PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO TRIBUTÁRIA E CONTABILIDADE DIGITAL MÓDULO CONTABILIDADE DIGITAL Aula 3 Profº Paulo Vaz CONTEÚDO PROGRAMÁTICO INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE DIGITAL 1) Evolução 2) Aspectos Legais 3) Conceitos PROCESSO OPERACIONAL CONTÁBIL 1) Rotinas Operacionais 2) Rotinas não Operacionais 3) Desafios e Tendências 1
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ARQUITETURA DOS SISTEMAS CONTÁBEIS EM PLATAFORMA DIGITAL 1) Entradas 2) Premissas Técnicas 3) Modelagem Sistêmica SPED ASPECTOS SISTÊMICOS 1) Projeto SPED 2) Evolução Informativa 3) Cruzamento de Informações EFD CONTRIBUIÇÕES A EFD-Contribuições trata de arquivo digital instituído no Sistema Publico de Escrituração Digital SPED, a ser utilizado pelas pessoas jurídicas de direito privado na escrituração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, nos regimes de apuração não-cumulativo e/ou cumulativo, com base no conjunto de documentos e operações representativos das receitas auferidas, bem como dos custos, despesas, encargos e aquisições geradores de créditos da não cumulatividade. Com o advento da Lei nº 12.546/2011, a EFD-Contribuições passou a contemplar também a escrituração digital da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta, incidente nos setores de comércio, serviços e industrias, no auferimento de receitas referentes aos CNAE, atividades, serviços e produtos (NCM) nela relacionados. Os documentos e operações da escrituração representativos de receitas auferidas e de aquisições, custos, despesas e encargos incorridos, serão relacionadas no arquivo da EFD- Contribuições em relação a cada estabelecimento da pessoa jurídica. 2
EFD CONTRIBUIÇÕES A escrituração das contribuições sociais e dos créditos, bem como da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta, será efetuada de forma centralizada, em arquivo único mensal, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica. O arquivo da EFD-Contribuições deverá ser validado, assinado digitalmente e transmitido, via Internet, ao ambiente Sped. Conforme disciplina a Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 01 de março de 2012, estão obrigadas à escrituração fiscal digital em referencia: Em relação à CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E À COFINS, referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012, as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real; Em relação à CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E À COFINS, referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2013, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado; EFD CONTRIBUIÇÕES Em relação à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, as pessoas jurídicas referidas nos 6º, 8º e 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, e na Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983; Em relação à Contribuição Previdenciária sobre a Receita, referente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 2012, as pessoas jurídicas que desenvolvam as atividades relacionadas nos arts. 7º e 8º da Medida Provisória nº 540, de 2 de agosto de 2011, convertida na Lei nº 12.546, de 2011; Em relação à Contribuição Previdenciária sobre a Receita, referente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2012, as pessoas jurídicas que desenvolvam as atividades relacionadas nos 3º e 4º do art. 7º e nos incisos III a V do caput do art. 8º da Lei nº 12.546, de 2011. 3
EFD CONTRIBUIÇÕES A partir de sua base de dados, a pessoa jurídica deverá gerar um arquivo digital de acordo com leiaute estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, informando todos os documentos fiscais e demais operações com repercussão no campo de incidência das contribuições sociais e dos créditos da não-cumulatividade, bem como da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta, referentes a cada período de apuração das respectivas contribuições. Este arquivo deverá ser submetido à importação e validação pelo Programa Validador e Assinador (PVA da EFD-Contribuições) fornecido na página do Sped e da RFB. Poderá também a pessoa jurídica, a partir da versão 2.0.1A do PVA da EFD-Contribuições, criar uma escrituração mediante a digitação de todos os dados necessários no próprio PVA, ou seja, sem a necessidade de importar arquivos. Este PVA também permite editar/excluir/adicionar as informações necessárias à escrituração de qualquer operação sujeita a incidência das referidas contribuições. EFD CONTRIBUIÇÕES 4
EFD CONTRIBUIÇÕES NÃO CUMULATIVO EFD CONTRIBUIÇÕES NÃO CUMULATIVO 5
EFD CONTRIBUIÇÕES CUMULATIVO EFD CONTRIBUIÇÕES CUMULATIVO 6
EFD-ICMS/IPI OBJETIVOS A Escrituração Fiscal Digital EFD-ICMS/IPI é parte integrante do projeto SPED a que se refere o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, que busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais, Distrito Federal e, futuramente, municipais, e dos Órgãos de Controle mediante a padronização, racionalização e compartilhamento das informações fiscais digitais, bem como integrar todo o processo relativo à escrituração fiscal, com a substituição do atual documentário em meio físico (papel) por documento eletrônico com validade jurídica para todos os fins. EFD-ICMS/IPI - PERIODICIDADE DAS INFORMAÇÕES Os arquivos da EFD-ICMS/IPI têm periodicidade mensal e devem apresentar informações relativas a um mês civil ou fração, ainda que as apurações dos impostos (ICMS e IPI) sejam efetuadas em períodos inferiores a um mês, segundo a legislação de cada imposto. 7
EFD-ICMS/IPI - PERIODICIDADE DAS INFORMAÇÕES EFD-ICMS/IPI - PERIODICIDADE DAS INFORMAÇÕES 8
