1. (G1 - cftmg 2015) TEXTO 1 TEXTO 2 A ciência e a arte, dentro de um processo intrincado, fabricavam realidades mitológicas que tiveram, e ainda têm vida prolongada e persistente. COLI, Jorge. A invenção da descoberta. In: Como estudar arte brasileira no século XIX? São Paulo: Senac, 2005, p. 23. Sobre os documentos referentes ao Descobrimento do Brasil e à arte produzida no século XIX, é correto afirmar que a) ignoram a participação dos indígenas no processo de formação da identidade nacional. b) derrubam uma imagem hierarquizada do encontro das etnias que formaram a nação brasileira. c) consolidam uma visão da colonização marcada pela exploração portuguesa das matériasprimas. d) constroem uma memória pacífica do nascimento da nação fundada sob a égide do catolicismo. 2. (G1 - ifsp 2013) Publicado em Veneza, em 1556, o mapa abaixo é um dos primeiros a mostrar o Brasil individualmente. Raro, ele faz parte de uma obra italiana, Atlas dele navigazione e Viaggi (Atlas de navegação e Viagens), de Giovanni Battista Ramusio. Página 1 de 5
Trata-se de uma pintura da época sobre o Brasil, a qual revela pouca preocupação geográfica, mas que nos mostra: a) uma terra de riquezas: a exuberância das matas, a fartura de peixes nos mares e a existência de povoadores fortes, sadios e trabalhadores. b) indígenas extraindo troncos de pau-brasil que, depois, eram empilhados nas feitorias. Chegando os portugueses, os nativos eram recompensados através de um escambo com produtos europeus. c) o início da colonização do Brasil: os indígenas estão derrubando as árvores para formar os campos onde seria feito o plantio da cana-de-açúcar e a construção dos engenhos. d) o medo dos nativos brasileiros com a chegada das naus portuguesas: eles estão abatendo árvores para construção de fortificações e defesa da ameaça europeia. e) homens nus, selvagens, que conviviam pacificamente com animais de grande porte, o que causava grande espanto e medo aos colonizadores. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o texto para responder à questão. [Os tupinambás] têm muita graça quando falam [...]; mas faltam-lhe três letras das do ABC, que são F, L, R grande ou dobrado, coisa muito para se notar; porque, se não têm F, é porque não têm fé em nenhuma coisa que adoram; nem os nascidos entre os cristãos e doutrinados pelos padres da Companhia têm fé em Deus Nosso Senhor, nem têm verdade, nem lealdade a nenhuma pessoa que lhes faça bem. E se não têm L na sua pronunciação, é porque não têm lei alguma que guardar, nem preceitos para se governarem; e cada um faz lei a seu modo, e ao som da sua vontade; sem haver entre eles leis com que se governem, nem têm leis uns com os outros. E se não têm esta letra R na sua pronunciação, é porque não têm rei que os reja, e a quem obedeçam, nem obedecem a ninguém, nem ao pai o filho, nem o filho ao pai, e cada um vive ao som da sua vontade [...]. (Gabriel Soares de Souza. Tratado descritivo do Brasil em 1587, 1987.) 3. (Unesp 2013) Os comentários de Gabriel Soares de Souza expõem a) a dificuldade dos colonizadores de reconhecer as peculiaridades das sociedades nativas. Página 2 de 5
b) o desejo que os nativos sentiam de receber orientações políticas e religiosas dos colonizadores. c) a inferioridade da cultura e dos valores dos portugueses em relação aos dos tupinambás. d) a ausência de grupos sedentários nas Américas e a missão civilizadora dos portugueses. e) o interesse e a disposição dos europeus de aceitar as características culturais dos tupinambás. 4. (Unesp 2013) O texto destaca três elementos que o autor considera inexistentes entre os tupinambás, no final do século XVI. Esses três elementos podem ser associados, respectivamente, a) à diversidade religiosa, ao poder judiciário e às relações familiares. b) à fé religiosa, à ordenação jurídica e à hierarquia política. c) ao catolicismo, ao sistema de governo e ao respeito pelos diferentes. d) à estrutura política, à anarquia social e ao desrespeito familiar. e) ao respeito por Deus, à obediência aos pais e à aceitação dos estrangeiros. 