Oficina Caos na base 2

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Transcrição:

Introdução Oficina Caos na base 2 Sônia Pinto de Carvalho e Sylvie Oliffson Kamphorst Departamento de Matemática - UFMG Nosso objetivo é estudar a dinâmica de um número positivo, menor do que, pela aplicação da função y = f(x) = 2x [2x] onde [2x] significa tomar a parte inteira do número 2x. Este é um exemplo interessante pois é relativamente fácil de ser estudado e nos permitirá observar alguns conceitos sofisticados que aparecem no estudo de sistemas caóticos. Vamos começar observando como funciona a função f(x). Para x = 0, 8 temos que y = f(0, 8) = 2 0, 8 [2 0, 8] =, 6 [, 6] =, 6 = 0, 6. Para x = 0, 2 temos y = f(0, 2) = 0, 4 [0, 4] = 0, 4 0 = 0, 4. a Tarefa: Complete a tabela x 0 0, 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 y = 2x [2x] 0,4 0,6 Tomemos o ponto x = 0, e vejamos como ele evolui se aplicamos sucessivamente a função f(x) = 2x [2x]. Vemos pela tabela que 0, é levado pela f em 0,2, que por sua vez é levado pela f em 0,4, que é levado em 0,8, que é levado em 0,6, que é levado em 0,2, que volta a ser levado em 0,4 e daí forma-se um ciclo. Esquematicamente podemos escrever: 0, 0, 2 0, 4 0, 8 0, 6 0, 2 0, 4 0, 8 0, 6 0, 2... ou, se preferirmos, podemos fazer pictoricamente > > < > < 0 0, 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 O conjunto {0, ; 0, 2 ; 0, 4 ; 0, 8 ; 0, 6 ; 0, 2 ; 0, 4 ; 0, 8 ; 0, 6 ; 0, 2 ; 0, 4 ; 0, 8 ;...} chama-se a órbita do ponto x = 0, pela função f(x) = 2x [2x]. 2 a Tarefa: Ache a órbita de x = 0,. Observando esses exemplos podemos nos perguntar se toda órbita funciona assim:

vai andando e depois começa a repetir? Se repetir, dá para dizer quantos passos dá antes de começar a repetir? O nosso objetivo aqui é conseguir fazer uma previsão do comportamento das órbitas dos números x, 0 x <, pela função f(x) = 2x [2x]. Para isso vamos escrever os números na base 2. 2 Números inteiros na base 2 Todo número inteiro positivo no sistema decimal é representado como soma de unidades, dezenas, centenas, etc, isto é, como soma de diferentes potências de 0, com coeficientes cujo valor vai de 0 a 9. Por exemplo: 2728 é 2 milhares, 7 centenas, 2 dezenas e 8 unidades, ou seja 2728 = 2 0 3 + 7 0 2 + 2 0 + 8 0 0. Na base 2 as coisas funcionam de maneira análoga. Um número inteiro positivo na base 2 é representado como soma de potências de 2, com coeficientes valendo 0 ou. Por exemplo: Assim, 7 na base 2 se escreve. 7 = 2 2 + 2 + = 2 2 + 2 + 2 0. 3 a Tarefa: Para construir uma tabela de inteiros até 0 na base 2, siga os seguintes passos:. Como se escreve 3 na base 2? 2. Como se escreve 5 na base 2? 3. Escreva os números de a 4 na base 2. 4. Como 5=4+, 5 será 00+=0, na base 2. Para achar o 6 na base 2 basta então somar 0 com. Quanto dá? 5. Quanto é + na base 2? 6. Complete a tabela: base 0 0 2 3 4 5 6 7 8 9 0 base 2 0 00 0 2

