O DEICÍDIO ENQUANTO TRANSVALORAÇÃO (UMWERTUNG ALLER WERT) EM NIETZSCHE RESUMO

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1 O DEICÍDIO ENQUANTO TRANSVALORAÇÃO (UMWERTUNG ALLER WERT) EM NIETZSCHE Fábio Antonio Gabriel (UENP/CJ/CHHE- Curso de Filosofia) RESUMO Ao estudar a obra do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche ( ) pensamos no projeto civilizatório do ocidente e dela podendo citar a crítica à moral do ressentimento e a crítica à luta contra o ideal ascético. Assim sendo, partimos do pressuposto de considerar a arte, a filosofia e a religião enquanto sintomas de determinadas configurações de impulsos. Nietzsche considera toda produção do homem enquanto causa para a configuração de impulsos ou forças, investigadas, portanto, a partir de pressupostos biológicos 1. A moral é para o filósofo alemão um aspecto de investigação cultural integrada ao processo civilizatório 2. Nessa contextualização, apresenta-se este projeto de pesquisa, cujo enfoque seja a WUNVWERTNG a partir do procedimento genealógico proposto por Nietzsche. O objetivo é aprofundar um estudo sobre a questão genealógica para depreender as investigações do filósofo e buscar o seu entendimento do niilismo e a morte de Deus enquanto negação de todo e qualquer fundamento absoluto. PALAVRAS-CHAVE: Niilismo, genealogia, trágico, transvaloração 1 CONSIDERAÇÕES SOBRE A RELAÇÃO ENTRE MORTE DE DEUS E TRANSVALORAÇÃO A civilização lança mão da educação (Erziehung) e da instrução ou formação (Bildung) para poder produzir uma espécie de humano. O cerne do pensamento do filósofo alemão consiste fortemente na associação de seu nome ao fenômeno do 1 A palavra fisiologia, no contexto deste momento de nossa discussão, denota o que determina de modo somático os homens, isto é, as funções orgânicas ou o afetivo no sentido de imediato corpóreo (as afecções) em suma, fisiológico é relativo ao corpo ou à unidade orgânica. (...) O corpo ou a unidade orgânica nada mais é, para Nietzsche, do que um conjunto de impulsos. (..) Em outras palavras, a fisiologia, nesse sentido, extrapola o âmbito do biológico, mais ainda se refere a uma unidade, ou seja, a um conjunto de forças ou impulsos. In: (FREZZATI, 2006, p.40) 2 Há, porém, outra diferença entre Kultur e civilization ou civilization apontada por Elias: (p.14-15). Kultur assinala, como já vimos, os produtos do homem: as obras de arte, livros, sistemas filosóficos e religiosos, que marcam as particularidades de um povo. Explicando melhor, a noção alemã de cultura realça as diferenças nacionais e as particularidades de grupos. Civilization ou civilisation, por sua vez, acentuaria aquilo que é ou deveria ser comum a todos os homens. Elias quer ressaltar que cada termos é constituído em função de experiências comuns, é disseminado e transformado dentro de grupos de que é expressão. (FREZZATI, 2006, p.53) 468

