PROCESSAMENTO DE IMAGEM DE SATÉLITE MAPEAMENTO DE USO ATUAL DO SOLO UTILIZANDO O PROGRAMA ARCGIS. Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) Criciúma, Março de 2011.
1. Desenvolvimento de um SIG para projetos ambientais. 1.1 Problematização Sendo coordenador (a) técnico da área ambiental da fundação de meio ambiente de seu município, você será responsável pela anuência de projetos de uso do solo, no que tange a análise dos impactos ambientais, licenciamento de atividades potencialmente poluidoras, fiscalização da instalação de novos empreendimentos, preservação e reabilitação dos recursos naturais e gestão ambiental de todo o território. Neste contexto, a identificação do meio ambiente, em seus aspectos físicos, bióticos e antrópicos e o reconhecimento de cada porção do território em análise, torna-se necessário para uma tomada de decisão apropriada. Enquanto gestor, você deve buscar ferramentas que auxiliem estas análises, definindo uma metodologia de trabalho, que vai muito além da simples vistoria de campo, cruzando informações em banco de dados geográficos que permitam simular o ambiente e detectar as alterações conseqüentes do processo de urbanização. Considerando essas atribuições, o chefe do poder executivo pretende revitalizar uma área no entorno de um importante rio da cidade, que possui em suas margens, desde a ocupação urbana até a presença de atividades industriais e áreas degradadas pela mineração de carvão. Segundo a legislação ambiental vigente, nestas áreas a ocupação antrópica é considerada irregular. Você deverá realizar um diagnóstico apresentando as características ambientais da área, apresentada na figura abaixo. A primeira etapa compreende no mapeamento e identificação das feições que cobrem a superfície terrestre. Para isso, você deverá definir o traçado do rio, a área de estudo, efetuar os processamentos de imagens necessárias para a medição das feições e realizar a fotointerpretação para a elaboração de um mapa de uso atual do solo. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 2
FIGURA 16- Área de Estudo: região oeste do município de Criciúma, SC. A área de estudo foi escolhida para fins específicos de exemplificar os exercícios propostos neste estudo de caso. 1.2 Definição dos Dados a serem Utilizados no Estudo Com o intuito de criar uma base de dados para apoiar a análise das potencialidades e restrições quanto a implantação do empreendimento de forma ecologicamente sustentável, defina: 1) Elementos cartográficos básicos que devem constituir a base de dados; 2) Elementos Físicos que devem ser identificados; 3) Aspectos Ambientais que devem ser identificados; 4) Descreva os processos de obtenção desses dados; 5) Crie um modelo de estruturação gráfica para a representação desses dados; 6) Crie um banco de dados para armazenar as informações; 7) Efetue análises espaciais (consulta ao banco de dados, mapas de distância e mapas de sobreposição). Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 3
1.3 Definição dos Objetivos a) Armazenar sados geográficos sobre os aspectos ambientais para a gestão territorial (Revitalização de Área Urbanizada as Margens de um trecho do rio Sangão, município de Criciúma, SC); b) Disponibilizar os dados para a consulta dos técnicos municipais; c) Gerar análise espacial para auxiliar a tomada de decisão dos técnicos municipais 1.4 Modelagem de Dados Geográficos Um modelo de dados é um conjunto de conceitos que podem ser usados para descrever a estrutura e as operações em um banco de dados (Elmasri, 2004). O modelo busca sistematizar o entendimento a respeito de objetos e fenômenos que serão representados em um sistema informatizado. No processo de modelagem é necessário construir uma abstração dos objetos e fenômenos do mundo real, de modo a obter uma forma de representação conveniente, embora simplificada, que seja adequada às finalidades das aplicações. A modelagem de dados geográficos é uma atividade complexa porque envolve a discretização do espaço como parte do processo de abstração, visando obter representações adequadas aos fenômenos geográficos. 1.5 Criando um Projeto de SIG no ARCGIS 1ª ETAPA INICIALIZAÇÃO DO PROGRAMA ARCGIS 1. Abra o Arc Gis 2. No Menu INICIAR, escolha PROGRAMAS, depois ArcGIS e esolha ARC MAP; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 4
