NORMA ATUARIAL Nº. 1



Documentos relacionados
Renda Vitalícia por Aposentadoria por SRB - INSS Benefício Definido Capitalização Crédito Unitário Projetado Invalidez (1)

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

Relatório anual do Plano de Benefícios Multifuturo I

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: ELETRA

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 8- ÚLTIMA ALTERAÇÃO

Cafbep - Plano Prev-Renda 1

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: ELETRA

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 1- SIGLA: SUPREV 2- CÓDIGO: RAZÃO SOCIAL: SUPREV-FUNDACAO MULTIPATROCINADA SUPLEMENTAÇAO PREVIDENCIARIA

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 8- ÚLTIMA ALTERAÇÃO

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Telest Celular

Plano de Benefícios 1 Plano de Benefícios PREVI Futuro Carteira de Pecúlios CAPEC

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

Parecer Atuarial. Cadastro. Características do Plano. Hipóteses Atuariais

RELATÓRIO ANUAL RESUMO

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Celular CRT


Programa de Assistência Médica para Aposentados CargillPrev (Plano Assistencial)

Seguem as dúvidas recebidas até o momento sobre o sistema DAweb.

CPC 25 Provisões, Passivos e Ativos Contingentes

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - PBS Telesp Celular Exercício: 2013 e dezembro - R$ Mil

Fundação Previdenciária IBM. Resumo Relatório Anual 2013 PLANO DE BENEFÍCIOS DA IBM BRASIL. 1 Relatório Anual - IBM

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 8- ÚLTIMA ALTERAÇÃO

Resolução IBA xxx Dispõe sobre a criação do Pronunciamento Atuarial CPA Princípios Atuariais.

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Vivo Prev

PARECER ATUARIAL Exercício de INERGUS Instituto ENERGIPE de Seguridade Social

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE CRÉDITO

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Multi

REGULAMENTO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA - PGA

Conselho de Regulação e Melhores Práticas de Negociação de Instrumentos Financeiros DELIBERAÇÃO Nº 10

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

CONSELHO DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO DELIBERAÇÃO Nº 66

Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2014.

REGULAMENTO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA

PORTARIA MPS Nº 403, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2008 DOU 11/12/2008

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 1- SIGLA: FUSESC 2- CÓDIGO: RAZÃO SOCIAL: FUNDACAO CODESC DE SEGURIDADE SOCIAL 4- NÚMERO DE PLANOS: 3

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS

1. Introdução. Capitalização FENASEG no ano de Tábuas de mortalidade construídas com base na população norte americana.

Perguntas e respostas relativas ao preenchimento e envio das Demonstrações Atuariais (DA).

APOSENTADORIAS. Aposentadoria por invalidez permanente;

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS

POLÍTICA CARGOS E SALÁRIOS

JESSÉ MONTELLO Serviços Técnicos em Atuária e Economia Ltda.

CARTILHA PLANO CELPOS CD

POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLÉIAS GERAIS. CAPÍTULO I Definição e Finalidade

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ALEGRE. Porto Alegre, novembro de 2010

Gerenciamento de Riscos Risco de Liquidez

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

Introdução à atuária. Universidade de Cuiabá Tangará da Serra Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Noções de Atuária

Benefícios a Empregados

SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS

Regulamento - Perfil de Investimentos

Gerenciamento do Risco de Crédito

As opiniões e conclusões externadas nesta apresentação são de minha inteira responsabilidade, não refletindo, necessariamente, o entendimento da

OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SIN/SNC/ Nº 01/2012. Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2012

RESOLUÇÃO Nº Dispõe sobre a implementação de estrutura de gerenciamento do risco de crédito.

demonstração da Mutação do ativo Líquido

ANEXO DE METAS FISCAIS AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA E ATUARIAL. (Artigo 4º 2º, inciso IV, alínea a da Lei Complementar nº 101/2000)

Contabilização de planos de benefícios segundo o CPC 33 Benefícios a empregados (IAS 19)

