Paradigmas da Teoria da Comunicação



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Transcrição:

Paradigmas da Teoria da Comunicação 1

Semiologia O que é signo? Os signos são entidades centrais e importantes quando tratamos de qualquer linguagem de comunicação. Eles estão presentes na física, na biologia, nas células e nos números com a matemática. Os signos fazem parte de um processo de mediação, pelo qual transitam os significados ifi ou os sentidos. A forma como os signos de organizam em códigos, linguagem, significado, ifi significante ifi e objeto é o que constitui o tema central da teoria da comunicação. 2

Semiologia Definições de signo Toda ciência trata das coisas ou dos signos, mas as coisas se aprendem pelos signos; Signo são as coisas que se empregam para significar algo; O signo seria, afinal, algo que substitui ou representa as coisas, isto é, a realidade. Para que algo possa ser um signo, esse algo deve representar, como costumamos a dizer, alguma outra coisa; Signo é algo que representa algo para alguém, sob algum ponto de vista. 3

Semiologia Tiâ Triângulo de Ogden e Richards O significado (pensamento ou referência) é um produto realizado a partir de nossas relações sociais que é estabelecido entre o significante (símbolo ou referência), determinando d o objeto (referente). A mais importante relação no triângulo de Odgen e Richards é a existente entre o significante e o significado ; Não existe nenhuma associação direta entre o significante (símbolo) e o objeto (referente), isto é, o objeto não tem nenhuma relação direta e pertinente com o símbolo que o representa. 4

Semiologia Tiâ Triângulo de Ogden e Richards Pensamento ou Referência (Significado) (Significante) Símbolo (Objeto) Referente 5

Semiologia Tiâ Triângulo de Ogden e Richards Pensamento ou Referência (Significado) Prática Social - Práxis Percepção Interpretação Ponto de Vista Símbolo (Significante) Referente (Objeto) Realidade Pensamento 6

Semiologia Tiâ Triângulo de Ogden e Richards O nosso sistema perceptual está totalmente vinculado a prática social práxis. A fabricação do objeto segue a seguinte sequência: estímulos da realidade; a conhecimento em função da prática social; a captação da realidade através da percepção; nossa interpretação e a; construção do objeto (referente). 7

Semiologia O Signo Semiológico Sabemos que o Triângulo de Odgen e Richards tem uma configuração mais abrangente. A realidade transforma o objeto percebido, através dos processos de interpretação, da interpretação humana. O objeto, hoje, obrigatoriamente faz parte do processo de comunicação e desta relação triádica estão inseridos o significante, o significado e o objeto. A percepção que temos de qualquer objeto é, sem dúvida alguma, construída a partir da realidade em que estamos inseridos. 8

O Signo Semiótico Um Signo intenta representar, em parte pelo menos, um objeto que é, portanto, num certo sentido, a causa ou determinante do signo, mesmo se o signo representar seu objeto falsamente. Mas dizer que ele representa seu objeto implica que ele afete uma mente, de tal modo que, de certa maneira, determine naquela mente algo que é mediatamente devido ao objeto. Essa determinação da qual a causa imediata ou determinante é o signo, e da qual a causa mediata é o objeto, pode ser chamada o Interpretante. 9

Três Categorias do Signo Os signos são divisíveis de acordo com três tricotomias: A primeira, na dependência do signo ser, em si mesmo, mera qualidade, existente concreto ou lei geral; A segunda, na dependência da relação do signo para com seu objeto consistir em o signo ter algum caráter por si mesmo ou estar em alguma relação existencial para com aquele objeto ou em sua relação para com um interpretante; A terceira, na dependência de seu interpretante representá-lo como signo de possibilidade, signo de fato ou signo de razão. 10

Triângulo Semiótico Signo ou Representâmen Fundamento Objeto Imediato Interpretante Imediato Objeto Dinâmico Interpretante Dinâmico i 11

