0,05 e 80 anos para ALT nl e 0,012 e 32 anos para ALT elevada (P = 0,006); em transplantados renais, 0,000 e (infinito) para ALT normal e 0,16 e 24 anos para ALT elevada. Conclusão: A despeito da conhecida baixa correlação entre níveis de ALT e achados histológicos na infecção crônica pelo HCV, a ALT se mostrou um bom marcador da taxa de progressão da fibrose hepática em diferentes grupos populacionais com infecção pelo HCV. TL-069 (121) HEPATITE B E DELTA: AVALIAÇÃO DE UMA SÉRIE DE CASOS NA RE- GIONAL DO JURUÁ - ESTADO DO ACRE VALLE SN, PEDREIRA H, KAY A, BRAGA W, PARANÁ R Universidade do Estado do Amazonas Hepatite B e Delta: avaliação de uma série de casos na regional do Juruá estado do Acre. Estima-se que aproximadamente 1/3 da população mundial já teve contato com o vírus da hepatite B e que cerca de 350 a 500 milhões são portadoras e desses 18 milhões estão infectados pelo vírus da hepatite delta (VHD). A região Amazônica é caracterizada como uma das regiões do mundo de maior ocorrência dos dois vírus. A caracterização clínica de ambos é variada, desde formas assintomáticas até fulminantes. Evidências clínicas e laboratoriais de surtos de hepatite fulminante em comunidades fechadas na Amazônia brasileira demonstram a presença marcante da doença na região, justificando assim o presente estudo. Estudo de base populacional aponta os municípios da regional do Juruá com maior prevalência. Objetivo: Descrever biologia molecular e aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção pelo vírus da hepatite B e Delta em pacientes atendidos no ambulatório de infectologia do Hospital Geral de Cruzeiro do Sul. Metodologia: Estudo descritivo de uma série de casos, foi aplicado um questionário para coleta de dados de prontuário médico e da Ficha de Notificação para as Hepatites Virais, lançadas no SINAN. Amostras coletadas previamente foram processadas para biologia molecular (genotipagem). Resultados: Avaliado 355 pacientes, 243 foram originados do prontuário médico, 104 de fichas de notificação e 8 de atestado de óbito. Taxa de incidência de hepatite B na região variou de 42/ hab/ano à 117/ hab/ano. Todas as formas clínicas foram identificadas, com maior número de pacientes (84%) na forma crônica, com média de idade 28 anos. Reatividade de 55,6% para Anti-VHD e 78,1% para o Anti-HBe. O óbito foi associada a co-infecção VHB/VHD. A resposta terapêutica, através da soroconversão de HBeAg e resposta bioquímica foi de 66,6%, mas nos pacientes Anti-HBe a resposta variou de 36,8 a 44,6%. A cura ocorreu em 1,7% (6/ 353). Os genótipos VHB encontrados foram A, F e D, com predomínio para o genótipo A, enquanto para o VHD o genótipo encontrado foi o III. Conclusões: Os doentes dessa casuística são compostos de adultos jovens, com idade média de 28 anos. A transmissão intrafamiliar parece ser a via mais importante. Associação entre óbito e história familiar de hepatite demonstra a importância desse vírus como agente etiológico de doença ictérica em nossa região. A co-infecção VHB/VHD foi expressiva em todas as formas clínicas. Os pacientes Anti-VHD e Anti-HBe foram maus respondedores ao tratamento. TL-070 (575) MARCADORES NÃO-INVASIVOS DE FIBROSE HEPÁTICA AVANÇADA EM PORTADORES DE HEPATITE B CRÔNICA CARVALHO FILHO RJ, SCHIAVON LL, CORAINE LA, NARCISO-SHIAVON JL, NISHIYAMA KH, CARA NJ, BARBOSA DV, LANZONI VP, FERRAZ MLG, SILVA AEB Setor de Hepatites Escola Paulista de Medicina Fundamentos: A biópsia hepática é um procedimento rotineiro na avaliação de pacientes com hepatopatias. Entretanto, trata-se de um método invasivo e sujeito a variabilidades amostral, intra- e interobservador. Assim, marcadores indiretos de fibrose hepática têm sido cada vez mais avaliados, com disponibilidades e acurácias variáveis. Nosso objetivo foi avaliar o desempenho de testes sanguíneos simples como preditivos de fibrose hepática avançada em portadores de hepatite B crônica. Métodos: Estudo transversal que incluiu pacientes com HBsAg (+) e alguma evidência de replicação viral (HBeAg (+), HBV-DNA > 105 cp/ml, HBcAg (+) no tecido e/ ou atividade histológica). Os achados histológicos foram avaliados conforme SBH/ SBP. Fibrose avançada foi definida como estadiamento = 3. Três modelos foram avaliados: APRI = (AST[xLSN]/Plaquetas[109/L]) x 100; FIB-4 = (Idade[anos] x AST[U/ L])/(Plaquetas[109/L] x ALT[U/L]½); e GAPRI = GGT[xLSN] x APRI. Curvas ROC avaliaram a performance diagnóstica destes modelos com o intuito de predizer a presença de fibrose avançada ao estudo histológico. Resultados: Foram incluídos 120 pacientes, 73% homens, 20% orientais e 75 (65%) HBeAg (+). A média de idade foi 40,9 ± 14,4 anos. Fibrose avançada foi identificada em 45 pacientes (38%). As áreas sob as curvas ROC foram: APRI = 0,835 ± 0,039; FIB-4 = 0,827 ± 0,039; e GAPRI = 0,851 ± 0,039 (P > 0,05 entre os modelos). Considerando pontos de corte clássicos para APRI e FIB-4, suas acurácias, VPP e VPN foram, respectivamente, 81% e 83%, 68% e 81% e 84% e 84%. Usando-se pontos de corte definidos por curva ROC, o GAPRI mostrou acurácia = 87%, VPP = 78% e VPN = 92%. A proporção de classificações incorretas foi de 20%, 17% e 13% para APRI, FIB-4 e