AVALIAÇÃO DE EVENTOS

Documentos relacionados
Estratégias para as Compras Públicas Sustentáveis. Paula Trindade LNEG

Fundamentos de Gestão

PERFIL PROFISSIONAL TÉCNICO/A DE APOIO À GESTÃO DESPORTIVA


O Processo de Certificação do Sistema de Gestão da Inovação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) NP 4457:2007

Workshop da CT 150 SC 4 Avaliação do desempenho ambiental

Perfil do Turista - 1 ZONA DE TURISMO DE GUIMARÃES PERFIL DO TURISTA 2007

O Processo de Certificação do Sistema de Gestão da Inovação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) NP 4457:2007

Avaliação de Projetos. Erika Fernandes Prof. Dra.: Cláudia Lago AACC IV

Por Constantino W. Nassel

ISO Sistema de gestão para a sustentabilidade de eventos

Gerenciamento da Integração de Projetos. Parte 03. Gerenciamento de Projetos Espaciais CSE-301. Docente: Petrônio Noronha de Souza

Manutenção, um investimento para reduzir custos. publicada por Gil Santos junho 24, 2018

SOLUÇÃO INTEGRADA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SUA EMPRESA

Unidade 1 Especificações do Exame

Business Case (Caso de Negócio)

Planejamento e Controle da Produção I

Avaliação Externa das Escolas

Palestra Virtual Como Fazer um Planejamento Estratégico. Maicon Putti Consultor Empresarial CRA/PR 19270

NORMA INTERNACIONAL DE AUDITORIA 610 USAR O TRABALHO DE AUDITORES INTERNOS ÍNDICE

CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

AVALIAÇÃO DO CURSO DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL

Regulamento Interno de Funcionamento do Gabinete de Apoio à Qualidade (GAQ)

Construção e Energias Renováveis. Volume I Energia Eólica (parte 1) um Guia de O Portal da Construção.

Avaliação na primeira infância: Informação para os pais

Qualidade de Vida Urbana

Consultoria para o planeamento do Sistema de Informação sobre Trabalho e Emprego de Cabo Verde

PLANO DE ESTRATÉGIA 18/20

AUTO-AVALIAÇÃO DO AGRUPAMENTO SEGUNDO O MODELO CAF AUTO-AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AGRUPAMENTO

Carina Gonçalves, Carlos Dimas e Cátia Silva

Observatório. do Turismo. Cabo Verde

ANGOLA, ESTILOS DE VIDA E CONSUMIDOR 2014

Factores-chave para a Gestão da Inovação

SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS E MEDICAMENTOS MATÉRIAS A ABORDAR NO RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES. Versão 1.

Resultados da Avaliação do Grau de Satisfação das Partes Interessadas 2012

Sistema de Gestão Econômica: Processo de Gestão

Eco new farmers. Módulo 1 - Introdução á agricultura biológica. Sessão 7 Marketing de produtos biológicos

Federação Portuguesa de Golfe PLANO ESTRATÉGICO. Desenvolvido por:

CIDADES SUSTENTÁVEIS

AVALIAÇÃO DO CURSO DE TEATRO E EDUCAÇÃO

Indicadores de Desempenho

ANEXO IV MAPA DE INICIATIVAS / ACÇÕES

EDUCAÇÃO ESPECIAL RESPOSTAS EDUCATIVAS

Planejamento Integrado de Comunicação. Isabela Pimentel - Comunicação Integrada

Manual de Procedimentos. Volume 9.4 Área Para a Qualidade e Auditoria Interna

Acompanhamento e Avaliação da Formação. Formação Pedagógica Inicial de Formadores

Termos de Referencia para Assessor Sénior da ANAC ASSESSOR SÉNIOR PARA DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL

CEVALOR. AEP Seminário. 02 de Abril de 2008 CEVALOR. Breves reflexões sobre a GRH

Decreto executivo n.º 66/99 de 7 de Maio

Regulamento Interno de Funcionamento do Gabinete de Gestão e Qualidade (GGQ)

estádio de futebol sccp são paulo,sp 2011

Introdução à Estatística para Turismo

Grupo de Práticas de Auditoria ISO 9001 Linhas de orientação em: Processos. 1. Introdução

Os 4 Ps do Marketing estão superados. Acrescentei a eles outros amigos que são fundamentais nos resultados. Vamos a todos os Ps.

