Deslocações turísticas de residentes aumentaram

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1 PROCURA TURÍSTICA DOS RESIDENTES 2º Trimestre de outubro de 2013 Deslocações turísticas de residentes aumentaram Entre abril e junho de 2013, os residentes em Portugal efetuaram 3,9 milhões de viagens turísticas, mais 7, que no 2º trimestre de 2012 (+6,2% no 1º T 2013). Este aumento foi generalizado, salientando-se as viagens Profissionais ou de negócios que cresceram 18,8% e as de Lazer, recreio ou férias que aumentaram 10,1%. Visita a familiares ou amigos manteve-se como o principal motivo para viajar (46,2% do total de viagens). As deslocações de residentes ao estrangeiro continuaram a diminuir (11,6%) embora de forma um pouco menos acentuada que no trimestre precedente (13,7%). Cerca de 9% dos residentes em Portugal viajaram No 2º trimestre de 2013, viajaram 8,6% dos residentes em Portugal (10,5% no mesmo trimestre de 2012). Comparando com os mesmos meses de 2012, registaram-se reduções no peso dos turistas face à população total: -1,9 p.p. em abril, -1,5 p.p. em maio e -2,2 p.p. em junho. Figura 1. Proporção de turistas e não turistas na população residente, por meses ,6 92,2 91,6 90,0 91,0 87,5 84,7 77,4 91,3 92,9 94,0 86,9 93,2 92,7 90,4 91,9 92,5 89, ,4 7,8 8,4 10,0 9,0 12,5 15,3 22,6 8,7 7,1 6,0 13,1 6,8 7,3 9,6 8,1 7,5 10,3 Turistas Não turistas Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9 2013: Ano Internacional da Estatística Promover, à escala mundial, o reconhecimento da Estatística ao serviço da Sociedade

2 Visita a familiares ou amigos manteve-se como o motivo que mais levou os residentes a viajar, o que se verificou em todos os meses do 2º trimestre. O motivo Lazer, recreio ou férias continuou a perder peso relativamente aos outros motivos para viajar, apesar de em abril se ter verificado um incremento de 1,7 p.p. na sua expressão relativa (em grande medida pelo efeito Páscoa em abril de 2012). Em maio e junho este motivo reduziu o seu peso em 1,9 p.p. e 2,9 p.p. em termos homólogos, respetivamente. De assinalar o crescimento observado no peso do motivo profissional ou de negócios em maio e junho: +1,6 p.p. e +1,4 p.p. face aos meses homólogos do ano anterior. Figura 2. Distribuição dos turistas 1 segundo a motivação, por meses 3,5 4,5 5,7 5,6 6,8 6,4 12,5 11,4 9,5 8,0 9,8 6,9 3,8 2,4 3,9 2,7 29,6 26,3 41,0 5,8 6,7 7,7 7,4 10,5 10,8 3,1 5,2 5,3 5,3 5,5 5,3 9,4 13,1 10,9 6,8 7,5 11,4 3,8 8,3 57,8 51,2 48,0 53,8 48,9 40,7 56,7 57,9 66,8 57,0 55,1 55,1 52,9 46,6 44,8 26,2 32,9 36,8 32,6 34,5 46,0 62,7 68,6 45,8 26,1 23,6 24,9 24,6 28,7 32,6 34,3 32,6 43,1 Lazer, recreio ou férias Profissionais ou de negócios Visita a familiares ou amigos Outros motivos As características demográficas dos turistas revelaram que, no 2º trimestre 2013, 53,6% dos turistas eram do sexo feminino (50,6% no 2º T 2012) e 31,3% tinham entre 25 e 44 anos de idade (29,7% no 2º T 2012). O escalão de 65 ou mais anos representou apenas 12,8% do total, abaixo do escalão até 14 anos (15,4%). 1 Cada turista é contabilizado tantas vezes quantos os motivos pelos quais viajou Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

