MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Elinei Winston

Documentos relacionados

Entretanto, este benefício se restringe a um teto de 12% da renda total tributável. O plano VGBL é vantajoso em relação ao PGBL para quem:

Lei nº de 24 de julho de 2000.

Auditoria de Meio Ambiente da SAE/DS sobre CCSA

MODELO DE DECLARAÇÃO DE RECEITAS E DESPESAS

Contrato de Câmbio na Exportação.

Adotada Total / Parcial. Fundamento da não adoção. Recomendação. Não adotada. 1. Princípios Gerais

AULA 4 BDI E PREÇO DE VENDA. CONSTRUÇÃO CIVIL IV - Professor Leonardo F. R. Miranda

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO CAFÉ TORRADO E MOÍDO

REVISÃO ORDINÁRIA DAS GARANTIAS FÍSICAS DAS GERADORAS DE ENERGIA ELÉTRICA. Vítor F. Alves de Brito outubro/2014

RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCOS BANCO ABN AMRO S.A. Setembro de 2013

EXAME DE SUFICIÊNCIA - 01/2000 I - CONTABILIDADE GERAL

Módulo 6: Desenho Industrial

Prof. Eugênio Carlos Stieler

Manual de preenchimento da planilha de cálculo do índice de nacionalização

Manutenção volante. A DDS SERVIÇOS possui muita experiência com este modelo de manutenção com resultados altamente satisfatórios.

DRAWBACK INTEGRADO DRAWBACK INTEGRADO

MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E DO COMÉRCIO SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS. CIRCULAR N 016, de 4 de junho de 1973

CONTRIBUTO E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À LEI DO CINEMA PELA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CINEMA

Linha de Crédito PME CRESCIMENTO 2014 (Condições da Linha)

ANEXO E: Análise de Risco e Providências Pertinentes - Conferência inicial

POLÍTICA DE INVESTIMENTO PEIXE PILOTO PARA CLUBES DE INVESTIMENTOS Vitória, 26 de agosto de 2009.

Gerenciamento do Escopo do Projeto (PMBoK 5ª ed.)

Etapa 1. Etapa 2. Etapa 3. Etapa 4

BPI αlpha O FEI que investe em Produtos Estruturados.

ANEXO I EDITAL - CONVITE nº 008/2005-ANATEL-ER01 PROCESSO nº /2005 PROJETO BÁSICO

CERT Exceptions ED 15 pt. Exceções. Documento Explicativo. Válido a partir de: 02/03/2016 Distribuição: Pública

FACULDADE DE ECONOMIA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA. Exame 2.ª época de Contabilidade Financeira 2.º semestre 2007/08

SUSPENSÃO ISENÇÃO RESTITUIÇÃO

0.1 Introdução Conceitos básicos

Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos.

TESOURO DIRETO TÍTULOS PÚBLICOS

Conceitos de Gestão de Estoques. Prof. Ruy Alexandre Generoso

Anexo II - Planilha de Formação de Preço - Serviço de Vigilância - PRT24ª - Sede - Campo Grande/MS

PREÇOS DOS SERVIÇOS DE ACREDITAÇÃO DE ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO E DE INSPEÇÃO

Caderno de Exercícios*

Projeto 10Envolver. Nota Técnica

Contabilidade Questões Comentadas da Cesgranrio

LFG MAPS. 2 - ( Prova: CESPE Polícia Federal - Agente da Polícia Federal / Contabilidade Geral / Contabilidade -

Sérgio Luisir Díscola Junior

RENDIMENTOS DE CAPITAIS

MANUAL DE INSTRUÇÕES DO MILIOHMÍMETRO MODELO MO-1200

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas. Novo Mercado de. Renda Fixa

CURSO DE CONTABILIDADE DE CUSTOS. Professora Ludmila Melo

PROSPETO INFORMATIVO EUR BAC DUAL PORTUGAL PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 008 Fenômenos de Transporte I A Profª Fátima Lopes

REGIMENTO INTERNO RECOMENDADO PARA O ROTARY CLUB

DIRETORIA DE PESQUISA - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC. Sistema de Contas Nacionais - Brasil Referência 2000

Rabobank International Brazil

Rastreabilidade e Certificação de produtos Agro-industriais

IVA - REGIME ESPECIAL DE ISENÇÃO PREVISTO NO ARTIGO 53.º DO CÓDIGO DO IVA

Activos Fixos Tangíveis (IAS 16) Activos Fixos Tangíveis

Tabela de Temporalidade de Documentos de Pessoa Física

Curso de Formação em Licenciamento e Fiscalização Ambiental. Marconi Vieira da Silva Engenheiro Ambiental Hybsen Silva Pinheiro Engenheiro Agrônomo

Em atendimento à Audiência Pública supra citada, vimos pela presente apresentar nossas considerações sobre a minuta disponibilizada.

