TIPOS DE EMISSORA FM Formato Pop (Jovem) Popularização da Cidade FM inicia o formato pop (jovem) no rádio FM brasileiro, copiando o que já era feito nos EUA (em AM e depois em FM) e copiando o que já era feito por emissoras como Mundial AM (RJ) e Excelsior AM e Difusora AM (SP); O formato pop baseia-se na música pop (pop, rock e dance) e linguagem descontraída (informal e coloquial), similar a um diálogo. Locução baseada em médios-agudos; Subdivide-se em emissoras classificadas por gêneros musicais: - Rock (Ex.: Venenosa FM, Fluminense FM, antiga 89 FM); - Dance (Ex.: Energia FM); - Pop (Ex.: Mix FM, Jovem Pan 2 FM); Formato Jovem Pautado na música pop (Pop, Rock, Dance) Locução agitada e coloquial
TIPOS DE EMISSORA FM Formato Adulto Contemporâneo O formato adulto deriva-se do formato adotado nas primeiras transmissões FM, caracterizadas por músicas calmas; Baseia-se na música light (MPB, românticas, pop suave e classic rock) e linguagem mais formal, com voz mais impostada. Locução com timbres mais graves, diafragmática; Subdivide-se em emissoras classificadas por gêneros musicais: - Light hits (pop suave) (Ex.: Alpha FM, Antena 1 FM); - Classic rock (Ex.: Kiss FM); - MPB (Ex.: Nova Brasil FM); Formato Adulto Pautado na música light (MPB, românticas, light hits pop suave e classic rock); Locução calma e formal;
TIPOS DE EMISSORA FM Formato Popularesco O terceiro e mais recente dos três formatos de entretenimento do rádio brasileiro é o popularesco, que copiou o modo popularesco de comunicação dos radialistas do AM e suas seleções musicais; Baseia-se na música popularesca (nas regiões sul e sudeste ênfase no sertanejo e no pagode e no norte e nordeste ênfase no forró, axé e brega) e linguagem bastante informal e coloquial. Locução com timbres médios-agudos; Exemplos de emissoras: Tupi FM, Nativa FM, Transcontinental FM, Gazeta FM; Formato Popularesco Pautado na música popularesca (nas regiões sul e sudeste ênfase no sertanejo e no pagode e no norte e nordeste ênfase no forró, axé e brega) Locução agitada e coloquial
TIPOS DE EMISSORA AM Formato Serviço, Esporte e Notícia Este é o formato clássico do AM, que passou a ser explorado desde meados da década de 1960; Neste formato reinam absolutos os comunicadores popularescos com uma fórmula baseada na conversa com o ouvinte (simulando uma companhia), no assistencialismo e em notícias policiais abordadas de forma sensacionalista. Alguns grandes nomes de comunicadores são: Eli Correa, Leão Lobo, Sônia Abrão (Entretenimento), Gil Gomes, Alborghetti e Afanásio Jazadji (Policial); FORMATOS HÍBRIDOS Os formatos híbridos tanto atuam em AM quanto em FM. Eles foram iniciados no AM, mas graças a popularização do FM eles passaram a transmitir também neste tipo de modulação;
FORMATOS HÍBRIDOS Radiojornalismo Formato em que as emissoras são voltadas apenas à informação. Elas existem desde o início do rádio comercial, mas com 100% da programação ocupada só por notícias é algo recente, de meados da década de 1980, com Jornal Do Brasil AM (RJ) e Guaíba AM (RS); O formato se consolidou com a CBN (criada em 1991), primeiro em AM, depois transmitido também em FM. Hoje, somente em FM, há a Band News (criada em 2006); Igreja Radiofônica Formato em que as emissoras são voltadas à pregação religiosa. Elas são geralmente ligadas a grupos religiosos, sejam eles católicos, evangélicos (de diferentes denominações), entre outros; Grupos religiosos geralmente arrendam ou compram emissoras de rádio, mas também podem comprar horários cheios;
FORMATOS HÍBRIDOS Educativa Formato em que as emissoras são ligadas ao poder público e voltadas à educação e a promoção da cultura local, regional e/ou nacional. Tem como objetivo educar pelo rádio (Ex.: MEC AM, MEC FM); RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA Possibilitada pela lei 9612 de 19/02/1998, a qual deu chance a pequenos grupo sociais (moradores de bairro, associação de amigos, etc.) a ter voz para transmitir informações para a comunidade; Opera em FM, em baixa potência (máximo de 25 watts), em cobertura restrita (cerca de 1,5 km de raio), sem fins lucrativos; Lei regularizou situação de grupos sociais que irradiavam conteúdo, mas que estavam fora da lei (Ex. Favela FM em Belo Horizonte). Elas não seriam mais rádios piratas (rádios que transmitem conteúdo, mas que estão fora da lei porque não tem outorga de concessão);
RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA O termo rádio pirata é também chamado de rádio livre por alguns pesquisadores, entendida como uma forma livre de expressão dos excluídos; Rádio pirata ou rádio livre pode ser feita como um desafio aos princípios da radiodifusão (feitos por amantes da eletrônica, como a primeira rádio pirata brasileira, feita em 1976 em Sorocaba), ou ser feita como voz para discussões políticas, ou ainda forma de realizar anúncios ou arrendar horários visando apenas o retorno financeiro; TIPOS DE AUDIÊNCIA Construção de conteúdo se baseia em média de gosto, mas a audiência é heterogênea. Grosso modo é classificada em diferentes classes, as quais, de acordo com Ferraretto são baseadas em critérios socioeconômicos: Classe A: Pessoas economicamente independentes com maior acesso à informação, ao conhecimento e à cultura;
TIPOS DE AUDIÊNCIA Classe B: Classe em ascenção social, dividida em: Classe B alta: Pessoas que tendem a ingressar na classe A. Pessoas com curso superior e/ou empresarialmente bem sucedidas; Classe B baixa: Pequenos empresários e funcionários de alta remuneração; Classe C: Pequenos funcionários, em geral com ensino secundário e que moram no subúrbio; Classe D: Possuem atividades sazonais (agricultura, construção civil...), pequenos biscates, com orçamento familiar curto; Classe E: Desempregados, sem-terras, etc.; O rádio comercial busca as classes A, B e C, ignorando as demais classes sociais por estarem fora do mercado de consumo; O rádio público (educativo) tem por princípio fazer programas para todas as classes, mas na prática isso acaba não acontecendo;
BIBLIOGRAFIA CÉSAR, CYRO. Como falar no rádio: Prática de locução AM e FM. São Paulo: Summus, 2009 FERRARETTO, Luiz Arthur. Rádio: o veículo, a história e a técnica. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000. STRAUBHAAR, Joseph; LAROSE, Robert. Comunicação, mídia e tecnologia. Tradução de José Antônio Lacerda Duarte. São Paulo: Thomson, 2004.