Tabela 1 Tributos Plano VGBL



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Transcrição:

Comparativo tributário Produtos Financeiros Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Abril/2008 O objetivo deste levantamento é fazer uma comparação tributária sobre os produtos financeiros existentes no mercado brasileiro. I) Previdência I.1) VGBL Tabela 1 Tributos Plano VGBL Características IOF Características da Acumulação e Critério de Tabela Tradicional (Taxas Usadas) Tabela Regressiva (Taxas Usadas) Não existe Somente ocorre sobre a rentabilidade acima do valor aplicado. Os rendimentos são isentos da tributação durante a acumulação. A tributação ocorre somente no resgate. Imposto de Renda dependerá da escolha da opção do consumidor (tabelas tradicional ou regressiva). Cobrada taxa de 15%, direto na fonte. O participante deverá efetuar o ajuste (a maior ou a menor) na Declaração Anual da Pessoa Física, com base na Tabela do Imposto de Renda então em vigor. O rendimento obtido é alocado em Rendimento tributável recebido de Pessoa Jurídica vigente. A taxa definitiva será dada pela renda do contribuinte no exercício. Pela tabela atual de Imposto de Renda, existem três faixas (0%, 15% e 27,5%), aproximadamente nos limites máximos de R$ 16.000/ano e R$ 32.000/ano. Imposto de Renda na fonte, com alíquotas decrescentes, de acordo com o tempo decorrido entre o aporte de recursos no plano e o pagamento relativo ao resgate ou do recebimento das rendas mensais. Como a alíquota é definitiva, não há necessidade do cálculo do ajuste de Imposto de Renda. O rendimento é alocado em Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva. Taxas usadas em função do período de acumulação: 35% (0 a 2 anos), 30% (2 a 4 anos), 25% (4 a 6 anos), 20% (6 a 8 anos), 15% (8 a 10 anos), 10% (acima de 10 anos). 1

I.2) PGBL Em muitos aspectos fiscais, o produto PGBL é semelhante ao VGBL. Por exemplo, a possibilidade de haver a escolha da tabela de tributação (tradicional ou regressiva) ou a ausência de IOF. Por outro lado, a principal diferença é a possibilidade de haver no PGBL a dedução da renda bruta tributada do valor aplicado no plano de previdência (dentro de limites legais pré-estabelecidos). No resgate, porém, o principal também é tributado. Na tabela 2, mais detalhes. Características IOF Características da Acumulação e Critério de Tabela 2 Tributos Plano PGBL Não existe Até 12% da renda bruta tributável podem ser deduzidas do cálculo do imposto de renda. Para isso, o contribuinte tem que escolher o modelo completo de declaração de ajuste de imposto de renda. No resgate, a tributação ocorre sobre o principal e a rentabilidade. Os rendimentos são isentos da tributação durante a acumulação. A tributação ocorre somente no resgate. Tal como no VGBL, o Imposto de Renda dependerá da escolha da opção do consumidor (tabela tradicional ou regressiva). Tabela Tradicional (Taxas Usadas) Idêntico à tabela do VGBL. Tabela Regressiva (Taxas Usadas) Idêntico à tabela do VGBL. A vantagem tributária da dedução só é válida para o contribuinte que calcula o ajuste de imposto de renda pela declaração completa. Na declaração simplificada, o valor máximo de todas as deduções (saúde, dependentes, previdência) é fixo, igual a 20% da renda (mas limitado a R$ 11.700). 2

II) Outros Ativos Na tabela 3, um resumo tributário de outros ativos existentes no mercado brasileiro. Tabela 3 Tributos Outros Ativos Ativos Fundos de Longo Prazo Fundos de Curto Prazo Fundos de Ações Carteira Própria de Ações Caderneta de Poupança CDB e Títulos Públicos 20% (de 6 meses a 1 ano), 17,5% (de 1 a 2 anos), 15% (acima de 2 anos). 20% (a partir de 6 meses). Taxa de 15%. Não paga IOF. Taxa de 15%. Não paga IOF. Vendas até R$ 20 mil/mês são isentas de qualquer tributo. A tributação só ocorre na venda da carteira. Rendimentos isentos e não tributáveis Remunerada a uma taxa de TR + 0,5% 20% (de 6 meses a 1 ano), 17,5% (de 1 a 2 anos), 15% (acima de 2 anos). A tributação só ocorre no resgate. 3

Dependendo do tipo do ativo, há pontos em comuns, mas há também aspectos específicos, com vantagens e desvantagens em cada caso. Por exemplo: O IOF só não ocorre para aplicações acima de 30 dias. Nas aplicações em renda fixa (títulos públicos, fundos de longo prazo e CDB s), quanto maior o prazo, menor a alíquota de imposto de renda. Dependendo do período, os números variam entre 15% e 22,5%. Nos fundos de curto prazo, os limites se situam entre 20 e 22,5%. Em qualquer tipo de fundo, existe o recolhimento do imposto de forma antecipada a cada 6 meses (vulgarmente conhecido como come cotas ). Por outro lado, nas aplicações em ações (carteira própria), CDB s, títulos públicos e previdência, só ocorre a tributação ao final, quando do resgate. Esta é uma vantagem importante nestes últimos produtos. A alíquota da compra de ações (carteira própria ou em fundos) é de 15%, sem pagamento de IOF. 1 No caso de uma carteira própria de ações, o contribuinte tem uma vantagem adicional importante, que é o direito de vender até o limite 4

de R$ 20 mil/mês sem pagar nenhum tributo. Ou seja, isenção fiscal. A caderneta de poupança, remunerada a uma taxa mensal de TR + 0,5%, tem os rendimentos isentos e não tributáveis. Além dos aspectos financeiros próprios de rentabilidade bruta, a análise tributária é também um aspecto importante. Uma escolha correta pode fazer uma grande diferença na estratégia final, como vimos nas tabelas anteriores. 1 Há tributação especial para operações em ações no mesmo dia (conhecidas como day trade ), com uma alíquota de imposto de renda de 20%. Por ser um aspecto específico e mais difícil de ocorrer, não foi considerado na tabela. 5