Revisão de Eletromagnetismo

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NOME: PROFESSOR: Glênon Dutra

Transcrição:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina! Departamento Acadêmico de Eletrônica! Pós-Graduação em Desen. de Produtos Eletrônicos! Conversores Estáticos e Fontes Chaveadas Revisão de Eletromagnetismo Florianópolis, abril de 2014. Prof. Clovis Antonio Petry.! Prof. Joabel Moia.

Revisão de eletromagnetismo: Conceitos iniciais; Biografia para Esta Aula Grandezas eletromagnéticas; Perdas magnéticas; Tipos de núcleos; Lei de Lenz e Lei de Faraday; Indutores e transformadores. http://www.ti.com www.professorpetry.com.br

Nesta Aula Revisão de eletromagnetismo: Conceitos iniciais; Grandezas eletromagnéticas; Perdas magnéticas; Tipos de núcleos; Lei de Lenz e Lei de Faraday; Indutores e transformadores.

Conceitos Iniciais Dipolos magnéticos: - Determinam o comportamento dos materiais num campo magnético; - Tem origem no momentum angular dos elétrons nos íons ou átomos que formam a matéria.

Conceitos Iniciais Magnetismo atômico: - 2 elétrons ocupam o mesmo nível energético; - Estes elétrons tem spins opostos; - Subníveis internos não completos dão origem a um momento magnético não nulo. Momento - 0 Momento 0

Conceitos Iniciais Domínios magnéticos: - Espaços de alinhamento unidirecional dos momentos magnéticos; - Geralmente tem dimensões menores que 0,05 mm; - Tem contornos identificáveis, similar aos grãos.

Campo Magnético Linhas de campo magnético: São sempre linhas fechadas; Nunca se cruzam; Fora do imã, saem do norte e são orientadas para o sul; Dentro do imã tem orientação contrária; Saem e entram perpendicularmente à superfície do imã; Quanto maior a concentração das linhas, mais intenso é o campo. Campo não-uniforme Campo uniforme

Campo Magnético Efeito de material ferromagnético sobre as linhas de campo.

Campo Magnético Efeito de material ferromagnético sobre as linhas de campo.

Campo Magnético Linhas de campo em um condutor retilíneo percorrido por corrente: http://www.walter-fendt.de/ph11br/

Campo Magnético Linhas de campo em uma espira circular percorrida por corrente: http://phet.colorado.edu

Campo Magnético Linhas de campo em uma bobina percorrida por corrente: http://www.magnet.fsu.edu

Densidade de Fluxo Magnético Densidade de fluxo magnético: Densidade de fluxo (B) é número de linhas de campo por unidade de área. Unidade é Tesla [T]; Um Tesla é igual a 1 Weber por metro quadrado de área. Fluxo magnético: Fluxo ( ) é o conjunto de todas as linhas de campo que atingem perpendicularmente uma área. Unidade é weber [Wb]; Um Weber corresponde a 1 x 10 8 linhas de campo.

Densidade de Fluxo Magnético B = Φ A B = teslas (T) Φ = webers (Wb) A = metros quadrados (m ) 2

Permeabilidade Magnética Permeabilidade magnética: - Grau de magnetização de um material em resposta ao campo magnético; - Facilidade de conduzir o fluxo magnético; - Simbolizado pela letra µ.

Permeabilidade Magnética B µ = Permeabilidade absoluta H µ r µ = Permeabilidade relativa µ o µ = 4π 10 o 7 Wb A/ m Permeabilidade do vácuo

Permeabilidade Magnética

Força Magnetizante Relação entre os vetores densidade de campo magnético e campo magnético indutor: H = l I H = NI l H = força magnetizante (A/m) I = força magnetomotriz (A/Wb) l = comprimento (m)

Força Magnetizante O campo eletromagnético depende basicamente de: Da intensidade da corrente; Da forma do condutor (reto, espira ou solenóide); Do meio (permeabilidade magnética); Das dimensões; Do número de espiras.

Força Magnetizante Relação densidade de fluxo e força magnetizante: B = µ H Variação de µ com a força magnetizante

Curva de Magnetização

Curva de Magnetização H = NI l

Histerese Magnetização remanente Circuito magnético para obter a curva de histerese Campo coercitivo

Perdas Magnéticas Correntes parasitas: - Induzidas no núcleo, devido ao mesmo ser, normalmente, de material ferromagnético. Perdas por histerese: - Trabalho realizado pelo campo (H) para obter o fluxo (B); - Expressa a dificuldade que o campo (H) terá para orientar os domínios de um material ferromagnético.

