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DECISÕES» ISS. 3. Recurso especial conhecido e provido, para o fim de reconhecer legal a tributação do ISS.

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Transcrição:

RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 31.661 - SP (2011/0284428-9) RELATORA RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA : WALDEMAR ORDAKJI : LUCIANO KLAUS ZIPFEL : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. LESÃO CORPORAL (ART. 129, 9., DO CP). VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI MARIA DA PENHA. (1) NULIDADE. LAUDO DE EXAME DE CORPO DELITO DA VÍTIMA. NOME E ASSINATURA DO PERITO. AUSÊNCIA DO NÚMERO DO CRM. IRRELEVÂNCIA. MÉDICO-LEGISTA (CONCURSADO) INTEGRANTE DO QUADRO DE SERVIDORES DO INSTITUTO MÉDICO LEGAL. ATENDIDAS AS FORMALIDADES DO ART. 159 DO CPP. (2) APLICAÇÃO DOS INSTITUTOS DESPENALIZADORES DA LEI 9.099/95 (SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO). INVIABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Irrelevante a ausência de número do CRM do perito signatário do laudo de exame de corpo delito, já que no referido documento constam o seu nome e assinatura, que o identificam como médico-legista concursado do Instituto Médico Legal. Assim, estão atendidas as formalidades previstas nos arts. 159 e 178 do Código de Processo Penal, cujo teor não obriga a aposição do número do CRM do médico-legista, mas apenas sua identificação (assinatura). 2. A Terceira Seção desta Corte, alinhando-se à posição esposada pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão de que não se aplicam os institutos despenalizadores previstos na Lei 9.099/95, dentre eles a suspensão condicional do processo, as hipóteses de infrações perpetradas com violência contra a mulher. Ressalva do entendimento da Relatora. 3. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA Turma do Superior Tribunal de Justiça: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora." Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Assusete Magalhães e Alderita Ramos de Oliveira (Desembargadora Convocada do TJ/PE) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Og Fernandes. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. Brasília, 05 de março de 2013(Data do Julgamento) Ministra Maria Thereza de Assis Moura Relatora Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 1 de 7

RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 31.661 - SP (2011/0284428-9) RELATORA RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA : WALDEMAR ORDAKJI : LUCIANO KLAUS ZIPFEL : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por WALDEMAR ORDAKJI, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 0094716-39.2011.8.26.0000). Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 3 (três) meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime tipificado no art. 129, 9., do Código Penal, cometido contra sua esposa, permitindo-se o recurso em liberdade. Inconformada, a defesa impetrou prévio writ perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem, nesses termos: Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar, impetrado pelo advogado Luciano Klaus Zipfel em favor de Waldemar Ordakji, no qual alega que sofre constrangimento ilegal, apontando como autoridade coatora o MM. Juiz de Direito da 1. a Vara Criminal da Comarca de Santos/SP, Dr. Leonardo de Mello Gonçalves, que aceitou laudo nulo, bem como não lhe deu oportunidade de ver o seu processo suspenso condicionalmente. Sustenta que o laudo de exame de corpo delito é nulo, posto que o Sr. Perito subscritor, não colocou o seu CRM, o que torna a perícia nula. Argumenta que o representante do Ministério Público não ofereceu ao paciente, proposta de suspensão de processo. Pleiteia a concessão da ordem para que seja reconhecida a nulidade suscitada, bem como para que o paciente seja agraciado com a suspensão condicional do processo. Não houve pedido de liminar. A digna autoridade apontada como coatora prestou as informações (fls. 14/17 e 26/29), juntando os documentos pertinentes (fls. 30/61). A douta Procuradoria Geral de justiça, em parecer nestes autos, opinou pela denegação da ordem (fls. 21/24). É o relatório. Cuida-se de "habeas-corpus" impetrado em favor do paciente, sob a alegação de que ele está a sofrer constrangimento ilegal por parte da digna autoridade apontada como coatora, que aceitou laudo nulo, bem como não lhe deu oportunidade de ver o seu processo suspenso condicionalmente. A ordem é de ser denegada. Conforme informações prestadas pela digna autoridade tida como coatora, o paciente foi denunciado e ao final condenado ao cumprimento da pena de três meses de detenção, em regime aberto, por infração ao art. 129, 9., do Código Penal, com direito de apelar em liberdade. Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 2 de 7

