APLICAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PORTADOR DE FERIDA CRÔNICA: RELATO DE CASO

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2 APLICAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PORTADOR DE FERIDA CRÔNICA: RELATO DE CASO. RAMOS, A. F.¹; REZENDE, R. R.¹; PAIXÃO, G. S.¹; LORETO, R. G. O.² INTRODUÇÃO: Na atualidade, a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) através do processo de enfermagem é uma exigência do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) nº 358/2009, que busca reverter a prática predominante, através de metodologias sistematizadas, que organiza, direciona e individualiza o cuidado. A sistematização da assistência de enfermagem é um dos meios que o enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos técnico-científicos e humanos na prática assistencial favorecendo a qualidade do cuidado (MARIA, 2012). OBJETIVO: Aplicar a Sistematização da assistência de enfermagem a um paciente portador de ferida crônica utilizando a taxonomia North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) e Nursing Interventions Classification (NIC), por meio da teoria das necessidades humanas básicas (TNH). MÉTODO: Trata-se de um estudo de caso, realizado de agosto a novembro de 2015 em uma estratégia de saúde da família no município de Goiânia GO, durante a realização do internato I. As informações foram obtidas a partir de uma revisão do prontuário, entrevista de enfermagem e exame físico no paciente bem como a revisão da literatura. A coleta de dados foi efetuada por meio de registro fotográfico em câmera digital, tendo as fotos sido realizadas antes do início e no decorrer do tratamento sob consentimento do paciente. RESULTADO: O.P.S. 71 anos, brasileiro, casado, 3 filhos, portador de DM tipo 2 e IRC há 12 anos. Realiza hemodiálise 03 vezes na semana, teve amputado o segundo pododáctilo cerca de seis anos. Sem histórico de IAM, AVE e SIC nega alergias medicamentosas e que não foi vacinado contra influenza e tétano. Queixa principal: procurou a UBS devido aparecimento de feridas nos MMII. EFG: REG, consciente alo e autopsiquicamente, SSVV estáveis, dados antropométricos: 68 kg e 1,81 altura, hidratado, apresentando lesões em MMII, claudicando. AN: ECG= 15. ACV: Ictus Cordis visível e palpável, BNF, 2T, R/R, S/S. AR: Tórax elíptico, MV (+) em todos dimensões do pulmão, sem RA. ABDOME: escavado, sem presença de visceromegalia, RHA (+) 17/min, som maciço em HD, submaciço em QIE e timpânico nas demais regiões, sem queixas álgicas á palpação, MMSS: Corados, presença de FAV em MID. MMII: Corados, panturrilha livre. Ferida com presença de tecido necrótico em mais de 50% da lesão, fibrina e pouco tecido de granulação. Bordas irregulares. Ausência de odor. Presença de exsudato em pequena quantidade.. Foram encontrados os seguintes DE com suas respectivas intervenções: Risco de Queda - Identificar déficits cognitivos e físicos, monitorar deambulação; evitar aglomerados de objetos no chão, oferecer sistemas de apoio. Risco de Infecção - Avaliar esquema vacinal e aprazamento, orientar sobre aporte nutricional adequado, monitorizar temperatura e pulso, monitorizar exames laboratoriais. Integridade da Pele Prejudicada - Realizar curativo com cobertura tópica adequada, monitorizar presença de sinais flogisticos, realizar exame físico e evolução diária da ferida, hidratar a pele, realizar movimentos ativos de flexão, extensão e rotação nos MMII. Perfusão Tissular Ineficaz: Monitorar cor, temperatura e umidade da pele; Controlar presença de cianose periférica; Observar presença e qualidade dos pulsos, realizar balanço hídrico. Auto Controle ineficaz- Explicar e discutir: o processo da doença e regime terapêutico e realizar orientações sobre o auto-cuidado. CONCLUSÃO: A assistência de enfermagem por meio da identificação dos diagnósticos de enfermagem segundo NANDA, possibilitou o estabelecimento e a implementação dos cuidados necessários ao paciente de forma individualizada e holística de acordo com os problemas evidenciados. O paciente apresentou evolução da ferida, atingindo a epitelização maleolar, redução do tamanho e margens, e perda total da necrose, atingindo as metas das intervenções proposta

3 O EXAME FÍSICO COMO DIRETRIZ DO PLANO DE CUIDADOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM AO PACIENTE CLÍNICO JESUS, M. C; MAGALHÃES, L. S; VIANA, H. F. F; GONÇALVES, N. L; Introdução: A realidade analisada possibilitou observar que há um déficit na execução do exame físico por parte dos profissionais enfermeiros, o que deve ser uma prática clínica no ramo da saúde, necessária como um direcionador do plano de cuidados. Objetivos: Propor uma intervenção na realidade problema por meio de medidas que facilitem e viabilizem a realização do exame físico pelo enfermeiro, assim como apontar a importância da realização do exame físico pelo enfermeiro. Material e método: Estudo fundamentado na Metodologia Problematizadora com o Método do Arco de Charles Maguerez, o qual propicia o raciocínio crítico e reflexivo dos alunos. A partir das atividades práticas de Processos Clínicos 2015/1 fez-se à observação individualizada da realidade na Unidade Clínica do HSCMG e, compartilhada no grupo de quatro acadêmicas. Com o planejamento, as reuniões e as aulas regulares da AI VI, desenvolveu-se as cinco etapas do método (observação da realidade, levantamento de pontos chave, teorização, indicação de hipóteses de solução e aplicação à realidade). O material bibliográfico teorizado e selecionado no Google Acadêmico e SciELO correspondeu ao período de 2003 a As discussões e reflexões desse referencial possibilitaram levantar três hipóteses de solução, com escolha de uma para aplicar à realidade. Resultados: Inúmeros fatores contribuem para a execução adequada do exame físico. O despreparo de IES que ofertam cursos de Enfermagem de má qualidade contribuem para a insegurança do futuro profissional na condução do exame físico. Essa realidade pode ser transformada com a educação continuada como aperfeiçoamento do desempenho profissional, melhorando as competências para intervir na realidade. Visando um profissional crítico, reflexivo, ético e profissional, tem-se na educação continuada a ênfase da melhoria da assistência ao cliente. Para amenizar o problema o rodízio do exame físico entre os enfermeiros é uma possibilidade de qualificar e direcionar o plano de cuidados ao paciente clínico. Conclusão: Realizar este estudo significou aprofundar nossos conhecimentos referentes à temática trabalhada, aprimorar a execução do exame físico durante as atividades práticas curriculares enquanto acadêmicas, além de nos conduzir para o desenvolvimento de uma prática norteada pelo exame físico adequado e correto enquanto futuros profissionais enfermeiros. Que haja um despertar do enfermeiro para a importância de um exame físico bem feito para adequar ao plano de cuidado diário. Referências PATINE, F.; S.; BARBOZA, D. B; PINTO, M. P. Ensino do exame físico em uma escola de enfermagem. Ribeirão Preto. Arq. Ciênc. Saúde [online] v.11, n.2, p Disponível em: < Acesso em: 20 de mar HADDAD, A. E. et al. A trajetória dos cursos de graduação na área da saúde. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Brasília, 2006, p PORTO, C.C. et al. Exame Clínico. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogam, 2013.

