FACTORING. em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito de Itu (2009).

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1 1 FACTORING Verônica Barbosa da Costa 1 Maria Bernadete Miranda 2 Resumo O presente estudo tem como finalidade colaborar com uma melhor compreensão, à luz do Direito Empresarial, sobre o conceito de Factoring no Brasil. Faremos a verificação do seu surgimento, amparo legal, definição, modalidades e demais características desse processo tido como facilitador do desenvolvimento mercantil. Abstract This work intends to furnish a best comprehension, under the light of the Enterprise Right, about the concept of Factoring in Brazil. It'll be checked the appearance, legal support, definition, methods and other characteristics of this process taken as a facilitator of market development. Palavras-chave: Factoring, modalidades, objetivo. Key words: Factoring, methods, goal. 1. Introdução O tema proposto, Factoring, tem por objetivo a prestação de serviços e o fornecimento de recursos no sentido de viabilizar a cadeia produtiva de pequenas e médias empresas mercantis ou prestadoras de serviços. A operação é formalizada através de contrato onde são partes a sociedade de fomento mercantil e a empresa que pretende obter os serviços ou antecipar seus recebíveis. 1 Bacharel em Direito pela Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de São Roque, pósgraduanda em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito de Itu (2009). 2 Professora orientadora. Mestrado e Doutorado em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Coordenadora e professora do Curso de Pós-Graduação em Direito Empresarial da Faculdade de Direito de Itu - Faditu; professora de Direito Empresarial na União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, Uniesp - São Roque; pesquisadora da Universidade de Ribeirão Preto, Unaerp Guarujá; professora supervisora das Monografias Jurídicas e Diretora responsável pela Revista Eletrônica da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de São Roque - Fac. Advogada.

2 2 2. Surgimento do Factoring no Brasil As operações de factoring têm sua origem nos séculos XIV e XV, na Europa. O factor era um agente mercantil, que vendia mercadorias a terceiros contra o pagamento de uma comissão. Eram representantes de exportadores que conheciam muito bem as novas colônias, custodiando as mercadorias e prestando contas aos seus proprietários. Com o tempo, esses representantes passaram a antecipar o pagamento das mercadorias aos seus fornecedores, cobrando posteriormente dos compradores. Hoje, além dos Estados Unidos, o Factoring é muito praticado e difundido na Inglaterra, Suécia, Noruega, Holanda, Espanha, Itália, França e Bélgica. Entre os países da América Latina, fora o Brasil, o Factoring encontra expressão no México, Colômbia, Peru e Equador. A palavra "Factoring", mundialmente conhecida, a partir do século XVII, não encontra tradução precisa em português. O Factoring surgiu no Brasil em 1982, com a criação da ANFAC - Associação Nacional de Factoring. 3. ANFAC Associação Nacional de Factoring A ANFAC - Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil - Factoring é a entidade que reúne as empresas de fomento que atuam no mercado comprando créditos mercantis e prestando serviços às empresas industriais, comerciais, prestadoras de serviços e de varejo. Para auxiliar nas negociações entre a empresa de factoring e sua clientela, a ANFAC adotou uma metodologia de cálculo e criou o Fator ANFAC, indicador de referência para os negócios e publicado diariamente, no portal na mídia impressa e na internet. Hoje, são 700 empresas associadas à ANFAC que atendem a 135 mil empresas de pequeno e médio porte, gerando 2 milhões de empregos de forma direta e indireta e sendo responsáveis por um volume de tributos recolhidos de cerca de R$ 350 milhões. A ANFAC foi fundada em 1982 com o objetivo de disseminar a atividade de fomento mercantil no Brasil. Ao longo destes anos, a instituição vem estabelecendo normas de conduta e agindo no Congresso Nacional na defesa dos interesses do setor, contribuindo para a elaboração de legislação que regule a atividade no País. É

