AS ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS EM HUMANOS
Incidência global de anormalidades cromossômicas em recém-nascidos = 1 em 160 nascimentos. Frequência total de anormalidades cromossômicas em abortos espontâneos = 50%. +16 é a trissomia mais comum em abortos. Rearranjos balanceados raras vezes são identificados clinicamente. Rearranjos não balanceados despertam atenção clínica por causar dismorfismo e atraso do desenvolvimento físico e mental.
INDICAÇÕES CLÍNICAS PARA A ANÁLISE CITOGENÉTICA 1. Problemas de crescimento e desenvolvimento: baixa estatura; malformações múltiplas; genitália ambígua; retardo mental; 2. Parto de natimorto ou morte neonatal. 3. Problemas de fertilidade: mulheres com amenorréia; casais com história de infertilidade ou aborto recorrente. 4. História familial de aberrações cromossômicas
Síndrome de Down (Langdon Down, 1880)
SÍNDROME DE DOWN Pacientes portadores da trissomia do cromossomo 21 (Lejèune, 1959). Cariótipos em 95% dos casos: 47,XX,+21 (mulheres) ou 47,XY,+21 (homens).
SÍNDROME DE DOWN É o distúrbio cromossômico mais comum e melhor conhecido. Principal causa genética de retardo mental moderado. Incidência: 1 em 700 bebês nascem com a síndrome. Incidência maior em filhos de mães com mais de 35 anos.
SÍNDROME DE DOWN- SINAIS CLÍNICOS Hipotonia e baixa estatura; Braquicefalia (occipital achatado) e pescoço curto; Orelhas de implantação baixa, pequenas e dobradas; Face achatada e arredondada; Olhos com fendas palpebrais oblíquas e com pregas epicânticas; Nariz curto e achatado (em sela);
boca pequena e entreaberta com língua sulcada e protusa; Mãos curtas e largas com uma única prega palmar transversa; hálux separado; Cardiopatias congênitas, alto risco de infecções e leucemia; Único sinal clínico constante: retardo mental.
SÍNDROME DE DOWN: SOBREVIDA 3/4 dos zigotos com a síndrome perdem-se por aborto espontâneo. Muitas crianças nascidas vivas morrem no primeiro ano de vida. Metade dos nascidos vivos sobrevive mais de 50 anos, porém com senilidade prematura e alta incidência da doença de Alzheimer.
OS CROMOSSOMOS NA SÍNDROME DE DOWN Trissomia livre do cromossomo 21-95% dos casos, não-disjunção meiótica do par de cromossomos 21. Risco aumenta com idade materna. Cariótipo: 47,XX ou XY,+21.
Efeito da idade materna
OS CROMOSSOMOS NA SÍNDROME DE DOWN Translocação robertsoniana - 4% dos casos, pacientes com 46 cromossomos, porém um deles é uma translocação entre o 21 e outro acrocêntrico. Não tem relação com idade materna, mas tem alto risco de recorrência (33%) quando um genitor tem a translocação (cariótipo: 45, XY ou XX, t(14;21)(q10;q10). Cariótipo mais comum: 46,XY ou XX, t(14;21)(q10;q10), +21.
46,XY,t(14;21)(q10;q10),+21 síndrome de Down por translocação Serviço de Hematologia-Oncologia Hospital Universitário de Santa Maria
Monossomia do 21 Trissomiad o 21 - Down Trissomia do 14 Monossomia do 14 Normal t balanceada
OS CROMOSSOMOS NA SÍNDROME DE DOWN Translocação 21q21q - os pacientes têm um cromossomo 21 normal e outro cromossomo constituído de dois braços longos de cromossomo 21. Anormalidade rara, porém o risco de recorrência é de 100%, se um dos genitores tiver a translocação. Cariótipo: 46,XX ou XY, t(21;21)(q10;q10), +21 Down em mosaico - 1% dos pacientes tem mosaicismo, ou seja, algumas de suas células têm cariótipo normal e outras têm +21. Trissomia parcial do 21 - pode ajudar a descobrir qual região do 21 é responsável pelo fenótipo da síndrome, qual é a região crítica.
Down
Mapa fenotípico do cromossomo 21
SÍNDROME DE EDWARDS Pacientes portadores da trissomia do cromossomo 18. Incidência: 1 em 8000 nascidos vivos, 95% dos conceptos abortados espontaneamente. Cariótipos: 47,XX,+18 (mulheres) 47,XY,+18 (homens).
SÍNDROME DE EDWARDS TRISSOMIA DO 18 Hipotonia seguida de hipertonia baixa estatura; Orelhas de implantação baixa e malformadas; Esterno curto; Punhos cerrados; Micro e retrognatia; Cardiopatias congênitas graves; Retardo mental Sobrevida: 50% morrem na primeira semana; 90% até o quinto mês de vida. Smith A, Field B, Learoyd BM. Trisomy 18 at Age 21 Years. Am J Med Gen (1989) 36:338-339.
SÍNDROME DE EDWARDS : TRISSOMIA DO 18
SÍNDROME DE PATAU Pacientes portadores da trissomia do cromossomo 13. Incidência: 1 em 2500 nascidos vivos. Sobrevida: a maioria morre no 1 o mês de vida (90% até o quinto mês). Cariótipos: 47,XX,+13 ou 47,XY,+13
SÍNDROME DE PATAU TRISSOMIA DO 13 Atraso no crescimento; Malformações no sistema nervoso central; Orelhas malformadas; Polidactilia, mãos cerradas; Fenda labial e palatina; Microftalmia ou anoftalmia; Cardiopatias congênitas e defeitos urogenitais; Retardo mental acentuado.
Aos 7 anos
SÍNDROME DE PATAU: TRISSOMIA DO 13
SÍNDROME DE PATAU: TRISSOMIA DO 13
Síndrome do miado do gato (Cri du Chat) ou Síndrome do 5p-
Choro típico malformação na laringe retardo neuromotor e mental graves fendas palpebrais antimongolóides hipertelorismo ocular microcefalia pregas epicânticas internas alterações dos membros orelhas malformadas ou de implantação baixa baixo peso ao nascer palato ogival malformações cardíacas Em geral é esporádica, porém em 1/6 dos casos pode haver translocação equilibrada em um dos pais (risco de recorrência de 25%)
46, XX ou XY, del(5)(p15.2)
Anomalias dos cromossomos sexuais
Síndrome de Turner Cariótipo: 45,X0. Incidência: 1 em 2500 mulheres. Sinais clínicos: Baixa estatura (no máximo 1,5m) Pescoço alado e tórax em forma de escudo. Estéreis com cordões remanescente de ovários. Mamas pouco desenvolvidas. Amenorréia primária.
Cariótipo de Turner - 45,XO.
Síndrome de Klinefelter Cariótipo mais comum: 47,XXY Variantes: 48, XXXY ; 49,XXXXY; etc. Incidência:1 em cada 500 homens. Sinais clínicos: presença de seios (ginecomastia) e ausência de pelos. Testículos e próstatas pequenos. QI levemente prejudicado- quanto maior o número de X, maior o grau de retardo mental. Estatura alta.
Cariótipo de Klinefelter - 47,XXY
Variantes de Klinefelter 49, XXXXY
Inativação do X Fenômeno da compensação de dose Lyon, 1960
Cromatina do X ou corpúsculo de Barr (Heterocromatina Facultativa)