2 dionisíaco 3 e à crítica da tradição filosófica e religiosa ocidental (RODRIGUES, 2007, p.93), cuja configuração central encontra-se em Platão, para justamente contrapor o mundo real ao mundo ideal, culminando na formação do cristianismo enquanto forma superior de repressão dos impulsos humanos. Outrossim, trocar o conceito absoluto Deus pelo conceito absoluto razão, não constitui uma mudança e sim repetição de uma busca pelo transcendente. Pensamos na morte de Deus enquanto a supressão de todo e qualquer fundamento transcendental culminando num possível retorno à vivência do trágico. O filósofo alemão forjou conceitos e figuras de pensamento, como as seguintes: as noções de Apolo e Dionísio, transformadas em categorias estéticas; os conceitos de vontade de poder; além-do-homem; niilismo e a figura da morte de Deus. (GIACÓIA, 2000, p.11). Algumas fontes para esta pesquisa podem ser encontradas nas seguintes obras do filósofo, que são referências: O nascimento da tragédia (1871); A filosofia na época trágica dos gregos (1873); Humano, demasiado Humano (1878); Aurora (1881); A gaia ciência (1882); Para a genealogia da moral (1887); Crepúsculo dos ídolos (1888) e Para a genealogia da moral (1887). É uma obra composta por um arsenal crítico voltado contra praticamente todas as correntes teóricas e metodológicas em voga depois da segunda metade do século XIX. Obra contrária ao positivismo, a metafísica e o utilitarismo científico (GIACÓIA, 2007, p.14). Para Nietzsche, referente à crítica de melhoramento do homem, proposta por sistemas morais e religiosos, em especial, o cristianismo; são ilusórios porque propunham a falsa perspectiva de que o homem bom seria melhor que o bárbaro ; uma pia fraus (a mentira piedosa), que esteve presente não apenas nos mais diversos sacerdócios, mas também nos filósofos que se julgavam melhoradores da humanidade, cujas idéias mascaram o fisiológico e atribuíram ao transcendente, a gênese da hierarquia dos valores. É esta tarefa que Nietzsche se propõe: Precisamos de uma crítica dos valores morais, devemos começar por colocar em questão o valor mesmo desses valores, isto supõe o conhecimento de suas modificações, circunstâncias de seu nascimento, de seu desenvolvimento, de sua modificação (MARTON, 2006, p.43). Destarte, pode-se fazer o seguinte questionamento: 3 Em um fragmento póstumo da primavera de 1888, que ressoará depois no capítulo O que devo aos antigos de Crepúsculo dos ídolos, Nietzsche critica Goethe e Winckelmann por não terem tido olhos para o fenômeno dionisíaco grego, afirmando que o conceito de clássico que eles estabeleceram não apenas esclarece o elemento dionisíaco como também o excluiria (XII, 14 (35)) In: RODRIGUES, 2007, p

3 O cristianismo tem seu início na humanidade a partir de uma situação de decadência do fisiológico ou se o processo seria justamente o fato de que com a instauração do cristianismo originou um processo de decadência dos impulsos humanos? O religioso seria um tipo esgotado e hiper-sensível: ninguém é convertido ao cristianismo, pois, é necessário estar muito doente para ser tornar cristão (cf. AC/AC 51). O cristianismo não exprime o declínio de uma raça, ele é um conglomerado de formas (Agregat-Bildung) decadentes vindas de todos os lugares, que se pressentem e se buscam (AC/AC 51). Para Nietzsche, o pessimismo presente no cristianismo simplesmente acusa a vida e diz não à vida porque ela é cruel, exuberante, animada de um desejo de acontecer no qual o amor e a morte se encadeiam (LA VEGA VISBAL, 2004, p.17). Ao contrário da civilização ocidental, para Nietzsche, o bárbaro é aquele que não foi domesticado e assim as pulsões humanas não lhe foram diminuídas. Quanto mais alguém é medíocre, fraco, servil, mais necessitará da civilização e uma moral que lhe diga como agir. Por ser mais fraco, será mais virtuoso: considerará tudo proibido e hostil inclusive os próprios impulsos porque tudo lhe ameaça. (FREZZATI, 2006, p.115). Na sua obra Humano, demasiado humano, o filósofo afirma que o cristianismo nasceu para dar alívio ao coração; mas agora precisa primeiramente magoar o coração, para poder depois aliviá-lo. Consequentemente, perecerá ( 119). 2 O TRÁGICO E DIONÍSICO Nietzsche encontra no drama enquanto recusa do caráter trágico agonístico da existência humana (FREZZATI, 2006, p.116), parte da vida, pertencente à pólis grega, sendo estimulante e não levando a uma mera contemplação ou resignação. Assim, a tragédia é um estímulo para a vontade de vida (VASQUEZ, 2005, p.127). Winkelmann considera que toda nossa origem está na Grécia, e de certa forma, pensando no mundo greco-romano, ele tem razão. Para Wagner, contudo, a origem não é essa. Para ele, a origem é cristã, porque está na Idade Média. Wagner apenas prolonga uma transformação, que é redescoberta da Idade Média através do romantismo alemão e do norte da França. Mas a origem estaria lá, e ele acrescenta uma outra origem, que é a linha germânica, de onde surge a tetralogia de Nibelungos. (...) No fundo Nietzsche luta a favor de uma espécie de autenticidade da origem que tem de ser preservada, e a superação se faz de modo grego, através 470

