TÍTULO: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM ÚLCERA VENOSA: ORIENTAÇÕES PARA CICATRIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE RECIDIVAS

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1 TÍTULO: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM ÚLCERA VENOSA: ORIENTAÇÕES PARA CICATRIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE RECIDIVAS CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ENFERMAGEM INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO AUTOR(ES): MARIA ESTELA LACERDA PIRES ORIENTADOR(ES): ALEXANDRA DE SOUZA MELO

2 1 RESUMO A Úlcera venosa considerada um agravo crônico é consequência da insuficiência venosa crônica, nos últimos anos, tem se observado um grande número de atendimentos, assim, tem-se a necessidade de profissionais preparados e sensibilizados para atender a essa população. O objetivo do estudo é caracterizar a assistência de enfermagem referente ao cuidado da úlcera venosa, considerando a avaliação dos fatores que podem interferir nestas úlceras, bem como orientações sobre mudanças nos hábitos de vida que irão viabilizar o processo de cicatrização da úlcera venosa. Para esta revisão integrativa tem-se a seguinte questão norteadora: no Brasil, qual assistência de enfermagem referente ao cuidado da úlcera venosa, no que se refere aos diversos tipos de tratamentos, bem como a prevenção de recidivas? Preliminarmente, pode-se concluir que a publicação sobre o tema é muito escassa no Brasil e, com este estudo, sugere-se a elaboração de protocolos clínicos que facilitam a sistematização do cuidado com úlceras venosas. 2 INTRODUÇÃO Nos últimos anos, a transição epidemiológica, tem provocado um aumento significativo das doenças crônicas degenerativas, em especial, das doenças cardiocirculatórias, onde pode-se observar um grande número de atendimentos relacionado ao surgimento das úlceras venosas. Trata-se de uma ferida de forma irregular, superficial no início, mas podendo se tornar profunda, com bordas bem definidas e comumente com exsudato amarelado (ABBADE; LASTÓRIA, 2006, p. 510). Estima-se que quase 3% da população nacional são portadores desse tipo de lesão que se eleva para 10% nas pessoas com diabetes e, que em torno de quatro milhões de pessoas, sejam portadoras de lesões crônicas ou tenham algum tipo de complicação no processo de cicatrização (MANDELBAUM, 2003 apud SILVA et al., 2009). Mediante ao cenário em que as úlceras venosas tendem a aumentar devido ao envelhecimento da população e crescimento das doenças crônicas, e os estudos tem mostrado a falta de capacitação dos enfermeiros para lidar

3 com o problema torna-se necessário investigar a seguinte preocupação: quais orientações são necessárias para manter uma qualidade de vida a estes pacientes, mantendo seu cuidado em domicílio? 3 OBJETIVO Caracterizar a assistência de enfermagem referente ao cuidado da úlcera venosa, considerando a avaliação dos fatores que podem interferir nestas úlceras, bem como orientações sobre mudanças nos hábitos de vida que irão viabilizar o processo de cicatrização da úlcera venosa. 4 METODOLOGIA Será realizada uma revisão integrativa que tem como questão norteadora: no Brasil, qual assistência de enfermagem referente ao cuidado da úlcera venosa, no que se refere aos diversos tipos de tratamentos, bem como a prevenção de recidivas? Os critérios utilizados para a busca de bibliografias foi utilizar referências no idioma português, com resumo publicado nas bases de dados científicas selecionadas e publicadas entre os anos 2005 a Os critérios de exclusão: estudos que abordavam em seu resumo as diferentes classificações de úlceras: úlcera arterial, mista, úlcera por diabetes ou vasculite e estudos de revisão. A busca foi realizada no banco de dados da biblioteca virtual de saúde, nas seguintes bases de dados: Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Base de Dados Bibliográficos Especializada na Área de Enfermagem do Brasil (BDENF), Literatura Latino-Americana em Ciências em Saúde (LILACS) e Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MDLINE), além de sites governamentais. Utilizou-se os descritores cadastrados no DECs descritores em saúde: úlcera venosa, cuidado de enfermagem, insuficiência venosa crônica e feridas crônicas. A amostra final desta revisão foi 4 artigos. Será adotado o instrumento de coleta de dados, validado por Ursi e Galvão (2006), que contempla os seguintes itens: identificação do artigo original, características metodológicas do estudo, avaliação do rigor metodológico, das intervenções mensuradas e dos resultados encontrados.

4 A apresentação dos resultados e sua discussão será realizada de forma descritiva, porém para facilitar a sua apresentação o conteúdo dos artigos analisados foram separados nas seguintes categorias: Conhecimento necessário dos enfermeiros em relação a assistência de enfermagem a úlcera venosa; Compreensão do Tratamento da úlcera venosa; e Prevenção de recidivas da úlcera venosa. 5 DESENVOLVIMENTO De acordo com Jorge (2009) há três teorias que explicam a patogênese da úlcera venosa crônica que tem como fator comum a hipertensão venosa persistente, porém teorias ainda controversas. A primeira tem se a hipóxia tecidual, morte celular, necrose e, assim sendo, tem-se a ulceração. A segunda está relacionada com os leucócitos, as células brancas agrupam-se na parede do endotélio e ocluem os capilares causando isquemia local impedindo a passagem do oxigênio pelas hemácias. A terceira o fibrinogênio e outras macromoléculas como a albumina e alpha 2 macroglobulina, liberadas na derme causa o extravasamento dessas substâncias, que se agrupam a fatores de crescimento e outras substâncias estimuladoras ou homeostáticas tornandoos indisponíveis para o processo de reparação. 6 RESULTADOS PRELIMINARES Preliminarmente, observa-se uma escassez da literatura quanto ao tema abordado, isto reflete na falta de conhecimento do enfermeiro no cuidado deste tipo de úlcera, pois os estudos mostram que há deficiência na capacitação dos enfermeiros nesta área, muitos deles, mostrando despreparo no conhecimento dos produtos a serem utilizados e não uso da terapia compressiva indicada neste tipo de ferida. FONTES CONSULTADAS ABBADE, L. P. F.; LASTÓRIA, S. Abordagem de pacientes com úlcera da perna de etiologia venosa. An. Bras. Dermatol., Rio de Janeiro, v. 81, n. 6, p , nov Fap UNIFESP (SCIELO). DOI: /s Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abd/v81n6/v81n06a02.pdf>. Acesso em: 06 jul. 2014

5 JORGE, A E. S. Ultrassom pulsado de baixa intensidade na cicatrização de úlcera venosa crônica: estudo comparativo de duas técnicas de aplicação f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Bioengenharia, Escola de Engenharia de São Carlos e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, São Carlos, Disponível em: < >. Acesso em: 10 ago SILVA, F. A. A. da; FREITAS, C. H. A. de; JORGE, M. S. B.; MOREIRA, T. M. M.; ALCÂNTARA, M. C. M. de. Enfermagem em estomaterapia: Cuidados clínicos ao portador de úlcera venosa. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 62, n. 6, p , nov URSI, E. S.; GALVÃO, C. M. Prevenções de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. Rev. Latino-am. Enferm., v.14, n.1, p , jan./fev., 2006.

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