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

MSD Prev Sociedade de Previdência Privada Relatório de Auditoria Atuarial Plano de Aposentadoria Deloitte Touche Tohmatsu

PROJECTO DE NORMA REGULAMENTAR

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 04. Ativo Intangível

ANÁLISE DO EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SDM Nº 15/2011 BM&FBOVESPA

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O NOVO DRAA

Regius - Plano de Benefícios 03 1

Previdência Complementar

REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA E REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL COMPARATIVO DE CUSTOS

Após a confirmação de pagamento de sua inscrição para o congresso, você estará apto a entrar no sistema de submissão de trabalho.

PARECER ATUARIAL Exercício de INERGUS Instituto ENERGIPE de Seguridade Social PLANO SALDADO INERGUS (PSI) Março de 2015

Plano de Benefícios Visão Telesp Maio/2011

CHECK - LIST - ISO 9001:2000

PERGUNTAS FREQUENTES NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA:

Aula Anterior. Capítulo 2

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT

PARECER ATUARIAL 2014

PARECER ATUARIAL Exercício de INERGUS Instituto ENERGIPE de Seguridade Social. Plano de Origem - BD. Março de 2015

REGULAMENTO DO PGA TÍTULO I FINALIDADE

Actuarial Assessoria e Consultoria Atuarial Ltda Benjamin Constant, 67 Cj.404 CEP Curitiba Pr Fone/Fax (41)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 20. Custos de Empréstimos. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 23

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

AASP Associação dos Advogados de São Paulo MATERIAL EXPLICATIVO AASP PREVIDÊNCIA. Plano administrado pelo HSBC Instituidor Fundo Múltiplo.

NOTAS EXPLICATIVAS BRASILPREV PECÚLIO PGBL E VGBL

MANUAL DE ORGANIZAÇÃO ELETROS Norma Operacional

Previdência Privada Instrumento de Planejamento Pessoal

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS

NOTA TÉCNICA 11/2014. Cálculo e forma de divulgação da variável idade nos resultados dos censos educacionais realizados pelo Inep

Teste de Adequação de Passivos Circular Susep nº 457/12 Perguntas e Respostas

EDITAL DE BOLSAS DO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Regulamento do Programa de Perfis de Investimento (PPI)

Passivos ambientais:avaliação e análise nas demonstrações. Maisa de Souza Ribeiro FEA-RP/USP Julho/2013

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

INSTRUÇÃO CVM Nº 539, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2013

Transcrição:

NORMA ATUARIAL Nº. 1 SELEÇÃO DE HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS, BIOMÉTRICAS E OUTRAS NÃO-ECONÔMICAS PARA MENSURAÇÃO DE OBRIGAÇÕES DE UM PLANO DE BENEFÍCIOS Versão 001

PARA: Atuários MIBAS e CIBAS e outras Pessoas Interessadas em SELEÇÃO DE HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS, BIOMÉTRICAS E OUTRAS NÃO-ECONÔMICAS PARA MENSURAÇÃO DE OBRIGAÇÕES DE UM PLANO DE BENEFÍCIOS DE: Comissão de Normas Técnicas do IBA ASSUNTO: Norma Atuarial Nº 1. Este trabalho contém a versão inicial de aplicação da Norma Atuarial Nº. 1 - SELEÇÃO DE HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS, BIOMÉTRICAS E OUTRAS NÃO- ECONÔMICAS PARA MENSURAÇÃO DE OBRIGAÇÕES DE UM PLANO DE BENEFÍCIOS, recomendada pelo IBA. Versão 001 - Aprovada em Assembléia Técnica de 12/12/2007 Comissão de Normas Técnicas do IBA Aline Paz, Coordenadora Anderson Gomes Ferreira da Silva Cláudia Campestrini Pinto João Batista da Costa Pinto Rita Pasqual Anzolin Wilma Torres 2