3. Abrirá o programa ARCGIS 2ª ETAPA EXPLORANDO O AMBIENTE DE TRABALHO DO ARCGIS 1) Componentes: a) Data Frame: Gerenciamento dos Níveis de Informações; b) Tela Gráfica: Espaço para a Modelagem do projeto e preparação da folha de impressão; c) Barra de Título: Denominação do programa e do projeto; d) Barra de Ferramentas; Ícones de comandos e) Barra de Status: Sistema de Coordenadas. 2) Módulos ArcMap, Arc Catalog e Arc Tools Box. 3) Formatos de Arquivos: Projeto, Vetoriais e Matriciais. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 5
3ª ETAPA CRIAÇÃO DO PROJETO 1. Salve o Arquivo num diretório específico do computador (meus documentos, ou C:\dados), atribuindo o nome do projeto: Rio Sangao.mxd. 4ª ETAPA ATRIBUIÇÃO DE UM SISTEMA DE COORDENADAS PARA O PROJETO 1. Clique duas vezes na Estrutura de Dados (DATA FRAME) (LAYERS). 2. Abrirá a caixa PROPRIEDADES DA ESTRUTURA DE DADOS (DATA FRAME PROPERTIES). 3. Clique na guia COORDINATE SYSTEM 4. No quadro SELECT COORDINATE SYSTEM, escolha PROJECTED COORDINATE SYSTEM; 5. Clique na Pasta UTM; 6. Depois, escolha a pasta SOUTH AMERICA; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 6
7. Encontre e selecione a opção SOUTH AMERICAN 1969 UTM ZONE 22S, para escolher o Sistema de projeção cartográfica utilizado pelo Sistema Geográfico Brasileiro; 8. Observe na Barra de Status que o Sistema de coordnadas e as unidades foram configuradas para o Sistema UTM (metros). 9. Salve o Arquivo do Projeto. 5ª ETAPA ENTRADA DE DADOS 1) ATRIBUIÇÃO DE UM SISTEMA DE COORDENADAS PARA Os ARQUIVOS DE ENTRADA (EXEMPLO: IMAGEM DE SATÉLITE) 1. Antes de Importar os Dados para o ArcGIS, você deve atribuir a eles o Sistema de Coordenadas que sera utilizado no projeto; 2. Para isso, clique no ícone ArcToolBox, na Barra de Ferramentas Padrão do ArcGIS; 3. A Guia do ArcToolBox sera incorporada a Tela Gráfica do ArcGIS; 4. Clique duas vezes na opção DATA MANAGEMENT TOOLS. 5. A opção de gerenciamento de dados sera expandida, então, clique duas vezes na opção PROJECTION AND TRANSFORMATION. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 7
6. Escolha a opção Definir Projeção, clicando duas vezes sobre o comando DEFINE PROJECTION. 7. Abrirá a Caixa de Diálogo DEFINE PROJECTION 8. No quadro INPUT DATASET OR FEATURE CLASS, clique no botão ABRIR, no lado direito do campo e selecione o arquivo correspondente a imagem de satélite.tif. 9. No quadro COORDINATE SYSTEM, clique no botão do lado direio do campo para abrir a diálogo SPATIAL REFERENCE PROPERTIES. 10. Clique no botão SELECT. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 8
11. Escolha o Sistema de coordenada UTM, clicando em PROJECTED COORDINATE SYSTEM UTM SOUTH AMERICA SOUTH AMERICAN 1969 ZONE 22S,prj, respectivamente. 12. De volta a caixa de diáloo SPATIAL REFERENCE PROPERTIES, clique no botão OK. 13. De volta a caixa de diálogo DEFINE PROJETION, clique no botão OK. 14. O ArcGIS irá atribuir ao arquivo DA IMAGEM o mesmo Sistema de Coordenadas utilizado no projeto. Se no final do processamento a mensagem de execução informar que houve suesso na operação, você pode escolher o botão FECHAR para finalizar o processo. 2) IMPORTAÇÃO DE DADOS 1. Para importar dados no ArcGIS, você deve clicar no Botão ADD DATA, na barra de ferramentas padrão do programa. 2. Abrirá a caixa de diálogo ADD DATA. Encontre o diretório onde você armazenou a imagem de satélite, selecione o arquivo e clique no botão ADD. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 9
3. A imagem de Satélite surgirá na Tela grafica. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 10
6ª ETAPA GEORREFERENCIAMENTO DE UMA IMAGEM AÉREA A) Habilitação da Ferramenta Georreferencing 1. Habilite a barra de ferramenta GEOREFERENCING; 2. No menu VIEW, selecione a opção TOOLBARS, e ative a ferramenta GEOREFERENCING; 3. Arraste a barra de ferramentas GEOREFERENCING para encaixar no ambiente de trabalho do ArcMap; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 11
