ASSUNTO: Língua e contexto. Texto verbal Gêneros: poema relato pessoal Linguagem formal e informal Figuras de linguagem Interpretação de texto Compreensão Colégio Santa Dorotéia BH Área de Códigos e Linguagens Disciplinas: Série: 7 a - Ensino Fundamental Professoras: Nívia e Rina Ideia implícita e explícita. Morfossintaxe como eixo da textualidade. Classes de palavras: determinantes do substantivo SUPORTE TEÓRICO: Antes de responder esta atividade realize um estudo tendo como referência: Livro Didático Projeto Teláris (7): Português (Capítulos 1 e 2) Livro literário: Por parte de pai, de Bartolomeu Campos Queirós Atividades complementares (atividades de apoio). Gramática indicada no material complementar. Anotações no caderno de atividades diárias e no caderno de produção de texto. Atividades para Estudos Autônomos Data: 28 / 3 / 2016 Aluno(a): N o : Turma: CONEXÃO TEXTO 1 ESCUTE o primeiro capitulo do livro de Bartolomeu Campos Queirós, Por parte de pai, acessando o link https://youtu.be/s9f4yjxujfa. A partir da audição do vídeo, RESPONDA às seguintes questões: QUESTÃO 1 IDENTIFIQUE o tipo de narrador do texto, apresentando uma passagem do livro que comprova sua resposta. Colégio Santa Dorotéia - BH 1
QUESTÃO 2 CARACTERIZE o avô do narrador. QUESTÃO 3 LISTE pelo menos três fatos que o avô do protagonista registrava nas paredes da casa. QUESTÃO 4 No decorrer do primeiro capítulo, o autor empregou diversas expressões populares no sentido figurado. EXPLIQUE o sentido das expressões destacadas nos trechos a seguir por outras de igual valor. UTILIZE linguagem denotativa e formal. a) A rua da Paciência [...] se espichava preguiçosa, morro abaixo. 2 b) Um menino do grupo dizia que educação vinha do berço [...]. c) Para curar a vida só com muito chá-de-pouco-caso [...]. d) Alguns diziam que ele era um homem com a paciência de Jó. TEXTO 2 1. Os anos lixaram a madeira do banco na porta da cozinha. Com a chuva, o sol, o sereno, a tábua ficou lisa, clara curtida. Por muitas vezes eu me assentava nele [...]. 2. Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou: 3. O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, e as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo. As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram pouco na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo. 4. Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre seus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais." QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ,1995. p.71,72. Colégio Santa Dorotéia - BH
QUESTÃO 5 Nesse trecho do livro, o autor usa e abusa de algumas figuras de linguagem. TRANSCREVA do fragmento: a) dois exemplos de personificação. b) um exemplo de metáfora. QUESTÃO 6 Vamos relembrar o estudo sobre determinantes do substantivo? IDENTIFIQUE os determinantes dos substantivos destacados nas frases que seguem: a) Os anos lixaram a madeira do banco na porta da cozinha. ( 1) b) O tempo tem uma boca imensa. ( 3) TEXTO 3 Os Poemas Mario Quintana Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti Disponível em: <http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/mario-quintana-poemas/>acesso em 29 mar. 2016. Colégio Santa Dorotéia - BH 3
QUESTÃO 7 EXPLICITE a intenção comunicativa de Mario Quintana ao criar esse poema. QUESTÃO 8 EXPLIQUE a metáfora empregada pelo poeta quando ele compara implicitamente os poemas com os pássaros. Escrever poesias e poemas, é comum de se ver, mas poemas sobre poesia, é até estranho de se ler. Venha se inspirar, pois até você irá escrever! Disponível em:<http://www.mensagenscomamor.com/poemas-sobre-poesia.>acesso em 29 fev. 2016 4 Colégio Santa Dorotéia - BH
GABARITO QUESTÃO 1 O narrador do texto é personagem, pois ele participa dos fatos. Uma passagem que comprova essa caracterização é a primeira frase do capítulo, quando ele diz: debruçado na janela, meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. QUESTÃO 2 O avô do narrador escrevia e desenhava nas paredes da casa onde morava. Tudo que acontecia em seu cotidiano ele registrava nessas paredes. As paredes eram suas páginas de diário. Ele tinha muitos netos e muitos filhos. Uma família grande. QUESTÃO 3 1º: ele escrevia fatos e acontecimentos simples do dia a dia como o sumiço da agulha. 2º: quem casou, morreu, fugiu, caiu, traiu [...]. 3º: a história do açúcar sumido durante a guerra. QUESTÃO 4 O trecho destacado significa, no contexto, se estendia, se prolongava. a) O trecho destacado significa, no contexto, educação se aprende desde que se nasce. b) O trecho destacado significa, no contexto, muita indiferença. c) O trecho destacado significa, no contexto, muita paciência. QUESTÃO 5 a) Os anos lixaram a madeira do banco [...]. O tempo tem uma boca imensa. O tempo não tem pena. b) Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre seus dedos. QUESTÃO 6 a) O determinante do substantivo anos é os. Os determinantes do substantivo madeira são a e do banco. Os determinantes do substantivo porta são a e da cozinha. b) O determinante do substantivo tempo é o. Os determinantes do substantivo boca são uma e imensa. QUESTÃO 7 A intenção comunicativa do poema de Mario Quintana é fazer referência aos poemas, falando sobre a maneira como eles sobrevivem. Ao comparar os poemas com os pássaros, sobretudo porque eles simbolizam a liberdade, atingem grandes alturas, enfim, de forma simbólica, o poeta faz referência à capacidade imaginativa, à habilidade de criação advinda de quem se propõe ao trabalho de inferência com as palavras com a linguagem de uma forma geral. Mario também nos revela que cada vez que uma pessoa lê um poema, esse poema é alimentado e interpretado conforme a experiência de vida do leitor. QUESTÃO 8 Os poemas são pássaros que voam de um lugar a outro a todo tempo, pois eles, por onde passam, são construídos e reconstruídos pelas pessoas que os apreciam. Colégio Santa Dorotéia - BH 5