ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO A Atividade Financeira do Estado (AFE), é a procura de meios (obter, despender, gerir e criar dinheiro suficiente) para satisfazer as necessidades públicas (que é a falta de alguma coisa) através dos serviços públicos. Assim, a Atividade Financeira do Estado: consiste em obter (dinheiro através da receita pública), consiste em criar (dinheiro através do crédito público), consiste em gerir (dinheiro através do orçamento público), e consiste em despender (dinheiro através das despesas públicas) o dinheiro necessário para o cumprimento da obrigação máxima do Estado, que é a de atender as necessidades públicas. Vejamos: Estado = com dinheiro = e com serviços = procede o atendimento (cumpre a sua obrigação) das necessidades públicas. Vários são os modos explicados pelos financistas quanto ao fenômeno financeiro do Estado. Na realidade são teorias que por quase dois séculos levaram pensadores a buscarem através dos seus estudos, resultados econômicos, sociológicos e políticos; São elas: TEORIA DO CONSUMO = O Estado (comunidade política) gasta em lugar dos indivíduos (cidadãos contribuintes), parte da riqueza produzida pelo próprio indivíduo. O Estado
quando da prestação dos serviços públicos, não cria e não produz, porém consome. O Estado nada produz, somente consome (Batista Say). TEORIA DA TROCA = É um fator de troca entre os indivíduos (contribuintes) que pagam os tributos (impostos, taxas e contribuições de melhorias) e o Estado (comunidade política) que efetua os serviços (modo com o qual se atende as necessidades públicas). O imposto é o valor do serviço realizado. A sociedade entrega ao Estado algo em troca da sua segurança, saúde, e outras necessidades (Bastiat). TEORIA da PRODUTIVIDADE de REPRODUTIVIDADE das DESPESAS PUBLICAS = É a própria e verdadeira produção econômica (na época - muito em moda para os Alemães: Dietzel, Wagner, Stein). Complexos de meios pecuniários destinados ao exercício de uma indústria especial). O Estado gasta e produz; cie gere empregos e serviços públicos. COOPERATIVISMO = Associação de pessoas reunidas emcooperativa para evitar o lucro. Se houver ganhos, retorna aos cooperados. O Estado não teria lucro, somente operando a preço de custo (Viti Di Marco). TEORIA DA UTILIDADE RELATIVA = Sustentada por Mazzola, Graziani e Salermo; TEORIA DA PRODUTIVIDADE MARGINAL = Sustentada por Montemartini; TEORIA DO SISTEMA DE PREÇO = Sustentada por Pantaleoni; e finalmente
TEORIA DA LUTA DE CLASSES = Sustentada por Conigliani. Necessário conceituar o objeto fundamental da Atividade Financeira do Estado, ou seja, a maneira pela qual e com a qual o Estado busca formar sua receita pública. Chamamos esse objeto de tributo (designa a soma dos impostos, das taxas e das contribuições de melhorias); Vejamos: TRIBUTO: = Toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (artigo 3 do Código Tributário). Os tributos são: impostos, taxas e contribuição de melhoria (artigo 5 do Código Tributário) IMPOSTO: (I) Cobrança efetuada pelo Estado sem necessidade de fornecimento de serviços públicos (Exemplos: renda, predial e outros). (II) Cobrança efetuada pelo Estado devido a serviços públicos executados, realizado ou prestado, ou a executar, ou seja, aqueles em fase de conclusão ou término. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA: = Ela é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada, e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado (artigo 81 do Código Tributário).
CLASSIFICACÃO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL Artigo 146 inciso III Código Tributário Nacional Tributo: artigo 3 Natureza Jurídica artigo 4 CLASSIFICAÇÃO Impostos: artigo 145, inciso I Constituição Federal, artigo 16 Código Tributário Nacional. Todos os impostos nascem de fatos regidos pelo direito privado vender mercadorias, adquirir imóvel, são fatos que pressupõe a capacidade econômica, (diferente das taxas e contribuição de melhoria). Classificação Econômica Impostos diretos... que não repercutem...pessoais- IR, a carga econômica é suportada pelo próprio realizador do fato imponível (contribuinte). Impostos indiretos...que repercutem...reais- IPTU, ICMS, IPI, a carga econômica é suportada por terceira pessoa de algum modo relacionada com o contribuinte, (consumidor final). Classificação Jurídica Artigo 153 - Impostos Federais Artigo 155 - Impostos Estaduais Artigo 156 - Impostos Municipais TAXAS: Artigo 145 inciso II Constituição Artigo 77 Código Tributário Nacional
DE SERVIÇO Artigo 79, 80 Código Tributário Nacional. É o tributo que tem por hipótese de incidência um ato de polícia de efeitos concretos. Ato de polícia, é aquele que envolve o exercício do chamado poder de polícia. Poder de polícia, é a faculdade que o Estado tem de dentro dos limites normativos, baixar regras de nível legal ou infra-legal para disciplinar o exercício dos direitos, a liberdade e a propriedade das pessoas, compatibilizando com o bem comum. PEDÁGIO => é uma taxa de serviço nos termos do artigo 150 inciso V da CFT. TAXAS DE OBRAS => são aquelas que tem por hipótese de incidência a realização de obras públicas. TAXAS DE USO => visita ao museu imperial, parque de Foz de Iguaçu. Nada impede que a pessoa pública preste um serviço público ou um ato de polícia de graça, como é o caso da vacinação, fiscalização sanitária, entre outros. Princípio informador das taxas é o princípio da retributividade. A taxa tem finalidade arrecadatôria como o imposto, ela serve apenas para compensar os gastos que teve para prestar o serviço público ou para praticar o ato de polícia. Deve existir uma correlação entre o custo da atuação estatal e o total cobrado a título de taxa. PODER DE POLÍCIA Artigo 78 É o conjunto de prerrogativas atribuídas à administração Pública para disciplinar o exercício da liberdade e da propriedade em harmonia com o interesse coletivo.
TAXA E PREÇO PÚBLICO => Taxa é tributo, portanto, obrigatôria. Preço Público é obrigação contratual. A taxa pressupõe atividade estatal que seja divisível e inerente a atividade estatal. Todo serviço que se apresentar como emanação necessária do poder estatal. As taxas sempre estão ligadas aos serviços essenciais. O preço público depende para a sua cobrança de contrato.