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1 Todos os conteúdos apresentados são propriedade dos referidos autores Retirado de: Comunidade On-line de Enfermagem

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3 Hipertensão Arterial Considera-se se HTA quando a tensão arterial é: 140 / 90 mmhg em duas ocasiões separadas pelo menos por seis horas de repouso.

4 Hipertensão Arterial na Gravidez A HTA é uma das principais complicações que surgem na gravidez, sendo um dos principais factores causadores de mortalidade e morbilidade perinatal e materna.

5 Hipertensão Arterial na Gravidez O diagnóstico é feito de acordo com os seguintes critérios: rios: Pressão arterial sistólica 140 mmhg; Pressão arterial diastólica 90 mmhg; Aumento da pressão arterial sistólica 30 mmhg acima dos valores iniciais da gravidez; Aumento da pressão arterial diastólica 15 mmhg dos valores iniciais da gravidez.

6 Hipertensão Arterial na Gravidez Podemos classificar a HTA associada à gravidez em: HTA induzida pela gravidez: Pré-eclâmpsia eclâmpsia: Moderada; Grave. Eclâmpsia.

7 Hipertensão Arterial na Gravidez Podemos classificar a HTA associada à gravidez em: HTA pré-existente à gravidez; HTA crónica agravada pela gravidez: Associada à pré-eclâmpsia; Associada à eclâmpsia. HTA transitória ria da gravidez.

8 Pré-Eclâmpsia Associação da HTA a edema e/ou proteinúria; ria; Ocorre em 5 a 10% das gestações (principalmente em primigestas); Surge após s as 20 semanas de gestação em mulheres anteriormente normotensas; É totalmente reversível vel no final da gravidez; É uma complicação de alto risco materno - fetal.

9 Eclâmpsia Forma mais grave de HTA induzida pela gravidez; Surge geralmente em consequência da pré-eclâmpsia; Trata-se de um acidente agudo caracterizado pelo aparecimento de: Convulsões; Coma eclâmptico.

10 Eclâmpsia Estas convulsões podem surgir: Antes do parto; Durante o parto; Nas primeiras 48 horas após s o parto.

11 Eclâmpsia As crises convulsivas que surgem em situações de Eclâmpsia evoluem em quatro fases: Invasão; Contractura tónica; t Contractura clónica nica; Coma.

12 Eclâmpsia A Invasão: Dura cerca de um minuto; Caracteriza-se por: Aparecimento de contracturas a nível n da face e do pescoço; o; Tremores das pálpebras; p Movimentos do globo ocular; Movimentos de projecção da língua. l

13 Eclâmpsia A Contractura tónica: t Dura cerca de 30 segundos; A grávida encontra-se em apneia; Consiste na contracção de todos os músculos m corporais, manifestando-se se por: Cabeça lateralizada; Face rígida; r Olhos fixos; Maxilar superior colado ao inferior; Membros superiores em extensão e rigidez; Tronco contraído; Membros inferiores em extensão e imobilizados.

14 Eclâmpsia A Contractura Clónica nica: Dura alguns minutos, mas o ritmo das contracções vai-se atenuando; Não afecta os membros inferiores; Surge após s uma longa inspiração e termina com o risco de asfixia; Caracteriza-se por: Músculos com movimentos irregulares; A cabeça a projecta-se para trás; A face movimenta-se; Globos oculares com intensos movimentos de nistágmo gmo.

15 Eclâmpsia O Coma: Dura cerca de 30 minutos a vários v dias, dependendo da intensidade e da repetição das crises; Após s a fase clónica a grávida cai num estado de insensibilidade coma; Caracteriza-se por: Perda de conhecimento; Sensibilidade e reflexos nulos, mas mantêm a motricidade.

16 Eclâmpsia Em suma, durante as crises: Pulso fraco; Oligúria acentuada ou anúria; Aumento da albumina; T.A. Aumenta atingindo o seu pico máximo m na fase convulsiva. Ao passar a fase convulsiva, a complicação mais frequente é a anúria ria.

17 Pré-Eclâmpsia Eclâmpsia A pré-eclâmpsia é menos grave e não se manifesta por convulsões, enquanto que a eclâmpsia é a forma mais grave de HTA associada à gravidez e manifesta-se se por convulsões.

18 Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia Factores de risco: Idade < 18 anos e > 35 anos; Desnutrição; História familiar de HTA; Diabetes mellitus; Gestação Múltipla; M Baixo nível n sócio s económico; Hidrâmnios (aumento da quantidade do LA); Incompatibilidade Rh; Doença a renal crónica.

19 Pré-Eclâmpsia Sintomatologia Em caso da pré-eclâmpsia moderada: TA 140/90 mmhg < 170/110 mmhg; Proteinúria ria das 24 horas < 3,0 g/l; Débito urinário rio > 500 cc/24 h; Edema generalizado.