MENTEE Mentoring, Networking e Formação para Empreendedores Europeus

INTRODUÇÃO À METODOLOGIA GRUPOSER PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL

Podemos concluir que, em última análise, todas elas se reduzem a dois factores essenciais:

INTRODUÇÃO. COMO FAZER O HACCP FUNCIONAR REALMENTE NA PRÁTICA* Sara Mortimore PREPARAÇÃO E PLANEAMENTO ETAPA 1 INTRODUÇÃO

SIADAP LEI N.º 66-B/2007 de 28 de Dezembro

João Mesquita Marketing [ANÁLISE SWOT]

ISO 9001:2015. Principais alterações. Andreia Martins Gestora de Cliente

AUDITORIAS AUDITORIAS PROCESSO

O grande livro da Natureza está escrito em caracteres matemáticos Galileu PROCESSOS E MÉTODOS CIENTÍFICOS

Liga Para o Estudo e Apoio à Inserção Social PLANO DE ATIVIDADES E ORÇAMENTO

GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS

Tipos de Indicadores. Conceito. O que medir... 25/08/2016

Inovação & A avaliação

Gestão da Tecnologia da Informação

Transcrição:

AVALIAÇÃO DE EVENTOS Marketing, Publicidade e Relações Públicas /2008

AVALIAÇÃO DE EVENTOS A avaliação de um evento consiste no processo de observação, medição e acompanhamento crítico da sua implementação, com o fim de avaliar os resultados de forma precisa.

Os eventos têm impactos tangíveis e intangíveis. Os estudos, normalmente, medem os impactos tangíveis, tais como os custos e benefícios económicos. O QUE AVALIAR?

O QUE AVALIAR? (II) No entanto também é importante avaliar os impactos intangíveis dos eventos (efeito na vida social e bem-estar de uma comunidade, impacto na imagem do local ou destino turístico, etc.), mesmo que essa avaliação tenha de ser de natureza narrativa ou descritiva.

OBJECTIVOS: Permitir um melhor conhecimento dos nossos clientes, identificando as suas preferências, o seu potencial de compra, a frequência e duração da permanência no evento, a categoria de produtos eleitos, etc.;

OBJECTIVOS: (II) Avaliar quais os produtos mais rentáveis e qual a influência das promoções; Efectuar uma previsão das vendas, dos custos operacionais e totais, e do lucro esperado por categoria de produto;

OBJECTIVOS: (III) Definir a quota de mercado da nossa empresa; Contribuir para um melhor planeamento do próximo evento; Aumentar a possibilidade de captação de eventos, através do conhecimento do posicionamento global e específico da nossa empresa;

OBJECTIVOS: (IV) Reforçar os laços com os nossos parceiros, aumentando o seu grau de fidelização para com a empresa; Introduzir novos produtos.

Getz (1997), identificou três momentos decisivos nos quais a avaliação se justifica:

Avaliação do pré-evento: Uma grande parte da avaliação dos eventos ocorre na pesquisa e no planeamento do evento. Esta fase é designada de estudo de viabilidade e é utilizada para determinar os recursos de que o evento necessita e indicar à empresa se deve ou não prosseguir.

Avaliação do pré-evento: (II) Esta avaliação tem geralmente em linha de conta a comparação com eventos similares. O estudo poderá resultar na fixação de metas ou padrões, em relação aos quais o sucesso do projecto será medido.