3 Figura 3. Repartição dos turistas por sexo e escalão etário (2º trimestre de 2013) 35 % 3 25 % 2 16,7 16,6 15 % 1 5 % 7,5 5,9 14,6 6,9 12,9 7,9 5,1 5, anos anos anos anos 65 ou mais anos Masculino Feminino Viagens profissionais e de negócios em destaque Entre abril e junho de 2013, os residentes em Portugal realizaram cerca de 3,9 milhões de viagens turísticas, mais 7, que em igual período de 2012 (+6,2% no 1º T 2013). Face à redução de turistas, o número médio de viagens por turista aumentou de 3,3 no 2º T 2012 para 4,3 no 2º T No 2º trimestre de 2013, apenas abril registou um decréscimo no número de deslocações realizadas (-6, face a abril de 2012), já que em maio e junho ocorreram acréscimos homólogos de 18,7% e 10,7%, respetivamente. Figura 4. Evolução mensal do número de viagens 10 3 Viagens Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

4 Dos três principais motivos para viajar, as deslocações profissionais ou de negócios foram as que registaram um aumento homólogo mais acentuado no 2º trimestre de 2013: +18,8% (-1,9% no 1º T 2013); seguiram-se as viagens de Lazer, recreio ou férias que aumentaram 10,1% (-1,2% no 1º T 2013) e as motivadas por Visitas a familiares ou amigos, com um crescimento de 2,5% (+12,4% no 1º T 2013). As viagens profissionais ou de negócios viram assim o seu peso relativo aumentar em todos os meses do trimestre em análise: +0,1 p.p. em abril; +1,3 p.p. em maio e +1,1 p.p. em junho, face a iguais meses de Figura 5. Distribuição das viagens segundo os principais motivos, por meses ,5 4,7 5,8 5,8 6,6 6,5 12,0 11,0 9,2 8,4 9,7 6,6 3,5 2,3 3,9 2,8 30,3 26,2 5,6 6,6 7,1 7,6 10,8 10,3 2,9 5,4 4,4 4,9 5,0 5,7 9,0 12,4 10,9 7,0 8,5 11,0 4,6 7,7 6 57,3 51,4 48,5 53,5 49,8 41,9 41,9 56,7 57,7 65,2 57,5 54,3 54,0 50,2 45,3 43,7 4 62,3 68,7 2 27,2 32,9 36,5 32,3 33,9 45,0 44,9 25,9 24,9 26,5 25,7 29,9 34,0 35,6 34,7 44,0 Lazer, recreio ou férias Visita a familiares ou amigos Profissionais ou de negócios Outros motivos Viagens com destino ao estrangeiro continuaram a diminuir No 2º trimestre de 2013, cerca de 3,6 milhões das viagens turísticas realizadas decorreram em Portugal (91,6% do total, que compara com 89,9% no 2º trimestre de 2012). Neste trimestre, as deslocações dos residentes para o estrangeiro diminuíram 11,6% relativamente a igual período do ano anterior, ainda assim menos acentuadamente que o ocorrido no 1º trimestre (redução de 13,7%). A redução do peso das deslocações para o estrangeiro ocorreu em todos os meses do 2º trimestre 2013 (-0,5 p.p. em abril, -3,6 p.p. em maio e -1,3 p.p. em junho). Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