B) Identificação dos Pontos de Controle 4. Certifique-se que a imagem de satellite foi adicionada no arquivo do projeto. 5. Utilize o comando Zoom para localizar na imagem um ponto que pode ser facilmente encontrado no terreno. 6. Amplie bem a imagem no local do ponto, até que seus pixels possam ser visualizados individualmente (imagem serrilhada ); 7. Escolha o pixel que mais se aproxima da real localização do Ponto de Controle e crie o desenho de um ponto, utilizando o comando DRAW A MARKER (POINT SYMBOL), na barra de desenho do ArcMap. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 12
8. Utilize o comando NEW TEXT para atribuir um nome ao PC. As figuras abaixo apresentam o resultado da identificação do ponto de controle 01, localizado no canto inferior esquerdo da imagem, representando o canto direito de um canteiro do trevo que cruza a avenida Vante Rovaris, no município de Forquilhinha. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 13
9. Repita este procedimento para identificar 12 pontos de controle, distribuídos de forma homogênea na imagem. A figura abaixo apresenta o resultado da identificação dos Pontos de Controle da imagem aérea. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 14
10. Após a identificação dos Pontos de Controle, devem ser elaborados croquis para facilitar a localização dos pontos no terreno durante a medição. Os croquis devem apresentar um recorte da imagem ampliada, permitindo visualizar com detalhes a localização do ponto, uma imagem do entorno, permitindo identificar os acessos diretos do ponto e uma imagem geral, mostrando o caminho a ser percorrido entre o escritório e o PC. O croqui apresenta ainda uma descrição contendo o itinerário a ser percorrido, informando os topônimos dos logradouros e os principais pontos de referência e, alguns campos para o preenchimento de Informações sobre o horário de início e término da coleta, nome do operador, observações gerais e coordenadas do ponto. A figura abaixo apresenta um exemplo de croqui de localização de um dos pontos identificados na etapa anterior. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 15
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE DEPARTAM ENT O DE EN GENH ARIA AMB IEN TAL CROQUI DE LOCALIZAÇÃO DE PONTOS DE CONTROLE ID E N T IF ICA Ç Ã O D O P O N T O 1 NO ME DO P O NTO PC08 2 CO ORDENADAS DO PONTO N 6824872.918 (Y) E (X) 655646.643 LO CALIZAÇ ÃO D O S P O N TO S D E C O N TR O L E 3 4 L O G RA DO URO Rua Archangelo Meller B A IR R O 5 Santa Augusta M U N I C Í P IO 6 O B JE TO Criciúma Trevo PC08 UNESC 7 D e s c riç ã o d o P o n t o Canto leste do trevo entre as ruas Archângelo Meller e Voimir Wasniewski, no bairro Santa Augusta. Canto de menor ângulo do trevo (aprox. 25 0 ). 8 It in e rá rio Saída da UNESC no portão oeste. Contornar parcialmente o terminal de ônibus do bairro Pinheirinho. Entrar na rua João Paes e seguir até a avenida dos Italianos. Seguir dois quarteirões e entrar à esquerda na rua Archângelo Meller. Percorrer cerca de 200 metros até o primeiro trevo. 9 N o m e O p e ra d o r Fabiano 13 10 D a t a C o le ta 11 20/07/2009 H o r á r io I n í c io C o le t a 14:33 12 H o rá rio T é rm in o C o le t a 14:34 O b s e rv a ç õ e s C) MEDIÇÃO DOS PONTOS DE CONTROLE 11. As coordenadas dos pontos de controle podem ser obtidas em dados secundários, utilizando outra imagem Georreferenciada ou carta topográfica ou através de levantamento de campo, auxiliado por instrumentos de medição, neste caso, geralmente são utilizados os Sistemas de posicionamento Global (GPS). Para trabalhos de maior precisão, utilizam-se equipamentos de precisão submétrica ou até milimétrica. Para Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 16