4 HIGIENE ÍNTIMA BORGHI, A. F. R; GONÇALVES, N. L; JESUS, M. C; MAGALHÃES, L.S Introdução: A adolescência segundo Organização Mundial de Saúde (OMS) é o período entre 10 e 19 anos de idade o qual é marcado pelo crescimento e desenvolvimento acelerado. Nesta fase ocorrem mudanças biológicas, sociais e pessoais. Podendo o adolescente devido à falta de instrução não realizar adequadamente a higienização das genitálias. Objetivos: Promover o autocuidado adequado em relação à higiene intima, visando o empoderamento do público alvo; Propiciar uma reflexão sobre as causas da não higienização adequada. Materiais e Métodos: O presente trabalho fundamentou-se na teoria da Problematização que adota o Método do Arco de Charles Maguerez realizado em cinco etapas, propiciando o raciocínio crítico e reflexivo dos alunos. A partir das atividades práticas do Eixo 28: O cuidar nos processos psiquiátricos em 2014/2 deram-se início à observação da realidade em uma visita no Instituto Dom Fernando. Essa observação foi realizada individual e depois compartilhada e descrita pelo grupo de quatro alunas. Com o planejamento, as reuniões e as aulas regulares, viabilizou-se o desenvolvimento de todas as etapas do método. O material bibliográfico inserido na teorização correspondeu ao período de 1997 a 2011, selecionados nos bancos de dados Google Acadêmico e SciELO. Com o apoio desse material, o mesmo foi lido e discutido pelo grupo, levantando-se duas hipóteses de solução e a opção por uma delas para aplicar à realidade. A aplicação de cada etapa aconteceu com a orientação e condução das professoras nas aulas presenciais. Resultados: De acordo com Souza et. al (2013) a educação em saúde tem como principio oferecer uma analise da situação problema em toda a sua dimensão. Partindo desta analise foi realizada uma atividade de educação em saúde por meio de uma palestra, no qual o público alvo foram os alunos do Instituto Dom Fernando com idade entre 12 a 18 anos. Conclusão: Portanto a atenção primária é tida como privilegiada, já que por meio de ações educativas é possível intervir antes mesmo do acontecimento de um problema. Além de ser um elo entre a equipe de saúde e a comunidade. Referencias: BERBEL,B.D; RIGOLIN,D,C.C: Educação e Promoção da Saúde no Brasil Através da Campanhas Públicas. Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Sociedade,v.2,n.1,p.25-38,2011. SOUZA,V,B.I: et al. Educação em Saúde e Enfermagem: Revisão Integrativa da Literatura. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança, v.11,n.1,p ,2013.

5 DÉFICIT DE CONHECIMENTO ACERCA DAS IST EM ASSENTADOS: SUBSÍDIOS PARA A ENFERMAGEM HEBIÁTRICA RAMOS, A. F.¹, MARINHO, M. D. F.¹, REZENDE, R. R.¹, SOUZA, A. B.¹, COELHO, T. L. A. ¹, MATOS, M. A.², ÁLVARES, G. V³. Introdução: De acordo com as transformações fisiológicas e psicológicas inerentes ao adolescer, o adolescente desenvolve sua sexualidade por meio das construções sociais que muitas vezes o expõe a comportamentos e/ou características de risco para às IST/HIV/Aids (ALLOTEY, 2012). Os adolescentes que residem em assentamentos urbanos apresentam maior vulnerabilidade devido à própria adolescência e situação de assentamento (BRASIL, 2013; HARITHA, 2011). Objetivo: Identificar o nível de conhecimento relacionado às IST/HIV/Aids entre adolescentes de um assentamento urbano de Goiânia, Goiás, utilizando a taxonomia North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Método: Tratase de estudo analítico de coorte transversal. Onde a população estudada foi 105 adolescentes escolares de assentamento urbano do município de Goiânia. A coleta de dados foi através de entrevistas, onde os indivíduos foram entrevistados nas dependências da instituição de ensino da região utilizando um roteiro semi-estruturado, de acordo com a North American Nursing Diagnosis Association. Foi utilizado para a análise de dados o programa estatístico SPSS versão 15.0 for Windows. Resultados: Observou-se uma ausência ou deficiência de informações cognitivas sobre as IST/HIV/Aids entre os investigados, evidenciando sua vulnerabilidade individual, social e programática a essas infecções. Com relação aos fatores relacionados ao diagnóstico de enfermagem, conhecimento deficiente a cerca das IST/HIV/Aids, encontrados em 102 adolescentes de um assentamento urbano de Goiânia-Go, revela que: 50% falta de familiaridade com os recursos de informação outros 50% interpretação errônea de informações, já 80% falta de interesse em aprender e 95 % por residir em um assentamento. Logo, em relação as características definidoras do diagnóstico de enfermagem conhecimento, representou 80% para comportamentos exagerados e impróprios assim como, seguimento inadequado de instruções, já verbalização do problema representou 98%. Conclusão: Os adolescentes apresentam quase que a totalidade de características definidoras e fatores relacionados que dão sustentabilidade ao diagnóstico de enfermagem conhecimento deficiente acerca das IST/HIV/Aids, ratificando sua vulnerabilidade. Cabe aos enfermeiros elaborar estratégias de atenção e este segmento estigmatizado e carentes de políticas públicas de saúde. Nesse sentido, a Sistematização da Assistência de Enfermagem, com a utilização da taxonomia NANDA representa um campo profícuo para a elaboração e implementação dessas políticas.