Tema Custo Fixo, Lucro e Margem de Contribuição

DISTRIBUIÇÕES ESPECIAIS DE PROBABILIDADE DISCRETAS

Regulamento básico: finanças e controladoria

Instruções para o cadastramento da Operação de Transporte e geração do Código Identificador da Operação de Transporte CIOT.

Macroeconomia. Diagrama do Fluxo Circular. Entendendo a Economia. Renda e Gastos de Uma Economia. Métodos Para Contar a Economia

1. CONTAS DE DEPÓSITO (PARTICULARES) (ÍNDICE)

Avaliação do Risco Isolado

PROJETO ACESSO AQUAVIÁRIO AOS PORTOS

Contabilidade Financeira II 2008/2009

PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS


Instrução Normativa RFB nº 1.127, de 7 de fevereiro de 2011

O Consórcio Conseg Abesprev cobra taxa de adesão, taxas de expediente? Não. O Consórcio Abesprev Conseg é sem Taxa de Adesão e Taxa de Expediente.

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

Impressora Latex série 300. Garantia limitada

ANÁLISE DE RECURSOS NA PRODUÇÃO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Como analisar recursos na produção para auxiliar na busca de novos mercados RESUMO

Portaria n.º 106, de 25 de fevereiro de CONSULTA PÚBLICA

Guerra Fiscal Impactos da Resolução do Senado Federal 13 / Março de 2013

Faculdade de Tecnologia SENAI Belo Horizonte

SISTEMA ISS - CURITIBA LIVRO ELETRÔNICO

Findeter financiamento para a reconstrução e a mitigação de mudanças climáticas

CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S.A. CERON PREGÃO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA ANEXO XIII DO EDITAL

NavegadorContábil. Sim. Não. Sim. Não. Número de agosto de Contabilização de operações de duplicata descontada e vendor

M =C J, fórmula do montante

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 185, DE 2011.

Educação Financeira e Previdenciária 03 INVESTIMENTOS

ZONAS FRANCAS. PDF criado com versão de teste do pdffactory. Para comprar, acesse UNIDADE I PARTE II

ORIENTAÇÕES (2014/647/UE)

Política de Responsabilidade Socioambiental - (PRSA) Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA).

CURSO: ADMINISTRAÇÃO Prof Dra. Deiby Santos Gouveia Disciplina: Matemática Aplicada FUNÇÃO RECEITA

Fundamentos de Teste de Software

Matriz de Especificação de Prova da Habilitação Técnica de Nível Médio. Habilitação Técnica de Nível Médio: Técnico em Logística

AS DESVANTAGENS DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NÃO LEGALIZADO

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 12

II Congresso Caciopar O Papel da Iniciativa Privada no Desenvolvimento Territorial

Tabela de Preços Armazenagem e Serviços Acessórios Versão Válida a partir de 05/02/2016

O JOVEM COMERCIÁRIO: TRABALHO E ESTUDO

IFRS 13 Mensuração do valor justo

Bem-vindo ao tópico sobre conceitos de determinação de preços.

CARTA CONVITE Nº 012/2014. Confecção, aplicação e instalação de comunicação visual da nova exposição de média duração.

Lucratividade: Crescer, Sobreviver ou Morrer

INFORMATIVO VALOR VENAL

Transcrição:

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Elinei Winston

AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Diferentemente do que ocorre na avaliação de imóveis envolve uma gama de variáveis tão grande e diversificada que seria impossível querer-se, mesmo que através da apresentação de exemplos de avaliações já realizadas, garantir que, após haver assistido a palestra, estejam os participantes, em sua maioria, aptos a proceder a uma avaliação, a não ser em casos especialíssimos.