Efeitos de Proximidade e Pelicular Efeito de proximidade: -Relaciona um aumento na resistência em função dos campos magnéticos produzidos pelos demais condutores colocados nas adjacências. Efeito pelicular (efeito skin): -Restringe a secção do condutor para frequências elevadas. -Em altas frequências, a tensão oposta induzida se concentra no centro do condutor, resultando em uma corrente maior próxima à superfície do condutor e uma rápida redução próxima do centro. Profundidade de penetração Δ = 7,5 [ cm ] f s

Classificação dos Materiais Classificação quanto ao alinhamento magnético: - Materiais magnéticos moles não retido; - Materiais magnéticos duros permanentemente retido. Classificação quanto a susceptibilidade e permeabilidade: - Diamagnéticos; - Paramagnéticos; - Ferromagnéticos; - Ferrimagnéticos; - Antiferromagnéticos.

Materiais Magnéticos Moles Característica geral: - Não apresentam magnetismo remanente. Recozimento

Materiais Magnéticos Duros Característica geral: - Apresentam elevado magnetismo remanente.

Materiais Diamagnéticos Características: - Apresentam susceptibilidade negativa 10-5 ; - Permeabilidade abaixo de 1, µ < 1; - Exemplos: gases inertes, metais (cobre, bismuto, ouro, etc.). http://www.magnet.fsu.edu

Materiais Paramagnéticos Características: - Apresentam susceptibilidade positiva 10-5 -10-3 ; - Permeabilidade acima de 1, µ > 1; - Exemplos: alumínio, platina, sais de: ferro, cobalto, níquel, etc. http://www.magnet.fsu.edu

Materiais Ferromagnéticos Características: - Apresentam alta susceptibilidade; - Permeabilidade muito maior que 1, µ >> 1; - Exemplos: ferro, níquel, cobalto, cromo, etc.

Permeabilidade versus Temperatura

Núcleos Magnéticos Perdas magnéticas: - Por correntes de Foucault; - Perda por histerese. Perdas dependem de: - Metalurgia do material; - Porcentagem de silício; - Freqüência; - Espessura do material; - Indução magnética máxima.

Núcleos Magnéticos Núcleos: - Laminados - Ferro silício de grão não orientado; - Ferro silício de grão orientado. - Compactados - Ferrites; - Pós metálicos.

Núcleos Magnéticos Freios magnéticos: - Alta resistividade. Estabilizadores de tensão e acionamentos: - Operação na saturação. Memórias: - Laço de histerese retangular. v i ( wt) + v s ( wt) - Imãs permanentes: - Elevado magnetismo residual. Reator Saturável v o ( wt)

Núcleos Magnéticos Ferro: alta permeabilidade, ciclo histerético estreito e baixa resistividade. Ligas de ferro-silício: até 6,5% de silício, mas se torna quebradiço. Máquinas estáticas usam mais Si do que máquinas girantes. Imãs permanentes: devem ter elevado magnetismo residual, por isso usam materiais duros. Ferrites: sinterização de óxidos metálicos possuindo alta resistividade. Usados em altas freqüências devido a alta resistividade. Ligas ferro-níquel: permalloy (78,5% de Ni) tem alta permeabilidade, baixas perdas por histerese e força magnetizante fraca. Deltamax orthonic (48% de Ni) tem alta permeabilidade e laço de histerese retangular na direção da laminação.

Núcleos Magnéticos http://www.magmattec.com.br

Núcleos Magnéticos http://www.mag-inc.com

Núcleos Magnéticos Núcleos planares http://virtual-magnetics.de

Núcleos Magnéticos http://www.thornton.com.br

Lei Circuital de Ampère O somatório das forças em um caminho fechado é nulo: Lei circuital de Ampère V = 0 I = 0 Lei de Kirchhoff das tensões Ação de Circuitos elétricos Circuitos magnéticos Causa E F Efeito I Φ Oposição R R

Lei Circuital de Ampère I = 0 N I H l H l H l = 0 ab ab bc bc ca ca N I = H l + H l + H l ab ab bc bc ca ca Fmm aplicada Queda de fmm

Lei Circuital de Ampère Φ = Φ + Φ a b c Φ + Φ = Φ b c a (na junção a) (na junção b)

Entreferros

Entreferros Espaço sem núcleo nos circuitos magnéticos:

Indução Eletromagnética Experiência de Faraday: No momento que a chave é fechada, o galvanômetro acusa uma pequena corrente de curta duração; Após a corrente cessar e durante tempo em que a chave permanecer fechada, o galvanômetro não mais acusa corrente; Ao abrir-se a chave, o galvanômetro volta a indicar uma corrente de curta duração, em sentido oposto ao observado no momento de fechamento da chave. http://micro.magnet.fsu.edu

Indução Eletromagnética A indução eletromagnética é regida por duas leis: Lei de Faraday; Lei de Lenz.