3 Números menores do que na base 2 No sistema decimal um número menor do que aparece na forma 0, a a 2 a 3..., onde os a i s tem valor de 0 a 9. Eles correspondem a somas de potências negativas de 0. Por exemplo 0, 68543 = 6 0 + 8 0 2 + 5 0 3 + 4 0 4 + 3 0 5. Na base 2 acontece a mesma coisa só que com potências negativas de 2 e os coeficientes só podem valer 0 ou. Por exemplo 0,00 é um número menor do que representado na base 2, correspondendo à seguinte soma de potências negativas de 2: 2 + 0 2 2 + 0 2 3 + 2 4 + 2 5. 4 a Tarefa. Os 3 números abaixo estão escritos na base 2. Escreva-os como soma de potências negativas de 2. 0, 0 ; 0, 000 ; 0, 0000... 2. Dê a expressão na base 2 de 0,5 ; 0,25 e 0,25 (dica: 0, 5 = 2, 0, 25 = 4, 0, 25 = 8 ) 3. Os números 0, 0 ; 0, 0 e 0, 0 estão escritos na base 2. Qual é o maior? Qual o menor? (tente fazer sem escrever os números na base 0.) 4. Dê um número, escrito na base 2, menor do que e maior do que 2. 5. Dê um número positivo, escrito na base 2, menor do que 2 e maior do que 4. 4 Dobrar um número na base 2 Dobrar um número na base 2 é muito bacana. Vejamos em um exemplo como funciona. Seja n = 0, 000 um número representado na base 2. Temos n = 2 2 + 0 2 + 2 0 + 0 2 + 2 + 0 2 2 + 0 3 2 + 4 2. 5 Logo 2n = 2 ( 2 2 + 0 2 + 2 0 + 0 2 + 2 + 0 2 2 + 0 3 2 + ) 4 2 5 = 2 3 + 0 2 2 + 2 + 0 2 0 + 2 + 0 2 2 + 0 2 3 + 2 4 3

Logo, na base 2 temos: n = 0, 000 2n = 00, 00 Vemos que multiplicar por 2, na base 2, é andar com a vírgula para a direita. Calcule n/2 e observe que dividir por 2 corresponde a andar com a vírgula para a esquerda (exatamente como acontece na base 0, quando se divide ou se multiplica por 0). 5 De volta a y = f(x) = 2x [2x] 5 a Tarefa:. Tome x 0 = 0, 000000..., escrito na base 2. Ache a órbita de x 0, isto é, o conjunto O(x 0 ) = {x 0, x, x 2, x 3,...}, onde x 0 = 0, 000..., x = f(x 0 ) = 2x 0 [2x 0 ], x 2 = 2x [2x ], x 3 = 2x 2 [2x 2 ], etc. Observe que x 3 = x 0, x 4 = x, ou, melhor ainda, que x n+3 = x n, para todo n. A órbita deste ponto tem um ciclo de período 3. 2. Ache a órbita de x 0 = 0, 000000000000000... Ela tem um ciclo? 3. Ache a órbita de x 0 = 0, 00000000... Ela tem um ciclo? 4. Ache a órbita de x 0 = 0, 000. Ela tem um ciclo? 5. (a) para que tipo de ponto x 0 a órbita volta a repetir o que já tinha feito, isto é, a órbita tem um ciclo? (b) quando é que não repete nunca? (c) quando é que vai parar no 0? 6 Comportamento de órbitas e tipos de números Ao responder às perguntas do item 5 da 5 a Tarefa, você deve ter observado que se um número escrito na base 2 tem uma representação finita, a órbita dele vai até o zero e fica por lá. Se o número tem uma representação periódica, a órbita, a partir de uma certa hora, começa a repetir, fazendo um ciclo. E se a representação é infinita e não é periódica, a órbita fica passeando pelo segmento [0,), sem parar em lugar nenhum e sem formar ciclos. Assim, o comportamento da órbita de x 0 está completamente determinado pela representação de x 0 na base 2. Mas se entendermos um pouco mais da estrutura dos números, nem precisaremos escrevê-los na base 2 para dizermos o comportamento das órbitas! Um número real pode ser um racional, isto é, uma fração da forma p/q, com p e q números inteiros, ou um número irracional, que são os que não são frações, como 2, 5, e, π, etc. 4

