COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 3ª Etapa 2012 Disciplina: Literatura Ano: 2012 Professor (a): Felipe Amaral Turma: 1º ano Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação. Faça a lista de exercícios com atenção, ela norteará os seus estudos. Utilize o livro didático adotado pela escola como fonte de estudo. Se necessário, procure outras fontes como apoio (livros didáticos, exercícios além dos propostos, etc.). Considere a recuperação como uma nova oportunidade de aprendizado. Leve o seu trabalho a sério e com disciplina. Dessa forma, com certeza obterá sucesso. Qualquer dúvida procure o professor responsável pela disciplina. Conteúdo Recursos para Estudo / Atividades Quinhentismo Barroco Arcadismo Fascículos: Origem de nossa literatura, Barroco e Arcadismo Exercícios propostos dos fascículos Caderno Exercícios propostos em sala de aula
Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo Colégio Nossa Senhora da Piedade Av. Amaro Cavalcanti, 2591 Encantado Rio de Janeiro / RJ CEP: 20735042 Tel: 2594-5043 Fax: 2269-3409 E-mail: cnsp@terra.com.br Home Page: www.cnsp.com.br ENSINO MÉDIO Área de Conhecimento: Linguagens e códigos Disciplina: Literatura Data : / /2012 Etapa: 3ª Professor: Felipe Amaral Nome do (a) aluno (a): Ano:1 º Turma: FG Nº BLOCO DE ATIVIDADES / EXERCÍCIOS PROPOSTOS Texto I Carta a El-Rei D. Manuel Trecho 1 E neste dia, a hora de véspera, houvemos vista de terra, isto é, primeiramente d'um grande monte, mui alto e redondo, e d'outras serras mais baixas ao sul dele e de terra plana com grandes arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs nome de Monte Pascoal e à terra de Terra de Vera Cruz. Trecho 2 E dali houvemos vista d'homens, que andavam pela praia, de 7 ou 8, segundo os navios pequenos disseram, por chegarem primeiro. A feição deles é serem pardos, maneira d'avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir nem mostrar suas vergonhas. E então acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Trecho 3 O capitão, quando eles vieram, estava sentado numa cadeira e um tapete aos pés como estrado, e bem vestido, com um colar d'ouro mui grande ao pescoço. Um deles, porém, pôs o olho no colar do capitão e começou acenar para a terra e depois para o colar, como que nos dizia que havia em terra ouro. E também viu um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e depois para o castiçal, como que havia prata também.
Trecho 4 E uma daquelas moças era toda tinta, de fundo a cima, daquela tintura, da qual, certo, era tão bem feita e tão redonda sua vergonha, que ela não tinha, tão graciosa, que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhes tais feições, fizera vergonha por não terem a sua como ela. Trecho 5 Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem nenhuma cousa de metal, nem ferro; nem lho vimos. A terra, porém, em si, é de muitos bons ares, assim frios e temperados como os d'antre Doiro e Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Mas o melhor fruto que nela se pode fazer me parece que será salvar essa gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. QUESTÃO 01: Nos texto de Pero Vaz Caminha ao rei D. Manuel há uma suposta falta de entendimento entre os "descobridores" e os "descobertos". EXPLIQUE um dos motivos para tal falta de entendimento, levando em consideração o momento histórico. QUESTÃO 02: Analisando os trechos abaixo, podemos notar uma clara proposta do escrivão ao rei D. Manuel. EXPLIQUE o que Pero Vaz Caminha queria dizer em: a) "De tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem." b) "Mas o melhor fruto que nela se pode fazer, me parece que será salvar essa gente."
Texto II A Jesus Cristo Nosso Senhor Gregório de Matos Guerra Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida já cobrada, Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória. QUESTÃO 03: Como o eu lírico se coloca diante de Cristo? JUSTIFIQUE. É comum no Barroco a utilização de parábolas como exemplo ou argumento para fundamentar um princípio. QUESTÃO 04: IDENTIFIQUE a parábola existente nas duas últimas estrofes.
QUESTÃO 05: Por que essa parábola serve para ilustrar a situação do eu lírico? QUESTÃO 06: Com base nas características do Barroco brasileiro, podemos dizer que o texto acima é cultista ou conceptista? JUSTIFIQUE. Texto III LXII Torno a ver-nos, ó montes; o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros; Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico, e fino. Aqui estou entre Almendro,, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros, Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega a ter mais preço e mais valia, Que da cidade o lisonjeiro encanto; Aqui descanse a louca fantasia; E o que té agora se tornava em pranto, Se converta em afetos de alegria.
Vocabulário: Oiteiro: pequeno monte Gabão: casaco Almendro e Corino: nomes de pastores gregos Lisonjeiro: adulador Té: até QUESTÃO 07: O eu lírico do poema menciona um regresso. De onde vem o eu lírico e onde ele se encontra de volta? JUSTIFIQUE. QUESTÃO 08: Como o eu lírico se sentia antes e como se sente agora? JUSTIFIQUE. QUESTÃO 09: Um dos aspectos comuns ao texto árcade é a referência aos textos clássicos. APONTE uma referência feita no texto acima.
QUESTÃO 10: O Arcadismo combate o Barroco. Imita formas e temas clássicos. É possível afirmar que, quanto a forma, Claudio Manuel da Costa apresenta semelhanças com textos clássicos: (A) pela presença de inversões (B) pela construção em forma de sonetos (C) pois retoma os temas da antiguidade clássica (D) pela falta de expressões barrocas