INDICE NORMA ATUARIAL Nº. 1... 1 Seção 1. Propósito, Extensão e Data Efetiva... 4 1.1 Propósito...4 1.2 Extensão...4 1.3 Data Efetiva...4 Seção 2. Definições... 4 2.1 Formato de Hipótese...4 2.2 Conjunto de alternativas para cada Hipótese...4 2.3 Hipóteses...4 2.4 Tipos de Hipóteses...4 2.5 Data-Base x Data da Avaliação...5 2.6 Hipótese Pré-definida...5 Seção 3. Análise e Seleção de Hipóteses... 5 3.1 Processo de Análise e Seleção de Hipóteses...5 3.1.1 Periodicidade...5 3.1.2 Critérios para Seleção das Hipóteses...5 3.1.3 Conjunto de alternativas pertinentes para cada Hipótese...6 3.1.4 Outras alternativas para cada Hipótese conforme a sua especificidade...6 3.1.5 Utilização das Hipóteses...6 3.2 Considerações Específicas sobre a seleção de Hipóteses...7 3.2.1 Na Hipótese de Aposentadoria...7 3.2.2 Na Hipótese de Rotatividade...7 3.2.3 Na Hipótese de Mortalidade...7 3.2.4 Na Hipótese de Invalidez...8 3.2.5 Na Hipótese de Morbidez...8 3.2.6 Na Composição Familiar...8 3.3 Consistência das Hipóteses...8 3.4 Outras Considerações...8 3.4.1 Materialidade...8 3.4.2 Efetividade de Custo...9 3.4.3 Base de Conhecimento...9 Seção 4. Disposições Gerais... 9 4.1- Divulgação das Hipóteses...9 4.2 - Justificativa das Hipóteses...9 4.3 - Responsabilidade do Atuário...9 3

NORMA ATUARIAL Nº. 1 SELEÇÃO DE HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS, BIOMÉTRICAS E OUTRAS NÃO- ECONÔMICAS PARA MENSURAÇÃO DE OBRIGAÇÕES DE UM PLANO DE BENEFÍCIOS Seção 1. Propósito, Extensão e Data Efetiva 1.1 Propósito Esta Norma Atuarial Nº 1 foi desenvolvida para a orientação de atuários quando da seleção de hipóteses demográficas, biométricas e outras não-econômicas para mensurar obrigações de um plano de benefícios. 1.2 Extensão - Os princípios apresentados nesta Norma devem orientar a seleção de hipóteses a serem utilizadas nas avaliações atuariais dos planos de benefícios. 1.3 Data Efetiva Esta Norma entrará em vigor para as avaliações atuariais que se referenciarem aos exercícios de 2008 em diante. No entanto, sua utilização pode ser antecipada. Seção 2. Definições Para fins desta Norma entende-se por: 2.1 Formato de Hipótese É a forma na qual uma Hipótese será utilizada ou expressada. As hipóteses poderão ser apresentadas na forma de tabela ou de estimativa de ponto, geral ou diferenciada por segmentos da população e/ou tempo. 2.2 Conjunto de alternativas para cada Hipótese - Consiste nas possíveis opções que o atuário poderá adotar para cada tipo de Hipótese. Por exemplo, um conjunto de alternativas para a Hipótese de mortalidade pode incluir uma experiência publicada ou tábuas de mortalidade próprias com os devidos ajustes, tais como projeções de crescimento de mortalidade, desde que sua razoabilidade seja tecnicamente comprovada. 2.3 Hipóteses São aquelas de natureza demográfica, biométrica e todas as outras nãoeconômicas, a menos que explicitamente declarado em contrário. 2.4 Tipos de Hipóteses - Os tipos de Hipóteses utilizados para mensuração de obrigações de um plano de benefícios podem ser os apresentados a seguir, mas não necessariamente se limitam a estes: a. De aposentadoria; b. De rotatividade; c. De mortalidade; d. De invalidez; 4