3 3 uma entidade civil, sem fins lucrativos, reúne as empresas de fomento que atuam no mercado comprando créditos mercantis e vendendo serviços às empresas industriais e de varejo. A ANFAC reúne as empresas de fomento, organiza e orienta as atividades do segmento e representa as empresas associadas judicial e extrajudicialmente. Também atua como Corte de Arbitragem, em caso de controvérsia entre suas associadas, e zela pelo cumprimento das normas éticas de auto-regulamentação pelas empresas de factoring. É também a responsável por atestar a idoneidade de uma Factoring onde o indicador dessa idoneidade se dá pelo fato de uma sociedade de fomento mercantil ser filiada à ANFAC, que provê ampla assistência jurídica, operacional, técnica, contábil, fiscal e política às empresas associadas. 4. Embasamento Legal, Operacional e Fiscal do Factoring no Brasil A atividade de Factoring é muito importante para o crescimento dos negócios e para o equilíbrio financeiro das Empresas nacionais. É um mecanismo de gestão comercial que expande os seus ativos, aumenta suas vendas, sem fazer dívidas e dispõe de amparo legal conforme segue: I - Legal: Instrução Normativa nº 16, de do DNRC, dispensa a aprovação prévia do Banco Central para o arquivamento de atos constitutivos de empresas de fomento mercantil; Circular de , do Banco Central do Brasil, que revogou a Circular BC nº 703, de , e reconhece ser o fomento mercantil - factoring atividade comercial mista atípica que consiste na prestação de serviços conjugada com a aquisição de direitos creditórios ou créditos mercantis; Resolução de , do Conselho Monetário Nacional, reconhece definitivamente a tipicidade jurídica própria e delimita nitidamente a área de atuação da sociedade de fomento mercantil que não pode ser confundida com a das instituições financeiras, autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil que têm por objeto a coleta, intermediação e

4 4 aplicação de recursos de terceiros no mercado (Art. 17 da Lei 4594 de e Arts. 1º e 16 da Lei 7492/1986); Circular de , do Banco Central do Brasil, permite às instituições financeiras a realização de operações de crédito com empresas de fomento mercantil. II - Operacional: Art. 5º, incisos II e XIII da Constituição Federal Art. 170 da Constituição Federal COAF Lei 9613 de Resolução nº 13, de e Resolução nº 16 de Prestação de Serviços (Art. 594 do Código Civil) Compra e venda (Arts. 481 ao 489 do Código Civil) Cessão de Créditos (Arts. 286 ao 298 do Código Civil) Endosso: o Arts. 910, 911 e 914, do Código Civil o Arts. 15 e 16 da Lei Uniforme Conv. de Genebra (Dec /66) o Art. 13, 4º e 18, 2º da Lei 5474/68 Vícios Redibitórios (Arts. 441 ao 446 do Código Civil) Solidariedade Passiva (Arts. 264 e 265 do Código Civil). III - Fiscal: Ato Declaratório 51/94, da Secretaria da Receita Federal Art. 28, 1º, alínea "c" - 4 da Lei 8981/95, reiterado pelo Art. 15 da Lei 9249/95, Art 58 das Leis 9430/96 e 9532/97. Art. 14, inciso VI, da Lei 9718/98 e Decreto 4494, de Lei /2002 (PIS) e Lei /2003 (PIS/COFINS) Atos Normativos, específicos, para a atividade, da Secretaria da Receita Federal IV Outros relacionados:

5 5 Artigos 17, 18 e 44, 7º da Lei 4595/64 (Lei Bancária) Artigos 1º e 16 da Lei 7492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) Artigo 160 do Código Penal Lei 1521/51 Medida Provisória 2172/ Conceito de Factoring e seu Funcionamento É a prestação contínua de serviços, conjugada com aquisição de créditos de empresas, resultante de suas vendas mercantis ou prestação de serviços a prazo. É um mecanismo de fomento mercantil, isto é: de capitalização: a empresa fomentada vende para a factoring seus créditos gerados pelas vendas e serviços a prazo e obtém dinheiro vivo, que aumenta seu poder de negociação nas compras a vista de matéria-prima; de administração: a factoring pode prestar serviços à empresa fomentada em qualquer área de sua estrutura, deixando o empresário com mais tempo para produzir e vender. Não existe complexidade quanto ao funcionamento do factoring. Numa relação comercial tradicional, o fornecedor dos bens e/ou serviços vende os seus produtos aos seus clientes e, caso lhes conceda crédito, procede à gestão dessa carteira e efetua a cobrança dos mesmos. Ao optar pelo factoring, o fornecedor dos bens e/ou serviços, o Aderente, celebra um contrato de factoring com a Sociedade de Factoring. Nesse contrato são acordadas as condições de serviço a prestar e de financiamento por antecipação de fundos. O processo de Factoring inicia-se com a assinatura de um contrato de fomento mercantil entre a empresa e a Factoring onde se estabelecem os critérios da negociação. Basicamente o processo é composto por quatro etapas: 1- A empresa vende seu bem, crédito ou serviço a prazo, gerando um crédito no valor correspondente; 2- A empresa negocia este crédito com a Factoring;

