MATURAÇÃO DO ELETROENCEFALOGRAMA LUÍS OTÁVIO CABOCLO Unidade de Pesquisa e Tratamento das Epilepsias Hospital São Paulo UNIFESP Departamento de Neurofisiologia Clínica Hospital Israelita Albert Einstein LOCABOCLO@IG.COM.BR
AGENDA ü EEG neonatal ü 2-12 meses ü 12-36 meses ü 3-5 anos ü 6-12 anos
O EEG neonatal Fornece informação ú/l que reflete a função do cérebro neonatal Ajuda: a determinar a maturação do cérebro iden/ficar anormalidades focais ou generalizadas, existência de focos potencialmente epileptogênicos ou crises neonatais é ú/l na avaliação de prognós/co de recém- nascidos com risco de sequelas neurológicas
O EEG neonatal Indicações Diagnós/co diferencial entre eventos epilép/cos e não- epilép/cos. Screening de crises em RN de alto risco (e em RN curarizado, sedado ou em hipotermia). Monitorização de resposta terapêu/ca a drogas an/epilép/cas / anestésicos. Avaliação de gravidade de encefalopa/as agudas e crônicas.
O EEG neonatal Variável importante é a idade pós concepcional (IPC) IPC = idade gestacional + idade cronológica após o nascimento Idealmente deve ser um registro poligráfico com duração mínima de 60 minutos ( 1 ciclo de sono): 1. EEG 2. EOG 3. ECG 4. EMG mento 5. Cinta respiratória
O EEG neonatal: aspectos técnicos Duração do registro Avaliação da a/vidade de base: cerca de 1 hora. Screening de crises em RN de alto risco: 24 horas. Em caso de crises, manter ceeg até 24 horas livre de crises Diagnós/co diferencial entre eventos epilép/cos e não epilép/cos: ceeg até múl/plos episódios terem sido capturados.
O EEG neonatal: aspectos técnicos 10-20 adaptada, por causa do perímetro cefálico. A montagem padrão inclui Fp3/Fp4 (eletrodos intermediários entre Fp2 e F4/ Fp1 e F3), C3 e C4, T3 e T4, O1 e O2, Fz, Cz, Pz, A1,A2. Velocidade do papel 15mm/seg Impedância < 5Ω Sensibilidade de 7µV/mm Filtro de baixa de 0.3 a 0.6 Hz CT 0.3 Filtro de alta de 70hz
NASION 10% Fpz FP3 FPz 20% FP4 20% 10% 20 T3 C3 20% CZ 20% C4 20% T4 10% 20% O1 Pz 20% O2 OZ 10% INION
O EEG neonatal: aspectos técnicos Durante o registro Anotações são essenciais: Posição da cabeça Presença de edema local Apoio Movimentos oculares Sucção Apnéias Soluços Es/mulação Etc.
O EEG neonatal: maturação 38ª - 40ª semana= períodos de descon/nuidade mais escassos, mais con/nuidade e sincronia. Uma diferença de simetria > 2:1 é na anormal em todas as idades (inclusive prematuros). Prematuridade = traçado desconpnuo
O EEG neonatal: elementos gráficos Tracé desconenu surtos de a/vidade lenta (1 Hz) e rápida (10-14 Hz) intercalados por períodos de quiescência de 5 segundos até vários minutos ocorre durante a prematuridade e vai gradualmente desaparecendo por volta de 32ª/34ª semana.
O EEG neonatal: elementos gráficos Teta agudizado occipital de prematuros (STOP- sharp theta on the occipital of prematures) um dos primeiros elementos observados em prematuros com 22 semanas IC a/vidade agudizada, 5-6 Hz, uni ou bilateral e duração de 0,5 segundos nas regiões occipitais não deve ser encontrada em RN a termo.