6 a Tarefa. Escreva um número x 0 menor do que, na base 2, que tenha apenas 5 casas depois da vírgula. Mostre que x 0 é da forma p/q, isto é, é uma fração e que o denominador q é uma potência de 2. 2. Escreva x 0 = 5/8 na base 2 e observe que só tem 4 casas depois da vírgula. Não é difícil mostrar que a representação de uma fração na base 2 é finita se e somente se o denominador é uma potência de 2 (estamos falando de frações na forma reduzida, isto é, com numerador e denominador primos entre si). Observemos agora o que acontece com as representações periódicas. Tomemos x 0 = 0, 000... x 0 = 2 + 2 + 2 2 + 4 2 + 5 2 + 7 2 +... 8 = ( + ) + ( + ) + ( + ) +... 2 2 2 4 2 2 7 2 ( = + ) ( 2 2 + 2 + ) 4 2 +... 7 Mas 2 + 2 + 4 2 +... 7 é a soma de uma PG com primeiro termo a 0 = /2 e razão r = /2 3. Logo e x 0 = 2 + 2 + 4 2 +... = 2 7 = 2 3 2 7 8 = 4 7 ( + ) ( 2 2 + 2 + ) 4 2 +... = 3 7 2 4 7 = 6 7, isto é, escrito na base 0, x 0 é uma fração com denominador diferente de uma potência de 2 ( e tinha mesmo que ser pois já vimos que se o denominador fosse potência de 2, então a representação seria finita!) Observemos agora o contrário. Tomemos x 0 = /3, uma fração cujo denominador não é uma potência de 2. 3 = 4 = 2 2 = 2 2 ( 2 2 ) = 2 2 2 2. Vemos que /3 é a soma de uma PG, com a 0 = /2 2 e r = /2 2. Logo 3 = 2 2 + 2 4 + 2 6 + 2 8 +... e sua representação na base 2 é 0,0000... 5

O que estes exemplos sugerem ( e isto pode ser demonstrado) é que uma fração cujo denominador não é uma potência de 2 dá uma representação periódica na base 2. Assim, toda fração, ou número racional, quando escrito na base 2, ou tem um desenvolvimento finito (se o denominador é potência de 2) ou tem uma representação infinita e periódica (no caso contrário) e vice-versa. Os números irracionais então terão representação infinita e que não se repete. Ajuntando estes fatos com o que sabemos sobre a relação entre representação na base 2 e comportamento das órbitas podemos fazer o seguinte resumo: RESUMO Os números podem ser Representação na base 2 Comportamento da órbita frações (da forma p, com q = 2 n representação a órbita vai morrer no zero q p e q números inteiros) finita q 2 n representação a órbita tem um ciclo infinita e periódica irracionais representação infinita e não periódica a órbita passeia no intervalo [0, ) 7 a Tarefa: Dê o comportamento das órbitas dos números abaixo, escritos na base 0: 3, 8, π 4, 2 32, 2 2 22, 2. 7 Caos Dizemos que uma função tem uma dinâmica caótica se ela tiver as seguintes características:. existem órbitas periódicas de todos os períodos (pois embora cada órbita periódica ser simples, todas juntas complicam muito a situação). 2. existe sensibilidade em relação às condições iniciais, isto é, em todas as regiões podemos observar pontos que, num certo instante estão muito próximos e, ao acompanharmos suas órbitas, num outro instante, se afastam (é a este fenômeno que se dá o nome de efeito borboleta). 3. existe uma órbita que se espalha de tal maneira que, não importa onde estejamos, sempre tem um ponto dela perto de nós (e dizemos que esta órbita é densa no intervalo [0, )). Vamos ver então que a função f(x) = 2x [2x], definida para 0 x < tem estas características. 6