Na realidade, o que se propõe é fornecer aos participantes uma visão geral não só do estado atual das técnicas de engenharia de avaliação, como também dos conceitos de rodem prática que permitam aos mesmos interessar-se pelo assunto, aprofundando seus conhecimentos através de participação em cursos, recorrendo à bibliografia existente sobre o assunto, etc.

DEFINIÇÕES PREÇO DE VENDA: é a quantia, normalmente em espécie, paga pelo comprador ao vendedor de um bem; PREÇO DE CUSTO: é a quantia, normalmente em espécie, paga pelo comprador a um vendedor, que abra mão de seu lucro na venda do bem; PREÇO FOB: é a quantia, em espécie, paga pelo importador ao exportador do bem colocado no local de embarque;

PREÇO CIF: é a quantia, em espécie, paga pelo importador pela aquisição do bem. Nela estão incluídas as parcelas relativas ao seguro (I) e ao frete (F); PREÇO EX-FACTORY: é a quantia paga, em espécie, paga pelo comprador pelo material colocado no pátio do fabricante; VALORAÇÃO: é o ato de valorar, isto é, de atribuir um valor monetário a um bem;

VALOR DE MERCADO: é o preço pelo qual um comprador e um vendedor, ambos desejosos, estão propensos a, num período razoável de tempo, concordar e transacionar, ambas as partes estando plenamente informados das condições de mercado pertinentes e nenhuma das partes esteja sujeita a pressões anormais, necessidade indevida ou, ainda, sob constrangimento para agir;

VALOR COMERCIAL: é valor efetivamente pago por um bem, acrescido das despesas diretas, necessárias para entrar na posse do mesmo, tais como: embalagens, impostos, taxas, fretes, despesas legais (escrituras), etc; VALOR DEPRECIADO: é o valor do bem após a dedução de todas as parcelas atribuíveis à depreciação física do bem; VALOR DE REPOSIÇÃO: é o valor a ser despendido na substituição de um bem por outro, de igual característica e desempenho;

VIDA UTIL: é o tempo previsto entre a entrada em operação de uma determinada máquina ou equipamento e a sua efetiva retirada de serviço já integralmente depreciada; VIDA ÚTIL ECONÔMICA: é o tempo durante o qual o usuário pode considerar o bem como sendo útil e proveitoso às suas atividades; Obs: A vida útil de um bem pode ser grandemente ampliada, mediante um processo de reengenharia associado à mudança das características do mercado consumidor.

DEPRECIAÇÃO: é a inevitável perda de valor de uma máquina ou equipamento, ao longo do tempo, causada por corrosão, deterioração, decrepitude, abrasão, desgaste normal, inadequacidade e obsolescência; A tarefa de avaliar máquinas e equipamentos, somente em casos especiais, ocorre isoladamente. Normalmente, avaliação ocorre no âmbito de uma indústria e inclui os conjuntos de máquinas e equipamentos.

EXEMPLO NUMÉRICO Um empresário adquiriu no mercado interno uma máquina para produção seriada de fraldas descartáveis. Tal máquina, após ser utilizada por 6 (seis) anos consecutivos, foi retirada da produção e deverá ser vendida, a preço de mercado, devendo ser avaliada para obter-se o seu justo preço.

INTRODUÇÃO O presente Laudo de Avaliações foi confeccionado pelo Eng. X atendendo solicitação da empresa Y e tem por objetivo avaliar, no estado, a máquina Z, que se encontra no galpão da empresa sito à Rua K sem nº, onde a mesma foi vistoriada.

PREMISSAS BÁSICAS O presente Laudo de Avaliação pautou-se em critério previsto NBR-8977. O Eng. que procedeu a avaliação não tem no presente e nem contempla no futuro quaisquer interesse no bem avaliado. O presente Laudo constitui-se numa peça única, não devendo ser analisado separadamente. O nível de rigor, para a especificidade de equipamento, foi aquele a que a norma denomina AVALIAÇÃO EXPEDITA.