6 PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE DA EQUIPE DE ENFERMAGEM: DOENÇA OCUPACIONAIS Jéssica de Oliveira Gomes Silva¹, Carlos Magno Rodrigues Alves¹, Ana Claudia M. dos Santos¹, Renata Rodrigues Barros¹, Antonia Nildete Araújo de Oliveira¹, Eudeni Valdivino de Souza¹, Antonia Liduína Luz Yamarra¹, Lucimar Messias dos Reis¹, Sanny Ferreira Fernandes² INTRODUÇÃO: Os estudos envolvendo os trabalhadores de enfermagem dão visibilidade aos acidentes e doenças do trabalho. Pela exposição ocupacional aos riscos: químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, os agravos à saúde dos trabalhadores de enfermagem atinge grande proporção. OBJETIVO: Elucidar os fatores que interferem na qualidade de vida do profissional de enfermagem e sua exposição às doenças ocupacionais. MÉTODOS: Revisão integrativa, no período de 2007 a DISCUSSÃO: O afastamento por mais de 15 dias por algum tipo de doença mental atinge 48,8% dos trabalhadores. Diversos fatores afetam a saúde mental: relações interpessoais e coletivas inerentes à própria organização do trabalho, ambiente físico (ruído, iluminação, temperatura, intoxicação, disposição do espaço físico), forma do exercício do poder de comando na escala hierárquica e demais circunstâncias gerais referentes à própria manutenção do emprego. Os transtornos mentais ocupam a terceira posição entre as causas de concessão de benefícios previdenciários. As condições e o meio ambiente do trabalho podem ser responsáveis, em muitos casos, pelo aparecimento do quadro de depressão. A ocorrência de acidentes de trabalho é resultado de: treinamento insuficiente, gerência irresponsável, insuficiência de comunicação entre os departamentos, baixa confiabilidade nos equipamentos e, principalmente, a falha humana. É importante o conhecimento sobre saúde ocupacional por parte dos profissionais, visto que estes podem atuar como agentes de prevenção e promoção na saúde da equipe de enfermagem. Promover mudanças no ambiente de trabalho, com a implementação de programas de prevenção e conscientização de práticas seguras e fornecer, de forma contínua e uniforme, os equipamentos de segurança a todos os profissionais são ações relevantes. E, ainda, exames médicos periódicos, com o objetivo de prevenir os agravos à saúde do trabalhador e tratar precocemente problemas de saúde relacionados à atividade laboral, contribuem para equilibrar a relação saúde- trabalho-doença. CONCLUSÃO: Enfocar a educação permanente neste assunto, pois através de novas condutas de todos os envolvidos é que podemos, num futuro, conter o avanço dos agravos à saúde dos trabalhadores, e consequentemente diminuir custos humanos e financeiros. A breve análise ora apresentada é, em síntese, apenas um convite à reflexão sobre o tema. Palavras-chaves: Enfermagem, doenças ocupacionais, saúde do trabalhador. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Previdência Social. Diretrizes de conduta médico: pericial em transtornos mentais. Brasília, BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimento para os serviços de saúde. Brasília, BULHÕES, I. Riscos do trabalho de Enfermagem. Rio de Janeiro: universitária

7 EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA OS PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE: ELETROCARDIOGRAMA OLIVEIRA, S.C.S.¹; MARTINS, L.D.M.¹; COIMBRA, N.X.¹; NUNES, S.F.F.¹; JORGE, W.P.¹ Introdução: Em 1902, Willen Einthoven idealizou um aparelho para registrar as correntes elétricas que se originavam no coração. Surgia então, o Eletrocardiograma (ECG). Nos últimos cem anos, tanto os aparelhos quanto a própria metodologia de interpretação se modernizaram, surgiram novas aplicações, fazendo com que o eletrocardiograma continue sendo um exame de extrema importância (FELDMAN; GOLDWASSER, 2004).Um eletrocardiógrafo é um galvanômetro registrador da diferença de potencial elétrico entre as duas regiões sobre as quais foram aplicados os eletrodos (LEGATTI, 2001). Objetivos: Geral - Contribuir de forma clara e objetiva para o aperfeiçoamento da equipe de Enfermagem no procedimento da realização do Eletrocardiograma (ECG), exame este solicitado frequentemente na unidade. Específicos - Identificar as dificuldades encontradas pela equipe durante a realização do ECG; - Reforçar para a equipe de Enfermagem a importância da correta instalação dos eletrodos, para a obtenção de um traçado preciso e sem interferências; - Facilitar a compreensão da equipe em relação ao passo a passo de cada etapa do exame, incluindo a parte informática. Materiais e Métodos: O desenvolvimento do presente estudo teve como suporte a Metodologia da Problematização com a utilização do Método do Arco de Charles Maguerez, por meio das suas cinco etapas. Base de dados: Scientific Electronic Library On line (SciELO), descritores: Eletrocardiograma; Eletrocardiógrafo. Tais estudos foram selecionados aleatoriamente sem definir recorte de tempo, uma vez que não se localizou (nessas bases) tantas publicações sobre o foco do presente estudo. Considerações: O tema escolhido para este estudo foi contextualizado a partir da leitura e análise de artigos científicos, visando solucionar o problema em si, onde foi constatada a deficiência de conhecimento na manipulação do novo aparelho de eletrocardiograma disponível na unidade e a dificuldade no posicionamento correto dos eletrodos no plano frontal e horizontal no paciente. A escolha do tema foi unânime pelo grupo em razão da questão abordada se configurar como um grande problema para a comunidade hospitalar, sabendo que se trata de uma unidade que realiza atendimentos de urgência e emergência e há grande demanda de pacientes de alta complexidade, que posteriormente necessitam da realização do ECG. Referencial Bibliográfico: FELDMAN, J.; GOLDWASSER, G. P. Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação. Revista da SOCERJ, Rio de Janeiro, v. 17, n. 4, p , LEGATTI, J. B. CURSO BÁSICO DE ELETROCARDIOGRAFIA EM 10 LIÇÕES. 1ª ed, Disponível em: < Acesso em 07 abr

