AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO



Documentos relacionados
Avaliação de Desempenho

GESTÃO DE DESEMPENHO. Prof. WAGNER RABELLO JR. Conceito de desempenho. Níveis de desempenho. O di?

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Equipe: Administradores de Sucesso. Componentes: Ricardo Miranda, Dalma Noronha, Fabio Macambira, Nivea Santos

RECURSOS HUMANOS Avaliação do desempenho

Administração de Empresas. Indicadores de Desempenho

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares

Planejamento de Recursos Humanos

DESEMPENHO 1 INTRODUÇÃO

Empresa como Sistema e seus Subsistemas. Professora Cintia Caetano

PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL

OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING

Avaliação como instrumento de gestão de pessoas

Quais são os objetivos dessa Política?

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS

Ano: 2012 MATRIZ DE COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS. Realiza Consultoria Empresarial Ltda.

Recrutamento e seleção

Consultoria em Treinamento & Desenvolvimento de Pessoas

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Unidade III GESTÃO EMPRESARIAL. Prof. Roberto Almeida

Apresentação para a implantação da Avaliação de Desempenho

Módulo 9 A Avaliação de Desempenho faz parte do subsistema de aplicação de recursos humanos.

Liderança Motivação e Criatividade Palestrante Tatiane Franklin Coach, Palestrante e Consultora Organizacional

Relatório de Competências

Prof Elly Astrid Vedam

Nosso negócio é a melhoria da Capacidade Competitiva de nossos Clientes

Introdução. Uma forma comum de estabelecimento de metas usada nas organizações é a Administração por Objetivos - APO

Organização de Gerenciamento de Processos. Palestrante: Samyra Salomão

Como criar e manter uma equipe motivada

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Avaliação do Desempenho

ADMINISTRAÇÃO GERAL GESTÃO DO DESEMPENHO

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT

Avaliação de Desempenho

4. Tendências em Gestão de Pessoas

CHECK - LIST - ISO 9001:2000

PMI-SP PMI-SC PMI-RS PMI PMI-PR PMI-PE

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares

b) supervisionar o cumprimento desta política pelas entidades integrantes do Sistema Sicoob;

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL 2012 DGC/SPRH/DVRH

Empreendedorismo de Negócios com Informática

Plano de Trabalho Docente Ensino Técnico

A importância do RH estratégico para as empresas familiares. Sheila Madrid Saad

Organização da Aula. Gestão de Recursos Humanos. Aula 2. Liderança X Gerenciamento. Contextualização. Empreendedor Conflitos.

Como m a n a d n am a m a s a m i m n i h n a h s a Competências?

PMI-SP PMI-SC PMI-RS PMI PMI-PR PMI-PE

Administração de Pessoas

Módulo - Controladoria

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS. Vanice Ferreira

Gerenciamento de Projetos

endereço eletrônico) OPCIONAL: s.pdf

Formulário de Avaliação de Desempenho

AS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS

FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO. Prof.: Daniela Pedroso Campos

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação

AGENDA SEBRAE OFICINAS CURSOS PALESTRAS JUNHO A DEZEMBRO GOIÂNIA. Especialistas em pequenos negócios. / / sebraego.com.

Seja Bem-Vindo(a)! Neste módulo vamos trabalhar os principais conceitos de Gestão, mais especificamente o item 2 do edital: Gestão de Pessoas

Módulo 2: Fase de Diagnóstico: Avaliando o uso e a gestão da TI

estão de Pessoas e Inovação

INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA UM ESTUDO DE CASO RESUMO

Módulo 2. Origem do BSC, desdobramento do BSC, estrutura e processo de criação do BSC, gestão estratégica e exercícios

Gestão de Programas Estruturadores

Evolução do uso de competências para remuneração

MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ANEXO I-A FICHA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO GRUPO GERENCIAL ANO: 1. Identificação AVALIADO Nome: Matrícula: Cargo: AVALIADOR Nome: Matrícula: Cargo:

ANEXO I Relatório de Avaliação de Desempenho Individual - RADI (Funcional)

Diferenças entre Coaching, Mentoring e Counseling: Desmistificando o Coaching

Vendas - Cursos. Curso Completo de Treinamento em Vendas com Eduardo Botelho - 15 DVDs

Equipes. As Equipes de Trabalho. Equipes. Diferenças entre Grupos e Equipes. Têm forte papel motivacional

Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Porque estudar Gestão de Projetos?

