Prof.ª Dr.ª Karoline Marchiori de Assis
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- Luiz Guilherme Felgueiras Assunção
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1 Entrada e Receita Prof.ª Dr.ª Karoline Marchiori de Assis
2 Receitas Atividades Financeiras do Estado
3 Mecanismos Universais para Dinheiro para as Despesas Públicas Extorsões sobre outros povos Doações voluntárias de outros povos Rendas produzidas por bens e empresas estatais Exigência coativa de tributos e de penalidades Tomada de empréstimos Fabricação de papel-moeda ou de dinheiro metálico
4 Entradas Quantias que ingressam nos cofres públicos Nem toda entrada constitui receita Há entradas que são meros movimentos de fundo Exemplos: empréstimos contraídos pelo Estado, cauções, depósitos etc.
5 Receitas Receita púbica é a entrada que, integrando-se Receita púbica é a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo (BALEEIRO, 2012, p. 152). (grifo nosso)
6 Classificação das Receitas Quanto à periodicidade Receitas ordinárias Regularidade periódica Fonte constante de recursos Receitas extraordinárias Receitas de caráter esporádico ou até excepcional Ex: Imposto Extraordinário de Guerra (art. 154, II, CF)
7 Classificação das Receitas (cont.) Quanto à origem Receitas originárias Receitas oriundas da atividade do Estado como agente particular Relação horizontal entre Estado e particular Receitas derivadas caracterizadas pelo constrangimento legal para sua arrecadação (BALEEIRO, 2012, p. 153) Relação de subordinação entre Administração e administrados
8 Classificação das Receitas (cont.) Receitas transferidas Receitas transferidas Provenientes de outros entes da Federação Decorre de uma relação entre entes da Federação, e não entre Estado e particulares Receitas transferidas obrigatórias Receitas transferidas voluntárias
9 Classificação das Receitas (cont.) Quanto ao Motivo (art. 11, Lei nº 4.320/1964) Receitas correntes Receitas decorrentes de atividades próprias do Estado Exemplo: receitas tributárias Receitas de capital Receitas decorrentes de atividades alheias às atividades ordinárias do Estado Exemplo: receitas decorrente de operações de endividamento
10 Classificação das Receitas (cont.) Art. 11 (...) 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes (Lei 4.320/1964)
11 Classificação das Receitas (cont.) Art. 11 (...) 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente (Lei 4.320/1964)
12 História do Patrimônio Público Origem territorial: terras, minas etc. O patrimônio territorial, base das finanças dominiais, atravessa a Idade Média, os primeiros séculos da Idade Moderna e subsiste até a Revolução Francesa, quando desaparecem os derradeiros vestígios das instituições feudais e há grande fragmentação do domínio das terras dos monarcas, aristocratas e do clero. Todo o patrimônio é confiscado e passa às mãos de milhares de burgueses (BALEEIRO, 2012, p. 172)
13 História do Patrimônio Público (cont.) Tesouros de guerra Rendas mobiliárias
14 História do Patrimônio Público (cont.) Estado Patrimonial patrimonialismo financeiro Estado de Polícia modernizador, intervencionista, centralizador e paternalista (TORRES, 2013, p. 8) Estado Fiscal novo caráter da receita pública Estado Minimalista Estado liberal clássico Estado Social Fiscal Estado de bem-estar social Estado Democrático e Social Fiscal Estado Democrático de Direito
15 Bens Públicos no Brasil Art. 99. São bens públicos: I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado (Código Civil) (grifo nosso)
16 Bens Públicos no Brasil (cont.) Classificação dos Bens Públicos (Cf. DI PIETRO, 2014, p ): Bens de domínio púbico do Estado Bens de uso comum do povo Bens de uso especial Bens de domínio privado do Estado Bens dominicais
17 Tributo Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (Código Tributário Nacional) (grifo nosso)
18 Espécies Tributárias Impostos Taxas Contribuições de Melhoria Empréstimos compulsórios Contribuições
19 Reparações de Guerra Força do vencedor sobre o vencido Século XIX indenizações Questão das reparações de guerra impostas à Alemanha após a Primeira Guerra Mundial Decadência das reparações de guerra
20 Penalidades Pecuniárias Confisco Multa
21 Estágios da Receita (Lei nº 4.320/1964) Previsão ou estimativa Lançamento Arrecadação Recolhimento
22 Receitas na LRF Seção I Da Previsão e da Arrecadação Seção II Da Renúncia de Receita
23 Previsão e Arrecadação de Receitas na LRF Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação. Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o disposto no caput, no que se refere aos impostos (Lei de Responsabilidade Fiscal).
24 Previsão e Arrecadação de Receitas na LRF (cont.) E a facultatividade do exercício da competência tributária? E o pacto federativo?
25 Previsão e Arrecadação de Receitas na LRF (cont.) X - Art. 11, parágrafo único: por se tratar de transferências voluntárias, as restrições impostas aos entes beneficiários que se revelem negligentes na instituição, previsão e arrecadação de seus próprios tributos não são incompatíveis com o art. 160 da Constituição Federal (ADI 2238 MC, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/08/2007)
26 Previsão e Arrecadação de Receitas na LRF (cont.) Artigo 12 da LRF regras sobre as previsões de receitas Regras sobre estimativas e reestimativas As previsões devem ser faticamente fundamentadas Artigo 13 da LRF Desdobramento das receitas em metas bimestrais Especificação de medidas de combate à evasão e à sonegação Informações sobre execuções fiscais e cobrança administrativa de créditos tributários
27 Referências BALEEIRO, Aliomar. Uma introdução à ciência das finanças. 18ª ed. Rio de Janeiro: Forense, BLIACHERIENE, Ana Carla (coord.). Direito financeiro. Rio de Janeiro: Elsevier, DI PIETRO, Maria Sylva Zanella. Direito administrativo. 27ª ed. São Paulo: Atlas, PISCITELLI, Tathiane. Direito financeiro esquematizado. 4ª ed. Rio de Janeiro: Forense, São Paulo: Método, TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 19ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2013.
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