8 O ENFERMEIRO FRENTE ÀS ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM¹ SOUZA, A. B. 2 ; CAMPOS, C. D. 2 ; DIAS, J. C. B. 2 ; BORGES, W. R. 2 ; SILVA, M. A. 3 ; MELO, H. A. O. 3 Introdução: O enfermeiro é um profissional dotado de conhecimento científico e técnico, pautados nos princípios éticos, sociais e políticos, por meio do ensino, pesquisa e assistência, conferindo-lhe a capacidade de atuar com autonomia na gerencia de estabelecimentos de saúde. Objetivos: Realizar uma intervenção junto aos enfermeiros como forma de motivá-los a valorizar a sua autonomia profissional frente à sua equipe, assim como mostrar as vantagens de um trabalho de equipe quando há interação e todos executam suas atribuições para garantir a qualidade do trabalho da sua equipe. Método do Estudo: A base teórica adotada foi a Metodologia da Problematização com o Arco de Charles Maguerez por meio das suas cinco etapas (observação da realidade, pontos chave, teorização, hipóteses de solução e aplicação à realidade) visando desenvolver no aluno a construção de um saber crítico e reflexivo frente a uma realidade para a busca de solução para o problema. Assim, o estudo foi desenvolvido no primeiro semestre de 2014, por quatro acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da PUC Goiás. Observou-se a realidade do Hospital X de Infectologia, nas Alas B e C onde são realizadas todas as modalidades de assistência aos pacientes internados. Todos os pontos de vistas sobre os problemas observados foram discutidos para os quais levantaram-se os pontos chave, culminando no tema para a busca de respostas com a teorização. Para essa etapa buscou-se material bibliográfico publicado no período de 2004 a 2014, acessados na base de dados online e físicas. Resultados: Na teorização encontrou-se que a enfermagem atua como um componente da equipe, visando a saúde e a qualidade de vida da pessoa, família e coletividade. Cabe ao enfermeiro, portanto, o trabalho científico e ao técnico o trabalho manual, mas que de forma integrada produzem resultados satisfatórios à recuperação do paciente. Após a compreensão do problema com a teorização, viabilizou-se a criação de cinco hipóteses de solução. Para aplicar à realidade levou-se em consideração a repercussão na prática, sendo escolhida a elaboração de um painel contendo as atividades realizadas cotidianamente pela equipe de enfermagem no âmbito hospitalar para compor a estratégia de avaliação e premiação de membro da equipe de enfermagem. Considerações: Ante aos estudos, as leituras, as conclusões críticas e reflexivas, considera-se que o enfermeiro possui autonomia diante de sua equipe de enfermagem, e esta deve ser colocada em prática para que o trabalho seja realizado com êxito. Diante disso se estabelece a contribuição deste estudo, como sendo de grande valia para a nossa formação acadêmica, em vários aspectos, quais sejam: científico, prático, técnico e o metodológico.

9 SEGURANÇA DO PACIENTE NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS E A ÓTICA DA ENFERMAGEM DAMASIO.A.C; SERRÃO,E.Y.P*; VIANEY.E.L**; ZATTA.L.T** INTRODUÇÃO: Atualmente, a segurança do paciente e a qualidade da assistência à saúde vêm adquirindo espaço em âmbito global com enfoque principal no ambiente hospitalar, tendo como meta a redução dos riscos e danos à saúde do paciente. A partir do avanço científico no que diz respeito à saúde, ocorreram transformações no cuidado dispensado ao indivíduo, em virtude disto a Organização Mundial de Saúde (OMS), criou um programa com enfoque na segurança do paciente a fim de reduzir os riscos que permeavam o cuidado no âmbito hospitalar. Seis são os protocolos que irão orientar os profissionais na ampliação da segurança do paciente no serviço de saúde, sendo eles: Identificação correta do paciente; Boa comunicação entre os profissionais de saúde; Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente correto, Higienizar as mãos para evitar infecções e por fim, Reduzir o risco de quedas e ulceras por pressão. Frequentes são os eventos adversos que ocorrem durante o processo de assistência à saúde, dentre os erros cometidos, os mais constantes no âmbito hospitalar encontram-se relacionados na falha da administração de medicamentos e anotações de enfermagem que infligem às regras, princípios éticos e legais das anotações. OBJETIVOS: Descrever a importância do programa de segurança do paciente, Relatar a importância em prestar uma assistência segura; Elaborar hipótese de solução para melhoria da segurança do paciente aplicando à realidade da assistência. METODOLOGIA: Este trabalho foi desenvolvido com base no Método do Arco de Charles Maguerez que consiste em adotar as seguintes etapas: observação da realidade, pontos chave, teorização, hipóteses de solução e aplicação à realidade, durante o período do estagio no primeiro semestre de RESULTADOS: Por meio do estágio supervisionado em um hospital público de referência em Goiânia, constatou-se através da observação da realidade, a necessidade de melhoria no que diz respeito à administração de medicamentos, no qual através deste problema foram elencados cinco pontos chave, sendo eles: A necessidade de implantar a segurança do paciente no referido hospital; A importância da aplicação dos cinco certos para a administração medicamentosa; A pontualidade dos profissionais em realizar a administração do medicamento; Risco de dupla administração medicamentosa ao paciente; Responsabilidade do profissional quanto às etapas de administração medicamentosa. Assim, através destes pontos chave, tem-se como hipótese de solução para o problema, a capacitação profissional através da educação continuada viabilizada por cursos, seminários e rodas de conversas, a fim de promover o desenvolvimento dos profissionais na área de atuação, trazendo maior qualificação para o profissional a fim de beneficiar o paciente. Por fim, a aplicação à realidade consistiria em realizar a educação continuada para os profissionais trimestralmente, abrangendo todos os profissionais envolvidos na assistência, no entanto não houve a realização da mesma, devido à sobrecarga de trabalho dos enfermeiros na referida instituição, não havendo então horário disponível, o que impossibilitou aplicar as medidas na realidade. CONCLUSÃO: Assim a equipe de enfermagem encontra-se ligada diretamente com o paciente na realização dos cuidados, em virtude disso o enfermeiro deve ser a peça fundamental na busca de prestar um cuidado seguro e de qualidade, bem como a fundamentação nos princípios e habilidade técnica para que todas as etapas do processo de preparo e administração seja realizados focadas na segurança do paciente.