Desenvolve Minas. Modelo de Excelência da Gestão

PLANO DE CARGOS & SALÁRIOS UNIMED ANÁPOLIS

Superior Tribunal de Justiça

PROGRAMA DE DISCIPLINA

GUIA DO SGD. Transformação SISTEMA ELETROBRÁS. Conheça mais sobre o novo Sistema de Gestão do Desempenho (SGD) que entrará

PROCEDIMENTO GERENCIAL

ECS -ASSESSORIA E CONSULTORIA TÉCNICA. ISO 9001:2015 Tendências da nova revisão

Pessoas e Negócios em Evolução

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06

Pesquisa sobre: Panorama da Gestão de Estoques

Plano de Carreira. A seguir, encontram-se alguns exemplos de mapas de ascensão que a EJ pode escolher de acordo com a sua estrutura organizacional.

Transcrição:

2006

Administração Assunto: AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Autor: THAIANA BARRETO ANDRADE 2

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Autora: Thaiana Barreto Andrade 1. Conceitos 2. Objetivos da avaliação 3. Benefícios da avaliação 4. Fatores que afetam o desempenho 5. Métodos de avaliação de desempenho 3

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 1. CONCEITOS A palavra avaliar no dicionário tem o significado de determinar a valia ou o valor de; apreciar o merecimento de; aquilatar, reconhecer a força de, a grandeza de; estimar, prezar; orçar; computar. E a palavra desempenho significa ato ou efeito de desempenhar; satisfação de promessa; execução de uma tarefa, função, etc.; resgate, libertação. De acordo com Marras (2000, p. 173) Desempenho Humano é o ato de cumprir ou executar determinada missão ou meta previamente traçadas. Para Siqueira (2002) avaliar é apreciar, estimar, fazer idéia de, ajuizar ou julgar. E desempenho é o comportamento real do empregado face a uma expectativa ou um padrão de comportamento estabelecido pela organização. De acordo com Kamp (2005) avaliação significa coisas diferentes em contextos diferentes, onde no ambiente profissional, envolve algum tipo de entrevista formal com cada membro da equipe em intervalos regulares e muitas vezes parece uma ação isolada do contato cotidiano entre dirigentes e funcionários. Avaliação de desempenho para Marras (2000, p. 173) é um instrumento gerencial que permite ao administrador mensurar os resultados obtidos por um empregado ou por um grupo, em período e área específicos (conhecimentos, metas, habilidades etc.). Para o autor o instrumento servia para as empresas direcionar seus programas de treinamento e desenvolvimento e mensuravam o atingimento dos resultados desses programas. Segundo Wegner; Dahmer (http://www.ufsm.br) avaliar o desempenho permite à organização analisar o seu próprio desempenho no decorrer do tempo, seu desempenho atual em relação ao passado e projeções de resultados futuro. Segundo Marras (2000, p. 174), A avaliação de desempenho Foi criada basicamente para acompanhar o desenvolvimento cognitivo dos empregados durante sua permanência na organização e especificamente para medir seu nível de CHA (conhecimento, habilidades e atitudes). A avaliação possibilita estimular e motivar os funcionários de forma contínua no desenvolvimento de suas habilidades, de modo que seu valor aumente gradativamente dentro da empresa. Oferecendo uma oportunidade de reconhecer e identificar como um funcionário pode melhorar seus pontos fracos, de modo que tanto o indivíduo quanto a empresa saiam beneficiados do processo. 4