4 do caos, para estabelecer um tipo de cultura pós-niilista. (BORNHEIM, G. 2003, p. 20) Diferentemente de Winckelmann, Goethe e Shiller, ao fazerem o espírito alemão entrar na escola dos gregos, Nietzsche acredita que não conseguiram abrir a porta mágica que dá acesso à montanha entrada do helenismo, porque não usaram a boa chave para isso: a música, ou melhor, ainda, a tragédia musical, relacionando-a com Dionísio e não apenas com Apolo; defendendo aí uma imagem de um pêndulo buscando um equilíbrio que os gregos do período trágico conseguiram (MACHADO, 2005, p.23). Os gregos teriam presenciado e vivenciado um modo exacerbado, as atrocidades da existência e as dores do mundo, sem a necessidade de subterfúgios moralistas. Prova disso é a ferocidade dos combates entre as cidades-estados, assim como as agruras materiais e espirituais que constituíam as bases do florescimento da cultura grega (GIACÓIA, 2000, p. 33). Nietzsche entende que o que é visto pelo expectador trágico, potencializado pela força da música, não se firma às belas ilusões plasticamente vivas na cena: deve refugiar-se de novo no seio da verdadeira e única realidade através da destruição do herói-indivíduo. (CAMPIONI, 2007, p.41). Tem mais: A experiência dionisíaca é a possibilidade de escapar da divisão, da multiplicidade individual e de se fundir ao uno, ao ser; é a possibilidade de integração da parte na totalidade. (MACHADO, 2006, p.213). Destarte, na obra Nascimento da tragédia, que da mesma maneira na Grécia, a partir da arte (de modo especial, tragédia, nascida do espírito da música), floresceu o melhor da cultura helênica; na Alemanha, o espírito da música de Wagner tiraria do sono a cultura alemã trágica. Todavia, a partir de Humano demasiado humano, a configuração do entendimento do filósofo tomará outra perspectiva, tendo em vista o distanciamento crítico em relação à filosofia de Shopenhauer, isto é, uma desilusão com as esperanças de renovação cultural depositadas no projeto wagneriano. (GIACÓIA, 2000, p.42). 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS A noção nietzschiana de valor constitui-se numa postura crítica radical à noção dos ideais transcendentais desde a tradição socrática e platônica. Para Nietzsche, a morte de Deus é expressão simbólica do desaparecimento de um horizonte metafísico baseado na oposição entre aparência e realidade, verdade e falsidade, bem e mal. Isso 471

