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Transcrição:

3º EM Literatura Carolina Aval. Rec. Par. 26/04/12 Texto para a questão 1: MINA DO CONDOMÍNIO Tô namorando aquela mina Mas não sei se ela me namora Mina maneira do condomínio Lá do bairro onde eu moro Seu cabelo me alucina Sua boca me devora Sua voz me ilumina Seu olhar me apavora Me perdi no seu sorriso Nem preciso me encontrar Não me mostre o paraíso Que se eu for, não vou voltar Pois eu vou Eu digo oi ela nem nada Passa na minha calçada Dou bom dia ela nem liga Se ela chega eu paro tudo Se ela passa eu fico doido (Seu Jorge) Se vem vindo eu faço figa eu mando beijo ela não pega pisco olho ela se nega Faço pose ela não vê Jogo charme ela ignora Chego junto ela sai fora Eu escrevo ela não lê Minha mina Minha amiga Minha namorada Minha gata Minha sina Do meu condomínio Minha musa Minha Monalisa Minha Vênus Minha deusa Quero seu fascínio 1. A música acima pode se relacionar com um tipo de cantiga medieval. Qual? Justifique.

2. Marque V para verdadeiro, F para falso e corrija as afirmações falsas (as afirmações falsas não corrigidas serão desconsideradas na correção). ( ) As cantigas de maldizer e de escárnio pertencem à lírica trovadoresca. ( ) As cantigas de amigo pertencem a um ambiente palaciano e o eu-liríco é feminino, apesar de serem escritas por homem. ( ) As cantigas de amor pertencem a um ambiente palaciano e suas características principais são a vassalagem amorosa e a coita de amor. ( ) A canção da Ribeirinha iniciou o trovadorismo português. ( ) As cantigas de amigo, em geral, possuem um eu-lírico feminino, apesar de serem escritas por homens. A temática principal, quase sempre, é o sofrimento da mulher pelo amado que partiu. Texto para a questão 3: Manuel: (...) Pela ordem, cabe a vez ao bispo. (ao Encourado) Deixe de preconceitos e fique de frente. Diabo: (Sombrio) Aqui estou bem. Manuel: Como queira. Faça seu relatório. João Grilo: Foi gente que eu nunca suportei: promotor, sacristão, cachorro e soldado de polícia. Esse aí é uma mistura disso tudo. Manuel: Silêncio, João, não perturbe. (Ao Encourado) Faça a acusação do bispo (Aqui, por sugestão de Clênio Wanderley, o Demônio traz um grande livro que o Encourado vai lendo.) Encourado: Simonia: negociou com o cargo, aprovando o enterro de um cachorro em latim, porque o dono lhe deu seis contos. Bispo: E é proibido? Encourado: Homem, se é proibido não sei. O que eu sei é que você achava que era e depois, de repente, passou a achar que não era. E o trecho que foi cantado no enterro é uma oração da missa de defuntos. Bispo: Isso é aí com meu amigo sacristão. Quem escolheu o pedaço foi ele. Encourado: Falso testemunho: citou levianamente o Código Canônico, primeiro para condenar os atos do padre e contentar o ricaço Antônio Morais, depois para justificar o enterro. Velhacaria:

esse bispo tinha fama de grande administrador, mas não passava de um político, apodrecido de sabedoria mundana. Bispo: Quem fala! Um desgraçado que se perdeu por causa disso... Manuel: Não interrompa, não é esse o momento de discutir isso. Pode continuar. Encourado: Arrogância e falta de humildade no desempenho de suas funções: esse bispo, falando com um pequeno, tinha uma soberba só comparável à subserviência que usava para tratar com os grandes. Isto sem se falar no fato de que vivia com um santo homem, tratando-o sempre com o maior desprezo. (Ariano Suassuna. O Auto da Compadecida) 3. O trecho acima tem pontos de contato com o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Que pontos são esses? Explique. A questão 4 refere-se ao trecho transcrito do romance A cidade e as Serras, de Eça de Queirós: E apenas pela porta desaparecera a estranha aparição: Ó Jacinto, eu daqui a um instante também quero água! E se compete a esta rapariga trazer as coisas, eu, de cinco em cinco minutos, quero uma coisa!... Que olhos, que corpo... Caramba, menino! Eis a poesia, toda viva, da serra... O meu Príncipe sorria, com sinceridade: Não! não nos iludamos, Zé Fernandes, nem façamos Arcádia. É uma bela moça, mas uma bruta... Não há ali mais poesia, nem mais sensibilidade, nem mesmo mais beleza do que numa linda vaca turina. Merece o seu nome de Ana Vaqueira. Trabalha bem, digere bem, concebe bem. Para isso a fez a Natureza, assim sã e rija; e ela cumpre. O marido todavia não parece contente, porque a desanca. Também é um belo bruto... Não, meu filho, a serra é maravilhosa e muito grato lhe estou... Mas temos aqui a fêmea em toda a sua animalidade e o macho em todo o seu egoísmo... são porém verdadeiros, genuinamente verdadeiros! E esta verdade, Zé Fernandes, é para mim um repouso.

