Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva

Documentos relacionados
Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva

Medidas em Laboratório

Escrita correta de resultados em notação

FÍSICA EXPERIMENTAL 2019/01. Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Exatas - CCE Departamento de Física - DFIS

- Papel milimetrado. Para o coeficiente linear: LEIA A COORDENADA DO PONTO no qual a reta cruza o eixo da função y para x = 0.

Avaliação e Expressão de Medições e de Suas Incertezas

Aula IV. Representação gráfica e regressão linear. Prof. Paulo Vitor de Morais

étodos uméricos AJUSTE DE FUNÇÕES Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

Laboratório de Física I TEORIA DE ERROS Prof. Dr. Anderson André Felix Técnico do Lab.: Vinicius Valente

Física Geral - Laboratório. Aula 2: Organização e descrição de dados e parâmetros de dispersão e correlação

Construção e Análise de Gráficos. CF Laboratório de Física Básica 1

F129 LINEARIZAÇÃO DE GRÁFICOS LEI DE POTÊNCIA. Prof. Jonhson Ordoñez VERSÃO 14

Laboratório de Física I. Prof. Paulo Vitor de Morais

Prof. Paulo Vitor de Morais

MNPEF. Laboratório: introdução e Conceitos básicos.

Experimento 0. Medida, exatidão, precisão e apresentação de dados experimentais.

Aula 4: Gráficos lineares

Em Laboratório de Física Básica fenômenos ou propriedades físicas são estudados à luz de grandezas

Processo de Linearização de Gráficos

Erros e Medidas. Professor: Carlos Alberto Disciplina: Física Geral e Experimental. Profº Carlos Alberto

Laboratório de Eletricidade

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

Contabilometria. Aula 9 Regressão Linear Inferências e Grau de Ajustamento

Medição e Erro. Luciano Lettnin Março/2013

Física Geral - Laboratório. Aula 3: Estimativas e erros em medidas diretas (I)

MNPEF. Laboratório: introdução e Conceitos básicos. Prof. José Antonio Souza CCNH UFABC

PRÁTICA CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS E DETERMINAÇÃO DOS COEFICIENTES ANGULAR E LINEAR PELO MÉTODO GRÁFICO MMQ 4.

Objetivo: Determinar experimentalmente a resistência elétrica de um resistor a partir da curva V x I.

CORRETO DUVIDOSO. Introdução. Algarismo Significativo

Introdução às Ciências Experimentais Curso de Licenciatura em Física. Prof. Daniel Micha CEFET/RJ campus Petrópolis

Módulo 4 Ajuste de Curvas

Universidade de Mogi das Cruzes

Apostila de Metrologia (parcial)

Teoria dos Erros. Figura 1 - Medida de um objeto com uma régua graduada em centímetros

Incertezas de Medição

Suplemento Roteiro 2. GEX 132 Laboratório de Física I

FÍSICA EXPERIMENTAL C ( )

EXPERIMENTO I MEDIDAS E ERROS

Física Geral - Laboratório (2014/1) Estimativas e erros em medidas diretas (I)

Física Experimental I

Estatística. Correlação e Regressão

Ajuste de Curvas. Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Francisco Beltrão. Disciplina: Cálculo Numérico Professor: Jonas Joacir Radtke

Aula 1. Introdução à teoria dos erros e medida

Tratamento de dados e representação das incertezas em resultados experimentais

mono-log e di-log (log-log)

Medidas Físicas. 1. Introdução

Cargo: B Técnico de Laboratório - Física

Noções de Exatidão, Precisão e Resolução

APROXIMAÇÃO DE FUNÇÕES MÉTODO DOS MÍNIMOS QUADRADOS

Prof. Dr. Ederio D. Bidoia Monitor: Lucas Balduino Departamento de Bioquímica e Microbiologia, IB

REGRESSÃO E CORRELAÇÃO

Física Geral - Laboratório (2014/1) Estimativas e erros em medidas diretas (I)

Modelos de Regressão Linear Simples parte I

Tratamento de Erros Experimentais Física Experimental IV

Método dos mínimos quadrados - ajuste linear

Seção 2.6 Duas Variáveis Quantitativas: Regressão Linear

MEDIDAS E ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

MEDIÇÃO DE GRANDEZAS. Para medir uma grandeza precisamos de: -Uma unidade - Um instrumento que utilize essa unidade

Aula II. Representação gráfica e regressão linear. Prof. Paulo Vitor de Morais

Correlação e Regressão

MEDIÇÃO NO LABORATÓRIO

QUI 154/150 Química Analítica V Análise Instrumental. Aula 1 Introdução a Química Analítica Instrumental Parte 2

Análise da Regressão. Prof. Dr. Alberto Franke (48)