trabalhos que não exigem muita precisão, a medição pode ser efeutada com instrumentos de navegação, admitindo erros de aproximadamente 10 metros. D) AJUSTAMENTO 12. Obtidas as coordenadas dos Pontos de Controle, pode-se utilizar uma equação matemática para a transformação do Sistema de Coordenadas da imagem para o modelo definido para o projeto. A transformação compreende no deslocamento, modificação do tamanho e rotação da imagem. No ArcGIS, utilizaremos o modelo polinomial para efetuar o ajustamento da imagem para o Sistema UTM/SAD69. O grau do polinômio utilizado pode ser escolhido, de acordo com a quantidade de pontos de controle disponíveis para a operação. A tabela abaixo apresenta as coordenadas UTM dos 12 pontos de controle utilizados neste exercício. PC N(y) E(x) 01 6821734.18 653976.60 02 6821989.48 655900.49 03 6822006.89 657450.29 04 6823768.51 657062.05 05 6823674.89 655458.27 06 6823002.51 653903.39 07 6824751.00 653393.39 08 6824823.60 655587.00 09 6824932.47 657363.90 10 6826181.08 657833.70 11 6826008.01 655451.40 12 6826243.20 653769.00 13. No ArcGIS, clique na barra GEOREFERENCING e desabilite a opção Auto Adjust; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 17
14. Utilize Zoom para ampliar o primeiro ponto de controle identificado na imagem, até visualizar o pixel escolhido para a fixação do PC; 15. Clique no botão ADD CONTROL POINTS, na barra de ferramentas GEOREFERENCING; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 18
16. Clique sobre o PC identificado na imagem e pressione o botão direito do mouse; 17. Escolha a opção Imput X and Y... 18. Abrirá a caixa de diálogo ENTER COORDINATES; 19. Digite os valores das coordenadas UTM obtidas no terreno para o respective Ponto de Controle; 20. Pressione o botão OK; 21. Repita os passos 12 a 17 para os demais Pontos de Controle; A figura abaixo apresenta a fixação dos 12 PC s. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 19
22. Na barra de ferramentas GEOREFERENING, clique no botão VIEW LINK TABLE, para abrir a tabela de visualização dos PC s; 23. Abrirá a caixa de diálogo LINK TABLE; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 20
24. Clique no botão SAVE para salvar um arquivo de texto com as coordenadas dos pontos de controle. Este arquivo poderá ser útil no futuro para a realização de outros ajustes ou para a recuperação das coordenadas dos PC s. 25. Mantenha o modelo matemático de transformação polinomial de primeira ordem e clique no botão AUTO ADJUST; 26. A imagem é transformada e a tabela apresenta o Erro Médio Quadrático (RMS) do ajustamento e os resíduos individuais de cada PC; 27. Você pode simular vários ajustamentos, utilizando diferentes ordens polinomiais e eliminar um ou mais PC s que possuem resíduos muito altos, porém, certifique-se que a distribuição dos PC s continue homogênea na imagem. O ajustamento está adequado quando o RMS do modelo é inferior a 0,5 pixels; Quanto maior o grau do polinômio, maior pode ser a deformação de áreas específicas da imagem que não são cobertas por pontos de controle. 28. Após definir o modelo de ajustamento e os PC s que serão utilizados, pressione o botão OK; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 21
29. A figura abaixo apresenta o resultado do Ajustamento da imagem para o Sistema UTM/SAD 69; Observe as coordenadas na barra de Status do ArcMap. 30. Para gerar um arquivo de Reamostragem, ou seja, criar uma nova imagem Georreferenciada, a partir da imagem original, você deve seguir os seguintes passos; 31. Na barra de ferramentas GEOREFERENCING, escolha a opção RECTIFY; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 22
32. Abrirá a caixa de diálogo SAVE AS; 33. No campo CELL Size, mantenha o valor padrão para definir o tamanho do pixel; 34. Em Resample Type, escolha a opção Nearest Neighbor, para escolher o modelo matemático de Reamostragem (Vizinho mais próximo); 35. Em Output Location, indique a parta de armazenamento do arquivo matricial a ser gerado; 36. No campo Name, digite ImagemSatGeo, para atribuir o nome do arquivo que sera criado; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 23
37. Em Format, escolha a extensão Tiff; 38. Clique no botão Save para efetuar a Reamostragem. 7ª ETAPA FOTOINTERPRETAÇÃO E VETORIZAÇÃO DA IMAGEM AÉREA 1) DADOS UTILIZADOS 1. Em um projeto novo, insira o arquivo matricial da imagem de alta resolução do Satélite QUICK BIRD georreferenciada e o polígono definidor da Área de Estudo. Para definir o polígono, desenhe o eixo do rio Sangão, no trecho apresentado na figura abaixo (Confluência com o rio Criciúma até a confluência com o córrego que passa na área degradada próximo ao aeroporto de Forquilhinha), depois, crie um Mapa de distância (Buffer), com 100 metros para cada lado das margens (considere a largura de 10 metros para o rio Sangão). Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 24