8 Infinitas órbitas periódicas Os números cuja representação na base 2 é periódica tem ciclos em suas órbitas. Por exemplo: x 0 = 0, 000... tem como órbita {x 0, x, x 2, x 0, x, x 2, x 0, x, x 2,...}, isto é, um ciclo de tamanho 3. x 0 = 0, 0000... tem como órbita {x 0, x, x 2, x 3, x 4, x 0, x, x 2, x 3, x 4, x 0, x,...}, isto é, um ciclo de tamanho 5. Chamamos de período da órbita o tamanho do ciclo. Então, o período será o número de casas da parte que repete na representação do número na base 2. 8 a Tarefa:. Ache um ponto x 0 cuja órbita tem um ciclo de período 4. 2. Ache um ponto x 0 cuja órbita dá primeiro três passos de depois tem um ciclo de período 4. 3. Quantos números existem com órbitas de período 4? 4. Quantos números existem com órbitas de qualquer período? Teremos, então, infinitas órbitas periódicas. 9 Distância entre dois números Para saber se dois números estão próximos precisamos calcular a distância entre eles. Mas calcular a distância entre dois pontos na reta é pegar o valor absoluto da diferença entre eles, ou seja, dist(x 0, y 0 ) = x 0 y 0. 9 a Tarefa Vamos estimar a distância entre, por exemplo, x 0 = 0, 0000000 e y 0 = 0, 0000000.... Compare as 7 primeiras casas depois da vírgula e decida qual dos dois números é o maior. 2. Calcule dist(x 0, y 0 ). Para estimar a distância, vamos proceder de uma maneira um pouco diferente. Como y 0 > x 0 temos que: = dist(x 0, y 0 ) = y 0 x 0 = ( 2 + 3 2 + 5 2 + 7 2 + 8 2 + 9 2 + 2 + ) ( 3 2 +... 5 2 + 3 2 + ) 5 2 9 7

= 2 + 7 2 + 8 2 + 2 + +... 3 25 = ( 2 + 7 2 + 2 + 4 2 + ) 6 2 +... 8 Mas 2 7 ( + 2 + 2 2 + 2 3 + 2 4 + 2 5 + 2 6 + 2 7 + 2 8 +... ). + 2 + 2 + 2 2 + 3 2 + 4 2 + 5 2 + 6 2 + +... = 2, 7 28 pois é a soma da PG de razão /2 e a 0 =. Assim, dist(x 0, y 0 ) 2 7 2 = 2 6. O mesmo raciocínio nos permitirá concluir que se dois números têm as k primeiras casas depois da vírgula iguais, então a distância entre eles é menor do que 2 k. 0 Órbitas de números próximos Observemos as órbitas dos pontos x 0 e y 0 da seção anterior ( a distância entre eles é menor do que = = 0, 05625 na base 0, o que nos mostra que x 2 6 64 0 e y 0 estão realmente pertinho.) O ponto x 0 tem representação finita e sua órbita vai morrer no zero em 0 passos, isto é, x 0 = 0 e x n = 0 para todo n 0. Já y 0 tem uma representação periódica que começa a se repetir a partir da oitava casa e sua órbita tem y 8 = 0, 000..., y 9 = 0, 000..., y 0 = y 8, y = y 9, etc..., formando um ciclo de período 2. Observe também que y 8 está à direita de /2, isto é, é maior do que /2 e y 9 está à esquerda de /2, isto é, é menor do que /2. Como y 0 = y 8 e x 0 = 0, então dist(y 0, x 0 ) > /2, o mesmo acontecendo com y n, para n = 2, 4, 6,... 0 /4 /2 x 0 y y 9 8 O ponto y = 0, 000... tem o dígito na 2 a casa, está à direita de /4 e logo dist(y, x ) > /4, o mesmo acontecendo com y n, n = 3, 5, 7,... 8