5 significa que não podemos mais sustentar a crença num conhecimento objetivo que ultrapasse a particularidade de nossos afetos (GIACÓIA, 2000, p.16). A morte de Deus 4 é, pois, a do deus da revelação cristã, do deus trinitário. Nietzsche nunca disse outra coisa. No início do seu último livro, A gaia ciência, ele prevenia: O maior acontecimento recente o fato de que Deus está morto, de que a crença no Deus cristão perdeu crédito já começam a lançar suas primeiras sombras sobre a Europa. (FW/CG 53). Ele concluía: O pai em Deus está inteiramente refutado; assim também o juiz, o recompensador. (FRANCK, 2005, p.19). Remonta justamente a Platão a criação de um outro mundo diferente do real e único existente, de onde se originaria as formas perfeitas das quais este mundo seria um pálido reflexo desse ideal. Assim sendo, configura-se em algo que foi muito aceito pelo cristianismo, na aceitabilidade de uma fundamentação moral para este mundo que viesse do transcendente. No Crepúsculo dos ídolos, Nietzsche apresenta Platão como marco inaugural da longa história de um erro, que foi a trajetória da filosofia Ocidental 5 (BELMONTE MOREIRA, 2007, p.22). Eis uma passagem do parágrafo 125 de A gaia ciência: Conta-se ainda que este louco entrou no mesmo dia em diversas igrejas e entoou o seu réquiem aeternam deo. Expulso e interrogado teria respondido inalteravelemente a mesma coisa: O que são estas igrejas mais do que túmulos e monumentos fúnebres de Deus? Na parábola acima, Nietzsche afirma duas coisas: a) Deus está morto e, b) Os homens assassinos não se deram conta deste sucesso. Insiste na idéia de que Deus está morto em Assim falava Zaratustra, pois é justamente Zaratustra, o profeta persa, através do qual expressa seu pensamento. Zaratustra sabe que Deus está morto, embora a humanidade ainda não tenha plena consciência de sua morte, como no caso do ancião que reza: Quando Zaratustra esteve só, falou assim a seu coração: será possível que este velho em seu bosque ainda não tenha ouvido falar que Deus está morto? (III, prólogo, n.2). 4 O tema da morte de Deus, no pensamento de Nietzsche, é a máxima expressão do niilismo. O termo niilismo, que já era corrente tanto na filosofia quanto na literatura, aparecia como um sintoma de época na obra de diversos pensadores: como por exemplo, em William Hamilton, Jacobi, Jean-Paul, Dostoievski, turgeniev, nos poetas românticos alemães, nos anarquistas russos, no pessimismo schopenhauriano e em Paul Bourget, de quem Nietzsche adotou a expressão. Goethe, o mais eminente poeta alemão, expressava o niilismo pela boca de Mefisfófeles, em Fausto: Eu sou o espírito que sempre nega! E isso com razão, pois tudo quanto nasceu, não merece mais que perecer. Portanto era melhor não ter nascido. (JULIÃO, 2007, p.23) 5 De um modo geral, o que Nietzsche procura aclarar é que foi na esteira da superstição da alma platônica que transcorreu a fabulação de um mundo verdadeiro, em detrimento do mundo aparente. De modo mais preciso, na trajetória iniciada pela filosofia de Platão, o que se vislumbra é um processo de negação desse mundo, através da fabulação de um outro mundo, o mundo verdadeiro (BELMONTE MOREIRA, 2007, p.22). 472