GAPRI, respectivamente. Restringindo-se a indicação de biópsia hepática aos indivíduos com valores intermediários de cada modelo, esta poderia ser corretamente evitada em 62% com o APRI, 61% com o FIB-4 e 66% com o GAPRI. Conclusões: Índices de fácil aplicação, criados a partir de variáveis simples como idade, GGT, ALT, AST e número de plaquetas, podem sugerir a presença de fibrose hepática avançada na hepatite B crônica. TL-071 (534) APLICAÇÃO DO SCORE MELD NA HEPATITE FULMINANTE ROMA J, GONZALEZ ACG, GUEDES C, ZYNGIER I, VEIGA ZST, POUSA F, PAN MCC, ENNE M, PACHECO LM, BALBI E Hospital Geral de Bonsucesso Fundamento: A indicação de transplante hepático (TH) na insuficiência hepática aguda é baseada nos Critérios de King s College e Clichy. Recentemente o índice MELD, um score de gravidade de doença hepática crônica, tem sido estudado para indicação de TH de urgência na insuficiência hepática fulminante (IHF). No entanto, não existe um valor máximo estabelecido que defina morbimortalidade e risco cirúrgico proibitivo. Nosso objetivo é estabelecer uma pontuação máxima, através do score Meld nos casos de IHF de alto risco. Pacientes e métodos: Foram realizados 238 transplantes hepáticos no período de novembro de 2001 a agosto de 2007 em nosso serviço. Destes, foram analisados 29 transplantes por hepatite fulminante, dentre os quais 19 eram adultos (idade maior que 18 anos). O score MELD dos pacientes falecidos após transplante, grupo 1 (n = 9) foi comparado com o score MELD do grupo 2 (n = 10), sobreviventes. Também tentamos definir qual valor MELD contra-indicaria o transplante hepático de urgência. Os valores MELD foram comparados usando teste- t student, com p < 0,05, definido como estaticamente significante. Resultados: A média do score MELD foi 59 ± 12 para o grupo 1 e 38 ± 7,1 para o grupo 2 (p < 0,05). Todos os pacientes com score MELD > 51 faleceram no período pós transplante. Conclusão: Muitas variáveis influenciam no prognóstico do paciente com IHF tais como infecção, disponibilidade do órgão, qualidade do enxerto, falência de múltiplos órgãos e status neurológico do receptor. Em nossa cidade, onde a captação de órgãos é muito baixa e a mortalidade em urgência zero é alta, o score Meld poderia nos auxiliar na identificação de pacientes nos quais o benefício de transplantar seria desprezível. TL-072 (116) DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA EM OBESOS GRA- VES: RELAÇÃO ENTRE CONSUMO DE ÁLCOOL E FIBROSE HEPÁTICA COTRIM HP, ALMEIDA A, MAY D, ALVES E, BITTENCOURT A, CALDWELL SH, FREITAS LA FAMEB Universidade Federal da Bahia; CPqGM-FIOCRUZ-BA; Núcleo de Cirurgia e Obesidade-BA Fundamento: O consumo moderado de álcool tem sido associado a uma menor freqüência de resistência à insulina (RI) e diminuição de risco cardiovascular em obesos graves. Este estudo teve como objetivo principal avaliar a relação entre pequeno ou moderado consumo de álcool e gravidade da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em obesos graves. Pacientes e métodos: Estudo de corte transversal, que avaliou obesos graves que se submeteram a cirurgia bariátrica entre outubro de 2004 a maio de Os pacientes foram classificados em 3 grupos: G1: consumo moderado de álcool (> 20g/ e < 40g/dia); G2: consumo baixo (< 20g/dia); G3: sem consumo de álcool. O consumo de álcool foi determinado através de entrevistas seriadas e questionários. RI foi determinada pelo homeostasis model assessment (HOMA). HOMA 3 foi considerada com RI. DHGNA foi classificada nas biópsias como: esteatose isolada (Tipo I); esteatose + inflamação (Tipo II); esteatohepatite ou esteatose e balonização (Tipo III); esteato-hepatite com fibrose e/ou cirrose (Tipo IV). O projeto foi aprovado pelo CEP CPqGM- FIOCRUZ, Bahia). Resultados: Foram avaliados 132 pacientes, 83 (63,8%) do sexo feminino com média de idade de / O IMC médio foi de /- 5.6kg/m2. G1, G2 e G3 incluíram 19, 56 e 57 pacientes respectivamente. Os diagnósticos histológicos do G1 (moderado de álcool) foram: 10,5% (2) dos casos apresentavam fígado normal, 89, 5% (17) DHGNA TIPO III ou IV. G2 (consumo baixo de álcool): 10,7% (6) fígado normal e 1,8% (1) Tipo I e II, e 87, 5% (49) Tipo III ou IV da DHGNA. G3 (sem consumo de álcool): 10,5% (6) fígado normal, 3,5% (2) Tipo I ou II e 86% (49) Tipo III e IV. Um paciente do G3 (sem consumo de álcool) apresentava cirrose. RI foi avaliada em 102 pacientes e se correlacionou com consumo moderado ou negativo de álcool em 81,3% e 78,7% casos respectivamente (p < 0,05). Em pacientes com baixo consumo alcoólico 55% não apresentavam RI. Conclusões: a) baixo ou moderado consumo alcoólico não foi associado com gravidade da DHGNA em obesos graves; b) a freqüência de esteato-hepatite com fibrose foi semelhante em pacientes com e sem história de ingestão alcoólica; c) o baixo consumo alcoólico se correlacionou com ausência de resistência à insulina em mais da metade dos casos. A dissociação entre os efeitos da RI versus histologia é consistente com a complexa e ainda não bem compreendida interação entre álcool, obesidade e doença hepática. GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 17