2) CRIAÇÃO DE UM ARQUIVO DE FEIÇÕES (shapefile) VAZIO. 1. Abra o Arc Catalog 2. Na árvore do Catálogo, selecione a pasta SHAPES; 3. Na guia CONTENTS, clique com o botão direito do mouse na parte branca da tela; 4. No menu de contexto que abrirá, escolha a opção NEW SHAPEFILE; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 25
5. Abrirá a caixa de diálogo CREATE NEW SHAPEFILE; 6. Em NAME, digite o nome do arquivo shape que será criado. Ex.; USO_SOLO; 7. Em FEATURE TYPE (tipo de feição), escolha POLYLINE; 8. Em SPATIAL REFERENCE, clique no botão EDIT, para configurar o sistema de projeção cartográfico do projeto (UTM/SAD-69); 9. Clique no botão OK para finalizar a criação do arquivo shapefile. 3) DIGITALIZAÇÃO VETORIAL INTERATIVA. 1. No ArcMap, insira o arquivo shapefile criado na etapa anterior; 2. Habilite a barra de ferramentas EDITOR, clique com o botão direito em qualquer ícone de uma barra de ferramentas habilitada. No menu de contexto que abrirá, escolha a opção EDITOR; 3. Abrirá a barra de ferramentas EDITOR; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 26
4. Clique no menu EDITOR, e escolha a opção START EDITING; 5. Na caixa de mensagem que surgirá (ocasionalmente), escolha o layer do arquivo shapefile USO_SOLO para indicar qual arquivo será editado e pressione o botão OK; 6. A barra de ferramentas EDITOR será ativada; 7. Aumente o nível de visualização (zoom), de uma das extremidades do desenho (Ex.: inferior); Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 27
8. Certifique-se que o layer alvo (target) USO_SOLO, esteja ativo; 9. O ArcMap está pronto para iniciar a digitalização das feições. No entanto, adote as seguintes medidas para obter sucesso na elaboração de seu mapa: a) Utilize a feição existente do limite da área de estudo para delimitar a área de extensão de seu desenho; b) Não crie linhas duplicadas, ou seja, não é necessário redesenhar uma linha já exististe; c) Utilize as funções de precisão de vértices (osnap) para desenhar corretamente os vértices iniciais e finais de cada feição; d) Utilize o terceiro botão do mouse (botão de rolagem) para navegar pelo desenho. 10. Clique no botão SKETCH TOOL, na barra de ferramentas EDITOR; 11. Posicione o cursor sobre a linha do limite da ára de estudo onde você iniciará a digitalização e clique com o botão direito do mouse. Na janela de contexto que abrirá, escolha o snap EDGE, para indicar que iniciará o desenho da linha sobre, precisamente, a face da feição existente; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 28
12. Note que o cursor de desenho fixou o ponto inicial da linha exatamente sobre o ponto indicado na feição do limite da área de estudo existente; 13. Agora pode-se interpretar as feições da imagem que representam diferentes elementos do mundo real, definindo os seus limites através de uma série de coordenadas (pontos) a serem digitalizados. Neste exemplo, criaremos o limite de uma área degradada pela mineração de carvão. 14. Para inserir o último ponto que define o limite da feição, utilize a opção snap (edge, endpoint, etc,) para fixar o ponto com precisão; 15. Para finalizar o desenho da feição, clique com o botão direito do mouse sobre o último ponto digitalizado e escolha a opção FINISH SKETCH, ou pressione a tecla F2; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 29
16. A figura abaixo apresenta o resultado da digitalização da feição Área Degradada. 17. Repita este procedimento para digitalizar todas as feições dentro da área de estudo. 18. Considere as seguintes classes para a elaboração do mapa de uso do solo: a) Área degradada; b) Área Urbanizada; c) Hidrografia; d) Banhado; e) Vegetação; f) Agroecossistema (campo, pastagem, culturas); g) Solo Exposto. 19. Após digitalizar as feições, na barra de ferramentas EDITOR, escolha SAVE EDITS e depois STOP EDITING. 20. A figura abaixo apresenta o resultado da digitalização. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 30