6 6 3- De posse deste crédito, a Factoring informa o sacado sobre o fato e a forma de cobrança (carteira ou banco); 4- Findo o prazo negociado inicialmente, a empresa sacada pagará o valor deste crédito à Factoring, encerrando a operação. 6. O Objetivo e Destinação A natureza do Factoring é o fomento mercantil. Fomentar, assessorar e ajudar o pequeno e médio empresário a solucionar todos os problemas do dia-a-dia de suas empresas é seu objetivo básico. 1. Dinheiro em caixa para movimentação dos negócios 2. Evita-se o endividamento 3. Rapidez e agilidade de decisão 4. Assessoria administrativa 5. Cobrança de títulos ou direitos de créditos 6. Intermediação entre a empresa e seu fornecedor, transformando a compra de matéria-prima a vista, mais vantajosa, em compra a prazo. Factoring pode ser, portanto, o melhor mecanismo de otimização gerencial do pequeno e médio empresário. O Factoring é destinado exclusivamente às pessoas jurídicas, principalmente as pequenas e médias empresas. Oferece entre suas múltiplas vantagens: assessoria na compra de matéria-prima, na administração do caixa, na organização da contabilidade, na cobrança de contas, nas vendas (ajuda a aumentar seu volume), indicando mercados e clientes de menor risco, na obtenção de capital de giro, ao transformar as vendas a vista, reduzindo os custos operacionais. Todas as empresas que tenham como clientes outras empresas e que vendam a crédito podem contratar uma operação de factoring. O Factoring não é indicado para empresas com grandes dificuldades em captar outros meios de financiamento bancários. Através da cessão dos créditos (faturas emitidas sobre os clientes e decorrentes da venda a crédito de produtos e/ou serviços) as empresas podem solicitar antecipação de fundos sobre esses valores e, assim, dispõem de uma fonte de financiamento complementar aos meios de financiamento bancários. Porém, o factoring é mais do que isso; ao cederem os

7 7 créditos, as empresas beneficiam de um serviço de gestão e cobrança desses mesmos créditos. Não há de se falar em factoring nos seguintes casos: Operações onde o contratante não seja pessoa jurídica; Empréstimo com garantia de linha de telefone, veículos, cheques etc; Empréstimo via cartão de crédito; Alienação de bens e imóveis; Financiamento ao consumo; Operações privativas das instituições financeiras; Ausência de contrato de fomento mercantil; Bem como não se caracteriza como empréstimo de dinheiro, pois à sociedade de fomento mercantil é proibido, por lei, fazer captação de dinheiro no mercado e emprestar dinheiro. Quem capta e empresta dinheiro é banco, que depende de autorização do Banco Central para funcionar. Quem pratica, sem autorização do Banco Central, qualquer atividade que legalmente é de banco, responde por processo administrativo e por processo criminal (Resolução 2144/95 do CMN). O factoring é instituto do direito mercantil. Presta serviços e compra créditos (direitos) de empresas, resultantes de suas vendas mercantis a prazo. A transação do factoring é mercantil. É uma compra definitiva em que a sociedade de fomento mercantil assume os riscos de insolvência. 7. Modalidades de Factoring A aquisição de ativos de empresas, na modalidade de Factoring, ocorre atualmente, no Brasil, nas seguintes modalidades: Convencional Nesta modalidade, a empresa de Factoring compra direitos creditórios ou ativos, oriundos de vendas a prazo. Esta cessão de direitos deve ser documentada através de um contrato de fomento mercantil e notificada pelo empresário (vendedor) ao consumidor (sacado-devedor). Maturity Difere da modalidade convencional. Basta que o empresário (cedente), negocie os direitos com a empresa de Factoring. A Factoring passa a administrar as