O EEG neonatal: elementos gráficos Teta agudizado occipital de prematuros
O EEG neonatal: elementos gráficos Teta temporal do prematuro Traçado de prematuros 20ª/30ª semanas A/vidade teta rítmica 4-7 Hz, amplitude 100µV a 250 µv, bilateral, máximo no temporal Não deve ser encontrado em RN a termo
O EEG neonatal: elementos gráficos Teta temporal do prematuro
O EEG neonatal: elementos gráficos Delta brushes A/vidade rápida 6-22 Hz sobreposta a a/vidade lenta Observada a par/r da prematuridade 28ª/30ª semanas Antes da 32ª semana é mais comum no sono a/vo; depois da 32ª semana é mais frequente no sono quieto Desaparece após 40 semanas Não é precursor de fusos
O EEG neonatal: elementos gráficos Delta brushes
O EEG neonatal: elementos gráficos Tracé alternant surtos de ondas de 50-100 µv, frequência de 3-6 Hz, entremeadas por espículas de alta amplitude duração de 3-6 segundos estes surtos são seguidos por a/vidade de baixa voltagem
O EEG neonatal: elementos gráficos Tracé alternant (40 semanas)
O EEG neonatal: elementos gráficos Transientes agudos (sharp transients) A/vidade aguda observada entre 30ª semana (IC) e o segundo mês (IC) Esporádico, não tem localização proeminente e só é considerado patológico se aparecer repe/damente ( mais de 3x /min) na mesma região.
O EEG neonatal: elementos gráficos Ondas posiuvas rolândicas + + + + + +
O EEG neonatal: elementos gráficos Transientes agudos frontais (Encoches Frontalis) a/vidade agudizada nas regiões frontais mais frequentes à par/r da 36ª semana (IC) pode ser vista até o primeiro mês ocorrem na transição do sono quieto para o sono a/vo
O EEG neonatal: elementos gráficos Transientes agudos frontais (Encoches Frontalis)
O EEG neonatal: maturação Até 30 semanas os estágios do sono não são bem diferenciados. Estágios de vigília e sono de forma cíclica, iniciando por sono a/vo, seguido por sono quieto conpnuo e depois traçado desconpnuo (tracé alternant), seguido por sono a/vo novamente Períodos de sono indiferenciado em geral entre os estágios
O EEG neonatal: maturação Sono auvo Precursor sono REM É o primeiro a se organizar, por volta das 32ª semana Respiração irregular EMG com hipotonia Movimentos oculares rápidos A/vidade elétrica mais conpnua, com ondas lentas misturadas a a/vidades rápidas (8-30hz) e amplitude 40-100µV (ALV)
O EEG neonatal: maturação Sono quieto precursor do sono não- REM organiza- se a par/r da 34ª semana ondas lentas de alta voltagem (QHVS=50-150µV), difusas observa- se a/vidade desconpnua com ondas de alta voltagem, seguidos por supressão da voltagem difusa e tracé alternant. respiração regular tônus muscular mais elevado não se observam movimentos oculares
O EEG neonatal: maturação Vigília Com 37 semanas está bem organizada A/vidade mais dessincronizada e baixa frequência Respiração irregular EMG com tônus mais aumentado Olhos abertos Movimentos dos membros
O EEG neonatal: importância Prognós/co Avaliação de crises Devem ser considerados: amplitude, simetria, con/nuidade, frequência, sincronia, maturação e organização dos ciclos do sono. EEG de baixa voltagem: considerar o uso de seda/vos, hipotermia e distúrbios,metabólicos. Importante lembrar que RNs de 28-32ª semanas = tracé desconenu- com períodos prolongados de supressão cerebral, as vezes maiores que 1 min
O EEG neonatal Critérios para padrões de sono em neonatos Padrão Amplitude Duração do surto/ atenuação Frequencias estado Baixa voltagem irregular (LVI) Tracé alternant (TA) Lento de alta voltagem (HVS) Padrão misto (M) Baixa voltagem 20-30µV Surto de alta voltagem + atenuação de baixa voltagem Média a alta 50-150µV Componentes de alta e baixa amplitude Conpnuo 5-8hz e 1-5hz ATIVO Surto 3-8 segundos Atenuação 4-5segundos, nunca > 20 segundos Conpnuo Surto 0.5-3hz Atenuação frequencia mista Moderadamente ritmico 0.5-4hz QUIETO QUIETO Conpnuo misto ATIVO
O EEG neonatal Padrões anormais de auvidade de base Traçado excessivamente rápido. Traçado excessivamente lento. Traçados desconpnuos no RN a termo. Traçado periódico. Traçado paroxís/co. Traçado teta de baixa voltagem. Surto- supressão. EEG isoelétrico.