2. OBJETIVO DA AVALIAÇÃO Para Kamp (2005) a avaliação tem como objetivo o controle do progresso e o desenvolvimento de uma empresa como um todo, a fim de incentivar e apoiar seu crescimento contínuo em ambiente em constante mutação. A avaliação de desempenho segundo Zimpeck (1990, p. 289) tem por finalidade aferir o grau em que o empregado atende os padrões de comportamento exigido pelo seu cargo, e estimula-lo a melhorar os resultados de seu trabalho, desenvolver-se e merecer as oportunidades e compensações que a empresa pode oferecer. Para Siqueira (2002, p. 58) a avaliação de desempenho presta-se ao exercício de diferentes funções administrativas, motivacionais e de comunicação como: Identificação de pontos fortes e fracos dos funcionários e, consequentemente, da organização; Identificação de diferenças individuais; Estímulos à comunicação interpessoal; Desenvolvimento do conceito equipe de dois, formada por chefe e subordinado; Informar ao funcionário de como o seu desempenho é percebido; Estímulo ao desenvolvimento individual do avaliador e do avaliado; Indicações de promoções e de aumentos salariais por méritos; Indicações de necessidades de treinamento; Gestão de crises nas equipes e nos processos operacionais (sistemas técnico e social) Auxiliar na verificação de aprendizagens; Identificação de problemas de trabalho em geral, no relacionamento individual, intra-equipe ou interequipes; Registro histórico suplementar para ações administrativas de gestões; Apoio às pesquisas de clima organizacional. Segundo Kamp (2005) os objetivos da avaliação são os seguintes: Controlar o progresso e as conquistas da empresa como um todo; Oferecer estímulos e apoio ao desenvolvimento contínuo da empresa em um ambiente em constante mutação; Oferecer estímulo e motivação constantes aos funcionários para que desenvolvam suas habilidades de modo a aumentar gradualmente seu valor dentro da empresa. Segundo Marras (2000, p. 174) as utilidades mais utilizadas do instrumento são: Identificar aqueles empregados que necessitam de aperfeiçoamento; Definir o grau de contribuição (individual ou grupal) nos resultados da empresa; Descobrir o surgimento de novos talentos na organização; 5

Facilitar o autodesenvolvimento dos empregados; Fornecer feedback aos empregados; Subsidiar programas de mérito, promoções e transferências. O objetivo é o desenvolvimento do profissional, que cresce como pessoa e profissionalmente, pelo desempenho de seus papéis e por relacionamentos adequados no trabalho. 6

3. BENEFÍCIOS DA AVALIAÇÃO Um programa de avaliação de desempenho, quando bem planejado, coordenado e desenvolvido traz benefícios a curto, médio e longo prazo. Para Kamp (2000) o beneficio para a empresa são: motivar os funcionários; detectar habilidades que possam melhorar o gerenciamento geral; identificar um problema antes que ele apareça. Para Lima (www.rh.com.br) a avaliação de desempenho traz benefícios para a organização, os gestores e os colaboradores onde: ORGANIZAÇÃO: oferecer informações sobre o desempenho humano e sua contribuição para o desempenho empresarial e para o alcance dos objetivos organizacionais; identificar as necessidades de treinamento e reciclagem visando a melhoria do nível de qualificação e, por conseguinte, dos resultados da áreas internas; dinamizar as políticas de Recursos Humanos, oferecendo oportunidades de crescimento profissional, estimular a produtividade e melhorar o relacionamento interpessoal. GESTORES: instrumentalizar o processo de gestão do desempenho; melhorar o nível de comunicação e de relacionamento com a equipe; melhorar o padrão de desempenho das pessoas e das equipes. COLABORADORES: passar a conhecer as reais expectativas sobre o seu trabalho e seus resultados; promover rumos ao seu autodesenvolvimento pessoal e profissional e oferecer parâmetros para o seu desenvolvimento profissional (T&D). Para Siqueira (2002) a avaliação de desempenho pode proporcionar benefícios para: ORGANIZAÇÃO: desenvolvimento individual; desenvolvimento da equipe; desenvolvimento interequipes; desenvolvimento organizacional. AVALIADO: pessoa como profissional; profissional como pessoa; profissional como membro da equipe. AVALIADOR: pessoa como gerente; gerente como pessoa; gerente como líder de equipe; gerente como tomador de decisões; gerente como educador. Segundo Kamp (2005) uma avaliação eficaz beneficia: EMPRESA: motivando os funcionários; detectando habilidades que possam melhorar o gerenciamento geral; identificando um problema antes que ele apareça; mantendo o controle da estrutura interna. INDIVÍDUO: receber reconhecimento e apoio da direção à medida que desenvolve seu trabalho; compreender como contribuir para a eficiência da empresa como um todo; Expressar suas opiniões e oferecer sugestões construtivas sobre o próprio desenvolvimento e sobre o progresso geral da empresa. DIRIGENTES: melhorar a relação pessoal com os funcionários; oferecer uma motivação individual a cada um recordando-lhe o contexto das metas da organização 7