5 Jan-12 Fev-12 Mar-12 Abr-12 Mai-12 Jun-12 Jul-12 Ago-12 Set-12 Out-12 Nov-12 Dez-12 Jan-13 Fev-13 Mar-13 Abr-13 Mai-13 Jun-13 Figura 6. Distribuição das viagens turísticas, segundo o seu destino 10 9,9 9,6 12,6 9,9 10,6 9,9 7,0 8,0 8,3 10,2 9,5 6,3 8,7 7,7 9,6 9,4 7,0 8, ,1 90,4 87,4 90,1 89,4 90,1 93,0 92,0 91,7 89,8 90,5 93,7 91,3 92,3 90,4 90,6 93,0 91,4 2 Portugal Estrangeiro A proporção de deslocações para o estrangeiro diminuiu em todos os motivos de viagem. Assim, as deslocações de Lazer, recreio ou férias com destino no estrangeiro representaram apenas 10,8% (12,2% em igual período do ano anterior). Destaca-se também a redução observada no peso das deslocações Profissionais ou de negócios para o estrangeiro: de 31,5% no 2º trimestre de 2012 para 21,4% no 2º trimestre de As deslocações para Visitas a familiares ou amigos no estrangeiro representaram 4,4% do total de deslocações por este motivo (5,1% no 2º T 2012). Figura 7. Distribuição das viagens segundo os destinos, por motivos (2º trimestre 2013) ,8 4,4 21,4 3, ,2 95,6 78,6 96,1 2 Lazer, recreio ou férias Visita a familiares ou amigos Profissionais ou de negócios Outros motivos Portugal Estrangeiro Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

6 Automóvel continuou a ser mais utilizado mas aumentou a importância do transporte coletivo O meio de transporte predominante nas deslocações dos residentes continuou a ser o automóvel, que foi utilizado em 79,6% do total de viagens realizadas no 2º trimestre de 2013, tendo contudo reduzido ligeiramente a sua importância relativa (80,2% em igual período de 2012). O número de deslocações com este meio de transporte aumentou 6,2% no 2º trimestre de 2013 face ao trimestre homólogo de A utilização do transporte aéreo manteve a mesma representatividade (7,8% do total) mas o número de deslocações por este modo aumentou 6,3% relativamente ao mesmo período de As viagens por Outro meios, incluindo o transporte coletivo de passageiros (ferroviário, rodoviário e marítimo), aumentaram 12,7% face ao mesmo período de 2012 e tiveram a sua importância relativa incrementada de 12, no 2º trimestre de 2012 para 12,6% no 2º trimestre de Figura 8. Distribuição das viagens turísticas segundo o principal meio de transporte utilizado, por meses 8,0 12,2 11,6 11,0 14,8 10,7 9,0 10,1 13,1 11,7 12,6 10,5 10,7 10,9 11,0 12,4 14,2 11,5 85,0 79,5 76,7 81,1 75,7 82,7 84,8 83,7 78,5 78,3 79,5 83,9 81,6 81,8 81,0 79,4 78,3 80,8 7,0 8,3 11,7 7,9 9,5 6,6 6,2 6,2 8,4 10,0 7,9 5,6 7,7 7,3 8,0 8,2 7,5 7,7 Avião Automóvel Outro meio Mais de ¾ das viagens foram realizadas sem organização prévia Do total de deslocações realizadas pelos residentes entre abril e junho de 2013, 77,6% não ocorreram com marcação antecipada de serviços (incluindo transporte e alojamento). Apenas 16,5% das viagens domésticas tiveram marcação prévia, enquanto nas viagens com destino no estrangeiro a marcação antecipada aplicou-se a 86,6% dessas viagens. Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

7 Figura 9. Distribuição das viagens segundo a sua organização, por destinos (2º trimestre de 2013) 13,4 77,6 83,5 86,6 22,4 16,5 Total Destino Portugal Destino Estrangeiro Com marcação Sem marcação Neste trimestre, a utilização de uma agência de viagens ou outro operador turístico na organização aconteceu em apenas 4,8% do total de deslocações (5,9% no 2º T 2012). A relação entre o destino da deslocação e a utilização destes agentes evidencia que, enquanto em 37,5% das deslocações para o estrangeiro ocorreu este recurso (35,5% no 3º T 2012), nas viagens em Portugal a intervenção dos agentes aplicou-se em apenas 1,8% do total (2,6% no 2ºT 2012). O recurso à internet para marcação de serviços relacionados com a deslocação aconteceu em 9,7% do total de deslocações (10,5% no mesmo período de 2012), em 6,4% das viagens domésticas (valor igual no 2º T de 2012) e em 45,9% das deslocações para o estrangeiro (47, no 2º T de 2012). A ligeira diminuição no uso da internet poderá estar relacionada com o aumento do uso do autocarro como meio de transporte. Aumentaram as deslocações de curta duração Relativamente ao trimestre homólogo do ano anterior, as deslocações de curta duração (até 3 noites) cresceram 9,2% no 2º trimestre 2013, com a sua importância relativa a aumentar para 80,1% do total de deslocações (78,2% no 2ºT 2012). Em contrapartida as deslocações de longa duração reduziram-se 1,1% face ao mesmo trimestre do ano anterior. Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