10 QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES OSTOMIZADOS: UM ENFOQUE NAS AÇÕES DE ENFERMAGEM REZENDE, R. R.¹; PAIXÃO, G, S.¹; RAMOS, A. F.¹; SOUZA, A. B.¹; DOURADO, R. P. C. A.²; LORETO, R. G. O 3. Introdução: A OMS (1995), define qualidade de vida como a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e no sistema de valores, nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Desta forma, a mesma está associada com o grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social, ambiental e à própria estética existencial (MINAYO; HARTZ; BRUSS, 2000). Os termos ostomia, ostoma, estoma ou estomia são de origem grega, que significam boca ou abertura e são utilizadas para indicar a exteriorização de qualquer víscera oca no corpo, são realizados por uma técnica de abertura de um órgão por meio de ato cirúrgico, formando uma boca que passa a ter contato com o meio externo para eliminações de secreções, fezes ou urina (GEMILLI, ZAGO, 2002). Sabese que a técnica é de competência médica e os cuidados pré, pós procedimento são diretamente ligados a enfermagem. Entendendo que a ostomia está relacionada a qualidade de vida, cabe ao enfermeiro o conhecimento qual cuidados devem ser prestado ao paciente portador de ostomia, visando a qualidade de vida. Objetivo: Mapear ações de enfermagem que contribuem para a qualidade de vida dos pacientes ostomizados. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica, por meio de busca online realizada em setembro de 2015, nas bases de dados LILACS, BDENF, IBECS e MEDLINE. O período de busca das publicações foi de 2010 a 2015.Realizou-se levantamento dos artigos adotando três Descritores em Ciências da Saúde (DECS):ostomias; qualidade de vida; cuidados de enfermagem. Foram selecionados artigos publicados em inglês, português e espanhol. Os critérios de inclusão foram ter resumos disponíveis nas bases de dados e o critério de exclusão foi artigos que não se adequasse ao objetivo de pesquisa. Resultados: Foram encontrados 19 artigos, sendo 36,8% no LILACS, 26,3% no BDENF, 21,0% no IBECS, 10,5% MEDLINE, 5,2% COLECIONA SUS. Após a leitura foram selecionados 08 artigos para a presente pesquisa. Encontrou-se como ações de enfermagem: reabilitação do paciente ostomizado na sociedade, identificar fatores que geram alterações no bem estar físico, mental e social, promover orientações sobre sexualidade, desenvolver atividades com foco na equipe multidisciplinar, promover atitudes de enfrentamento do paciente sobre o processo saúde-doença. Estudos apontam a importância do enfermeiro realizar uma consulta pré-operatória, afim de estimular a aceitação da ostomia, esclarecimento do tratamento, estimulando o autocuidado e prevenir complicações comuns da ostomia refletindo assim na qualidade de vida. Conclusão: Conclui-se que o cuidar na enfermagem representa duas visões; sendo a primeira o fazer técnico e a segunda, um zelar holístico, que vai além da técnica propriamente dita, incorporando o cuidar mais global, focado no paciente e não apenas na doença, permitindo a afetividade voltada para a qualidade de vida do ostomizado.