para as quais contribui; avaliar a eficácia das contribuições individuais para o sucesso da empresa como um todo; reunir informações que possam contribuir para aumentar a eficiência da organização. Para Chiavenato (2004) os principais benefícios são: GERENTE: avaliar o desempenho e o comportamento dos subordinados, tendo por base fatores de avaliação e, principalmente, contando com um sistema de medição capaz de neutralizar a subjetividade; propor providências no sentido de melhorar o padrão de desempenho de seus subordinados; comunicar-se com seus subordinados, no sentido de fazê-los compreender a avaliação do desempenho como um sistema objetivo e como está seu desempenho, através desse sistema. SUBORDINADOS: conhece as regras do jogo, ou seja, os aspectos de comportamento e de desempenho que a empresa valoriza em seus funcionários; conhece quais as expectativas de seu chefe a respeito de seu desempenho a avaliação do chefe; conhece as providências que o chefe está tomando quanto à melhoria de seu desempenho e as que ele próprio deve tomar por conta própria; faz auto-avaliação e autocrítica quanto a seu autodesenvolvimento e autocontrole. ORGANIZAÇÃO: Avalia seu potencial humano no curto, médio e longo prazo e define qual a contribuição de cada empregado; identifica os empregados que necessitam de reciclagem e/ou aperfeiçoamento em determinadas áreas de atividade e seleciona os empregados com condições de promoções ou transferências; dinamiza sua política de recursos humanos, oferecendo oportunidades aos empregados, estimulando a produtividade e melhorando o relacionamento humano no trabalho. 8

4. FATORES QUE AFETAM O DESEMPENHO Segundo Chiavenato (2005) o desempenho humano depende de uma complexidade de fatores que atuam interagindo entre si de maneira extremamente dinâmica, onde a satisfação obtida pelo indivíduo funciona como um reforço positivo para um novo desempenho, enquanto a insatisfação ou frustração funciona como um reforço negativo. Na figura 1.1 a seguir, podemos observar quais são os fatores determinantes para o desempenho humano. Figura 1.1 Fatores determinantes do desempenho humano Habilidades Motivação Esforço Desempenho Satisfação Resultados Restrições ambientais Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as Pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas: um guia para o executivo aprender a lidar com sua equipe de trabalho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005 p. 248. 9

5. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO A avaliação de desempenho pode ser aplicada através de vários métodos, o que varia conforme a empresa ou mesmo conforme cada área da empresa, de acordo com os objetivos pretendido. Os métodos mais tradicionais são: Escala gráfica O método da escala gráfica de acordo com Marras (2000) baseia-se na avaliação de um grupo de fatores determinantes daquilo que a organização define como desempenho. Esses fatores podem mensurar tanto quantidade quanto qualidade de trabalho, conhecimento, cooperação, assiduidade, iniciativa, criatividade, etc. Cada um deles está normalmente dividido em graus, os quais representam uma escala desde um mínimo até um máximo, de acordo com os parâmetros de cada organização. Cada grau dessa escala tem um valor em pontos que permite ao avaliador, uma vez escolhidos os graus que melhor se adapta ao avaliado, chegar a um total numérico que lhe identifica a sua performance final comparativamente ao esperado ou à média de um grupo. Para Chiavenato (2004, p. 265) o método das escalas gráficas avalia o desempenho das pessoas através de fatores de avaliação previamente definidos e graduados. Segundo Gil (2001, p.154) o método das escalas gráficas consiste num formulário de dupla entrada, no qual as linhas representam os fatores que estão sendo avaliados e as colunas os graus de avaliação. Os fatores de avaliação devem levar segundo Chiavenato (2005) os seguintes aspectos: Permitir uma medição e uma comparação do desempenho com algum padrão de referência válido para todas as pessoas envolvidas; Reunir características de fácil observação e que ocorram com freqüência; Especificar situações e fatores concretos; Fazer referências a aspectos específicos e não genéricos e amplos do comportamento. Na figura 1.2 a seguir, mostra a construção de uma tabela de pontos que atribui valores aos níveis de cada grau e os respectivos pesos percentuais de cada fator. Conclui-se, assim, que um empregado que recebe uma avaliação com todos os níveis máximos terá uma pontualidade de 1500 pontos, enquanto aquele que receber uma avaliação com todos os pontos mínimos terá apenas 100 pontos. 10