O EEG neonatal Grafoelementos anormais Transientes agudos mul/focais: 10±7/h (pré- termo saudável) e 12±12/h (termo saudável); excesso: > 30/h Ondas agudas posi/vas temporais: presentes em pré- termos saudáveis; em termos, se persistentes, podem indicar lesão
O EEG neonatal Grafoelementos anormais Ondas agudas posi/vas rolândicas: se 1/ min, associadas a lesão de substância branca e comprome/mento motor. PLEDs: estereo/pados, persistem numa mesma topografia, intervalos regulares. Descargas ictais: 10, a frequência e amplitude pode ou não mudar; focais ou mul/focais, com ou sem crises clínicas.
O EEG neonatal Grafoelementos anormais Descargas rítmicas breves ictais/interictais (BIRDs, BRDs): 10, indicam patologia estrutural e associam- se a crises eletrográficas. Status epilep0cus: crise 30, ou crises 50% do traçado.
Primeira infância: 2 a 12 meses VIGÍLIA Vigília delta irregular 2-3,5 Hz Com cerca de 4 meses: delta de 3-4 Hz que bloqueia com abertura ocular Até os 5 meses pode acelerar até 5 Hz 12 meses 6-7 Hz e amplitude 50-100µV
Primeira infância: 2 a 12 meses SONOLÊNCIA Aos 8 meses começa a aparecer a/vidade teta lenta rítmica da sonolência 4 Hz com aceleração até 5-6 Hz HIPERSINCRONIA HIPNAGÓGICA Lembrar da hiperssincronia paroxís/ca
Primeira infância: 2 a 12 meses SONO Fusos geralmente aparecem no 2º mês de vida Frequência de 12-15 Hz - mais comum 14 Hz e máximo centro parietal com assimetrias variáveis ( ASSINCRONIA). Composição agudizada comb- like No 2º mês são curtos e de baixa voltagem No 3º mês ficam mais longos e > amplitude Entre 2-6 meses, intervalos curtos entre fusos, podem durar até 10 segundos
Primeira infância: 2 a 12 meses SONO O comprimento dos fusos declina na 2ª metade do 1º ano de vida. Ausência de fusos entre 3-8 meses é uma anormalidade GRAVE. Ondas aguda do vértex e complexos K - geralmente vistos em torno de 5 meses de forma rudimentar OAV são grandes e largas entre 5-6 meses Complexos K tem voltagem considerável mas componente agudizado pobremente desenvolvido
Primeira infância: 2 a 12 meses Sono REM 50% ao nascimento 40% 3-5 meses 30% 12-24 meses
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz LACTENTE DE 2 MESES.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz LACTENTE DE 2 MESES. Traçado em vigília, com artefatos de musculatura. Ritmos de base compostos por ondas delta a 3 Hz, em meio a outras teta e beta, com predomínio sobre áreas posteriores. A frequência dos ritmos próprios de vigília é adequada para a idade.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz LACTENTE DE 2 MESES. Traçado em vigília, com artefatos de musculatura. Ritmos de base compostos por ondas delta a 3 Hz, em meio a outras teta e beta, com predomínio sobre áreas posteriores. A frequência dos ritmos próprios de vigília é adequada para a idade.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz LACTENTE DE 4 MESES.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz LACTENTE DE 4 MESES. Traçado em vigília, com artefatos de musculatura e de piscamento. Ritmos de base compostos por ondas teta a 4 Hz, com predomínio sobre áreas posteriores. A frequência dos ritmos próprios de vigília é adequada para a idade.
LF = 0,5 Hz HF = 70 Hz Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz
LF = 0,5 Hz HF = 70 Hz Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz FUSOS DE SONO: marcam a mudança do padrão do EEG neonatal para O EEG do lactente, surgindo a par/r de 2 ou 3 meses de idade. Consiste de um surto de a/vidade rítmica e sinusoidal, em meio à a/vidade de base, numa incidência de um a três a cada dez segundos, com frequência em torno de 10 a 14 Hz. Mais proeminentes nas regiões frontocentroparietais.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz ONDAS AGUDAS DO VÉRTEX: Espera- se que a par/r dos 5 ou 6 meses de idade o EEG do lactente passe a apresentar OAVs. As primeiras são geralmente lentas (200ms) e monofásicas, com máxima projeção nos eletrodos centrais. Com a maturação, vão adquirindo duas ou três fases, e morfologia mais agudizada.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz Pz- Oz LF = 1 Hz HF = 70 Hz LACTENTE DE 10 MESES
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz Pz- Oz LF = 1 Hz HF = 70 Hz LACTENTE DE 10 MESES. Exame organizado para a idade, sem anormalidades. Note que o elevado con/ngente de ondas amplas e lentas, que caracterizam o sono nessa faixa etária, seria inapropriado ao traçado de crianças mais velhas.