4. Sintetize os papéis que representam Jacinto e Zé Fernandes no romance A Cidade e as Serras. Texto para as questões 5 e 6: Dos mais fermosos olhos, mais fermoso Rosto, que entre nós há, do mais divino Lume, mais branca neve, ouro mais fino, Mais doce fala, riso mais gracioso: Dum Angélico ar, de um amoroso Meneio, de um esprito peregrino Se acendeu em mim o fogo, de que indino Me sinto, e tanto mais assi ditoso. Não cabe em mim tal bem-aventurança. É pouco üa aima só, pouco üa vida, Quem tivesse que dar mais a tal fogo! Contente a alma dos olhos água lança Pelo em si mais deter, mas é vencida Do doce ardor, que não obedece a rogo. (Antônio Ferreira) 5. A que escola literária pertence o texto acima? Justifique. 6. Caracterize brevemente a concepção de mulher que este soneto apresenta relacionando com o conceito de Neoplatonismo.

Texto para a questão 7: Eu considero dois amores entre a gente: o primeiro é aquele comum afeto com que, sem mais causa que a sua própria violência, nos movemos a amar, não sabendo o quê, nem porque amamos. O segundo é aquele com que prosseguimos em amar o que tratamos e conhecemos. O primeiro acaba na posse do que se desejou; o segundo começa nela: mas de tal sorte, que nem sempre o primeiro engendra o segundo, nem sempre o segundo procede do primeiro. Donde infiro que o amor que se produz do trato, familiaridade e fé dos casados, para ser seguro e excelente, em nada depende do outro amor que se produziu do desejo do apetite, e desordem dos que se amaram antes desconcertadamente (...) (Dom Francisco Manuel de Melo. Carta de Guia aos Casados) 7. O texto acima pertence ao período Barroco. Trata-se de um texto predominantemente cultista ou conceptista? 8. (UFLA - Adaptada) Relacione as personagens de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e as características a que se referem: (A) A cigana (B) O Major Vidigal (C) A vizinha do barbeiro (D) O mestre de rezas ( ) Detesta Leonardo Filho. ( ) Desperta paixões em Leonardo pai e no mestre de rezas. ( ) Adora demandas judiciais. ( ) É ridicularizado por Leonardo numa das estripulias de sua infância. ( ) É o único personagem histórico do livro. (E) D. Maria

Texto para a questão 9: A miséria do meu ser, Do ser que tenho a viver, Tornou-se uma coisa vista. Sou nesta vida um qualquer Que roda fora da pista. Ninguém conhece quem sou Nem eu mesmo me conheço E, se me conheço, esqueço, Porque não vivo onde estou. Rodo, e o meu rodar apresso. A MISÉRIA DO MEU SER (Fernando Pessoa) É uma carreira invisível, Salvo onde caio e sou visto, Porque cair é sensível Pelo ruído imprevisto... Sou assim. Mas isto é crível? 9. Responda o que se pede: a) Faça a escansão da primeira estrofe do poema e indique o número de sílabas poéticas que possui cada verso. Número de sílabas poéticas: b) Qual o esquema de rimas do poema? Texto para a questão 10: Embora os episódios históricos estejam dispostos numa certa ordem cronológica, falta maior concatenação entre eles: cada unidade tem o seu assunto específico e personagens diferentes. Por exemplo, batalhas de épocas diferentes, histórias de ilustres reis portugueses e episódios soltos de novelas de cavalaria (Benjamin Abdala Junior. Camões épica e lírica) 10. O trecho acima comenta a estrutura de Os Lusíadas. O que confere unidade à narrativa, apesar da diversidade de episódios?