11 ENFOQUE NO CUIDADO HUMANIZADO NO PACIENTE CRÍTICO Jéssica de Oliveira Gomes Silva¹, Carlos Magno Rodrigues Alves, Cristiane Alves Martins Pires¹, Bruno Cardoso Varejão¹, Ítalo Lacerda Silva¹, Camila Isabel Nascimento Corrêa², Fernanda Ferreira Lima³ Introdução: A humanização na saúde pode ser conceituada dentre outras, como uma forma de cuidar, compreender, abordar, perceber e respeitar o doente em momentos de vulnerabilidade (SILVA, 2014). Em 2000, o Ministério da Saúde elaborou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), que visa o respeito, a solidariedade, autonomia e cidadania dos profissionais e usuários. Portanto, o cuidado humanizado na saúde, tem sido uma das maiores queixas dos pacientes, deixando duvidas sobre a real causa destes ocorridos. Contudo este estudo objetivou discutir a importância do cuidado humanizado na área de urgência e emergência. Materiais e Métodos: Revisão integrativa da literatura com artigos disponíveis nos bancos de dados: Lilacs, Scielo, google acadêmico. Selecionou-se 7, publicados entre 2009 a 2014 e excluiu-se 3 por não responderem ao objetivo. Após a pesquisa ocorreu a leitura, e interpretação dos resultados. Descritores: humanização, assistência, emergência. Resultados e Discussão: Cuidado humanizado relaciona-se ao resgate de pequenos e grandes eventos do dia-a-dia, que tornam o ser humano único e especial em diferentes situações em que se encontra, no sentido de prestar um atendimento personalizado, voltado não para a doença, mas para o ser humano. Os serviços de emergência, por terem uma rotina acelerada e frequentemente números insuficientes de funcionários, torna-se um ambiente de muita tensão e estresse, fazendo com que humanização muitas vezes seja imperceptível. Assim, faz-se necessário a equipe, dentre eles a enfermagem, no momento de suas ações, perceba a importância do ser humano, garantindo equidade na assistência de forma holística e humanizada. Conclusão: A humanização abrange desde a família, até o paciente, sendo estes, o complemento essencial no processo de humanização. E que o poder público tem papel indispensável no planejamento de estratégias para melhor organização dos serviços de urgência e emergência, garantindo um ambiente mais humanizado para profissionais e os pacientes atendidos. Referências: Andrade, L. M. et al. Atendimento humanizado nos serviços de emergência hospitalar na percepção do acompanhante. Rev. Eletrônica Enfermagem. v. 11, n. 1, p: , Disponível em: < Acessado em: 16/08/2015. GALLO, A. M.; MELLO, H. C. Atendimento humanizado em unidades de urgência e emergência. Revista Apucarana-PR, v. 5, n. 1, p. 1-11, SILVA, J. A. A humanização na assistência de enfermagem a pacientes em unidades de urgência e emergência p. Monografia (Bacharel em Enfermagem) Faculdade de Ciências e Educação, Sena Aires, Valparaíso de Goiás. NISHI, P. K.; COSTA, E. C. N. F. Cuidados de enfermagem à pacientes vítimas de queimaduras: identificação e características clínicas. Revista UNINGÁ, Maringá-PR, n.36, S. v. p , 2013.

12 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE SUBMETIDO A UMA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO SERRÃO,E.Y.P*; BANDEIRA,J.M.S*; BATISTA,M.F*; CANTANHEDE,A.C.N*; PASSOS.A.C.F** INTRODUÇÃO: A doença coronariana (DC) é classificada como um tipo de doença cardiovascular, em virtude do comprometimento dos vasos sanguíneos, os quais através de sua obstrução, denominada aterosclerose, desenvolve uma isquemia do miocárdio, evidenciando a doença das artérias coronarianas; assim, suas principais complicações variam desde a angina estável, até o infarto do miocárdio. A reconstrução cirúrgica das artérias obstruídas dá-se através da revascularização miocárdica com o objetivo de restaurar o suprimento sanguíneo ao músculo cardíaco, criando uma nova trajetória para o fluxo sanguíneo. Logo, a partir do procedimento cirúrgico, o volume e a pressão sanguínea são reparados, aliviando os sintomas decorrentes da má nutrição e hipóxia do músculo cardíaco. OBJETIVOS: Descrever o a doença coronariana (DC) e a cirurgia de revascularização do miocárdio, integrando os conhecimentos das disciplinas básicas; Identificar as Necessidades Humanas Básicas (NHB s); Elaborar um Plano Assistencial de Enfermagem. METODOLOGIA: Trata - se de um relato de caso, realizado em um hospital público da cidade de Belém no estado do Pará, onde foi realizada coleta de dados e exame físico em paciente submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio, com consentimento ético, submetido há quatro dias a procedimento cirúrgico. Para a identificação do diagnóstico de enfermagem, utilizou-se o North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). RESULTADOS: O estudo permitiu a identificação de cinco Necessidades Humanas Básicas (NHB s) afetadas, sendo elas: ferida operatória; acesso venoso periférico; constipação; dor na incisão cirúrgica e pele desidratada. Assim, a partir destas foi elaborado diagnósticos adequados para cada NHB afetada. Para a ferida operatória há dois diagnósticos sendo eles: Integridade tissular prejudicada relacionada a fatores mecânicos, caracterizada por tecido destruído; Risco de infecção relacionado à tecido traumatizado. Para o Acesso venoso periférico, foram criados dois diagnósticos: Integridade da pele prejudicada relacionada a fatores mecânicos, caracterizada por rompimento da superfície da pele; Risco de infecção relacionada à pele rompida. Constipação tendo como diagnóstico: Constipação relacionada pela motilidade do trato gastrintestinal diminuída, caracterizada por frequência diminuída ou por abdômen distendido. Para dor na incisão cirúrgica: Dor aguda relacionada a agentes lesivos, caracterizada por relato verbal de dor. E para Pele desidratada tem-se o diagnostico: Volume de líquidos deficientes relacionado à falha de mecanismos reguladores, caracterizado pela pele seca. Desta forma, para cada diagnóstico foi elaborado um plano assistencial o qual visa atender o conjunto de diagnósticos encontrados nas NHB S afetadas. Portanto, o enfermeiro deve conhecer o paciente como individuo, bem como utilizar do instrumento de operacionalização do cuidado baseado em conhecimentos técnico-científicos, a SAE, para promover um cuidado preventivo a possíveis complicações e posteriormente, a recuperação e reabilitação do paciente. CONCLUSÃO: Diante do exposto é imprescindível a atuação de enfermagem no que tange a dispensação das ações, que contribuem para assegurar que as intervenções sejam realizadas ao paciente individualizado, de maneira holística e humanizada, compreendendo não apenas a sua condição patológica, no entanto, todas as suas necessidades humanas básicas (NHB S) objetivando o reestabelecimento da saúde do paciente e assim inseri-lo no convívio social novamente.