Figura 1.2 Avaliação de desempenho pelo método de escala gráfica FOLHA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Nome do avaliado: Seção: Data de avaliação Fatores/ graus 1. Assiduidade/ Pontualidade 2. Compromisso com qualidade: 3. Conhecimento 4. Cooperação/ Envolvimento 5. Iniciativa 6. Organização/ Planejamento 7. Produtividade/ Eficiência 8. Responsabilidade Excelentes 15 14 13 Muito bom 12 11 10 Bom 9 8 7 Cargo: Gerência: Média obtida: Regular 6 5 4 Ruim 3 2 1 Pontos Nome do avaliador Assinatura Assinatura do avaliado Fonte: Marras, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 3º.ed. São Paulo: Futura, 2000 adaptação da autora. A figura 1.3, Traz modelo de política a ser implementado pela organização, com relação às ações a serem tomadas, como resultado de uma avaliação de desempenho. Figura 1.3 Ações de desempenho FAIXA PONTOS CLASSIFICAÇÃO 1º AÇÃO 2ºAÇÃO 1 100 380 RUIM Demitir Inexistente 2 381 660 REGULAR Treinar Demitir 3 661 940 BOM Poderá receber um título de mérito, dependendo da verba a ser liberada. 4 941 1220 MUITO BOM Poderá receber um título de mérito, dependendo da verba a ser liberada. 5 1221 1500 EXCELENTE Poderá receber um a dois títulos de mérito, dependendo da verba a ser liberada. Dar ênfase aos pontos negativos da avaliação para que o avaliado possa melhorá-los. Poderá ser promovido desde que esteja no mínimo, no penúltimo estágio da faixa salarial. Poderá ser promovido desde que esteja no mínimo, no penúltimo estágio da faixa salarial. Fonte: Marras, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 3º.ed. São Paulo: Futura, 2000 adaptação da autora. Incidentes críticos Segundo Marras (2000) o método incidentes críticos concentra-se em determinar os grandes pontos fortes e fracos de quem está sendo avaliado, apontando comportamentos extremos e sem analisar especificamente traços de personalidade. 11

De acordo com Siqueira (2002) este método permite que o avaliador registre à parte, diária ou semanalmente, todos os episódios, fatos, resultados relevantes, quantificando-os e especificando-os sempre que possível. Assim, o avaliador passar a disponibilizar fatores primordial de informações para seus comentários e análises sobre o desempenho do subordinado. Segundo Chiavetano (2004) o método dos incidentes críticos baseia-se no fato de que no comportamento humano existem características extremamente capazes de levar aos resultados positivos ou negativos. Trata-se de uma técnica por meio da qual o supervisor imediato observa e registra os fatores excepcionalmente positivos e os negativos do desempenho de seus subordinados. Em geral, a montagem desse sistema é extremamente simples e leva em conta duas séries de afirmativas (uma positiva e outra negativa), em que o avaliador deve colocar sua marca, o que podemos analisar na figura 1.4 a seguir: Figura 1.4 Método de incidentes críticos Folha de Avaliação de Desempenho Nome do Funcionário: Cargo: Seção: Data admissão: Depto: Características Positivas Está fortemente motivado Características Negativas Falta-lhe estudo Colabora em todas as ocasiões Tem dificuldade para tomar decissões X É pontual X Não se comunica bem Tem traços de liderança Não conhece a cultura da empresa X É empreendedor X É introspectivo Seus resultados são sempre de boa É limitado com relação a outras tarefas qualidade Fonte: Marras, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 3º.ed. São Paulo: Futura, 2000 p. 176 Escolha forçada O método da escolha forçada para Gil (2001, p. 155) consiste em avaliar o desempenho dos indivíduos mediante a escolha de frases que descrevem seu desempenho individual. Escolha forçada Segundo Lucena apud Marras et al (2000, p. 177) este método consiste em avaliar o desempenho ou a atuação dos indivíduos por meio de frases descritivas de determinado tipo de desempenho do empregado, em relação às tarefas que lhe forem atribuídas. Como podemos verificar na figura 1.5 a seguir. 12