8 Jan-12 Fev-12 Mar-12 Abr-12 Mai-12 Jun-12 Jul-12 Ago-12 Set-12 Out-12 Nov-12 Dez-12 Jan-13 Fev-13 Mar-13 Abr-13 Mai-13 Jun-13 Figura 10. Distribuição das viagens turísticas segundo a sua duração, por meses 13,7 14,7 21,1 22,8 16,2 24,3 45,5 58,1 30,2 16,5 14,0 27,7 12,1 10,7 18,0 15,1 15,1 27,7 86,3 85,3 78,9 77,2 83,8 75,7 69,8 83,5 86,0 72,3 87,9 89,3 82,0 84,9 84,9 72,3 54,5 41,9 Curta duração Longa duração Residentes manifestaram preferência pelo Alojamento particular gratuito O Alojamento particular gratuito concentrou 71,6% do total de dormidas turísticas do 2º trimestre de 2013, com especial relevância nas deslocações em território nacional (peso que ascendeu a 77,1% do total). O recurso ao Alojamento particular gratuito continuou preponderante na Visita a familiares ou amigos (principal motivo das viagens), agregando 95,1% do total de dormidas. Figura 11. Distribuição das dormidas por meio de alojamento, segundo o motivo (2º trimestre 2013) 7,8 0,5 6,7 0,1 Particular pago 36,6 Particular gratuito Hoteis e pensões 60,1 95,1 71,4 Outro coletivo 26,3 5,8 Lazer, recreio ou férias 4,2 0,2 Visita a familiares ou amigos 51,9 4,8 Profissionais ou de negócios 11,6 16,9 Outros motivos Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

9 NOTAS METODOLÓGICAS Dados 2012 definitivos Dados 2013 provisórios Os resultados do Inquérito às Deslocações dos Residentes (IDR) são obtidos a partir da inquirição de uma amostra de cerca de 5000 unidades de alojamento ( indivíduos), com uma rotação de 5 no início de cada ano, mediante recolha telefónica trimestral precedida de uma entrevista presencial. Turista - Viajante que permanece, pelo menos, uma noite num alojamento coletivo ou particular no lugar visitado, independentemente do motivo da viagem. Viagem Turística - Deslocação a um ou mais destinos turísticos, incluindo o regresso ao ponto de partida e abrangendo todo o período de tempo durante o qual uma pessoa permanece fora do seu ambiente habitual. Ambiente Habitual - O ambiente habitual consiste na proximidade direta da sua residência, relativamente ao seu local de trabalho e estudo, bem como a outros locais frequentemente visitados. As dimensões distância e frequência são indissociáveis do conceito e abrangem, respetivamente, os locais situados perto do local de residência, embora possam ser raramente visitados e os locais situados a uma distância considerável do local de residência (incluindo noutro país), visitados com frequência (em média uma ou mais vezes por semana) e numa base rotineira. Uma pessoa possui apenas um ambiente habitual, aplicando-se o conceito tanto a nível do turismo interno como do turismo internacional. Data prevista para o próximo destaque relativo ao 3º trimestre de de janeiro 2014 Procura Turística dos Residentes 2º Trimestre /9

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