Coordenação de Engenharia de Alimentos Química Analítica - QA32A Professora: Ailey Ap. Coelho Tanamati MEDIDAS E ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

Capítulo III. Apresentação de dados em gráficos e tabelas

FÍSICA EXPERIMENTAL III CONTRUÇÃO DE GRÁFICOS

Princípios em Planejamento e Análise de Dados Ecológicos. Regressão linear. Camila de Toledo Castanho

Laboratório de Física IIFSC

MINICURSO. Uso da Calculadora Científica Casio Fx. Prof. Ms. Renato Francisco Merli

UNIMONTE, Engenharia Laboratório de Física Mecânica

AULA 4. Representação e interpretação de resultados experimentais. Laboratório de Química QUI Dados Experimentais. Instrumentos de medidas

PROVAS Ciência da Computação. 2 a Prova: 13/02/2014 (Quinta) Reavaliação: 20/02/2014 (Quinta)

Medição em Química e Física

Tratamento estatístico de observações

Capítulo I Noções básicas sobre incertezas em medidas

9 Correlação e Regressão. 9-1 Aspectos Gerais 9-2 Correlação 9-3 Regressão 9-4 Intervalos de Variação e Predição 9-5 Regressão Múltipla

Estatística Aplicada ao Serviço Social

ERRO E TRATAMENTO DE DADOS ANALÍTICOS

ANÁLISE DE REGRESSÃO

Correlação e Regressão

Medidas e Erros. Tipo de Medidas

Transcrição:

Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva

Medidas de grandezas físicas Valor numérico e sua incerteza, unidades apropriadas Exemplos: - Velocidade (10,02 0,04) m/s - Tempo (2,003 0,001) µs - Temperatura (273,3 0,7) K - Comprimento (1022 10) mm - Volume (43,04 0,05) cm 3 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 2

Medidas diretas e indiretas Nas medidas diretas, o valor numérico atribuído à grandeza física é lido diretamente da escala do instrumento. Exemplos: - Comprimento medido com uma régua - Tempo medido com um cronômetro - Corrente elétrica medida com um amperímetro Nas medidas indiretas, a grandeza resulta de um cálculo realizado com valores de grandezas medidas diretamente. Exemplo: - O volume de um objeto pode ser medido indiretamente, a partir das medidas diretas de suas dimensões com uma régua. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 3

Erros de medida Valor verdadeiro: quando esse valor já é conhecido antes de fazer o experimento. Por exemplo, quando se mede um padrão para aferir o funcionamento de um equipamento. Valor medido: é resultado de uma medida. Quanto mais próximo o valor medido está do valor verdadeiro, maior é a exatidão da medida. Como todo experimento possui uma incerteza intrínseca, chamada de erro, nunca saberemos dizer se o valor medido é exatamente verdadeiro. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 4

Para saber avaliar de que ordem é o erro, devemos notar que existem três fontes fundamentais de erro: Erros grosseiros: são cometidos por imperícia do operador, tais como erros na leitura ou de cálculos, desconhecimento do método experimental ou do uso dos instrumentos. Erros sistemáticos: são cometidos de forma idêntica durante o experimento, tipicamente por uma limitação do método de medida ou uma falha do instrumento. Exemplo: - Medida de valores de comprimento sem perceber que a régua utilizada não começa desde o zero. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 5

Erros aleatórios ou estatísticos: são causados pelas mudanças aleatórias não controladas nas condições do processo de medida, incluindo o operador, os instrumentos, o ambiente do experimento e o próprio sistema físico. Esses são os erros mais importantes de analisar. Esses erros são inevitáveis, mas pela sua natureza aleatória é possível definir estratégias experimentais para minimiza-las e para estimar o quanto influenciam na confiabilidade do resultado numérica. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 6

Medida direta de uma grandeza A medida direta da grandeza, com seu erro estimado pode ser feita de duas formas: - Medindo-se apenas uma vez a grandeza x - Medindo-se várias vezes a mesma grandeza x, mantendo as mesmas condições físicas 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 7

No primeiro caso, a estimativa do erro na medida x éfeitaa partir do equipamento utilizado e o resultado será dado por: Precisão dos instrumentos - Analógicos calibrados: metade da menor divisão - Analógicos não calibrados: menor divisão - Digitais: última casa decimal mostrada. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 8

Dados com dispersão aleatórias Considerando que tenha sido feita uma série de N medidas para a grandeza x. Descontados os erros grosseiros e sistemáticos, os valores medidos x 1, x 2,..., x n não são geralmente iguais entre si. O valor mais provável da grandeza que se está medindo pode ser obtido pelo cálculo do valor médio: Valor médio ou média aritmética: x N i 1 N x i 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 9