Triângulo Semiótico Signo Objeto Imediato Interpr. Imediato Interpretante Dinâmico i Objeto Dinâmico Fundamento Interpretante em Si 12

Fundamento Pode ser entendido como a parte material, visível e externa do signo, que o torna capaz de ser reconhecido como signo: a tinta usada, o formato das letras, sobre o papel, a tinta a óleo e as pinceladas numa tela na pintura, a forma e a substância da escultura. 13

Fundamento Eis aí um belo exemplo de fundamento. A capa do quadrinho, como se fosse um papel de parede, representa (é o signo) do objeto dinâmico chuva. 14

Objeto Imediato Indissoluvelmente ligado ao fundamento, é a mensagem organizada de tal maneira que representa e apresenta o objeto dinâmico no signo, de modo a permitir que o interpretante dinâmico possa, por meio do signo, se remeter ao objeto dinâmico que o causou. Diz respeito ao modo como o objeto dinâmico está representado no signo. Exemplo: em uma palavra o objeto imediato é a aparência gráfica ou acústica daquela palavra. 15

Objeto Imediato O objeto imediato reproduz no signo as relações espaciais entre os objetos. Qualquer alteração nesta correlação de forças pode causar estranhamento. 16

Objeto Dinâmico O objeto imediato diz respeito ao modo como o objeto dinâmico está representado no signo. Se se trata de um desenho figurativo, o objeto imediato é a aparência do desenho, no modo como ele intenta representar por semelhança a aparência do objeto - uma paisagem por exemplo. O objeto dinâmico é aquilo que o signo substitui. 17

Interpretante Imediato Consiste naquilo que o signo está apto a produzir numa mente interpretadora qualquer. Não se trata daquilo que o signo efetivamente produz na minha ou na sua mente, mas dependendo da natureza daquilo que ele pode produzir. Para Peirce seria o sentido potencial da mensagem que o signo, por seu peculiar arranjo, possa causar numa mente interpretante, sentido este decorrente da aparência (fundamento) e do arranjo combinatório (objeto imediato) do signo. O Interpretante Imediato é o potencial do signo, as possibilidade de interpretação que o signo permite. 18

Interpretante Dinâmico É o efeito real que um determinado signo causa numa mente interpretadora. São todas as interpretações possíveis realizadas por esta mente interpretadora, mesmo que estas interpretações não sejam elaboradas por quem realizada o signo. Aquilo que realmente o signo produz na sua mente, na minha mente ou em qualquer mente particular. 19

Interpretante Dinâmico O Interpretante dinâmico, em função de sua experiência individual, pode não decodificar totalmente o signo, ou acrescentar-lhe sentido. 20

Interpretante Final Quando o signo interpretante fosse capaz de recobrir inteiramente o sentido do objeto dinâmico que o causou. Se fosse possível o signo se desenvolver até o ponto de chegar à realização do limite de seu potencial teríamos a revelação perfeita do objeto dinâmico, quando haveria a superposição entre o real e a verdade. Este consiste não apenas do modo que sua mente reage ao signo, mas no modo como qualquer mente reagiria, dadas certas condições. 21

Signo: O Anúncio em Si Semiótica Modelo de Análise Semiótica Fundamento: A sensação que o material utilizado para o anúncio provoca. É algum tipo de sensação causa pelas cores, materialidade e dimensionalidade do anúncio. Objeto Imediato: É a representação em si, as cores, a materialidade e o tamanho do anúncio do objeto representado. Objeto Dinâmico: É o objeto que o anúncio ou signo está no lugar. Aquilo que o anúncio substitui. i Interpretante Imediato: É o sentido do anúncio tal como a agência quis transmitir através das atitudes e sensações das pelos elementos usados no anúncio. Interpretante: Todos os significados produzidos pelo anúncio em relação ao objeto representado. 22

Análise Semiótica do Vídeo da Salsaretti. Exercício: Fazer a Análise Semiótica do Anúncio da Skol. 23