EFD-REINF A EFD-REINF abarca todas as retenções do contribuinte sem relação com o trabalho, bem como as informações sobre a receita bruta para a apuração das contribuições previdenciárias substituídas. A nova escrituração substituirá as informações contidas em outras obrigações acessórias, tais como o módulo da EFD-CONTRIBUIÇÕES que apura a CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA (CPRB), dentre outras. A Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFDREINF) é uma obrigação acessória que reúne diversas informações relativas a escriturações de retenções e outras informações fiscais de interesse da SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (RFB). EFD-REINF A EFD-Reinf foi instituída pela IN RFB nº 1701 de 14 de março de 2017, tendo em vista o disposto no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e no Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. Pessoas jurídicas que prestam e que contratam serviços realizados mediante cessão de mão de obra; Pessoas jurídicas responsáveis pela retenção da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Pessoas jurídicas optantes pelo recolhimento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB); Produtor rural pessoa jurídica e agroindústria quando sujeitos a contribuição previdenciária substitutiva sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; 9
EFD-REINF Empresa ou entidade patrocinadora que tenha destinado recursos a associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos; Entidades promotoras de eventos desportivos realizados em território nacional, em qualquer modalidade desportiva, dos quais participe ao menos 1 (uma) associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional; Pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais haja retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), por si ou como representantes de terceiros. EFD-REINF - PRAZOS DE ENTREGA A partir de 1º de maio de 2018, caso o faturamento da pessoa jurídica no ano de 2016 tenha sido superior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais); A partir de 1º de novembro de 2018, caso o faturamento da pessoa jurídica no ano de 2016 tenha sido de até R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais). A partir de 1º de maio de 2019 no caso de entes da Administração Pública A EFD-Reinf será transmitida mensalmente até o dia 15 do mês subsequente ao que se refira a escrituração, observado o disposto no parágrafo único deste artigo. 10
MANIFESTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS FISCAIS (MDF-E) Documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, para vincular os documentos fiscais transportados na unidade de carga utilizada, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pelo Ambiente Autorizador. O MDF-e deverá ser emitido por empresas prestadoras de serviço de transporte para prestações com mais de um conhecimento de transporte ou pelas demais empresas nas operações, cujo transporte seja realizado em veículos próprios, arrendados, ou mediante contratação de transportador autônomo de cargas, com mais de uma nota fiscal. MANIFESTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS FISCAIS (MDF-E) A empresa emissora do MDF-e gerará um arquivo eletrônico contendo as informações do veículo de carga, condutor, previsão de itinerário, valor e peso da carga e documentos fiscais, o qual deverá ser assinado digitalmente, de maneira a garantir a integridade dos dados e a autoria do emissor, com certificado ICP-Brasil. O arquivo eletrônico do MDF-e, será transmitido pela Internet, para o ambiente autorizador (1), que fará uma validação do arquivo (2) e devolverá uma mensagem eletrônica com o resultado da validação, podendo ser: rejeição ou autorização de uso (3). Sendo que só poderá iniciar o transporte, quando tiver a sua autorização de uso. 11
MANIFESTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS FISCAIS (MDF-E) E-FINANCEIRA A e-financeira é um conjunto de arquivos digitais referentes a cadastro, abertura, fechamento e auxiliares, e pelo módulo de operações financeiras. Foi instituída pela Instrução Normativa RFB nº 1571, de 02 de julho de 2015 que disciplina a obrigatoriedade de prestação de informações relativas às operações financeiras de interesse da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). 12
E-FINANCEIRA Ela deve ser transmitida ao SPED pelos obrigados à adotá-la: As pessoas jurídicas: Autorizadas a estruturar e comercializar planos de benefícios de previdência complementar; Autorizadas a instituir e administrar Fundos de Aposentadoria Programada Individual (Fapi); Que tenham como atividade principal ou acessória a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, incluídas as operações de consórcio, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia de valor de propriedade de terceiros; As sociedades seguradoras autorizadas a estruturar e comercializar planos de seguros de pessoas. E-FINANCEIRA 13
E-FINANCEIRA E-FINANCEIRA 14
OPERAÇÕES MERCADOLÓGICAS PROCESSOS OPERACIONAIS PROCESSOS INFORMAÇÕES DE MERCADO 11/05/2018 E-SOCIAL O esocial é um projeto do governo federal e um instrumento de unificação da prestação das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas e tem por finalidade padronizar sua transmissão, validação, armazenamento e distribuição, constituindo um ambiente nacional. ESTRUTURA SISTÊMICA CRUZAMENTO ENTRADAS CT-e - Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e) NFC-e - Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) PROCESSOS OPERACIONAIS ECD - Escrituração Contábil Digital (ECD) ECF - Escrituração Contábil Fiscal (ECF) SAÍDAS MDF-e - Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) E-FINANCEIRA Operações Financeiro NF-e - Projeto Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) NFS-e - Projeto Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) EFD Contribuições Escrituração Fiscal Digital EFD ICMS IPI - Escrituração Fiscal Digital - EFD EFD-Reinf - Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais EFD-Reinf ESOCIAL - 15
ESTRUTURA SISTÊMICA CRUZAMENTO ESTRUTURA SISTÊMICA CRUZAMENTO 16