Figura 1.5 Método de escolha forçada Registre duas respostas em cada bloco, colocando um x na afirmativa que lhe parecer mais adequada: Tem condições de progredir Respeita os colegas Trabalha mesmo na ausência de chefe Adapta-se bem a situações novas É comunicativo Cumpre o horário de trabalho É confiável Fonte: Marras, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 3º.ed. São Paulo: Futura, 2000 p. 178 Avaliação em 360º O método de avaliação segundo Marras (2000) trata-se de um modelo em que o avaliador é focado por praticamente todos os elementos que tenham contato com ele: subordinados, superiores, pares, clientes internos e externos, fornecedores etc. esse processo de avaliação total recebe o nome de 360 graus exatamente pela dimensão que assume o campo de feedback. Para Siqueira (2002) a avaliação 360º deve atender aos seguintes requisitos: Objetivos claramente fixados na definição de papeis, funções e expectativas dos avaliadores, dos avaliados e dos consultores ou orientadores do processo; Relatório de feedback e de avaliação fáceis de usar, compreender e interpretar; Clarificação dos resultados de feedback e de avaliação embutidos no processo; Integração e plena utilização dos recursos de desenvolvimento individual, profissional e organizacional com os resultados do sistema de avaliação 360º. De acordo com Chiavenato (2005) a avaliação 360º representa a inclusão de todas as pessoas que atuam diretamente ou indiretamente com o avaliado. Onde podemos observar na figura 1.6, a seguir. 13

Figura 1.6 - Avaliação 360º Gerente Fornecedor interno Avaliado Cliente interno Subordinados Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas: um guia para o executivo aprender a lidar com sua equipe de trabalho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005 p. 255 Os prós e contras da avaliação de desempenho 360º segundo Chiavenato (2004): PRÓS O sistema é mais compreensivo e as avaliações provêm de múltiplas perspectivas. A qualidade da informação é melhor. A qualidade dos avaliadores é mais importante que a qualidade. Complementa as iniciativas da qualidade total e enfatiza os clientes internos/externos e a equipe. Como a retroação vem de vários avaliadores, pode haver preconceitos e prejuízos. A retroação proporcionada por colegas e outros pode aumentar o autodesenvolvimento do avaliado. CONTRAS O sistema é administrativamente complexo para combinar todas as avaliações. A retroação pode intimidar e provocar ressentimentos no avaliado. Ela pode envolver avaliações diferentes e conflitas sob diferentes pontos de vista. O sistema requer treinamento para funcionar bem. As pessoas podem fazer conluio ou jogo para dar avaliação inválida para as outras. 14

BIBLIOGRÁFIA CHIAVENATO, Idalberto.. Recursos humanos: o capital humano das organizações. 8º ed. São Paulo: Atlas, 2004.. Gerenciando com as pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas: um guia para o executivo aprender a lidar com sua equipe de trabalho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. GIL, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2001. KAMP, Di. Aprenda a avaliar o desempenho de seus funcionários. São Paulo: Planeta do Brasil, 2005. LIMA, Marcos Antonio Martins. Desmistificando a avaliação de desempenho. Disponível em <www.rh.com.br>. Acessado no dia 15/11/2005. MARRAS, Jean Pierre. Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 3º.ed. São Paulo: Futura, 2000. SIQUEIRA, Wagner. Avaliação de desempenho: como romper amarras e superar modelos ultrapassados. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002. ZIMPECK, Beverly Glen. Administração de salário: sistemas e métodos de análise e descrição de cargos, pequisa e escalas salariais, avaliação de desempenho, avaliação de cargos. 7 ed São Paulo: Atlas 1990. WEGNER, Douglas; DAHMER, Luciane Vandréia. Avaliação de desempenho em redes de empresas. Disponível em <www.ufsm.br>. Acessado no dia 15/11/205. 15