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Transcrição:

PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO AO PACIENTE SUSPEITO OU CONFIRMADO COM SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (H1N1) Hospital das Clínicas Unidade Materno Infantil Marília 2018

COMISSÃO DA INFLUENZA DO HMI Dr. Fábio Tadeu Rodrigues Reina SCIH/VE Dra. Carla Bicudo Ramos Diretoria HMI Dra. Celeste Maria Bueno Mesquita Chefia pediátrica Dra. Shirley Baumgartner Inada Pediatria Dra. Fermanda Maíra Augusto UTI Pediátrica Dra. Amisbele Angelucci PS Ginecologia / Obstetrícia Dra. Elide Michetti PS Pediatria Enfª. Renata Gallego Chefia de Enfermagem Enfª. Priscila Bocchile de Lima SCIH Enfª. Luciana Doretto Vigilância Epidemiológica Enfª. Daniela Tamura PS HCII Enfª. Maria das Neves Firmino - Pediatria Enfª. Márcia Medeiros SESMT Roseli de Oliveira Correia Lavanderia Expedito Paula e Silva Filho Responsável pelo Setor de Imagem

1 Triagem do paciente sintomático respiratório Todos os pacientes com quadro de sintomas respiratórios, ao entrarem na Unidade de Urgência e Emergência, receberão do porteiro máscara cirúrgica e serão encaminhados ao saguão da unidade, permanecendo separados dos demais. É importante a priorização do atendimento, sempre que possível, para evitar maior exposição. Os pacientes referenciados deverão ser encaminhados com máscaras. Na ausência desta, a mesma deverá ser fornecida pelo porteiro que, deve também, solicitar seu uso. 2 Internação Os casos que necessitem de internação deverão ser submetidos à coleta de Swab H1N1 (item 4), pelos profissionais do Pronto Socorro, antes do inicio do Oseltamivir. Estes pacientes deverão ser alocados no isolamento da emergência. Estando o isolamento ocupado, ficarão em consultórios médicos devidamente preparados para receber estes pacientes de acordo com a norma de isolamento (ver item 3). Nos casos de pacientes graves em ventilação mecânica, ficam definidos os isolamentos das UTI s, como referências. Deve-se utilizar sistema fechado de aspiração padronizado e filtro. Todo carrinho de emergência deverá conter estoque de cinco (05) máscaras para situações de emergência, incluindo intubação. Visitas: Fica restrito o número de visitantes à pacientes com suspeita de SRAG. Será permitida a entrada de dois (02) visitantes por paciente, sem rodízio. Acompanhante: Não é recomendada a permanência de acompanhante devido ao risco e gravidade. Após avaliação e tendo a necessidade de se manter acompanhante, o mesmo deverá utilizar máscara adequada, bem como paramentação para cada tipo de isolamento (gotículas/aerossóis), por todo tempo que estiver no quarto.

ENFERMARIAS E UTI Fica estipulado: 1. Ao transportar o paciente, o mesmo deverá utilizar máscara cirúrgica; 2. No cuidado ao paciente que não estiver intubado, utilizar máscara cirúrgica e precaução padrão; 3. No cuidado ao paciente intubado, utilizar máscara N95, avental e luva e ao contato com o paciente, acrescentar o uso de óculos de proteção individual e gorro; 4. Deve-se evitar aglomerações de profissionais no quarto, devendo adentrar no mesmo o número mínimo necessário para o cuidado do paciente; 5. Para todos os pacientes em ventilação mecânica deverão ser colocados os aspiradores de sistema fechado padronizado e filtro de respirador. 6. Ao prestar cuidado ao RN com síndrome gripal, manter distância mínima de 1 metro da mãe e o berço do RN. A mãe deve usar máscara cirúrgica; 7. Em cuidados na UTI neonatal, a incubadora funciona como isolamento, porém é importante manter as precauções necessárias; 8. Os pacientes que necessitarem de internação serão alocados no isolamento de seu setor de especificidade, conforme orientação da diretoria. 3 Medidas de precaução e isolamento - Precaução Padrão: deve ser utilizada para todos os pacientes, sendo a principal medida de prevenção de transmissão de agentes entre pacientes e profissionais. Contando com a higienização das mãos e utilização de EPI s de forma adequada segundo Anexo 1.

- Gotícula: Além da precaução padrão, devem ser implantadas as precauções para gotículas, utilizadas para todos os pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por Influenza. Incluem uso de máscara cirúrgica ao entrar no quarto, a menos de 1 metro do paciente (substituí-la) a cada contato com o paciente e o uso de máscara cirúrgica no paciente durante transporte. - Aerossóis: Procedimentos que geram aerossóis: - Coleta de swab; - Intubação orotraqueal; - Aspiração orotraqueal e VAS; - Nebulização e ventilação não-invasiva. Devem ser utilizados: Uso de EPI avental (preferencialmente o descartável), luvas, óculos e máscara N95 pelo profissional de saúde durante o procedimento de assistência ao paciente. A máscara N95 é considerada de uso individual e intransferível, com indicação de duração de 07 dias, a partir do primeiro uso, devendo ser trocada antes do período caso apresente sujidade ou umidade. Seu armazenamento deverá ser em saco de papel Kraft e em caixa exclusiva. A distribuição será realizada pela farmácia, mediante a solicitação assinada pelo enfermeiro responsável pelo setor, contendo o nome do paciente. O Período de isolamento O isolamento respiratório preconizado para crianças corresponde a sete (07) dias e 24 horas sem febre. Em casos de dúvida entrar em contato SCIHramal 1856. 4 Coleta de SWAB D /E orofaringe. Tipo de exame realizado no Adolfo Lutz (IAL) = PCR de secreção nasal De quem colher: casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (DRAG) com internação Hospitalar.