18 Posters Complicações da Cirrose Hepática PO-001 (126) ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM CIRROSE HEPÁTICA ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE CIRROSE DO HUT BARBOSA WF, WATANABE APF, LOPES TP, MOREIRA ME, RUIVO GF, CAPPELLANES CA Universidade de Taubaté Fundamentos: A cirrose hepática é o estágio final comum de uma série de processos patológicos hepáticos de diversas causas, como o etilismo e as hepatites crônicas virais. A incidência global e a mortalidade da cirrose são altas em diversos países. A doença tem alto custo social e graves complicações. O objetivo deste estudo foi determinar a etiologia da cirrose hepática nos pacientes atendidos no Ambulatório de Cirrose Hepática do Hospital Universitário de Taubaté (HUT). Métodos: Estudo transversal prospectivo. Foram avaliados pacientes atendidos consecutivamente no ambulatório, durante um ano. Resultados: A amostra foi de 80 pacientes, 66,3% do sexo masculino com 51 ± 13 anos. O consumo de álcool foi a etiologia prevalente da cirrose hepática (46,3%), seguida da hepatite C (15,0%) e da associação entre consumo de álcool e hepatite C (13,8%). A cirrose de etiologia criptogênica bem como a esteatohepatite foram encontradas em 7,5% dos casos cada uma, seguida da hepatite auto-imune (2,5%). Etiologias como Síndrome de Render Osler Weber, Síndrome de Budd-Chiari, hepatite B isoladamente, associação de hepatite B com hepatite C e álcool, bem como Doença de Wilson e associação esquistossomose e hepatite C foram diagnosticadas, cada uma, em apenas 1 paciente. Conclusão: São de suma importância o diagnóstico precoce, o conhecimento das etiologias mais freqüentes e o prognóstico estimado dos pacientes com cirrose hepática devido à escassez de dados na literatura científica. Essas estimativas proporcionam benefícios na medida em que promovem diminuição no número de internações e os custos ao Sistema Público de Saúde. PO-002 (184) ASCITE COMO MANIFESTAÇÃO ISOLADA DE HIPOTIREOIDISMO RELATO DE CASO LIMA VERDE ABL, ROLIM TML, MACEDO MRF, CORSINO GA, OLIVEIRA ALST, PESSOA FSRP Hospital Geral de Fortaleza Fortaleza/CE Fundamentos: Ascite é uma manifestação incomum do hipotireoidismo. Apenas 4% dos pacientes com hipotireoidismo apresentam ascite, e apenas 1% dos casos de ascite é devido ao mixedema. Uma revisão de literatura mostrou a descrição de 44 casos de ascite mixedematosa, sendo que em 17 a ascite foi a primeira manifestação do hipotireoidismo. Na maioria dos casos relatados, pacientes com ascite mixedematosa, requerendo paracentese de alívio, têm hipotireoidismo bastante sintomático, de longa data. A análise do líquido ascítico usualmente mostra um exudato, com alto teor de proteínas e de colesterol e com predominância de linfócitos. O aumento da permeabilidade capilar parece desempenhar um papel importante na patogênese da ascite. Uma característica consistente com o diagnóstico é a boa resposta à reposição com hormônio tireoidiano, que leva a completa resolução da ascite. Métodos: Revisão de prontuário. Relato do caso: Paciente do sexo feminino, 57 anos, com aumento do volume abdominal e adinamia há 6 meses, já tendo realizado paracentese de alívio, sem esclarecimento diagnóstico. Negava edema de membros inferiores. Ao exame físico estava hipocorada, com bulhas cardíacas hipofonéticas e apresentava piparote positivo. A paciente tinha a função hepática preservada e o gradiente soro-ascite de albumina foi 0,3. O US abdominal e pélvico mostrava apenas ascite volumosa e a EDA evidenciou esofagite erosiva leve. O RX de tórax mostrava área cardíaca aumentada, sem derrame pleural. O ecocardiograma evidenciou derrame pericárdico discreto e FE 32%. A função tireoidiana mostrou um TSH elevado (73,8) com T3 e T4-livre diminuídos (< 40 e < 0.3, respectivamente). Foi então firmado o diagnóstico de ascite mixedematosa e iniciada reposição de levotiroxina em doses crescentes, bem como terapêutica para ICC. A paciente evoluiu com redução completa da ascite após o início da reposição hormonal. Conclusão: A ascite mixedematosa é rara, mas deve ser lembrada no diagnóstico diferencial de casos de ascite de origem peritoneal, já que existe terapia simples e eficaz com reposição hormonal. PO-003 (191) RELATO DE CASO: TROMBOSE DE VEIA PORTA TADDEO EF, RASSLAN Z, SEPARELLO FJ, GOLIM V, LIMA CA, KIM DK Hospital Central I. Santa Casa de São Paulo SP A trombose da veia porta provoca muitas vezes descompensações hepáticas graves como ascite, hemorragia digestiva alta e insuficiência hepática dependendo do grau de acometimento. Tem como causas trombos sanguíneos ou infiltração tumoral. Trata-se de paciente do sexo feminino, 52 anos, procedente de São Paulo, do lar; história de dor abdominal há 1 semana com aumento do volume abdominal e aparecimento de manchas em tórax e membros superiores; sem febre e vômito. Ao exame: icterícia 2+, hipocorada 2+, pele com telangiectasia (tórax, face e membros superiores); abdome: ascite 4+, circulação colateral cava-cava. Nos exames laboratoriais: AST: 600U/L; ALT: 800U/L; BT: 2,50; BD: 1,70; FA: 250; gama GT: 180; HbsAg +, anti HBsAg < 10, HBe +, anti HBe Ag +, anti HBc IgM +, anti HCV -; TP: 46%. USG abdome: volume lobo hepático direito reduzido, trombose