Em que pese os argumentos lançados pelo combativo impetrante, não se vislumbra a nulidade por ela apontada no tocante ao laudo do exame de corpo de delito, já que foi elaborado por doutor médico-legista do Instituo Médico Legal, devidamente identificado por nome e assinatura, de modo que não se deixou de observar nenhuma formalidade legal exigida. Também temos como inaplicável a pretendida proposta ao paciente, de suspensão condicional do processo. Isto porque, o delito por ele praticado se insere na Lei n. 11.340/06, a qual visa coibir violência doméstica e familiar contra a mulher e, em seu artigo 41, proíbe expressamente, a adoção da Lei 9.099/95, independentemente da pena prevista. Assim, por não se vislumbrar o alegado constrangimento ilegal que possa estar a sofrer o paciente, a solução que melhor se apresenta é a denegação da ordem. Diante do exposto, DENEGA-SE A ORDEM em favor de Waldemar Ordakji. (fls. 61-66). Daí o presente mandamus, no qual o impetrante alega que a perícia relativa ao exame de corpo delito (fl. 46) está eivado de nulidade, uma vez que o perito que subscreveu não colocou o seu CRM. Acrescenta que não é possível saber se a pessoa que assinou a perícia está realmente habilitada. processo. Assevera que o Ministério Público não ofereceu a suspensão condicional do Requer a renovação da perícia médica, bem como seja oferecida a suspensão condicional do processo ao recorrente. O Ministério Público Federal apresentou parecer, fls. 92-97, da lavra do Subprocurador-Geral da República Wallace de Oliveira Bastos, opinando pelo não provimento do recurso. É o relatório. Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 3 de 7

RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 31.661 - SP (2011/0284428-9) EMENTA PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. LESÃO CORPORAL (ART. 129, 9., DO CP). VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LEI MARIA DA PENHA. (1) NULIDADE. LAUDO DE EXAME DE CORPO DELITO DA VÍTIMA. NOME E ASSINATURA DO PERITO. AUSÊNCIA DO NÚMERO DO CRM. IRRELEVÂNCIA. MÉDICO-LEGISTA (CONCURSADO) INTEGRANTE DO QUADRO DE SERVIDORES DO INSTITUTO MÉDICO LEGAL. ATENDIDAS AS FORMALIDADES DO ART. 159 DO CPP. (2) APLICAÇÃO DOS INSTITUTOS DESPENALIZADORES DA LEI 9.099/95 (SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO). INVIABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Irrelevante a ausência de número do CRM do perito signatário do laudo de exame de corpo delito, já que no referido documento constam o seu nome e assinatura, que o identificam como médico-legista concursado do Instituto Médico Legal. Assim, estão atendidas as formalidades previstas nos arts. 159 e 178 do Código de Processo Penal, cujo teor não obriga a aposição do número do CRM do médico-legista, mas apenas sua identificação (assinatura). 2. A Terceira Seção desta Corte, alinhando-se à posição esposada pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão de que não se aplicam os institutos despenalizadores previstos na Lei 9.099/95, dentre eles a suspensão condicional do processo, as hipóteses de infrações perpetradas com violência contra a mulher. Ressalva do entendimento da Relatora. 3. Recurso não provido. VOTO MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (Relatora): Busca-se com o presente recurso a nulidade do Laudo de Exame de Corpo Delito da vítima, vez que o perito signatário não apontou o número do seu CRM, bem como seja oferecida ao recorrente a suspensão condicional do processo. Não há falar em nulidade do Laudo de Exame de Corpo Delito (fl. 46) pela ausência do número de CRM do perito signatário, uma vez que no referido documento constam o seu nome e assinatura, que o identificam como médico-legista concursado do Instituto Médico Legal (fl. 65). Nesse passo, depreende-se que foram atendidas as formalidades previstas no art. 159 do Código de Processo Penal, cujo teor não obriga a aposição do número do CRM do médico-legista, mas a sua identificação, que no caso em apreço foi confirmada pelo seu nome e assinatura. Nessa linha de consideração, cumpre destacar ainda o conteúdo do art. 178 Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 4 de 7