e. De morbidez; f. De composição familiar: percentual de casados, idade do cônjuge, quantidade e idade de filhos, entre outros. 2.5 Data-Base x Data da Avaliação A Data-Base, nesta norma, é a data de referência da base dos dados cadastrais para os estudos de aderência das respectivas hipóteses, e a Data da Avaliação é aquela na qual são apurados os resultados da avaliação atuarial. As datas podem ser distintas, sendo recomendável a apuração de nova base cadastral se no intervalo entre uma e outra ocorrerem mudanças significativas nesta base. 2.6 Hipótese Pré-definida - É aquela designada ou recomendada como mínimo, por norma legal ou pelo órgão regulador. Seção 3. Análise e Seleção de Hipóteses 3.1 Processo de Análise e Seleção de Hipóteses - O atuário deve selecionar Hipóteses compatíveis, considerando as características particulares do plano de benefícios e da massa de participantes, objeto da avaliação, baseado em experiência histórica e perspectivas futuras. Uma Hipótese deve ser adequada à massa, de forma a evitar ganhos ou perdas atuariais cumulativos ao longo do tempo. Em casos excepcionais, o atuário poderá apresentar os impactos da aplicação de outra hipótese, fundamentada em fatos e dados. 3.1.1 Periodicidade - O processo geral para analisar e selecionar Hipóteses deve ocorrer na implantação do plano, na reavaliação atuarial anual, ou por ocorrência de fato relevante. A cada avaliação atuarial, o atuário deverá rever as Hipóteses e analisar se as Hipóteses selecionadas anteriormente continuam válidas. Ao atuário é recomendável que seja realizado um estudo simplificado de tendência das Hipóteses a cada avaliação atuarial, mas não é exigido fazer um estudo completo com a mesma periodicidade. Porém, se o atuário avaliar que uma ou mais das Hipóteses previamente selecionadas não estão adequadas, deverá seguir o processo geral descrito no item 3.1 e selecionar novas Hipóteses, que sejam mais apropriadas. 3.1.2 Critérios para Seleção das Hipóteses - O atuário deve considerar os critérios abaixo para selecionar quais tipos de Hipóteses serão utilizadas na avaliação atuarial do plano de benefícios. Em todos os casos, o atuário deverá admitir a possibilidade de a Hipótese selecionada divergir significativamente da experiência atual: a. O propósito e a natureza da aplicação da hipótese. Por exemplo, uma projeção do fluxo de contribuições pode exigir Hipóteses mais refinadas do que somente a definição da taxa de rotatividade; b. As características da obrigação atuarial a ser avaliada, tais como periodicidade, forma de pagamento, perfil da massa, grupo aberto, em extinção ou em retirada de patrocínio e modalidade do plano; 5

c. As características do modelo do plano ou mudança que possa influenciar a Hipótese. Por exemplo, um plano de demissão voluntária poderá influenciar o ingresso futuro de aposentados; sob estas circunstâncias, para mensurar o custo incremental associado com esta mudança, a Hipótese de aposentadoria a ser adotada pode diferir da Hipótese usualmente utilizada; d. Fatores conhecidos pelo atuário que podem afetar a experiência futura, tais como as condições econômicas de mercado, disponibilidade de emprego alternativo, política de recursos humanos ou práticas do empregador; e. Experiências específicas do grupo coberto ou outros grupos com características semelhantes podem ser úteis para formar um julgamento sobre expectativas futuras. Por exemplo, se recentes taxas de rotatividade e aposentadoria forem atribuíveis apenas para um determinado tempo, não será razoável assumir que tais taxas continuarão por um período indeterminado. 3.1.3 Conjunto de alternativas pertinentes para cada Hipótese - O atuário deve relacionar o conjunto de alternativas pertinentes para cada uma das Hipóteses identificadas no item 2.4. São fontes de informação pertinentes para algumas Hipóteses, dentre outras: a. Estudos ou tábuas publicadas baseados em experiências de quaisquer populações consideradas representativas para o grupo avaliado, podendo ser utilizados em sua forma geral ou modificados para adaptação ao perfil da massa; b. Informações relevantes do próprio plano de benefícios avaliado ou experiência do patrocinador; c. Tendências gerais relacionadas ao tipo de Hipótese em questão (por exemplo, crescimento da mortalidade numa determinada região). 3.1.4 Outras alternativas para cada Hipótese conforme a sua especificidade Além do conjunto de alternativas pertinentes indicado no item 3.1.3, o atuário pode considerar outras alternativas para cada Hipótese de acordo com a sua especificidade, como os seguintes, dentre outros: a. O grau no qual a Hipótese pode afetar os resultados (por exemplo, a adoção de hipótese conservadora); b. A disponibilidade de tábuas, dados, ou informação pertinente para a Hipótese que está sendo selecionada; c. O tamanho da população coberta; d. A existência de Hipótese Pré-definida, como, por exemplo, aquelas estabelecidas como mínimas pelo órgão regulador. Há situações em que é apropriado considerar Hipóteses para diferentes segmentos da população coberta. Por exemplo, tábuas de mortalidade diferentes para homens e mulheres ou diferentes tábuas para empregados expostos a riscos diferenciados. 3.1.5 Utilização das Hipóteses - O atuário deve avaliar a utilização de cada Hipótese selecionada fundamentado nos seguintes critérios: 6