Indução Eletromagnética Lei da indução eletromagnética de Faraday: Em todo condutor enquanto sujeito a uma variação de fluxo magnético é estabelecida uma força eletromotriz (tensão) induzida. ε = dφ N dt [ volts, V] http://phet.colorado.edu

Tensão Induzida dφ ε = N dt φ = B A sen( θ )

Lei de Lenz Lei de Lenz: O sentido da corrente induzida é tal que origina um fluxo magnético induzido, que se opõe à variação do fluxo magnético indutor. dφ ε = N dt http://phet.colorado.edu Um efeito induzido ocorre sempre de forma a se opor à causa que o produziu.

Auto-Indutância A propriedade de uma bobina de se opor a qualquer variação de corrente é medida pela sua auto-indutância (L). A unidade de medida é o Henry (H). N 2 µ A L = l

Circuito Equivalente de Um Indutor Circuito equivalente prático de um indutor

Indutores na Prática

Tensão Induzida Indutância de um indutor e tensão induzida: L = dφ N di e = dφ N dt dφ d di v ( t) " φ #" # = N = N L $ %$ % dt & di '& dt ' ( ) v t = L L dt ( ) di t

Tensão Induzida Considerando variações lineares: Δi il ( t) v = L Lmed Δt ΔI il ( t) + vl ( t) t vl ( t) t

Transientes em Circuitos RL

Transientes em Circuitos RL Warmazenada 1 2 2 = L I Curva de potência de um indutor durante o transitório de carga.

Indutância Mútua - Fluxo Mútuo O enrolamento no qual a fonte é aplicada é denominado primário, e o enrolamento no qual a carga é conectada é chamado de secundário.

Indutância Mútua - Fluxo Mútuo No primário: dφ p ep = N p dt di p ep = Lp dt No secundário: dφ e = N dt s s s e s = di s Ls dt O fluxo se mantém: φ m = φ s dφ p es = Ns dt http://phet.colorado.edu

Acoplamento Magnético k φ m = O maior valor possível para k (coeficiente de acoplamento) φp é 1.

Entrada em corrente senoidal: i = 2 I sen ωt p Transformador com Núcleo de Ferro φ = Φ sen ωt m m p ( ) ( ) Tensão induzida no primário: dφ e = N = N dt p p p p dφ dt m ( Φ ( ω )) d m sen t ep = N p dt e = ω N Φ cos( ωt) p p m Valor eficaz da tensão no primário: E p ω N = p 2 Φ m E = 4,44 f N Φ p p m p p m ( ω 90 o ) e = ω N Φ sen t +

Transformador com Núcleo de Ferro Valor eficaz da tensão no secundário: E s = ω N s 2 Φ m E = 4,44 f N Φ s s m Relação entre primário e secundário: E 4,44 f N Φ = E 4,44 f N Φ p p m s s m E E p s = N N p s Em termos de valores instantâneos: ep N p dφm / dt = e N dφ / dt s s m e e p s ( ) ( ) = N N p s

Transformador com Núcleo de Ferro Relação de transformação: a = N N p s Se a < 1: a < 1 Ns > N p Exemplo 21.2, pag. 639: Transformador elevador de tensão Se a > 1: a > 1 N p > Ns Transformador abaixador de tensão

Transformador com Núcleo de Ferro Corrente no primário: i = i ' + i φ p p m i φ m φ m i p ' >> i φ m i p i p ' Em regime: N i ' = N i p p s s N p ip = Ns is i i p s = N N s p Em termos de valores eficazes: I I s p = N N p s

Relação das tensões: Transformador com Núcleo de Ferro e e p s = N N p s A razão entre as tensões do primário e do secundário é diretamente proporcional à relação entre o número de espiras. Relação das correntes: i i p s = N N s p A razão entre as correntes no primário e no secundário de um transformador é inversamente proporcional à relação de espiras. http://micro.magnet.fsu.edu

Transformador com Núcleo de Ferro Impedância refletida:!"! V p!"! = N p = a V s N s!"! I p!" = N s = 1 N p a!"! I s V p!"! V s!"! I p!" I s = a 1 a!"!!"! V p / I!"! p V s!"!!!" V!"! Z p =!"! p Z s I p!" = a 2 Z p / I s!!"!"! = a 2 Z s!"! = V!" s I s

Transformador com Núcleo de Ferro Potência (transformador ideal): E N I = = a = E N I p p s s s p Ep I p = Es Is P p = P s P entrada = P saída Para um transformador ideal, a potência de entrada é igual a potência da saída, ou seja, o transformador não possui perdas.

Transformador com Núcleo de Ferro Circuito equivalente reduzido do transformador de núcleo de ferro real: R = R = R + a R 2 equivalente e p s X = X = X + a X 2 equivalente e p s

Transformador com Núcleo de Ferro Circuito equivalente completo de um transformador de núcleo de ferro real:

Transformador com Núcleo de Ferro Efeito da freqüência: Circuito equivalente para baixas freqüências

Efeito da freqüência: Transformador com Núcleo de Ferro Circuito equivalente para médias freqüências

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