3º Fórum Brasileiro de CSIRTS



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Transcrição:

CENTRO DE DEFESA CIBERNÉTICA 3º Fórum Brasileiro de CSIRTS Cel QEM José Ricardo Souza CAMELO Centro de Defesa Cibernética - CDCiber 1 1

CENTRO DE DEFESA CIBERNÉTICA OBJETIVO Discutir aspectos técnicos e Lições Aprendidas na Copa do Mundo FIFA 2014. 2 2

CENTRO DE DEFESA CIBERNÉTICA SUMÁRIO CDCiber e o Tratamento de Incidentes de Redes (TIR). Estratégia adotada para a Operação Copa do Mundo FIFA 2014. Números da Copa no escopo do CDCiber. Eventos de destaque. Comentários sobre Lições Aprendidas. Conclusão. 3

CDCIBER EM 4 FRASES Organização Militar do Exército Brasileiro. Órgão Central do Sistema Militar de Defesa Cibernética (*). Coordena e Integra as atividades de Defesa Cibernética no âmbito do Ministério da Defesa (MD). Nos Grandes Eventos, Coordena e Integra as atividades de Segurança e Defesa Cibernéticas em apoio a Segurança do Evento. 4

CDCIBER E O TIR O CDCiber é um CSIRT? 5

MODELO TÉCNICO NOS GRANDES EVENTOS Ações de coordenação e integração eminentementes técnicas aplicadas à Operação Copa do Mundo FIFA 2014: inventario de ativos de informação críticos ligados à Operação; avaliação e análise (*) dos riscos dos ativos críticos de maior prioridade, conforme apontado por seus possuidores; acompanhamento da divulgação de novas vulnerabilidades ligadas ao inventário; 6

CDCIBER E O TIR acompanhamento da divulgação de supostos ataques ou mobilização para ataques a infraestruturas de informação de interesse; monitoração técnica da disponibilidade de sítios de interesse; mobilização de meios nas Forças Armadas e implementação de uma Seção de Tratamentos de Incidentes de Redes, em seu Centro de Operações, para gestão dos eventos de segurança ligados às redes computacionais de relevância para a Copa do Mundo FIFA 2014; 7

ESTRATÉGIA ADOTADA Operar com 13 Destacamentos de Defesa Cibernética 8

MISSÃO Coordenar e integrar as ações de defesa e segurança cibernéticas contra ações cibernéticas hostis, colaborando com as medidas de segurança do Grande Evento 9

ATUAÇÃO COLABORATIVA NA COPA 10

NÚMEROS DA COPA DO MUNDO 2014 ITEM QUANTIDADE Análises de Riscos realizadas 15 Relatórios de Riscos Emitidos 30 Visitas Técnicas realizadas 60 Ativos identificados 1.592 Eventos de Segurança Tratados 756 Notificações de Segurança Enviadas 258 Eventos de Segurança tratados que envolveram análise de logs 3

NÚMEROS DA COPA DO MUNDO 2014 ITEM QUANTIDADE Militares e Civis empregados 112 Pessoal capacitado 79 Cursos de Capacitação 2 Novas Vulnerabilidades Alertadas 12

NÚMEROS DA COPA DO MUNDO 2014

ALGUNS EVENTOS(*) DE DESTAQUE Vazamento de informações da rede do Itamaraty. Comprometimento de conta do Twitter da Polícia Federal. Ataques à página do Exército. (*) eventos de conhecimento público 14

ALGUMAS LIÇÕES APRENDIDAS Canal técnico x Ação de Comando. Antecipação propiciada pelas ações combinadas inventariação de ativos, gestão de riscos, inteligência mostrou-se pertinente e deve ser aprimorada. Operar presencialmente reduz tempo de reação aos incidentes e potencializa a proatividade nas ações. 15

ALGUMAS LIÇÕES APRENDIDAS O aumento da atuação colaborativa e o aprofundamento das relações de confiança entre as instituições não é simplesmente relevante: é essencial. O hacktivismo possui potencial para promover ataques com impactos muito maiores que o demonstrado. Tal comportamento merece atenção e análise? 16

ALGUMAS LIÇÕES APRENDIDAS As ameaças que estão além do hacktivismo, além de atuarem silenciosamente, possuem potencial e motivação, a princípio, muito maiores, no entanto, não foram identificadas, de forma explícita, ações dessa ordem vinculadas aos Grandes Eventos no Brasil. Essa visão é pertinente? O que isso pode significar? 17

QUAIS SÃO AS VERDADEIRAS AMEAÇAS?... Hacktivismo... Espionagem cibernética... Terrorismo cibernético... Crime Cibernético... 18

CENTRO DE DEFESA CIBERNÉTICA OBRIGADO! 19