13 RECONSTRUÇÃO DE COLOSTOMIA, APÓS COLECTOMIA RELATO DE CASO GONÇALVES, N. L; JESUS, M. C Introdução: As operações do intestino grosso tem finalidade de restabelecer o transito intestinal, proporcionando a nutrição do paciente. Após a abertura da cavidade abdominal é feita a identificação do sítio de obstrução e a exteriorização do intestino dilatado. Objetivo: Apresentar a forma clínica apresentada pela paciente, e as intervenções cirúrgicas que a mesma foi submetida. Material e Método: relato de caso de uma paciente de 63 anos que foi submetida à colectomia, associada colostomia há dois anos, e atualmente encontra-se no pós-operatório de reversão de colostomia. Resultados: De acordo com a literatura científica o câncer do cólon sigmoide ocorre no intestino grosso, sendo este, o local mais frequente de neoplasias malignas no corpo humano. As alterações celulares que resultam da exposição da mucosa intestinal aos agentes cancerígenos se manifestam por lesões inflamatórias inespecíficas (INCA 2013). Para correção desse quadro e necessário intervenção cirúrgica de colectomia parcial do cólon sigmoide é colostomia provisória. Conclusão: O caso relatado e a literatura trazem que a conduta recomendada para tratamento de neoplasia de cólon sigmoide traz benefícios eficazes e capazes de obter resultados satisfatórios, com a reversão da colostomia e contribuindo para melhora da qualidade de vida da paciente. REFERÊNCIAS GOFFI, F.S. et al. Técnica cirúrgica-bases anatômicas, fisiopatológicas e técnica da cirurgia. 4 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2001, p BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009, p BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Falando sobre Câncer do Intestino. Rio de Janeiro,2003.

14 MOTIVAÇÃO PARA A PARTICIPAÇÃO EM UMA LIGA ACADÊMICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA. RAMOS, A. F.¹; COELHO, T. L. A. ¹; REZENDE, R. R. ¹; SOUZA, A. B. ¹; VIANA, H. F. F. ¹; GONÇALVES, N. L. ¹; ÁLVARES, G. V. ² Introdução: Despertar a motivação discente para aprender é um dos grandes desafios enfrentados pela educação formal contemporânea. Entre os fatores desmotivadores da aprendizagem encontram-se a desvinculação dos conteúdos com o cotidiano, o excesso de atividades acadêmicas, os prazos curtos para cumprimento das atividades, a interação distante entre professor-aluno (PERRENOUD, 2000). Isso gera ansiedade, baixa auto-estima, bloqueia a atenção, diminui o desejo de estudar e aprender (BORUCHOVITH e BZUNECK, 2001). Na década de 1990 os currículos dos cursos universitários no Brasil passaram por um processo de reconstrução influenciado pelos problemas educacionais vivenciados, pelas pesquisas produzidas, pelo reconhecimento da Constituição Brasileira de 1988 quanto a integração entre ensino, pesquisa e extensão na educação de nível superior e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 1996, que define o papel da educação universitária e reconhece a necessidade da abordagem curricular de conhecimentos sobre os problemas enfrentados na atualidade ( internacional, nacional e regional), segundo Santana,2012. Nesse contexto de mudanças ocorre à expansão das Ligas Acadêmicas (L.A) universitárias no Brasil. A Liga Acadêmica de Sistematização da Assistência de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (LASAE-PUC/GO) foi fundada em novembro de 2013, para atender a necessidade de aprimoramento do conhecimento sobre a SAE, permitir experiências práticas junto à comunidade e o desenvolvimento de pesquisa de forma integrada. Desde a sua fundação os seus membros participam ativamente, cumprem com suas responsabilidades, apresentam sugestões criativas, cooperam uns com os outros, desenvolvem a capacidade crítica e de liderança e demonstram satisfação. Objetivo: Identificar os fatores motivadores dos membros da LASAE-PUC/GO para a participação ativa nas atividades propostas pela Liga. Método:Estudo descritivo de abordagem qualitativa e modalidade relato de experiência.a reflexão sobre uma ação ou um conjunto de ações vivenciadas no âmbito profissional de interesse da comunidade científica é uma das ferramentas utilizadas pela pesquisa descritiva. As vivências dos membros da LASAE quanto a motivação para a participação nas atividades da LASAE vêm sendo descritas, refletidas, discutidas e comparadas às atividades do currículo formal e relacionadas às referências bibliográficas sobre a temática. O relato de experiências ocorreu informalmente e outras vezes intencionalmente durante as reuniões periódicas da Liga, no período entre setembro de 2014 a setembro de Resultado: o estudo aponta os seguintes fatores que motivam o desejo e o empenho de aprender dos membros da LASAE: o interesse mútuo pela temática, que traz identidade para o grupo e favorece a cooperação; a ausência de obrigatoriedade, da formalidade, da pressão de notas, resultados para aprovação, prazos rígidos, o que aumenta a segurança, o desejo de conhecer e criar; a relação professor-aluno de parceria e não de gestão ou como regulador no processo ensino-aprendizagem, que proporciona o desenvolvimento da solidariedade e da construção comum, cooperação e desejo de transformação social; oportunidade de descobrir soluções e de levantar questionamentos próprios, o que favorece a auto-estima e a capacidade para exercer a cidadania. Conclusão: A pesquisa identifica que os membros da LASAE- PUC/GO reconhecem que a participação nas atividades da liga desenvolve a satisfação pessoal e do grupo, aumenta a auto-estima e favorece o reconhecimento das potencialidades individuais. No entanto, aponta também que no currículo formado processo ensino-aprendizagem é mais organizado, sequencial e permite uma construção mais sólida do conhecimento. As pesquisas sobre o papel das Ligas na formação acadêmica ainda são restritas, assim como os estudos quanto à articulação entre o ensino formal e informal na graduação.