DATA DA VISTORIA 01/12/98 OBJETIVO DA VISTORIA No geral conhecer as condições da fábrica no que tange à conservação e manutenção. No particular verificar a situação da máquina e suas características.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA FÁBRICA A fábrica apresenta uma boa aparência, é bem conservada, limpa, apresentando boa circulação de material e empregados DA MÁQUINA A máquina, que apresentase bem conservada, tem as seguintes características: Marca ROLLICALDE Modelo AK Tipo UNIVERSAL Acionamento motor elétrico Potência 15 HP Trifásico ligação YA

IDADE APARENTE E ESTADO DE CONSERVAÇÃO A máquina, de acordo com a Nota Fiscal de Compra, foi adquirida em 01.09.92, tendo entrado em operação em janeiro de 1993. o seu estado de conservação é bom e sua idade aparente equivale à idade real, isto é 6 anos.

SÍNTESE DAS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES LEVANTADAS NA VISTORIA E EM CONTATO COM O FABRICANTE A máquina tem, de acordo com o fabricante, um vida útil econômica de 15 anos. O valor residual (sucata) após a vida útil correspondente a 10% do valor da máquina nova. A máquina está sendo alienada devido à nova política da empresa, de que a partir de 1999, todas as máquinas deveriam ter uma produção média diária de 400 caixas por dia. A máquina avaliada produz somente 100 caixas por dia. O fabricante da máquina ainda mantém o seu modelo e tipo, sendo produzida para atender fabricantes de fraldas de médio e pequeno porte. O preço de mercado de cada máquina nova, incluindo impostos e taxas, é de R$ 100.000,00, á vista.

CÁLCULOS AVALIATÓRIOS Face às características da avaliação, isto é, de uma máquina fora da produção, na determinação da depreciação física e funcional será utilizada a hipótese de que a taxa de depreciação é fixa ao longo de toda a vida útil econômica da máquina. Neste método, o valor do bem, em um determinado instante, será determinado através da seguinte expressão: Vᵪ = Vn (1- Rd /100)ᵡ (1) Na qual: Vᵪ: é o valor do bem avaliando ao final de um período x de utilização. Vn : é o valor do bem avaliado na condição de novo. Rd : é a taxa unitária de depreciação constante. x : vida da máquina num determinado ano - idade

CÁLCULO DO VALOR DA TAXA UNITÁRIA DE DEPRECIAÇÃO Na determinação do valor da taxa de depreciação será utilizada a expressão (1) com as seguintes condicionantes: O valor Vx será associado ao valor de Vr (valor residual); a data da avaliação será o final da vida útil econômica da máquina; e o valor x será assimilado à vida útil econômica em n anos. Substituindo-se na expressão (1) Vx por Vr e x por n tem-se: Vr = Vn (1 Rd/100)ᶯ Rd - 1 (10.000/100.000) ¹/ ¹⁵ 100 Rd = 0,142304101 100 Rd = 14,23%

CÁLCULO DO VALOR DA MÁQUINA À DATA DA VISTORIA A data da vistoria, a máquina avalianda tinha uma idade real/aparente de 6 anos, sendo o seu valor de avaliação o seguinte: V₆ = 1000.000 (1 14,23/100)⁶ V₆ = V = R$ 39.811,85 CONCLUSÃO O valor de mercado da máquina obtido pelo método da depreciação constante é de: R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) A valores de mercado

CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma vez determinado o valor da taxa de depreciação poder-se-á, através da expressão Fd = (1 Rd), determinar o Fator de Depreciação Fd = (1-0,1423); Fd = 0,8577; fator este que, aplicado sucessivamente aos valores depreciados da máquina ao final de cada ano, nos dará o valor da mesma, ao final de cada período considerado, no caso, ano. Na área judicial, no campo das perícias de máquinas e equipamentos, tão ou mais comuns do que perícias para a avaliação de máquinas e equipamentos, são aqueles em que se há de analisar os seguintes senões: Análise de projeto; Avaliação da performance de máquinas e equipamentos em serviço; Uso indevido de máquinas ou equipamentos protegidos por patentes; Acidentes com máquinas e equipamentos; Fraudes no registro do consumo de energia elétrica, etc.

MÉTODO DA LINHA RETA É outro método para determinação da DEPRECIAÇÃO. Tal método, mercê de sua simplicidade e aplicabilidade, vem sendo intensa e extensamente utilizado pelos contadores tanto de empresas públicas como privadas. Neste método, a depreciação distribui-se uniformemente ao longo da vida útil do equipamento e é definida como um percentual sobre o valor do bem na condição de novo. A sua denominação origina-se no fato de que, como o valor a ser consignado à depreciação é constante e uniforme, ao longo do tempo o intervalo de variação também o é (01 ano), e a curva que passa pelo valor do bem ao final de cada período é uma reta.