20 Pré-Eclâmpsia Sintomatologia Em caso da pré-eclâmpsia grave: TA 140/90 mm/hg Hg; Proteinúria ria > 5 g/24h; Débito urinário rio < 500 cc/24h; Edema pulmonar; Cefaleias frontais; Perturbações visuais (devido a edema cerebral); Náuseas e vómitos; v Hiperactividade reflexa; Dor epigástrica; Anasarca.

21 Eclâmpsia Sintomatologia: Hipertensão arterial; Edemas das extremidades inferiores, face e mãos; Proteinúria. ria.

22 Síndrome de Hellp Caracteriza-se por: Hemólise;( H= Hemolysis Hemolysis ); Elevação das enzimas hepáticas(el= ticas(el= ElevatedElevated liver Enzimes ); Trombocitopénia (LP= LP= LowLow Platelets ).

23 Síndrome de Hellp É a complicação mais grave da pré-eclâmpsia. O diagnóstico é realizado através s de: Hemólise Esquizocitos no sangue periférico; rico; Bilirrubina total 1,2 mg/dl.

24 Síndrome de Hellp Enzimas hepáticas elevadas LDH > 600 UI/L TGO > 70 UI/L Trombocitopénia Plaquetas < /mm 3

25 Síndrome de Hellp Complicações associadas a este síndrome: s Ruptura hepática (situação mais frequente); Edema agudo do pulmão; Insuficiência Renal Aguda; Coagulação intramuscular disseminada; Morte materna (por vezes).

26 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Moderada: Tratamento domiciliário ou hospitalar; Deve ser feita orientação sobre: Repouso no leito; Dieta normosódica e rica em proteínas; Como realizar a contagem dos movimentos fetais.

27 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Moderada: Verificar o cumprimento das prescrições médicas m (por exemplo: Adalat); Realizar registos periódicos de (se doente no domicílio): TA; Peso; Proteinúria; ria; Diurese; Bem estar fetal.

28 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Moderada: Realizar registos periódicos de (se doente no hospital): TA; Peso; Proteinúria; Diurese; Bem estar fetal; Edema; Balanço hídrico.

29 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Moderada: Vigiar: Aparecimento de sinais de pré-eclâmpsia grave.

30 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Grave: Requer internamento; Manter repouso na cama; Manter um ambiente calmo; Dieta adequada (hipossalina( hipossalina,, rica em proteínas e líquidos l IV ou orais).

31 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Grave: Administração de terapêutica (por exemplo: Adalat ou Hidralazina, caso o tratamento não esteja a resultar recorre-se à administração de sulfato de magnésio); Controlo do bem estar fetal (CTG); Contagem dos movimentos fetais; Explicar à grávida e à família o que se está a passar.

32 Cuidados de enfermagem Pré-Eclâmpsia Grave: Vigilância da proteinúria, ria, TA, peso e diurese; Preparar a grávida para análises e exames (ácido( úrico, uricemia, creatinemia,, hemograma, plaquetas, etc.); Detecção de sinais de eclâmpsia; Caso exista indicação: preparar a grávida para a intervenção cirúrgica rgica (Avisar o pediatra com antecedência).

33 Cuidados de enfermagem Eclâmpsia: Providenciar o isolamento da utente; Manter o ambiente a uma temperatura média m e constante; Ausência de ruídos; Colocar a utente em decúbito lateral esquerdo; Administrar a terapêutica prescrita e vigiar efeitos secundários; Actuar nas convulsões; Proporcionar apoio emocional aos familiares.

34 Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia Situações em que se deve administrar (apenas) sulfato de magnésio Frequência respiratória ria a > 16 ciclos/min min; Diurese > a 20 ml/h ( ( 100 cc/4h); Reflexo patelar claramente presente.

35 Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia Cuidados a ter na administração de sulfato de magnésio: A administração de sulfato de magnésio normalmente é feita por IV ( 4g em 5min, seguido de 1 g/h em perfusão). Caso haja uma convulsão superior a 20 minutos é administrado por IM (5g cada 4h profundo em cada nádega n alternadamente); Vigilância permanente; Canalização de veia; Cateterismo vesical; Administração lenta e profunda; Administração conjunta de lidocaína para alivio da dor.

36 Cuidados de enfermagem Síndrome de HELLP: O tratamento mais adequado é a indução do parto, independentemente da idade gestacional da grávida, caso a indução não tenha produzido efeito nas primeiras 12 horas recorre-se à cesariana; Preparar a grávida para o parto ou para cesariana; Proporcionar apoio emocional aos familiares.

37 Cuidados a ter com o recém- nascido filho de mãe hipertensa: Prevenir a infecção; Fazer o controlo do peso diário e temperatura; Fazer a vigilância respiratória; ria; Manter uma temperatura constante; Alimentar o R.N. por biberão (reflexos de sucção e deglutição vigorosos) ou gavagem (reflexos de sucção e deglutição fracos); Concentrar as actividades de forma a proporcionar maiores períodos de repouso; Manusear o mínimo m possível o R.N.

38 Trabalho elaborado por: Emanuel Fernandes Liliana Pereira Mafalda Velez Marina Mendes Sónia Engrossa

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