do CPP: No caso do art. 159, o exame será requisitado pela autoridade ao diretor da repartição, juntando-se ao processo o laudo assinado pelos peritos. No tocante ao pleito de suspensão condicional do processo, também não há reparo para ser feito no acórdão do Tribunal de origem, uma vez que o entendimento exposto naquela ocasião corresponde ao posicionamento sedimentado pela Suprema Corte (HC 161.212/MS, julgado pelo Plenário em 24.3.2011), bem como por este Sodalício. Assim, os institutos despenalizadores da Lei 9.099/95, dentre eles a suspensão condicional do processo, não têm aplicação no tocante a crimes, e sequer às contravenções penais, contemplados pela Lei Maria da Penha. Confiram-se, a propósito, os julgados desta Corte sobre o tema: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AMEAÇA E CONTRAVENÇÃO PENAL (PERTURBAÇÃO DA TRANQUILIDADE) COMETIDAS NO ÂMBITO DOMÉSTICO. ART. 41 DA LEI MARIA DA PENHA. VEDAÇÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. PRECEDENTES. (...) 2. O Superior Tribunal de Justiça, alinhando-se à nova jurisprudência da Colenda Corte, passou também a restringir as hipóteses de cabimento do habeas corpus, não admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição do recurso cabível. 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido da inaplicabilidade da Lei n.º 9.099/95 aos crimes praticados com violência doméstica ou familiar, em razão do disposto no art. 41 da Lei n.º 11.340/2006. Precedentes. 4. In casu, por expressa vedação legal, não pode ser concedida a suspensão condicional do processo. 5. Habeas corpus não conhecido, por ser substitutivo do recurso cabível. (HC 198.737/MS, Rel. Ministro CAMPOS MARQUES (Des. conv. DO TJ/PR), QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2012, DJe 26/11/2012) HABEAS CORPUS. PENAL. LEI MARIA DA PENHA. VIOLÊNCIA PRATICADA EM DESFAVOR DE EX-NAMORADA. CONDUTA CRIMINOSA VINCULADA À RELAÇÃO ÍNTIMA DE AFETO. CARACTERIZAÇÃO DE ÂMBITO DOMÉSTICO E FAMILIAR. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 41 DA LEI 11.340/06. VEDAÇÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 1. A Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, analisando o tema em voga, vem manifestando seu entendimento jurisprudencial no sentido da configuração de violência doméstica contra a mulher, ensejando a aplicação da Lei nº 11.340/06, à agressão cometida por ex-namorado. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 5 de 7

sentido da inaplicabilidade da Lei n.º 9.099/95 aos crimes praticados com violência doméstica ou familiar, em razão do disposto no art. 41 da Lei n.º 11.340/06. In casu, por expressa vedação legal, não pode ser concedida a suspensão condicional do processo. 3. Ordem denegada. (HC 182.411/RS, Rel. Ministro ADILSON VIEIRA MACABU (Des. Conv. DO TJ/RJ), QUINTA TURMA, julgado em 14/08/2012, DJe 03/09/2012) HABEAS CORPUS. LEI MARIA DA PENHA. INSTITUTOS DESPENALIZADORES DA LEI Nº 9.099/95. INAPLICABILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal, no Habeas Corpus nº 106.212/MS, julgado pelo Plenário no dia 24 de março de 2011, estabeleceu que nenhum dos institutos despenalizadores da Lei nº 9.099/95 aplica-se às hipóteses da Lei nº 11.340/06. 2. Mais do que a própria doutrina, o Supremo entendeu, por unanimidade, de que sequer nas hipóteses de contravenções que sejam processadas segundo o rito da Lei Maria da Penha, não se aplicaria esse institutos despenalizadores, uma vez que o que a Lei estabeleceu, do ponto de vista político normativo, foi uma regra específica para os casos de violência doméstica contra a mulher. 3. Ordem denegada. (HC 191066/MS, de minha relatoria, Rel. p/ Acórdão Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 06/09/2011, DJe 20/06/2012) Contudo, embora tenha me curvado ao entendimento da Colenda Turma, consigno o meu ponto de vista em relação à temática. Nesse passo, vislumbro ser possível a suspensão condicional do processo na hipótese de contravenção. Ora, não se mostra proporcional inviabilizar a incidência desse instituto despenalizador por uma interpretação ampliativa do artigo 41, na medida em que tal vedação abrange somente as disposições que são próprias do juizado especial, e não aquelas que constam no bojo da lei de forma incidental, como a que prevê o sursis processual. Todavia, conforme já assinalado, a posição outrora sustentada não mais encontra eco neste Colegiado, sendo, portanto, inviável o provimento do recurso. Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 6 de 7

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEXTA TURMA Número Registro: 2011/0284428-9 PROCESSO ELETRÔNICO RHC 31.661 / SP MATÉRIA CRIMINAL Números Origem: 00947163920118260000 562012010002853-5 5620120100028535 632010 947163920118260000 EM MESA JULGADO: 05/03/2013 Relatora Exma. Sra. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. JOÃO FRANCISCO SOBRINHO Secretário Bel. ELISEU AUGUSTO NUNES DE SANTANA RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO AUTUAÇÃO : WALDEMAR ORDAKJI : LUCIANO KLAUS ZIPFEL : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO ASSUNTO: DIREITO PENAL - Lesão Corporal - Decorrente de Violência Doméstica CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEXTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora." Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Assusete Magalhães e Alderita Ramos de Oliveira (Desembargadora Convocada do TJ/PE) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Og Fernandes. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. Documento: 1214663 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 13/03/2013 Página 7 de 7