APLICAÇÃO DO MÉTODO A fim de propiciar uma comparação entre o método utilizado no exemplo anterior, isto é, com TAXA DE DEPRECIAÇÃO CONSTANTE, e o MÉTODO DA LINHA RETA que baseia na hipótese de que a DEPRECIAÇÃO É UMA CONTANTE, aplicar-se-à este último método ao mesmo exemplo, qual seja: Determinar o preço de venda de uma máquina para produção de fraldas descartáveis, sabendo-se que o valor do mercado de uma máquina nova é de R$ 100.000,00 (cem mil reais), que a vida útil econômica da máquina é de 15 anos, que á máquina foi utilizada durante 6 (seis) anos consecutivos, e que o valor residual corresponde a 10% (dez por cento) de uma máquina nova.

CÁLCULO DE DEPRECIAÇÃO MÉDIA ANUAL DA MÁQUINA Vn = R$ 100.000,00 Vr = 10.000,00 Du = Vn Vr = 100.000 10.000 15 15 Du = 90.000 = 6.000,00 15 Du = R$ 6.000,00 ou 6% CÁLCULO DO VALOR DA DEPRECIAÇÃO APÓS 6 ANOS D = Du x 6 = 6.000,00 x 6 = 36.000,00

TABELA COM VALOR DA MÁQUINA AO FINAL DE CADA ANO Obs.: neste método, a taxa de depreciação cresce ao longo do tempo, enquanto a depreciação permanece constante.

COMPARAÇÃO ENTRE OS MÉTODOS UTILIZADOS Como já anteriormente visto, a diferença, no que tange ao aspecto valor, entre um bem (máquinas/equipamentos) novo, vale dizer recém-fabricado e o mesmo bem, já usado, reside na DEPRECIAÇÃO. O conceito da DEPRECIAÇÃO teve a sua origem na contabilidade onde a sua função precíptua era manutenção do ativo fixo da empresa. Note-se que o termo manutenção é aqui utilizado com o sentido de repor o bem e não reparar o bem. Através da depreciação as empresas conseguem a priori fazer uma previsão e definir a provisão de recursos necessários à reposição das máquinas e equipamentos, etc. Para tal fim, o MÉTODO DA LINHA RETA, por sua simplicidade, é o mais adequado, até porque aceito pelos agentes governamentais que fiscalizam e taxam as operações industriais, tipo Receita Federal, etc.

O MÉTODO DA TAXA DE DEPRECIAÇÃO FIXA, no nosso entender, é o mais adequado para avaliação de máquinas e equipamentos sob a ótica empresarial, na medida em que permite uma comparação a nível financeiro do desempenho de máquinas e equipamentos. A nível industrial, a DEPRECIAÇÃO gera uma perda do valor unitário da máquina, como base nos aspectos intrínsecos ao trabalho da mesma, isto é, com o passar do tempo, as máquinas começam a apresentar: Menor eficiência no trabalho; Redução da capacidade produtiva; Maiores custos de manutenção (corretiva e preventiva); Maiores perdas; Maiores custos; Maior número de paradas; Etc.

A quantificação desses fatores permitirá aos empresários raciocinar em termos de rentabilidade dos recursos aplicados nas máquinas versus o que estes gerariam se estivessem em espécie e aplicados no mercado financeiro. Como no método da LINHA RETA e TAXA DE DEPRECIAÇÃO é crescente ao longo do tempo, a comparação via rentabilidade fica dificultada, pois as aplicações financeiras são efetuadas à taxa de juros fixa para um determinado período. Pelo exposto, claro fica que o objetivo da avaliação é de fundamental importância para definição do método a ser utilizado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma vez determinado o valor de depreciação, poder-se-á, através da expressão Fd = (1 Rd) determinar o Fator de Depreciação Fd = (1 0,1423); Fd = 0,8577, fator este que, aplicado sucessivamente, os valores depreciados da máquina, ao final de cada ano, nos dará o valor da mesma, ao final de cada período considerado, no caso, ano.

Este método é também denominado de Depreciação decrescente ao longo do tempo. Enquanto a taxa de Depreciação permanece constante, a depreciação decresce.