Secretaria Especial de Portos da Presidência da República O Porto como Elo Fundamental de uma Cadeia Logística Segura Luis Claudio Santana Montenegro Secretaria Especial de Portos / Presidência da República Set 2009
AGENDA 1. O Porto na Cadeia Logística 2. Integração Intermodal 3. O Custo de Atrito Logístico 4. Propostas de Trabalho
1. O PORTO NA CADEIA LOGÍSTICA
SISTEMA DE TRANSPORTE SUBSISTEMAS: VIA VEÍCULO TERMINAIS CONTROLES Como todos interagem fortemente, as análises dos problemas de transporte exigem a visão sistêmica, ou seja, buscar a otimização do sistema pela ação integrada do conjunto de subsistemas.
CADEIAS LOGÍSTICAS INTEGRADAS, DINÂMICAS E FLEXÍVEIS SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROCESSOS JUST-IN-TIME
Produção Just-In-Time Globalização da Produção Estoque Transporte Organização espacial de centros de coleta e distribuição
ESTOQUES E TRANSPORTE Quantidade Demanda média Ponto de pedido Tempo Estoque de segurança para fazer frente a variações incertas Da demanda e do tempo de resposta
2. INTEGRAÇÃO INTERMODAL
INTEGRAÇÃO INTERMODAL Recebimento, descarregamento, armazenagem temporária, carregamento, expedição, e atividades administrativas correlatas Geração de novo arranjo operacional que não deveria influenciar no custo e nível de serviço da cadeia logística Porém a existência de qualquer descontinuidade operacional cria o que se convenciona chamar de custo de atrito logístico
NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO Reduzir tempos: Estoques servem de colchão para as incertezas, mas acarretam custos. Quaisquer exigências que possam gerar incertezas nos tempos de trânsito impedem práticas modernas de suprimento Melhorar a visibilidade da cadeia: O Porto pode ser a organização líder para um sistema de apoio com informações precisas e transparentes. Essa condição é essencial para agilizar as decisões e permitir a fluidez de toda a cadeia logística Gerenciar a logística como um sistema: A adoção do conceito de cadeia de valores substituem a busca do ótimo local pela busca do ótimo do sistema
3. O CUSTO DE ATRITO LOGÍSTICO
CUSTOS DO TRANSPORTE T1 T2 T3 Transbordo T. Marítimo Transbordo CT = [(T1+T2+T3) x Custos Fixos] + [Distância Percorrida x Custos Variáveis]
QUANTO CUSTA PARAR A CADEIA LOGÍSTICA? VEJAMOS O CUSTO DE PARAR UM CAMINHÃO: 525.000.000 toneladas movimentadas na exportação em 2008 (fonte: Antaq) Custo da estadia: R$ 1,00/hora.tonelada (fonte: Lei 11.442/2007) Tempo de fiscalização em cada veículo: 1 hora 1h x 1,00 R$/t.h x 525.000.000 t/ano 525.000.000 R$/ano 10 horas? 1dia?
CUSTOS DO TRANSPORTE Custo de Atrito Logístico Existe, principalmente, devido a 3 níveis de falha de interconectividade na rede intermodal: Infraestrutura e meios de transporte ineficientes Operações com uso inadequado e deficiente da infraestrutura, especialmente dos terminais Serviços públicos ineficientes
MITIGAÇÃO DOS CUSTOS DE ATRITO LOGÍSTICO Planos de ação de longo prazo (gradual e contínuo) e em uma parceria entre os agentes públicos e privados envolvidos. A ligação mais fraca no sistema de transporte intermodal e o maior gerador de custo de atrito logístico são os pontos de transbordo Quaisquer ações que transfiram para o ponto de transbordo exigências que gerem atrito, prejudicam a intermodalidade
4. PROPOSTA DE TRABALHO
HINTERLAND ECONÔMICA As Administrações Portuárias não devem interferir somente na logística em sua jurisdição. Devem incluir a análise das combinações modais que se organizam a partir da interface portuária, permitindo a otimização da relação nível de serviço/custo da cadeia logística
AMPLIAÇÃO DO PAPEL DO PORTO NA GESTÃO DAS CADEIAS LOGÍSTICAS PLATAFORMA LOGÍSTICA CENTRO DE SERVIÇOS
PORTO: INTERFACE CENTRAL DA CADEIA LOGÍSTICA Ampliar o âmbito da comunidade portuária a todos os agentes econômicos que intervêm direta e indiretamente na prestação de um serviço de transporte Plataformas Logísticas Uma plataforma logística é o local onde se concentra tudo o que diz respeito à eficácia logística. Ex: O estabelecimento de parcerias com outros agentes econômicos, nomeadamente na implementação de infraestruturas logísticas diretamente ligadas à interface portuária (ZAL Zonas de Atividades Logísticas)
Fonte: Banco Mundial, 2009.
100% SCANNING Idéia contrária ao do gerenciamento de riscos e enfoque estratégico Dado o limite de recursos, tal ação reduziria o nível de segurança com a diluição da atenção específica em embarques de alto risco Porém, a maior preocupação é do desvio das tendências modernas de fluidez das cargas nos portos: Impacto na produtividade das cadeias logísticas que passam pelos portos Proposta de discussão do tema nos Comitês de Facilitação e de Segurança Marítima da IMO
PROPOSTA DE TRABALHO Ampliação do papel do porto na gestão integrada das cadeias logísticas O porto como centro de emanação de informações confiáveis e atuais Restrições a quaisquer ações que impliquem no aumento do atrito logístico no porto Enfoque estratégico em ações que busquem a segurança ao longo de toda a cadeia logística, tais como a adoção da série ISO 28.000 Agente Econômico Autorizado (SAFE FRAMEWORK OMA)
Secretaria Especial de Portos da Presidência da República OBRIGADO! Luis Claudio Santana Montenegro luis.montenegro@planalto.gov.br Set 2009