Desvio padrão ou desvio médio quadrático É simplesmente a média aritmética dos desvios de cada dado experimental com relação ao valor médio. N i 1 x i x N 1 2 Com isso, o resultado do experimento com sua incerteza, é expresso como: 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 10

Forma correta de expressar o resultado de uma medida - Não existem resultados experimentais sem incerteza. - Se há dispersão nos valores das medidas repetidas x i, calcule o valor médio e o desvio padrão. - Caso só tenha uma medida ou se não há dispersão, a precisão do instrumento é a incerteza - Quando o valor calculado para é menor que a precisão do instrumento, a incerteza é o próprio. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 11

Organização de dados experimentais Em engenharia, ciências exatas em geral, os resultados de testes, análises ou experimentos fornecem conjuntos de resultados numéricos que precisam ser organizados para facilitar sua interpretação, processamento e divulgação. As formais mais usuais de organização e apresentação dos dados são através de: Tabelas Gráficos 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 12

TABELAS É uma representação em linhas e colunas para apresentar os dados numéricos de um determinado experimento, teste, análise, entre outros. Cada grandeza deve ser identificada no cabeçalho de sua respectiva coluna, juntamente com sua unidade. Se a incerteza dos valores for a mesma para todos os elementos, seu valor pode aparecer também no cabeçalho. Caso contrário, cada entrada da tabela deve ter sua incerteza indicada. Número de identificação, para ser utilizado no texto e referenciá-la. Legenda acima, explicando brevemente o conteúdo. Fonte abaixo, referenciando o autor. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 13

Exemplo: Tabela 1 Variação DL do comprimento de uma barra de alumínio com a temperatura. Temperatura (ºC) 0,2 ºC Dilatação Linear (10-4 m) 0,1. 10-4 m 26,3 0,0 35,7 0,5 46,2 1,1 56,1 1,6 65,8 1,9 73,2 2,4 Fonte: Instituto de Física de São Carlos, 2013. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 14

GRÁFICOS É uma representação ilustrativa que permite ao leitor uma interpretação mais rápida dos dados. O gráfico deve estar numerado e ter uma legenda explicativa, sucinta. Os eixos do gráfico devem conter legendas que indiquem claramente a grandeza, as unidades e, se houver, o fator exponencial dos dados representados. As escalas de cada eixo devem ser escolhidas para visualizar claramente o comportamento externo dos dados. Dependendo da situação, não é obrigatório que a escala abranja a origem (0;0) das coordenadas dos eixos. A numeração das escalas deve ser equilibrada, correspondendo a números redondos. Nunca se colocam os valores dos dados experimentais sobre os eixos. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 15

O tamanho dos símbolos deve ser suficientemente claro para identificar o dado experimental. Quando a incerteza do dado é maior que o tamanho do símbolo sobre o gráfico, é conveniente traçar as barras de incerteza de comprimento. A grandeza representada no eixo horizontal usualmente é escolhida como aquela que é melhor controlada durante o experimento; o aparelho experimental permite variá-la independentemente e tem menor incerteza relativa que a outra grandeza. Se o gráfico evidencia uma relação linear entre as grandezas físicas representadas, é possível traçar a reta que mais perfeitamente represente essa relação. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 16

Exemplo: Figura 1 Variação DL do comprimento de uma barra de alumínio em função da temperatura. 3,0 Dilatação Linear [10-4 m] 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0-0,5 20 30 40 50 60 70 80 Temperatura [ºC] Fonte: Instituto de Física de São Carlos, 2013. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 17

Relações lineares entre dados experimentais Muitas vezes, a relação encontrada experimentalmente entre duas grandezas físicas é linear, ou podem ser linearizadas. A curva pode ser expressa pela seguinte equação: Desta forma, deve-se determinar a melhor reta que representa os dados experimentais e calcular os valores de a (coeficiente angular ou inclinação) e b (coeficiente linear ou ordenada da origem). Traçado gráfico da reta Método analítico dos mínimos quadrados 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 18

Método Gráfico Consiste, simplesmente, em representar os dados experimentais (x,y) em um gráfico e traçar, manualmente, a reta que passe mais perto da maioria deles. Figura 1 Variação DL do comprimento de uma barra de alumínio em função da temperatura. 3,0 Dilatação Linear [10-4 m] 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0-0,5 20 30 40 50 60 70 80 Temperatura [ºC] Fonte: Instituto de Física de São Carlos, 2013. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 19

Coeficiente angular: Coeficiente linear: 3,0 Dilatação Linear [10-4 m] 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0-0,5-1,0-1,5 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Temperatura [ºC] 2 1 2 1 1 2 2 1 2 1 2,4 0,0 73,2 26,3 0,05 0,05 1,34 0,0. 73,2 2,4. 26,3 73,2 26,3 1,34 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 20

