BENS PÚBLICOS RECURSOS COMUNS

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Transcrição:

BENS PÚBLICOS E RECURSOS COMUNS

OBJETIVO GERAL Identificar e classificar os tipos de bens disponíveis para serem ofertados e demandados em uma economia, com foco em bens públicos e recursos comuns, e suas particularidades. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar e explicar a classificação geral de cada um dos 4 tipos de bens. Detalhar as particularidades e problemas relacionados a bens públicos. Detalhar as particularidades e problemas relacionados a recursos comuns.

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS Bens com consumo excludente Propriedade de um bem segundo a qual uma pessoa pode ser excluída ou impedida de consumir este bem. Ou seja, podemos controlar que pode e que não pode usar o bem. Bens com consumo Rival Propriedade de um bem segundo a qual sua utilização por uma pessoa impede que outras pessoas possam utilizá-lo. Ou seja, quando alguém usa o bem em questão, está reduzindo a chance de uso ou impedindo o uso deste bem por outras pessoas.

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: BENS PRIVADOS São bens com propriedades de exclusão e rivalidade. Ou seja, podemos controlar quem pode usar ou não o bem, e o uso deste por alguém impede que outros indivíduos usem este bem. Ex: Mercados de Casas, Roupas, Sorvete, Carros, etc..

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: BENS PÚBLICOS São bens que não são nem excludentes e nem rivais. Ou seja, não podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém não impede que outros indivíduos usem este bem. Ex: Defesa Nacional, Show de Fogos de Artifício, Benefício do Policiamento, Internet Wireless sem senha, etc..

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: RECURSOS COMUNS São bens que não são excludentes, mas são rivais. Ou seja, não podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém impede que outros indivíduos usem este bem. Ex: Petróleo in natura, Peixes no mar, Ar sem poluição, Estradas sem pedágio e com congestionamento, etc..

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: MONOPÓLIOS NATURAIS São bens que não são rivais, mas são excludentes. Ou seja, podemos controlar quem pode usa ou não o bem, e o uso deste por alguém não impede que outros indivíduos usem este bem. Ex: Segurança de bairro, TV a cabo, Internet wireless com senha, Estradas com pedágio e sem congestionamento, etc..

DIFERENTES TIPOS DE BENS EM UMA ECONOMIA: QUADRO DE RESUMO Bem com consumo rival? Sim Não Bem com consumo excludente? Sim Não Bem Privado Ex: Carros, Roupas, etc.. Recursos Comuns Ex: Peixes no mar, etc.. Monopólio Natural Ex: TV a cabo, etc.. Bens públicos Ex: Defesa Nacional, etc..

BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES São bens que não são nem excludentes e nem rivais. Vantagem: Quando uma pessoa usa o bem isso não interfere na possibilidade de outro individuo utilizar este mesmo bem. Desvantagem (Problema): Não controlamos que pode utilizar ou utilizou, assim não podemos cobrar pelo uso individual.

BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Problema do Carona (Free-rider): Carona: Alguém que recebe o benefício de um bem, mas evita pagar por ele. O problema surge quando alguns indivíduos pagam por um bem que gera externalidades positiva para pessoas que não pagaram. Ex: Um show de fogos de artifício. O problema surge de uma externalidade positiva. Como um indivíduo pode usufruir do bem sem ser obrigado a pagar por ele, haverá incentivo para este indivíduo se tonar um carona. Ex: Ver o show de fogos sem ter pago por ele.

BENS PÚBLICOS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Resultados possíveis desta situação são: Não realizar o show (não produzir o bem) ou cobrar de todos que podem usufruir do show (direta ou indiretamente) para realizá-lo (cobrar de pessoas que não usufruirão do bem ou não querem o bem). Mercado privado por si só não produzirá estes em quantidade eficiente ou desejada pelo mercado. O governo pode passar a ofertar este bem visando solucionar o problema.

BENS PÚBLICOS: COMPLEXIDADE DA ANÁLISE CUSTO- BENEFÍCIO Elaboração de estudos que comparem os custos potencias e benefícios potenciais de se fornecer um bem público para sociedade. Podemos cobrar de todos e fornecer o bem ou não fornecê-lo, depende do resultado líquido no bem-estar social. Fornecimento de bens públicos é mais complicado e subjetivo que o fornecimento de bens privados.

RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES São bens que não são excludentes, mas são rivais. Desvantagem 1 (Problema): Não controlamos que pode utilizar ou utilizou, assim não podemos cobrar pelo uso individual Desvantagem 2 (Problema): Quando uma pessoa usa o bem isso interfere na possibilidade de outro indivíduo utilizar este mesmo bem.

RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Problema da tragédia dos comuns: Observação de que recursos comuns (que não tem dono) serão mais utilizados do que o desejável do ponto de vista social. Surge da existência de uma externalidade negativa. Quanto mais se usa deste bem que não tem dono (bem da sociedade) menos temos deste bem para todos, ou seja, ao usar o bem gero uma externalidade negativa para os outros, que é uma menor disponibilidade do bem. Com medo de ficar sem cada indivíduo vai usar o máximo que conseguir agora, fazendo com que o bem deixe de estar disponível para todos.

RECURSOS COMUNS: CONCEITO E PARTICULARIDADES Resultados desta situação: Geralmente indivíduos utilizarão um recurso comum em excesso, gerando a extinção da disponibilidade deste bem para a sociedade. O governo pode resolver o problema, por meio de regulamentação do consumo ou criação de impostos que visem controlar o consumo do recurso comum.

RECURSOS COMUNS: IMPORTÂNCIA DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE Como no caso dos bens públicos e recursos comuns, o mercado falha na alocação eficiente de recursos porque os direitos de propriedade não estão claros ou bem estabelecidos. Nestes casos, o governo pode potencialmente resolver o problema buscando tornar a alocação eficiente e aumentar o bem-estar econômico da sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MANKIW, N. G. Introdução à Economia. São Paulo: Cengage Learning, 2009. 838 pg. VASCONCELLOS, M. S. Economia, Micro e Macro, Atlas, 2002.