Acompanhamento dos resultados quantitativos de todo o processo que caracteriza o evento: este acompanhamento é algo constante, pois um facto como o decréscimo da venda de bilhetes, devido a factores exteriores ao evento, poderá determinar a necessidade de aumentar a publicidade do evento.

Acompanhamento dos resultados quantitativos de todo o processo que caracteriza o evento: (II) A avaliação poderá incidir também na gestão da segurança, do sistema de som, do pessoal de limpeza, entre outros, demonstrando à empresa se esta possui as condições necessárias para realizar o evento.

Avaliação Pós-evento: Nesta fase surge a compilação de dados estatísticos e informação sobre o evento, e a análise destes elementos perante a missão e os objectivos do evento. As reuniões de feed-back com os participantes são igualmente importantes, nelas se discutindo as forças e fraquezas do evento e anotando-se as observações.

Avaliação Pós-evento: Geralmente, alguns estudos têm como finalidade efectuar uma sondagem das opiniões dos participantes quanto à sua experiência, e medir os níveis de satisfação obtida com o evento. Este tipo de estudo visa igualmente recolher informação acerca dos custos financeiros despendidos no evento, de maneira a que os custos possam ser comparados com a receita gerada pelo evento.

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO

Planeamento: Quais os dados necessários Como, quando e por quem os dados serão recolhidos Como serão analisados Que formato será utilizado no relatório final

Técnicas da avaliação de eventos

Recolha de dados: Formulário de entrada no evento; contagem de espectadores através dos bilhetes, número sobre o uso de transportes públicos, estacionamento de carros, etc.

Observação: Observações e relatórios do pessoal da organização, directos ou feitos através de formulário próprio, que podem fornecer informações sobre inúmeros aspectos do evento (resposta dos espectadores, fluxo de pessoas, adequação dos serviços de alimentação e instalações sanitárias, etc.).

Reuniões de feed-back: Todos os parceiros devem estar cientes, desde o principio, de que terão oportunidade de expressar as suas opiniões e que essa é uma parte vital do processo de planeamento do evento.

Questionários e estudos: Os questionários podem variar de simples formulários de opinião destinados aos parceiros do evento a estudos detalhados da audiência ou dos visitantes.

MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL A cobertura pelos órgãos de comunicação social é um importante aspecto de um evento. Essa cobertura pode ser positiva ou negativa, dependendo dos resultados do evento, do impacto na comunidade e do tipo de relacionamento desenvolvido entre a empresa organizadora e os órgãos de comunicação social.

MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (II) É importante monitorizar e registar essa cobertura como parte da documentação do evento. Se o evento for local, isso pode ser feito organizando uma pasta com os artigos de jornal, ouvindo o rádio ou assistindo às entrevistas e noticiários de televisão.

MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (III) Para eventos maiores, pode ser necessário contratar uma organização profissional de monitorização que possa acompanhar a cobertura nas mais variadas fontes.

RELATÓRIO AOS PARCEIROS

A organização anfitriã Procura saber qual a opinião dos patrocinadores em relação aos custos, se estes estão dentro do orçamento ou não, se os objectivos foram atingidos, quantas pessoas assistiram e se as expectativas dos patrocinadores foram alcançadas, se pretendem repetir o evento.

A organização anfitriã (II) Por outro lado, a visão do patrocinador pode ser outra, tentando perceber qual foi a verdadeira cobertura dos meios de comunicação, para só depois poder dar uma resposta global.

As instituições financeiras Poderão exigir uma auditoria financeira ao evento, respeitante à receita e aos custos despendidos, juntamente com um relatório sobre os resultados sociais e culturais do evento.

As autarquias e o Governo Poderão estar interessados no impacto que o evento teve na economia local e regional.

Os organismos de turismo Poderão interessar-se pelo número de visitantes que o evento atraiu e pela receita obtida com estes, não apenas no que se refere ao evento, mas também à viagem, ao consumo e à estadia.