Quando Colher: Até o 3º dia do início dos sintomas. Eventualmente poderá ser colhido até o sétimo dia. Deverá ser coletado na Unidade de Urgência e Emergência, antes da internação do paciente. O Kit para coleta ficará sobre responsabilidade da Vigilância Epidemiológica durante a semana e nos feriados e finais de semana da farmácia, sendo sua dispensação atrelada ao correto preenchimento da ficha de SINAN. Como colher: Utilizar o EPI: gorro, luva estéril, óculos, avental, máscara N95; Colher material da nasofaringe direita, esquerda e região de orofaringe, utilizando uma haste para cada região. O Swab de Rayon, que se encontra no Kit, é o único recomendado pela SES. Colocar as 03 hastes em frasco de tampa azul presente no Kit e acrescentar 03 ml de soro fisiológico estéril. Identificar corretamente o frasco com: nome completo e registro do paciente, número do SINAN e preencher adequadamente o pedido do Adolfo Lutz. É exigência do IAL encaminhar uma cópia da ficha de notificação juntamente com o exame e SINAN. Após a coleta: Conservação: todos os exames coletados de 2ª a 6ª feira das 7:00 16:00h deverão ser encaminhados ao IAL (Instituto Adolf Lutz) em caixa térmica com temperatura de 2 a 8 º C. Após as 16:00h, finais de semana e feriados, encaminhar ao Setor de Microbiologia no Hemocentro, também em caixa térmica com temperatura adequada.

5 Tratamento e dispensa de medicamentos Distribuição do Oseltamir: será realizada pela farmácia. O tratamento completo deverá ser oferecido aos pacientes que forem de alta após atendimento. Protocolo para dispensar Oseltamivir:

1. Pacientes internados: necessária somente ficha do SINAM na primeira dose, nas demais somente a via da prescrição médica. 2. Pacientes do PS e/ou alta: necessário o impresso de dispensação de Oseltamivir e prescrição médica 6 Roupas e equipamentos utilizados para este paciente As roupas utilizadas pelo paciente deveram ser encaminhadas à lavanderia, em saco plástico azul identificado como H1N1. Todos os equipamentos que forem utilizados durante o cuidado do paciente deverão ser, preferencialmente, de uso exclusivo. Após o uso, deverão passar pelo processo de desinfecção com álcool liquido à 70%. 7 Serviço de Higiene e Limpeza Após a suspensão do isolamento, o paciente será retirado do ambiente que passará por processo de limpeza terminal. Todos os produtos que estiverem dentro do quarto deverão ser descartados. O Serviço de Higiene e Limpeza tem a responsabilidade de manter o abastecimento das pias com sabão e papel e os dispensers de álcool gel. 8 Nutrição Todos os utensílios que adentrarem ao quarto do suspeito de Síndrome Gripal devem, preferencialmente, ser descartáveis e nos casos de utensílios não descartáveis (ex: garrafas de água), ao retornarem à cozinha, deverão ser colocados dentro de saco plástico e lavados separadamente com água e sabão. A alimentação do paciente em isolamento deverá ser acondicionada ao lado de fora do quarto pela copeira, e a mesma deverá avisar a equipe de enfermagem, que ficará responsável pela oferta da dieta ao paciente. 9 Almoxarifado Fica sobre responsabilidade deste setor o controle de estoque adequado de máscaras cirúrgicas, máscaras N95, avental descartável, álcool gel e

filtro de respirador, juntamente com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar CCIH, Vigilância Epidemiológica e Setor de compras. 10 SESMT Todas as colaboradoras gestantes deverão ser remanejadas das áreas de risco durante o período sazonal da Gripe H1N1 (de abril à outubro). As chefias imediatas devem encaminhar comunicado ao SESMT descrevendo o local de remanejamento, bem como as atividades a serem desenvolvidas pela gestante. Tal informação será avaliada pela médica do trabalho que fará as devidas orientações conforme necessário. Todo colaborador em horário de serviço que apresentar suspeita de Síndrome Gripal deverá ser encaminhado ao PS do HCI para avaliação. 11 Serviço de RX Por questões da epidemia, sugerimos ao Serviço de RX que organize um rodízio semanal dos funcionários que realizarão RX em pacientes com Síndrome Respiratória Aguada Grave. O funcionário que estiver nessa função receberá uma máscara N95, devendo proceder com os cuidados de uso e acondicionamento já determinados. 12 Orientações gerais Para a prevenção da Síndrome Respiratória Aguda Grave (H1N1), seguem as seguintes orientações para todos os colaboradores do Complexo HC Famema: - Todos os funcionários da portaria deverão utilizar máscaras cirúrgicas durante todo o período de trabalho; - Os porteiros, juntamente com os demais profissionais de saúde, deverão identificar pacientes e/ou acompanhantes que derem entrada aos ambulatórios com quadro respiratório sintomático e fornecer máscaras cirúrgicas aos mesmos; - Priorizar o atendimento destes pacientes sintomáticos respiratórios;

- Em casos de exames que exijam maior proximidade com mucosa ou conjuntiva de boca e nariz, o profissional responsável também deverá utilizar máscara cirúrgica durante a realização do exame; - Intensificar a lavagem das mãos e álcool gel antes e após qualquer contato com pacientes; - Evitar contato de mãos com rosto e mucosas; - É importante a colaboração dos profissionais da higiene e limpeza para manter o abastecimento dos dispenser de álcool gel e sabão.

Referência BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de tratamento de Influenza: 2017. - Brasília: Ministério da Saúde, 2018. 49p. : Il. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2017. acesso em: 25/04/18.