Conclusão: O que observamos é que, apesar das órbitas de x 0 e y 0 começarem bem pertinho (dist(x 0, y 0 ) < /2 6 ), elas só ficam perto durante um certo tempo. Para n > 0, dist(x n, y n ) > /2 2, isto é, os ponto se afastam. Isto é verdade para quase todas as órbitas. Este fenômeno chama-se sensibilidade em relação às condições iniciais e é mais um dos fenômenos que caracterizam um sistema caótico. Existe uma órbita densa Já vimos que se x 0 é um número irracional, então sua órbita não tem ciclos e nem vai morrer no ponto 0. Logo, sua órbita tem que ficar passeando pelo intervalo [0, ]. Mas para caracterizar o caos, pede-se mais do que isto. Precisamos mostrar que existe pelo menos uma órbita de um ponto x 0 que, além de passear pelo intervalo todo, se espalha de tal modo que se você escolher um ponto y 0 do intervalo e ficar ali e olhar em volta, tem um ponto da órbita de x 0 tão perto quanto você quiser. Ou seja, dado um ponto y 0 do intervalo [0, ] e uma distância, podemos achar um 2 k ponto x n da órbita de x 0 de maneira que dist(x n, y 0 ) <. Quando isto acontece, 2 k dizemos que a órbita de x 0 é densa no intervalo [0, ]. O ponto x 0 será construido por passos, como mostrado a seguir. Observemos primeiro que podemos construir blocos de tamanhos variados usando 0 s e s. Por exemplo, com uma casa apenas temos os blocos: 0 e. Com duas casas temos 4 blocos: 00, 0, 0 e. Com 3 casas temos 8 blocos: 000, 00, 00, 00, 0, 0, 0 e. Com 4 casas temos 6 blocos: 0000, 000, 000, 000, 000, 00, 00, 00, 00, 00, 00, 00, 00, 00, 00, 0, 0, 0, 0 e. Usando análise combinatória, sabemos que existem 2 k blocos com k casas, usando os dígitos 0 e para preenchê-las. O ponto x 0 é construido colocando-se 0, vírgula e depois os blocos com casa, seguidos dos blocos com 2 casas, depois os com 3 casas e assim por diante, dando: 0 a Tarefa x 0 = 0, }{{} 0 00 } 0{{ 0 } 000 } 00 00 00{{ 0 0 0 }... }{{}... casa 2 casas 3 casas 4 casas. Escolha um número y 0 qualquer entre 0 e, escrito na base 2 (diferente do x 0 construido). 2. Vamos fixar, como exemplo, uma distância de 2 3 e achar um ponto x n da órbita de x 0 de modo que dist(x n, y 0 ) < 2 3. Para isto, procure na expansão de x 0 onde se encontram as 3 primeiras casas de y 0. Determine então qual é o x n que tem as mesmas três primeiras casas depois da vírgula que o y 0 que você escolheu. 3. Conclua que dist(x n, y 0 ) < 2 3. 9

O mesmo raciocínio nos permite mostrar que, dados um ponto qualquer y 0 e uma distância qualquer, podemos achar um x 2 k n na órbita de x 0 de maneira que dist(x n, y 0 ) <. Assim, a órbita de x 2 k 0 é densa no intervalo. Com isto vemos que f(x) = 2x [2x] tem os três ingredientes que caracterizam o caos. As demonstrações precisas de todos os fatos matemáticos que citamos neste trabalho podem ser encontradas num anexo, que podemos fornecer se desejado. Este estudo dirigido está publicado, sob a forma de texto, na Revista do Professor de Matemática, n o 36 (998). 2 Algumas referências Sobre números e bases. S.V. Fomin: Sistemas de Numeração. Editorial Mir, Moscou, 984. 2. Georges Ifrah: Os Números: a história de uma grande invenção. Editora Globo, 989. 3. Ivan Niven: Números: racionais e irracionais. Coleção Fundamentos da Matemática Elementar, Sociedade Brasileira de Matemática, 96. (pedidos para Secretaria Regional da SBM, Departamento de Matemática, UFMG, 30.23-970, Belo Horizonte ou pelo e-mail: sfornari@mat.ufmg.br) 4. Tânia Bogutchi: Aritmética Elementar em Computadores, monografias de especialização, Departamento de Matemática, UFMG, 99 (pedidos para Tânia Bogutchi, Departamento de Estatística, UFMG, 3.23-970, Belo Horizonte ou pelo e-mail: bogutchi@net.em.com.br) Sobre Caos. James Gleick: CAOS, A criação de uma nova ciência. Editora Campus, 99. 2. Ian Stewart: Será que Deus joga dados? A nova matemática do caos, Jorge Zahar Editor, 99. 3. David Ruelle: Acaso e Caos, Editora UNESP, 993. 4. alguns experimentos e links interessantes podem ser encontrados no endereço www.mat.ufmg.br/ syok 0