Norma Regulamentadora NR 17 17.1. Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Fonte: Manual de aplicação da Norma Regulamentadora nº 17. 2 ed. Brasília : MTE, SIT, 2002
Origem... 1943- CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DE TRABALHO Cap. V da Segurança e Medicina do Trabalho Seção XIV- Da Prevenção da Fadiga Art. 198- limite de 60 Kg para remoção de material Art. 199- colocação de assentos que assegurem postura correta ao trabalhador, capazes de evitar posições incômodas ou forçadas, para trabalho sentado Par. Único- assentos para descanso para trabalhos em pé
Fiscalizações 1987-1988 - Situação de Trabalho antigos escritórios com mobiliário inadequado temperatura entre 17-19º Celsius ruído de impressoras equipamentos com reflexos horas-extras constantes toques: 10 a 12.000 toques/hora competição: prêmios individuais e em equipes
1987-1989: Negociações entre Associação dos Profissionais de Processamento de Dados (APPD) Nacional e Ministério do Trabalho 06/1989- Criação de Grupos de Revisão das Normas Regulamentadoras: consulta a sociedade 12/1989- Seminário Nacional do Ministério do Trabalho para disseminar o conteúdo da NR de Processamento de Dados - mudança para inclusão na NR-17 Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho SSSTreuni a documentação e solicita a inclusão na NR-17 de 23 de novembro de 1990, pela Portaria nº 3.751
17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.
Levantamento, transporte e descarga de materiais
17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho conforme estabelecido nesta NR.
Como realizar uma análise ergonômica do trabalho?
Interdisciplinaridade da Ergonomia (Hubault, 1992, modificado por Vidal, 1998)
Etapas de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) 1. análise começa por uma demanda (número elevado de doenças ou acidentes; reclamações de sindicato de trabalhadores; legislações;..)
Etapas de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) 2. análise global da empresa (produtos; dimensão técnica da produção; organização da produção; organização do trabalho;...)
Etapas de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) 3. análise da população de trabalhadores (faixa etária; evolução da pirâmide de idades ; características antropométricas; nível de escolaridade e capacitação;...) 4. Definição das situações de trabalho a serem estudadas (escolha parte necessariamente da demanda dos primeiros contatos com os operadores e das hipóteses iniciais que já começam a ser formuladas)
5. Descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades desenvolvidas para executá-las. Dados referentes ao homem: operador(es) que intervém no posto(s) e seu papel no sistema de produção; formação e qualificação profissional; número de operadores trabalhando simultaneamente em cada posto e regras de divisão de tarefas (quem faz o quê?);...
5. Descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades desenvolvidas para executá-las. Dados referentes à(s) máquina(s): dimensões características; comandos; sinalização; problemas aparentes;.. Dados referentes às ações dos operadores: ações imprevistas ou não programadas; principais gestos realizados pelo(s) operador(es); principais posturas, deslocamentos, decisões,...
5. Descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades desenvolvidas para executá-las (continuação). Dados referentes ao meio ambiente de trabalho: espaços e locais de trabalho em confronto com dados antropométricos e biomecânicos; ambiente sonoro, térmico; luminoso; vibratório (intensidade, amplitude, freqüência); tóxico (concentração de partículas e gases tóxicos).
5. Descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades desenvolvidas para executá-las (continuação). Exigências referentes à tarefa esforços: dinâmicos: deslocamentos a pé, transportes de cargas, utilização de escadas e outros (considerar freqüência, a duração, a amplitude e a força exigida); estáticos: postura exigida por uma determinada atividade, estimativas de duração da atividade e freqüência.
Exigências referentes ao organismo humano: posturas, movimentos, gastos energéticos
6. Estabelecimento de um pré-diagnóstico: ele deve ser explicitado às várias partes envolvidas, após o que será validado ou abandonado como hipótese explicativa para o problema.
7. Observação sistemática da atividade, bem como dos meios disponíveis para realizar a tarefa. 8. Diagnóstico ou diagnósticos: partindo das situações analisadas em detalhe, é possível formular um diagnóstico local, que permitirá o melhor conhecimento da situação de trabalho (causas) 9. Validação do diagnóstico: ele é apresentado a todos os atores envolvidos que poderão confirmá-lo, rejeitá-lo ou sugerir maiores detalhes que escaparam à percepção do analista 10. Projeto de modificações/alterações: discutir ações para sanar os problemas 11. Cronograma de implementação das modificações 12. Acompanhamento das modificações/alterações: avaliar o impacto das modificações sobre os trabalhadores, pois qualquer modificação acarreta alterações das tarefas e atividades que deverão ser, novamente, objeto de outra análise
EPI Equipamentos de Proteção Individual
Sinalizações
Ginástica Laboral
Alguns postos de trabalho objeto da ergonomia