5. (G1 - cps 2012) O termo cidadania teve sua origem no modo de vida das antigas cidades de Grécia e Roma. Leia atentamente o texto a seguir que traz uma das interpretações sobre a cidadania na Antiguidade. Se quisermos definir os cidadãos dos tempos antigos por seu atributo mais essencial, é necessário dizer-se que cidadão é o homem que pratica a religião da cidade. É o que honra os mesmos deuses da cidade. O estrangeiro, pelo contrário, é aquele a quem os deuses da cidade não protegem, e que não tem nem mesmo o direito de invocá-los. As leis da cidade não existiam para ele. (COULANGES, Fustel de. A cidade Antiga. Disponível em http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/cidadeantiga.pdf, p.302-303. Acesso em: 24.01.2012. Adaptado) De acordo com a interpretação de Coulanges, é correto afirmar que o conceito de cidadania da Antiguidade greco-romana era a) estabelecido de acordo com critérios monoteístas, pois havia crença em um único Deus. b) baseado no princípio de que todos os habitantes da cidade tinham os mesmos direitos. c) definido por critérios de nobreza, já que os reis determinavam quem eram os cidadãos. d) relacionado à prática religiosa de cada cidade, por isso a cidadania era vetada aos estrangeiros. e) aplicado, por meio de uma Constituição, a todos os que haviam nascido em território grecoromano. 6. (Unimontes 2012) O período compreendido entre 1500 e 1530 é denominado, pela historiografia tradicional, de período pré-colonial. Entre as características dessa época, é INCORRETO elencar a) a fundação de feitorias e a exploração do pau-brasil. b) o envio de expedições guarda-costas para a defesa do litoral. c) a presença de franceses contrabandeando pau-brasil. d) a fundação de vilas e cidades e a introdução da escravidão. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto a seguir. Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e lançados atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul. (Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.) Página 3 de 5
7. (Unesp 2012) No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que a) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente. b) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia. c) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia. d) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro. e) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata. Página 4 de 5
Gabarito: Resposta da questão 1: O caráter pacífico conferido ao descobrimento do Brasil e ao surgimento da Colônia pode ser facilmente encontrado no quadro que compõe o TEXTO 1 da questão: europeus e indígenas reunidos para celebrar a primeira missa no solo recém-descoberto. Resposta da questão 2: [B] Questão de interpretação da imagem que, de fato, não tem precisão geográfica, mas destaca uma das atividades desenvolvidas pelos portugueses no Brasil colônia, a exploração do paubrasil, através da prática do escambo. Na data da publicação do mapa, já havia a exploração açucareira; no entanto, o extrativismo da madeira continuou apesar da perda de importância. Resposta da questão 3: [A] No texto, percebe-se a falta de compreensão quanto à pronúncia dos nativos e à falta de letras que, para os portugueses, eram essenciais e vista como um grande desvio. Resposta da questão 4: [B] Questão de interpretação de texto. Produzido no século XVI, ainda nos primórdios do processo de colonização, quando a ação dos jesuítas ainda estava em seu início, o autor desenvolve uma teoria para justificar não apenas a inferioridade indígena, mas a pouca importância que as autoridades devem dispensar a este povo. Resposta da questão 5: A resposta fica clara no trecho (...) o estrangeiro, pelo contrário, é aquele a quem os deuses da cidade não protegem (...). As leis da cidade não existiam para ele.. Na Atenas antiga, apenas os atenienses natos eram considerados cidadãos. Aos estrangeiros, não era concedida a cidadania. Resposta da questão 6: A fundação de vilas e cidades e a introdução da escravidão só ocorreram após este período inicial, também chamado de período de reconhecimento. São Vicente, a primeira vila da colônia, foi fundada em 1532, e a escravidão foi implementada com a lavoura e a manufatura canavieira no decorrer do século XVI. Resposta da questão 7: [A] O período citado é normalmente tratado como pré-colonial, quando ainda não havia um sistema de ocupação efetiva da terra, mas já havia exploração, destacando-se o extrativismo do pau-brasil, a partir de um sistema de feitorias. Nesse período os portugueses se dedicavam prioritariamente ao comércio de especiarias do Oriente. Página 5 de 5