EEG 12-36 meses VIGÍLIA Ritmo posterior 6-7 Hz no 2º ano 7-8 Hz no 3º ano Durante o choro pode ondas lentas efeito hiperven/lação
EEG 12-36 meses SONOLÊNCIA Teta de alta voltagem generalizado 4-6 Hz Marco da sonolência na primeira infância HIPERSSINCRONIA HIPNAGÓGICA Pronunciado na região centro- parietal
EEG 12-36 meses SONO A hipersincronia hipnagógica da sonolência é subs/tuída por a/vidade mais lenta difusa e maior amplitude posterior (GFA) Fusos 12-14 Hz em estágios transicionais, shi ing de fusos na região centroparietal Fusos de 14 aparecem mais no vértex; com o aprofundamento do sono, surgem fusos de 12 Hz mais anteriores OAV são proeminentes nesta fase, no entanto não são muito agudas nesta fase, mesma coisa com os CK POSTS são raros ou pouco frequentes
EEG 12-36 meses OUTROS ACHADOS Cone waves(ondas em cone): nos primeiros anos de vida observa- se a/vidade delta agudizada e alta amplitude nas regiões posteriores (achado normal para a faixa etária). GFA: duplo gradiente de frequência e amplitude parâmetro EEG do sono idade- dependente sua ausência na faixa etária dos 3 meses aos cinco anos é altamente suges/vo de comprome/mento neurológico.
Ritmo dominante posterior: frequencias esperadas para cada idade e limite da normalidade Idade Frequencia Limite da normalidade 4 meses 4hz - 5 meses 5hz - 1 ano 6hz 5hz 2 anos 7hz - 3 anos 8hz 6hz 5anos 9hz 7hz 8 anos 9hz 8hz 10 anos 10hz 8hz
PADRÕES POUCO USUAIS Fuso extremo de GIBBS: Variante do fuso do sono de alta voltagem e ampla variação de frequência (5-18 Hz) Podem coexis/r com a vigília 0,05% das crianças normais 5-18% crianças com retardo mental e paralisia cerebral
EEG pré escolares 3-5 anos VIGÍLIA Nesta idade fica mais fácil obter registro de vigília Ritmo posterior chega a 8 Hz; amplitude geralmente maior no hemisfério não dominante Ritmo posterior frequentemente interrompido por frequências mais lentas de 1.5-4 Hz
EEG pré escolares 3-5 anos VIGÍLIA Ritmo mu rolândico surge e aumenta nesta idade, com pico durante a segunda década Registros de baixa voltagem são ANORMAIS nesta idade (abaixo de 25-30µV)
EEG pré escolares 3-5 anos SONOLÊNCIA Depois dos 3 anos o teta hipnagógico tende a desaparecer; raramente observado após os 9 anos. Teta anterior rítmico 6-7 Hz aumenta na sonolência e desaparece no sono.
EEG pré escolares 3-5 anos SONO A/vidade delta difusa 1-3 Hz não é tão pronunciada quanto na primeira infância Fusos são menos agudizados e se definiram como máximos no vértex CK e OAV são mais agudizados
Hiperssincronia hipnagógica paroxís/ca
Hiperssincronia hipnagógica
LF = 1,0 Hz HF = 70 Hz Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz CRIANÇA DE 3 ANOS E 5 MESES: após sedação com hidrato de cloral, evidenciando os ritmos e grafoelementos próprios do sono, além de intensa modulação por ritmo beta em amplitude mais elevada que a habitual, além de distribuição difusa. Esses achados configuram a/vidade beta de natureza medicamentosa.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1,0 Hz HF = 35 Hz CRIANÇA DE 3 ANOS
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1,0 Hz HF = 35 Hz CRIANÇA DE 5 ANOS
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1,0 Hz HF = 35 Hz CRIANÇA DE 7 ANOS
EEG em crianças mais velhas: 6-12 anos VIGÍLIA Nesta fase a criança é um pouco mais colabora/va Provas de a/vação: HV e FEI Ritmo de vigília gradualmente a/nge 10 Hz ±10 anos Ritmo posterior geralmente mais amplo no HCD (assimetria raramente excede 20µV) OL posteriores proeminentes entre 6 e 12 anos Podemos encontrar variante alfa lento - frequência subarmônica (4-5 Hz), entremeado ao ritmo alfa Ritmo posterior 3-4 Hz (delta) em surtos (OIRDA) pode ser encontrado em crianças com ausência
EEG em crianças mais velhas: 6-12 anos VIGÍLIA Ritmo mu com pico entre 11-15 anos Registros de baixa voltagem são muito raros nesta idade como variantes da normalidade Hirperven/lação: alentecimento de alta voltagem 1.5-4 Hz. Fotoes/mulação: Arrasto menos proeminentes nas frequências mais baixas e mais expressivo em frequências médias de 6-16 Hz
EEG em crianças mais velhas: 6-12 anos SONOLÊNCIA Aumento das a/vidades teta e delta + gradual desaparecimento do ritmo alfa posterior A/vidade teta hipnagógica (hipersincronia) tende a desaparecer após os 6 anos A a/vidade teta hipnagógica tende a desaparecer após os 6 anos.