a. A Hipótese deve estar adequada ao risco que está sendo avaliado. Por exemplo, seria razoável para uma Hipótese de aposentadoria aplicar uma tábua de entrada em aposentadoria, tomando-se como base a experiência real do plano, no caso de já existir uma grande massa de participantes nesta situação, para um plano com um grande número de aposentadorias concedidas. Por outro lado, em um plano com um número pequeno de aposentadorias concedidas, pode não ser possível testar qualquer experiência; b. Não se deve antecipar ou postergar a utilização de uma Hipótese com intuito de gerar ganhos ou perdas atuariais cumulativas sobre o período de avaliação; c. Formalização das informações que servirão de base para a avaliação da hipótese pelos patrocinadores, quando aplicáveis. 3.2 Considerações Específicas sobre a seleção de Hipóteses Durante o processo de seleção de Hipóteses descritas no item 3.1, o atuário, observada a legislação vigente, deve atentar, quando aplicáveis, para os fatores indicados a seguir: 3.2.1 Na Hipótese de Aposentadoria a. Os incentivos específicos que podem influenciar a data de aposentadoria dos participantes, conforme o modelo do plano; b. A data de aposentadoria da Previdência Oficial, quando aplicável; c. A disponibilidade de outros programas de benefício pós-aposentadoria do empregador (por exemplo, cobertura de saúde pós-aposentadoria). 3.2.2 Na Hipótese de Rotatividade a. Fatores específicos do empregador ou relacionados ao trabalho como ocupação, políticas de recursos humanos, ambiente de trabalho, condições de periculosidade e localização do emprego. 3.2.3 Na Hipótese de Mortalidade a. A possibilidade de utilização de probabilidades de mortalidade distintas antes e depois da aposentadoria (por exemplo, em planos pequenos pode ser assumida a sobrevivência de todo o grupo até a aposentadoria); b. A probabilidade e extensão da melhoria da mortalidade no futuro; c. O uso de probabilidade de mortalidade distinta para os vivos inválidos, considerando a eventual interferência desta probabilidade na modelagem dos benefícios de invalidez, devido a custos distintos; d. O uso de tábuas de mortalidade distintas para diferentes subgrupos e/ou beneficiários dos participantes. 7