veia porta e ascite. Tratada com diuréticos, evoluiu com redução da ascite e desaparecimento das telangiectasias. Neste caso trata-se de paciente portadora de HBV crônica que fez flair com insuficiência hepática, coagulopatia e trombose de veia porta. PO-004 (192) SANGRAMENTO GASTROINTESTINAL NO DEPARTAMENTO DE EMER- GÊNCIA: ESTUDO DEMOGRÁFICO E ETIOLÓGICO ATRAVÉS DA ENDOS- COPIA DIGESTIVA ALTA FONSECA NETO OCL, ROCHA JÚNIOR ET, ARCOVERDE LCA, MIRANDA AL Serviço de Cirurgia Geral e do Trauma do Hospital da Restauração, Recife - PE Fundamentos: A hemorragia digestiva alta necessita de uma rápida definição diagnóstico/terapêutica para obter-se bom prognóstico. A endoscopia digestiva é o principal aliado nessa condição, podendo contribuir de forma diagnóstica e/ou terapêutica. A etiologia varia com aspectos epidemiológicos como: idade, sexo, local de origem e hábitos sociais e, em 8-10% dos casos, tem causa desconhecida. São agentes etiológicos: doença ulcerosa péptica, varizes esofágicas, tumores, esofagite, dentre outras causas. Objetivo: Demonstrar o perfil epidemiológico da hemorragia digestiva alta dos pacientes admitidos no setor de emergência do Hospital da Restauração, Recife - PE. Material e método: Selecionamos laudos de endoscopias digestivas altas realizadas no Serviço de Endoscopia do Hospital da Restauração-PE, período entre setembro e novembro de 2005 (986 laudos), analisamos as variáveis: sexo, idade, indicação, diagnóstico, procedimentos realizados e complicações. Realizamos cálculos matemáticos nesses dados, elaborando tabelas com auxílio de programas de computador (Excel e SPSS) e confeccionamos gráficos para exposição dos resultados. Resultados: Das 986 endoscopias digestivas altas, 540 eram pacientes do sexo masculino (54,8%) e 446 do sexo feminino (45,2%). A média de idade geral foi 47,7 anos (47,3 anos para o sexo masculino e 48,3 anos para o feminino). A indicação mais freqüente foi hemorragia digestiva alta (394 casos 39,9%), 252 pacientes do sexo masculino (63,9%) e 143 do sexo feminino (36,1%). A média geral de idade foi 54,5 anos, tendo-se uma média de 52,6 anos para os homens e 57,5 anos para as mulheres. Quanto à origem, 251 casos decorreram de varizes esofágicas (64%), 41 pacientes de úlcera duodenal (10,5%), 31 casos por úlcera gástrica (8%), Síndrome de Mallory-Weiss em 10 pacientes (2,5%), esofagite em 37 indivíduos (9%), em 7 casos, tumores Bormann III (2%), gastrite em 13 pacientes (3%), etiologia desconhecida 10 casos (2,5%). Dos pacientes com varizes esofágicas, 225 (90%) procediam de zonas endêmicas (esquistossomose) e em 26(10%) não se controlou o sangramento com esclerose ou ligadura. Conclusão: A hemorragia digestiva alta é bastante incidente e prevalente em nosso meio, tendo a participação de fatores epidemiológicos na sua etiologia. No nosso meio, varizes do esôfago constituem a principal etiologia. PO-005 (208) PERFIL DA CELULARIDADE DA ASCITE CIRRÓTICA COMPLICADA POR PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA GUZZO PL, ROSA JMS, MOCHCOVITCH MD, CARVALHO JR, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM Serviço de Hepatologia HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: O diagnóstico da peritonite bacteriana espontânea (PBE) se baseia na celularidade do líquido ascítico, com uma contagem de polimorfonucleares (PMN) igual ou superior a 250 células/mm 3. O objetivo deste estudo foi descrever a variação do número de leucócitos e a ocorrência de predomínio de células mononucleares em relação aos PMN em amostras de líquido ascítico de pacientes cirróticos com PBE. Metodologia: Foram analisadas retrospectivamente 1060 amostras de líquido ascítico coletadas entre novembro de 2003 e agosto de Foram excluídas 236 por pertencerem a pacientes sem hepatopatia e 66 por dados incompletos. Das 758 amostras restantes 158 apresentavam critério diagnóstico de PBE (PMN maior ou igual a 250 células/mm 3 ). Resultados: Das 158 amostras incluídas no estudo, 38,6% apresentavam celularidade do líquido ascítico até 1000 células/mm 3 com a seguinte distribuição: 13,3% com contagem até 500 células/mm 3 e 25,3% de 501 até 1000 células/mm 3. Nos líquidos restantes, a distribuição foi: 20,3% de 1001 até 2000 células/mm 3, 19,6% de 2001 até 5000 células/mm 3, 13,9% de 5001 até células/mm 3 e 7,6% acima de células/mm 3. Dessa forma, 78,5% apresenta- S 18 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

