EDUCAÇÃO ESPECIAL RESPOSTAS EDUCATIVAS
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- Ana Júlia Cortês
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1 INSPEÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA PROGRAMA ACOMPANHAMENTO EDUCAÇÃO ESPECIAL RESPOSTAS EDUCATIVAS RELATÓRIO Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria 2016
2 RELATÓRIO DE ESCOLA Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria Concelho Braga Código Data de início da intervenção 20/09/2016 Data de fim da intervenção 23/09/2016 Neste relatório de escola apresentam-se as conclusões mais relevantes relativas às respostas educativas no âmbito da Educação Especial - aspetos mais positivos e aspetos a melhorar -, organizadas em dois campos de análise. Esta apreciação baseia-se na documentação disponibilizada pela escola/agrupamento, na observação dos contextos de desenvolvimento da Educação Especial e nas entrevistas realizadas. Com esta atividade de Acompanhamento pretende-se: Acompanhar a organização e o funcionamento da Educação Especial nas escolas, tendo em conta: o planeamento da Educação Especial; os procedimentos de referenciação e avaliação especializada; a elaboração, execução e avaliação dos programas educativos individuais; a construção das adequações curriculares individuais e dos currículos específicos individuais; o desenvolvimento dos planos individuais de transição e dos processos de integração na vida pós-escolar; a articulação entre os diversos intervenientes, incluindo famílias, serviços e entidades; a gestão dos recursos humanos e materiais quanto à sua adequação, eficácia e racionalidade. o funcionamento das escolas de referência e das unidades especializadas; a articulação com o sistema de Intervenção Precoce na Infância. 1
3 Apreciar a qualidade das respostas educativas proporcionadas às crianças e jovens com necessidades educativas especiais de caráter permanente e os resultados alcançados, contribuindo para o aperfeiçoamento e a melhoria das práticas das escolas. Acompanhar o funcionamento dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial e sua articulação com as escolas e agrupamentos de escolas. Contribuir para a regulação da organização e funcionamento da Educação Especial. I. PLANEAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Aspetos mais positivos A organização e implementação de respostas educativas diferenciadas que potenciam a promoção do princípio da inclusão, asseguradas pelo diretor e pelas estruturas de coordenação e supervisão pedagógica. A realização de iniciativas diversificadas na modalidade de oficinas, clubes e projetos, constantes do Plano Anual de Atividades, algumas das quais em colaboração com entidades parceiras, que proporcionam aos alunos com NEE, nomeadamente: tecnologias de apoio, abertura aos contextos reais de vida, promoção de aprendizagens e incentivo da dimensão artística, cultural, desportiva, de desenvolvimento pessoal e social. A existência de vários de protocolos e acordos de cooperação e articulação, entre o Agrupamento e a sociedade civil da sua área envolvente, em domínios como: apoio social e psicológico, terapias de apoio, consultas médicas de especialidade, atividades de treino laboral e ocupacionais, encaminhamento para a integração futura no mercado de trabalho. A promoção de ações de sensibilização, no âmbito da Educação Especial, para docentes, não docentes, pais e encarregados de educação de modo a potenciar o seu envolvimento no percurso escolar dos seus educandos. Aspetos a melhorar Reforçar a formação interna e externa, no âmbito da Educação Especial, promotora da qualificação dos recursos humanos envolvidos. 2
4 Recolher informação que sustente as expectativas dos pais e necarregados de educação sobre as ações de sensibilização realizadas. Incluir nos documentos orientadores da ação educativa as metas e estratégias que o Agrupamento se propõe realizar com vista a apoiar os alunos com NEE. Definir o perfil dos docentes para atribuição da lecionação das componentes do currículo no âmbito dos CEI/PIT. Construir mecanismos de monitorização e autorregulação da Educação Especial, dos quais possam decorrer a conceção, elaboração, concretização e avaliação de planos de melhoria. II - RESPOSTAS EDUCATIVAS E RESULTADOS DOS ALUNOS Aspetos mais positivos A articulação dos docentes de Educação Especial com os docentes titulares de grupo/turma, os diretores de turma, a psicóloga do Agrupamento e os técnicos especializados do Centro de Recursos para a Inclusão (CRI), com impacto positivo na avaliação especializada, na elaboração, acompanhamento e avaliação dos programas educativos individuais (PEI). A participação e o envolvimento dos alunos com NEE nas atividades curriculares da sua turma e nas atividades de enriquecimento curricular, com destaque para as saídas ao exterior e o desporto escolar. Os níveis de satisfação manifestados pelos pais e encarregados de educação, convocados e presentes na entrevista de painel, em relação ao serviço educativo prestado pelo Agrupamento, no âmbito da Educação Especial. Aspetos a melhorar Monitorizar e avaliar as medidas educativas implementadas, de forma seletiva, para conhecer o impacto das mesmas no processo de ensino aprendizagem e nos resultados alcançados pelos alunos com NEE em avaliação externa, tendo em vista a reorganização do planeamento da ação educativa. 3
5 Contemplar nos documentos de referenciação da responsabilidade dos docentes as respostas educativas já desencadeadas junto da criança/aluno, com as evidências que sustentam o procedimento, nomeadamente: trabalhos dos alunos, relatórios, registos de avaliação e outros considerados relevantes. Submeter ao parecer dos conselhos de docente/turma a proposta de adequações curriculares individuais. Incluir nas adequações no processo de avaliação as alterações relativas à periodicidade. Partilhar com a equipa de autoavaliação do Agrupamento a monitorização dos resultados dos alunos com NEE. Criar mecanismos formais que sustentem o conhecimento sobre o impacto da ação educativa do Agrupamento junto das famílias dos alunos com NEE e da comunidade envolvente. Data 23/09/2016 A Equipa Inspetiva Abílio Brito Fátima Marinho Concordo. À consideração do Senhor Inspetor-Geral da Educação e Ciência, para homologação. Homologo O Subinspetor-Geral da Educação e Ciência A Chefe de Equipa Multidisciplinar da Área Territorial de Inspeção do Norte Maria Madalena Moreira Por subdelegação de competências do Senhor Inspetor-Geral da Educação e Ciência nos termos do Despacho n.º 5942/2016, de 26 de abril, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 86, de 4 de maio de
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