Método de mínimos quadrados Este é um método analítico para encontrar a melhor reta que represente o conjunto de N pares de dados experimentais (xi, yi) com i = 1, 2,..., N, independente de critérios do observador. O método de mínimos quadrados, ou regressão linear, considera a soma dos quadrados das distâncias: Em que é o valor calculado para o dado i-ésimo com a equação da melhor reta. O processo de minimização de S, como função dos parâmetros da reta fornece as seguintes expressões: Coeficiente angular: Coeficiente linear: 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 21

O método também fornece a incerteza destes parâmetros, a e b, que estão diretamente ligadas à dispersão média y dos dados experimentais em relação à reta. Dispersão média do ajuste: Incerteza do coeficiente angular: Incerteza do coeficiente linear: 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 22

Figura 2 Exemplo de duas grandezas físicas x e y medidas experimentalmente. Linha contínua: melhor reta determinada pelo método de mínimos quadrados. Linhas tracejadas: banda de incerteza média do ajuste y. Y (unidades arbitrárias) 50 40 30 20 10 Equation Weight Residual Sum of Squares Fonte: Autoria própria. y = a + b*x Instrumental 16,53571 Pearson's r 0,99218 Adj. R-Square 0,9813 B Value Standard Error Intercept -11,78571 2,17359 Slope 6,10714 0,34367 + y - y 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 X (unidades arbitrárias) 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 23

Coeficiente de Correlação Linear Existe uma correlação entre duas variáveis quando uma delas está, de alguma forma, relacionada com a outra. Quando há uma relação de linearidade entre as duas variáveis pode-se utilizar o coeficiente de correlação linear para determinar a correlação linear entre ambas. 1 1 Quanto mais próximo de -1: maior é a correlação negativa. Quanto mais próximo de 1: maior é a correlação positiva. Quanto mais próximo de 0: menor é a correlação linear. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 24

Gráfico não-linear x (un. arb.) y (un. arb.) 1,0 2,00 1,5 6,75 2,0 16,00 2,5 31,25 3,0 54,00 3,5 85,75 4,0 128,00 4,5 182,25 5,0 250,00 5,5 332,75 6,0 432,00 6,5 549,25 7,0 686,00 Figura 1 - Relação não linear desconhecida entre duas variáveis y e x. y (un. arb.) 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 x (un. arb.) Fonte: Instituto de Física de São Carlos, 2013. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 25

Linearização dos dados x (un. arb.) y (un. arb.) X = x 3 (un. arb.) 1,0 2,00 1,00 1,5 6,75 3,38 2,0 16,00 8,00 2,5 31,25 15,62 3,0 54,00 27,00 3,5 85,75 42,88 4,0 128,00 64,00 4,5 182,25 91,12 5,0 250,00 125,00 5,5 332,75 166,38 6,0 432,00 216,00 6,5 549,25 274,62 7,0 686,00 343,00 Figura 1 Gráfico de y em função de x 3, demonstrando a existência de uma relação cúbica. y (un. arb.) 800 600 400 200 0 0 50 100 150 200 250 300 350 x 3 (un.arb.) Fonte: Instituto de Física de São Carlos, 2013. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 26

Escalas logarítmicas Um método alternativo de linearização consiste em manter os dados y e x originais da tabela e transformar as escalas do gráfico de maneira logarítmica. 1000 100 y (un. arb.) 10 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 x (un. arb.) 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 27

Linearização da função potencial Uma aplicação muito importante das escalas logarítmicas é na linearização de dados. Exemplo: Aplicando logaritmos a ambos os lados da igualdade, temos Portanto, um gráfico dessas grandezas, em escalas logarítmicas, umaretadeinclinaçãon. resultará em 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 28

Linearização da função exponencial Outro exemplo de linearização importante é o caso de uma relação exponencial sendo a, b e c constantes. Aplicando logaritmo em ambos os lados dessa equação Essa equação mostra que existe uma relação linear entre e x. Portanto, um gráfico mono-log, com o eixo vertical em escala logarítmica e o eixo horizontal em escala linear, mostrará uma reta. A inclinação da reta é o coeficiente, que pode ser calculado como 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 29

REFERÊNCIAS Universidade de São Paulo, Instituto de Física de São Paulo. Laboratório de Física I: livro de práticas, Compilado por José F. Schneider. São Carlos, 2013. VUOLO, J. H. Fundamentos da teoria de erros, 2ª Edição da revista e ampliada. Editora Edgard Blücher Ltda.1996. 03/08/2017 Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva 30