19 vam celularidade até 5000 células/mm 3. Em 18% das amostras, a porcentagem de polimorfonucleares era menor que 50%, com predomínio de mononucleares. Conclusões: A PBE geralmente se apresenta com baixa celularidade, na maioria dos casos até 5000 células/mm 3. Contagens mais elevadas, sobretudo acima de células/mm 3, são raras e indicam a necessidade de investigação de outras causas de infecção abdominal. A porcentagem de polimorfonucleares é maior que 50% na maior parte das amostras. No entanto, o predomínio de mononucleares não exclui o diagnóstico de PBE. PO-006 (209) ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE PROTEÍNA DO LÍQUIDO ASCÍTICO E DIAGNÓSTICO DE PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA EM CIR- RÓTICOS ROSA JMS, GUZZO PL, MOCHCOVITCH MD, CARVALHO JR, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM Serviço de Hepatologia HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: Valor de proteína no líquido ascítico inferior a 1g/dl é considerado fator preditivo de peritonite bacteriana espontânea (PBE). O objetivo deste estudo foi comparar os níveis de proteína do líquido ascítico em pacientes portadores de cirrose hepática com e sem PBE, e avaliar se existe relação entre a ocorrência de PBE e proteína < 1g/dl no líquido ascítico. Metodologia: Foram analisadas retrospectivamente 1060 amostras de líquido ascítico coletadas entre novembro de 2003 e agosto de Foram excluídas 236 amostras por pertencerem a pacientes sem hepatopatia e 481 por não terem informação sobre proteína no líquido ascítico. Foram incluídas no estudo 343 amostras. Pacientes com diagnóstico de PBE foram comparados com aqueles sem PBE. O diagnóstico de PBE foi definido pela contagem de polimorfonucleares no líquido ascítico igual ou superior a 250cels/mm 3. Resultados: Entre as 343 amostras incluídas, 86 (25,1%) apresentavam critério para PBE. A mediana da proteína no líquido ascítico foi de 1,2g/dl. Não houve diferença entre a mediana em cada um dos grupos (p = 0,56). A proteína do líquido ascítico foi menor que 1g/dl em 40,1% do grupo sem PBE e em 40,7% do grupo com PBE (p = 0,92). Conclusões: Apesar da proporção elevada de líquidos ascíticos com níveis de proteína inferior a 1g/dl, não houve associação entre este dado e o diagnóstico de PBE. Os dados deste estudo sugerem que a proteína do líquido ascítico não deva ser utilizada como critério isolado para indicação de profilaxia antibiótica primária em portadores de cirrose hepática com ascite. PO-007 (210) NÍVEIS SÉRICOS DE COLESTEROL-HDL EM PORTADORES DE CIRROSE HEPÁTICA LUZ RP, MANHÃES FG, SCHMAL AR, CARVALHO JR, VILLELA-NOGUEIRA CA, PEREZ RM, COELHO HSM Serviço de Hepatologia HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamentos: Embora já tenha sido demonstrado que portadores de cirrose hepática avançada apresentam níveis mais baixos de colesterol total, a associação entre colesterol-hdl e função hepática ainda não está claramente estabelecida. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre níveis séricos de colesterol-hdl e função hepática. Metodologia: Foram analisados os dados de pacientes com cirrose hepática, acompanhados no ambulatório de cirrose no período 2005 a 2007, que realizaram determinação dos níveis de colesterol-hdl. Foram excluídos os pacientes com doença hepática colestática. Os pacientes com níveis de colesterol-hdl < 40mg/ dl foram comparados com aqueles com colesterol-hdl 40mg/dL em relação a variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais. A função hepática foi avaliada pelo Child, que foi calculado utilizando exames laboratoriais realizados no mesmo dia em que o colesterol-hdl foi medido. Resultados: Foram avaliados 191 pacientes com cirrose hepática, 58% homens, com idade de 57 ± 11 anos, sendo 69% Child A, 25% B e 6% Child C. As principais etiologias observadas foram: HCV em 72%, álcool em 8% e HBV em 5%. A média do colesterol-hdl foi de 45 ± 17mg/dL e 76 (40%) pacientes apresentavam colesterol-hdl < 40mg/dL. Na análise comparativa entre os grupos, observou-se que não houve diferença quanto à idade (p = 0,82) e presença de diabetes mellitus (p = 0,47). Os pacientes com colesterol-hdl < 40mg/ dl, apresentaram maior prevalência do sexo masculino (67% vs. 52%; p = 0,04), de ascite (29% vs. 13%; p = 0,01) e de Child B ou C (41% vs. 25%; p = 0,02). Conclusão: Existe relação entre os níveis de colesterol-hdl e a função hepática, independente da presença de diabetes. Estes dados reforçam o conceito de que o colesterol- HDL possa ser um marcador prognóstico em pacientes com cirrose hepática. PO-008 (237) O GRADIENTE DE ALBUMINA SORO-ASCITE (GASA) TEM ALTO VA- LOR PREDITIVO PARA DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME DE HIPERTEN- SÃO PORTA EM PACIENTES COM ASCITE ABAS N, FERREIRA ASP, DINIZ NETO, JA, CARVALHO CSF, MELO IC, ARRAES SEGUNDA ZF, LEITÃO V, BRITO JA, CAMPOS DC, DOMINICI AJ Serviço de Gastroenterologia do Hospital Universitário da UFMA Fundamentos: O fator envolvido na formação da ascite é a vasodilatação esplâncnica, resultando em aumento na resistência do fluxo portal, formação de colaterais e shunts para a circulação sistêmica. Tem sido mostrado em vários estudos que o GASA tem importância no diagnóstico da ascite causada por hipertensão porta. Este estudo visa identificar o valor diagnóstico do GASA 1,1 na hipertensão porta, determinando especificidade, sensibilidade e valores preditivos deste teste. Métodos: Foram revisados 186 prontuários no arquivo do Serviço de Gastroenterologia do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) cujos pacientes eram portadores de ascite de etiologias variadas, internados no intervalo de janeiro de 2000/ Sessenta e oito pacientes foram excluídos por não apresentarem dados suficientes para o estudo. Resultados: Participaram do estudo 118 pacientes, com predominância do sexo masculino (61%). A média de idade foi de 52 anos e desvio padrão de 17. Cento