4) CRIANDO UM ARQUIVO DE POLÍGONOS A PARTIR DE POLILINHAS. 1. Para gerar um mapa de uso do solo, as feições digitalizadas a partir de polilinhas devem ser convertidas em polígonos; 2. Para realizar esta operação, iremos utilizar o aplicativo TOOLS FOR GRAPHICS AND SHAPES, que pode ser baixado no site: http://www.jennessent.com/arcgis/shapes_graphics.htm 1. Baixe e descompacte o arquivo, Clique duas vezes no executável para instalar o aplicativo, que poserá ser carregado no ArcGIS. 2. Clique no Menu do aplicativo e escolha a opção: BILD POLYGONS FROM POLYLINES. 3. Abrirá a caixa de diálogo da operação, escolha o arquivo de polilinhas resultado da fotointerpretação, mantenha as definições de tolerância padrão indicadas pelo sistema, defina a pasta de armazenamento e atribua um nome para o arquivo de polígonos que será criado. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 31
5) CRIANDO UM NOVO CAMPO NA TABELA DO SHAPEFILE PARA ATRIBUIR OS VALORES DE USO DO SOLO DAS FEICOES. 1. Nesta etapa iremos atribuir a cada polígono o valor referente a classe de uso do solo que ele representa no mundo real; 2. Na ESTRUTURA DE DADOS (DATAFRAME), clique com o botão direito sobre o nome do shapefile USO_SOLO_POL e escolha OPEN ATRIBUTE TABLE para abrir a tabela de atributos da feição; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 32
3.Clique no botão OPTIONS e escolha a opção ADD FIELD; 4. Abrira a caixa ADD FIELD; 5. No campo NAME, digite USO_SOLO; 6. Em TYPE, escolha TEXT; 7. Pressione o botão OK; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 33
8. O campo USO DO SOLO será criado na tabela de atributos da feição. 9. Feche a tabela de atributos da feição. 6) PREENCHENDO A TABELA DE ATRIBUTOS DA FEICAO COM OS VALORES DE USO DO SOLO DOS POLIGONOS. 1. Ligue o layer da imagem e configure as propriedades dos polígonos do layer USO_SOLO_POL para: SEM PREENCHIMENTO (NO COLLOR) e, cor da linha amerelo ou branco com espessura 2.0; Acione o comando START EDITING; 2. Certifique-se que o alvo e o layer USO_SOLO_POL; Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 34
3. Clique no botão ATTRIBUTES; 4. Com o ponteiro EDIT TOOL habilitado, selecione a parte interna de um polígono; 5. Habilitara o campo USO_SOLO na tabela de atributos; 6. Digite o valor do uso do solo. Ex.: CAMPO; 7. Repita esta operação para todos os polígonos da feição USO_SOLO_POL. 8. Após editar a tabela de atributos das feições, na barra de ferramentas EDITOR, escolha SAVE EDITS e depois STOP EDITING. 7) ELABORACAO DO MAPA DE USO DO SOLO. 1. Clique duas vezes com o botão esquerdo do mouse sobre o layer USO_SOLO_POL, na janela de ESTRUTURA DE DADOS (Data Frame); Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 35
2. Abrira a caixa de dialogo LAYER PROPERTIES; 3. Clique na opção CATEGORIES UNIQUE VALUES; 4. No campo VALUE FIELD, escolha USO_SOLO; 5. Pressione o botão ADD ALL VALUES; 6. Escolha uma paleta de cores no campo COLOR RAMP; 7. Clique no botão OK; 8. O mapa de uso do solo será apresentado na tela. Se preferir, altere manualmente as cores e demais propriedades visuais do mapa. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 36
9. Elabore um Layout para imprimir o mapa de uso atual do solo; 10. Para Criar a tabela de cálculo de áreas, utilize a ferramenta SPATIAL STATISTICS TOOLS UTILITIES CALCULATE AREAS. Esta ferramenta criará um novo arquivo shapefile inserindo um campo AREA na tabela de atributos da feição. Abra esta tabela e gere um relatório (arquivo texto) de áreas com os valores das classes de uso do solo. Abra o arquivo texto no Excel e calcule as áreas. Crie uma tabela de áreas formatada no Excel e salve num arquivo específico. Utilize a ferramenta Insert OLE Object do ArcMap para inserir a tabela de áreas no layout do mapa. 11. A figura abaixo apresenta o mapa final. Tecnologias da Geoinformação - Professor Fabiano Luiz Neris (fabiano@unesc.net) 37
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