Crescimento e desenvolvimento da criança

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De acordo com a faixa etária da criança. Você pode orientar: Criança até 2 meses: Orientar que a mãe e pessoas do seu meio de convivência mantenham um diálogo com a criança buscando um contato visual (olho no olho). Estimular a criança visualmente (objetos coloridos), em uma distância mínima de 30 cm, realizando pequenos movimentos oscilatórios a partir da linha média. Colocar a criança em posição de decúbito ventral, para estímulo cervical, chamando a atenção da criança à frente, fazendo também a estimulação visual e auditiva.

Criança de 2 a 4 meses: Interagir com a criança estabelecendo contato visual e auditivo (conversar com o bebê). Oportunizar à criança ficar na posição sentada com apoio, para que possa exercitar o controle da cabeça. Tocar as mãos da criança com pequenos objetos, estimulando que ela os segure. Criança de 4 a 6 meses: Oferecer inicialmente brinquedos à pequenas distâncias oportunizando que ela tente alcancá-los. Dar objetos na mão da criança facilitando que ela leve-o à boca. Proporcionar estímulos sonoros à criança, fora de seu alcance visual para que ela localize o som. Estimular a criança lateralmente, visando as mudanças de decúbito, com objetos e atitudes (brinquedos, palmas).

Criança de 6 a 9 meses: Brincar com a criança de esconde-achou utilizando panos encobrindo o rosto do adulto (juju). Dar à criança brinquedos fáceis de serem manuseados, para que ela possa passar de uma mão à outra. Manter constante diálogo com a criança, introduzindo palavras de fácil sonorização (dá-dá, pá-pá). Deixar a criança brincar sentada no chão (colchonete, esteira) ou deitada em decúbito ventral, estimulando que ela se arraste e posteriormente engatinhe.

Criança de 9 a 12 meses Brincar com a criança através de músicas, fazendo gestos (bater palmas, dar tchau) solicitando a resposta. Proporcionar o contato da criança com objetos bem pequenos (bago de feijão, de milho, contas) para que ela desenvolva preensões em pinça (ter cuidado para que ela não leve o objeto à boca). Conversar com a criança estimulando que ela domine o nome das pessoas e objetos do seu convívio. Deixar a criança em local onde ela possa fazer a mudança da posição sentada para a posição de pé com apoio (sofá, cama, cadeira) e onde ela possa deslocar-se segurando nos móveis. Criança de 12 a 15 meses: Estimular para que a criança dê tchau, jogue beijo, bata palmas, atenda telefone. Dar a criança recipientes e objetos de diversos tamanhos, para que ela desenvolva a função de encaixe e de continente. Ensinar palavras simples à criança através de rimas, músicas e de sons comumente falados. Proporcionar que ela possa deslocar-se em pequenas distâncias com segurança para poder desencadear a marcha livre.

Criança de 15 a 18 meses: Solicitar á criança objetos diversos, denominando- os, ajudando a aumentar seu repertório de conhecimento, assim como as funções de dar, pegar, largar e sempre que possível, demonstrar. Dar papel, giz de cera (tipo estaca, grosso) para iniciar as atividades auto-expressivas (rabisco espontâneo). Brincar com a criança solicitando que ela ande para frente e para trás (marcha ré), inicialmente com ajuda. Criança de 18 a 24 meses: Estimular a criança a colocar e tirar suas vestimentas nos momentos indicados, inicialmente com ajuda. Realizar brincadeiras com objetos que possam ser empilhados, demonstrando. Solicitar que ela localize figuras de revistas e jogos previamente nominados. Brincar de chutar bola (fazer gol).

Caso n º 1. Ivo tem 9 meses. Veio ao serviço de saúde porque estava com tosse. Na sua consulta o profissional, após avaliá-lo segundo a estratégia da AIDPI, perguntou o que a mãe achava sobre seu desenvolvimento. A mãe referiu que Ivo é um pouco molinho. Ainda não está sentando, a não ser apoiado. Pega objetos e transfere de uma mão para a outra, já diz papa e dada ; brinca de esconder. Quando colocado deitado, não consegue virar-se. Investigado quanto sua gestação, parto e nascimento, a mãe refere que não foi prematuro, pesou 3.100g ao nascer, porém demorou a chorar após o parto, necessitando uso de oxigênio. Seu perímetro cefálico foi de 36 cm. Apresentava implantação baixa de pavilhão auricular, olhos com fenda oblíqua para cima e clinodactilia. Que conduta o profissional de saúde deveria tomar em relação a esta classificação?

Caso n º 2. Fabrício tem 2 anos e foi levado à unidade de saúde porque sua mãe estava preocupada por ele ainda não falar palavra alguma; também parece não entender quando lhe é dada alguma ordem. Indagada sobre sua gestação, parto e nascimento, a mãe referiu não ter havido nada de anormal. Sobre a saúde de Fabrício, informou que Fabrício foi hospitalizado durante 20 dias quando tinha 8 meses de idade com quadro de meningite bacteriana. O profissional verificou que Fabrício não apresentava alterações fenotípicas e seu perímetro cefálico era de 50 cm. Que conduta você tomaria com relação a Fabrício?