3.2.4 Na Hipótese de Invalidez a. As condições de elegibilidade do plano para benefício de invalidez (por exemplo, se a pessoa inválida é ou não elegível para benefícios da Previdência Oficial); b. O potencial para recuperação, em caso que efetivamente se comprove. Por exemplo, se constatado que efetivamente existe retorno do inválido para atividade, uma taxa de recuperação pode ser apropriada ou alternativamente, a probabilidade de recuperação pode ser refletida assumindo uma incidência menor de invalidez; c. O uso de probabilidades distintas para diferentes subgrupos e/ou categorias de participantes. 3.2.5 Na Hipótese de Morbidez a. A possibilidade de uso de probabilidade de morbidez distinta para subgrupos de um mesmo plano. Por exemplo, trabalhadores de área administrativa e área industrial; b. A probabilidade e extensão de crescimento da morbidez no futuro; c. A probabilidade da não recuperação da morbidez. 3.2.6 Na Composição Familiar a. A experiência do grupo quanto à probabilidade do cônjuge ter idade superior ou inferior à do participante; b. A probabilidade do cônjuge ter idade distinta segundo o sexo; c. A probabilidade do participante não possuir cônjuge em determinada idade, mas possuir no futuro; d. A modelagem do plano quanto à possibilidade de inscrever novos beneficiários; e. A modelagem do plano quanto ao pagamento de benefícios a mais de um beneficiário; f. Em caso de utilização de estimativas de número de filhos para uma determinada idade, considerar o ajuste estatístico a fim de se evitar que para as idades mais jovens não se contemple nenhum grupo de beneficiários desta natureza. 3.3 Consistência das Hipóteses - Cada Hipótese deverá ser consistente com as outras Hipóteses econômicas utilizadas pelo atuário, a menos que a Hipótese, considerada individualmente, não seja material (veja item 3.4.1). Por exemplo, uma retirada de patrocínio poderá impactar a Hipótese recomendada, sendo necessária a avaliação desse impacto e a provável adoção de nova Hipótese. 3.4 Outras Considerações - Os assuntos seguintes também podem ser considerados ao selecionar Hipóteses: 3.4.1 Materialidade - O atuário deverá estabelecer um equilíbrio apropriado entre metodologia refinada e materialidade. Não se exige do atuário que use um tipo particular de Hipótese ou que selecione uma Hipótese altamente refinada quando não é esperado que afete os resultados significativamente. Por exemplo, não é exigido do atuário que use 8

taxas de rotatividade que variam por idade e serviço, quando ele não espera que produzam resultados materialmente diferentes de taxas que variam somente por idade ou somente por serviço. 3.4.2 Efetividade de Custo - O atuário também deverá estabelecer um equilíbrio apropriado entre metodologia refinada e efetividade de custo. Embora todas as Hipóteses materiais devam ser refletidas, uma metodologia altamente refinada não é exigida quando não é esperado que afete significativamente os resultados. 3.4.3 Base de Conhecimento - As Hipóteses selecionadas deverão refletir o conhecimento do atuário a partir da data de avaliação. Porém, o atuário pode tomar conhecimento de um evento que acontecerá depois da data de avaliação (por exemplo, extinção de plano), que implicará a alteração de uma Hipótese. Se apropriado, o atuário poderá refletir esta mudança a partir da data de avaliação. Seção 4. Disposições Gerais 4.1- Divulgação das Hipóteses A divulgação das hipóteses utilizadas na avaliação atuarial deverá ser demonstrada no parecer atuarial. 4.2 - Justificativa das Hipóteses Para cada Hipótese aplicada na avaliação atuarial, o atuário deverá detalhar ou justificar sua respectiva utilização, inclusive alertando sobre possíveis impactos futuros. Caso seja adotada uma Hipótese na avaliação atuarial, em decorrência de conservadorismo, de imaterialidade ou de simplificação, este critério deverá ser mencionado pelo atuário. 4.3 - Responsabilidade do Atuário O atuário é responsável pela verificação da aderência das hipóteses, não cabendo a ele a responsabilidade pela aplicabilidade das referidas Hipóteses ao plano de benefícios avaliado atuarialmente. A responsabilidade do atuário está restrita à indicação das Hipóteses que melhor expressem a tendência da massa de participantes, de acordo com o cenário existente na data da avaliação atuarial, cabendo aos Órgãos Colegiados das Entidades gestoras dos Planos de Benefícios e dos representantes dos Patrocinadores deste Plano, a escolha destas Hipóteses. 9