15 DISTRIBUIÇÃO DE DOENÇA DECORRENTE DE EVENTOS HIDROLÓGICOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE TEIXEIRA, N. C. B; QUEIROZ, S. J.; LEMES, M. M. D.; ANDRADE, M. INTRODUÇÃO: eventos extremos de precipitação, que incluem chuvas extremas e longos períodos de dias consecutivos secos, são os fenômenos atmosféricos mais perturbadores (ZIN et al., 2010), causando várias doenças infecciosas, dentre elas a Leptospirose, causada por espiroquetas do gênero Leptospira, que se manifestam de forma assintomática, por quadros leves ou casos graves que podem levar a morte (JESUS et al., 2012). As inundações e enchentes caracterizam-se como desastres naturais, causando danos à população (FURTADO et al., 2012). Após um desastre envolvendo enchentes há aumento no número de doenças transmitidas pela água, sendo a leptospirose de maior destaque, resultado do acúmulo de lixo, a aglomeração da população em locais sem planejamento de drenagem de água pluvial, a infestação de animais contaminados e o transbordamento de rios e córregos, fatores que contribuem para a exposição da população vulnerável ao contato com a água contaminada pela urina do roedor, sendo o domicílio o maior ambiente de infecção, elevando o número de casos (FREITAS et al., 2014; GUIMARÃES et al., 2014). OBJETIVO: descrever a distribuição da leptospirose na Região Centro-Oeste período MATERIAL E MÉTODO: trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo inferencial, que foi realizado com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e DATASUS. RESULTADOS: foram totalizados 590 casos em toda a região, sendo que no Distrito Federal registrou-se 332 casos e incidência de 12,54 por cem mil habitantes; Mato Grosso com 74 casos e incidência de 2,38 por cem mil habitantes; Mato Grosso do Sul com 70 casos e incidência de 2,79 por cem mil habitantes; Goiás com 166 casos e incidência de 1,85 por cem mil habitantes. CONCLUSÃO: através dos resultados obtidos, conclui-se que na Região Centro-Oeste se observam casos esporádicos, que ocorrem de forma distribuída entre os Estados estudados, sendo que no Distrito Federal houve o maior número de casos brutos, podendo ser explicada pela aglomeração da população em locais de risco e/ou sem planejamento sanitário adequado, nos municípios do entorno. Vale ressaltar que na Região Centro-Oeste não há registros de eventos hidrológicos graves nesse período, e as características do clima e pluviosidade não são favoráveis para a transmissão da doença. Palavras-chave: desastres; leptospirose; região centro-oeste.

16 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA: UMA INTERVENÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS DA ESCOLA DE FORMAÇÃO DA JUVENTUDE NO SETOR LESTE EM GOIANIA SILVA, A. C.; SILVA, H. K. R.; VIANA, H.F.F.; SOUSA, L.M.R.; SILVA, V. M. Introdução: O universo da leitura propõe a descoberta de novos horizontes, ampliando os conhecimentos, além de colaborar para a formação individual. O gosto pela leitura precisa acontecer de maneira natural, e não como uma obrigação insistida pelos pais e professores, esses devem motivar o interesse pelos livros, revistas e qualquer outro tipo de leitura, afim de formar pessoas críticas, com o autodomínio de palavras, expressão e escrita. Objetivos: Compreender e incentivar os alunos sobre a importância da literatura para agregar novos conhecimentos e desenvolvimento da linguagem. Material e Método: Metodologia Problematizadora com aplicação do Método do Arco de Charles Maguerez que consistiu na execução das cinco etapas: observação à realidade, pontos-chave, teorização, hipóteses de solução, e aplicação à realidade. Posteriormente realizou-se o levantamento dos aspectos positivos e negativos, a partir dos quais se originaram os pontos chave, sendo selecionado o ponto mais crítico para a teorização. Esta foi realizada com a busca de referencial teórico na literatura científica. A partir disto, surgiu a Campanha Mobilização Leitura, com objetivo de arrecadar doações de livros, revistas e/ou gibis para a Escola de Formação da Juventude, a fim de mobilizar crianças, adolescentes e adultos ao hábito da leitura. O projeto foi lançado por meio das redes sociais. Resultados: Com base em leituras de artigos científicos, percebeu-se que a leitura é primordial na formação intelectual do indivíduo, para obter êxito faz necessário uma motivação, como também um ambiente agradável para tal. A prática da leitura é refletida positivamente na sociedade mudando hábitos e inovando costumes. Lembrando que não basta apenas ler, também deve desenvolver as habilidades de analisar, interpretar, compreender a ideia do texto e isso se adquire com o hábito. Desse modo, nas escolas dever ser criadas condições que motivem os alunos a terem o gosto por ler conteúdos que acrescentem os conhecimentos. Conclusão: Conclui-se que a leitura além de agradável, proporciona a formação de um pensamento crítico-reflexivo, tornando o indivíduo autônomo e capaz de modificar o contexto em que está inserido, permitindo transformar as pessoas, expandir conhecimentos, agregar cultura e viver aventuras em páginas. Assim, foi realizada a aplicação na realidade, com a entrega de em média 200 livros arrecadados, através de doações pela Campanha para biblioteca da instituição em estudo. Referências: SANTOS, M. V. M.; A leitura como prática cotidiana e motivacional: da infância ao crescimento intelectual e discernimento crítico. Revista ABC, v. 11, n. 1, Disponível em: < Acesso: 16 Out de SILVA, I. R.; Prática de Leitura. Revista Philologus, Rio de Janeiro, ano 17, nº 51, p. 390, Disponível em: < Acesso em: 16 Out de BLANK, C. K.; GONÇALVES, R. B; A Leitura na Adolescência: Um Estudo em Escolas Públicas e Particulares de Ensino Médio. Revista Didática Sistêmica, v. 13, n. 2, p. 3-13, 2011.

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