EEG em crianças mais velhas: 6-12 anos SONO OAV na transição sono vigília, com contornos agudizados e alta voltagem Na idade escolar OAV podem demonstrar discretas assimetrias de voltagem e espraiamento Logo na transição sono 1-2, podem aparecer POSTS, mas este padrão é menos comum nesta idade sendo mais frequente nos adolescentes e adultos
EEG em crianças mais velhas: 6-12 anos SONO Fusos do sono com caraterís/cas da maturidade, com máximo no vértex e freqeuencia12-14 Hz com alentecimento para 10-12 com aprofundamento do sono Complexos K em geral associados aos fusos Aparecem padrões de significado incerto: Pontas posi/vas 14-6 e variante psicomotora, a ul/ma com pico entre 15-19 anos (ambas são mais vistas na adolescência e adultos jovens)
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz EEG de menina de 11 anos, com história de síncope há dois dias.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz Traçado em vigília. Nas regiões posteriores, ritmo dominante na frequência alfa. Nas demais regiões, ondas na faixa beta, com ocasionais ondas na frequência teta.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz SONOLÊNCIA. Nota- se o desaparecimento do ritmo dominante posterior, próprio da vigília, além do alentecimento difuso dos ritmos cerebrais, cons/tuídos predominantemente por ondas teta e beta.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz SONO. O registro de fusos de sono marca o início do SONO 2.
Fp1- F3 F3- C3 C3- P3 P3- O1 Fp1- F7 F7- T3 T3- T5 T5- O1 Fp2- F4 F4- C4 C4- P4 P4- O2 Fp2- F8 F8- T4 T4- T6 T6- O2 Fz- Cz Cz- Pz LF = 1 Hz HF = 35 Hz SONO. O registro de fusos de sono marca o início do SONO 2.
2 meses Surgimento 5 meses Presente 6 meses MATURAÇÃO DO EEG EM LACTENTES E CRIANÇAS Duplo gradiente de Fusos de sono frequência e amplitude Presente 1 ano Bem definido 2 anos 3 anos 5 anos 6 anos Ondas agudas do vértex Hipersincronia hipnagógica Complexo K POSTS Ritmo posterior de vigília Arrastamento fó/co Surgimento. 14Hz, 2 a 10 seg, centro- 3 a 4 Hz Esboço Ausente Esboço Ausente Surgimento parietais. (70 a 150uV) Assíncronos 12Hz, 1 a 3 seg, fronto- centro- Ausente Ausente Surgimento Surgimento Presente temporais. Assíncronos Presente Presente Ausente Presente Surgimento 12Hz, frontais. Assíncronos Presente Presente Síncronos Presente Evidente 4 a 6 Hz Presente Presente Ausente Presente Presente Presente Presente Ausente Presente Presente Presente Presente Presente 7 anos Desaparece 10 anos Ausente 10Hz, frontais. Síncronos Presente Desaparece 5 a 6 Hz Presente Presente Ausente Presente Surgimento Presente Ausente Presente Presente 6 a 8 Hz 7 a 9 Hz (70 a 100 uv) Presente Presente Presente Presente Presente 9 a 10 Hz Presente Ausente Presente Presente 10 Hz (50 a 100 uv) Presente Presente