8 8 contas a receber da empresa fomentada, eliminando as preocupações com cobrança. Os direitos serão liquidados na data de seu vencimento. Trustee É uma gestão financeira e de negócios, aberta pelas empresas de Factoring, envolvendo os serviços de administração das contas do cliente, buscando otimizar sua performance financeira, ou seja, além da cobrança e da compra de títulos, a Factoring presta assessoria administrativa e financeira às empresas fomentadas. Exportação Trata-se de uma modalidade voltada para clientes que não dispõem de subsídios ou de seguros de crédito para as exportações. Nessa modalidade, a exportação é intermediada por duas empresas de Factoring (uma de cada país envolvido), que garantem a operacionalidade e liquidação do negócio. É uma extensão do Factoring, com as seguintes características: Facilita o acesso ao credit rating (Índice de crédito. Avaliação de classificação de pessoas ou firmas quanto a sua capacidade de cumprir obrigações financeiras assumidas), dos clientes de outros países. O pagamento pode ser efetuado no ato do embarque dos produtos, ou da entrega de serviços. É recomendável que a empresa de Factoring esteja em parceria com outra empresa de Factoring, respeitável, no país importador. Factoring Matéria-Prima A Factoring nesse caso transforma-se em intermediário entre a empresa fomentada e seu fornecedor de matéria-prima. A Factoring compra à vista o direito futuro deste fornecedor e a empresa paga à Factoring com o faturamento gerado pela transformação desta matéria-prima. 8. Vantagens do Factoring e Preocupações com o Factoring De Acordo com ANFAC - (Associação Nacional das Empresas de Fomento Comercial), factoring não é empréstimo, desconto, operação de crédito, adiantamento, agiotagem, criação de moeda e nem gera expansão monetária. É uma atividade comercial, consubstanciada em normas do direito vigente no Brasil e no mundo inteiro.

9 9 Na opção pelo Factoring, a Micro e Pequena Empresa podem se beneficiar com a redução de custos operacionais, aumento de liquidez, elevação do grau de alavancagem e diminuição dos custos financeiros. Veja, a seguir, as vantagens diretas e indiretas do Factoring para a Micro e Pequena Empresa Vantagens Diretas: 1. Pagamento à vista, de vendas realizadas à prazo, pelo empresário. 2. Garantia de pagamento de créditos comerciais. 3. Ampliação do capital de giro das empresas. 4. Redução do endividamento das empresas, proveniente de clientes inadimplentes. 5. Acesso às fontes legais de recursos, com responsabilidade imediata de dinheiro amenizando as restrições impostas às Micros e Pequenas Empresas, que dependem de difíceis empréstimos. 6. Acesso seguro às exportações - pagamento à vista, no ato do embarqueentrada no crédit rating de clientes situados em outros países. 7. Acesso ao Export-import - Comércio internacional, entre duas empresas de Factoring, sendo uma situada no país importador e a outra, no país exportador, integrando uma cadeia internacional. 8. Capitalização da empresa Vantagens Indiretas: 1. Capitalização da empresa 2. Aprimoramento de estruturas financeiras, simplificação contábil e redução de custos fixos nas vendas a prazo, eliminando esforços de cobrança de crédito duvidoso. 3. Reorganização interna dos setores administrativos e contábil, com redução de custos internos. 4. Maior confiança de expansão nas vendas das empresas. 5. Otimização da capacidade gerencial do empresário em termos de compras e vendas.