e dois (86,5%) pacientes tinham diagnóstico de hipertensão porta (presença de varizes de esôfago e/ou evidencias aos exames de imagem), 16 tinham ascite de outras etiologias (tuberculose e carcinomatose peritoneal). Entre os 102 pacientes com hipertensão porta o GASA 1,1 foi observado em 98 (sensibilidade de 96%). Entre os pacientes sem evidências de hipertensão porta (n = 16), observou-se GASA > 1,1 em apenas um paciente (especificidade de 94%). Foram ainda calculados os valores preditivos positivo e negativo do teste, que foram 99% e 79% respectivamente Conclusão: O GASA foi confirmado como um teste de alto valor diagnóstico para ascite causada por hipertensão porta. Em situações onde não é possível a realização de exames de imagem ou endoscopia digestiva este teste simples pode confirmar a presença de hipertensão porta em pacientes com ascite. PO-009 (266) CONTRIBUIÇÃO DA CÁPSULA ENDOSCÓPICA NO DIAGNÓSTICO DE HEMORRAGIA DIGESTIVA DE ORIGEM NÃO ESOFÁGICA NA HIPER- TENSÃO PORTAL POLETTI PB, PALOMO LM, MUCARE M, SIPAHI HM, GUZ B Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Introdução: Hemorragia digestiva causada por varizes esofagianas e/ou por gastropatia hipertensiva são complicações freqüentes da Hipertensão Portal. Sangramento com origem em outros locais do trato gastrointestinal não é comum; quando o sangramento ocorre no intestino delgado, geralmente não é diagnosticado e é denominado Sangramento de Origem Obscura. Com o advento da Cápsula Endoscópica, tem sido possível detectar varizes ectópicas em intestino delgado, localizando assim o sítio do sangramento e evitando exames endoscópicos repetidos e/ou procedimentos mais invasivos como arteriografia. Diferentemente do sangramento por varizes esofágicas, o sangramento por varizes ectópicas é raro (1-5% de todos os sangramentos por varizes). Relatamos 2 casos de Sangramento de Origem Obscura em pacientes com Hepatopatia Crônica com Hipertensão Portal, cujo sítio de sangramento não foi identificado por endoscopias e colonoscopias repetidas. Os pacientes foram submetidos ao exame com Cápsula Endoscópica e observou-se alterações vasculares com sangramento ativo em intestino delgado. Diante disso, podemos concluir que a Cápsula Endoscópica pode auxiliar no diagnóstico de Hemorragia Digestiva de Origem Não Esofágica na Hipertensão Portal. PO-010 (267) ESTUDO COMPARATIVO ENTRE FITAS DE REAGENTE PARA ESTEARA- SE LEUCOCITÁRIA E A CITOMETRIA CONVENCIONAL NO DIAGNÓS- TICO DE PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA BASTOS FAM, SILVERIO AO, ABREU GO, BROKESTAYER E, BRANCO AB, MORAES LM, MESQUITA MM Serviço de Gastroenterologia e Hepatologia da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e do Hospital Geral de Goiânia; Faculdade de Fundamento: A peritonite bacteriana espontânea (PBE) é a mais séria complicação infecciosa nos pacientes cirróticos, com elevada taxa de morbidez e mortalidade. Sendo, portanto, necessário o diagnóstico e tratamento precoce. O presente estudo objetiva comparar as fitas de reagente para estearase leucocitária (FREL) com a citometria convencional para o diagnóstico de PBE. Métodos: Foram analisadas 68 amostras de líquido ascítico (LA) de 34 pacientes cirróticos internados na SCMG e HGG. Para o estudo utilizamos a FREL da MAKROMED 10. Parte do LA depois de coletado era utilizado para a FREL, aguardando cerca de 120 segundos para posterior leitura, os resultados anotados em número de cruzes, de acordo com a especificação do fabricante, e, simultaneamente, outra parcela do LA era encaminhado para a citometria. Consideramos como portadores de PBE aqueles pacientes que apresentavam 250 polimorfonucleares/mm no LA. Resultados: Dos 34 pacientes, 22 (64,7%) eram do sexo masculino com idade variando de 8 a 70 anos. Cinco (7,35%) líquidos preenchiam critérios diagnósticos de PBE pela citometria, a FREL foi positiva um (20,0%). A FREL foi negativa em todas as outras 63 amostras com contagem de polimorfonucleares 250/mm3. A sensibilidade da FREL foi de 20,0%, a especificidade de 100,0%, o valor preditivo positivo de 100,0% e o valor preditivo negativo de 94,02%. Conclusão: A baixa prevalência de PBE na população ora estudada dificultou uma melhor avaliação do papel das FREL no diagnóstico de PBE, não obstante, o referido teste mostrou ser um teste específico (100,0%) e com bom valor preditivo positivo (100,0%) e negativo (94,02%). Portanto o método torna-se uma opção atraente no diagnóstico da PBE por ser prático, rápido e barato. GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101 S 19