6 O niilismo representaria a expressão afetiva e intelectual da decadência. Através dessa doutrina filosófica, o homem moderno, segundo o filósofo, vivenciaria a perda de sentido dos valores de nossa cultura. O niilismo produziria o sentimento coletivo de que nossos sistemas tradicionais de valoração ficaram sem consistência (GIACÓIA, 2000, p. 65). Através do procedimento genealógico percebe-se que o bem e o mal, fortes e fracos, nobres e ressentidos não constituem a priori metafísicos nem essências atemporais; são tipos que emergem da pesquisa histórica. (MARTON, 2006, p.51). O niilismo consistiria numa passagem obrigatória. O fundamento dos novos valores só pode ser a vida numa dimensão fisiológica. Agora é o homem criador e cria que é a medida e o valor de todas as coisas. A invenção de Platão subverte a posição da verdade, ou, em termos de Nietzsche, ela é uma ousada inversão de valores. E, uma vez que despertamos do pesadelo platônico, então a tarefa mais radical do pensamento crítico consiste em permanecer despertos (GIACÓIA, 2005, p.14). Enfim, expomos o projeto do filósofo alemão com o objetivo de uma crítica fundamentada à genealogia dos valores no mundo ocidental. Indubitavelmente, o pensamento platônico da construção de um mundo ideal, desencadeou todo um pensamento nos fundamentos éticos presentes num suposto mundo transcendental. O niilismo ativo encontra na tragédia grega uma referência estética pensando os fundamentos morais enquanto expressão fisiológica da própria cultura. Uma vez que o transcendente desaparece, ou se toma consciência que era apenas um processo ilusório, os valores podem ser questionados e surge a possibilidade de uma revalorização. Afinal, o que é o bem e o que é o mal? 4 REFERÊNCIAS NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. Trad. BRAGA, Antonio Carlos. São Paulo: Editora Escala, Além do Bem e do Mal. Trad. BRAGA, Antonio Carlos. São Paulo: Editora Escala, Crepúsculo dos ídolos. Trad. BRAGA, Antonio Carlos. São Paulo: Editora Escala, Os pensadores. São Paulo: Abril-Cultural,

7 Nietzsche: A filosofia na Idade Trágica dos gregos. Lisboa, BELMONTE MOREIRA, Adriane. Nietzsche e o cinismo grego: elementos para a crítica à vontade de verdade. Cadernos Nietzsche, n. 22 ISSN São Paulo: USP, BORNHEIM, Gerd. Nietzsche e Wagner: o sentido de uma ruptura. Cadernos Nietzsche, n. 14 ISSN São Paulo: USP, CAMPIONI, G. Friedrich Nietzsche: paixão e crítica da moral heróica. Cadernos Nietzsche, n. 22 ISSN São Paulo: USP, FRANK, Didier. As mortes de Deus. Paulo: USP, Cadernos Nietzsche, n. 19 ISSN São FREZZATI JUNIOR, Wilson Antonio. A fisiologia de Nietzsche: a superação da dualidade cultura/biologia. Ijuí: Ed.Unijuí, 2006 (Coleção Nietzsche em perspectiva) GIACOIA JUNIOR, Oswaldo. Nietzsche & Para além do bem e mal. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005., Oswaldo. Adaptação de Para a Genealogia da Moral. São Paulo: Scipione, 2007., Oswaldo. Nietzsche. São Paulo: Publifolha, JULIÃO, José Nicolao. Sobre o prólogo do Zaratustra. Cadernos Nietzsche, n. 23 ISSN São Paulo: USP, LE VEJA VISBAL, Marta de. Ética e política. Genealogia e alcance do último homem na filosofia de Nietzsche. Cadernos Nietzsche, n. 17 ISSN São Paulo: USP, MACHADO, Roberto. Nietzsche e a polêmica sobre o nascimento da tragédia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Ed MACHADO, Roberto. O nascimento do trágico: de Schiller a Nietzsche. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Ed MARTON, Scarlett. Nietzsche:a transvaloração dos valores. 2 ed. São Paulo: Moderna, RODRIGUES, Luzia Gontijo. Friedrich Nietzsche: ideal clássico e ideal romântico na tradição alemã. Cadernos Nietzsche, n. 22 ISSN São Paulo: USP, VASQUEZ, C. A aparência embriagada. Cadernos Nietzsche, n. 18 ISSN São Paulo: USP,

8 Para citar este artigo: XI CONGRESSO DE EDUCAÇÃO DO NORT E PI ONEIRO GABRIEL, Fábio Antonio. O deicídio enquanto transvaloração (umwertung aller wert) em Nietzsche. In: XI CONGRESSO DE EDUCAÇÃO DO NORTE PIONEIRO Jacarezinho Anais...UENP Universidade Estadual do Norte do Paraná Centro de Ciências Humanas e da Educação e Centro de Letras Comunicação e Artes. Jacarezinho, ISSN p

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