10 10 6. Abertura de novos mercados - segurança para o desenvolvimento de negócios, possibilitando maior liberdade ao empresário, para se dedicar a sua atividade produtiva. 7. Maior estabilidade empresarial - o factoring assume riscos de impontualidade do comprador, ou de insolvência da empresa com títulos a vender Riscos e Preocupações com o Factoring 1. Riscos éticos; 2. Não cumprimento às normas estabelecidas pelo mercado nacional; 3. Falta de documentação suficiente para as operações de administração das contas de clientes; 4. Verificar se a factoring está filiada à ANFAC - Associação Nacional das Empresas de Fomento Comercial; 5. Ver Código de Ética, Disciplina e Auto-Regulamentação das atividades, no Brasil; 6. Preços cobrados / depreciação - o Factoring ao vender serviços e comprar direitos, num mercado de livre iniciativa, evidentemente, cobra um preço. Empresas não ética podem cobrar preços abusivos. É aconselhável, ao empresário, realizar uma pesquisa para obtenção do melhor preço de mercado, junto às empresas de Factoring. Importa ao empresário, analisar a depreciação relativa aos títulos de difíceis cobranças. 7. Ausência de Know-How - o Factoring, com suas múltiplas funções é uma atividade complexa, cumulativa e contínua, para a Micro e Pequena Empresa. Deve ser fundamentada na experiência e conceito de mercado das empresas que atuam neste segmento. 8. Verificar referências junto a ANFAC, ao cuidar da gestão financeira e dos negócios do cliente, a empresa de Factoring deve ter ampla e profunda experiência de assessoramento, sólidos conhecimentos de mercado, de gerência financeira, de matemática e de estratégia empresarial. 9. Riscos na Exportação e Importação: riscos de crédito e de câmbio, riscos políticos decorrentes de um país instável. A solução é certificar-se de que uma

11 11 factoring brasileira atua corretamente, comprando do exportador nacional todos os direitos (papéis vigentes no mercado) relativos a um negócio. 9. Constituição de uma Empresa de Factoring A constituição de uma empresa de fomento mercantil obedece às mesmas regras existentes para as demais empresas comerciais. A especificidade está na área de atuação. Para que uma empresa de Factoring seja filiada na ANFAC, entre os requisitos exigidos estão cópia do contrato social, que deve estar registrado na Junta Comercial, e do cartão CNPJ, cópia do balancete, comprovante de recolhimento da contribuição sindical para o sindicato da categoria, cópia do comprovante de cadastramento da empresa no Coaf, entre outros. Por se tratar de uma atividade comercial e não financeira, não é preciso autorização do Banco Central para abrir uma empresa de Factoring, mas se houver denúncia de que a empresa de factoring esteja realizando operações privativas de instituições financeiras, poderá sofrer fiscalização do Banco Central Quanto ao regime tributário de uma empresa de Factoring, de acordo com a lei nº. 9430/96, as empresas de fomento mercantil estão obrigadas a apurar o resultado liquido do exercício pelo Regime de Lucro Real. No plano federal, devem ser pagos os seguintes impostos: PIS, Cofins, IR e CSSLL. No plano estadual, não há imposto. No municipal, ISS incidente sobre a prestação de serviços. 10. Considerações Finais Diante do exposto podemos concluir as empresas de factoring são mercantis e não financeiras, ou seja, não operam com empréstimo de dinheiro, apenas compram o crédito que uma pessoa jurídica tem para receber por meio de cheques pré-datados ou duplicatas. Atendem somente micros e pequenas empresas que recorrem às factorings para conseguirem dinheiro para capital de giro. Ao comprar um crédito a factoring cobra uma espécie de deságio.

12 12 As operações realizadas com uma empresa de factoring devem ser pactuadas através de contrato. A ANFAC (Associação Nacional de Factoring) ajuda na orientação quanto a informação se a empresa de factoring é afiliada à Associação. Referências Bibliográficas BRASIL. Disponível em: Acesso em: 04/07/2009. BRASIL. Disponível em: Acesso em 04/07/2009. BRASIL. Disponível em: Acesso em: 05/07/2009. BRASIL. Disponível em: Acesso em 11/07/09. BRASIL. Disponível em: Acesso em 11/07/2009.

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