20 PO-011 (276) ÍNDICES PROGNÓSTICOS DA CIRROSE EM INFECÇÃO BACTERIANA: COM- PARAÇÃO DA RELAÇÃO AST/PLAQUETAS (APRI) COM CHILD-PUGH RIBEIRO MFGS, NETO EMVS, STRAUSS E Clínica de Gastroenterologia Hospital Heliópolis, São Paulo, SP Fundamentos: A relação entre AST e plaquetas tem sido utilizada para predizer graus de fibrose e cirrose, principalmente em Hepatite C. Sua eventual utilização em cirrose, particularmente em processos infecciosos e sua relação com a classificação de Child- Pugh, ainda não investigadas, merecem avaliação. Pacientes e Métodos: Foram avaliados 280 pacientes com cirrose hepática diagnosticada por dados clínicos, bioquímicos, endoscópicos, de ultra-som e/ou histopatológicos, num período de cinco anos. 205 pacientes (73,2%) eram do sexo masculino e 75 (26,8%) feminino, com idade média de 51.7 anos. Em todos os pacientes foram analisados, além dos dados clínicos e laboratoriais para APRI e Child-Pugh, as prevalências de ascite, hemorragia digestiva alta, encefalopatia hepática e percentual de óbitos. Os índices de APRI e Child foram calculados quando da internação dos pacientes e também de sua alta. Infecção bacteriana estava presente 104 pacientes (37,1%) e esse grupo foi comparado aos 176 casos sem infecção bacteriana, em termos dos índices prognósticos e outros dados clínicos. Resultados: A distribuição por sexo e idade foi semelhante entre os pacientes infectados e não infectados. Foram mais prevalentes nos infectados: ascite (89.4% x 74,4%), encefalopatia hepática (37,5% x 15,3) e letalidade (7,7% x 2,3%) enquanto HDA foi semelhante nos dois grupos (19,2% x 19,9%). No grupo de infectados a classificação de Child-Pugh foi: A (0%) B (36,5%) e C (63,5%) enquanto naqueles sem infecção A (3,4%), B (53,4%) e C (43,7%). Os valores de APRI no grupo infectado foram menores que 0,5 em 41,3%; de 0,5 1,5 em 38,5% e > 1,5 em 20,2%, enquanto no grupo sem infecção foram < 0,5 em 47,2%, de 0,5-1,5 em 34,7% e > 1,5 em 17,0%. Quando comparados entre si, não foi encontrada qualquer relação entre os valores de Child-Pugh e APRI, ou seja, valores baixos de APRI coincidem com Child C, assim como valores altos de APRI são encontrados em pacientes A, B ou C de Child. Os dados evolutivos mostraram que houve melhora dos índices de APRI e Child nos não infectados, enquanto nos infectados houve piora do APRI com discreta melhora do Child. Conclusões: 1) O índice APRI, de fácil acesso, mostrou valores preditivos no acompanhamento de pacientes com cirrose. 2) Na presença de infecção bacteriana houve piora do APRI, indicativo de seu mau prognóstico. PO-012 (279) FATOR DE CRESCIMENTO SÍMILE À INSULINA DO TIPO 1 (IGF 1) COMO MARCADOR DE GRAVIDADE EM PACIENTES COM CIRROSE HEPÁTICA BATISTA AD, TAPAJOS M, PEREZ RM, VILLELA-NOGUEIRA CA, SEGADAS-SOARES JA, COELHO HSM Serviço de Hepatologia - HUCFF/Universidade Federal do Rio de Janeiro Fundamento: IGF1 é um polipeptídeo sintetizado no fígado, essencial em diversas funções anabólicas teciduais. Há relatos da redução dos seus níveis na cirrose hepática. Este trabalho teve como objetivo avaliar os níveis de IGF1 em portadores de cirrose hepática e sua relação com a função hepática e evolução clínica. Métodos: Foram incluídos pacientes com cirrose hepática, acompanhados em serviço de hepatologia. Em todos foi realizada dosagem do nível sérico de IGF1 por método imunoradiométrico pós-extração (valores normais até 50 anos: ng/ml; acima de 50 anos: ng/ml). Os níveis de IGF1 foram comparados entre os pacientes segundo o escore de Child-Pugh, presença de carcinoma hepatocelular (CHC) e evolução para óbito. Resultados: Foram avaliados 186 pacientes, 103 (55%) do sexo masculino, com idade de 58 ± 11 anos (23-90), sendo 72% Child A, 22% Child B e 6% Child C. Vinte e um pacientes (11%) apresentavam CHC. Os níveis de IGF1 estavam baixos em 71 (38%) e normais em 115 (62%) pacientes. Observou-se IGF1 baixo em 52% dos pacientes com Child A e em 85% daqueles com Child B/C (p < 0,001). Quando comparadas, as medianas do IGF1 mostraram-se menores nos pacientes com Child B/ C (74ng/mL no Child A, 25ng/mL no Child B e 25ng/mL no Child C; p < 0,001). Pacientes com diagnóstico de CHC apresentavam níveis mais baixos de IGF1 quando comparados aos portadores de cirrose sem CHC (mediana de 25 vs. 61ng/ml; p = 0,01). A mortalidade foi de 20% entre os pacientes com IGF1 baixo e de 3% entre aqueles com IGF1 normal (p = 0,001). Em 68 pacientes foi realizada uma segunda determinação de IGF1 com intervalo médio de 16 ± 7 meses. Em 57% destes houve queda dos níveis de IGF1, com redução significativa na comparação entre a primeira e a segunda dosagem (p = 0,04). Conclusão: Os níveis de IGF1 se associaram ao grau de função hepática e à mortalidade em pacientes com cirrose, podendo ser utilizado como um indicador de gravidade no seguimento clínico desses pacientes. PO-013 (360) PRÊMIO LUIZ CARLOS DA COSTA GAYOTTO PO-014 (465) ESTUDO DO LIQUIDO ASCÍTICO EM PACIENTES INTERNADOS NO HU- UFS GARCEZ SRC, FIGUEIREDO NETO R, SANTOS EHS, SANTOS IM, PACHECO MS, NASCIMENTO TVB Núcleo de Hepatites da Universidade Federal de Sergipe Introdução: A ascite é uma complicação comum e representa um importante evento na doença hepática. Ela se desenvolve tardiamente durante o curso da doença, estando associada a altas taxas de mortalidade. Outras doenças, porém, também são causas de ascite, apesar de serem muito menos freqüentes. Dessa forma, a paracentese com estudo do líquido ascítico é de fundamental importância para o diagnóstico diferencial desses pacientes. Destaca-se a relevância da determinação do nível de proteínas totais e do gradiente de albumina soro-ascite (GASA), como também do exame citológico com contagem de células que servirão como guia para avaliação do paciente. Objetivos: Avaliar etiologia da ascite com base no estudo do liquido ascítico e a importância do GASA como preditor de hipertensão portal (HP), alem de estimar a prevalência de PBE. Pacientes e métodos: Foram revisados 57 prontuários no período de jun/06 a mai/07 no HU-UFS. Os pacientes foram analisados considerando história patológica pregressa analise bioquímica e citológica do liquido ascítico e dosagem de componentes séricos. Resultados: Os pacientes estudados apresentavam media de idade de 58,3 anos. 70,2% eram homens. 54 ascites (94,7%) tinham etiologia por HP (17 esquistossomoses, 21 alcoólicas, 7 hepatites virais, 3 Doença de Wilson, 3 Neoplasia de vias biliares, 3 cirrose idiopática) e 3 de etiologia peritoneal (3 casos de carcinomatose peritoneal). 51 pacientes (89,4%) apresentavam GASA > 1,1 e 6 pacientes (10,4%) apresentaram GASA < 1,1. O GASA > 1,1 apresentou VPP de 100% e sensibilidade de 94,4% para etiologia HP. 8 pacientes (14%) apresentaram peritonite bacteriana espontânea (PBE). Destes, todos apresentaram proteína total no liquido ascítico < 1,0g/dl. Conclusão: 1- Alta prevalência de ascite por HP no HU-UFS 2- PBE esteve diretamente relacionada à proteína total < 1g/dl no liquido ascítico 3- Elevada acurácia do GASA para diagnostico de ascite por HP. PO-015 (482) AVALIAÇÃO DO USO DE FITA REAGENTE NO DIAGNÓSTICO DE PERI- TONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA SANTOS PAL, SANTOS GAL, SILVA KCP, PEREIRA LA, SILVA TAE, CARVALHO FILHO JP, WYSZOMIRSKA RMAF Hospital Universitário Professor Alberto Antunes/Univerdidade Federal de Alagoas Fundamentos: Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma freqüente e grave complicação em pacientes cirróticos e com ascite, tornando-se fundamental que seu diagnóstico seja feito de forma rápida e adequada. O diagnóstico em geral é realizado através da contagem de leucócitos no líquido ascítico. Estudos utilizando fita teste para esterase leucocitária sugerem que o método seja sensível. Objetivo: Avaliar a importância do uso de fita reagente para urinálise no diagnóstico de PBE. Métodos: Trinta e nove pacientes com ascite moderada a severa, atendidos no ambulatório de Hepatologia do HUPAA foram incluídos, com um total de 39 paracenteses. A citometria foi considerada positiva acima de 250 polimorfonucleares (PMN) e a leitura da fita Combur Test UX, seguiu recomendação do fabricante, considerando: negativa - até 10 PMN/mm3; positiva +: 25 PMN/mm3; ++: 75 PMN/ mm3; +++: 500 PMN/mm3. A paracentese foi realizada seguindo técnica padronizada, e o líquido ascítico coletado foi usado para imersão da fita reagente, e encaminhado para contagem de PMN e cultura microbiológica. Foi avaliada sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo por proporção correta de acertos. Para comparar as curvas de fita e citometria foi realizada curva ROC, e estatística de Kappa e para comparar os métodos foi utilizado o teste qui quadrado. Resultados: Dos 39 pacientes, 25 (64,1%) eram do sexo masculino e 19 (35,9%) do sexo feminino, média de idade de 55,8+1,6 anos. A sensibilidade da fita, em comparação à cultura do líquido ascítico foi de 100%, especificidade de 94,4%, valor preditivo positivo de 60%, valor preditivo negativo de 100%, proporção correta de acertos de 94,8%. A comparação entre as curvas ROC de resultados da fita reagente e citometria mostram que são métodos coincidentes (p = 0,2821). A concordância entre os dois métodos diagnósticos mostrou índice Kappa de 0,8040 (p = 0,00001). Conclusão: O uso de fita reagente para urinálise no diagnóstico de PBE mostrou-se eficaz, com alta sensibilidade e especificidade, quando comparada com citometria e cultura do líquido ascítico, sendo um método de fácil execução, que pode ser realizado à beira do leito, com o resultado imediato, contribuindo assim para o início precoce da terapêutica, quando indicada. PO-016 (486) RESULTADOS DO TRATAMENTO DA SÍNDROME HEPATORRENAL DO TIPO I COM ESQUEMA DE TERLIPRESSINA E ALBUMINA KALIL JR, BARBOSA DS, MOTTA MP, NERY MS, CERQUEIRA LA, SOARES MA, ZOLLINGER CC, BITTENCOURT PL Unidade de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Português, Salvador, BA Introdução: O tratamento da síndrome hepatorrenal do tipo I (SHR-1) com vasoconstrictores esplâncnicos, associados à infusão de albumina, foi associado à reversão da insuficiência renal (IR) em 50%-80% dos casos em estudos-piloto e de série de casos. Estudos randomizados, entretanto, demonstraram, recentemente, menor eficácia, revelando regressão de IR em apenas 39%-44% dos pacientes tratados. Objetivo: Avaliar os resultados do tratamento da SHR-1 com uso de esquema de terlipressina e albumina. Pacientes e métodos: Foram reavaliados todos os portadores de cirrose hepática (CH) que apresentaram IR na Unidade de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Português entre 2004 e Sete pacientes (5 homens, média de idade de 59 anos) com SHR-1, com média de pontuação de Child- Pugh e MELD de 12.4 e 25, respectivamente, foram submetidos a tratamento preencherem: 1) critérios do Clube Internacional da Ascite (1994) para SHR-1 e 2) elegibi- S 20 GED 2007;26(Supl 1):S 1-S 101

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